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Questões de Concurso Comentadas sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 962 questões

Q2364039 Português

Figura 42A1-II 



Internet: <www.instagram.com/mineducacao/>.  

No segundo período do texto da figura 42A1-II, a função de linguagem que predomina é a 
Alternativas
Q2352407 Português
Texto 1

Docentes e a síndrome de Burnout 


        Burnout é um fenômeno complexo e multifatorial resultante da interação entre aspectos individuais e o ambiente de trabalho. Observa-se que esse fenômeno que assola o professor pode advir de fatores também de natureza político, econômica e social, ou até mesmo de natureza estritamente escolar e/ou pessoal. No sistema público de educação, o esgotamento físico e psíquico do professor torna-se mais evidente. Grandes jornadas de trabalho, diferentes escolas para lecionar, falta de infraestrutura e salário baixo, soma-se ainda ao problema com alunos, que de maneira geral, não estão dispostos a aprender e aos pais que estão dispostos a cobrar da escola e professores educação para os filhos. Diante de tal quadro, a cobrança e o desempenho ficam claramente comprometidos, uma vez que o professor acaba cobrando de si próprio o que já não consegue exercer de maneira satisfatória. 
        Ansiedade, irritação, dores difusas e uma grande frustração, estão sempre presentes, pois a dificuldade de lidar com a situação são enormes, na grande maioria das vezes o profissional não está preparado, pois não tem sequer conhecimento da síndrome. Com o passar do tempo, as crises tendem a ser mais proeminentes, e a perspectiva de melhora fica longe do alcance. Isso faz com que grande parte destes profissionais procurem ajuda, às vezes tardia, quando a síndrome está instalada há muito tempo, e causando sintomas físicos e psíquicos seríssimos, levando a afastamento e aposentadoria precoce.


PEREIRA, Liliane G. Figueiredo; GAIARDO, Viviane Almeida. Docentes e a síndrome de burnout. Revista Científica Semana Acadêmica, v. 1, n. 85, 2016. Disponível em: https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/doce ntes_e_a_sindrome_de_burnout_pdf.pdf. Acesso em: 29 de nov. 2023. (adaptado)
Com base no texto “Docentes e a síndrome de Burnout”, analise as afirmativas a seguir:

I. Um dos objetivos do texto é conscientizar os docentes a respeito da existência do Burnout.  
II. O texto tem caráter injuntivo, uma vez que ajuda o docente a identificar as características do Burnout. 
III. O texto em análise contém marcas de opinião do autor, uma vez que um dos objetivos dele é mostrar o quanto o Burnout é prejudicial para os professores. 

Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q2348692 Português
Assinale a frase publicitária abaixo em que o enunciador apela para a intimidação do leitor.
Alternativas
Q2345955 Português
Os amantes 

    Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando.
    Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador.
    Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois – e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele – fosse quem fosse – nos lançaria um olhar, diria alguma coisa – e então o nosso mundo seria invadido.
    No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho.
   O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho.
    O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá.
    No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios – que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.
    O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.
    Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha.
    Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”. Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado.
    Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos.
    Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. 
    E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança.

(Disponível em: 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Record. 1977.) 
Os recursos coesivos são um conjunto amplo de mecanismos linguísticos usados para o estabelecimento de relações de sentido entre as partes de um texto verbal, tanto na modalidade oral quanto na escrita. O texto lido é formado por ideias bem articuladas, ligadas umas às outras. Para isso, alguns recursos como o uso de expressões que remetem a outras apresentadas anteriormente foram utilizados. Dentre as expressões textuais destacadas, assinale aquela cuja palavra sublinhada não se trata de uma expressão referencial. 
Alternativas
Q3694282 Português
Lontra-marinha rouba pranchas e surfa na Califórnia

Acostumado com a presença humana, animal vai em busca

de alimento e acaba levando as pranchas


Annie Roth

SANTA CRUZ (CALIFÓRNIA) | THE NEW YORK TIMES


        Nos últimos verões, vários surfistas em Santa Cruz vêm sendo vítimas de um crime no mar: o roubo de suas pranchas. A culpada é uma lontra-marinha fêmea que aborda os surfistas, roubando suas pranchas de surfe nesse processo e às vezes danificando-as.

        Após um fim de semana no qual o comportamento da lontra pareceu ter ficado mais agressivo ainda, na segunda feira autoridades responsáveis pela fauna e flora da região anunciaram a decisão de colocar um ponto final nos furtos cometidos pela lontra.

       "Devido ao risco crescente à segurança do público, uma equipe do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CFDW, a sigla em inglês) e do Aquário de Monterey Bay, treinada na captura e no manejo de lontras marinhas, foi enviada para tentar capturar a lontra e reassentá-la", disse uma porta-voz do CFDW em comunicado à imprensa.

     As autoridades locais chamam o animal de Otter 841 (Lontra 841). A fêmea de 5 anos de idade é conhecida por seu comportamento ousado e sua capacidade de realizar a manobra de surfe hang 10.

