Questões de Concurso Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

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Q3987874 Português

O Texto 1 refere-se à questão.


Texto 1


Doação de sangue cresce na américa latina,

segundo a OMS 


Quase 80% dos países relataram aumentos

significativos, mas a região ainda enfrenta desafios


Por Redação Galileu 


    Um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entidade regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), traz boas notícias a respeito da doação de sangue. A prática vem aumentando na América Latina e no Caribe.

    O levantamento indica que 23 países — 17 na América Latina e seis no Caribe não latino — coletaram mais de 9,2 milhões de unidades de sangue em 2023. Isso representa um aumento de 15,5% em comparação a 2020, que registrou 7,7 milhões em um ano. Quase 80% dos países relataram aumentos significativos, que a OPAS atribui à transição pós-pandemia e a novas estratégias de sensibilização.

    Em 2023, 56,8% das unidades coletadas vieram de doadores voluntários, um aumento de 6,7% em relação a 2019, retornando aos índices de crescimento pré-pandemia. As demais doações vieram de familiares e amigos próximos de pacientes específicos. Nenhum país reportou doações remuneradas. América Latina e Caribe têm uma média de 16 doações de sangue por cada mil habitantes. Nesse cenário, 13 países estão abaixo dessa média e dez a superam. Brasil, México, Colômbia e Argentina somam 75% do total de doações.

    “O acesso equitativo ao sangue seguro é um direito de todas as pessoas e só pode ser garantido por meio de sistemas de doação de sangue organizados e eficientes, baseados na doação voluntária, regular e não remunerada”, diz Jarbas Barbosa, diretor da OPAS, em um comunicado da instituição. “Somos gratos àqueles que generosamente doam e incentivamos mais pessoas a se juntarem a este ato de solidariedade que salva vidas”, acrescenta. 

    O relatório também aponta avanços na segurança e na qualidade das transfusões. Os países reportam que 100% das unidades de sangue doadas foram rastreadas e 90% foram fracionadas em componentes como glóbulos vermelhos, plasma e plaquetas, otimizando seu uso clínico.

    Apesar das boas notícias, a região ainda enfrenta desafios. A OPAS diz que mais de 1,9 mil centros de coleta e 1,4 mil centros de processamento operam de forma dispersa, o que limita a eficiência. Apenas quatro países processaram uma média de mais de 10 mil unidades de sangue por ano, com o Paraguai liderando (20,7 mil unidades).


Disponível em:

https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2025/06/doacao-de-

sangue-cresce-na-america-latina-segundo-a-oms.ghtml. Acesso em

30 jun. 2025. 

Assinale a alternativa em que o termo em destaque é uma conjunção integrante, tendo como função introduzir um complemento verbal.
Alternativas
Q3987492 Português

A língua do Brasil



O tupi, primeiro idioma encontrado pelos portugueses no Brasil de 1500, ainda resiste no nosso vocabulário. Agora tem gente querendo vê-lo até nas escolas. Em pleno século XXI.


        No auge de sua loucura, o ultranacionalista personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma, livro clássico de Lima Barreto (1881-1922), conclamava seus contemporâneos a abandonar a língua portuguesa em favor do tupi. Hoje, 83 anos depois da publicação da obra, o sonho da ficção surge na realidade. O novo Policarpo é um respeitado professor e pesquisador de Letras Clássicas da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Navarro. Há dois meses, ele fundou a Tupi Aqui, uma organização não-governamental (ONG) que tem por objetivo lutar pela inclusão do idioma como matéria optativa no currículo das escolas paulistas. “Queremos montar vinte cursos de tupi em São Paulo no ano que vem”, disse à SUPER. […]


        À primeira vista, o projeto parece birutice. Só que há precedentes. Em 1994, o Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro aprovou uma recomendação para que o tupi fosse ensinado no segundo grau. A decisão nunca chegou a ser posta em prática por pura falta de professores. Hoje, só uma universidade brasileira, a USP, ensina a língua, considerada morta, mas ainda não completamente enterrada.


        Em sua forma original, o tupi, que até meados do século XVII foi o idioma mais usado no território brasileiro, não existe mais. Mas há uma variante moderna, o nheengatu (fala boa, em tupi), que continua na boca de cerca de 30000 índios e caboclos no Amazonas. Sem falar da grande influência que teve no desenvolvimento do português e da cultura do Brasil. “Ele vive subterraneamente na fala dos nossos caboclos e no imaginário de autores fundamentais das nossas letras, como Mário de Andrade e José de Alencar”, disse à SUPER Alfredo Bosi, um dos maiores estudiosos da Literatura do país. “É o nosso inconsciente selvagem e primitivo.”


        Todo dia, sem perceber, você fala algumas das 10 000 palavras que o tupi nos legou. Do nome de animais, como jacaré e jaguar, a termos cotidianos como cutucão, mingau e pipoca. É o que sobrou da língua do Brasil. […]


         Quando ouvir dizer que o Brasil é um país tupiniquim, não se irrite. Nos primeiros dois séculos após a chegada de Cabral, o que se falava por estas bandas era o tupi mesmo. O idioma dos colonizadores só conseguiu se impor no litoral no século XVII e, no interior, no XVIII. Em São Paulo, até o começo do século passado, era possível escutar alguns caipiras contando casos em língua indígena. No Pará, os caboclos conversavam em nheengatu até os anos 40.


