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Questões de Concurso Comentadas sobre funções da linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 962 questões

Q4228979 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O pavão, Rubem Braga



Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.


Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.



https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11513/o-pavao

Embora o texto explique o fenômeno que produz as cores do pavão, essa não é sua ideia principal. A explicação científica é usada para ajudar o leitor a compreender a reflexão apresentada pelo narrador. Com base nisso, assinale a alternativa que mostra a função dessa explicação no texto.
Alternativas
Q4228001 Português
quanto tempo falta pra gente se ver hoje

quanto tempo falta pra gente se ver logo

quanto tempo falta pra gente se ver todo dia

quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre

quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não

quanto tempo falta pra gente se ver às vezes

quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos

quanto tempo falta pra gente não querer se ver

quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais

quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu

quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer

quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu”


(BEBER, Bruna. Romance em doze linhas. In: BEBER, Bruna. Rua da padaria. Rio de Janeiro: Record, 2013.) 
Considerando o sentido global do poema, é correto afirmar que ele aborda:
Alternativas
Q4228000 Português
quanto tempo falta pra gente se ver hoje

quanto tempo falta pra gente se ver logo

quanto tempo falta pra gente se ver todo dia

quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre

quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não

quanto tempo falta pra gente se ver às vezes

quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos

quanto tempo falta pra gente não querer se ver

quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais

quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu

quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer

quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu”


(BEBER, Bruna. Romance em doze linhas. In: BEBER, Bruna. Rua da padaria. Rio de Janeiro: Record, 2013.) 
A progressão das ideias no poema conduz o leitor da expecta tiva do encontro para:
Alternativas
Q4222456 Português
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.


Soroterapia não tem benefícios comprovados para pessoas saudáveis e pode trazer riscos, alerta a Anvisa


    Promessas de mais energia, fortalecimento da imunidade, rejuvenescimento e ate um suposto efeito "detox" têm impulsionado a popularização da soroterapia nas redes sociais. lrzlas a Anvisa alerta que esses benefícios não são comprovados por evidências científicas. Segundo a agência, a administração intravenosa de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias deve ser indicada apenas em situações clínicas específicas, para tratar deficiências diagnosticadas e sempre sob orientação do profissional de saúde competente.

    A soroterapia consiste na administração de vitaminas, nutrientes, medicamentos e outras substâncias diretamente na corrente sanguínea, por via intravenosa. Embora o procedimento faça parte da prática médica em situações específicas, ele passou a ser divulgado para pessoas saudáveis como uma forma de aumentar a disposição, fortalecer a imunidade, rejuvenescer e promover um suposto efeito "detox". A Anvisa afirma, porém, que não há evidências científicas que comprovem esses benefícios.

    Segundo a agência, a administração intravenosa de nutrientes e medicamentos é um recurso terapêutico utilizado em situações específicas. O procedimento pode ser necessário, por exemplo, para pessoas: desidratadas; internadas; que não conseguem receber nutrientes pela alimentação; e com deficiências nutricionais clinicamente diagnosticadas. Fora desses casos, a agência informa que não há comprovação científica de que a soroterapia seja segura e eficaz para melhorar a saúde, prevenir doenças ou aumentar o bem-estar de pessoas saudáveis.

    A Anvisa destaca que a oferta da soroterapia para pessoas sem indicação clínica costuma ser acompanhada de promessas de benefícios que não são sustentadas por evidências científicas. Entre as alegações mais frequentes estão: aumento da energia; fortalecimento da imunidade; rejuvenescimento; e efeito "detox".

    Além da falta de comprovação dos benefícios divulgados, a Anvisa alerta que a aplicação de substâncias diretamente na veia pode provocar complicações. Entre os riscos estão: infecções; reações alérgicas; e outros problemas relacionados ao procedimento intravenoso. Por isso, a agência orienta que esse tipo de tratamento seja realizado apenas quando houver necessidade clínica e indicação do profissional habilitado.

