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Questões de Concurso Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra mesmo em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 69 questões

Q2497649 Português

Texto 1


Em São Paulo, um telefone celular é roubado a cada cinco minutos. Em Londres, o mesmo acontece a cada seis minutos. Foi pensando nisso que o GOOGLE anunciou que o sistema Android terá o “modo ladrão”, que bloqueia o celular no momento em que o aparelho é roubado.

O anúncio foi feito por Dave Burke, vice-presidente de engenharia do Android, durante o evento google i/o 2024, que acontece na Califórnia, nos Estados Unidos.

Segundo Burke, o google estudou o comportamento do crime em vários vídeos de roubos de telefones em bicicletas para desenvolver a nova função.

O modo theft detection lock (bloqueio de detecção de roubo) usa inteligência artificial (ia) para bloquear o celular no momento em que um telefone é arrancado da mão do dono.

A tela do celular fica bloqueada automaticamente e impede que criminosos acessem o dispositivo. A função identifica “movimentos comuns associados ao roubo”, como um solavanco de um telefone sendo arrancado da mão de alguém em movimento.

O “modo ladrão” estará disponível em dispositivos a partir do Android 10 ainda este ano.


(https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/tecnologia/pensando-em-sao-pauloe-londres-google-anuncia-modo-ladrao-para-celulares-android)

A expressão ‘o mesmo’, refere-se a:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-MS Provas: FGV - 2024 - TJ-MS - Analista Judiciário - Área Fim | FGV - 2024 - TJ-MS - Analista Judiciário - Área Meio | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Analista de Sistemas Computacionais - Analista de Governança | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Analista de Sistemas Computacionais - Analista de Infraestrutura de Redes | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Analista de Sistemas Computacionais - Analista de Segurança de TI | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Analista de Sistemas Computacionais - Analista de Sistemas | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Analista de Sistemas Computacionais - Analista de Suporte de TI | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Analista de Sistemas Computacionais - Web Designer | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Analista Técnico-Contábil - Contabilidade | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Antropólogo - Antropologia | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Arquiteto - Arquitetura | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Arquivista - Arquivologia | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Assistente Social - Assistência Social | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Bibliotecário - Biblioteconomia | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Engenheiro Civil - Engenharia Civil | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Engenheiro Eletricista - Engenharia Elétrica | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Estatístico - Estatística | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Médico - Clínica Médica | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Nutricionista - Nutrição | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Odontólogo - Odontologia | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Psicólogo - Psicologia | FGV - 2024 - TJ-MS - Técnico de Nível Superior - Jornalista - Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo |
Q2489693 Português
Texto – A bananeira está em perigo. Conheça as soluções. (Fragmento; adaptado)


Robusta, nutritiva e abundante, ela é a fruta mais consumida do mundo. Mas também tem um ponto fraco: as bananeiras são geneticamente idênticas, clones umas das outras. Isso significa que uma doença poderia arrasar a produção mundial. Entenda o que ameaça a banana – e a corrida para tentar salvá-la.


Por Bruno Garattoni, Renata Cardoso e Leonardo Pujol


§1º Carlos II, rei da Espanha entre 1665 e 1700, também era conhecido como Carlos, o Enfeitiçado. O apelido veio da aparência dele, que tinha o rosto estranhamente deformado, do seu déficit cognitivo (só começou a falar aos 4 anos de idade) e dos muitos problemas de saúde que enfrentou ao longo da vida.


§2º A bananeira é o oposto disso. Trata-se de uma planta robusta e viçosa, que cresce rápido e dá muitos frutos: a banana é a fruta mais consumida do mundo, com 125 milhões de toneladas produzidas por ano [...].


§3º Carlos II foi o resultado de uma série de casamentos consanguíneos, em que os membros da dinastia Habsburgo tiveram filhos entre si ao longo de várias gerações. [...] Mas a prática teve uma consequência terrível: os descendentes ficaram mais e mais parecidos geneticamente, e foram acumulando mutações causadoras de doenças.

[...]


§4º A bananeira domesticada, cujas frutas nós comemos, não tem sementes. Isso a torna muito mais agradável de consumir. E também significa que a planta se reproduz de forma assexuada: o agricultor simplesmente corta um pedaço dela e enterra em outro lugar.


§5º Nasce uma nova bananeira – que, eis o problema, é geneticamente idêntica à anterior. Ela não tem, como Carlos II não teve, um pai e uma mãe com genes bem diferentes, cuja mistura aperfeiçoa o DNA e ajuda a proteger contra doenças. As bananeiras são clones – por isso, um único patógeno pode exterminá-las todas.


