🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português

Foram encontradas 2.293 questões

Q1999035 Português
Assinale a letra em que as palavras são formadas por derivação regressiva, derivação parassintética e composição por aglutinação, respectivamente.
Alternativas
Q1990996 Português
Antigamente, o silêncio era dos imbecis;
hoje, são os melhores que emudecem


       A atitude intolerante extrapola a individualidade e liberdade de expressão das pessoas. A intolerância reflete o preconceito cultural em que somente um ponto de vista é aceito. No meio digital, torna-se muitas vezes revestida de diferentes formas, bastante perigosas e até criminosas. Principalmente nas redes sociais o sentimento de intransigência encontrou um campo fértil sem concorrente nas quatro estações do ano.
     No Brasil, a política é o tipo de intolerância de maior audiência na internet. A conclusão é de uma pesquisa da agência de propaganda Nova/SB, realizada no ano passado, que mapeou os dez tipos mais recorrentes de extremismos nas redes sociais. Uma rápida navegação comprova esse resultado, que se agrava de forma cruel e pessimista, uma vez que são raras as vezes em que há um debate inteligente ou preocupado sobre questões sociais e coletivas. A discussão é feroz, infantil e cega, e não há vencedores ao final.
    A intolerância das pessoas chega a ser mesquinha, pequena e imoral. Agem como se não houvesse impunidade, pois existe a ilusão de que o mundo digital é uma terra de ninguém, quando muitos casos poderiam ser enquadrados em crimes cibernéticos. De insultos a notícias falsas, as infrações no mundo digital também devem ser julgadas e punidas sem exceção.
      Uma pesquisa da Quartz divulgada em janeiro deste ano constatou que 55% dos brasileiros consideram que não há nada na internet além do Facebook. Para boa parte dos entrevistados, o Facebook e a internet são a mesma coisa. Nos EUA, o índice foi de apenas 5%.
      Isso reflete o conhecimento limitado e a falta de visão em relação ao mundo de possibilidades, oportunidades e alcance que a internet traz, e que poucos enxergam e se arriscam a viver e conhecer. Precisamos acordar e buscar o nosso lugar ao sol, pois a concorrência cresce todo dia. Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado estão com os idiotas de ambos os sexos, dizia Nelson Rodrigues.

Eliane Dias. Texto adaptado de e disponível em: https://revistacult.uol.
com.br/home/internet-nao-e-o-facebook/

Em relação ao Texto 1, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.


As palavras “intolerante” e “infração” são formadas por derivação prefixal, sendo que o prefixo “in-” têm o mesmo sentido nos dois casos. 

Alternativas
Q1842417 Português
Sobre o parágrafo a seguir, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
Essencial à sobrevivência quando precisávamos acumular reservas para os longos períodos de jejum que se sucediam, essa estratégia se voltou contra nós. Ao mesmo tempo, vão distantes os dias em que gastávamos energia para alimentar a família. Pela primeira vez na história da humanidade, desfrutamos o privilégio de ganhar o sustento sentados em cadeiras confortáveis. A um toque de celular o disque-pizza nos entrega 5.000 calorias à porta, sem sairmos do sofá.
( ) O verbo desfrutar é formado pelo processo de prefixação. ( ) A expressão Ao mesmo tempo é equivalente semanticamente a “em contrapartida”. ( ) Uso da crase nesse parágrafo se justifica, nos dois casos, por serem as expressões locuções adverbais. ( ) A forma correta de grafar numerais é sempre por extenso.
Assinale a sequência correta. 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Esteio - RS Provas: FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista de Logística | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Enfermeiro Assistencial | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista Administrativo | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista de Sistema | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Comunitário ESF - 20 Horas | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Ortotraumatologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Preparador Físico | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Psiquiatra Infantil | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Proctologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico do Trabalho | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Gineco-Obstetra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Infectologista Infantil | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Neurologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Neuro-Pediatra |
Q1775168 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. 


