Questões de Concurso
Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português
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Descoberta de novos genes ajuda pacientes que resistem à quimioterapia
Assinale a alternativa que apresenta a correta função sintática da palavra em destaque:
A União Industrial Argentina, que agrupa os empresários mais poderosos do país, já advertiu o governo de que a falência em massa de pequenas e médias empresas pode ser uma consequência grave da crise econômica.
Na frase:

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=edL6kbAGlN8. Acesso em: 05 jun. 2023.
Com relação aos segmentos do texto em destaque: I. “que foi
nesse momento” / II. “que nos apaixonamos”, é correto afirmar:
Luz de lanterna, sopro de vento
Tendo o marido partido para a guerra, na primeira noite da sua ausência a mulher acendeu uma lanterna e pendurou-a do lado de fora da casa. “Para trazê-lo de volta” murmurou. E foi dormir.
Mas, ao abrir a porta na manhã seguinte, deparou-se com a lanterna apagada. “Foi o vento da madrugada” pensou olhando para o alto como se pudesse vê-lo soprar.
À noite, antes de deitar, novamente acendeu a lanterna que a distância deveria indicar ao seu homem o caminho de casa.
Ventou de madrugada. Mas era tão tarde e ela estava tão cansada que nada ouviu, nem o farfalhar das árvores, nem o gemido das frestas, nem o ranger das argolas da lanterna. E de manhã surpreendeu-se ao encontrar a luz apagada.
Naquela noite, antes de acender a lanterna, demorou-- se estudando o céu límpido, as claras estrelas. “Na certa não ventará” disse em voz alta, quase dando uma ordem. E encostou a chama do fósforo no pavio.
Se ventou ou não, ela não saberia dizer. Mas antes que o dia raiasse não havia mais nenhuma luz, a casa desaparecia nas trevas.
Assim foi durante muitos e muitos dias, a mulher sem nunca desistir acendendo a lanterna que o vento, com igual constância apagava.
Talvez meses tivessem passado quando num entardecer, ao acender a lanterna, a mulher viu ao longe recortada contra a luz que lanhava em sangue o horizonte, a silhueta escura de um homem a cavalo. Um homem a cavalo que galopava na sua direção.
Aos poucos, apertando os olhos para ver melhor, distinguiu a lança erguida ao lado da sela, os duros contornos da couraça. Era um soldado que vinha. Seu coração hesitou entre o medo e a esperança. O fôlego se reteve por instantes entre lábios abertos. E já podia ouvir os cascos batendo sobre a terra, quando começou a sorrir. Era seu marido que vinha.
Apeou o marido. Mas só com um braço rodeou-lhe os ombros. A outra mão pousou na empunhadura da espada. Nem fez menção de encaminhar-se para a casa.
Que não se iludisse. A guerra não havia acabado. Sequer havia acabado a batalha que deixara pela manhã. Coberto de poeira e sangue, ainda assim não havia vindo para ficar. “Vim porque a luz que você acende à noite não me deixa dormir” disse-lhe quase ríspido. “Brilha por trás das minhas pálpebras fechadas, como se me chamasse. Só de madrugada depois que o vento sopra posso adormecer.”
A mulher nada disse. Nada pediu. Encostou a mão no peito do marido, mas o coração dele parecia distante, protegido pelo couro da couraça. “Deixe-me fazer o que tem de ser feito, mulher” disse sem beijá-la. De um sopro apagou a lanterna. Montou a cavalo, partiu. Adensavam-se as sombras, e ela não pode sequer vê-lo afastar-se contra o céu.
A partir daquela noite, a mulher não acendeu mais nenhuma luz. Nem mesmo a vela dentro de casa, não fosse a chama acender-se por trás das pálpebras do marido.
No escuro, as noites se consumiam rápidas. E com elas carregavam os dias, que a mulher nem contava. Sem saber ao certo quanto tempo havia passado, ela sabia, porém, que era tanto.