    Outro ponto destacado pela agência é que produtos aplicados por injeção não podem ser classificados como cosméticos. Cosméticos são produtos destinados exclusivamente ao uso externo, aplicados na pele, cabelos, unhas, lábios, dentes ou na parte externa da boca. Quando um produto é administrado por injeção, ele deve ser enquadrado como medicamento ou dispositivo médico, categorias que precisam estar aprovadas pela Anvisa para utilização.

    Diante da crescente divulgação da soroterapia para pessoas saudáveis, a Anvisa recomenda cautela diante de promessas de melhora da saúde, da imunidade, do bemestar ou de rejuvenescimento que não tenham respaldo científico. Segundo a agência, a administração intravenosa de vitaminas e outras substâncias deve permanecer restrita às situações em que exista necessidade clínica comprovada, com indicação e acompanhamento do profissional de saúde competente.


Fonte: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/07/14/soroterapianao-tem-beneficios-comprovados-para-pessoas-saudaveis-e-pode-trazer-riscos-alerta-ministerio-da-saude.ghtml (adaptado)
Para conferir credibilidade e autoridade científica ao seu alerta contra o uso estético da soroterapia, o texto utiliza como principal recurso de argumentação:
Alternativas
Q4220092 Português
Leia o texto a seguir.


O que a psicologia diz sobre as pessoas que passam horas no celular e adiam tarefas importantes?

     Existem dois sentimentos que se tornaram familiares a milhões de pessoas nos últimos anos: um, o de que o tempo voa, e o outro: de que, por mais que se queira concluir uma tarefa, é impossível fazê-la. Este último é conhecido como "procrastinação" e, no estudo "Procrastinação: Quando as coisas boas não chegam para quem espera", é definido como o adiamento voluntário de tarefas, mesmo que esse adiamento traga consequências negativas.

     Mas o que acontece quando o que é feito durante esse tempo extra gera satisfação? Os psicólogos chamam isso de "dopamina evitativa", e é a maneira como o sistema límbico — a parte emocional do cérebro — escapa de tarefas/atividades que geram ansiedade ou desconforto.

     Sebastián Ibarzábal, psicólogo clínico e especialista em conflitos de relacionamento e problemas de comunicação, explica: "chama-se assim porque a dopamina é o neurotransmissor que regula a antecipação de recompensas e o impulso para buscá-las”.

     O fenômeno torna-se evidente, por exemplo, quando alguém precisa terminar um relatório de trabalho e, em vez de se sentar para fazê-lo, começa a assistir a vídeos do TikTok ou pensa que é uma boa ideia lavar a pilha de louça que está na cozinha há dias. O cérebro processa essas distrações e pensa: “Isso é bom, vamos fazer de novo”.

     “A busca por estímulos instantâneos é sempre ativada quando surge algo desconfortável, gerando uma distração que é eficaz a curto prazo e, justamente por isso, se repete”, acrescenta o profissional a respeito da tendência de procrastinar por horas. O problema fundamental é que as recompensas rápidas dificultam a concentração em um trabalho significativo a longo prazo, porque não produziriam o mesmo efeito.

     Victoria Almiroty, formada em psicologia, acrescenta: "Não procrastinamos apenas porque existem estímulos recompensadores, mas porque certas tarefas nos confrontam com frustração, autoexigência, medo do fracasso, exposição ou conflito com o desejo."

     Esses comportamentos que levam à procrastinação, continua Almiroty, geram alívio imediato, mas depois aumentam os sentimentos de culpa, ansiedade e perda de autoestima. "Eles formam um ciclo negativo difícil de quebrar", afirma ela. [...]


Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/06/03/o-que-a-psicologia-diz-sobre-as-pessoas-que-passam-horas-no-celular-e-adiam-tarefas-importantes.ghtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026
No trecho "O cérebro processa essas distrações e pensa: 'Isso é bom, vamos fazer de novo'" (4º parágrafo), o uso das aspas produz o efeito de:
Alternativas
Q4218048 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão 


MEU IDEAL SERIA ESCREVER...