§6º E já existe um: o Fusarium oxysporum. Trata-se de um fungo que se desenvolve no solo, e infecta as raízes das bananeiras, impedindo que elas puxem água e nutrientes. §7º Após a infecção, o solo fica contaminado por mais de 30 anos, e não há nada a fazer: o F. oxysporum é imune a todos os agrotóxicos.

[...]

O preço da banana

[...]


§8º A banana comestível teria surgido no sudoeste asiático. Acredita-se que, entre 7 mil e 5 mil a.C., os nativos da PapuaNova Guiné teriam feito cruzamentos e domesticado as bananeiras selvagens (cheias de sementes duras, de quebrar os dentes). E voilà: desenvolveram bananeiras que produzem frutos sem sementes.


§9º Aqueles pontinhos pretos dentro da banana, caso você esteja se perguntando, não são sementes: trata-se de óvulos não fecundados. Isso porque os papuásios descobriram um método curioso para reproduzir a planta: bastava cortar e replantar um pedaço dela.


[...]

§10º Os séculos se passaram, e, à medida que as rotas comerciais foram se espalhando pelo mundo, o mesmo aconteceu com a banana [...].


§11º Foi quando ela chegou aos EUA, contudo, que a coisa mudou de patamar. [...] Em menos de duas décadas, os americanos já estavam comendo mais bananas do que maçãs ou laranjas. De olho nesse mercado, a Boston Fruit Company começou a comprar terras na América Central para cultivo e exportação da banana a partir de 1885.


§12º Criada em 1899, a United Fruit Company (UFC) – atual Chiquita Brands International – se tornou a maior empresa do setor. Era tão poderosa que, na primeira metade do século 20, mandava nos governos da Guatemala e de Honduras, onde mantinha plantações – foi daí que surgiu a expressão “república das bananas”.


[...]


§13º Em 1951, Juan Jacobo Árbenz Guzmán, de apenas 38 anos, foi eleito presidente da Guatemala com a promessa de fazer duas reformas: uma trabalhista e outra agrária, que garantissem salários justos e devolvessem parte da terra aos pequenos agricultores.


§14º A United Fruit, obviamente, não gostou. Se opôs duramente ao novo governo, e em agosto de 1953 conseguiu convencer o presidente dos EUA, Dwight D. Eisenhower, a patrocinar um golpe de estado na Guatemala.


§15º A operação, de codinome PBSuccess, foi organizada pela CIA – que armou, financiou e treinou 480 homens, liderados pelo coronel guatemalteco Carlos Castillo Armas, e também organizou um bloqueio naval.


§16º As tropas de Castillo invadiram o país em 18 de junho de 1954, o Exército não reagiu – e, nove dias depois, o presidente Guzmán acabou forçado a renunciar. A Guatemala mergulhou em uma guerra civil que duraria 36 anos. E a United retomou seu poder. [...]


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/o-futuro-dabanana
“Os séculos se passaram, e, à medida que as rotas comerciais foram se espalhando pelo mundo, o mesmo aconteceu com a banana [...]” (10º parágrafo)

Manuais de estilo tendem a condenar o uso da expressão “o mesmo” como estratégia para retomar um elemento citado anteriormente. Há casos, porém, como na passagem acima, em que esse uso não é problemático.

A alternativa em que o emprego de “o mesmo” é análogo ao da passagem acima, e consequentemente se mostra aceitável do ponto de vista estilístico, é:
Alternativas
Q2383375 Português

Julgue o item que se segue. 


A palavra “mesmo” pode desempenhar diversas funções na língua portuguesa, tendo capacidade, por exemplo, de funcionar como pronome pessoal e substituir nomes e pronomes, como acontece na seguinte frase: “Encontrei João no mercado, e o mesmo estava usando uma camiseta azul”. 

Alternativas
Q2383065 Português

Julgue o item a seguir.


A palavra “mesmo” pode desempenhar diversas funções na língua portuguesa, tendo capacidade, por exemplo, de funcionar como pronome pessoal e substituir nomes e pronomes, como acontece na seguinte frase: “Encontrei João no mercado, e o mesmo estava usando uma camiseta azul”.

Alternativas
Q3590660 Português
Nesse trecho, retirado da crônica de Marina Colasanti: “A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.” Pode-se afirmar que:

I. “...para poupar a vida” é uma oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo.
II. Em “Que aos poucos se gasta...”, a palavra que é pronome relativo e introduz uma oração subordinada adjetiva.
III. Todo o segundo período desse trecho se refere à vida, ou seja, retoma a palavra vida. 
IV. A palavra mesma nesse contexto pode ser classificada como advérbio.

Estão corretas as seguintes assertivas:
Alternativas
Q3588922 Português
Se...

