Questões de Concurso Sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

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Q2688491 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 No primeiro dia de aula fui indagado por uma aluna: “Professor, até hoje ninguém conseguiu me explicar

2 o que é Filosofia?” Não era surpresa. Respondi que a resposta que ela estava buscando estava dentro dela mesma e

3 em nenhum outro lugar. “Mas como assim?” Voltou a indagar.

4 Observando outras aulas, como de física por exemplo, a professora falava da importância em estudar

5 aquele determinado conteúdo que certamente seria conteúdo de prova de vestibular. Percebi certo interesse e

6 atenção dos alunos, que estavam sendo provocados pelo desejo de passar no vestibular.

7 Em meio a tudo isso, surgiu o questionamento que certamente está presente constantemente nos alunos

8 de Ensino Médio: “Para que estudar Filosofia se não cai no vestibular?” Eles têm razão. Filosofia não cai no

9 vestibular assim como a matemática, o português, a história, a geografia e outras disciplinas.

10 Vamos avançando na reflexão. Será que Filosofia não aparece no vestibular? Por que então estudar essa

11 disciplina?

12 Na interpretação da questão de física, na produção da redação, na interpretação do texto de português, na

13 equação matemática, sempre há um toque de Filosofia.

14 Aquele que não consegue seguir o raciocínio lógico da matemática, por exemplo, não teve uma boa aula

15 de Filosofia.

16 Filosofia não se estuda com descobertas cientificas, frases, respostas prontas. A Filosofia não se limita às

17 verdades ligadas as condições humanas, ou a ciência, que por sua vez possuem limitações.

18 A sua preocupação está voltada a uma verdade maior, uma verdade que transcende os limites da razão

19 humana, à qual somos instigados a buscar constantemente. Essa busca e essa verdade não são finitas, por isso

20 enquanto o homem existir, e isso penso ser maravilhoso, ele vai estar sempre em busca dessa verdade maior.

21 A nossa vida não se limita ao 2+2=4, pois a verdade, o bem, o belo, não podem ser entendidos e

22 interpretados como simples equações matemáticas.

23 Eles exigem uma reflexão maior, convidando-nos a olharmos para nós mesmos, para o nosso íntimo, onde

24 se encontra a razão de nosso existir.

25 Quanto mais nos voltarmos para nós mesmos e nos remetermos ao transcendente, tanto mais teremos que

26 caminhar. Essa caminhada é infinita, vai abrindo os horizontes à medida que caminhamos.

27 É preciso estudar Filosofia para entendermos melhor a vida. Entender e compreender seu real e imenso

28 valor que possui em si.

29 Sem Filosofia nossa vida seria limitada a simples cálculos, o que nos tornaria calculistas, frios e sem vida.

30 A Filosofia abre os horizontes e nos guia para uma verdade que transcende todas as verdades da ciência. A verdade

31 de nossa existência, a força que nos move para uma busca infinita.

32 Parece ser difícil compreender Filosofia com tantos dizeres filosóficos e pensamentos. Porém a sua

33 compreensão exige essa busca.

34 Só entenderemos o sentido da Filosofia quando entendermos que não podemos somar ou subtrair,

35 multiplicar nem dividir nossa verdade, o bem, o belo, o amor, a existência. Os sentimentos podem ser expressados

36 nas mais diversas formas, mas nunca numa equação matemática, nem numa composição química ou física.

37 Nossas relações se tornam frias e calculistas porque na sociedade vive-se dessa maneira. Muitos dizem

38 que pensar é coisa de quem não tem o que fazer. Porém, a reflexão ajuda a compreender as coisas da forma como

39 nenhuma ciência ajuda a compreender.

40 Hoje, questões ligadas à vida, a ética, a moral, aos direitos humanos exigem muita reflexão, a qual a

41 filosofia ajuda, e sem a qual caímos no dogmatismo ou não compreendemos a vida na sua essência.

42 Aos poucos vamos percebendo melhor quanto a Filosofia faz parte da nossa vida. Muitos usam a Filosofia

43 sem nunca terem estudado algo especificamente ligado a ela. É difícil encontrar um termo para definir Filosofia,

44 porém, não podemos compreendê-la separada da nossa realidade, do nosso cotidiano, da nossa vida, pois ela é

45 intrínseca a nós. Não somos nós que escolhemos a Filosofia, mas é ela quem nos escolhe.

