Questões de Concurso
Sobre formas nominais do verbo (particípio, gerúndio, infinitivo) em português
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A vida na sociedade atual torna-se a cada dia mais complexa. Novas necessidades vão surgindo, novos hábitos de consumo são estimulados e incorporados e, assim, uma gama imensa de produtos e serviços é introduzida no cotidiano dos cidadãos. Todo esse aparato da vida moderna merece ser apreciado do ponto de vista da proteção à saúde, pois, se por um lado pode facilitar a vida, por outro, pode gerar problemas, seja por defeitos ou falhas de fabricação, inadequações no fornecimento de um serviço ou por interesses escusos.
Desde a hora em que o cidadão acorda e durante todo o dia ele lida com objetos, produtos e serviços que interferem em sua saúde. O creme dental que utiliza, os produtos na mesa do café da manhã, os medicamentos que porventura consome, o material de limpeza que utiliza em sua casa, as creches e as escolas onde os filhos passam boa parte do dia, a academia de ginástica onde faz exercícios, tudo isso são exemplos de serviços ou produtos que fazem parte do dia a dia e que podem, em maior ou menor grau, trazer riscos à sua saúde.
Este modo de vida implica em novas formas de produção, de circulação e de consumo de bens e de serviços. A produção em larga escala gera a produção associada de subprodutos, _______ e resíduos de diversas naturezas que podem afetar o meio ambiente e a vida das pessoas. As distâncias foram extremamente reduzidas — o que se produz em uma região longínqua pode rapidamente estar disponível para consumo em outras regiões. Da mesma forma, pessoas que visitam áreas atingidas por epidemias podem, no mesmo dia, se deslocarem para outros países.
Enfim, se surgem novas comodidades, também aparecem novas ________, mais riscos e perigos. É para esse amplo conjunto de serviços e produtos que são consumidos diariamente que a vigilância sanitária dirige seu olhar. Sua função principal é reconhecer as interações que se estabelecem entre este conjunto heterogêneo de coisas e o território, as implicações que trazem para o modo de vida e trabalho da sociedade e, sobretudo, identificar e avaliar os riscos para se _______ à ocorrência de danos e fazer prevalecer os interesses e o bem-estar da sociedade.
A natureza do trabalho em vigilância sanitária é bastante complexa e diferencia-se sobremaneira das outras práticas de saúde. O imenso universo de atuação e as atribuições previstas para essa área demandam o aporte de saberes de vários campos do conhecimento, inclusive da área jurídico-legal para que suas ações estejam respaldadas e não possam ser tornadas nulas.
Para cumprir com seu objetivo de proteger a saúde da população, é necessário que a vigilância sanitária desenvolva um amplo conjunto de ações, utilizando diferentes instrumentos. Esse conjunto deve guardar estreita relação e permitir uma abordagem e compreensão integral acerca da questão objeto de sua intervenção, superando a recorrente fragmentação do processo de trabalho. Um de seus principais instrumentos é a norma sanitária que estabelece parâmetros e padrões.
(Fonte: BVSMS — adaptado.)
( ) As locuções verbais têm como verbos principais as formas nominais: o infinitivo, o gerúndio e o particípio. Tais formas distinguem-se das outras formas verbais por não apresentarem marcas de tempo e de modo.
( ) O Infinitivo é marcado pela desinência [-r], (cantar, vender, partir). Ele pode apresentar-se na forma não flexionada, ou com flexão de pessoa e número, uso feito quando o sujeito vem expresso, ou quando não estando expresso, se quer destacá-lo.
( ) Gerúndio: trata-se da forma nominal que, em linhas gerais, apresenta o processo verbal em curso. É marcado pela desinência -ndo: cantando, vendendo, partindo.
( ) Particípio: a maior parte dos verbos apresenta particípios regulares, formados pela desinência -ado (cantado), na 1ª conjugação, e -ido (vendido, partido), na 2ª e 3ª conjugações. Alguns deles, porém, apresentam particípios irregulares, como escrever (escrito), abrir (aberto), cobrir (coberto), vir (vindo) e ver (visto).
