Questões de Concurso
Sobre fonologia em português
Foram encontradas 6.120 questões
Produção agrícola maior deve fortalecer geração de bioenergia.
Episódios recentes envolvendo rotas marítimas próximas ao Estreito de Ormuz — corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — retomou o debate sobre a segurança da oferta global de energia, desde o abastecimento aos preços dos fretes, da inflação energética e estabilidade logística.
O Brasil aparece como um caso particular entre as grandes economias: ao mesmo tempo em que o mercado global acompanha a volatilidade do petróleo, o país amplia a produção agrícola e, com ela, a oferta potencial de matérias-primas para energia renovável. A avaliação é da Fex Agro da rede de revendas de insumos em Mato Grosso.
Segundo o CEO da empresa, Daniel Barbosa, o avanço da colheita de grãos amplia a oferta de ativos energéticos ligados ao agronegócio brasileiro é uma oportunidade para que o país avance na geração de alternativas, como os biocombustíveis.
"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação muito difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva", afirma.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam avanço consistente da safra, com mais de 50% da área de soja, principal cultura agrícola do país, colhida.
O executivo se demonstra otimista ao defender que a expansão da produção agrícola reforça a disponibilidade de insumos para diferentes rotas energéticas. "O país colhe grãos, mas também amplia a oferta de matéria-prima para etanol, biodiesel, biometano e novas alternativas energéticas. Poucos países possuem um programa de biocombustíveis tão avançado quanto o brasileiro, o que aumenta a resiliência diante de choques externos", ressalta.
A discussão ganha relevância no momento em que o setor de biocombustíveis apresenta propostas para acelerar a transição energética no país, após a COP30, evento que culminou no documento "Fósseis", com etapas de transição até 2040.
O documento sugere ampliar o uso de etanol, biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF), biometano, produzido a partir de resíduos agropecuários, especialmente em regiões produtoras, e hidrogênio de baixa emissão de carbono.
Para a Fex Agro, a atual conjuntura internacional tende a reforçar a relevância desse modelo energético. "Quando petróleo, frete e segurança logística voltam ao centro do debate global, países capazes de produzir energia a partir do próprio campo passam a ter outro peso econômico. O Brasil já tem essa estrutura e ainda possui espaço para expandi-la", afirma o executivo.
Barbosa também defende maior visibilidade internacional para a sustentabilidade da produção agrícola brasileira. Segundo ele, a legislação ambiental e o modelo de preservação adotado pelos produtores ainda são pouco reconhecidos fora do país.
O etanol brasileiro permanece como um dos pilares da transição. Além da produção tradicional a partir da cana-de-açúcar, cresce o modelo baseado no milho, no qual a fabricação do biocombustível ocorre junto à geração de DDG, insumo proteico utilizado na nutrição animal.
"O milho sintetiza bem esse novo entendimento sobre as energias renováveis: da mesma matéria-prima saem energia, proteína e valor industrial. É uma cadeia que responde simultaneamente a três demandas globais — energia, alimento e eficiência produtiva", afirma Barbosa.
https://www.cnnbrasil.com.br/agro/producao-agricola-maior-deve-fortale cer-geracao-de-bioenergia/
"Num ambiente em que o mundo volta a perceber o quanto ainda depende do petróleo, o Brasil apresenta uma combinação difícil de replicar: uma safra em grande escala, uma base energética renovável consolidada e capacidade industrial para agregar valor dentro da própria cadeia produtiva, afirma."
Considerando as características fonológicas, ortoépicas e prosódicas dos vocábulos presentes no texto, bem como de palavras fora desse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. No vocábulo 'Brasil', a letra 's' representa o fonema /z/, valor fonético que também se observa na palavra 'apresenta'.
II. Os vocábulos 'que' e 'quanto' apresentam dígrafos consonantais, isto é, o encontro de duas letras que, ao serem pronunciadas, emitem apenas um som, formando, portanto, um único fonema.