Teria acontecido. Se não fosse por sua insegurança, pela mania de duvidar de si mesmo, daria certo.

Bastava ter pedido. Simplesmente ter se arriscado. Um "não" seria o pior que te aconteceria, mas o "sim" mudaria sua vida.

Por que não tentou? Por que deixou o medo ser maior de sua vocação para a felicidade?

Quantas vezes deixamos oportunidades passarem, amores atravessarem a porta de saída, sonhos serem arquivados só porque fomos incapazes de dominar o medo.

O medo que paralisa, limita, congela as suspeitas, eterniza as dúvidas. O medo que nos diminui, desmerece, encarcera ... torna pessoas comuns (muita areia para nosso caminhão).

E um dia - tarde demais - descobrimos que tínhamos as chaves. Que muitas portas estariam abertas se tivéssemos tentado.

Bastava coragem - e não haveria um "se"...

Gosto muito do filme Divã, baseado na obra de Martha Medeiros; em especial da parte em que a personagem Mercedes pergunta ao seu analista: "E se eu lhe disser que estou com medo de ser feliz para sempre?". Porque, no final das contas, é assim que vivemos: constantemente boicotando a felicidade com preconceitos e suposições.

Cheios de "mania de perfeição", colecionamos fragilidades e distorcemos nossas possibilidades com autocrítica, remorso e culpa.

Muitas vezes preferimos prestar tributo ao sofrimento a acreditar nos dons que carregamos, na alegria que existe - ainda que camuflada - dentro de nós.

No mundo legitimado por egos inflados e distorções da verdadeira autoestima, reconhecer-se merecedor, capaz e digno é admitir-se irrestrito.

É aceitar a igualdade - a irrefutável verdade que ninguém é tão especial ou tão banal.

É entender que ninguém é "muita areia pro caminhão" de ninguém; compreende que com esforço, empenho e fé somos igualmente capazes de cruzar a linha de chegada. E então relaxar, porque finalmente aprendemos a confiar no nosso taco.

Não precisaríamos perder tanto tempo se soubéssemos que temos as chaves tanto quanto aquele nosso vizinho importante e sortudo. Porém, muitas vezes preferimos deixá-las esquecidas, negligenciadas dentro de uma gaveta abandonada à própria sorte.

Porque no fundo há o medo: de avançar e cair. De chegar e se arrepender. De evoluir e não estar pronto.

De querer e não obter.

Então nem ousamos o primeiro passo - como se o erro fosse o fim.

Mas nos esquecemos de que o erro é apenas o começo. O início.

É o que nos faz ir mais longe, além da dúvida além de nossas fragilidades ... Além de nós mesmos.

Fonte: SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022
Em: "Se não fosse por sua insegurança, pela mania de duvidar de si mesmo, daria certo.", a substituição de "si" por "nós" exigiria a:        
Alternativas
Q3556948 Português
Leia o texto para responder à questão.


'Não era a última Copa que eu sonhava', lamenta Marta após queda do Brasil


A maior de todos os tempos se despede da Copa sem um título. Hoje (2), Marta fez a última partida em Mundiais na eliminação do Brasil para a Jamaica, após o 0 a 0 na fase de grupos. No primeiro e único jogo como titular, a Rainha não conseguiu fazer a seleção avançar. Foi substituída nos minutos finais e ficou do banco de reservas sofrendo e torcendo pelo gol salvador que não veio. 


"É difícil falar num momento desses. Não era, nem nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava. É só o começo. O povo pedia renovação, e está tendo. A única velha aqui só eu. As meninas têm um caminho enorme pela frente. Eu termino, mas elas continuam", disse, com lágrimas no rosto.


Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido. "Quero que o Brasil siga com o mesmo entusiasmo, apoiando. Resultado não acontece de um dia para o outro. Isso mostra que o futebol feminino dá lucro, é produto. A Marta acaba por aqui, estou muito grata pela oportunidade que tive e estou muito contente com o que está acontecendo. Para elas é só o começo, para mim é o fim da linha", avisou. 


Marta deixa a seleção brasileira com 189 jogos e 122 gols marcados. Vinte anos depois de iniciar a trajetória com a camisa amarela, disputou a última Copa tranquila com o legado deixado.


A camisa 10 deixa o Mundial como maior artilheira da história entre homens e mulheres, com 17 gols. Pela seleção, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007, além de campeã da Copa América em 2003, 2010 e 2018. Ela também fez parte do grupo vice-campeão da Copa em 2007 e das medalhas de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.


Na prévia da partida, Marta não quis pensar que poderia ser sua última entrevista coletiva. Estava confiante de que o Brasil conseguiria a classificação. Uma das últimas mensagens, porém, foi sobre legado. 