Um sonho de simplicidade
Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?
Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.
A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.
(...)
Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas…
Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.
Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.
Rubem Braga (Adaptado)
Ensine seu filho a se valorizar pelo que ele é
Rosely Sayão
Os filhos são um poço sem fim de demandas: eles querem ter coisas, eles querem fazer coisas, eles querem, eles querem e eles pedem tudo o que querem sem o menor constrangimento. Alguns são bastante enfáticos nos pedidos que fazem, outros são sedutores, e outros, por puro aprendizado, fruto da observação da atitude dos adultos, são capazes de fazer chantagens que pegam fundo na alma da maioria dos pais. Mas o resultado é quase sempre o mesmo: os pais acham difícil resistir ao pedido que o filho faz. Afinal, quem é que não quer ver o filho satisfeito e feliz?
O problema é que nem sempre é possível atender a todos os pedidos, principalmente quando eles se referem – e quase sempre se referem – ao consumo.
Quem não conhece pais que já fizeram um esforço imenso – muito maior do que poderiam ou deveriam – para comprar um determinado brinquedo para o filho, para dar a ele uma roupa ou um calçado de grife, para possibilitar uma viagem especial ou coisa que o valha? É sobre essa situação que vamos falar aqui. Ou seja, quando o pedido do filho se transforma em prioridade ou em meta financeira para os pais, ainda que o estilo de vida deles não combine com esse pedido.
A criança não vem ao mundo com qualquer noção da realidade de vida que a espera. Ela deve ser introduzida por meio da ação dos pais, aos poucos, à realidade, ao mundo que tem limites e regras, que exige espera para a satisfação dos impulsos, que provoca frustrações e que nem sempre permite que as pessoas tenham boa parte daquilo que está disponível para o consumo.
Pois bem: se não se defrontar com esses limites desde cedo, com essas impossibilidades que terá necessariamente de enfrentar no futuro, a criança vai construir uma imagem bastante deturpada de si mesma, de sua relação com os pais e, consequentemente, da vida. Ela vai achar que os pais têm a obrigação de fazer tudo, de passar por qualquer sacrifício, para atender suas demandas. Pode parecer que essa situação tem relação direta apenas com tudo o que se relaciona ao consumo, porém o alcance dessa história é muito maior.
Em geral, os pais querem oferecer ao filho tudo do bom e do melhor – e com razão. Essa expectativa é muito positiva, pois expressa a importância que os pais dão ao filho que tiveram. Mas acontece que oferecer à criança ou ao adolescente tudo do bom e do melhor não deve se restringir a objetos, coisas, produtos, consumo de qualquer tipo. Isso se refere também – e principalmente – aos cuidados com saúde e a educação do filho. E é bom marcar que educação não se restringe, por sua vez, à escolarização.
É preciso bastante cuidado para que o filho tenha condições de aprender a se perceber e a se valorizar pelo que ele é, pelo que pensa, pela maneira como se relaciona com os outros e com a vida, e não pelo que tem. E isso não é nada fácil de conseguir com o estilo de vida que adotamos atualmente. Mas, mesmo com dificuldade, os pais têm muitas chances de ajudar o filho a crescer valorizando o que há de humano na vida.
Querer ter coisas é salutar, desde que isso tenha uma medida – a da realidade da pessoa e de suas possibilidades, por exemplo – e desde que não se transforme no aspecto mais importante da vida da pessoa. As crianças e os adolescentes são bombardeados diariamente pelo mercado de consumo. Cabe aos pais a formação para que o filho não sucumba sem crítica a tais apelos.
Observe a tirinha abaixo:

Está INCORRETO o que se afirma em:
INSTRUÇÃO: Leia o ofício fictício a seguir para responder às questões 9 e 10.
Pedra Verde, 18 de fevereiro de 2022.
Ao Querido Senhor
João da Silva, presidente da Câmara Municipal
Referência/Assunto: Ofício n.º 001/2022. Solicita informações sobre motivos e medidas sobre a qualidade da água distribuída no município de Pedra Verde em 05/01/2022.