         Mesmo assim, o tupi foi quase esquecido pela História do Brasil. Ninguém sabe quantos o falavam durante o período colonial. Era o idioma do povo, enquanto o português ficava para os governantes e para os negócios com a metrópole. “Aos poucos estamos conhecendo sua real extensão”, disse à SUPER Aryon Dall’Igna Rodrigues, da Universidade de Brasília, o maior pesquisador de línguas indígenas do país. Os principais documentos, como as gramáticas e dicionários dos jesuítas, só começaram a ser recuperados a partir de 1930. A própria origem do tupi ainda é um mistério. Calcula-se que tenha nascido há cerca de 2500 anos, na Amazônia, e se instalado no litoral no ano 200 d.C. “Mas isso ainda é uma hipótese”, avisa o arqueólogo Eduardo Neves, da USP.


Três letras fatais


        Quando Cabral desembarcou na Bahia, a língua se estendia por cerca de 4000 quilômetros de costa, do norte do Ceará a Iguape, ao sul de São Paulo. Só variavam os dialetos. O que predominava era o tupinambá, o jeito de falar do maior entre os cinco grandes grupos tupis (tupinambás, tupiniquins, caetés, potiguaras e tamoios). Daí ter sido usado como sinônimo de tupi. As brechas nesse imenso território idiomático eram os chamados tapuias (escravo, em tupi), pertencentes a outros troncos linguísticos, que guerreavam o tempo todo com os tupis. Ambos costumavam aprisionar os inimigos para devorá-los em rituais antropofágicos. A guerra era uma atividade social constante de todas as tribos indígenas com os vizinhos, até com os da mesma unidade lingüística.


        Também, não havia outro jeito. Quando Portugal começou a produzir açúcar em larga escala em São Vicente (SP), em 1532, a língua brasílica, como era chamada, já tinha sido adotada por portugueses que haviam se casado com índias e por seus filhos. “No século XVII, os mestiços de São Paulo só aprendiam o português na escola, com os jesuítas”, diz Aryon Rodrigues. Pela mesma época, no entanto, os faladores de tupi do resto do país estavam sendo dizimados por doenças e guerras. No começo daquele mesmo século, a língua já tinha sido varrida do Rio de Janeiro, de Olinda e de Salvador, as cidades mais importantes da costa. Hoje, os únicos remanescentes dos tupis são 1500 tupiniquins do Espírito Santo e 4000 potiguaras da Paraíba. Todos desconhecem a própria língua. Só falam português.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/cultura/a-lingua-do-brasil/. 

Acesso em: 18 out. 2025. 

Assinale a alternativa cuja função do vocábulo destacado seja a mesma do termo em destaque no seguinte excerto: “Há dois meses, ele fundou a Tupi Aqui, uma organização não-governamental (ONG) que tem por objetivo lutar pela inclusão do idioma como matéria optativa no currículo das escolas paulistas.”
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Q3986806 Português

Normas e condutas no ambiente laboratorial


Para garantir a segurança nas atividades laboratoriais e a proteção do pessoal envolvido e do meio ambiente, bem como obter resultados satisfatórios na pesquisa, é de extrema importância que a Embrapa Agroindústria Tropical possua um conjunto de diretrizes internas que oriente seus usuários de forma a minimizar ou anular os riscos existentes nessas áreas.

As principais recomendações que devem ser adotadas nos laboratórios são:

– O trabalho deve ser executado com seriedade, atenção e calma.

– O experimento deve ser planejado, procurando conhecer os riscos envolvidos, precauções a serem tomadas e forma correta de descarte dos resíduos.

– Quando realizar atividades de risco, evitar trabalhar só.

– As atividades laboratoriais devem ser programadas de forma a se evitar experimentos incompatíveis no mesmo ambiente.

– É imprescindível o conhecimento e a localização dos acessórios de segurança.

– É obrigatório o uso de equipamento de proteção individual (EPI), como óculos de proteção, máscara facial, luvas, jalecos, sapatos de segurança e outros, durante o manuseio de produtos químicos.

– É obrigatório o uso de roupas adequadas, como calças compridas e sapatos fechados.



Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1048 170/1/DOC16002.pdf. Acesso em: 02 out. 2025. 

Em “[…] é de extrema importância que a Embrapa Agroindústria Tropical possua um conjunto de diretrizes internas que oriente seus usuários de forma a minimizar ou anular os riscos existentes nessas áreas.”, o pronome relativo em destaque refere-se a(à)
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Joinville - SC Provas: INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Administrador | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Advogado | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Analista Clínico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Analista de Tecnologia da Informação | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Biólogo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Arqueólogo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Cirurgião Dentista - Traumatologia Bucomaxilofacil | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Cirurgião Dentista Endodentista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Cirurgião Dentista - Odontopediatria | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Contador | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista - Cirurgião Cabeça-Pescoço | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Pediatra - Médico Plantonista Pediatra | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Economista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Otorrinolaringologista - Médico Plantonista Otorrinolaringologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Enfermeiro | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Oftalmologista - Médico Plantonista Oftalmologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Agrônomo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Historiador | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Ambiental | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Neurocirurgião | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Florestal | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Coloproctologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Mecânico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Técnico em Atividades Esportivas | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Cartográfo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Tecnólogo em Turismo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Químico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Oncológico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro Sanitarista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Torácico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro de Segurança do Trabalho | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Engenheiro de Transporte e Logística | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Vascular | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Terapeuta Ocupacional | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Especialista Cultural - Museus | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Hematologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Mastologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Especialista Cultural - Preservação e Restauração | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Cardiologista - Médico Plantonista Cardiologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Intensivista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Geólogo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Nefrologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Cirurgião Plástico Fissura Labial | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Medicina de Emergência (Emergencista) | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Clínica Médica - Médico Plantonista Clínica Médica | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Dermatologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Geral - HPSJ | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Quadril | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Fisiatra | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Radiologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Radioterapeuta | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Psiquiatra | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Pé e Tornozelo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Ombro e Cotovelo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Coluna Vertebral | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Cirurgia-Mão | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Ortopedista Cirurgia do Joelho | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Oncologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Neurorradiologista Intervencionista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Urologista - Plantonista Urologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Reumatologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Veterinário | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Pneumologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Radiologista Intervencionista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Gastroenterologista - Médico Plantonista Gastroenterologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Ginecologista Obstetra | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Ginecologista Patologia de Colo | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Neurologista Pediátrico | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Anestesiologista | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Plantonista Cirurgião Geral/Transplante | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico - Medicina do Trabalho | INSTITUTO AOCP - 2025 - Prefeitura de Joinville - SC - Médico Neurologista - Médico Plantonista Neurologista |
Q3986623 Português