     As lontras-marinhas da Califórnia, conhecidas como lontras-marinhas sulinas, são uma espécie ameaçada encontrada exclusivamente na costa central da Califórnia. No passado, centenas de milhares dessas lontras viviam nas águas costeiras do estado, ajudando a manter as florestas de algas kelp saudáveis, consumindo os ouriços-do-mar. Mas quando a costa oeste dos Estados Unidos foi colonizada, a espécie foi caçada até ficar quase extinta, até a caça ser proibida em 1911.

      Hoje restam cerca de 3.000 lontras. Muitas delas vivem em áreas frequentadas por surfistas, praticantes de paddleboarding e pessoas em caiaques.

      Apesar dessa proximidade estreita, as interações entre lontras-marinhas e humanos ainda são raras. Os animais sentem medo inato dos humanos e geralmente fazem todo o possível para evitá-los, disse o ecologista Tim Tinker, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que estuda os mamíferos marinhos há décadas.

         Uma lontra-marinha abordar um humano "não é normal", ele disse, "mas o fato de não ser normal não significa que nunca aconteça".

        A lontra 841 foi observada pela primeira vez subindo numa embarcação em Santa Cruz em 2021. Em um primeiro momento o comportamento foi excepcional, mas com o tempo a lontra foi ficando mais ousada. No último fim de semana, ela foi observada roubando pranchas de surfe em três ocasiões distintas.

         Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee, 40 anos, estava surfando em Steamer Lane, um ponto muito procurado por surfistas em Santa Fe, quando 841 se aproximou de sua prancha.

       "Tentei me afastar, mas não consegui ir muito longe até ela cortar com os dentes o cordão que prendia a prancha a meu tornozelo", ele disse.

       Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo, chocado, à lontra subir sobre a peça e passar a arrancar pedaços dela com seus maxilares poderosos.

         "Tentei tirá-la de cima, virando a prancha e empurrando-a para longe, mas ela estava fixada sobre minha prancha, por alguma razão, e não parava de atacar", ele disse. Se as autoridades conseguirem capturar 841, ela será levada de volta ao Aquário de Monterey Bay e depois transferida para outro aquário, onde passará o resto da vida. Seus captores têm um trabalho difícil pela frente. Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas.

         "Ela está mostrando talento para fugir de nós", disse Jessica Fujii, administradora do programa de lontras-marinhas no Aquário de Monterey Bay.
As funções da linguagem são formas de utilização da linguagem segundo a intenção do falante. A respeito do texto, pode-se afirmar que sua função é: 
Alternativas
Q3596354 Português
Texto para a questão.

Minha história começa numa ilha com pouco mais de duzentos habitantes, na baía de Todos os Santos. Uma fração de Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes. O lugar é um distrito de São Francisco do Conde _ município a 72 quilômetros de Salvador, próximo a Santo Amaro e conhecido por sua atual importância na indústria do petróleo. Na ilha, as principais fontes de renda ainda são a pesca, o roçado e ser funcionário da prefeitura.

No Paty, sapatos são muitas vezes acessórios dispensáveis. Para atravessar de um lado para o outro na maré de águas verdes, o transporte oficial é a canoa, apesar de já existirem um ou outro barco, cedidos pela prefeitura. Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro. Quando alguém está no “porto" e quer chegar até o Paty, só precisa gritar: “Tomaquê!".

Assim, algum voluntário pega sua canoa e cruza, a remo, um quilômetro nas águas verdes e calmas. Entre os dois pontos da travessia se gastam uns quarenta minutos. Essa carona carrega, na verdade, um misto de generosidade e curiosidade. Num lugar daquele tamanho, qualquer visita vira assunto, e é justamente o remador quem transporta a novidade.

(RAMOS, Lázaro. Na minha pele: Rio de Janeiro: Fontanar, 2018)
Qual a função da linguagem predominante no texto? 
Alternativas
Q3433069 Português
Os sinais de demência que quase ninguém conhece


Demência é um termo abrangente utilizado para descrever um conjunto de sinais e sintomas relacionados à perda progressiva e significativa das funções cognitivas. Ficam prejudicados a memória, a capacidade de raciocínio, o pensamento e a linguagem. O Alzheimer é o tipo mais comum de demência.


Embora o esquecimento frequente seja o sinal mais conhecido, existem outros dos quais poucas pessoas têm ciência. Estes são: preferência por alimentos doces, perda de olfato, convulsões, incontinência urinária, quedas repetidas e desmaios, alucinações visuais, distúrbios do sono, mudanças de humor e comportamento.


De acordo com a Alzheimer’s Association, a preferência por doce acontece porque as papilas gustativas podem diminuir quando a doença se instala.


Os pesquisadores acreditam que o cérebro produz insulina, como o pâncreas, e os níveis de insulina no cérebro podem cair, causando desejos. Isso também pode levar ao ganho de peso e padrões alimentares pouco saudáveis.