46 [...]

47 Deve haver um equilíbrio entre razão e emoção. Quando usamos só a razão nos tornamos insensíveis

48 diante de muitas realidades, mas, só o uso da emoção também não favorece nas escolhas.

49 Temos preguiça de pensar. Não usamos nossa capacidade de raciocínio e por isso, em tantos casos, nos

50 damos mal. A escola se preocupa muito com o decorar as coisas. Saber regras de cor, mas na vida é preciso refletir

51 diante de fatos, pois não podemos aplicar a tudo as mesmas respostas. A vida não é padronizada e quem a faz assim

52 sofre muito. Há opções a serem feitas; leis a serem cumpridas. Sem a reflexão seremos meros executores, sem

53 sabermos o porque de todas essas coisas.

54 [...]

55 Existem inúmeros exemplos a esse respeito. Numa relação de Amizade, por exemplo. Se não há um

56 conhecimento maior de ambas as partes, esse sentimento morre logo. Quando nos conhecemos melhor interiormente

57 e conhecemos também o outro, as dificuldades e dúvidas que aparecerão serão superadas e entendidas com maior

58 facilidade, pois sabemos que em cada pessoa há um bem maior e que pode, deve e precisa ser conhecido. Uma

59 amizade que fica só nas aparências é como uma casa construída sobre a areia. Na primeira tempestade, na primeira

60 ventania, desmorona. Cai por terra. Uma amizade alicerçada na verdade, no conhecimento interior do outro e de si,

61 as tempestades vindouras não terão forças suficientes para destruir. O que permanece é aquilo que está alicerçado

62 na razão e no coração ao mesmo tempo. O restante é passageiro e ilusório.

63 [...]

64 A Filosofia acontece no dia-a-dia da nossa vida, basta nos darmos conta disso. Filosofia é refletir sobre

65 as coisas que acontecem, são ditas e ouvidas. Não se limita apenas a perguntarmos POR QUÊ?, mas precisamos ir

66 mais adiante. Precisamos nos perguntar do nível de verdade daquilo que a TV apresenta. Aquilo que muitas revistas

67 trazem em suas páginas. Não podemos nos esquecer que eles têm seu ponto de vista e seus interesses, mas estes

68 não deveriam ocultar a verdade. A interpretação de uma notícia, seu posicionamento crítico e argumentação, é uma

69 forma de fazer Filosofia. Aceitar tal e qual tudo o que jornais, TV e revistas nos apresentam é uma forma de

70 ignorância. Precisamos ter cuidado. Isso não quer dizer que todos e em todas as ocasiões mentem, ou faltam com a

71 verdade. Porém, sempre, sem exceção precisamos nos perguntar pela verdade dos fatos.

72 Quantas vezes os repórteres são induzidos a manipularem notícias sobre determinados acontecimentos e

73 assuntos. Sempre que possível seria importante ler ou assistir mais de um jornal e depois fazer um paralelo entre

74 eles. Isso exige tempo e vontade. Podemos discutir com outras pessoas para ouvir seu ponto de vista que ajuda-nos

75 a abrir nossos horizontes. Quanto mais nos fechamos em nós mesmos, em nosso mundo individual, mais ignorantes

76 nos tornamos. A abertura, a experiência, o diálogo, a leitura, nos tornam pessoas abertas e conhecedoras da verdade.

77 Buscar sempre a verdade dos acontecimentos, dos fatos é uma atitude filosófica.

78 Se pararmos e pensarmos neste momento o quanto refletimos sobre tudo o que acontece, ouvimos e

79 vemos, nos daremos conta que nem sempre fazemos isso e não fazemos porque simplesmente não queremos, pois

80 todos nós podemos e sabemos.

81 [...]

82 Precisamos nos perguntar qual o nível de conhecimento que uma pessoa tem dos acontecimentos

83 históricos quando escreve novela, filme, minissérie. Será que aquilo é a verdade? Será que é a melhor forma de ver

84 o acontecimento?