III. O vocábulo 'presente' apresenta encontro consonantal inseparável e dígrafo vocálico, ao passo que 'própria' apresenta encontro consonantal e encontro vocálico, o qual, a depender da realização fonética, pode ser interpretado como hiato ou ditongo.
IV. O vocábulo 'volta' é um exemplo em que, devido ao processo de vocalização do /l/ em muitas regiões do Brasil, verifica-se, no plano fonético, a ocorrência de um ditongo.
V. A Ortoépia corresponde ao estudo que estabelece as normas relativas à pronúncia correta das palavras em uma determinada língua. O emprego da forma 'cabelereiro' exemplifica um caso relacionado a esse estudo.
Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.
Como a água se tornou arma de guerra na luta dos EUA e Israel contra o Irã.
As cenas de numerosos romances e filmes distópicos apresentando conflitos com cenários de redução dos recursos naturais podem não estar muito longe da realidade, principalmente durante a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Como era previsível, a guerra gira, em parte, em torno do petróleo, um recurso associado há muito tempo às intervenções ocidentais na região.
Mas, à medida que o conflito se amplia e atinge os vizinhos do Golfo, analistas afirmam que outro recurso vulnerável se tornou um possível ponto de tensão: a água.
O Golfo detém apenas 2% das fontes globais renováveis de água potável.
A região depende muito da dessalinização, principalmente com as pressões geradas pelo crescimento da indústria petrolífera, a partir dos anos 1950, e seu impacto sobre fontes que já eram limitadas.
O Instituto Francês de Relações Internacionais indica que 90% da água do Kuwait vem da dessalinização. Este índice é de 86% em Omã, 70% na Arábia Saudita e 42% nos Emirados Árabes Unidos.
"Em 2021, o volume total de produção das usinas de dessalinização, que retiram água do Golfo, foi de mais de 20 milhões de metros cúbicos por dia, o equivalente a 8 mil piscinas olímpicas diariamente", declarou Will Will Le Quesne, do Centro de Ciências do Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Omã, ao programa de rádio Newsday, do Serviço Mundial da BBC.
A produção agrícola e de alimentos também depende da água dessalinizada do Golfo. As reservas subterrâneas, normalmente empregadas para irrigação, foram seriamente esgotadas em toda a região.
Esta dependência faz da infraestrutura de abastecimento de água uma vulnerabilidade estratégica, que tanto os Estados Unidos quanto o Irã aparentemente desejam explorar.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq57xlev6pzo-fr agmento
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.
Como a água se tornou arma de guerra na luta dos EUA e Israel contra o Irã.
As cenas de numerosos romances e filmes distópicos apresentando conflitos com cenários de redução dos recursos naturais podem não estar muito longe da realidade, principalmente durante a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Como era previsível, a guerra gira, em parte, em torno do petróleo, um recurso associado há muito tempo às intervenções ocidentais na região.
Mas, à medida que o conflito se amplia e atinge os vizinhos do Golfo, analistas afirmam que outro recurso vulnerável se tornou um possível ponto de tensão: a água.
O Golfo detém apenas 2% das fontes globais renováveis de água potável.
A região depende muito da dessalinização, principalmente com as pressões geradas pelo crescimento da indústria petrolífera, a partir dos anos 1950, e seu impacto sobre fontes que já eram limitadas.
O Instituto Francês de Relações Internacionais indica que 90% da água do Kuwait vem da dessalinização. Este índice é de 86% em Omã, 70% na Arábia Saudita e 42% nos Emirados Árabes Unidos.
"Em 2021, o volume total de produção das usinas de dessalinização, que retiram água do Golfo, foi de mais de 20 milhões de metros cúbicos por dia, o equivalente a 8 mil piscinas olímpicas diariamente", declarou Will Will Le Quesne, do Centro de Ciências do Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura de Omã, ao programa de rádio Newsday, do Serviço Mundial da BBC.