A respeito da conjunção ‘embora’ (l.09), analise as seguintes assertivas:


I. A formação da palavra ‘embora’ se dá por composição por aglutinação.

II. A conjunção ‘embora’, no contexto de ocorrência, introduz uma oração subordinada adverbial concessiva.

III. A conjunção em questão poderia ser alterada por ‘apesar de’, sem acarretar problemas de semântica ou sintaxe.


Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Esteio - RS Provas: FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista de Logística | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Enfermeiro Assistencial | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista Administrativo | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista de Sistema | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Comunitário ESF - 20 Horas | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Ortotraumatologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Preparador Físico | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Psiquiatra Infantil | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Proctologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico do Trabalho | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Gineco-Obstetra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Infectologista Infantil | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Neurologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Neuro-Pediatra |
Q1775165 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. 


A respeito da formação de palavras do texto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.


Coluna 1

1. Derivação prefixal.

2. Derivação sufixal.

3. Derivação regressiva.

4. Composição por justaposição.


Coluna 2

( ) Experimentos.

( ) Espaçonave.

( ) Fraude.

( ) Farmacêuticos.

( ) Reconhecer.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1775116 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. 


Em relação à formação de palavras do texto, analise as assertivas que seguem:


I. A palavra ‘inconsciente’ é formada por derivação prefixal.

II. A palavra ‘verdadeiramente’ é formada por derivação sufixal.

III. A palavra ‘aniquilação’ é formada por derivação prefixal e sufixal.


Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q1763939 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Escola e igualdade

Adaptado de: http://www.revistaeducacao.com.br/escola-e-igualdade-3/
Sobre a palavra ‘dissimular’ (l.14) afirma-se que:
I. Tem 10 letras e 9 fonemas. II. Possui um dígrafo. III. Possui um encontro consonantal. IV. ‘dissimulado’ pertence à mesma família de palavras.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1763937 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Escola e igualdade

Adaptado de: http://www.revistaeducacao.com.br/escola-e-igualdade-3/
Observe as palavras abaixo, retiradas do texto e, a seguir, assinale a alternativa em que o elemento sublinhado está corretamente classificado.
Alternativas
Q1667960 Português

A violência contra a mulher


    A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.

    O Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Contrariando a célebre frase de Simone de Beavouir “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, a cultura brasileira, em grande parte, prega que o sexo feminino tem a função social de se submeter ao masculino, independentemente de seu convívio social, capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, os comportamentos violentos contra as mulheres são naturalizados, pois estavam dentro da construção social advinda da ditadura do patriarcado. Consequentemente, a punição para este tipo de agressão é dificultada pelos traços culturais existentes, e, assim, a liberdade para o ato é aumentada.

    Além disso, há o estigma do machismo na sociedade brasileira. Isso ocorre porque a ideologia da superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino reflete no cotidiano dos brasileiros. Nesse viés, as mulheres são objetificadas e vistas apenas como fonte de prazer para o homem, e são ensinadas desde cedo a se submeterem aos mesmos e a serem recatadas. Dessa maneira, constrói-se uma cultura do medo, na qual o sexo feminino tem medo de se expressar por estar sob a constante ameaça de sofrer violência física ou psicológica de seu progenitor ou companheiro. Por conseguinte, o número de casos de violência contra a mulher reportados às autoridades é baixíssimo, inclusive, os de reincidência.

    Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação de informação para promover a objetificação da mulher e passe a usá-la para difundir campanhas governamentais para a denúncia de agressão contra o sexo feminino. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a reincidência. Quem sabe, assim, o fim da violência contra a mulher deixe de ser uma utopia para o Brasil.

(Anna Beatriz Alvares Simões Wreden. Adaptado).

Assinale a alternativa cujo termo destacado seja um exemplo de derivação sufixal.
Alternativas
Q1632515 Português

Leia o texto a seguir e responda


    Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.

    Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.

(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo: Companhia de Bolso, 2014.)