85 Estes e outros inúmeros fatos fazem parte do nosso cotidiano.


(Hermes José Novakoski)


FONTE: http://www.profdoni.pro.br/home/index.php/menu-principal/filosofia-2/252-para-que-estudar-filosofia

Sobre as funções de linguagem, predominam no texto

Alternativas
Q2687943 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


  1. As sucessivas revoluções industriais em muito pouco se assemelham a uma revolução de fato, uma vez que tal
  2. expressão é representativa de uma mudança abrupta ou a derrubada imediata de uma determinada ordem, configuração ou
  3. forma de poder. No caso das revoluções industriais, trata-se de um processo gradual e, sob o ponto de vista histórico,
  4. relativamente lento.
  5. A terceira etapa desse processo de transformação nos meios e modos de produção iniciou-se na segunda metade do
  6. século XX e ainda está em curso, a Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Científica
  7. Informacional, caracteriza-se pelos avanços nos sistemas de telecomunicações e transportes, pelo surgimento e rápida expansão
  8. da informática e da automação, além do desenvolvimento da engenharia robótica. Essa nova configuração estabeleceu
  9. profundas transformações no mundo do trabalho.
  10. Nas etapas anteriores das produções industriais, observava-se uma crescente substituição do homem pela máquina
  11. no processo produtivo, tornando o indivíduo apenas um apêndice de um maquinário cada vez mais amplo e complexo. No atual
  12. momento, essa situação ganhou novas e maiores proporções, na medida em que, junto ao maquinário e às novas tecnologias, a
  13. informática passou também a atuar. O ser humano passou a ser substituído não apenas pela mecânica, mas também
  14. por softwares, que, em muitos casos, passaram a gerir a produção fabril.
  15. Além disso, observa-se também a crescente terciarização da economia, em que a maior parte dos empregos gerados
  16. passou a se concentrar no setor de comércio e serviços. Tal processo, aliado à flexibilização do trabalho, contribuiu para a
  17. precarização das condições do trabalho, para a crise das representações sindicais e para a perda de direitos trabalhistas.
  18. Outro aspecto das transformações no mundo do trabalho ao longo da Terceira Revolução Industrial também está
  19. ligado à questão espacial entre campo e cidade. Ocorreu uma intensa mecanização dos meios rurais e o desenvolvimento de
  20. técnicas e mecanismos agrícolas que propiciaram um grande desemprego nesse meio, o que contribuiu para a intensificação do
  21. êxodo rural, isto é, uma migração em massa da população do campo para a cidade.
  22. O trabalho, tanto no meio urbano quanto no meio rural, passou a ser exigido muito mais em sua qualificação técnica,
  23. uma vez que a operação das novas tecnologias exige determinados conhecimentos específicos que não podem ser realizados
  24. por um profissional que não possui uma determinada formação. Tal contexto contribui para a emergência da contradição:
  25. aumento do número de empregos e aumento do número de desempregados, uma vez que a massa de trabalhadores que não
  26. consegue se adequar às novas condições de trabalho não alcança oportunidades.
  27. Como resultado há um crescimento na geração de emprego nos setores informais, onde não há leis e direitos
  28. trabalhistas, tendo em vista que esse setor caracteriza-se pela sua desregulamentação e pela ausência de uma hierarquia
  29. organizada de trabalho (a maior parte é informal). O resultado é a caracterização de diversos problemas, dentre eles, a pirataria,
  30. bastante comum nos países subdesenvolvidos ao final do século XX e início do século XXI.


Por Rodolfo Alves Pena. FONTE: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/trabalho-na-terceira-revolucao-industrial.htm

Revelando a intencionalidade do emissor, a linguagem usada nesse texto traduz, dentre outras, é predominantemente

Alternativas
Q2685109 Português

TEXTO II

POR QUE OS OLHOS ARDEM QUANDO CORTAMOS CEBOLAS?


A cebola contém uma substância que se chama dissulfeto de alila. Quando você corta a cebola, o danado se espalha no ar, porque é volátil como um passarinho e irrita os olhos quase igual a uma bomba de gás lacrimogêneo.[...].


(Gianni Rodari. O livro dos porquês. São Paulo: Ática, 1991. p.52)

O texto faz uso de que tipo de linguagem?