E, passado num final de tarde em que a soleira da porta despedia-se da última luz no horizonte, viu desenhar-se lá longe a silhueta de um homem. Um homem a pé que caminhava na sua direção. Protegeu os olhos com a mão para ver melhor e, aos poucos, porque o homem avançava devagar, começou a distinguir a cabeça baixa, o contorno dos ombros cansados. Contorno doce, sem couraça, retendo o sorriso nos lábios – tantos homens haviam passado sem que nenhum fosse o que ela esperava. Ainda não podia ver-lhe o rosto, oculto entre a barba e o chapéu, quando deu o primeiro passo e correu ao seu encontro, liberando o coração. Era seu marido que voltava da guerra.
Não precisou perguntar-lhe se havia vindo para ficar. Caminharam até a casa. Já iam entrar. Quando ele se reteve. Sem pressa voltou-se, e, embora a noite ainda não tivesse chegado, acendeu a lanterna. Só entrou com a mulher. E fechou a porta.
(COLASANTI, Marina. Luz de lanterna, sopro de vento. In: Um espinho de marfim e outras histórias. Porto Alegre: L&PM. p. 39, 1999. Adaptado.)
Durante o período de estudo, a maior parte da água 'que' foi redistribuída estava localizada no oeste da América do Norte e no noroeste da Índia, ambos em latitudes médias.
O vocábulo destacado trata-se de:
“Pouco antes, um comunicado da empresa americana OceanGate Expeditions, que operava o Titan, já havia informado que os cinco passageiros foram “tristemente perdidos”.
No trecho acima verifica-se o uso da palavra “que” em dois momentos (na oração subordinada e na oração principal). Sobre esse uso da palavra “que” nesse trecho, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “que operava o Titan”, tem a função de introduzir uma explicação, uma informação acessória, que pode ser retirada sem causar prejuízo quanto à ideia principal.
II. Em “já havia informado que os cinco passageiros foram ‘tristemente perdidos’ ”, tem função explicativa e, nessa oração, pode ser excluído sem causar prejuízo para a compreensão da ideia principal.
III. Em “que operava o Titan”, tem a função de restringir a ideia e não pode ser excluído, pois causaria prejuízo para a compreensão da informação principal.
IV. Em: “já havia informado que os cinco passageiros foram ‘tristemente perdidos’ ”, tem a função de complementar a ideia da locução verbal: “havia informado” e, nessa oração, se essa complementação for retirada, haverá prejuízo quanto à ideia principal.
Assinale a alternativa correta.
“Pouco antes, um comunicado da empresa americana OceanGate Expeditions, que operava o Titan, já havia informado que os cinco passageiros foram “tristemente perdidos”.
Sobre os referentes (sujeitos) dos verbos havia e operava, assinale a alternativa correta.
“Nas trilogias de super-heróis o segundo filme é o da consolidação da jornada pessoal. Cinco anos depois de Homem-Aranha no Aranhaverso (2018), Miles Morales retorna mais maduro e confiante em Através do Aranhaverso, mas é a própria realidade da rotina de vigilante - que particularmente no universo do Homem-Aranha sempre envolveu muitas concessões, lutos e sacrifícios - que chega para cobrar seu pedágio e testar se Miles tem mesmo o que é preciso para carregar o nome de Homem-Aranha.”
RIBEIRO, Pedro Henrique. Homem-Aranha Através do Aranhaverso é amadurecimento solitário de Miles Morales. Omelete, 31 de maio de 2023. Disponível em: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/homem-aranhaaranhaverso-2. Acesso em: 16 jun. 2023.


QUINO. Adaptado, Mafalda. Disponível em: <https://feedobem.com/artigos/compartilhar/tirinha-mafalda>.
Acesso em: 04
de abril de 2023.


QUINO. Adaptado, Mafalda. Disponível em: <https://feedobem.com/artigos/compartilhar/tirinha-mafalda>.
Acesso em: 04
de abril de 2023.