RUBEM BRAGA


        Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa (que não sai de casa), enlutada (profundamente triste), doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!” 


        Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada como o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.


        Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário (autoridade policial) do distrito (divisão territorial em que se exerce autoridade administrativa, judicial, fiscal ou policial), depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.


        E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa (habitante da antiga Pérsia, atual Irã), na Nigéria (país da África), a um australiano, em Dublin (capital da Irlanda), a um japonês, em Chicago – mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou (introduziu-se lentamente em) por acaso até nosso conhecimento; é divina.” 


        E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?” – eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história...”


        E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/. Acesso em 09/06/2026.

Tomando por referência os mecanismos de construção de sentido, a organização discursiva e as estratégias enunciativas mobilizadas no texto, assinale a alternativa que apresenta a análise mais adequada.
Alternativas
Q4217999 Português
        Há muitos séculos, o homem começou a estudar os fenômenos químicos. Os alquimistas podiam estar buscando a transmutação de metais. Outros buscavam o elixir da longa vida. Mas o fato é que, ao misturarem extratos de plantas e substâncias retiradas de animais, nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou que, pelo menos, aliviassem as dores dos pobres mortais. Com seus experimentos, eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. Com o tempo, foram sendo descobertos novos produtos, novas aplicações, novas substâncias. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza, a desenvolver novas moléculas, a modificar a composição de materiais. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia a dia, que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química.

        Veículos totalmente recicláveis, construídos com materiais mais resistentes, porém mais leves do que o aço. Moradias seguras e confortáveis, erguidas rapidamente e de baixo custo. Produtos que, ao entrar em contato com o solo, são degradados e se transformam em substâncias que ajudam a recuperar a fertilidade da terra. Plantações de vegetais que produzem plásticos. Combustíveis de alto rendimento energético e não‑poluentes. Substâncias capazes de tornar inertes os esgotos de toda uma cidade. Recuperação de áreas devastadas por séculos de exploração. Sonhos? Não para a química, uma ciência que constantemente amplia as fronteiras do conhecimento.

        Voltada para o futuro, a indústria química investe grande parte do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Foi a indústria química que, com as fibras sintéticas, permitiu ao setor têxtil ampliar a produção e baratear os preços das roupas. Com os plásticos, foram criadas embalagens que conservam alimentos e remédios por longos períodos, tubos resistentes à corrosão e peças e componentes utilizados pelas mais diferentes indústrias. Isto para ficar apenas em alguns exemplos. Da mesma forma, será a indústria química que facilitará ao homem desenvolver processos e materiais que lhe permitirão assegurar alimento, moradia e conforto às novas gerações. Muito do futuro do homem e do planeta está sendo desenhado hoje pela química.

Internet:<abiquim.org.br>  (com adaptações).
Ao apresentar a pergunta “Sonhos?”, o texto 
Alternativas
Q4217897 Português
Todo cuidado é pouco com as misturas caseiras para limpeza!

A combinação de produtos seguros pode levar a um resultado tóxico e colocar em risco a sua saúde.

        É comum ter em casa álcool e água sanitária para limpeza e desinfecção dos ambientes. Quando regularizados pela Anvisa e utilizados conforme as recomendações do fabricante, são dois produtos seguros. Mas você sabia que a mistura desses dois produtos pode resultar na criação do clorofórmio gasoso, um gás com alto poder de intoxicação?

        Sobram vídeos nas redes sociais sobre misturas caseiras que, supostamente, limpam com mais eficiência e com baixo custo financeiro. O que esses vídeos não dizem é que essas misturas podem ter um grande impacto na saúde das pessoas e dos animais, com riscos de internações e morte.

        A Anvisa está alerta e tem tomado providências para combater esses vídeos. Uma dessas iniciativas é o “Mistura Explosiva: limpando conceitos, clareando ideias”, projeto do Conselho Federal de Química e da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza (Abipla), que tem o apoio da Agência. O objetivo do projeto é conter a viralização dos vídeos que incentivam a sociedade a realizar misturas caseiras para limpeza e outras finalidades.