Alternativas
Q2684932 Português

TEXTO I

Cuidado com o dono


PINSCHER. A mãe de um amigo tinha um cãozinho dessa raça. Tamanho mínimo. Tormento máximo. Ficava solto na sala. Bastava eu chegar para uma visita, começava a latir. Passava horas soltando latidinhos estridentes. Mordia meus dedos com os dentinhos afiados. A dona sorria.

— Não é uma gracinha?

Eu tinha vontade de morder a tal senhora.


CARRASCO,Walcyr. Pequenos delitos e outras crônicas. São Paulo: Best Seller, 2004. p.138. (Fragmento).

Considere o campo semântico dos diminutivos "cãozinho"; "latidinhos"; "dentinhos; "gracinha" no contexto empregado e analise as afirmações abaixo:


I - Todos os diminutivos empregados pelo autor foram no sentido pejorativo.

II - A dona do animal empregou o diminutivo "gracinha" com valor afetivo.

III - Percebe-se que toda a caracterização que o autor faz do "cãozinho" demonstra seu desagrado em relação ao animal.


Marque a alternativa correta:

Alternativas
Q2228219 Português

                                        

Pode-se afirmar apenas que o texto 2 apresenta 
Alternativas
Q2228213 Português
Texto 1

Profissões do futuro
A incerteza na hora de escolher um curso para prestar vestibular é grande e na dúvida, o melhor é optar pelos cursos tradicionais, como médicos ou direito, certo? Errado. Fazer uma escolha antes de estar preparado para ela é, no mínimo, uma perda de tempo e dinheiro. Estudar em uma faculdade que não tem nada a ver com você traz decepção e mais incertezas. O mercado está expandindo as suas áreas e o ideal é ficar de olho e ver se dá pra unir prazer e dinheiro, trocando em miúdos: se o seu curso tem a sua cara e se ele está cotado como um curso rentável do futuro. Novos cursos surgem todos os dias com o propósito de atender demandas do mercado de trabalho por profissionais especializados ou pelo desmembramento de habilitações tradicionais. Algumas novas graduações podem representar boas oportunidades de trabalho.
Vejam os novos cursos que estão surgindo: Agroecologia, Ecoeducação, Edueconomia, Ciências do consumo, Ciênciais atuariais, Gerontologia, Esporte, Economia agroindustrial, etc. Gerontologia é a ciência que estuda o processo de envelhecimento do ser humano e as formas de promover uma melhor qualidade de vida. Geriatria é a área médica que estuda e trata das doenças típicas das pessoas idosas.
As pessoas com mais de 60 anos de idade atualmente constituem 10% da população brasileira, com tendência a aumentar gradativamente, pois a expectativa de vida desta parte da sociedade vem melhorando todos os anos. O objetivo desse curso é formar profissionais que possam ajudar a melhorar a qualidade de vida dos idosos nos aspectos emocional, físico e social.
www.vestibular.brasil.escola.com (adaptado) acesso em 20/08/19 
Sobre as funções de linguagem do texto, em análise, observe as afirmativas abaixo:
I. Apresenta uma leve abordagem da função de linguagem fática. II. Há ainda elementos próprios da função de linguagem apelativa. III. Percebe-se que existem também elementos da função de linguagem informativa.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões)
Alternativas
Q2225873 Português
Utilize o texto abaixo para responder à questão.

AS CARIDADES ODIOSAS

Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchara na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.

- Um doce, moça, compre um doce para mim.

Acordei finalmente. O que estivera pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água.

Sem olhar pra os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.

De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena, humilhante para mim terminasse logo. Perguntei-lhe: que doce você...

Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.

- Que outro você quer? Perguntei ao menino escuro. Este, que mexendo as mãos e a boca ainda esperava com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhoume um instante e disse com delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.

- Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levantando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertálos. Mesmo os doces estavam tão acima do menino escuro. E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeira olhava tudo:

- Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas que passavam, mas ninguém quis dar.

Fui embora, com rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... e para isso fora necessário um menino magro e escuro... E para isso fora necessário que outros não lhe tivessem dado doces.