Já a perda do olfato pode estar associada à perda de função cognitiva e, portanto, é um sinal relevante para o diagnóstico do Alzheimer e de outras demências.


É importante ressaltar que a presença de um ou mais desses sinais não significa necessariamente que a pessoa tem demência. Existem muitas causas possíveis para esses sintomas, e eles também podem estar relacionados a outros problemas de saúde. No entanto, conhecer esses sinais ajuda a identificar a hora de procurar um médico para uma avaliação adequada e um diagnóstico preciso.


Disponível em: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/os-sinais-de-demencia-quequase-ninguem-conhece/. Acesso em: 18 mar. 2024.

No texto “Os sinais de demência que quase ninguém conhece” predomina a seguinte função da linguagem:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDCAP Órgão: IASES Prova: IDCAP - 2023 - IASES - Agente Socioeducativo |
Q3283253 Português

REFLEXÃO SOBRE O "ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE"


(1º§)O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8069/90) foi fruto da necessidade da criação de uma Justiça especializada e cujo objetivo é de julgar as infrações cometidas pelos adolescentes entre doze e dezoito anos (artigo 2º) do ECA.


(2º§)O dicionário de Aurélio Buarque de Holanda conceitua o vocábulo adolescente como: aquele que está no começo, no início, que ainda não atingiu todo o vigor. Adolescentes são pessoas ainda em formação, cuja estrutura física e psíquica não atingiu sua plenitude, bem como a sua personalidade. Sendo assim, são pessoas especiais que merecem a criação de uma Justiça especializada, diferenciada daquela utilizada para adultos, haja vista, suas diferenças.


(3º§)Como seres especiais, cuja personalidade, intelecto, caráter estão ainda em formação a tarefa de redirecioná-los e reeducá-los é mais branda e menos trabalhosa, pois as crianças e os adolescentes são mais suscetíveis em assimilar as ditas orientações. Pense nisso, redobre sua atenção para com os seres humanos em formação! Eles merecem o nosso carinho!


(4º§)O ECA, portanto, prevê um tratamento diferenciado para os adolescentes infratores, classificando-os como pessoas especiais de direitos, procurando garantir que sua formação seja sólida e harmoniosa perante a sociedade, garantindo assim a retomada de uma vida social plena sem problemas ou incidentes, lastreados em valores éticos, sociais e familiares, afastando-os de uma vida pregressa gregária que não deve prevalecer, em nenhuma hipótese durante ao seu desenvolvimento, sob pena de se tornar um doente incurável.



(Reflexões sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente - Jus.com.br | Jus Navigandi) - (Adaptado)

Marque a "Função da linguagem" que predomina no trecho do texto: "Pense nisso, redobre sua atenção para com os seres humanos em formação, pois eles merecem o nosso carinho!"
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDCAP Órgão: IASES Prova: IDCAP - 2023 - IASES - Agente Socioeducativo |
Q3283248 Português
Declaração Universal dos Direitos Humanos

Adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (resolução 217 A III) em 10 de dezembro 1948.

Preâmbulo.

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; [...] A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade tendo sempre em mente esta Declaração, esforce-se, por meio do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Países-Membros quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição. [...]


Disponível em: https://brasil.un.org/ Acesso em: 25/01/2023
A função da linguagem presente no texto é:
Alternativas
Q2632543 Português

TEXTO I


Mau humor crônico é doença e exige tratamento

Mau humor pode ser doença – e grave! Um transtorno mental que se manifesta por meio de uma rabugice que parece eterna. Lembra muito o estado de espírito do Hardy Har Har, a hiena de desenho animado famosa por viver resmungando “Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar”.

Distimia é o nome dessa doença. Reconhecida pela medicina nos anos 80, é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves. “Enquanto a pessoa com depressão grave fica paralisada, quem tem distimia continua tocando a vida, mas está sempre reclamando”, diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (HC).

O distímico só enxerga o lado negativo do mundo e não sente prazer em nada. A diferença entre ele e o resto dos mal-humorados é que os últimos reclamam de um problema, mas param diante da resolução. O distímico reclama até se ganha na loteria. “Não fica feliz, porque começa a pensar em coisas negativas, como ser alvo de assalto ou de sequestro”, diz o psiquiatra Antônio Egídio Nardi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. (...)

E, se o mau humor patológico tem remédio, o mau humor “natural” também. Vários fatores interferem no humor. O cheiro, por exemplo, que é capaz de abrir o sorriso no rosto de um trombudo. E mais: ao contrário do que se pensa, o humor melhora com a idade!