As palavras: finalmente, suficientemente, exatamente, são formadas por:
Alternativas
Q1631309 Português
O mesmo processo de formação da palavra INFELIZMENTE é observado em:
Alternativas
Q1627742 Português
“O filme de um minuto Desache revela o modelo e apresenta as evoluções do novo Up!, fazendo um paralelo entre a novidade da Volkswagen com as rupturas de pensamento que vêm transformando o mundo, e mostra que é possível, sim, um automóvel entregar todas as funcionalidades que o novo Up! reúne. E conclui: ‘Chegou o novo Up! Um carro que vai fazer você ‘desachar’ muita coisa. Novo Up! feito de novas ideias’.” Disponível em: <http://adnews.com.br/social-media/desache- campanha-de-novo-e-pura-desconstrucao.html> . Acesso em: 16 ago. 2017.
Considerando os processos de formação de palavras em português relacionados ao texto, analise as afirmativas seguintes.
I. A forma “desache” foi formada por derivação prefixal, processo que possibilita a mudança de classe da palavra.
II. A forma “desache” foi criada porque houve exigência do sistema linguístico, uma vez que se necessitou empregar um item lexical de uma classe em outra.
III. A criação da nova forma “desache” se relaciona às rupturas de pensamento relacionadas às transformações do mundo, à função de rotulação, por sua vez, relacionada com o aspecto semântico.
IV. A criação de novas formas acontece relacionada às mais diversas modalidades: coloquial, culta, literária, técnica, científica, de propaganda, conforme se pode comprovar com a forma “desache”.
Estão corretas as afirmativas:

Alternativas
Q1345729 Português
Texto 2

Lições de pesquisa

    Para Bourdieu, no social tudo é relacional. As implicações desse postulado teórico da sociologia bourdiana têm sido valiosas, na medida em que coloca o pesquisador em condições de perceber com maior rigor as características específicas dos objetos de estudo. Nessa lógica, o enquadramento do objeto é produzido de forma a permitir perceber a sua posição relativa no conjunto de objetos semelhantes, o que possibilita avaliar, de forma mais acurada, o seu sentido (valor, significado, pertinência) em uma determinada configuração do social.
    A proposta bourdiana de pôr em jogo as coisas teóricas, por sua vez, obriga o pesquisador a operar com os conceitos, ou seja, usá-los como ferramentas de construção dos fenômenos empíricos que constituem o foco da investigação. É, portanto, o avesso de uma prática acadêmica ainda frequente, em que discursos teóricos antecedem e se articulam a objetos de estudo pré-construídos. O resultado mais comum da sobrevaloração das referências teóricas é o “efeito teoria” (Bourdieu, 1989, p. 47) que leva o pesquisador a enxergar o que já se predispunha a encontrar, ou seja, torna-se a antítese da atividade de pesquisa que se propõe problemas e questões a serem verdadeiramente pesquisados. A recorrência dos quadros teóricos que antecediam as pesquisas — tão comum no início da pós-graduação no Brasil — e impunham-se sobre os objetos de pesquisa foi uma expressão bastante comum desse equívoco. No texto “Teoria como hipótese” (Brandão, 2002), a autora desenvolve essa reflexão referindo-se à pesquisa, entre nós, e explicita o significado operacional das teorias numa perspectiva bastante próxima da proposta por Bourdieu.
    A recusa dos monismos metodológicos é, a meu ver, uma proposta profundamente adequada ao caráter sempre provisório das pesquisas em decorrência da complexidade dos objetos sociais. As oposições quantitativo x qualitativo, estrutura x história, questionários x entrevistas, micro x macro são falsas e respondem muito mais pela “arrogância da ignorância” (Bourdieu, 1989, p. 25) do que pela adequação teórico-metodológica ao problema sob investigação [...].

BRANDÃO, Zaia. Operando com conceitos: com e para além de
Bourdieu. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.1, p. 227-241,
jan./abr. 2010. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ep/v36n1/
a03v36n1.pdf>.Acesso em: 16 jul. 2017. Fragmento. 
A palavra “bourdiana” é formada por
Alternativas
Q1329752 Português

Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas nas seguintes afirmativas sobre fenômenos do vocabulário do texto.


( ) Nas palavras barriga, depressão e tóxicas, há mais letras do que fonemas.

( ) Nos vocábulos qualquer, batatinha e alimento, ocorrem dígrafos.

