Questões de Concurso Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

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Q1733182 Português
Poema tirado de uma notícia de jornal

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da
Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Rio de Janeiro: José
Olympio, 1980.

Considere as afirmações seguintes em relação ao texto e assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q1731287 Português

TEXTO I




TEXTO II


        “Ao dar as badaladas da meia-noite, Cinderela saiu correndo do palácio e perdeu seu celular. Saiu correndo e se foi.
         Mas o príncipe havia se apaixonado por ela e resolveu ir de casa em casa para que cada mulher, tentasse, com três chances, desbloquear o celular.
         A madrasta da Cinderela ficou sabendo da notícia, chamou suas duas filhas e quando viu Cinderela arrumar, trancou-a no quarto.
     Quando o príncipe chegou, perguntou:
    – Tem alguma moça aqui?
    – Sim, estas aqui – respondeu a madrasta.
    As duas filhas tentaram desbloquear o celular, mas não conseguiram.
    – Bem, já vou indo --- ele disse já triste.
    Só que, antes dele ir, Cinderela desceu as escadas falando:
     – Espere! Ainda tem eu!
    Ela conseguiu destrancar a porta e, na primeira tentativa, desbloqueou o telefone.
    O príncipe, encantado com sua beleza, levou-a para o castelo real e lá se casaram e viveram felizes para sempre.
(Mariana Brás, aluna da Escola Municipal Josino Alvim, que fica em Piumhi, em Minas Gerais)

TEXTO III

Fonte:www.zdezebra.files.worpress.com/2011/07/efeito-sanfona.jpg


TEXTO IV

estética
es·té·ti·ca
sf 3 Harmonia das formas, das cores, dos costumes etc.
4 Atividade profissional que visa à busca da beleza física através de tratamentos especiais para correção de problemas de pele, de cabelo, das formas do corpo etc.
5 COLOQ Aparência ou beleza física.


TEXTO IV

“No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda...” (Caetano Veloso)

Em qual das alternativas está o texto e a função da linguagem predominante nele:
Alternativas
Q1731252 Português

Texto  



    Outubro Rosa

   

      O Outubro Rosa é um movimento que tem como objetivo principal alertar a todos a respeito do câncer de mama e da importância de um diagnóstico precoce.

    Todos os anos várias mulheres são acometidas pelo câncer de mama, uma doença fácil de ser tratada desde que haja um diagnóstico precoce. Somente em 2011, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 13.225 mulheres morreram em decorrência da doença no Brasil e estima-se que 57.120 casos novos sejam diagnosticados em 2014.

    Diante de números tão alarmantes, é essencial o surgimento de campanhas que conscientizem a população a respeito desse tipo de câncer. Um desses movimentos é o Outubro Rosa, que objetiva chamar a atenção para essa doença e para a necessidade da realização de exames rotineiros que identifiquem o câncer de mama precocemente.

    O Outubro Rosa é um movimento internacional que se iniciou nos Estados Unidos com ações isoladas que pretendiam informar as pessoas a respeito do câncer no mês de outubro. Em 1997, após o Congresso Americano estabelecer esse mês como o mês nacional de prevenção do câncer de mama, o movimento ganhou força e espalhou-se por todo o planeta.

    O laço rosa, mundialmente conhecido, é um dossímbolos da campanha e foi elaborado pela Fundação Susan G. Komen, em 1990, e distribuído pela primeira vez em uma corrida pela cura do câncer que aconteceu em Nova York.

    O Outubro Rosa também é marcado por outra simbologia: a iluminação cor-de-rosa. Muitos prédios públicos e monumentos são iluminados no mês de outubro com essa cor. Esse ato é importante porque representa a preocupação de toda a população em relação ao câncer de mama.

    No Brasil, a primeira iniciativa a respeito do Outubro Rosa foi realizada em 2002 quando o Obelisco do Ibirapuera (Mausoléu do Soldado Constitucionalista) foi iluminado de rosa. A partir daí a iniciativa passou a atingir todo o território nacional, ganhando força no ano de 2008 quando houve a participação de várias cidades.