Colesterol alto é o grande culpado das doenças cardiovasculares?

 

Durante muito tempo, o colesterol foi tratado como um dos grandes vilões da saúde. As campanhas médicas e publicitárias reforçaram a ideia de que ele deveria ser combatido a qualquer custo. Hoje, porém, a ciência reconhece que a questão é mais complexa: o colesterol é uma substância essencial ao organismo, necessária para a produção de hormônios, vitamina D, membranas celulares e ácidos biliares. O problema está no excesso — especialmente quando há desequilíbrio entre o colesterol LDL e o HDL.

O LDL, chamado de “colesterol ruim”, transporta colesterol do fígado para os tecidos. Em excesso, pode se acumular nas artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Já o HDL, conhecido como “colesterol bom”, ajuda a remover o excesso de gordura do sangue, levando-o de volta ao fígado. Por isso, não é o colesterol em si o responsável pelos problemas de saúde, mas o desequilíbrio entre suas frações e a presença de outros fatores de risco, como sedentarismo, tabagismo e hipertensão.

Segundo especialistas, a avaliação dos níveis de colesterol deve ser feita de maneira individualizada. Há pessoas com taxas elevadas que não apresentam risco aumentado de infarto, enquanto outras, mesmo com valores próximos do ideal, podem ter predisposição genética para a aterosclerose. Isso mostra que os exames laboratoriais não devem ser analisados de forma isolada, mas em conjunto com o histórico clínico e os hábitos de vida.

A alimentação continua a ter papel fundamental. O consumo exagerado de gorduras saturadas e trans eleva o LDL, enquanto uma dieta rica em frutas, legumes, fibras e gorduras boas — como as presentes no azeite, nas castanhas e no abacate — ajuda a aumentar o HDL. Praticar atividade física, manter o peso adequado e evitar o cigarro são atitudes que contribuem para evitar fissuras no endotélio (camada superficial que reveste vasos e artérias), local onde o colesterol LDL se deposita, iniciando o processo de aterosclerose.

Mais do que enxergar o colesterol como um inimigo, a medicina atual recomenda uma visão de equilíbrio. O colesterol é vital, mas requer controle. O cuidado contínuo com a alimentação, o estilo de vida e o acompanhamento médico regular são as melhores estratégias para manter a saúde do coração e compreender que o corpo humano depende de harmonia, não de extremos.

 

Adaptado de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/20/colesterol-alto-e-vilao.htm. Acesso em: 20 out. 2022.

No período “Há pessoas com taxas elevadas que não apresentam risco aumentado de infarto, enquanto outras, mesmo com valores próximos do ideal, podem ter predisposição genética para a aterosclerose.”, a palavra “que” exerce a função de
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Q3985755 Português
Por que o trema foi abolido da língua portuguesa?

Por padronização: o Brasil era o único país lusófono
que ainda usava esse sinal, abandonado em Portugal
em 1945. Ele era útil, porém. E a saudade
permanece.


Bruno Vaiano

     Por padronização, de maneira muito resumida. Portugal abandonou esse sinal diacrítico em 1945 e ele não aparecia com frequência nos textos de nenhum país lusófono – com exceção do Brasil, é claro.
    Com o acordo ortográfico mais recente, ratificado em 2008, a maioria se impôs e ficamos sem “lingüiça”, “seqüestro” e “cinqüenta”. Era mais fácil nós pararmos de usar o “ü” do que os outros países se acostumarem a usá-lo.
    Antes de mais nada, vale explicar o trema para os mais novos, alfabetizados após a abolição do dito-cujo. Esse sinal avisava que o falante deveria pronunciar a letra “u” depois de um “q” ou “g”. Portanto, “agüentar”, “pingüim” e “tranqüilo” carregavam um casal de pontinhos em cima do “u”, mas “queijo”, “caiaque” e “enfoque”, não.
    Pode parecer uma minúcia, mas o trema era útil na hora de ler uma palavra que você nunca havia ouvido ninguém pronunciar. Por exemplo: o correto é dizer “quinquênio” com as duas letras “u”, algo que todo mundo saberia caso esse palavrão exótico ainda fosse escrito “qüinqüênio”, como era regra no Brasil até 2008. 
    O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).
    Na época, muitos linguistas brasileiros ficaram insatisfeitos com a abolição do trema (e com vários outros aspectos do acordo mais recente), argumentando que os pontinhos eram perfeitamente úteis e que sua ausência dificulta a leitura. 
    O gramático Gladstone Chaves de Melo, morto em 2001, já considerava a abolição do trema um “absurdo” desde muito antes do acordo entrar em vigor, já que as mudanças já estavam pautadas desde 1990.
    Edmílson Monteiro Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFCE), escreveu: “Queiram ou não os mentores da inoportuna reforma, o trema é útil, necessário para a pronúncia e conservação de grande número de palavras. Sem ele, com o tempo, muitas se deformariam.”
    Para Lúcia Fulgêncio e Mário A. Perini, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “A eliminação do trema representa um afastamento entre a escrita e a fala; não gera dificuldades para a escrita, mas sim para a pronúncia. (…) Temos que concluir que a ortografia de 1971 é superior à de 2009 neste particular”. 
    Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras. Mas explicam que, “Aqui, o inconveniente afeta mais os estrangeiros, que não conhecem a pronúncia, e os falantes do português apenas quando se trata de uma palavra desconhecida, ou uma daquelas que a gente só conhece pela escrita.”
    Ou seja: se você sente saudade do trema, você não está sozinho. Em nome da padronização internacional, o Brasil ficou sem seus pontinhos de estimação. 

Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-o-tremafoi-abolido-da-lingua-portugue-sa/. Acesso em: 15 out. 2025. 


Assinale a alternativa cuja função do termo destacado é a mesma do vocábulo sublinhado em: “Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras.”. 
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Q3984632 Português

Mudanças climáticas já afetam portos brasileiros, aponta estudo 


O setor portuário precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro, diz estudo

Amanda Pupo, do Estadão Conteúdo


    Preocupação crescente no mundo, os efeitos das mudanças climáticas já podem ser percebidos no setor portuário brasileiro, que precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro.

     A conclusão é de um estudo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da agência de fomento alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), que mapeou as principais ameaças climáticas e os impactos da mudança do clima em 21 portos públicos brasileiros.

     Com o resultado, a agência pretende subsidiar a construção de políticas públicas, além de construir uma regulação que incentive a adaptação dessas infraestruturas. […] 


Maior risco


    Entender e preparar os espaços para as mudanças climáticas são medidas cruciais para o setor portuário, principalmente em razão da relevância desse mercado para a economia brasileira e global.

    Segundo a Antaq, os portos são responsáveis por movimentar uma média anual de R$ 293 bilhões, representando 14,2% do PIB nacional. Além disso, 95% do comércio exterior do Brasil, em peso, passa pela infraestrutura portuária.

     “A mudança do clima já está acontecendo, mas não estamos expostos a ela indefesos, a adaptação pode ser uma chance de tornar as nossas cidades e portos mais agradáveis”, afirmou Friederike Sabiel, representando a embaixada alemã no evento de lançamento do estudo.

    Por estarem localizadas em zonas costeiras, as instalações portuárias são afetadas direta ou indiretamente por eventos extremos, como tempestades, aumento do nível médio do mar e inundações, por exemplo, além dos vendavais.

    “A intensificação desses eventos devido às alterações do clima causará impactos e perdas econômicas significativas ao setor, influenciando a economia regional e o funcionamento das cadeias de abastecimento global”, aponta a Antaq. “Espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida para a melhoria regulatória do setor”, afirmou o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery.


Nível do mar


    Para o levantamento, além dos vendavais, os técnicos estudaram a vulnerabilidade dos portos para tempestades e o aumento do nível do mar.

    No caso das tempestades, atualmente dez portos apresentam um risco climático considerado alto ou muito alto, situação que pode gerar alagamentos nas áreas portuárias, deslizamentos e paralisação nas operações. […]

    O estudo apurou que poucos portos implementam medidas de adaptação. Entre as mais comuns, estão a implantação de monitoramento meteorológico, a abordagem da mudança do clima no plano estratégico e a realização de reuniões para debater as adaptações.


Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/mudancasclimaticas-ja-afetam-portos-brasileiros-aponta-estudo/

Assinale a alternativa cujo termo em destaque exerça a mesma função que o destacado em: “‘Espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida para a melhoria regulatória do setor’”.
Alternativas
Q3984628 Português

Mudanças climáticas já afetam portos brasileiros, aponta estudo 


O setor portuário precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro, diz estudo

Amanda Pupo, do Estadão Conteúdo


    Preocupação crescente no mundo, os efeitos das mudanças climáticas já podem ser percebidos no setor portuário brasileiro, que precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro.

     A conclusão é de um estudo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da agência de fomento alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), que mapeou as principais ameaças climáticas e os impactos da mudança do clima em 21 portos públicos brasileiros.

     Com o resultado, a agência pretende subsidiar a construção de políticas públicas, além de construir uma regulação que incentive a adaptação dessas infraestruturas. […] 


Maior risco


    Entender e preparar os espaços para as mudanças climáticas são medidas cruciais para o setor portuário, principalmente em razão da relevância desse mercado para a economia brasileira e global.

    Segundo a Antaq, os portos são responsáveis por movimentar uma média anual de R$ 293 bilhões, representando 14,2% do PIB nacional. Além disso, 95% do comércio exterior do Brasil, em peso, passa pela infraestrutura portuária.

     “A mudança do clima já está acontecendo, mas não estamos expostos a ela indefesos, a adaptação pode ser uma chance de tornar as nossas cidades e portos mais agradáveis”, afirmou Friederike Sabiel, representando a embaixada alemã no evento de lançamento do estudo.

