Questões de Concurso
Sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português
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O termo “Paralímpica”, adotado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, resulta do seguinte processo de formação de palavras:

Adaptado de: SCHWARTSMAN, A. Economia no cotidiano:
decifra-me ou te devoro. São Paulo: Contexto, 2020.
O outro marido
Era conferente da Alfândega — mas isso não tem importância. Somos todos alguma coisa fora de nós; o eu irredutível nada tem a ver com as classificações profissionais. Pouco importa que nos avaliem pela casca. Por dentro, sentia-se diferente, capaz de mudar sempre, enquanto a situação exterior e familiar não mudava. Nisso está o espinho do homem: ele muda, os outros não percebem.
Sua mulher não tinha percebido. Era a mesma de há 23 anos, quando se casaram (quanto ao íntimo, é claro). Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto um do outro, sem derivativo. Tão perto que se desconheciam mutuamente, como um objeto desconhece outro, na mesma prateleira de armário. Santos doía-se de ser um objeto aos olhos de d. Laurinha. Se ela também era um objeto aos olhos dele? Sim, mas com a diferença de que d. Laurinha não procurava fugir a essa simplificação, nem reparava; era de fato objeto. Ele, Santos, sentia-se vivo e desagradado.
Ao aparecerem nele as primeiras dores, d. Laurinha penalizou-se, mas esse interesse não beneficiou as relações do casal. Santos parecia comprazer-se em estar doente. Não propriamente em queixar-se, mas em alegar que ia mal. A doença era para ele ocupação, emprego suplementar. O médico da Alfândega dissera-lhe que certas formas reumáticas levam anos para ser dominadas, exigem adaptação e disciplina. Santos começou a cuidar do corpo como de uma planta delicada. E mostrou a d. Laurinha a nevoenta radiografia da coluna vertebral, com certo orgulho de estar assim tão afetado.
– Quando você ficar bom…
– Não vou ficar. Tenho doença para o resto da vida.
Para d. Laurinha, a melhor maneira de curar-se é tomar remédio e entregar o caso à alma do padre Eustáquio, que vela por nós. Começou a fatigar-se com a importância que o reumatismo assumira na vida do marido. E não se amolou muito quando ele anunciou que ia internar-se no Hospital Gaffrée Guinle.
– Você não sentirá falta de nada, assegurou-lhe Santos. Tirei licença com ordenado integral. Eu mesmo virei aqui todo começo de mês trazer o dinheiro.
(...) Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos. Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo, que nem melhorava nem matava. A visita não era de todo desagradável, desde que a doença deixara de ser assunto. Ela notou como a vida de hospital pode ser distraída: os internados sabem de tudo cá de fora.
– Pelo rádio — explicou Santos. (...)
Santos veio um ano, dois, cinco. Certo dia não veio. D. Laurinha preocupou-se. Não só lhe faziam falta os cruzeiros; ele também fazia. Tomou o ônibus, foi ao hospital pela primeira vez, em alvoroço.
Lá ele não era conhecido. Na Alfândega informaram-lhe que Santos falecera havia quinze dias, a senhora quer o endereço da viúva?
– Sou eu a viúva — disse d. Laurinha, espantada.
O informante olhou-a com incredulidade. Conhecia muito bem a viúva do Santos, d. Crisália, fizera bons piqueniques com o casal na ilha do Governador. Santos fora seu parceiro de bilhar e de pescaria. Grande praça. Ele era padrinho do filho mais velho de Santos. Deixara três órfãos, coitado.
E tirou da carteira uma foto, um grupo de praia. Lá estavam Santos, muito lépido, sorrindo, a outra mulher, os três garotos. Não havia dúvida: era ele mesmo, seu marido. Contudo, a outra realidade de Santos era tão destacada da sua, que o tornava outro homem, completamente desconhecido, irreconhecível.
– Desculpe, foi engano. A pessoa a que me
refiro não é essa — disse d. Laurinha,
despedindo-se.
ANDRADE, Carlos Drummond. Disponível
em: https://contobrasileiro.com.br/o-outromarido-cronica-de-carlos-drummond-deandrade/ (Adaptado)
O processo de formação da palavra “esfarelar” está corretamente apontado em:
Assinale a alternativa a seguir em que a palavra destacada possui o mesmo processo de formação da palavra destacada no trecho anterior.
I. A palavra foi formada por derivação prefixal a partir de uma forma verbal no particípio. II. Um sinônimo possível, na situação em que ocorre no texto, seria “intrínsecas”. III. Quanto à acentuação tônica, a palavra é classificada como proparoxítona.
Quais estão corretas?
(Azedume, Los Hermanos.)
Sobre o processo de formação das palavras em destaque no excerto acima, temos:
I-Aquela moça tem um andar charmoso. (regressiva).
II – Voltamos ao entardecer (prefixal e sufixal)
III- O sim da noiva espalhou-se por toda a igreja (imprópria)
IV- Infelizmente, não fomos à inauguração da praça. (parassintética)
V- Tempero salada com bastante vinagre. (aglutinação)