KLINGER, Karina. Folha on-line – www.folha.com.br

Tendo em vista as intenções comunicativas do texto I, percebe-se a presença de mais de uma função da linguagem, ou seja, ao lado da referencial, que atende ao objetivo informativo do texto, pode-se identificar uma outra função, a metalinguística, identificada, mormente no parágrafo:

Alternativas
Q2567964 Português

TEXTO 05

Censo da Educação Superior aponta que EAD cresceu 700% em 10 anos; média é de 171 alunos por professor na rede privada

Ministro da Educação, Camilo Santana, demonstrou preocupação com o aumento e afirmou haver necessidade de prezar

pela qualidade


Dados do Censo da Educação Superior divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta terça-feira (10), mostram uma explosão da educação a distância (EAD) no Brasil. Segundo as estatísticas, o número de cursos na modalidade ofertados no país aumentou 700% nos últimos 10 anos, saindo de 1.148 em 2012 para 9.186 no ano passado.

O crescimento na oferta de cursos EAD tem sido registrado no país desde os anos 2000. O ritmo de criação de novos cursos aumentou a partir de 2018, impulsionado pela edição de um decreto do então presidente Michel Temer no ano anterior, que flexibilizou a abertura de polos de educação a distância no país. Desde então, houve um crescimento de 189,1% na oferta de cursos nessa modalidade.

Ainda de acordo com o MEC, considerando dados da rede privada, que detém a maior parte das matrículas de Ensino Superior no país, o ensino a distância apresenta uma expressiva quantidade de alunos por professor. Os dados mostram que o número de alunos por professor na EAD é mais de sete vezes maior do que no presencial. A média é de 171 alunos para cada professor nos cursos a distância e 22 estudantes por docente na modalidade presencial.

A análise é feita anualmente pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em instituições de ensino públicas e privadas. Nos últimos anos, o Censo da Educação Superior vem mostrando algumas tendências da etapa como o crescimento da EAD - sobretudo depois da pandemia de covid-19. A edição do ano passado mostrou que seis em cada 10 estudantes ingressaram no Ensino Superior na modalidade EAD. Durante a pandemia, o ensino presencial encolheu 28%.

O ministro da Educação, Camilo Santana, demonstrou preocupação com o aumento vertiginoso da EAD no Brasil. Segundo ele, o MEC vai aprimorar a regulação do setor, implementando novas diretrizes para qualificar os cursos a distância.

— Estou bastante preocupado primeiro com a qualidade desses cursos. Claro que facilita muito a vida do trabalhador, que tem que trabalhar, se deslocar. Temos de avaliar qual tipo de curso ofertado para boa formação do profissional que possa ser a distância — disse Santana.

Segundo o chefe da pasta da Educação, não se trata de "demonizar" o ensino a distancia:

— Ele é importante para facilitar a vida. Mas, quero prezar pela qualidade da oferta desses cursos.

Número de matrículas

O crescimento na quantidade de matrículas a distância é expressivo, passando de 1.113.850 em 2012 para 4.330.934 em 2022, um aumento de 289%. Apesar do aumento, o número de alunos na modalidade presencial ainda é ligeiramente maior do que na EAD: 5.112.663. A tendência de alta na educação a distância, no entanto, indica que esse modelo poderá superar em breve o ensino tradicional.

Desde 2019, o número de estudantes que ingressam no Ensino Superior a distância é superior à quantidade de pessoas que entram na modalidade presencial. Em 2022, dado mais recente, foram 3.100.556 novos ingressantes na EAD, um recorde. Enquanto isso, no presencial foram apenas 1.656.172 novos alunos.

Formação de professores

Outro ponto de preocupação do MEC é a formação de professores. Os dados do Censo mostraram que cerca de oito em cada 10 estudantes que entram em cursos de licenciatura optam pela modalidade a distância. Atualmente, 64% das matrículas nesses cursos são por EAD, o que demonstra que a maior parte dos professores de Educação Básica do país estão obtendo sua formação a distância.

— Não tenho dúvidas de que vamos ter desafios enormes em relação principalmente aos cursos de licenciatura — diz Camilo Santana.

O ministro destacou que dados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) mais recentes mostraram que é preciso melhorar a qualidade dos cursos. Segundo o ministro, nessa perspectiva, o MEC vai reservar 40% das vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para licenciaturas.

— Precisamos rever, porque o último Enade já mostrou que todas licenciaturas numa escala de 0 a 10 estão abaixo de 5. Pedagogia tem 3,6 na escala de 0 a 10. E vamos aguardar o dado do novo Enade que será apresentado — explicou.

Presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Celso Niskier destacou o papel da EAD na ampliação do acesso de estudantes às universidades. A ABMES é uma das instituições que participa do grupo de trabalho do MEC a respeito da reformulação das regras para o setor.

— EAD é fundamental para democratizar o acesso à educação superior, sem ele nossas taxas não estariam crescendo, mas é necessário sempre que isso seja feito com uma qualidade importante. Conseguimos vencer a batalha da quantidade, agora nos cabe lutar pela qualidade — defendeu Niskier.