"Sabe o que é legal? Eu não tinha uma ídola no futebol feminino. Vocês (imprensa) não mostravam o futebol feminino. Como eu ia entender que eu poderia ser uma jogadora, chegar à seleção, sem ter uma referência? Hoje a gente sai na rua e os pais falam. 'Minha filha quer ser igual a você'. Hoje temos nossas próprias referências. Não teria acontecido isso sem superar os obstáculos. É uma persistência contínua".


https://www.uol.com.br, 08/2023 
Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido.”

A palavra destacada expressa a ideia de:
Alternativas
Q4051860 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bonitas mesmo


Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar o respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.


Martha Medeiros. https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
A concordância da palavra "mesmo" presente na frase "Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo", está de acordo com a gramática normativa.
Nesse contexto, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas:

(__)A palavra "mesmo", de acordo com a gramática normativa pode ser usada como pronome pessoal: "Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar".
(__)A palavra "mesmo" pode ser usada como pronome demonstrativo, "mesmo" é normalmente empregado como partícula de reforço, com o sentido de "próprio", podendo variar em gênero e número, de acordo com o pronome ou substantivo a que se refere. "Antigamente, eram as mães mesmas que ensinavam as primeiras letras a seus filhos." ("as mães mesmas" = "as próprias mães")
(__)Por vezes, "mesmo" tem a função de advérbio, com o sentido de "até", de "de fato", "realmente", ou, ainda, "justamente". Nesse caso, permanece invariável (isso porque advérbio é uma classe de palavra que não varia)."Os manifestantes estavam tão exaltados que chegaram mesmo a pôr fogo em automóveis e a depredar imóveis." ("chegaram mesmo" = "chegaram até")
(__)Há o uso de "mesmo" como palavra expletiva, com o objetivo de reforçar advérbios de tempo e de lugar. "O juiz disse que publicará hoje mesmo sua decisão sobre soltar ou não o réu que está em prisão preventiva".

Disponível em:https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua-portuguesa/emprego-da-palavra-mesmo

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4051217 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bonitas mesmo


Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.


Martha Medeiros. https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
A concordância da palavra "mesmo" presente na frase "Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo", está de acordo com a gramática normativa.

Nesse contexto, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas:

(__)A palavra "mesmo", de acordo com a gramática normativa pode ser usada como pronome pessoal: "Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar".
(__)A palavra "mesmo" pode ser usada como pronome demonstrativo, "mesmo" é normalmente empregado como partícula de reforço, com o sentido de "próprio", podendo variar em gênero e número, de acordo com o pronome ou substantivo a que se refere.

"Antigamente, eram as mães mesmas que ensinavam as primeiras letras a seus filhos." ("as mães mesmas" = "as próprias mães")

(__)Por vezes, "mesmo" tem a função de advérbio, com o sentido de "até", de "de fato", "realmente", ou, ainda, "justamente". Nesse caso, permanece invariável (isso porque advérbio é uma classe de palavra que não varia)."Os manifestantes estavam tão exaltados que chegaram mesmo a pôr fogo em automóveis e a depredar imóveis." ("chegaram mesmo" = "chegaram até")
(__)Há o uso de "mesmo" como palavra expletiva, com o objetivo de reforçar advérbios de tempo e de lugar. "O juiz disse que publicará hoje mesmo sua decisão sobre soltar ou não o réu que está em prisão preventiva".

Disponível em:https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua -portuguesa/emprego-da-palavra-mesmo

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4051148 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bonitas mesmo


Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.


Martha Medeiros. https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
A concordância da palavra "mesmo" presente na frase "Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo", está de acordo com a gramática normativa.

Nesse contexto, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas:

(__)A palavra "mesmo", de acordo com a gramática normativa pode ser usada como pronome pessoal: "Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar".
(__)A palavra "mesmo" pode ser usada como pronome demonstrativo, "mesmo" é normalmente empregado como partícula de reforço, com o sentido de "próprio", podendo variar em gênero e número, de acordo com o pronome ou substantivo a que se refere.

"Antigamente, eram as mães mesmas que ensinavam as primeiras letras a seus filhos." ("as mães mesmas" = "as próprias mães")

(__)Por vezes, "mesmo" tem a função de advérbio, com o sentido de "até", de "de fato", "realmente", ou, ainda, "justamente". Nesse caso, permanece invariável (isso porque advérbio é uma classe de palavra que não varia)."Os manifestantes estavam tão exaltados que chegaram mesmo a pôr fogo em automóveis e a depredar imóveis." ("chegaram mesmo" = "chegaram até")

(__)Há o uso de "mesmo" como palavra expletiva, com o objetivo de reforçar advérbios de tempo e de lugar. "O juiz disse que publicará hoje mesmo sua decisão sobre soltar ou não o réu que está em prisão preventiva".
Disponível em:https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua -portuguesa/emprego-da-palavra-mesmo

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4050994 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bonitas mesmo


Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.