( ) A palavra neurogastroenterologia é formada por composição; já micro-organismos é formada por derivação prefixal.

( ) Em diferentemente, venenoso e obesidade, aparecem sufixos formadores de advérbio, adjetivo e substantivo, respectivamente.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1327262 Português
Leia este texto, de João Ubaldo Ribeiro, para responder à questão.

O verbo “for”
   Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. [...] O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. [...]
    Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra "for" tanto podia ser do verbo "ser" quanto do verbo "ir". Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.
— Esse "for" aí, que verbo é esse?    
Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.
— Verbo for.
— Verbo o quê?
— Verbo for.
— Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.
— Eu fonho, tu fões, ele fõe - recitou ele, impávido. — Nós fomos, vós fondes, eles fõem.
    Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe. 
Leia as afirmações sobre o texto:
I- Ao empregar a palavra “ruybarbosianamente” o autor emprega um neologismo, criado a partir do processo de composição com o substantivo próprio Rui com Barbosa e derivação sufixal, com o acréscimo de dois sufixos. II- A pergunta feita ao candidato “Esse ‘for’ aí, que verbo é esse?” induzia ao erro, pois seria mais claro perguntar: A forma verbal “for” a que verbo pertence? III- O candidato não só afirma a existência do verbo “for”, como o conjuga no presente do indicativo em todas as pessoas do discurso. IV-“For” é uma forma comum para primeira e terceira pessoas do presente do subjuntivo dos verbos “ser” e “ir”. V- No último parágrafo, o autor ironicamente faz uma crítica política sugerindo que algumas pessoas mal preparadas acabam ocupando cargos públicos.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IF-MA Órgão: IF-MA Prova: IF-MA - 2017 - IF-MA - Nível Médio |
Q1316439 Português
Sabendo que o processo de formação de palavras é dinâmico e constante, no enunciado - “Pedro Henrique é meu crush no Instagram... ele é lindo demais... sou apaixonada por ele”, o termo em negrito, constitui-se em um(a):
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IF-MA Órgão: IF-MA Prova: IF-MA - 2017 - IF-MA - Nível Médio |
Q1316430 Português

TEXTO 2

[...] Mas é claro que o Sol

Vai voltar amanhã

Mais uma vez, eu sei

Escuridão já vi pior

De endoidecer gente sã

Espera que o sol já vem [...]

(Russo, Renato; Venturini, Flavio. Mais uma vez. Intérprete Renato Russo. In: Renato Russo presente. Rio de Janeiro, EMI, 2003. 1 CD. Faixa 1.) 

O verbo endoidecer, que aparece na letra da canção, passou por que processo de formação?
Alternativas
Q1309109 Português

Texto 02: Chris Evans chegou a recusar o papel de Capitão América



Por Da Redação

13 abr 2016, 09h04



    Evans afirmou que estava aterrorizado com a ideia de atuar como o herói, principalmente devido ao contrato que lhe foi oferecido, o qual previa a atuação em vários filmes na pele do personagem. “Há partes de mim que têm um pouco de ansiedade social em relação a esta indústria. Quando você faz filmes um de cada vez, de repente você pode decidir que não quer mais fazer tantos e dar um passo para trás e ajustar suas energias. Mas, quando você tem um contrato gigantesco e não está se sentindo tão bem para atuar… Que pena, você tem que vestir o uniforme de novo. Isso é assustador”, disse.

    Questionado sobre o motivo pelo qual acabou assinando o contrato, Evans disse que a Marvel voltou a oferecer o papel algumas vezes, as quais ele negou, até que percebeu que, na verdade, estava com medo. “Você não pode deixar de fazer coisas por medo. Isso acabou clareando na minha cabeça. O que quer que seja que você está com medo, se entregue a isso”, contou, antes de ouvir uma brincadeira do apresentador: “Então você é um herói na vida real também, é o que você está dizendo?”.

    Vale lembrar que o Capitão América não é o primeiro personagem da Marvel vivido por Evans. O ator já havia atuado como o Tocha Humana nos filmes Quarteto Fantástico (2005) e Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007).