Consulta pública debaterá o avanço do EAD

Uma consulta pública será aberta pelo MEC para debater o tema. O Ministério da Educação avalia autorizar que as graduações em Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia possam ser cursadas a distância (EAD). Conselhos representativos das classes, no entanto, são contrários à medida. Já entidades das instituições de ensino particulares são favoráveis à mudança.

— Nas universidades federais, 34% dos cursos EAD são nota 4 ou 5. Na privada, são 19%. É muito baixo o número de cursos EAD de nota 4 ou 5. Eu determinei realizar uma supervisão especial nos cursos a distância para rever todo o marco regulatório disso. A nossa preocupação não é o fato de ter um curso a distância, mas garantir qualidade nesse curso que está sendo oferecido para formação desse profissional. E é impossível determinados cursos serem feitos a distância nesse país — argumentou o ministro Camilo Santana.


Disponível em < https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao/ensino-superior/noticia/2023/10/censo-da-educacao-superior-aponta-que-ead-cresceu700-em-10-anos-media-e-de-171-alunos-por-professor-na-rede-privada-clnkufd2w003301h1vo91unzw.html>. Acesso em: 11 out. 2023 

“Desde 2019, o número de estudantes que ingressam no Ensino Superior a distância é superior à quantidade de pessoas que entram na modalidade presencial. Em 2022, dado mais recente, foram 3.100.556 novos ingressantes na EAD, um recorde. Enquanto isso, no presencial foram apenas 1.656.172 novos alunos.”
Após a análise do trecho pela teoria das funções da linguagem, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q2550769 Português
A função de linguagem centrada no canal de comunicação é a função:
Alternativas
Q2545269 Português
Texto 4

Poema da tecnologia

Com todas essas inovações,

Computador, tablet e celular,

Os amigos não têm tempo nem para se olhar.

Conversar cara a cara, dar boas risadas,

Sem escrever somente KKK.

O melhor de estar perto

É poder sentir um ao outro.

(...

Unidos sem a tal internet.

Que bom seria se não precisássemos de tecnologia,

Assim o tempo de pressa não passaria.

Então nossas antigas amizades não mudariam.

Nosso jeito de curtir voltasse a ser como antes.

Ao invés de ser um clique,

(...)

Sem bluetooth ou Wi-Fi;

Facebook ou instagram,

(...)

Nosso jeito de curtir voltasse a ser como antes.

Ao invés de ser um clique,

Bons abraços ofegantes.

Fran Araújo

(htpps://www.pmav.es.gov.br acesso em 07/08/2023)


A questão é pertinente ao texto 4
Assinale a alternativa correta quanto aos aspectos textuais, em geral, inerentes ao texto.
Alternativas
Q2545268 Português
Texto 3 

A Inteligência Artificial, que você vai ver por aí sendo citada apenas como IA (ou AI, de artificial intelligence), é um avanço tecnológico que permite que sistemas simulem uma inteligência similar à humana — indo além da programação de ordens específicas para tomar decisões de forma autônoma, baseadas em padrões de enormes bancos de dados. (wikipedia, acesso em 07/08/23)
Analise o excerto quanto aos vários aspectos textuais, inclusive linguísticos a fim de poder responder a esta questão.

I. A função de linguagem predominante é a metalinguística, uma vez que há uma definição do termo, explicando o que é e o que possibilita.
II. O acento indicativo de crase se encontra colocado corretamente, apresentando emprego de regência nominal.
III. Elementos com valor semântico de circunstância de lugar e de finalidade estão presentes, inclusive mediante uma oração.

A única afirmação correta se encontra na alternativa
Alternativas
Q2544678 Português
TEXTO: A IMPORTÂNCIA DE SABER LER NA ERA DA INFORMAÇÃO


(1º§) Antes de falar de educação midiática, eu quero conversar um pouco sobre a leitura e a escrita e sua importância em todas as áreas do conhecimento, para informar sobre a sua importância. Independentemente do trabalho que exercemos, ler e escrever são necessidades básicas de comunicação e compreensão de mundo.

(2º§) Quando nós lemos um texto - qualquer um, em qualquer tipo de mídia — vamos fazendo conexões com outros saberes que já temos de outros textos lidos, outras experiências, outras coisas com as quais temos intimidade e isso vai ampliando a nossa compreensão daquilo que estamos lendo.

(3º§) E para que tudo isso aconteça, de fato, precisamos mais do que ser alfabetizados, precisamos ser indivíduos letrados. Mas os dois adjetivos estão bem relacionados. Informe-se sobre a importância da compreensão das mensagens textuais na era da informação.

(4º§) Você sabe a diferença entre esses dois termos: alfabetizados e letrados? Acredite que não se pode confundi-los tampouco desprezar a importância que têm no processo de leitura.

(5º§) Se não sabe, não se acanhe. Eu também não sabia até bem pouco tempo e vou te explicar agora por que vamos precisar desses conceitos para prosseguirmos nosso diálogo sobre educação midiática.