Estimado Presidente,
Em atenção ao ofício em referência, informamos que o abastecimento da localidade se dá por meio de poços profundos, havendo necessidade de algumas manutenções nas redes de distribuição da água, ocasionando variação da cor e turbidez, momentaneamente. A Companhia de Tratamento está tomando as medidas necessárias para a resolução desse problema.
Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.
Um abraço de seu amigo
Pedro Paulo de Sousa
Gerente do Distrito Regional de Pedra Verde
Fonte: texto fictício.
Releia o trecho a seguir.
Em atenção ao ofício em referência, informamos que o abastecimento da localidade se dá por meio de poços profundos, havendo necessidade de algumas manutenções nas redes de distribuição da água, ocasionando variação da cor e turbidez, momentaneamente.
A fim de eliminar a segunda ocorrência de gerúndio, em destaque, seria correta e fiel ao sentido original do trecho a seguinte redação:
• A cidade de Nasu, no Japão, recebe turistas diariamente em suas montanhas vulcânicas... (1º parágrafo)
• Ela teria sido uma das cortesãs de Toba e usou artifícios para deixá-lo doente. (2º parágrafo)
As formas verbais destacadas expressam, correta e respectivamente:
“Mais que todos deserdamos deste nosso oblíquo modo um menino inda não nado (e melhor não fora nado) que de nada lhe daremos sua parte de nonada e que nada, porém nada o há de ter desenganado.”
(Carlos Drummond de Andrade, “Os bens e o sangue”, em CLARO ENIGMA, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1992, p. 230)
Sobre o emprego do vocábulo “nado” na estrofe acima é correto afirmar que

LEITE, Will. Gerúndio. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/gerundio/. Acesso em: 20 ago. 2022.
Dentre os itens lexicais em negrito na tirinha apresentada, um não pode ser analisado exclusivamente como verbo no gerúndio, dado o contexto em que foi utilizado. Assinale a alternativa que indica o quadrinho em que tal vocábulo aparece.
-272ºC como o lugar de temperatura mais baixa [...].
O verbo destacado encontra-se no:
Texto 01
Você é feliz no seu trabalho?
Tenho percebido, nos últimos tempos, índices muito altos de pedidos de demissão. O que antigamente eram reclamações corriqueiras, hoje viraram razões concretas para esses pedidos. Motivados por insatisfações com a remuneração, cultura da empresa, atitudes da liderança, eminência de burnout e pela filosofia de que podemos trabalhar com o que gostamos, centenas de milhares de brasileiros deixaram os seus empregos nos últimos meses. Isso nos traz uma sensação de liberdade. Entretanto, quando cruzamos essa linha, nos deparamos com uma pergunta inevitável: “E agora?” [...]
De forma concreta, não sabemos aonde essa vontade de mudar de emprego vai nos levar. O que sabemos, sim, é que mudanças desse tipo, por muitas vezes, depois de um tempo, colocam-nos no mesmo lugar de insatisfação profissional do qual partimos. Criamos, assim, um ciclo sem fim, que só pode ser interrompido com um olhar profundo sobre as nossas carreiras.
Sem esse olhar, seguiremos fugindo, buscando soluções milagrosas para que o trabalho seja mais prazeroso e nos traga felicidade, quando, na verdade, em grande parte das vezes, a possibilidade de um trabalho que nos ofereça uma vida feliz já está ao nosso alcance, mas ainda não conseguimos encontrar [...].
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/analise. Acesso em: 12 jun. 2022. Adaptado.
Texto 2

I. a temática nele abordada estabelece relação com argumentos apresentados no texto 01. II. o uso da expressão “mais um” significa que fazer relatórios é uma atividade bem rotineira. III. os verbos usados no gerúndio indicam ações do passado que foram totalmente finalizadas. IV. a palavra “motivado” foi usada com sentido positivo, pois a tarefa a ser feita trará satisfação. V. a onomatopeia, usada no segundo quadro, contribui para a construção semântica do texto.
Estão CORRETAS as afirmativas
Em todas as frases abaixo substituímos por um particípio o segmento sublinhado.
Assinale a frase em que essa substituição foi feita de forma inadequada.