QUINO. Adaptado, Mafalda. Disponível em: <https://feedobem.com/artigos/compartilhar/tirinha-mafalda>.
Acesso em: 04
de abril de 2023.
Unesco nomeia 18 novos Geoparques Mundiais
Por Unesco

(Disponível em: https://www.unesco.org/pt/articles/unesco-nomeia-18-novos-geoparques-mundiais – texto
adaptado especialmente para esta prova).
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.


(Isabella Henriques e Miriam Pragita.
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/06/e-urgente-retomar-opacto-social-pela-infancia.shtml. 17.jun.2023)
As duas ocorrências do QUE no período acima se classificam, respectivamente, como
Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.
Lugar de fala



(Ricardo Viveiros.
https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/06/lugar-de-fala.shtml.
12.jun.2023.)
A ocorrência do QUE sublinhada no período acima se classifica como
Texto para o item.
Prêmio Raízes

Internet:<www.cauto.gov.br>
Com base na estrutura e no conteúdo do texto, julgue o item.
O termo “que” (linha 4) deve ser reconhecido como uma
conjunção integrante.
Nunes Marques pede 'empatia' a mulheres; Cármen responde: 'Não somos coitadas, precisamos é de respeito'
A ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divergiu nesta quinta-feira (27) dos argumentos do ministro Nunes Marques, também integrante da Corte, durante um julgamento sobre uma suposta fraude em cota de gênero nas eleições de 2020. Em determinado momento, ele pediu "empatia" às mulheres. Cármen afirmou que as mulheres não são "coitadas" e precisam de "respeito", não de empatia.
O TSE analisava se o partido Cidadania teria lançado candidaturas femininas fictícias para cumprir o requisito de ao menos 30% de candidatas mulheres nas eleições para o cargo de vereador em Itaiçaba (CE).
Na discussão do caso, Nunes Marques avaliou que não seria possível classificar o caso como fraude e pediu mais “empatia” com mulheres em disputas eleitorais. O ministro avaliou que “não é fácil para uma mulher do povo, simples, se candidatar e ter 9 votos numa cidade”.
“Há uma tentativa republicana de cumprimento da norma eleitoral [a cota de gênero], na busca de pessoas do gênero feminino que se disponham a se candidatar. No entanto, a partir do momento que ela se filia e há um completo abandono, a gente precisa ter um pouco de empatia com essas mulheres”, disse.
“Elas nunca participaram de nada, de campanha, não sabem como percorrer esse caminho durante o pleito. Devemos ter empatia porque não é fácil para uma mulher do povo, simples, se candidatar e ter 9 votos numa cidade dessa”, acrescentou o ministro.
Cármen Lúcia respondeu então que a discussão não passava por ter “empatia” com mulheres em disputas políticas.
“A Justiça Eleitoral tem a tradição de reconhecer como pessoa dotada de autonomia, e não precisar de amparo. Isso é o que nós não queremos, ministro. E eu entendo quando o senhor afirma, de uma forma que soa paternal, dizendo que haja empatia. É preciso, na verdade, que haja educação cívica”, afirmou. A ministra ainda argumentou que é necessário “dar efetividade jurídica” à regra constitucional que exige um mínimo de candidaturas femininas.
“Não acho que é uma questão de empatia, é uma questão de constitucionalidade. Não é constitucional ter no Brasil um dispositivo que não é cumprido. Tem uma legislação que, desde 1996, estabelece uma cota. Mais de 30% dos casos que nos chegam nesta Corte são de descumprimento da lei. Temos de dar efetividade jurídica e social com igualdade”, disse.
“O que a gente quer, nós, mulheres, não é empatia da Justiça, é respeito aos nossos direitos. É preciso que tenha educação cívica para todos os brasileiros igualmente participarem livremente, autonomamente, com galhardia, das campanhas eleitorais e da vida política de um país”, concluiu.
https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/04/27
Assinale a alternativa CORRETA: