Questões de Concurso Sobre fonologia em português

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Q4277672 Português
Crônica, de Martha Medeiros.

Leia o texto para responder à próxima questão.

Num antigo prédio onde morei, havia um porteiro muito gentil, mas que falava um idioma indecifrável. Vogais e consoantes embolavam-se de tal modo que qualquer coisa que ele dissesse parecia turco. O senhor pode repetir, seu Gomes? Vorwitzj shurtkwzç halytqjh. Sei, sei, obrigada, seu Gomes. E eu entrava no prédio sem saber se o elevador estava enguiçado, se a vizinha havia cometido suicídio ou se tinham assaltado meu apartamento.
Igualmente enigmáticos são certos depoimentos de políticos. Falam em português, sem dúvida, mas falta uma simetria com os fatos apurados. "Esta assinatura não é minha." "Não tenho dinheiro em paraíso fiscal." "Sou e sempre fui um cidadão honesto".
Legendas, please. Eu não compreender.
Agora, intraduzíveis mesmo são os diálogos entre marido e mulher. Ele diz que vai se atrasar 10 minutos e ela conclui: ele tem outra. Ele diz que está com saudade e ela retruca: então por que só me ligou uma vez hoje? Ele diz que está infeliz no emprego e ela: não vem com frescura, o aluguel vai aumentar. Ele diz que a ama e ela: "Repete".
"Eu te amo."
"Ah, diz de novo."
"Te amo."
"Mais uma vez."
"Te amo, caramba!"
"Eu sabia, você não me ama mais, se irrita por qualquer coisinha."
Mas voltando ao assunto inicial desta crônica: soube que o mercado cinematográfico está colocando à disposição um número cada vez maior de cópias dubladas, não apenas de filmes infantis, o que se explica, mas também de filmes para adultos. E o público está aplaudindo a tendência, pois, segundo pesquisa, preferem mesmo assistir ao filme direto em português. Uma pena. Entendo que se queira facilitar a vida, mas quando se quer facilitar demais, perde-se algumas pequenas sofisticações, hoje cada vez mais raras. 
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto (prédio, saudade, paraíso) são respectivamente:
Alternativas
Q4277352 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial.

Com base no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4274055 Português
A separação silábica na língua portuguesa observa critérios previstos pela gramática normativa para a organização das sílabas, considerando o comportamento dos encontros vocálicos e consonantais na estrutura das palavras (BECHARA, 2024).
Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. Na divisão silábica ortográfica, os encontros consonantais formados por consoante seguida de "l" ou "r", como em pla-na e pra-to, permanecem na mesma sílaba.

PORQUE

II. Esses encontros consonantais constituem grupos inseparáveis na estrutura silábica da língua portuguesa, pois seus elementos integram a mesma unidade sonora na formação da sílaba.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4272667 Português
"Índices de ensino fundamental, tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais. Contudo, quando se trata da etapa ensino médio, o Nordeste surge um pouco mais tímido entre os estados com melhores notas, sendo o Piauí com 4,9 em 3º lugar, dividido com o Espírito Santo; seguido de Pernambuco com 4,8; e o Ceará em 6º com 4,7."

Considerando as regras de acentuação do vocábulo 'Piauí', analise as asserções a seguir:

I.A palavra 'Piauí' manteve o acento gráfico mesmo após o Novo Acordo Ortográfico, ainda que o 'i' tônico da última sílaba seja antecedido de ditongo ('au').
PORQUE
II.As alterações promovidas pelo Acordo Ortográfico quanto à supressão do acento em 'i' e 'u' tônicos antecedidos de ditongo restringiram-se exclusivamente às palavras paroxítonas, e 'Piauí' classifica-se como oxítona.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4272514 Português
Leia para responder à questão:


No panteão dos vilões mais icônicos da literatura fantástica contemporânea, poucos personagens despertam tanto fascínio e repulsa quanto Bellatrix Lestrange, a mais devota e perigosa Comensal da Morte do universo de Harry Potter.

Nascida Bellatrix Black, em uma das famílias mais antigas e tradicionais da pureza sanguínea, ela personifica a decadência moral da aristocracia bruxa, trocando o prestígio ancestral por uma devoção cega e doentia a Lord Voldemort, a quem servia como uma sacerdotisa em um culto macabro. Diferentemente de outros seguidores movidos pelo medo ou pela ambição, Bellatrix amava a causa das trevas com uma paixão arrebatadora e quase erótica, encontrando na crueldade e na tortura não apenas um dever, mas uma forma suprema de prazer, como demonstrou ao aplicar a Maldição Cruciatus em Frank e Alice Longbottom até que ambos perdessem a sanidade. Sua risada estridente, seus olhos esbugalhados de fanatismo e sua varinha desferindo feitiços assassinos com uma elegância sádica tornaram-na uma força da natureza caótica e destrutiva, cuja lealdade a Voldemort – ao contrário de muitos – jamais vacilou, nem mesmo diante dos longos anos de aprisionamento em Azkaban, onde os dementadores apenas reforçaram sua insanidade em vez de quebrar seu espírito.

O ápice de sua trajetória sombria, no entanto, revela não apenas sua ferocidade, mas também as trágicas contradições que a definiam como personagem – uma mulher capaz de matar o próprio primo, Sirius Black, com um feitiço que o lançou para além do Véu da Morte, e de guardar a taça de Helga Hufflepuff no cofre de seu banco com a precisão de uma estrategista, enquanto exalava o desprezo mais profundo por qualquer ser que não ostentasse sangue puro. A Batalha de Hogwarts, onde finalmente encontrou seu fim, foi o palco de sua última e mais memorável performance: confrontada por Molly Weasley, a mãe amorosa que ela desprezava, Bellatrix subestimou o poder do amor e da proteção materna – forças que, ironicamente, sempre foram a antítese de sua existência – e tombou sob o feitiço que a transformou em pó, encerrando a vida de uma bruxa cujo legado é o exemplo mais assustador de como a ideologia pode corromper a alma humana. Mais do que uma simples antagonista, Bellatrix Lestrange permanece como um espelho distorcido do que há de mais sombrio na natureza humana: a renúncia total à própria identidade em nome de uma causa que promete poder, mas entrega apenas aniquilação.

Sua história inquieta porque nos força a encarar a inquietante verdade de que os maiores monstros não são aqueles que agem por maldade pura, mas aqueles que, por amor a uma ideia, transformam o amor em ódio e a vida em instrumento da morte. 
A palavra bruxa, utilizada no texto, é escrita corretamente com X. Isso não ocorre em:
Alternativas
Q4268001 Português

As lições do quase



Por Helô Bacichette



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/as-licoes-do-

quase-cmrz4vd8v01sj014c4d62vmy5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Considerando os aspectos fonéticos e fonológicos das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
“Há poemas que contam histórias, contos que respiram como poemas, romances feitos de pequenas crônicas”. 
Alternativas
Q4262602 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão abaixo, que a ele se refere. 


Disponível em: https://retalhosinterativos.wordpress.com/tag/armandinho/. Acesso em: 20 jun. 2026.


Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as características linguísticas da palavra “extração”, presente no primeiro quadro.
I- Quanto ao número de sílabas, classifica-se como uma palavra trissílaba.
II- Quanto à posição da sílaba tônica, classifica-se como uma palavra oxítona.
III- Quanto ao processo de formação, classifica-se como uma palavra primitiva.
IV- Contém um sufixo “-ão”, o qual indica grau aumentativo.
V- Contém um sufixo “-ção”, o qual indica um processo.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4262599 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão abaixo, a que a ele se refere.