(6º§) Alfabetizado é aquele que sabe let e escrever, OU seja, todo mundo que frequentou a escola e sabe juntar letras para formar palavras, palavras para formar frases, frases para formar parágrafos e parágrafos para formar textos com coerência, coesão e regras gramaticais devidamente bem empregadas.

(7º§) Normalmente, com algumas situações assistidas, os alfabetizados respondem àquelas perguntinhas básicas de interpretação de texto sobre: 1. Personagem principal. 2. Ação. 3. Local da ação. 4, Objetivo da ação.

(8º§) Já os individuos letrados são aqueles que respondem às demandas sociais de leitura e escrita de acordo com os contextos em que estão inseridos. Eles conseguem se informar por meio de jornais, revistas, sites, livros ou quaisquer mídias, fazendo as conexões necessárias para depreender sentido do que estão lendo de acordo com as próprias vivências e experiências.

(9º§) Eles conseguem ir além da superfície do texto, entender sua ideia central, as intenções por trás da mensagem (informar, entreter, vender, manipular) e as estratégias para conseguir esses objetivos (o tipo de linguagem escolhida, os recursos gramaticais, a estética das mensagens).

(10º§) Você deve ter ouvido relatos de professores. universitários reciamando da falta de habilidade de seus alunos para a leitura de textos maiores e mais complexos ou talvez você mesmo tenha enfrentado essa dificuldade quando estava na faculdade e teve que “ralar” para sanar essa lacuna. E o problema vem do nosso processo falho de alfabetização, que desconsidera o letramento ao ignorar as vivências anteriores das crianças.

(11º§) Ensinar uma criança a ler é mais do que ensiná-la a compreender o texto, como explica a professora Sandra Bozza: “Ensinar a ler é mais do que apenas depreender sentido, mas estabelecer relações com o que a criança vive, com o que o/a adolescente pensa e com tudo o que a criança já leu no mundo”, (...)


(Por: Marinela de Souza. Jornalista com foco em Educação, Assessora de Imprensa. Educadora midiática. Especialista em Tecnologias Digitais Aplicadas á Educação. S. José dos Campos. São Paulo) — (Adaptado) htips://pt linkedin.çonv pulseimportseCI%AZncia-de-saberler-n ja- informa %CIGAF%CI%AO-marinella-de-souzal)
Considerando que o trecho do (1º§) tem por finalidade informar, marque a função da linguagem que nele predomina.

“Antes de falar de educação midiática, eu quero conversar um pouco sobre a leitura e a escrita e sua importância em todas as áreas do conhecimento, para informar sobre a sua importância. Independentemente do trabalho que exercemos, ler e escrever são necessidades básicas de comunicação e compreensão de mundo”.
Alternativas
Q2544677 Português
TEXTO: A IMPORTÂNCIA DE SABER LER NA ERA DA INFORMAÇÃO


(1º§) Antes de falar de educação midiática, eu quero conversar um pouco sobre a leitura e a escrita e sua importância em todas as áreas do conhecimento, para informar sobre a sua importância. Independentemente do trabalho que exercemos, ler e escrever são necessidades básicas de comunicação e compreensão de mundo.

(2º§) Quando nós lemos um texto - qualquer um, em qualquer tipo de mídia — vamos fazendo conexões com outros saberes que já temos de outros textos lidos, outras experiências, outras coisas com as quais temos intimidade e isso vai ampliando a nossa compreensão daquilo que estamos lendo.

(3º§) E para que tudo isso aconteça, de fato, precisamos mais do que ser alfabetizados, precisamos ser indivíduos letrados. Mas os dois adjetivos estão bem relacionados. Informe-se sobre a importância da compreensão das mensagens textuais na era da informação.

(4º§) Você sabe a diferença entre esses dois termos: alfabetizados e letrados? Acredite que não se pode confundi-los tampouco desprezar a importância que têm no processo de leitura.

(5º§) Se não sabe, não se acanhe. Eu também não sabia até bem pouco tempo e vou te explicar agora por que vamos precisar desses conceitos para prosseguirmos nosso diálogo sobre educação midiática.

(6º§) Alfabetizado é aquele que sabe let e escrever, OU seja, todo mundo que frequentou a escola e sabe juntar letras para formar palavras, palavras para formar frases, frases para formar parágrafos e parágrafos para formar textos com coerência, coesão e regras gramaticais devidamente bem empregadas.

(7º§) Normalmente, com algumas situações assistidas, os alfabetizados respondem àquelas perguntinhas básicas de interpretação de texto sobre: 1. Personagem principal. 2. Ação. 3. Local da ação. 4, Objetivo da ação.

(8º§) Já os individuos letrados são aqueles que respondem às demandas sociais de leitura e escrita de acordo com os contextos em que estão inseridos. Eles conseguem se informar por meio de jornais, revistas, sites, livros ou quaisquer mídias, fazendo as conexões necessárias para depreender sentido do que estão lendo de acordo com as próprias vivências e experiências.