    Por estarem localizadas em zonas costeiras, as instalações portuárias são afetadas direta ou indiretamente por eventos extremos, como tempestades, aumento do nível médio do mar e inundações, por exemplo, além dos vendavais.

    “A intensificação desses eventos devido às alterações do clima causará impactos e perdas econômicas significativas ao setor, influenciando a economia regional e o funcionamento das cadeias de abastecimento global”, aponta a Antaq. “Espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida para a melhoria regulatória do setor”, afirmou o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery.


Nível do mar


    Para o levantamento, além dos vendavais, os técnicos estudaram a vulnerabilidade dos portos para tempestades e o aumento do nível do mar.

    No caso das tempestades, atualmente dez portos apresentam um risco climático considerado alto ou muito alto, situação que pode gerar alagamentos nas áreas portuárias, deslizamentos e paralisação nas operações. […]

    O estudo apurou que poucos portos implementam medidas de adaptação. Entre as mais comuns, estão a implantação de monitoramento meteorológico, a abordagem da mudança do clima no plano estratégico e a realização de reuniões para debater as adaptações.


Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/mudancasclimaticas-ja-afetam-portos-brasileiros-aponta-estudo/

No excerto “Preocupação crescente no mundo, os efeitos das mudanças climáticas já podem ser percebidos no setor portuário brasileiro, que precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro.”, o termo em destaque
Alternativas
Q3981125 Português
Leia:

Nem tudo se pode ver, ouvir ou dizer
Revista Veja, 12/01/2011

    Um músico me escreve para o Consultório Sentimental contando que pertence a uma grande orquestra, mas não tem prazer no trabalho por causa dos colegas. Não suporta o despotismo, a vaidade, a prepotência, a arrogância e a mania de grandeza de alguns. O convívio com “egos inflados” é demasiadamente penoso e ele me pergunta o que fazer.
     Eu que sempre faço a apologia do ato generoso da escuta, sugiro ao músico que faça ouvidos moucos. Lembro que tem o privilégio de escutar os sons mais sutis e sabe ouvir o silêncio. Não precisa dar ouvidos ao que não interessa. Inclusive porque os egos inflados estão em toda parte e a luta contra eles não leva a nada. Evitar a luta de prestígio é um bem que nós fazemos a nós mesmos e aos outros.
    Para viver, nem tudo nós podemos ver, escutar ou dizer. Isso é representado, desde a antiguidade, através dos três macacos da sabedoria. Cada um cobre uma parte diferente do rosto com as mãos. O primeiro cobre os olhos, o segundo as orelhas e o terceiro a boca. A representação é originária da China. Foi introduzida no Japão, no século VIII, por um monge budista e uma das esculturas mais antigas, datada do século XVII, está no Japão. A máxima implícita na representação é “não ver, não ouvir e não dizer nada de mal”. Foi adotada por Gandhi, que nunca se separou dos três macacos. Levava sempre consigo o cego, o surdo e o mudo, Mizaru, Kikazaru e Iwazaru.

Todas as proposições feitas acerca da oração destacada do texto são corretas. Isenta-se:
Alternativas
Q3979694 Português
Leia o texto e responda a questão que segue.

O pavão

    Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
    Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.

Rubem Braga

Em “Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.”, os termos destacados são, respectivamente:
Alternativas
Q3979217 Português
Leia o texto e responda a questão.


O pavão


    Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

    Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


Rubem Braga
Em “Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.”, os termos destacados são, respectivamente:
Alternativas
Q3978912 Português
Leia o texto e responda a questão.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL AMEAÇA 15 PROFISSÕES ATÉ 2030

        Um estudo do Fórum Econômico Mundial projetou mudanças drásticas no mercado de trabalho nos próximos cinco anos e destacou a substituição de diversas profissões pelo avanço da inteligência artificial e da automação.
    
        O Relatório sobre o futuro dos empregos 2025 mostra que, embora novos postos de trabalho surjam, muitas ocupações tradicionais estão em declínio acelerado. Segundo a pesquisa, as tecnologias estão transformando radicalmente o mercado de trabalho global e eliminarão milhares de postos de trabalho.
    
        O levantamento foi realizado com mais de mil empregadores ao redor do mundo, que representam 14 milhões de trabalhadores em 22 setores diferentes. Os dados mostram que cerca de 92 milhões de empregos serão eliminados globalmente, o que representa 8% da força de trabalho atual, até 2030.
    
        O relatório destaca que os setores mais impactados são aqueles que dependem de tarefas repetitivas e administrativas, especialmente os relacionados a suporte operacional, serviços financeiros e atendimento ao cliente.
    
        Apesar das projeções para estes setores, o estudo também prevê que cerca de 170 milhões de novos empregos devem surgir até 2030, com destaque para áreas ligadas a tecnologia, sustentabilidade e saúde.
    
        Por isso o relatório recomenda que governos e empresas invistam em programas de capacitação profissional para mitigar os impactos da automação.
    
        “Os trabalhadores precisam se adaptar rapidamente às novas exigências do mercado, buscando aprimoramento em áreas estratégicas como ciência de dados, inteligência artificial e engenharia de software”, sugere o documento.