E as pessoas que tomavam sorvete? Agora, o que eu queria saber com autocrueldade era o seguinte: temera que os outros me vissem ou que os outros não me vissem? O fato é que, quando atravessei a rua, o que teria sido piedade já se estrangulara sob outros sentimentos. E, agora, sozinha, meus pensamentos voltavam lentamente a ser os anteriores, só que inúteis. (...)
(LISPECTOR, Clarice. As caridades odiosas. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1984. p.380-3.)
No texto, As Caridades Odiosas, predomina a função emotiva da linguagem, porque:
Alternativas
Q2225824 Português
Pode-se afirmar corretamente que o texto apresenta: 
Alternativas
Q2225818 Português
Texto 1

Departamentos essenciais em uma administração

Um dos pontos fortes da equipe e que mostra a saúde da empresa, inclusive, é a contabilidade. Essa parte do departamento administrativo, muitas vezes ignorada, é de vital importância para o bom andamento e crescimento da companhia. Para atuar nessa frente, é necessário cautela e perfil analítico para a melhor tomada de decisão. Afinal, as oportunidades de crescimento são verificadas através dos dados gerados por essa atividade.

Se a empresa não dispor de estrutura para abrigar a contabilidade ou não contar com profissionais capacitados, uma opção é terceirizar este serviço. Já ao setor financeiro cabem as decisões sobre investimentos. Entre elas, destacam-se aquisição de maquinário, contratação e gerenciamento de empréstimos, entre outras funções correlatas. Geralmente, essas atividades são assumidas pelo dono do negócio, investidores ou executivos principais.

Inclusos no departamento administrativo estão também os profissionais de comunicação. É nas ações de marketing que clientes em potencial são alcançados, tal como os clientes efetivos são mantidos. Ou seja, com um trabalho eficaz, é possível ampliar consideravelmente os lucros e o domínio de mercado. Isso além de consolidar o relacionamento com clientes e estreitar mais os laços e parcerias.

(…)Com isso, caso a empresa deseje receber um retorno sobre o índice de satisfação das pessoas e a qualidade do serviço que oferece, é preciso pensar num canal de serviços de atendimento ao cliente. O encarregado precisa operar de forma eficaz as licitações, no caso de empresas públicas, realizar as atividades de controle patrimonial e lidar com os trâmites financeiros, juntamente ao almoxarifado, formando uma equipe de trabalho conjunto. Ou seja, essa função mistura-se às competências do responsável pelo controle financeiro, que movimenta o dinheiro da empresa diretamente. Por conta disso, o departamento administrativo acaba englobando tantas áreas.

Outra função essencial de um corpo gestor corporativo é a coordenação de pessoas, comumente realizada pelos profissionais de recursos humanos. Eles não são responsáveis apenas por recrutar e desligar pessoas, mas sim por alocar o indivíduo certo em cada função. Para isso, eles precisam conhecer não apenas as atividades e rotinas operacionais da empresa, mas também sua força de trabalho. Um profissional de RH atento é capaz de identificar potenciais mudanças de função entre colaboradores e avaliar seus rendimentos.

Por exemplo, se determinado funcionário do setor de logística realiza um curso de oratória e vendas, é trabalho do RH identificar esse talento e sugerir a realocação dessa pessoa para uma área na qual seus conhecimentos serão melhor aproveitados. Dessa forma, o departamento não só estará ajudando a empresa ao aproveitar talentos internamente, mas estará também incentivando os demais funcionários a investirem em si mesmos.

Juliana Gaidargi (adaptado)

www.infonova.com.br acesso em 15/08/2019
As funções de linguagem apresentam características próprias para poderem ser classificadas, diante de cada um dos elementos da comunicação evidenciado: se, o código; se, o canal; se a mensagem, etc.
Observando o texto analisado e o enfoque dado a tais elementos apenas se pode afirmar que ele apresenta predominância das funções:
Alternativas
Q2061086 Português
A imagem representa o esquema do processo de comunicação verbal.
4.png (363×94)  (Disponível em: ˂http://www.ibaconline.com.br/jornada/disc24_nt101_ ue337_link1.htm˃. Acesso em: 16 jan. 2019.)
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir quanto às funções da linguagem e suas finalidades comunicativas.
O objetivo da função __________ é manter o contato entre o emissor e o receptor por meio da ênfase no canal. Enquanto a função __________ preocupa-se com o destinatário, objetivando persuadi-lo, na função __________ o objetivo da mensagem é a ênfase no emissor e nas suas atitudes.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
Alternativas
Ano: 2019 Banca: INCP Órgão: CONFERE Prova: INCP - 2019 - CONFERE - Telefonista |
Q2060517 Português
Leia a tirinha abaixo:
Imagem associada para resolução da questão