(9º§) Eles conseguem ir além da superfície do texto, entender sua ideia central, as intenções por trás da mensagem (informar, entreter, vender, manipular) e as estratégias para conseguir esses objetivos (o tipo de linguagem escolhida, os recursos gramaticais, a estética das mensagens).

(10º§) Você deve ter ouvido relatos de professores. universitários reciamando da falta de habilidade de seus alunos para a leitura de textos maiores e mais complexos ou talvez você mesmo tenha enfrentado essa dificuldade quando estava na faculdade e teve que “ralar” para sanar essa lacuna. E o problema vem do nosso processo falho de alfabetização, que desconsidera o letramento ao ignorar as vivências anteriores das crianças.

(11º§) Ensinar uma criança a ler é mais do que ensiná-la a compreender o texto, como explica a professora Sandra Bozza: “Ensinar a ler é mais do que apenas depreender sentido, mas estabelecer relações com o que a criança vive, com o que o/a adolescente pensa e com tudo o que a criança já leu no mundo”, (...)


(Por: Marinela de Souza. Jornalista com foco em Educação, Assessora de Imprensa. Educadora midiática. Especialista em Tecnologias Digitais Aplicadas á Educação. S. José dos Campos. São Paulo) — (Adaptado) htips://pt linkedin.çonv pulseimportseCI%AZncia-de-saberler-n ja- informa %CIGAF%CI%AO-marinella-de-souzal)
Considerando que o trecho do (10º§) inicia com pronome pessoal que comprova um interlocutor direto, marque a “Função da Linguagem” que nele predomina.

Você deve ter ouvido relatos de professores universitários reclamando da falta de habilidade de seus alunos para a leitura de textos maiores e mais complexos ou talvez você mesmo tenha enfrentado essa dificuldade quando estava na faculdade e teve que “ralar” para sanar essa lacuna”.
Alternativas
Q2544618 Português
TEXTO: EDUCAÇÃO E PRÁTICA DE CIDADANIA


(1º§) Quase todas as escolas têm, atualmente, um projeto que prega a educação para a cidadania. Na hora de escolher a escola, muitos pais priorizam esse item porque acreditam que esse é um valor importante no mundo atual e apostam que a escola cumpra essa missão. Mas, pelo jeito, ou essa tal educação existe só na teoria e no papel - esta é a hipótese mais próxima da realidade ou a escola ensina e os alunos não aprendem, ou seja, ela não sabe ensinar.


(2º§) Podemos levantar essas hipóteses a partir de situações que foram notícia nos jornais nos últimos meses em que jovens e a falta de comportamento civilizado caminharam lado a lado. A última notícia, aliás, merece destaque por ter ocorrido justamente dentro de uma escola, o campus dé Franca da UNESP.


(3º§) Pela reportagem publicada pela Folha em 14/11/2010, sete alunos do curso de história foram punidos com expulsão em virtude do protesto que fizeram na presença do reitor contra a falta de estrutura da universidade. (...)


(4º§) O que é, afinal, educar para o exercício da cidadania? Esse é um conceito bem abrangente, mas, certamente, alguns princípios estão vinculados a ele.


(5º§) A escola que pretende educar para a cidadania precisa, por exemplo, ensinar a conviver com justiça, respeito e solidariedade, praticar a participação democrática efetiva, ensinar o compromisso com a liberdade, dar lições a respeito da responsabilidade com os deveres e da luta pelos direitos, entre alguns outros pontos. Além de ensinar tudo isso tendo como eixo principal o conhecimento, a escola precisa também praticar o que ensina com todos os envolvidos no processo educativo. Isso acontece? Basta um dia em qualquer escola para testemunhar o contrário.


(6º§) E como a escola reage? A maioria é cega ou faz vista grossa para as contradições: entre sua prática e seus anseios educacionais. Para saber qual é o projeto político - pedagógico de uma escola, por exemplo, é preciso ler o documento em que ela declara o que pretende e como entende o que significa educar para a cidadania. Isso deveria ser possível, entretanto, apenas observando um dia de vida na escola, não é verdade?


(7º§) A hostilidade e a agressividade nas relações de convivência entre alunos são fruto de muitos fatores. Um deles é, sem dúvida nenhuma, a educação que recebem em casa e na escola.: Por isso podemos concluir que pais e professores não têm estado atentos a essa questão.


(8º§) Para exercitar a cidadania é preciso saber dialogar, debater, discordar e protestar. Com firmeza e com respeito. Mas pais e professores ensinam aos mais novos que participar é dizer, o que se pensa, é expressar a opinião a respeito de algum assunto sem crítica nenhuma. Aliás, os adultos ensinam isso tanto pela educação que praticam quanto pelo próprio comportamento, sempre atentamente observado pelos mais novos. Os jovens e as crianças não sabem o que é dialogar, negociar, ceder. Os argumentos que usam nos debates são, em geral, vazios e imaturos.