Martha Medeiros. https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
A concordância da palavra "mesmo" presente na frase "Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo", está de acordo com a gramática normativa.

Nesse contexto, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas:

(__)A palavra "mesmo", de acordo com a gramática normativa pode ser usada como pronome pessoal: "Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar".
(__)A palavra "mesmo" pode ser usada como pronome demonstrativo, "mesmo" é normalmente empregado como partícula de reforço, com o sentido de "próprio", podendo variar em gênero e número, de acordo com o pronome ou substantivo a que se refere.

"Antigamente, eram as mães mesmas que ensinavam as primeiras letras a seus filhos." ("as mães mesmas" = "as próprias mães")

(__)Por vezes, "mesmo" tem a função de advérbio, com o sentido de "até", de "de fato", "realmente", ou, ainda, "justamente". Nesse caso, permanece invariável (isso porque advérbio é uma classe de palavra que não varia)."Os manifestantes estavam tão exaltados que chegaram mesmo a pôr fogo em automóveis e a depredar imóveis." ("chegaram mesmo" = "chegaram até")
(__)Há o uso de "mesmo" como palavra expletiva, com o objetivo de reforçar advérbios de tempo e de lugar. "O juiz disse que publicará hoje mesmo sua decisão sobre soltar ou não o réu que está em prisão preventiva".
Disponível em:https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua -portuguesa/emprego-da-palavra-mesmo

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4050899 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bonitas mesmo


Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.


Martha Medeiros. https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
A concordância da palavra "mesmo" presente na frase "Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo", está de acordo com a gramática normativa.

Nesse contexto, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas:

(__)A palavra "mesmo", de acordo com a gramática normativa pode ser usada como pronome pessoal: "Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar".
(__)A palavra "mesmo" pode ser usada como pronome demonstrativo, "mesmo" é normalmente empregado como partícula de reforço, com o sentido de "próprio", podendo variar em gênero e número, de acordo com o pronome ou substantivo a que se refere.

"Antigamente, eram as mães mesmas que ensinavam as primeiras letras a seus filhos." ("as mães mesmas" = "as próprias mães")

(__)Por vezes, "mesmo" tem a função de advérbio, com o sentido de "até", de "de fato", "realmente", ou, ainda, "justamente". Nesse caso, permanece invariável (isso porque advérbio é uma classe de palavra que não varia)."Os manifestantes estavam tão exaltados que chegaram mesmo a pôr fogo em automóveis e a depredar imóveis." ("chegaram mesmo" = "chegaram até")
(__)Há o uso de "mesmo" como palavra expletiva, com o objetivo de reforçar advérbios de tempo e de lugar. "O juiz disse que publicará hoje mesmo sua decisão sobre soltar ou não o réu que está em prisão preventiva".
Disponível em:https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua -portuguesa/emprego-da-palavra-mesmo

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2408243 Português

Texto para responder às questões 1 a 8.


Ucrânia e o mundo civilizado


Cobertura ocidental sobre Ucrânia. Na CBS: "Este não é um lugar como o Iraque ou o Afeganistão. Esta é uma cidade relativamente civilizada, relativamente europeia". Na ITV britânica: "O impensável aconteceu. Esta não é uma nação em desenvolvimento do terceiro mundo-esta é a Europa!". Na BBC: "É muito emocionante para mim porque vejo europeus com olhos azuis e cabelos loiros sendo mortos".

Há quase meio milhão de refugiados da Ucrânia, metade deles para a Polônia, a mesma que há pouco mandava tropas para bater em refugiados. Há relatos de africanos e de brasileiros barrados em trens fugindo da Ucrânia. Enfatizar que nossa dor é seletiva -geográfica e racialmente -não apaga a realidade da dor (na Ucrânia, é real e cruel); apenas ressalta que nossa empatia é proporcional à humanidade que concedemos a quem sofre.

Raça é uma fronteira, nos lembra Achiume em "Racial Borders". Regimes formais (status de refugiado) e informais (ser aceito em um trem) conferem privilégios raciais a uns e imobilidade a outros. A quem chamamos civilizados, a compaixão. Aos bárbaros, a penúria. O maior campo de refugiados do mundo, no Quênia, continua ameaçado de fechar. Sanções econômicas dos EUA continuam a levar o Afeganistão à fome.