No terceiro quadrinho, a função da linguagem predominante é a: 
Alternativas
Q2058405 Português
Pesquisadores do Brasil estão entre mais influentes do mundo
     Os Estados Unidos são o país com maior número de pesquisadores mencionados, 2.639 ao todo; em seguida aparece o Reino Unido, com 546       Doze pesquisadores brasileiros estão entre os cientistas mais influentes do mundo em suas respectivas áreas de conhecimento. A lista, produzida anualmente pela empresa de consultoria Clarivate Analytics, desde 2014, considera o número de citações por artigos publicados em um período de dez anos. Os selecionados pertencem ao grupo de 1% de pesquisadores que mantiveram as mais altas médias de citações durante o período. Ao todo, foram selecionados cerca de 6 mil pesquisadores, em 21 áreas do conhecimento, além de campos transversais.
https://www.terra.com.br/noticias/ciencia


Considere as afirmações sobre o texto, julgando-as (V) verdadeiras ou (F) falsas:
( ) Pelas características, o gênero do texto é notícia; ( ) A função de linguagem predominante no texto é a conativa; ( ) As palavras “país” e “média” são acentuadas pela mesma regra gramatical; ( ) Em, “Os Estados Unidos são o país com maior número de pesquisadores mencionados”, a concordância verbal está correta, pois quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser feita levando-se em conta a ausência ou presença de artigo, no caso, concorda com o artigo “os”.

A sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2019 - IF-ES - Assistente de Aluno |
Q2046646 Português
O texto a seguir serve de referência para a questão.



Fonte: REGO, José Lins do. Menino de engenho. 80. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001, p. 80-83 (adaptado).
Cada texto apresenta escolhas por determinados elementos de acordo com a intencionalidade proposta pelo autor, resultando na predominância de uma função da linguagem. Após a leitura do fragmento de romance, pode-se afirmar que nele há predominância da função:
Alternativas
Q2034252 Português
Na situação comunicativa do texto, o termo “indicador”, no primeiro e no último quadrinho, apresenta, respectivamente, 
Alternativas
Q2029206 Português

TEXTO

Bom exemplo na saúde

O Estado de S.Paulo

9 de setembro de 2018



Com relação ao parágrafo segundo do texto, é correto afirmar que nele (no parágrafo, não no texto como um todo) predomina a função da linguagem:  
Alternativas
Q2012784 Português

O mistério das coisas


O mistério das coisas, onde está ele?

Onde está ele que não aparece

Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?

Que sabe o rio e que sabe a árvore

E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?

Sempre que olho para as coisas e penso no que os homens

pensam delas,

Rio como um regato que soa fresco numa pedra.


Porque o único sentido oculto das coisas

É elas não terem sentido oculto nenhum,

É mais estranho do que todas as estranhezas

E do que os sonhos de todos os poetas

E os pensamentos de todos os filósofos,

Que as coisas sejam realmente o que parecem ser

E não haja nada que compreender.

Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —

As coisas não têm significação: têm existência.

As coisas são o único sentido oculto das coisas.

(Fernando Pessoa. O guardador de rebanhos. In: Poemas de Alberto Caeiro) 



Sobre o texto de Fernando Pessoa:


I. Nas três estrofes, a função da linguagem predominante é a referencial.

II. Na primeira estrofe, registra-se a presença da figura Prosopopeia no verso “Que sabe o rio e que sabe a árvore”.

III. Na segunda estrofe, as expressões “todas as estranhezas”, “todos os poetas” e “todos os filósofos” marcam o destaque da figura Hipérbole.

IV. Na terceira estrofe, a repetição da palavra “coisa” configura um empobrecimento da linguagem, ocasionando um pleonasmo vicioso.


Analisadas as assertivas acima, pode-se afirmar que:

Alternativas
Ano: 2019 Banca: FAEPESUL Órgão: CRC-SC Prova: FAEPESUL - 2019 - CRC-SC - Fiscal |
Q2011678 Português
O mistério das coisas

O mistério das coisas, onde está ele? Onde está ele que não aparece Pelo menos a mostrar-nos que é mistério? Que sabe o rio e que sabe a árvore E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso? Sempre que olho para as coisas e penso no que os homens pensam delas, Rio como um regato que soa fresco numa pedra.