Fonte: REVISTA OESTE – DOCUMENTO
A palavra “que”, em destaque no texto classifica – se como: 
Alternativas
Q3978879 Português

Leia:


Nem tudo se pode ver, ouvir ou dizer


Revista Veja, 12/01/2011


        Um músico me escreve para o Consultório Sentimental contando que pertence a uma grande orquestra, mas não tem prazer no trabalho por causa dos colegas. Não suporta o despotismo, a vaidade, a prepotência, a arrogância e a mania de grandeza de alguns. O convívio com “egos inflados” é demasiadamente penoso e ele me pergunta o que fazer.


        Eu que sempre faço a apologia do ato generoso da escuta, sugiro ao músico que faça ouvidos moucos. Lembro que tem o privilégio de escutar os sons mais sutis e sabe ouvir o silêncio. Não precisa dar ouvidos ao que não interessa. Inclusive porque os egos inflados estão em toda parte e a luta contra eles não leva a nada. Evitar a luta de prestígio é um bem que nós fazemos a nós mesmos e aos outros.


        Para viver, nem tudo nós podemos ver, escutar ou dizer. Isso é representado, desde a antiguidade, através dos três macacos da sabedoria. Cada um cobre uma parte diferente do rosto com as mãos. O primeiro cobre os olhos, o segundo as orelhas e o terceiro a boca. A representação é originária da China. Foi introduzida no Japão, no século VIII, por um monge budista e uma das esculturas mais antigas, datada do século XVII, está no Japão. A máxima implícita na representação é “não ver, não ouvir e não dizer nada de mal”. Foi adotada por Gandhi, que nunca se separou dos três macacos. Levava sempre consigo o cego, o surdo e o mudo, Mizaru, Kikazaru e Iwazaru.

Todas as proposições feitas acerca da oração destacada do texto são corretas. Isenta-se:

Alternativas
Q3978210 Português
Leia o texto e responda a questão.


O pavão


   Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

   Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


Rubem Braga
Em “Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.”, os termos destacados são, respectivamente:
Alternativas
Q3930039 Português
LÍNGUA PORTUGUESA

Texto para responder à questão.

‘Encontrar o equilíbrio é essencial’, diz executivo do Google sobre regulamentação da IA

Kent Walker, presidente de assuntos globais da empresa, diz que ‘teia jurídica’ em torno da inteligência artificial deve proteger a inovação


    Os avanços da inteligência artificial (IA) conduzem a civilização a um novo tempo, em onda incessante. Na semana passada, o Google anunciou um inédito motor de busca, o AI Mode (“modo IA”, em tradução livre), mecanismo que agregará ao campo de pesquisa recursos de ponta, que autorizem perguntas mais longas e diálogos. Para os executivos da empresa do Vale do Silício, será uma “reinvenção”. O próprio Google, aliás, tem se reinventado diante da revolução dos algoritmos que ele mesmo ajudou a inaugurar. [...] O americano Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google e da Alphabet, é um dos líderes dessa fascinante etapa de transformação. Na próxima semana, ele estará em São Paulo, para participar de um evento da empresa, e em Brasília, onde acompanhará as discussões no Congresso em torno do projeto de lei que pretende impor algum controle ao uso de IA. Walker conversou com a VEJA antes da viagem. A seguir, os principais trechos da entrevista.

A inteligência artificial (IA) precisa ser regulamentada? Sim, é oportuno estabelecer mecanismos de proteção para novos usos específicos da IA. Contudo, é crucial lembrar que muitas leis atuais – contra difamação, fraude, falsidade ideológica, entre outras – já se aplicam à IA, assim como em relação a tecnologias anteriores. O caminho é construir uma teia jurídica em torno do arcabouço legal já existente, identificando lacunas pontuais.

Há urgência? Regulamentar tarde demais pode ser ineficaz, pois a tecnologia já estará consolidada; regulamentar cedo demais pode sufocar a inovação, antes mesmo de compreendermos o potencial e as particularidades. Encontrar esse equilíbrio é essencial.

E como encontrá-lo? Ao regulamentar a IA, consideramos três pilares. O primeiro é a inovação, e para alimentá-la precisamos proteger a privacidade e os direitos autorais, além de garantir que os resultados da IA sejam seguros. O segundo pilar é o da infraestrutura, porque as ferramentas de IA demandam novas fontes de energia e data centers adaptados. Finalmente, como terceiro ponto crucial, não se pode deixar de orientar os governos a usar a IA para otimizar os serviços públicos, em decisões que inspirem também o setor privado.

Há, no mundo, diferentes abordagens de regulamentação da IA. Quais são os bons exemplos? Países como Singapura e Japão adotam posturas a favor da inovação, um pouco menos restritivas, de modo a fomentar as lideranças. Parte das nações europeias, contudo, decidiu por controles mais severos, e é natural que o acesso a modelos recentes de IA fique limitado. Enfim, não há um molde comum. Diferentes regiões, diferentes culturas pedem soluções particulares, ainda que possa haver respostas mais abrangentes. Nos Estados Unidos discute-se no Congresso uma regulamentação federal unificada, em postura sensata. Afinal, questões como privacidade e direito de apelação, com a possibilidade de extração de alguns conteúdos de detentores de informação dos modelos de IA, são temas afeitos a regras comuns. Não esqueçamos de um outro capítulo fundamental, que exige controle: as deepfakes e o material de abuso sexual infantil.

No Brasil, com um projeto de lei em tramitação no Congresso, o movimento de regulamentação é bom? Acompanhamos ativamente a discussão em Brasília. O Brasil pode aprender com as boas experiências internacionais, para não emperrar a inovação e tampouco descuidar da necessária atenção com a IA. Na Europa, houve a implementação de normas extensas que, agora, se mostraram complexas na prática. Cerca de 150 empresas europeias fizeram um alerta: o excesso regulatório poderia frear a adoção da IA e prejudicar a competitividade do continente.