(https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/datas-comemorativas/outubro-rosa.htm. Adaptado)

Nos textos em geral, percebe-se a manifestação concomitante de várias funções da linguagem, todavia, com o predomínio de uma sobre as outras. Pode-se afirmar que no texto, há predominância da função:
Alternativas
Q1731166 Português
“Busca interferir no comportamento do leitor, convencê-lo de algo ou lhe dar ordens ou conselhos. Presente em manuais, livros didáticos e de autoajuda e textos publicitários. É comum o uso dos verbos no imperativo”. Estamos falando da função de linguagem:
Alternativas
Q1730014 Português
Comunicação
É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se
entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
"Posso ajudá-lo, cavalheiro?"
"Pode. Eu quero um daqueles, daqueles..."
"Pois não?"
"Um... como é mesmo o nome?"
"Sim?"
"Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples,
conhecidíssima."
"Sim senhor."
"O senhor vai dar risada quando souber."
"Sim senhor."
"Olha, é pontuda, certo?"
"O quê, cavalheiro?"
"Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem
reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta
é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a
outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que
fecha. Entende?"
"Infelizmente, cavalheiro..."
"Ora, você sabe do que eu estou falando."
"Estou me esforçando, mas..."
"Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"
"Se o senhor diz, cavalheiro."
"Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome
da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."
"Sim senhor. Pontudo numa ponta."
"Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"
"Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. [...] Essa coisa que o
senhor quer, é feito do quê?"
"É de, sei lá. De metal."
"Muito bem. De metal. Ela se move?"
"Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e
encaixa na ponta, assim."
"Tem mais de uma peça? Já vem montado?"
"É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço."
"Francamente..."
"Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra
volta e clique, encaixa."
"Ah, tem clique. É elétrico."
"Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar."
"Já sei!"
"Ótimo!"
"O senhor quer uma antena externa de televisão."
"Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo..."
"Tentemos por outro lado. Para o que serve?"
"Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por
aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa."
"Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete
de segurança e..."
"Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!"
"Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!"
"É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?"
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comunicação. In: Para gostar de ler, v.7. 3.ed. São Paulo: Ática, 1982. p. 35-37.
Os dez primeiros parágrafos do texto são marcados pela tentativa de estabelecer e manter o contato entre os interlocutores, o que caracteriza a presença da função
Alternativas
Q1726170 Português
O conhecimento acerca das funções de linguagem é imprescindível à correta interpretação textual, uma vez que expressa a real intensão do autor/interlocutor evidenciada no texto/diálogo. A função de linguagem muito utilizada nos diálogos como expressões de cumprimento, saudações, discursos ao telefone, é a:
Alternativas
Q1718330 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Pesquisa aponta grande desigualdade entre brancos, negros e pardos na educação básica
Dados do IBGE indicam que proporção de brasileiros com 25 anos ou mais com ensino médio representa 52,6%

19/06/2019
Por Eric Raupp

A proporção de brasileiros com 25 anos ou mais de idade que não finalizaram a educação básica obrigatória, ou seja, concluíram no mínimo o ensino médio, diminuiu no último ano, mas ainda representa 52,6% das pessoas na faixa etária. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira, que mostra uma grande desigualdade na análise por cor ou raça: 55,8% dos brancos haviam completado o ciclo, enquanto o percentual entre as pessoas negras ou pardas foi de 40,3%.

Entre aqueles que não obtiveram a educação básica, 6,9% eram sem instrução, 33,1% tinham o ensino fundamental incompleto, 8,1% tinham o ensino fundamental completo e 4,5%, o ensino médio incompleto. Em um recorte por sexo, mulheres obtiveram maior índice de conclusão da educação básica que os homens, 49,5% ante 45%, respectivamente.
A região Sudeste apresentou a maior proporção de pessoas que concluíram ao menos a etapa do ensino básico, com 53,6%. No Sul do país, o índice ficou em 45,7%, enquanto no Centro-Oeste foi de 48,7%. As regiões Norte e Nordeste tiveram as menores taxas, apesar de terem apresentado o maior crescimento em termos percentuais. Os valores fecharam em 43,6% e 38,9% respectivamente.
A rede pública de ensino foi responsável por 74,3% dos alunos na creche e pré-escola, proporção estatisticamente semelhante a 2017. No ensino fundamental, 82,3% dos estudantes também frequentavam a rede pública, percentual 1,4% menor que em 2017. Já no ensino médio regular, concentrou 87% dos alunos e se manteve estável em relação a 2017. 
Apenas 34,3% dos negros da região Sul têm ensino básico
As desigualdades educacionais também apareceram dentro de cada região, especialmente na análise por cor ou raça. Em todas as cinco zonas do Brasil, negros e pardos obtiveram menor nível de instrução. O Sul registrou o menor grau de conclusão do ensino básico para esta população, com apenas 34,3%, o menor do país. Entre os brancos, 48,9% tinham completado o ciclo.
O Nordeste teve um padrão similar quando comparados brancos (48,6%) com pessoas pretas ou pardas (35,7%). O que diferenciava as duas regiões era, no entanto, a composição da população segundo esses grupos: quase ¼ da população no Nordeste era branca e quase ¼ da população do Sul era preta ou parda.
O Sudeste apresentou os índices de finalização da educação básica mais altos tanto para brancos quanto para negros e pardos, 61,2% e 44,6% respectivamente, mas registrou a maior diferença percentual entre os dois, 16,6%. No Norte e no Centro-Oeste, as taxas foram, em ordem, 52,5% e 56,5% para brancos e 41,5% e 43,7% para negros ou pardos.
População com ensino superior aumenta
Ainda que a maioria da população nacional não tenha concluído o ensino básico, o percentual de pessoas com formação superior cresceu no País e atingiu 47,4% em 2018. Em especial, o percentual de pessoas com graduação passou de 15,7% em 2017 para 16,5% em 2018. O crescimento foi possível por causa do aumento de alunos no ensino à distância e do oferecimento de vagas em tanto nas novas universidades federais e particulares.
Nesse cenário, a rede privada continuou predominante: 74,2% dos estudantes de graduação as frequentavam, proporção que se mantém desde 2016. As matrículas nos cursos de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) também estiveram concentradas majoritariamente em instituições particulares, responsáveis por 71,0% dos alunos.
Média de estudos é de 9,3 anos
A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, em 2018, foi 9,3 anos. Desde 2016, essa média tem crescido anualmente 0,2 ano. Entre as mulheres, o número médio de anos de estudo foi de 9,5 anos, enquanto para os homens, 9 anos.
Com relação à cor ou raça, mais uma vez, a diferença foi considerável, registrando-se 10,3 anos de estudo para as pessoas brancas e 8,4 anos para os negros ou pardos, ou seja, uma diferença de quase dois anos entre esses grupos.
Em termos regionais, Sudeste, Centro-Oeste e Sul mantiveram-se com uma média de anos de estudo acima da nacional, respectivamente de 10, 9,6 e 9,6 anos, enquanto Nordeste e Norte ficaram abaixo da média nacional, com 8,7 anos e 7,9 anos, respectivamente. Todas as regiões tiveram um aumento entre 2017 e 2018, que variou entre 0,1 e 0,2 ano de estudo. 

https://www.correiodopovo.com.br/
A função referencial da linguagem predominante no texto lido está relacionada ao seguinte elemento da comunicação:
Alternativas
Q1718309 Português
A QUESTÃO ESTÁ RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO


POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-enegros/ 
No texto, predomina a função da linguagem identificada como
Alternativas
Q1716077 Português
Quanto às funções da linguagem, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1714557 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder à questão que a ele se refere. 