No livro "History of White People", Painter nos lembra que o reconhecimento de povos do Leste Europeu como igualmente brancos no Ocidente foi objeto de disputa. Foi por ter admirado a beleza de um crânio oriundo das montanhas do Cáucaso na Rússia, aliás, que Blumenbach, em 1795, classificou o grupo europeu como caucasiano.

A anedota persiste e nos lembra que raça é, ao mesmo tempo, arbitrária e poderosa. No mesmo século 18, o termo "civilização" era inventado para separar europeus dos bárbaros colonizados (nós, no caso). Por baixo do derramar de sangue da guerra, desumano e inútil, reside paradoxalmente a chave para compreender a nossa humanidade: todos sangramos, nós que somos seletivos no olhar.

Thiago Amparo Folha de São Paulo, 03/03/2022

No segundo parágrafo, o emprego da palavra "mesma" estabelece uma coesão entre as partes da frase, com o propósito de enfatizar uma relação de:

Alternativas
Q2408181 Português

Texto 1


Clonar para biodiversidade


Em dezembro de 2020, o Centro de Conservação de Vida Selvagem do Colorado, nos EUA, foi palco de um nascimento histórico. Elizabeth Ann é o primeiro clone de uma espécie de furão ameaçada de extinção: o furão-de-patas-pretas. Ela é cópia de um ancestral que morreu na década de 1980 e teve suas células congeladas, uma fêmea chamada Willa. À primeira vista, o fato não impressiona. Afinal, quem não se lembra da ovelha Dolly, em 1996? Nas últimas décadas, a clonagem de mamíferos tornou-se lugar comum, utilizada constantemente para clonar animais de criação, esporte e domésticos. O que tem de tão especial neste novo clone?

A novidade não está na técnica, mas no uso. Elizabeth Ann foi criada com uma técnica muito similar à da ovelha Dolly. Óvulos de uma fêmea doméstica doadora foram coletados e tiveram seus núcleos removidos. O material genético de Willa foi então inserido neles, e um estímulo elétrico fez com que começassem a se dividir. O embrião foi implantado em uma fêmea doméstica, dentro de um esquema "barriga de aluguel”. Mas Elizabeth Ann não é um animal de criação ou de corrida, nem um pet. Ela é o primeiro mamífero clonado para um programa de conservação ambiental.

A espécie — furão-de-patas-pretas (Mustela nigripes) — já foi considerada extinta nos EUA na década de 1970, provavelmente devido à caça desenfreada do cão-da-pradaria, que era seu prato preferido. Na década de 1980, no entanto, foi descoberta uma pequena colônia destes animais, e teve início um programa de conservação. Não foi fácil, porque apenas sete animais conseguiram se reproduzir, o que diminui muito a diversidade genética dos descendentes, aumentando inclusive a suscetibilidade a doenças.

Uma estratégia para aumentar a diversidade é introduzir genes de populações diferentes, mas como fazer isso em uma espécie em extinção, onde todos os indivíduos são geneticamente muito próximos? Elizabeth Ann vem para resolver este problema. Ela traz genes de um animal que morreu há 35 anos, com uma diversidade genética três vezes maior do que a encontrada na população existente. É como se todos os furões-de-patas-pretas fossem primos de primeiro grau, e ela, uma estrangeira de um país distante.

Elizabeth Ann, agora sexualmente madura, após seu primeiro aniversário, aguarda a escolha do parceiro, que está sendo cuidadosamente selecionado entre os machos da espécie. E preciso, segundo os tratadores, escolher o macho mais “cavalheiro”, porque não se pode correr o risco de um namorado mais brutamontes machucar a única fonte de genes diferentes. Se ela conseguir se reproduzir e ter descendentes saudáveis, seu caso pode marcar o início de novos programas de conservação e reintrodução de genes para outras espécies em extinção.

O sucesso do programa em furões pode beneficiar muito mais do que os furões em si. Pode ser uma prova de conceito e atrair interesse e financiamento para repetir o processo com outras espécies. Clonar animais selvagens sempre foi um desafio muito maior do que animais domésticos, até porque as técnicas de criação e reprodução em cativeiro não são tão bem estabelecidas para espécies com as quais a Humanidade não convive tanto. O Zoológica de San Diego, por exemplo, está nos primeiros estágios para tentar o mesmo processo com o rinoceronte-branco-do-Norte, espécie da qual existem hoje só dois indivíduos. O sucesso de Elizabeth Ann pode servir para impulsionar programas como esse.

Clones normalmente nos levam a pensar em cópias e redução de diversidade. Elizabeth Ann vem para nos lembrar que clonagem e modificação genética são apenas ferramentas. O que fazemos com elas depende de nossa criatividade, ética e recursos. Clones podem ser usados para promover biodiversidade, e quem sabe, resgatar mais espécies em extinção.