A produção agrícola e de alimentos também depende da água dessalinizada do Golfo. As reservas subterrâneas, normalmente empregadas para irrigação, foram seriamente esgotadas em toda a região.
Esta dependência faz da infraestrutura de abastecimento de água uma vulnerabilidade estratégica, que tanto os Estados Unidos quanto o Irã aparentemente desejam explorar.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq57xlev6pzo-fr agmento
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq57xlev6pzo-fragmento
Considerando os aspectos fonéticos, prosódicos e ortoépicos dos vocábulos, analise atentamente as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo 'intervenções' é polissílabo e caracteriza-se por correspondência direta entre grafemas e fonemas, apresentando igual número de letras e sons articulados.
II. A prosódia estuda a pronúncia correta das palavras quanto à posição da sílaba tônica. Considerar vocábulos como 'ambrosia', 'pudica' e 'gratuito' como paroxítonas constitui um erro chamado silabada.
III. O vocábulo 'guerra' contém dois dígrafos consonantais, ou seja, dois pares de letras que correspondem a um único fonema cada.
IV. A ortoépia estuda a pronúncia adequada das palavras de acordo com o padrão culto da língua. Exemplos de vocábulos pronunciados corretamente são: rustrado, mendigo, afroxar e impecilho.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
A medida representa um marco histórico e coloca o RS como projeto-piloto da iniciativa no Brasil.
I. O vocábulo histórico apresenta correspondência exata entre o número de letras e o número de fonemas.
II. As formas verbais representa e coloca encontram-se conjugadas no presente do indicativo.
III. O segmento um marco histórico exerce a função de objeto indireto do verbo representa.
Está CORRETO o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aluno e professora criam tecido com bagaço da cana-de-açúcar, em Goiás.
Uma professora e um aluno da rede pública de educação de Goiás
desenvolveram um tecido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, com potencial
para uma futura produção têxtil. O projeto, que une experimentação científica e
sustentabilidade, foi selecionado para representar o estado em uma feira de
bioinovação que acontecerá em novembro, na Bahia.
Professora de Biologia no Centro de Ensino em Período Integral (Cepi)
Osvaldo da Costa Meireles, em Luziânia, Gabrielle Rosa Silva, de 29 anos,
explicou ao g1 que a ideia surgiu durante pesquisas, na escola, sobre o
desenvolvimento de algum produto através de material comumente descartado.
Foram a inquietude e a curiosidade de Thiago Alves dos Santos, seu aluno
do terceiro ano do ensino médio, que levaram ao resultado final. Como eles já
haviam desenvolvido um papel à base de folhas de pequi, o estudante perguntou
se seria possível produzir também tecido a partir do material.
Em entrevista ao g1, Thiago disse que, ao ver o projeto indo tão longe, a
sensação é de orgulho. Ele conta que levou a ideia para a professora quando
começou a perceber o quanto a indústria têxtil polui e o quanto o consumo de
roupas tem crescido de forma tão exacerbada.
O jovem diz que considera a seleção do projeto para a exposição na Bahia
uma conquista enorme. "No começo, eu não acreditava que poderia ir tão
longe, principalmente por ser um projeto desenvolvido em uma escola pública e
com poucos recursos", afirmou.
Thiago destaca que ver tudo isso dando certo mostra que a ciência pode
mudar a realidade. "E também que pequenas ideias, quando feitas com
dedicação, podem gerar grandes impactos para a sustentabilidade e o futuro do
planeta", completou.
Segundo a professora, o processo de produção envolve, após higienização,
a preparação da biomassa. "A gente extrai a celulose e depois faz como se
fosse uma dissolução porque aquele bagaço é rígido e tem que ficar no caso um
pouquinho mais, digamos, emoliente", explica.
Só no processo de extração da celulose são necessárias cerca de três
horas. O procedimento utiliza água e soda cáustica sob temperatura constante de
80ºC para quebrar os compostos orgânicos e liberar a celulose. Em seguida, é
feita a clarificação do material com água oxigenada.