LIMA, Paula. Você nunca termina suas tarefas? O problema pode não ser getão de tempo. Disponível em:

<htpps://exame.abril.com.br/carreira/voce-nunca-termina-suas-tarefas-o-problema-pode-nao-ser-gestao-de-tempo/>.  Acesso em: 20 ago. 2019.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://exame.abril.com.br/carreira/vocce/>. Acesso em: 20 ago. 2019. 


Comparando o texto 02 ao texto 01, é CORRETO afirmar:

Alternativas
Q1693799 Português
O teleatendimento é aquele realizado pelo trabalhador a distância, cuja comunicação com interlocutores clientes e usuários é feita por intermédio de voz e/ou mensagem eletrônica. Nas falas telefônicas de teleatendimento é muito utilizada a linguagem fática, Que resposta podemos considerar como a mais assertiva desta linguagem a partir do seu principal objetivo?
Alternativas
Q1652881 Português
Assinale a alternativa CORRETA quanto à função de linguagem presente no texto.
Alternativas
Q1633192 Português

Vozes de um túmulo


Morri! E a Terra — a mãe comum — o brilho

Destes meus olhos apagou!… Assim

Tântalo, aos reais convivas, num festim,

Serviu as carnes do seu próprio filho!


Por que para este cemitério vim?!

Por quê?! Antes da vida o angusto trilho

Palmilhasse, do que este que palmilho

E que me assombra, porque não tem fim!


No ardor do sonho que o fronema exalta

Construí de orgulho ênea pirâmide alta,

Hoje, porém, que se desmoronou


A pirâmide real do meu orgulho,

Hoje que apenas sou matéria e entulho

Tenho consciência de que nada sou!

Além da função poética, está presente no texto a função:
Alternativas
Q1622975 Português
Leia a publicidade a seguir:
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Considerando o fato de que a linguagem é uma forma de os indivíduos aprenderem as coisas do mundo e de se comunicarem, ela foi dividida teoricamente, para efeitos didáticos, em seis funções. Sabe-se que as linguagens se entrecruzam e, por isso, a pureza de um texto quanto a uma função específica pode nem sempre surtir efeito no contexto comunicativo.

Diante disso, marque a alternativa que direciona o leitor para a função da linguagem PREDOMINANTE na publicidade acima:
Alternativas
Q1621230 Português
Como educar uma geração digital com tanta dificuldade para se concentrar?
Se os celulares e as novas mídias estão prejudicando a capacidade dos estudantes de prestar atenção, como os professores podem mudar seus métodos de ensino para
ensinar as habilidades de que eles precisam?
Por BBC (03/04/2019) 