O coração de Dom Pedro I chegou ao Brasil na manhã desta segunda-feira (22), para as comemorações do Bicentenário da Independência.
O recipiente com o órgão embalsamado do antigo imperador pousou na Base Aérea de Brasília em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).
Em uma viagem cujas despesas foram assumidas pelo Brasil, é a primeira vez que o coração deixa Portugal desde a morte de Dom Pedro I, em 1834.
LOPES, Léo; AMARAL, Luciana. Coração de Dom Pedro I chega ao Brasil para Bicentenário da Independência. In: CNN Brasil. Nacional, 22 ago. 2022. Disponível em: https://www. cnnbrasil.com.br/nacional/coracao-de-dom-pedro-i-chega-aobrasil-para-bicentenario-da-independencia/. Acesso em: 22 ago. 2022.
O termo destacado no texto é formado pelo processo de
Fernando de Noronha.
O parque marinho torna o arquipélago um destino "eco" por excelência.
Ainda que muitos (como eu) possam ver em Noronha o nosso pedacinho de Caribe, as autoridades, os ecologistas e os mergulhadores veem em Noronha um destino "eco", mesmo sem muitas atividades, afora mergulhar e assistir a palestras de ecologistas e biólogos. A visita ao aquário natural da Praia da Atalaia agora é limitada a quem chegue a pé. podem-se avistar golfinhos de manhã cedo e nadar próximo a tartarugas na Praia do Sueste (com os monitores do Tamar ). A grande ameaça ao equilíbrio da ilha está na entrada de Noronha, na rota dos cruzeiros. A liberação de pousadas de charme até hoje não foi bem recebida pela população local. Mas a chegada do conforto e do charme fez à ilha, que aos poucos vai perdendo o ar militar de outros tempos.
(Revista Época, 27 out. 2008, p. 84-85)
Em relação às classes de palavras, indique a que família pertencem as palavras: arquipélago, pedacinho, Tamar. Assinale a alternativa com a classificação correta, respectivamente:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Enxaqueca não é só dor de cabeça
Os sintomas de enxaqueca estão fortemente associados à dor de cabeça - que pode, muitas vezes, ser incapacitante -, mas não se restringem a apenas isso. Entre outras repercussões, pacientes enxaquecosos podem apresentar, também, dores no pescoço e até mesmo na musculatura dos ombros. Isso é o que aponta um estudo publicado na Cephalalgia, a revista oficial da International Headache Society (IHS), que avaliou o músculo trapézio, na região dos ombros, de pessoas com enxaqueca, a partir de exames de ressonância magnética.
No estudo, foram avaliados vinte e um indivíduos com enxaqueca e vinte e duas pessoas saudáveis, sem histórico da doença, para se estabelecer o comparativo. Nos resultados, os pesquisadores verificaram que todos aqueles com enxaqueca tinham pontos de gatilho miofasciais no músculo trapézio, além de sinais que indicavam processos inflamatórios na musculatura.
"A enxaqueca é uma queixa extremamente comum e, frequentemente, está associada a outras dores. A anamnese desses pacientes inclui a investigação de dores nos ombros, na face e na coluna cervical, quase sempre confirmadas por eles. Alguns pacientes com dores crônicas 'selecionam' a dor mais intensa, no caso, a dor de cabeça, e às vezes, não se dão conta de outras dores associadas", diz o médico neurologista Paulo Faro, especialista em cefaleia e membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Faro ressalta que a cervicalgia, dor no pescoço, por exemplo, é frequente em pacientes com enxaqueca. "Há evidências de processos inflamatórios no músculo trapézio e isso é muito visto na prática clínica. O estudo em questão veio reforçar esse achado."
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2022/05 /enxaqueca-nao-e-so-dor-de-cabeca.html. Adaptado.)
'Entre outras repercussões, pacientes enxaquecosos podem apresentar dores no pescoço e até mesmo na musculatura dos ombros.'
Assinale a opção CORRETA.

I. Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT.
II. Diário Oficial da União – DOU.
III. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAP.
Quais estão corretas?
Leia o texto e responda a questão.

À medida que vencemos a covid-19, com diminuição dos números da doença em todo o Brasil, cresce a flexibilização das restrições trazidas pela pandemia, o que aumenta a circulação de outros vírus respiratórios, como a influenza.
Com a possiblidade de circulação dos dois vírus, influenza e covid-19, é hora de ter atenção redobrada com as pessoas mais vulneráveis a essas doenças. A vacina vai reduzir a carga da doença, prevenindo hospitalizações, mortes e consultas ambulatoriais, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde.

Já a vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação do vírus no país, minimizando a carga da doença e protegendo a população, em especial as nossas crianças, que são mais vulneráveis, e os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição ao vírus.
Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-dasaude/2022/vacinacao-contra-gripe-e-sarampo/a-importancia-da-vacina