Natália Pastenak

(O Globo, 31 de janeiro de 2022)

“O sucesso do programa em furões pode beneficiar muito mais do que os furões em si.” (6º parágrafo)


Reescrevendo a frase acima com a inclusão da palavra “mesmo”, essa palavra é variável, classificada como pronome, na seguinte ocorrência:

Alternativas
Q1993632 Português
Sotaques brasileiros

   Apesar de compartilharmos o mesmo idioma em todo o país, os sotaques brasileiros provam que não existe uniformidade quando o assunto é a língua portuguesa.
   Você sabe o que é sotaque? Bom, se você não sabe a definição exata da palavra, certamente seus ouvidos já experimentaram a sensação de ouvir um jeito de falar diferente. Chamamos de sotaque o tom, inflexão ou pronúncia particular de cada indivíduo ou de cada região.
   Se você já teve a oportunidade de viajar para diferentes regiões do país, sabe bem do que estamos falando. Aliás, nem é preciso sair de casa para perceber as variações de sotaque na língua portuguesa, já que esse jeito de falar particular pode ser percebido através de veículos como a televisão e o rádio, nos quais a oralidade é a modalidade vigente. Cada estado brasileiro apresenta peculiaridades na fala, pois apesar de compartilharmos o mesmo idioma, seria quase impossível que um país tão grande apresentasse uma uniformidade na fala.
   Os diferentes sotaques encontrados no Brasil podem ser explicados sob o ponto de vista histórico. Sabemos que nosso país foi colonizado por diferentes povos e em diferentes momentos de nossa história. Enquanto na região Sul houve uma imigração maciça de italianos, alemães e outros povos oriundos do leste europeu, no Pernambuco, por exemplo, a influência veio dos holandeses dos tempos de Maurício de Nassau. No Rio Grande do Sul, a formação do sotaque é ainda mais curiosa, pois além dos italianos e alemães, há a influência do espanhol falado nos países que fazem fronteira com o estado. No Rio de Janeiro, que foi sede da corte portuguesa entre 1808 e 1821, a influência do sotaque português pode ser percebida através do jeito de pronunciar o “S” bem chiado. No Norte, em virtude do distanciamento geográfico, a região ficou menos exposta à influência estrangeira, o que manteve o sotaque encontrado na região mais próximo à prosódia das línguas indígenas.
   Vale lembrar que os primeiros contatos linguísticos do português falado no Brasil (a distinção é importante em razão da diferença entre o português falado aqui e o português falado em Portugal) foram com as línguas indígenas e as línguas africanas. Posteriormente, a partir do século 19, os imigrantes de outras partes do mundo contribuíram para o nosso conjunto de sotaques. É importante ressaltar que cada lugar tem sua maneira de pronunciar as palavras e sua própria prosódia, portanto, não existe sotaque melhor ou mais correto que o outro, essa é uma visão preconceituosa que diminui a singularidade de nossa cultura. Nossos sotaques fazem parte de nosso patrimônio cultural e são um elemento importante para a formação da identidade do povo brasileiro.


(Fonte: Português - adaptado.)
Com base na expressão “Apesar de compartilharmos o mesmo idioma em todo o país [...]”, a frase que apresenta “mesmo” com classificação gramatical diferente do vocábulo grifado é:
Alternativas
Q2410889 Português

Assinale a alternativa na qual a palavra mesmo ou mesma está empregada da maneira CORRETA:

Alternativas
Q1995517 Português

O cadeado

Por: Ana Cristina Vieira de Souza (Cris da Rocha)


Um dia o cadeado resolveu não abrir. Como não era de boa qualidade, enferrujou. Tentaram abrir: apertaram, viraram de um lado para o outro, até que a chave emperrou. [...] Não se contendo, ao invés de retirar a chave de dentro do cadeado, apertaram mais e mais até a chave quebrar e, na pressa de abrir o cadeado para entrar, ficaram do lado de fora até que se pudesse encontrar alguém para cortar o cadeado e dinheiro para comprar um novo [...].

Às vezes somos que nem a história simples do cadeado, queremos ser mais felizes, alegres, satisfeitos e gentis com a vida, mas passamos esse tempo repetindo os mesmos erros, entrando e saindo sempre pela mesma porta, empurrando os mesmos problemas ao invés de tentarmos soluções. [...] Nem sempre conseguimos a coragem suficiente para desapegar daquilo que não traz mais alegria de viver e que faz da vida um espetáculo que não nos encanta. [...] Há um momento, depois de todo o esforço, que o cadeado deve ser descartado com a chave e tudo. Jogue fora até acorrente que ajuda a trancar o portão e, mesmo que demore, compre tudo novo e aproveite das oportunidades que a vida vai te dar. Construa tudo com novas emoções e cuide para que seus sentimentos não enferrujem.