Os estudantes de hoje têm de lidar com um problema - e ele não está escrito no quadro negro. Eles estão tão acostumados a constantes estímulos de aplicativos de smartphone e plataformas de streaming que não conseguem se concentrar na aula.
As gerações Z (idades entre 10 e 24 anos) e alpha (até 9 anos de idade) nasceram em um mundo onde os algoritmos os mantêm clicando e navegando em um ritmo frenético.
Agora, os professores também têm um problema. Como você adapta o currículo escolar para estudantes criados em meio à tecnologia? E isso pode comprometer a educação tradicional? 
O desenvolvimento inicial do cérebro é um assunto complexo, mas, nos últimos anos, pesquisadores em todo o mundo manifestaram preocupações sobre o impacto que smartphones e o hábito de consumir diferentes mídias simultaneamente podem ter sobre a capacidade de concentração.
"Há um conjunto crescente de evidências - que não ainda foram totalmente validadas e podem ser contestadas - de que a tecnologia, as redes sociais, o acesso instantâneo à internet e os smartphones prejudicam a capacidade das crianças de se concentrar. Estamos mudando a forma como crianças pensam e como seus cérebros se desenvolvem", diz Jim Taylor, autor de Raising Generation Tech (Criando a Geração Tech, em tradução livre).
Os professores também já notaram isso. "É um problema. Para começar, o adolescente médio só consegue prestar atenção por cerca de 28 segundos", diz Laura Schad, que dá aulas para alunos de 12 a 14 anos na Filadélfia nos EUA. Ela diz que, embora os smartphones tenham afetado claramente os cérebros em pleno desenvolvimento de seus alunos, falta treinamento para lidar com a questão: como a educação deve evoluir para atender alunos que são nativos digitais não foi algo tratado em sua formação profissional, por exemplo. 
Os efeitos da tecnologia ficam mais claros em uma das atividades escolares mais tradicionais, a leitura, especialmente quando as crianças migram das mídias digitais baseadas em texto para aplicativos repletos de imagens como Instagram e Snapchat.
"Hoje, os alunos parecem achar especialmente exaustivo ler textos complexos ou longos sem fazer pausas constantes. No passado, os alunos pareciam estar acostumados a se dedicar a um texto por um longo período de tempo", diz Erica Swift, professora do 6º ano de uma escola de Sacramento nos Estados Unidos. [...]
Simplesmente transferir o texto para um aparelho eletrônico não ajuda, o que indica que o problema é mais complexo do que uma simples preferência pelas telas em detrimento de algo impresso em papel.
Taylor explica que o ato de prestar atenção não só tem um valor inerente, mas funciona como porta de entrada para formas mais profundas de aprendizado - especialmente em termos de memória.
"Sem a capacidade de prestar atenção, crianças não conseguem processar [informações]. Eles não consolidam o conhecimento na memória, o que significa que não podem interpretar, analisar, resumir, criticar e chegar a uma conclusão sobre a informação recebida", diz Jim Taylor. 
Se os alunos não parecem prestar atenção por longos períodos, muitos professores simplesmente dividem as lições em partes menores. Gail Desler, especialista em integração tecnológica do distrito escolar de Elk Grove, onde fica a escola de Swift, diz: "Uma ideia comum entre os professores é que algo mais curto é melhor".
Desler também dá como exemplo professores que iniciam as aulas com exercícios de atenção plena ou de meditação quando os alunos precisam se concentrar. Uma professora do ensino médio em Salinas, nos EUA, usa o aplicativo Calm para ajudar os alunos a meditar, mas um estudo de 2013 indicou que qualquer tipo de "intervalo de descanso da tecnologia" pode combater a ansiedade.
Alguns professores também escolhem "ir ao encontro dos alunos" em plataformas como o YouTube e o Instagram. Asha Choksi, vice-presidente de pesquisa global da editora educacional Pearson, dá o exemplo de um professor que filma a si mesmo realizando um experimento científico, publica no YouTube e usa o vídeo na aula para ilustrar o material no livro didático, que pode ser visto como algo chato para os alunos.
[...]
Ainda assim, enquanto alguns educadores estão adotando a tecnologia em sala de aula, vários estudos mostraram que salas de aula tradicionais podem ter mais sucesso. Um estudo de 2015 da London School of Economics mostrou que os resultados do teste GCSE, que avalia estudantes do ensino médio no Reino Unido, melhoraram quando escolas de Birmingham, Londres, Leicester e Manchester proibiram os celulares em sala de aula.
O professor de neurociência William Klemm, autor de The Learning Skills Cycle (O Ciclo de Habilidades de Aprendizado, em tradução livre), destaca um estudo de 2014 que apontou que anotações à mão ajudam alunos a reter mais informações em comparação com o uso de um computador. Klemm também aponta que dividir lições em partes menores pode ser prejudicial, porque isso pode impedir que os alunos tenham uma compreensão mais ampla do que é ensinado. Até mesmo educadores que veem com bons olhos o uso da tecnologia acreditam que os métodos tradicionais têm seu valor e sugerem uma abordagem de "aprendizagem mista".
[...]
Embora a tecnologia mine alguns aspectos da educação, também capacita estudantes de formas inesperadas. "Existe essa visão de que os jovens ficam um pouco apáticos, preguiçosos, distraídos com a tecnologia", diz Choksi, da Pearson. "Realmente, subestimamos o papel que a tecnologia está desempenhando na educação das crianças e o poder que isso dá a elas em seu aprendizado."
Por exemplo, alunos que não têm paciência para esperar que os educadores respondam a suas perguntas estão cada vez mais dispostos a buscar as respostas por si mesmos. "Eles podem estar estudando álgebra e ir ao YouTube para descobrir como resolver um problema antes de consultar um professor ou um livro didático", diz Choksi. Para Swift isso deve ser estimulado - "Você quer que alunos façam novas perguntas e busquem novas respostas." 
Taylor aponta que, conforme a informação se torna onipresente, o sucesso não se resume a saber mais, mas na capacidade de pensar de forma crítica e criativa, que são, ironicamente, as habilidades que a mídia digital prejudica ao reduzir a capacidade de prestar atenção dos estudantes.
"Se você pensar em Mark Zuckerberg, Bill Gates e em todas estas pessoas que obtiveram sucesso no mundo da tecnologia, elas não chegaram até aí porque sabiam programar, mas porque são capazes de raciocinar", diz ele.
Os nativos digitais continuarão a adotar vorazmente as novas mídias. Os professores não têm escolha a não ser evoluir, não apenas para garantir que alunos possam acessar e tirar proveito das tecnologias, mas para fazer com que os alunos tenham sucesso em um mundo que está constantemente tentando distraí-los.