Adaptado de http://veja.abril.com.br/entretenimento/chris-evans-chegou-arecusar-o-papel-de-capitao-america/, acesso em 26 de abril de 2017

A palavra ATERRORIZADO é formada por:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FADESP Órgão: SANEPAR
Q1238886 Português
1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me  2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de  3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os  4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.  5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria  6 e ia à vida.  7      Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da  8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à  9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,  10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de  11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para  12 contar a José Lino Grünewald.  13     Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a  14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia  15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só  16 reabria a máquina no dia seguinte.  17      Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de  18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo  19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em  20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma  21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.  22        Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco,  23 a agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,  24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de  25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas,  26 a vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.                                                                                                                                                  Ruy Castro 
                                                    Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico: “2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968. José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro. 
O vocábulo que ilustra o processo de formação de palavras por meio de empréstimo é 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: AOCP Órgão: Câmara de Maringá - PR
Q1229363 Português
Lições de pesquisa Lições de pesquisa Para Bourdieu, no social tudo é relacional. As implicações desse postulado teórico da sociologia bourdiana têm sido valiosas, na medida em que coloca o pesquisador em condições de perceber com maior rigor as características específicas dos objetos de estudo. Nessa lógica, o enquadramento do objeto é produzido de forma a permitir perceber a sua posição relativa no conjunto de objetos semelhantes, o que possibilita avaliar, de forma mais acurada, o seu sentido (valor, significado, pertinência) em uma determinada configuração do social. A proposta bourdiana de pôr em jogo as coisas teóricas, por sua vez, obriga o pesquisador a operar com os conceitos, ou seja, usá-los como ferramentas de construção dos fenômenos empíricos que constituem o foco da investigação. É, portanto, o avesso de uma prática acadêmica ainda frequente, em que discursos teóricos antecedem e se articulam a objetos de estudo pré-construídos. O resultado mais comum da sobrevaloração das referências teóricas é o “efeito teoria” (Bourdieu, 1989, p. 47) que leva o pesquisador a enxergar o que já se predispunha a encontrar, ou seja, torna-se a antítese da atividade de pesquisa que se propõe problemas e questões a serem verdadeiramente pesquisados. A recorrência dos quadros teóricos que antecediam as pesquisas — tão comum no início da pós-graduação no Brasil — e impunham-se sobre os objetos de pesquisa foi uma expressão bastante comum desse equívoco. No texto “Teoria como hipótese” (Brandão, 2002), a autora desenvolve essa reflexão referindo-se à pesquisa, entre nós, e explicita o significado operacional das teorias numa perspectiva bastante próxima da proposta por Bourdieu. A recorrência dos quadros teóricos que antecediam as pesquisas — tão comum no início da pós-graduação no Brasil — e impunham-se sobre os objetos de pesquisa foi uma expressão bastante comum desse equívoco. No texto “Teoria como hipótese” (Brandão, 2002), a autora desenvolve essa reflexão referindo-se à pesquisa, entre nós, e explicita o significado operacional das teorias numa perspectiva bastante próxima da proposta por Bourdieu. A recusa dos monismos metodológicos é, a meu ver, uma proposta profundamente adequada ao caráter sempre provisório das pesquisas em decorrência da complexidade dos objetos sociais. As oposições quantitativo x qualitativo, estrutura x história, questionários x entrevistas, micro x macro são falsas e respondem muito mais pela “arrogância da ignorância” (Bourdieu, 1989, p. 25) do que pela adequação teórico-metodológica ao problema sob investigação [...]. BRANDÃO, Zaia. Operando com conceitos: com e para além de Bourdieu. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.1, p. 227-241, jan./abr. 2010. Disponível em: . Acesso em: 16 jul. 2017. Fragmento.
A palavra “bourdiana” é formada por
Alternativas
Respostas
1741: D
1742: E
1743: D
1744: C
1745: A
1746: C
1747: E
1748: E
1749: B
1750: B
1751: A
1752: C
1753: D
1754: C
1755: D
1756: E
1757: D
1758: D
1759: B
1760: D