Texto 01


Proseando


    Eu ia indo, guiando meu carro, de Pocinhos do Rio Verde para Caldas, lá em Minas, quando vi, ao longe, na estrada, um bando de crianças que caminhava pelo acostamento. Chegando mais perto, pelo jeito delas, concluí que eram escolares. Sorriam, naquela manhã de sábado, como se estivessem indo para um piquenique. Crianças felizes. Eram pássaros livres. Chegando ainda mais perto tive uma explosão de alegria. Comecei a rir. Acenei para elas. Elas acenaram para mim. Percebi o que estavam fazendo: traziam sacos nas mãos e estavam catando o lixo acumulado à beira da estrada. Isso de catar lixo nas manhãs de sábado não está nos programas. E também não cai nas provas. Mas elas estavam fazendo aquilo que, talvez, elas já soubessem: que é preciso cuidar do mundo em que vivemos. Talvez soubessem, mas as inúmeras obrigações curriculares não lhes deixavam tempo livre para fazer o essencial. Tanto assim que aquilo que estavam fazendo era num sábado... Isso é sinal de esperança. Acho bom! 


ALVES, Rubem. Proseando. Disponível em: https://www.opergaminho.com.br/proseando. Acesso em: 20 jun. 2026.

Considere a passagem “Sorriam, naquela manhã de sábado, como se estivessem indo para um piquenique. Crianças felizes. Eram pássaros livres.” As palavras “sábado” e “pássaro”, presentes nessa passagem, foram acentuadas, de acordo com a norma, por serem 
Alternativas
Q4262435 Português

Leia o Texto II e responda à questão. 



Assinale a alternativa que contém uma palavra paroxítona e outra oxítona, nesta ordem: 

Alternativas
Q4262434 Português

Leia o Texto II e responda à questão. 



Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA classificação das palavras “Leão”, “seres” e “lactobacilos” quanto ao número de sílabas, respectivamente:

Alternativas
Q4262430 Português

Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


O mundo está ficando mais quente – e isso está afetando nossos cérebros


Ondas de calor têm tornados mais intensos com as mudanças climáticas e os cientistas buscam entender como o calor extremo muda a forma como nosso cérebro funciona


    O cérebro humano, em média, excedeu 1°C acima da temperatura corporal. Ainda assim, por ser um dos órgãos que mais consome energia no nosso corpo, ele produz uma quantidade específica de calor enquanto pensamos, lembramos de informações e reagimos ao mundo ao nosso redor.

    Isso significa que o corpo precisa trabalhar duro para manter o cérebro resfriado. A circulação sanguínea, por meio de uma complexa rede de vasos, ajuda a manter essa temperatura, levando embora o calor em excesso.

    Isso é necessário porque as células são extremamente sensíveis ao calor. E o funcionamento de algumas moléculas responsáveis ​​por transmitir mensagens entre essas células também parece depender da temperatura, ou seja, elas param de trabalhar de forma se o cérebro estiver muito quente ou muito frio.

    Embora as temperaturas extremas alterem a forma como nosso cérebro funciona – podendo, por exemplo, afetar nossa capacidade de tomar decisões e nos levar a assumir mais riscos – quem tem alguma condição neurológica costuma ser mais gravemente impactado.



Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/12/28/o-mundo-esta-ficando-mais-quente-e-isso-esta-afetando-nossos-cerebros.ghtml. Acesso em: 04 jan. 2026 [adaptado]. 


Quanto à tonicidade, assinale a alternativa que indica a CORRETA classificação das palavras “células” e “extremamente”, respectivamente.

Alternativas
Q4262429 Português

Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


O mundo está ficando mais quente – e isso está afetando nossos cérebros


Ondas de calor têm tornados mais intensos com as mudanças climáticas e os cientistas buscam entender como o calor extremo muda a forma como nosso cérebro funciona


    O cérebro humano, em média, excedeu 1°C acima da temperatura corporal. Ainda assim, por ser um dos órgãos que mais consome energia no nosso corpo, ele produz uma quantidade específica de calor enquanto pensamos, lembramos de informações e reagimos ao mundo ao nosso redor.

    Isso significa que o corpo precisa trabalhar duro para manter o cérebro resfriado. A circulação sanguínea, por meio de uma complexa rede de vasos, ajuda a manter essa temperatura, levando embora o calor em excesso.

    Isso é necessário porque as células são extremamente sensíveis ao calor. E o funcionamento de algumas moléculas responsáveis ​​por transmitir mensagens entre essas células também parece depender da temperatura, ou seja, elas param de trabalhar de forma se o cérebro estiver muito quente ou muito frio.

    Embora as temperaturas extremas alterem a forma como nosso cérebro funciona – podendo, por exemplo, afetar nossa capacidade de tomar decisões e nos levar a assumir mais riscos – quem tem alguma condição neurológica costuma ser mais gravemente impactado.



Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/12/28/o-mundo-esta-ficando-mais-quente-e-isso-esta-afetando-nossos-cerebros.ghtml. Acesso em: 04 jan. 2026 [adaptado]. 


Assinale a alternativa que indica a CORRETA separação silábica das palavras sublinhadas no fragmento: “Isso é necessário porque as células cerebrais são extremamente sensíveis ao calor”.

Alternativas
Q4261916 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
Analise as afirmativas: 

I – Na palavra “pequeno”, há dígrafo vocálico.   II – Na palavra “vermelho”, há dígrafo consonantal.   III – Na palavra “comoção”, há dígrafo vocálico.   
Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)? 
Alternativas
Q4261912 Português
Você costuma adiar encontros com as pessoas que importam na sua vida?


       Vivemos com a soberba de quem se julga imortal. Consolados pela falsa _ _ _ _ _ _ _ de que o tempo é um recurso elástico e infinito, desenvolvemos uma assustadora _ _ _ _ _ _ _ _ _ com a ausência.
      Protegidos por agendas _ _ _ _ _ _ _ _ _ urgentes, adiamos o café com o amigo de infância, o almoço de domingo com os pais, a visita ao idoso que nos viu crescer. Ligamos o piloto automático do "depois a gente se vê", como se a vida aceitasse prorrogações, como se aqueles que amamos estivessem congelados no tempo, à espera da nossa conveniência.
     Foi preciso que um homem imerso na lógica hiper produtiva do Vale do Silício sofresse um choque de lucidez para nos lembrar do óbvio. Greg McKeown, o autor que transformou o essencialismo em filosofia de vida, deparou com uma conta matemática devastadora.
    Vivendo longe dos pais, percebeu que, ao visitá-los apenas duas vezes por ano, ele os encontraria menos de 30 vezes durante o tempo de vida que presumivelmente lhes restava. Trinta. Um número ridiculamente pequeno, que cabe em uma folha de caderno, mas que carrega o peso de uma sentença.
     O homem habituado ..... métrica dos algoritmos descobriu de forma dolorosa ..... métrica mais analógica do mundo: ..... contagem regressiva do afeto.
     Logo depois, Rafael Santandreu, um psicólogo espanhol, decidiu materializar esse sobressalto estatístico em um experimento real. Reuniu as experiências de 40 pares de parentes ou amigos e, cruzando a frequência de seus encontros com a expectativa de vida de cada um, calculou matematicamente quantos dias — e, em alguns casos, quantas míseras horas — restavam de convívio real entre eles, antes que um dos dois morresse.
     A tese central que ele defendeu nesse projeto é profundamente humana: o nosso cérebro é programado para ignorar a finitude da vida, dando-nos a falsa ilusão de que sempre haverá um amanhã para adiar os encontros com quem realmente importa.
     A revelação daqueles números da matemática fria provocou uma comoção avassaladora. Ao verem a frieza do cálculo estampado numa tela, aquelas pessoas não choraram pelo medo da morte, mas pelo peso insuportável do desperdício.
    Perceberam, num lampejo, que a distância que as separava de quem amavam não era geográfica, mas cronológica. E que a contabilidade da vida não perdoa os distraídos.
     Essa aritmética cruel serve como um severo autopoliciamento para o tempo de convívio que estamos jogando no lixo diariamente. Trocamos o calor da presença, o olho no olho e o privilégio do silêncio compartilhado por interações gélidas em telas frias.
    Mandamos um emoji de coração vermelho para blindar a nossa ausência e acreditamos, piamente, que estamos presentes. Não estamos. Gerenciar o tempo não deveria ser sobre produzir mais para o mercado, mas sobre reservar o melhor de nossa energia para quem dá sentido à nossa vida.
    Então, estamos todos convocados: vamos pôr em dia nossa própria contabilidade afetiva. Descubra quantos almoços restam, quantas conversas na varanda ainda são possíveis, quantos abraços cabem no horizonte que nos sobra.
     Se a vida é mesmo um sopro, que a gente pare de sufocar na solidão a magia dos abraços, sacudidos ou silenciosos, dos nossos incalculáveis encontros urgentes. Porque a urgência desses encontros tem prazo de validade. E se esse prazo expirasse no primeiro sábado do mês que vem?