(9º§) Os estudantes da UNESP que foram expulsos discordam da punição, é claro. Sabe qual a razão que usam, segundo a reportagem, para justificar o desacordo com a medida? Consideram a decisão "exagerada" porque todos os alunos envolvidos são primários. E pensar que são universitários do curso de história que têm esse discurso. (...) Reflita mais um pouco sobre “educação e prática de cidadania”


(10º§) Pais e professores precisam saber que educar para o exercício da cidadania, ou seja, ensinar aos mais novos o que torna possível a convivência no espaço público e exigir que tenham comportamentos e atitudes coerentes com o que aprendem é uma questão de sobrevivência social.


(ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de “Como Educar Meu Filho?" Folha de São Paulo. (ed. Publifolha] — (Adaptado) 
Considerando a estrutura do teor discursivo, marque a função da linguagem que se pode identificar como predominante, no trecho do (1º§) transcrito a seguir:

“Quase todas as escolas têm, atualmente, um projeto que prega a educação para a cidadania. Na hora de escolher a escola, muitos pais priorizam esse item porque acreditam que esse é um valor importante no mundo atual e apostam que a escola cumpra essa missão”. 
Alternativas
Q2436132 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


UM ARRISCADO ESPORTE NACIONAL


(1º§) Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de médico e louco todos temos um pouco, mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra para combater doenças de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira 80% de seu faturamento da venda "livre" de seus produtos, isto é, das vendas realizadas sem receita médica.

(2º§) Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que, necessariamente, faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas "novas" ou simplesmente para tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os resultados podem ser danosos.

(3º§) É comum, por exemplo, que um simples resfriado ou uma gripe banal leve um brasileiro a ingerir doses insuficientes ou inadequadas de antibióticos fortíssimos, reservados para infecções graves e com indicação precisa. Quem age assim está ensinando bactérias a se tornarem resistentes a antibióticos. Um dia, quando realmente precisar de remédio, este não funcionará. E quem não conhece aquele tipo de gripado que chega a uma farmácia e pede ao rapaz do balcão que lhe aplique uma "bomba" na veia, para cortar a gripe pela raiz? Com isso, poderá receber, na corrente sanguínea, soluções de glicose, cálcio, vitamina C, produtos aromáticos − tudo sem saber dos riscos que corre pela entrada súbita destes produtos na sua circulação.


(MEDEIROS, Geraldo. − Revista VEJA − dezembro de 2005.) - (armazemdetexto.blogspot.com))

Considerando que "função" é a intenção, marque a função da linguagem que predomina no trecho do (2º§), transcrito a seguir:


"Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que, necessariamente, faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas".

Alternativas
Q2436026 Português

Analise os versos do poema "O Livro e a América" com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):


O Livro e a América

"Oh! Bendito o que semeia

Livros, livros à mão cheia...

E manda o povo pensar...

O livro caindo n'alma

É germe − que faz a palma,

É chuva − que faz o mar".


(Castro Alves)


(__)O texto é literário, escrito em tom evocativo.

(__)No verso: "E manda o povo pensar" − está inferida a importância do livro (leitura) atrelada ao desenvolvimento das ideias (pensar).

(__)Os versos: "É germe − que faz a palma, / É chuva − que faz o mar" conotam as possibilidades benéficas contidas no Livro.

(__)O verso: ""Oh! Bendito o que semeia" é oracional (verbal).


Marque a alternativa com a opção correta.

Alternativas
Q2435904 Português

As funções da linguagem são formas de utilização da linguagem segundo a intenção do falante. Elas são classificadas em seis tipos: função referencial, função emotiva, função poética, função fática, função conativa e função metalinguística. Cada uma das funções faz relação com um dos elementos da comunicação, que também são seis: emissor, receptor, código, canal, mensagem, referente.


(MESQUITA, Roberto Melo. Gramática da Língua Portuguesa. Ed. Scipione. São Paulo).


Nesse contexto, sabendo que Chico Buarque usa verbos no modo imperativo com a intenção de fazer contato direto com o receptor, marque a alternativa com o nome da função da linguagem que predomina no poema:


Bom Conselho


Ouça um bom conselho

Que eu lhe dou de graça

Inútil dormir que a dor não passa

Espere sentado

Ou você se cansa

Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo

Deixe esse regaço

Brinque com meu fogo

Venha se queimar

Faça como eu digo

Faça como eu faço

Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo

Vim de não sei onde

Devagar é que não se vai longe

Eu semeio o vento

Na minha cidade

Vou pra rua e bebo a tempestade


(Chico Buarque)

Alternativas
Respostas
301: E
302: D
303: C
304: B
305: C
306: D
307: B
308: D
309: E
310: B
311: C
312: B
313: B
314: B
315: B
316: C
317: E
318: E
319: B
320: D