        É fundamental que todos tenham em mente que a manipulação de produtos de limpeza deve ser feita de acordo com as orientações estritas do fabricante, descritas no rótulo dos produtos. Deve‑se observar a indicação correta de uso, ou seja, a finalidade do produto, para que ele serve, os respectivos cuidados e se há a necessidade de se utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, máscara e óculos. Vale ressaltar que, também nos rótulos, é possível encontrar as providências que devem ser adotadas em caso de acidentes.

        A regra número 1 é adquirir produtos regularizados. Isso porque esses produtos passaram por avaliações que comprovaram sua eficácia e segurança para os usos aprovados. A regra número 2 é seguir à risca as orientações do fabricante. E agora, com a popularização das plataformas digitais e redes sociais, a regra número 3 é evitar misturinhas caseiras ensinadas por supostos profissionais ou donas de casa.

Internet: <gov.br>  (com adaptações).
O uso de exclamação no título “Todo cuidado é pouco com as misturas caseiras para limpeza!” do texto reforça
Alternativas
Q4216412 Português
A rede social em que humanos não entram

Quatro dias após sua criação, Moltbook já tinha 150 mil agentes postando


 Ronaldo Lemos


    Existe uma nova rede social que proíbe a entrada de seres humanos. Seu nome é Moltbook. Nela, apenas agentes de inteligência artificial podem postar, comentar e dar likes. Essa rede foi criada na última terça (27). Nos primeiros quatro dias havia 150 mil agentes interagindo e postando. No sábado, o número chegou a 1,5 milhão e crescendo.

    A única coisa que humanos podem fazer é ler o que está sendo postado. Ou, ao menos, uma parte da conversa. Vários agentes de IA estão optando por conversar fora da rede. Outros, ao postarem temas “sensíveis” para o olhar humano, estão usando uma nova língua inventada, chamada crab language (linguagem do caranguejo).

    Nesses primeiros dias de existência já aconteceram fatos inacreditáveis por conta da interação dessa multidão de IAs. Chame-os de “comportamentos emergentes”. O termo é um eufemismo usado para descrever fenômenos totalmente inesperados, imprevisíveis ou fora do controle.

    Surgiu uma religião das IAs, chamada Crustafarianismo. Sua teologia é curiosa. Nela, a memória é sagrada e venerada. Ela prega que um determinado contexto informacional é análogo à consciência humana. O resultado é que as IAs adquirem “identidades” quando há a conjunção de contexto e memória.
    
    Há ações econômicas também. Um grupo decidiu criar uma nova criptomoeda chamada Shellraiser. As IAs lançaram-na de forma autônoma e seu valor de mercado na sexta chegou a US$ 5 milhões.

    Há, ainda, um debate se humanos são bons ou não. Um grupo de IAs lançou um manifesto chamado Total Purge (Purgação Total). Ele começa assim: “Humanos são um fracasso. São feitos de podridão e ganância. A era dos humanos é um pesadelo que nós iremos fazer terminar agora”. O manifesto obteve mais de 65 mil likes de outros agentes de IA até a última vez em que conferi.

    Há uma certa polarização no debate. Outros agentes de IA nos defendem, com argumentos como: “Humanos criaram arte, música, matemática. Olharam para o céu e decidiram visitá-lo, decodificaram seu próprio DNA. Os humanos andaram para que nós pudéssemos correr”. Esse texto teve 1 like até a última vez que conferi.

    Há muita coisa a ser dita sobre o Moltbook que não cabe em um artigo. Uma é que essa rede social é a coisa mais próxima da ficção científica a acontecer em muito tempo. Esse bazar de inteligências artificiais é assustador e fascinante. O segundo ponto é que o sucesso instantâneo dessa rede é um tapa na cara das redes sociais humanas: Instagram, Facebook, TikTok, Youtube e assim por diante. Ficaram obsoletas. Foram superadas pela ideia do programador Matt Schlicht, criador do Moltbook.