O passo seguinte é o que ela chama de "formação", quando o
bagaço deixa o aspecto rígido e passa a apresentar consistência fibrosa.
"Fica como se fosse um mini algodão. Então, a gente faz o processo de
fiação, que é a formação de um fio. Depois, a gente faz os ajustes finais.
Demora um pouquinho, mais ou menos uns 10 dias para fazer tudo", detalhou
Gabrielle.
Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que
representa o setor sucroalcooleiro, dão uma ideia do potencial da ideia caso
ela, um dia, ganhe escala industrial. Segundo a entidade, o Centro-Sul do país
processou cerca de 679,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra
2024/25. Cada tonelada de cana moída gera, em média, cerca de 250 kg de bagaço.
Assim, estima-se a geração de cerca de 170 milhões de toneladas de bagaço por
safra.
De acordo com a Unica, atualmente a maior parte do bagaço não é
descartada porque é aproveitada para cogeração de energia (térmica e elétrica)
nas próprias usinas. E uma parte menor pode ser usada em outros subprodutos,
como, por exemplo, ração animal.
Ainda assim, a entidade afirmou, em nota, que avalia como positivas iniciativas como a da professora Gabriella e do aluno Thiago, uma vez que "ampliam o uso sustentável dos resíduos da cana, por estarem alinhadas aos princípios de circularidade e bioinovação que o setor vem promovendo".
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2025/10/25/aluno-e-professora-criam-tecido-com-bagaco-da-cana-de-acucar-em-goias.ghtml
Levando em conta os aspectos fonológicos da língua, abrangendo a prosódia e a ortoepia, tanto dos vocábulos presentes no texto quanto de outros alheios a esse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. Nos vocábulos 'entrevista' e 'projeto', nota-se que os segmentos iniciais concorrem para uma articulação mais fluente: no primeiro, em razão da ocorrência de um dígrafo vocálico; no segundo, pela justaposição imediata de duas consoantes inseparáveis.
II. A letra 'u', quando ocorre após 'g' ou 'q', pode assumir diferentes comportamentos fonéticos: em certos casos, realiza-se como vogal ou semivogal, sendo efetivamente pronunciada, como em 'quando'; em outros, integra um dígrafo, não se manifestando na cadeia sonora, como em 'equino'.
III. Determinadas formas admitidas pelo sistema ortográfico comportam variações na grafia em razão de diferentes realizações fonéticas, como ocorre com 'abrupto', que pode ser registrado tanto com hífen (ab-rupto) quanto sem hífen (abrupto), sendo ambas as formas consideradas corretas.
IV. A silabada configura um desvio de prosódia que consiste no deslocamento indevido do acento tônico de uma palavra. Em muitos casos, por desconhecer a sílaba tônica correta, o falante acaba por não a pronunciar de forma adequada. Desse modo, vocábulos como 'ureter' e 'sutil' são corretamente pronunciados com acento tônico na última sílaba, ao passo que 'rubrica' e 'avaro' são, por vezes, indevidamente articulados como proparoxítonos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
( ) A palavra NEGÓCIO possui três sílabas, sendo separadas da seguinte forma: ne-gó-cio.
( ) A sílaba tônica da palavra NEGÓCIO e a última, o que a classifica gramaticalmente como uma palavra oxítona.
( ) A palavra NÃO é formada por apenas uma sÍlaba, sendo classificada como uma palavra monossílaba.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
“Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido”
Analisando o trecho da canção, é possível afirmar que:
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Com base nas palavras CHEGANDO, ISSO e EXISTE, que foram pronunciadas pelo personagem no interior dos balões da charge, assinale a alternativa CORRETA.