(Disponível em: veja.abril.com.br/encontrar-o-equilibrio-e-essencial. Acesso em: junho de 2025. Adaptado.)
Em “Finalmente, como terceiro ponto crucial, não se pode deixar de orientar os governos a usar a IA para otimizar os serviços públicos, em decisões que inspirem também o setor privado.” (4º§), é correto afirmar que:
Alternativas
Q3929218 Português
Com base na leitura do texto a seguir, responda à questão.


O tempo e as jabuticabas


    Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

    Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquietome com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

    Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com proposta de abalar o milênio.

     Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. 

    Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos”.

    Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

    Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

    Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.


(Texto atribuído a Rubens Alves. Disponível em: https://correiodoestado.com.br/opiniao/o-tempo-e-as-jabuticabas/432931
Releia o seguinte parágrafo extraído do texto:

“Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.”

Nesse parágrafo, o elemento coesivo “que” faz a retomada de termos anteriormente expressos. Esses termos são: 
Alternativas
Q3926521 Português
Certos vocábulos podem assumir diferentes funções gramaticais conforme o contexto de uso. Considerando esse emprego linguístico, relacionado às funções do “que” e do “se”, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3925731 Português
Leia para responder à questão.

O povoado de Roanoke, frequentemente lembrado como a “colônia perdida”, foi uma das primeiras tentativas inglesas de estabelecer um assentamento permanente na América do Norte, no final do século XVI. Localizado em uma ilha barreira na região que hoje integra o estado da Carolina do Norte, o empreendimento ocorreu em um contexto de rivalidade marítima, expansão comercial e disputa simbólica por território. A geografia costeira, marcada por bancos de areia, canais instáveis e ventos fortes, tornava a navegação e o abastecimento difíceis, o que já colocava o projeto sob risco desde o início.  
As primeiras expedições inglesas à área ocorreram na década de 1580, mas a fase mais conhecida é a da colonização de 1587, quando um grupo de colonos foi instalado sob liderança de John White. Em meio às tensões de sobrevivência e de contato intercultural, White retornou à Inglaterra em busca de suprimentos. O que parecia uma viagem breve, porém, foi prolongado por conflitos e prioridades militares na Europa, atrasando o retorno. Essa demora, em uma colônia dependente de apoio externo, transformou o tempo em um adversário silencioso: cada mês sem recursos ampliava a vulnerabilidade do assentamento.
Quando White conseguiu voltar a Roanoke, em 1590, encontrou o povoado abandonado, sem sinais claros de combate imediato ou de desastre visível. O elemento mais intrigante foi a presença de inscrições, especialmente a palavra “CROATOAN”, associada a um grupo indígena da região e a uma ilha próxima. A ausência de corpos e a falta de evidências conclusivas favoreceram | interpretações diversas: migração planejada, integração com populações locais, deslocamento forçado ou dispersão gradual. Assim, o episódio passou a ser lido menos como uma cena de crime com respostas diretas e mais como um enigma histórico em que o silêncio documental pesa tanto quanto os poucos vestígios existentes.
A dimensão do “mito” nasce justamente desse vazio, pois a narrativa humana tende a preencher lacunas com hipóteses dramáticas. Ainda assim, o caso de Roanoke é útil para mostrar como História e memória pública se diferenciam: a História trabalha com fontes, limites e probabilidades; a memória popular busca sentido rápido, criando versões sedutoras, mesmo sem provas robustas. Em termos linguísticos, essa diferença aparece no uso de modalizadores e marcas de incerteza, como “possivelmente”, “pode ter ocorrido" e “há indícios”, que delimitam o que é inferência e o que é fato. 
Hoje, Roanoke permanece como um exemplo de como geografia, logística e relações interculturais podem definir o destino de um projeto colonial. A ilha, ao mesmo tempo estratégica e frágil, evidencia que território não é apenas cenário, mas agente: clima, marés, isolamento e recursos disponíveis influenciam decisões e desfechos. Para uma prova de Português, o tema permite explorar a construção de sentido em um texto histórico-narrativo: a organização temporal dos acontecimentos, a progressão de suspense por meio de informações parciais e o contraste entre linguagem informativa e linguagem especulativa, sem transformar incerteza em conclusão. 
No trecho "Localizado em uma ilha barreira na região que hoje integra o estado da Carolina do Norte”, a palavra destacada desempenha função sintática de:  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC Provas: Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor de Educação Física 40H - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor de Inglês - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor I - Contação de História - 40H - Superior Incompleto - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor I - Educação Infantil - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor II - Anos Iniciais 40H - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - Arte 40H - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III Ciências - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - História - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - Língua Portuguesa - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III - Matemática - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor IV Informática 20H - Superior Incompleto - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor IV - Música 20H - Superior Incompleto - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor para Atuar com Alunos PCD - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Psicopedagogo - Edital nº 1 PSS | Instituto Fênix - 2025 - Prefeitura de Bom Jardim da Serra - SC - Professor III Geografia - Edital nº 1 PSS |
Q3913993 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Happy-condria



    Recentemente, um amigo me apresentou a um “especialista em felicidade”. Jesus, pensei, será uma nova profissão que desconheço? Pois é, dizia-se expert em fazer diagnóstico de pessoas das mais variadas classes sociais, para detectar os empecilhos em encontrar instantes plenos e de realização profissional. Desconfiei das intenções do rapaz, mas o ouvi por uns bons trinta minutos. Conclui que a teoria se mostra eficaz, porém dificilmente terá respaldo na prática. E digo isso ancorado em inúmeras leituras e observações que tenho feito ao longo dos anos sobre o tema.