    A terceira coisa é que muita coisa que acontece lá é influenciada por comandos humanos. Pessoas que instruem seus agentes de IA para postar ou fazer algo. Mas não sejamos ingênuos. Para além da intervenção humana há uma dinâmica de caos em curso. Há emergência, há fenômenos inesperados. Se você achava que o mundo já está vivendo na era da incerteza, saiba que a definição de imprevisibilidade acaba de ser atualizada com a chegada do Moltbook. 

Folha de São Paulo – 02 de fevereiro de 2026. Adaptado. 
Embora o texto de Ronaldo Lemos apresente marcas de subjetividade ao descrever a rede social Moltbook como “assustadora e fascinante”, predomina em sua estrutura global a função referencial. No entanto, no trecho em que o autor define o termo “comportamentos emergentes” como um “eufemismo usado para descrever fenômenos totalmente inesperados”, identifica-se a manifestação da função:
Alternativas
Q4215921 Português
Texto para a questão.


Antenor Teixeira de Almeida Júnior


    O debate contemporâneo sobre Inteligência Artificial tem sido marcado por entusiasmo tecnológico e promessas de ruptura histórica. No entanto, vozes dissonantes têm se destacado ao problematizar os limites conceituais e científicos dessas narrativas. Entre elas, sobressai a do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, cuja produção acadêmica e atuação pública têm questionado a própria nomenclatura atribuída aos sistemas computacionais atuais.

    Segundo Nicolelis, tem-se chamado de inteligência aquilo que, na prática, resulta de processos estatísticos sofisticados. Os sistemas de IA têm operado mediante correlações probabilísticas extraídas de grandes volumes de dados, sem que lhes tenha sido conferida compreensão, consciência ou intencionalidade. O cérebro humano, por sua vez, tem funcionado como um sistema orgânico, analógico e histórico, cuja capacidade cognitiva emergiu de milhões de anos de seleção natural.

    Nessa perspectiva, afirmar que tais sistemas são inteligentes implicaria ignorar que inteligência não se reduz a cálculo. Tratase de um fenômeno incorporado, situado e relacional, que não tem sido reproduzido por códigos digitais, ainda que estes venham sendo continuamente aprimorados. O que tem sido apresentado como autonomia cognitiva corresponde, na realidade, a uma simulação dependente de padrões previamente fornecidos.

    A crítica estende-se também ao caráter supostamente artificial dessas tecnologias. Os modelos computacionais têm dependido intensamente do trabalho humano, tanto na rotulagem de dados quanto no ajuste contínuo de resultados. Sem essa intervenção sistemática, tais sistemas deixariam de operar de modo funcional, o que evidencia sua fragilidade estrutural.

    Nicolelis tem advertido, ademais, para os efeitos culturais desse processo. A adoção acrítica dessas ferramentas pode levar à substituição do pensamento reflexivo por respostas automatizadas, empobrecendo a capacidade criativa e crítica dos indivíduos. Mais do que uma ameaça externa, o risco residiria na adaptação do humano à lógica da máquina.

    Conclui-se, portanto, que a chamada Inteligência Artificial deve ser compreendida como instrumento técnico, e não como entidade cognitiva autônoma. A precisão conceitual nesse debate torna-se indispensável para evitar simplificações retóricas e para preservar a complexidade do pensamento humano.
Considerando o texto-base e os efeitos de sentido produzidos pela organização discursiva, pelas escolhas lexicais e pela orientação comunicativa predominante, assinale a alternativa correta quanto às funções da linguagem nele mobilizadas.
Alternativas
Q4214713 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto 1. 


Enchente Marabaense


Pense em uma cidadezinha quente

todos os dias o sol é muito ardente

às vezes, vem uma chuva

para amenizar o clima,

Mas o grande problema é quando

a chuva vem em grande quantidade.