TEXTO 1
Em tempos de fórmulas, roteiros e dicas demais sobre como conquistar alguém, vou na direção contrária e evito qualquer coisa que pregue joguinhos, métodos baseados em frieza e desinteresse, chá de sumiço e essa baboseira toda.
Sou dos que simplificam tudo, mesmo as relações humanas sendo tão complexas.
Digo com todas as letras o que sinto.
Demonstro com todas as atitudes necessárias.
Mostro, comprovo, deixo completamente entendido.
Vai soar emocionado demais? Não ligo.
Vai parecer que sou fraco e vão tentar se aproveitar do que sinto?
Amadureci o bastante para saber identificar sinais e me proteger.
Vão fugir de mim, porque, hoje em dia, muita gente não sabe lidar com essa coragem? Livramento meu.
Ou vivo algo bacana, ou me poupo de viver algo que não vai me trazer o que mereço.
Ser fiel àquilo que sou é sempre um excelente jeito de resolver as coisas. Recomendo.
Fernandes, Victor. Pra você que é emocionado. São Paulo: Planeta do Brasil, 2024.
TEXTO PARA A QUESTÃO .
"Garota, o verão terminou e é hora de pensar, pra valer, em 2026"
Mandei um áudio para uma amiga que andava desolé por causa de um ficante e acabei me estendendo sobre outras coisas, eu parecia uma coach. Durou 8 minutos. Juro. Ela não respondeu. Perdi a amiga, pensei, até que ontem ela surgiu tão alvoroçada pelas minhas palavras que vou aproveitar que é Dia da Mulher e reproduzir o áudio que enviei a ela, com a devida permissão da destinatária (e numa versão editada, prometo).
“Garota, o verão terminou e é hora de pensar, pra valer, em 2026. Antes, vamos falar da fantasia que você criou com esse homem sem atrativos. A promessa não se cumpriu, nada prosperou, então chega de desperdício e foca no que ainda não aconteceu, mas vai. Abre teus chacras para a entrada de pessoas que possam gerar um encontro verdadeiro, basta de alimentar o papel de ‘amiguinha’, chega de ser tão educada, de responder mensagens banais. Desaparece, te dedica aos acasos com potencial para virarem acontecimentos.
Sei que você não gosta de falar de dinheiro, mas admita: você é sovina. Trate de gastar um pouco. Pare de economizar e vá fazer uma viagem, sua conta não vai zerar e ninguém vai morrer com sua ausência.
A passagem do tempo tem que ser enfrentada sem desespero. Daqui a 10 anos você vai sentir saudades de hoje, então mantenha os treinos na academia e a mente ativada, e mesmo que você já não se considere a beldade de antes (maldita autocrítica), ainda assim confie: atrações são despertadas mais pela nossa energia do que pela textura da pele. Cuide da saúde, desligue da aparência. O brilho do seu olhar dá conta.
Aquele cara que se apaixonou perdidamente por você alguns anos atrás, lembra dele? É, aquele. Mesmo tendo sido um caso rápido, cheio de senões, nutriu tua alma, havia ali sentimento de verdade, eterno como raramente é.
Os mistérios do amor já se apresentaram na tua vida. Você já teve amores longos, curtos, imperfeitos, genuínos, como são todas as relações, então agora o que precisa é fazer as pazes com a paz, chega de se apegar ao supérfluo. Invista na consistência. Respeite sua caminhada até aqui.
Os mistérios do amor já se apresentaram na tua vida. Você já teve amores longos, curtos, imperfeitos, genuínos, como são todas as relações, então agora o que precisa é fazer as pazes com a paz, chega de se apegar ao supérfluo. Invista na consistência. Respeite sua caminhada até aqui.
Sei que você já não enxerga redes de apoio, está frágil e insegura quanto à passagem do tempo, tudo é incerteza em frente. Mas é assim com todo mundo, ninguém contou? Volta para a terapia. Daí que é caro? Abra a mão, criatura.