Adaptado
https://g1.globo.com

A função referencial da linguagem presente no texto está relacionada ao seguinte elemento da comunicação:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: GUALIMP Órgão: Prefeitura de Areal - RJ Provas: GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Arquiteto | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Professor Ensino Fundamental 6º a 9º Ano - Educação Física | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Professor Ensino Fundamental 6º a 9º Ano - Artes | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Professor Ensino Fundamental 6º a 9º Ano - Ciências | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Professor Ensino Fundamental 6º a 9º Ano - Geografia | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Professor Ensino Fundamental 6º a 9º Ano - Língua Inglesa | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Professor Ensino Fundamental 6º a 9º Ano - História | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Professor Ensino Fundamental 6º a 9º Ano - Matemática | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Professor Ensino Fundamental 6º a 9º Ano - Língua Portuguesa | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Auditor Fiscal | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Contador | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Engenheiro Civil | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Fiscal Ambiental | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Químico | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Supervisor Escolar | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Orientador Pedagógico | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Biólogo | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Arquivista | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Engenheiro Ambiental | GUALIMP - 2019 - Prefeitura de Areal - RJ - Gestor Ambiental |
Q1618722 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

PRÉ-SAL


Antônio Prata


Dizem que otimista é o cara que vê o copo meio cheio, enquanto pessimista é quem o enxerga meio vazio. A imagem é batida, mas vem a calhar, pois não é outro o tema desta crônica senão a água. Muita água. Trilhões de litros de H2O, que serão acrescidos aos oceanos nas próximas décadas, quando as calotas polares derreterem.

Os pessimistas, claro, só conseguem ver o lado ruim da mudança climática: a morte de milhões de pinguins, focas, leões marinhos, ursos polares e a extinção de algumas espécies desconhecidas; o alagamento de certas cidades litorâneas como Rio de Janeiro, Nova York, Xangai, Veneza, Barcelona e a perda de boa parte do patrimônio histórico e cultural da humanidade; o aumento de catástrofes naturais como tufões, furacões, dilúvios, enchentes e a desgraça humana decorrente desses aguaceiros. OK. O Rio é legal. As focas e a Piazza San Marco, também. Mas focar-se (sem trocadilho) apenas nos aspectos negativos da lambança climática impedenos de perceber outros acontecimentos maravilhosos que se avizinham. Praia em São Paulo, por exemplo.

Claro que a tese ainda não é um consenso entre a comunidade científica. Alguns estudiosos, desses que só conseguem ver a parte vazia do copo, afirmam que, por mais que a gente queime todo o petróleo existente, o aumento do nível dos oceanos será apenas de alguns metros. Cientistas de ânimo mais solar, contudo, garantem que o que conhecemos como Polo Norte é, literalmente, apenas a ponta do iceberg e, se tudo der certo, antes de 2020, vai ter prédio na Berrini com vista pro mar.