Porque o único sentido oculto das coisas É elas não terem sentido oculto nenhum, É mais estranho do que todas as estranhezas E do que os sonhos de todos os poetas E os pensamentos de todos os filósofos, Que as coisas sejam realmente o que parecem ser E não haja nada que compreender.

Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: — As coisas não têm significação: têm existência. As coisas são o único sentido oculto das coisas.

(Fernando Pessoa. O guardador de rebanhos. In: Poemas de Alberto Caeiro) 
Sobre o texto de Fernando Pessoa:
I. Nas três estrofes, a função da linguagem predominante é a referencial.
II. Na primeira estrofe, registra-se a presença da figura Prosopopeia no verso “Que sabe o rio e que sabe a árvore”.
III. Na segunda estrofe, as expressões “todas as estranhezas”, “todos os poetas” e “todos os filósofos” marcam o destaque da figura Hipérbole.
IV. Na terceira estrofe, a repetição da palavra “coisa” configura um empobrecimento da linguagem, ocasionando um pleonasmo vicioso.
Analisadas as assertivas acima, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q1896014 Português

Os dois lados da medalha

        Muito se engana quem acredita que o doping seja algo novo. Pesquisas apontam que Filóstrato (800 a.C.), filósofo grego, já conhecia os efeitos estimulantes do chá de cogumelos – bem por isso, ele venceu duas vezes a corrida olímpica de longa distância. Do arco e flecha ao nado sincronizado, verdade seja dita, as modalidades olímpicas se multiplicaram ao longo do tempo, o que fomentou a indústria esportiva e abriu as portas para a manipulação de drogas sintéticas e demais suplementos potencializadores. Lentava-se, a propósito, a discussão: até que ponto o doping pode ser fraude atribuída apenas ao esportista?

Um caso emblemático: Lance Edward Armstrong, ex-ciclista americano, ficou famoso por ter vencido o Tour de France por sete vezes consecutivas, de 1999 a 2005. Glamour à parte, em 2012, Armstrong perdeu todos os títulos e foi afastado do ciclismo competitivo pela União Ciclística Internacional. Por quê? Apurou-se que ele usava dopagem bioquímica – um macroesquema que envolveu não só o atleta, mas também médicos e autoridades esportivas.

Fica claro, então, que o lugar mais alto no pódio não é alvo apenas do atleta, nem é a única recompensa desejada pelos envolvidos – atletas, treinadores, técnicos, patrocinadores. Aliás, os últimos são, sem dúvida, o ponto nevrálgico da questão, haja vista o investimento milionário de grandes marcas nesse ou naquele atleta, o que as leva a apostas altas, tocadas, por vezes, a baralho viciado. Ora, dinheiro e corrupção caminham de mãos dadas, o que, fatalmente, vai respingar na arena, na quadra, na piscina.

Como conciliar preparo físico, glória e mercado? Dizer que, acima de tudo, o importante é competir, a essa altura do campeonato, é ingênuo – a não ser que valores éticos fundamentais sejam recuperados: isso é o que espera o torcedor. Sanções disciplinares e multas devem ser aplicadas não só aos atletas dopados, mas também aos demais envolvidos, em especial os patrocinadores, sempre que houver quaisquer violações aos regulamentos prescritos pelo comitê olímpico. É primordial que todos assistamos a competições limpas. Afinal, medalha e marmelada não caem bem!

Por Gislaine Buosi e João Bosco Costa

São características do texto não literário, exceto:
Alternativas
Q1740032 Português
“A expressão ‘funções da linguagem’ tornou-se muito difundida nos meios escolares brasileiros nos anos 1960 – 1970, em virtude da incorporação do modelo de análise proposto pelo linguista Roman Jakobson. As funções referem-se ao realce particular que cada um dos componentes do processo de comunicação recebe no enunciado”, EXCETO:
Alternativas
Respostas
861: D
862: B
863: D
864: D
865: E
866: E
867: B
868: E
869: A
870: B
871: A
872: A
873: B
874: D
875: A
876: B
877: B
878: B
879: B
880: A