Adaptado de: https://psicologiaacessivel.net/2018/04/03/ocadeado/. Acesso em 23 abr. 2021.

Assinale a alternativa correta sobre o excerto “[...] repetindo os mesmos erros, entrando e saindo sempre pela mesma porta, empurrando os mesmos problemas [...]”.
Alternativas
Q1863900 Português

Na escrita, frequentemente confundimos os vocábulos mesmo e igual, redigindo de forma inadequada.


Assinale a opção que indica a frase em que o vocábulo mesmo está bem empregado.

Alternativas
Q1834767 Português

TEXTO I


    Cheio de gargalhadas. Coisa de um ano atrás. Impossível não notar. Ele estava no jardim do clube, os antebraços fincados na grama bem tratada, e as pernas atléticas, eretas, apontando para o céu azul, sem nenhuma nuvem, “uma posição invertida de ioga”, conforme explicou quando se juntou a mim na piscina. “O sangue faz uma espécie de roto-rooter nos nossos vasos sanguíneos”, disse ele, entre dois breves mergulhos, “... bota fora um montão de coisas podres”.

     Meu trabalho era lidar com afiadas lanças de ódio e imensos volumes de ignorância. Se eu me virasse de cabeça para baixo, pensei, vomitaria arsenais nucleares e arame farpado.

    – Do que você está rindo? – perguntou ele.

    Eu não estava rindo. Minha fotofobia, aumentada pela falta de óculos de sol, me deixava com aquele simulacro de sorriso pregado no rosto.

    Ele se chamava Amir e vivia no meu mundo, era advogado como eu, mais velho que eu, divorciado, e agora eu descobria que éramos sócios do mesmo clube recreativo do bairro de Pinheiros.

    No fórum, muitas vezes eu assistira ao seu desempenho na acusação de criminosos anônimos, com uma oratória sólida, impactante. Notável.

    Ali na água, sem o terno nem os assassinos que destruía e apesar dos dentes que poderiam ser melhores, ele me pareceu ainda mais sedutor. Na verdade sob aquela luz radiante, o que eu via era um tipo bem insólito: promotor iogue, com tese de doutorado em Wittgenstein, e capacidade para plantar bananeira semelhante à de um acrobata de circo.

    Meia hora de conversa, e eu já me sentia à vontade.

    Depois de nadarmos, continuamos nosso papo, falamos sobre seus criminosos, e a filosofia que o interessava especialmente. Contei sobre minha tentativa de ler Investigações lógicas.

     – Desisti bem rápido – expliquei –, logo depois de topar com uma divagação sobre o que seria a representação de um não-gato sobre a mesa. Ou de um gato que esteve na mesa.

    – Isso deve ser Husserl – afirmou ele, rindo.

    Logo fomos envolvidos por uma atmosfera bem-humorada. Rir juntos é um afrodisíaco poderoso. Eu disse:

    – Fico pensando se essa sua paixão por esse tipo de filósofo não foi o que acabou enfiando a promotoria pública na sua vida. Você parece gostar de coisas complicadas.

     – Tenho que tomar cuidado com você – respondeu ele. – Mulher inteligente não é fácil.

    O que ele estava me dizendo, naquele momento, é que de forma geral as mulheres são burras. Mas claro que, sob o efeito da sedução e envenenada pelos meus próprios hormônios, não me dei conta disso. Pior: inverti os sinais, transformei o negativo em positivo. Ele tinha uma tática eficiente de se transformar em protagonista, que consistia em usar a própria língua como um martelo para botar abaixo tudo ao redor.

Patrícia Melo

(Adaptado de Mulheres empilhadas. São Paulo: LeYa, 2019.)

A palavra “mesmo” é considerada invariável em:
Alternativas
Q1714273 Português

Fonte:https://2.bp.blogspot.com/-JrckS4JpG2s/Vzu9d54EviI/AAAAAAAAKkU/-XNOzrB_JMwREic9dQ_THcOxv9QwojKdwCLcB/s1600/digitalizar0006.jpg
Ainda neste trecho “A maioria das pessoas não liga pra diferença mesmo!”, qual a classificação morfológica do termo “mesmo”?
Alternativas
Respostas
21: B
22: C
23: C
24: C
25: C
26: C
27: E
28: A
29: B
30: B
31: A
32: C
33: C
34: B
35: B
36: B
37: A
38: A
39: C
40: C