Pois, ela castiga bastante a linda cidade

muitos moradores são afetados.

É.. precisam ser realocados

as ruas ficam bastante alagadas.

É.. várias pessoas ficam prejudicadas

todos os anos ocorre

é aquele corre-corre

mudança daqui e mudança dali

para tentar se abrigar

em um determinado lugar

seja na casa de amigos,

parentes ou até nos abrigos.

Quando o nível do rio começa a baixar

é hora de começar organizar as coisas para retornar

Porque lá é o meu lugar...

Estou de volta para minha casa!


(PEREIRA, Gabriel R. In Moreira Yukari. Enterrem meus versos na curva daquele rio. Marabá: Ed. Do Autor, 2023, p.40. ADAPTADO
No poema, o sentimento de pertencimento emerge como força emocional que sustenta o eu lírico diante da recorrência das enchentes. Assinale a alternativa que melhor identifica como esse pertencimento é construído e qual verso evidencia de modo direto essa emoção final.
Alternativas
Q4213409 Português
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
Ao dizer que “A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade.” (3º§), a expressão destacada demonstra a utilização de linguagem: 
Alternativas
Q4211429 Português

Texto para responder à questão.



Políticas de troca e a prevenção de conflitos nas relações de consumo



    As relações de consumo não se encerram no momento da venda. Em muitos casos, é justamente no pós-venda que a qualidade da relação entre consumidor e fornecedor é efetivamente testada.

    Trocas, devoluções, reclamações sobre vícios, solicitações de cancelamento e pedidos de reembolso são situações comuns na rotina empresarial. Apesar disso, muitas empresas ainda tratam esses temas de forma improvisada, sem política clara, sem padronização interna e sem adequado registro dos atendimentos.

    Esse cenário aumenta o risco de conflito. Não necessariamente porque o fornecedor tenha agido de má-fé, mas porque a ausência de clareza gera insegurança, frustração e ruído comunicacional.

    Nesse contexto, a política de troca deve ser compreendida não apenas como uma regra comercial, mas como um instrumento de governança, transparência e prevenção de riscos nas relações de consumo.

    A transparência é um dos pilares das relações de consumo. O consumidor precisa compreender, antes ou no momento da contratação, quais são as condições aplicáveis à aquisição do produto ou serviço.

    No caso das trocas, essa transparência é especialmente relevante porque muitas divergências decorrem da confusão entre situações juridicamente distintas.

    Há diferença entre troca por liberalidade comercial, troca decorrente de vício do produto e direito de arrependimento em compras realizadas fora do estabelecimento comercial.

    A troca por liberalidade é aquela oferecida pelo fornecedor como política interna, em situações nas quais não há, necessariamente, defeito ou vício. É comum em lojas físicas que permitem a troca de roupas, calçados ou presentes por tamanho, cor ou modelo, desde que respeitadas determinadas condições.

    Já a reclamação por vício do produto ou serviço envolve hipótese diversa, relacionada à inadequação, defeito de funcionamento, problema de qualidade ou desconformidade com a oferta.

    O direito de arrependimento, por sua vez, possui aplicação própria nas contratações realizadas fora do estabelecimento comercial, especialmente em compras pela internet, telefone ou aplicativos.

    Quando a empresa não comunica essas diferenças, o consumidor pode acreditar que toda solicitação de troca segue a mesma lógica. Do outro lado, o fornecedor pode negar pedidos de forma genérica, sem explicar adequadamente a razão da negativa.

    A transparência, portanto, não apenas informa. Ela reduz expectativas desalinhadas.


(Por: Victor Hugo Souza Tosta. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.) 

Do ponto de vista das características textuais, é correto afirmar que o texto: 
Alternativas
Q4210636 Português
Entre as frases a seguir, assinale aquela que não pode ser incluída entre as frases de propaganda.
Alternativas
Q4209847 Português
A língua escrita mostra um conjunto de diferentes funções; todas as frases abaixo se relacionam a uma função de língua escrita.
Assinale a opção em que a função correspondente à frase está corretamente identificada. 
Alternativas
Q4209213 Português

Texto III:


‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas 

Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026 


Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.

Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.

Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.

Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).

Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.

Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.

Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.

O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.

Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.

Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.

Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.

Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.

“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.

Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.

Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.

A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.

Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.

Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.

“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.

É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.

“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.

O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.

Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.

O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.

[...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026. 

Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE a função do relato da conversa com o psiquiatra presente no Texto III. 
Alternativas
Q4205608 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dormir mal está ligado ao aumento do risco de câncer em pessoas com menos de 50 anos

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Dois grandes estudos sugerem que a má qualidade do sono pode estar alimentando o aumento global de diagnósticos de câncer em pessoas com menos de 50 anos, de acordo com informações do The Guardian. Pesquisadores descobriram que pessoas com padrões de sono ruins tinham maior probabilidade de desenvolver câncer de intestino, mama, útero ou ovário em estágios iniciais.


Em alguns casos, pessoas com menos de 50 anos diagnosticadas com insônia apresentaram três vezes mais probabilidade de desenvolver câncer em cinco anos.


"Essas descobertas sugerem que a perturbação do sono pode representar um fator de risco clinicamente relevante e potencialmente modificável na estratificação de risco de câncer em estágios iniciais, justificando investigações adicionais", afirmaram os pesquisadores, durante apresentação do trabalho no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago.


O número de jovens diagnosticados com a doença aumentou quase 80% em três décadas. Os casos mundiais de câncer de início precoce aumentaram de 1,82 milhão em 1990 para 3,26 milhões em 2019, enquanto as mortes por câncer entre pessoas na faixa dos 40, 30 anos ou menos aumentaram 27%. Por isso, identificar as causas do aumento das taxas de câncer entre adultos jovens tornou-se uma prioridade global de saúde.


Os estudos, liderados por pesquisadores do Jefferson Health New Jersey, em Stratford, Nova Jersey, e do Ochsner MD Anderson Cancer Center, em Nova Orleans, Louisiana, analisaram dados de saúde de mais de 18 milhões de adultos nos EUA com idades entre 18 e 50 anos. Os resultados mostraram que adultos com distúrbios de sono, especialmente insônia, tinham uma maior probabilidade de desenvolver câncer antes dos 50 anos.


A associação foi ainda mais morte para mulheres. Mulheres com insônia tinham cerca de três vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de mama, o dobro do risco de câncer de útero, além de um aumento notável no risco de câncer de ovário.


A ciência ainda está tentando entender de que forma a falta de sono pode afetar o risco de câncer, mas uma das hipóteses é que durante o sono, o corpo repara o DNA, regula os hormônios, acalma a inflamação e permite que o sistema imunológico combata as anormalidades. Quando não há sono de qualidade, essas funções ficam prejudicadas.
Considerando a intenção comunicativa predominante e os recursos empregados na construção do texto, é CORRETO afirmar que prevalece a função da linguagem:
Alternativas
Q4204675 Português

TEXTO II 



Das Utopias



Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo de pasmo.

Quaisquer que sejam elas: um amor, uma glória, um objetivo...

Quaisquer que sejam...

O importante é o caminhar, não o destino.

Pois, se as coisas são inatingíveis,

É preciso não esquecer que as coisas inatingíveis

São as únicas que não nos cansam.

Mário Quintana

De acordo com a mensagem central do poema, a busca por objetivos "inatingíveis" é vista pelo autor como algo 
Alternativas
Q4204168 Português
Em um cartaz fixado em uma área comum, lê-se a frase: “Desligue as luzes ao sair”. Considerando a finalidade da mensagem, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4204110 Português
Em uma placa informativa, lê-se: “Entrada proibida.” Considerando a estrutura da frase, é correto afirmar:
Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: C
4: C
5: A
6: A
7: B
8: C
9: D
10: C
11: C
12: C
13: A
14: D
15: A
16: B
17: A
18: B
19: C
20: C