Texto Adaptado.  
 Sobre a tonicidade das palavras, associe corretamente o bloco inferior ao superior. 
1. Oxítona  2. Paroxítona  3. Proparoxítona  
(  ) pares  (  )  medo  (  )  cérebro  (  )  calor  (  )  sufocar 

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
Alternativas
Q4259215 Português

As janelas iluminadas

Por Magali Moraes



(Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/dia-a-dia/noticia/2026/07/magali-moraes-e-as-janelasiluminadas-cmrjf1n5t004k013a0p7hp1xu.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa em que a sílaba tônica da palavra “restaurante” tenha sido corretamente destacada.
Alternativas
Q4259214 Português

As janelas iluminadas

Por Magali Moraes



(Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/dia-a-dia/noticia/2026/07/magali-moraes-e-as-janelasiluminadas-cmrjf1n5t004k013a0p7hp1xu.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa em que a divisão silábica da palavra “mosquitinho” está correta.
Alternativas
Q4258198 Português
O valor da cooperação na segurança pública


    A segurança pública contemporânea superou a antiga visão de que o combate à criminalidade é uma atribuição exclusiva das forças policiais atuando de forma isolada. Hoje, compreende-se que a preservação da ordem e a garantia da incolumidade das pessoas dependem de um arranjo estruturado que envolve a cooperação mútua entre o Estado e a sociedade civil. Esse modelo compartilhado de gestão exige dos órgãos públicos uma constante modernização de seus processos de comunicação e inteligência.
    Um dos principais caminhos para a consolidação dessa dinâmica é o fortalecimento de conselhos comunitários de segurança. Nesses espaços, os cidadãos apontam as demandas prioritárias de seus bairros, enquanto as corporações militares e civis apresentam dados estatísticos e alinham estratégias operacionais preventivas. Essa integração qualifica as ações governamentais e desenvolve um ambiente de mútua confiança, essencial para a redução dos índices de violência urbana.
       No entanto, o sucesso dessas iniciativas de integração institucional esbarra na necessidade de investimentos contínuos em tecnologia e na capacitação dos agentes de segurança. A troca de informações em tempo real e o mapeamento de manchas criminais exigem sistemas integrados que superem as barreiras burocráticas entre os entes federativos. Assim, a busca por eficiência operacional deve caminhar lado a lado com o respeito intransigente aos direitos fundamentais e à transparência pública.


LIMA, Renato Sérgio de. Segurança pública e governança democrática no Brasil. São Paulo: Contexto, 2021. Adaptado
Os vocábulos pública, mútua e além recebem acento gráfico com base nas regras gramaticais vigentes. Assinale a alternativa em que as palavras apresentam, respectivamente, a mesma justificativa de acentuação.
Alternativas
Q4257741 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil


    Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária, dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu 15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.

    Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.

     Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.


Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
Considerando as regras de acentuação gráfica e de emprego do hífen vigentes, analise as palavras “pós-verdade” e “saúde”, extraídas do trecho “Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade [...] com repercussões diretas sobre a saúde coletiva [...]”. A justificativa correta para os fenômenos ortográficos nelas observados está em:
Alternativas
Q4257644 Português

"A conscientização sobre o uso responsável da tecnologia contribui para a construção de uma sociedade mais ética e participativa."



Considerando os conceitos de encontros vocálicos (ditongo, tritongo e hiato) e encontros consonantais, assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q4257454 Português

Considerando as palavras abaixo e a relação entre letras e fonemas, assinale a alternativa CORRETA:


Chuva – Táxi – Excesso – Casa.

Alternativas
Respostas
141: C
142: C
143: E
144: D
145: C
146: B
147: B
148: E
149: A
150: D
151: B
152: B
153: B
154: E
155: C
156: B
157: B
158: A
159: B
160: D