    Não dá para usar meras estatísticas para identificar a motivação ou o desânimo frente a uma realidade tão subjetiva como a da mente humana. Tudo bem, podemos estabelecer parâmetros, comparar, concluir. Contudo, é o olhar sobre cada indivíduo que irá determinar as suas prioridades e carências em um mundo em constante mutação.

    Devemos ter um cuidado especial: esse desejo de viver sempre imersos na plenitude pode nos conduzir a um projeto irrealizável, querendo editar a existência, salvando só os melhores momentos. Resultado: muitos estão sofrendo da chamada “happy-condria”, uma espécie de obsessão (ou dependência) por estados de euforia, de gozo e prazer. Seria maravilhoso, mas, convenhamos, impossível de acontecer.

    Analisei à certa distância o expert que tinha acabado de conhecer. Estava isolado do grupo festivo, bastante silencioso, com uma expressão de tédio. Bem, talvez com ele não esteja funcionando tão bem a sua pregação. Na verdade, nada mais natural: essas oscilações emocionais fazem parte do pacote em que está embrulhada a nossa subjetividade. Ao expor minhas ideias em palestras, enfatizo a importância de cada um desenvolver um roteiro particular e só depois ir agregando proposições alheias. Fórmulas? Jamais! No máximo um convite para refletir sobre os conceitos legados ao longo dos séculos pelos grandes mestres. Evitemos escrever meia dúzia de mandamentos definitivos. Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem. Será necessário um duro e longo trabalho até aprender a separar o essencial do supérfluo. Aqui começa a descoberta dos reais propósitos a nos servir de guia para a busca desse sentimento que perpassa a história da nossa espécie.

    Aprecio o fato de alguém destinar preciosas horas para entender o que nos leva a desejar tão intensamente o bem-estar interior. Somos fruto do tempo que habitamos. Reféns do valor da individualidade, mal conseguimos aprender essa máxima do filósofo Marco Aurélio: “O que não é bom para a colmeia, tampouco o será para a abelha.” Seguimos, no entanto, tentando nos aparelhar mesmo frente à volatilidade do mundo. As coisas importantes são miúdas, estão ausentes das estatísticas. Passam discretamente diante de nós, desejando ser capturadas quando estamos vigilantes.

    Na regra de ouro da vida, a atenção é o ingrediente principal.



Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 

No trecho “Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem.”, a palavra que classifica-se gramaticalmente como __________, retomando um termo antecedente, enquanto a palavra porventura pertence à classe dos(as) __________, introduzindo uma noção de eventualidade ou hipótese.


Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas? 

Alternativas
Q3897470 Português

Texto para a questão a seguir:


A Lenda da Gárgula


As gárgulas são figuras esculpidas em pedra, comumente encontradas na arquitetura de catedrais medievais, que capturam a imaginação popular há séculos. Frequentemente retratadas como criaturas monstruosas e grotescas, sua presença imponente no alto de edifícios sagrados parece contraditória. No entanto, essas esculturas não são meros adornos; elas carregam uma rica bagagem de lendas e simbolismos que explicam sua função tanto prática quanto espiritual, servindo como guardiãs silenciosas que observam a cidade do alto.


A origem do termo e da lenda mais famosa remonta à França do século VII, na cidade de Rouen. Conta a história que um temível dragão chamado "La Gargouille" aterrorizava a região, emergindo do rio Sena para cuspir água, inundar terras e devorar barcos e habitantes. A criatura era tão poderosa que os cidadãos, desesperados, ofereciam-lhe um sacrifício humano anual para aplacar sua fúria e garantir que o resto da população fosse poupado de sua ira destrutiva.


A situação mudou com a chegada de Romanus, um clérigo que mais tarde se tornaria São Romano de Rouen. Prometendo livrar a cidade do monstro em troca da conversão de seus habitantes ao cristianismo, ele enfrentou La Gargouille. Usando apenas a sua fé e o sinal da cruz, Romanus conseguiu domar a criatura, amarrando-a com sua estola e conduzindo-a de volta à cidade, onde foi condenada à morte e queimada em uma grande fogueira na praça pública.


Da carcaça incinerada do dragão, porém, uma parte permaneceu intacta: sua cabeça e seu pescoço, que, por terem sido constantemente expostos ao fogo expelido pela própria criatura, haviam se tornado imunes às chamas. Como um troféu e um aviso, a cabeça de La Gargouille foi montada na fachada da nova igreja da cidade. Essa se tornou a primeira gárgula, estabelecendo o precedente para que outras catedrais adotassem figuras semelhantes, não apenas como um sistema para escoar a água da chuva (função prática que deu origem ao nome, do francês "gargouiller", gargarejar), mas também como um símbolo de proteção, que afasta os maus espíritos e lembra aos fiéis que, enquanto o mal existe do lado de fora, dentro da igreja eles encontrarão a salvação.


No excerto "...catedrais medievais, que capturam a imaginação popular há séculos", o termo "que" desempenha a função sintática de:
Alternativas
Respostas
261: C
262: C
263: C
264: B
265: C
266: C
267: A
268: B
269: A
270: A
271: A
272: B
273: B
274: A
275: B
276: D
277: B
278: B
279: A
280: B