Quanta coisa boa há de acontecer! Já pensou que belo cartão postal, a ponte estaiada com praia ao fundo? E seus filhos colhendo mexilhões nos pés do Borba Gato? Consigo ver, facilmente, a 23 de Maio tomada por ambulantes, vendendo óleo bronzeador, canga, Shhhhkol e Biscoito Globo. O Morumbi, com as casonas nas colinas, debruçadas sobre o mar, será a Beverly Hills paulistana. E nossos restaurantes, já tão afamados, o que não farão com peixes fresquinhos e frutos do mar, trazidos diretamente pela comunidade caiçara de Santo Amaro? O lago do Ibirapuera não teve sempre a vocação para ser a nossa Rodrigo de Freitas? E qual o sonho da Vila Nova Conceição, senão tornar-se a Barra da Tijuca?

Cruzemos os dedos, meus queridos paulistanos, pois muito em breve, quando as margens plácidas do Ipiranga ouvirem um estrondo, não será o brado retumbante de um povo heroico, mas o som das ondas quebrando na Avenida do Estado. E, nesse instante, o sol da liberdade, com seus raios fúlgidos, dourará os corpos estirados à beira-mar. E ainda tem gente preocupada com o futuro. Tsc tsc...
A linguagem e a estrutura do texto permitem considerar que seu principal objetivo é:
Alternativas
Q1615776 Português
Analise as informações sobre alguns conteúdos da Gramática Normativa:
I. Na frase: “Não sabemos o porque de tanta violência na cidade”, a palavra destacada está escrita corretamente; II. A palavra têm, 3ª pessoa do plural, a forma verbal pôde, na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo e o verbo pôr são exemplos de palavras que não perderam o acento diferencial após a reforma ortográfica; III. Em um texto há o predomínio da função conativa quando o objetivo é persuadir o leitor. Tal função está centralizada no receptor; IV. Na frase “Batiam oito horas quando ele acordou”, a concordância verbal está correta.
Assinale a opção correta:
Alternativas
Q1357724 Português
“O costume já é antigo, mas a expressão ficou popular nos últimos anos: ‘mansplaining’. Do inglês: man = homem e explaining = explicando. Trata-se do ato de um homem explicar a uma mulher, em tom de superioridade, algo muito simples, ou que ela já saiba, muitas vezes mais do que ele.”
 (BOGGIO, Flávia. Folha de São Paulo, quinta-feira, 04 de julho de 2019, Caderno Ilustrada, p. C-5).
A língua portuguesa recebe vocábulos como resultado das relações políticas, culturais e comerciais com outros países, e as pessoas passam a utilizar termos novos para se comunicar. Neste contexto, estamos falando de:
Alternativas
Q1324853 Português

Leia a tirinha.


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <http://www.ospassarinhos.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/ ospassarinhos084_small.jpg>. Acesso em: 13 out. 2017.


Verifica-se o emprego da função metalinguística da linguagem nesse texto porque
Alternativas
Q1323656 Português

Leia o texto para responder a questão.


CASO DE CANÁRIO

Carlos Drummond de Andrade


    Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

    __ Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

    __ Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

    __ Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom; vá.

    O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

    __ Vai, meu bem.

    Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona, e dói ver a lenta agonia de um ser tão gracioso, que viveu para cantar.

     __ Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

    Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

    E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

    Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo. No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

     __ Ui!

    Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

    __ Ele estava precisando mesmo era de éter - concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

No trecho “Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona, e dói ver a lenta agonia de um ser tão gracioso, que viveu para cantar.” Predomina a linguagem
Alternativas
Respostas
881: C
882: B
883: E
884: B
885: A
886: C
887: D
888: B
889: B
890: E
891: A
892: B
893: D
894: D
895: A
896: C
897: D
898: B
899: B
900: B