Escuta esse áudio outra vez, agora na velocidade 1, não seja apressadinha. Mais paciência, menos ansiedade. Segue tua vida e, vá saber, talvez um _____ meio sujo estacione em frente à tua casa e alguém te convide para a aventura de ser ____ mulher que você ainda quer ser. Nova. Não na idade, mas no espírito, que não resseca nem enruga. Beijo!”
Autora: Martha Medeiros- GZH (adaptado).
Análise de impacto da licença compulsória de patentes na inovação tecnológica em saúde
A licença compulsoria desempenha um papel vital na garantia do direito à saúde, mitigando os efeitos negativos do monopólio de patentes no acesso a medicamentos. Ao reduzir custos, fortalecer a produção nacional e ampliar o acesso, a medida contribui diretamente para a sustentabilidade de programas de saúde pública e para a equidade no acesso a tratamentos essenciais. Contudo, seu sucesso depende de estratégias complementares, como o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação e a construção de alianças internacionais para enfrentar as pressões políticas e econômicas contrárias.
No caso do fármaco efavirenz, a licença compulsória de patente possibilitou ao Brasil uma economia significativa nos custos de aquisição, permitindo a ampliação do número de pacientes tratados no âmbito do Sistema Unico de Saúde. Além disso, reduziu a dependência de importaçôes e fortaleceu iniciativas de produção local.
Em suma, apesar de a licença compulsória enfrentar desafios técnicos e políticos, o referido instrumento tem sido crucial para assegurar o acesso a medicamentos essenciais, especialmente em países em desenvolvimento, de modo a garantir de forma ampla o direito à saúde, sem que isso resulte em prejuízos à inovação tecnológica na área.
A experiência brasileira com o efavirenz demonstra que o instrumento da licença compulsória de patentes pode, na verdade, fomentar a inovação, desde que acompanhado de investimentos em pesquisa e desenvolvimento voltados a fortalecer a base tecnologica local e a reduzir a dependência de importações.
Fonte. COELHQ T. C. Aná/ise de impacto da hcença compulsória de patentes na inovação tecnológica em saúde. B. Cient. ESMPU Brasília, ano 23 - n. 63, e-630/,jul.,tdez. 2024 (adaptado)
Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil
A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.
O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.
Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)
As palavras podem ser classificadas de acordo com a posição da sua sílaba tônica, ou seja, a sílaba pronunciada com maior intensidade. Na palavra álbum, amplamente utilizada no texto, a sílaba mais forte é a penúltima, classificando-se como:
Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil
A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.
O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.
Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)
A palavra figurinhas, retirada do texto, apresenta um dígrafo e deve ser dividida em sílabas da seguinte forma:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Por mais marmitas
Marmita. Palavra aportuguesada do francês. Por lá ela termina em “e”. Ou seja, é um galicismo nosso. Gosto muito da palavra marmita. Gosto mais ainda de chamá-la de quentinha, o que dá a impressão de ser comida cheia de afeto. Gosto também de farnel, porque dá ideia de comida com sustância que é para aguentar uma longa jornada fora de casa. Quase como se a gente pudesse carregar um pouquinho do aconchego caseiro para o cotidiano longe do lar. Todo mundo já comeu uma marmita na vida. Se não comeu, perdeu a chance de ser um pouco mais humilde.
Famílias inteiras neste país atravessaram anos com o auxílio da marmita. Aliás, tenho a impressão de que famílias que fazem ou fizeram uso da marmitex carregam algo de afeto, preocupação com quem vai passar o dia fora de casa. Seja por que ela é feita por uma mãe ou pai ou a própria pessoa. Também gosto de conservas, mas daí sou chata, porque gosto daquelas que são feitas em casa. Ou seja, que passam pelo mesmo cuidado com que uma marmita é feita. Coisa rara hoje em dia. Conserva de mercado é comida fake, é alimento morto. Só tem sódio. Você compra achando que é, mas se engana, não é não.
Sábado, envolvida numa atividade voluntária da causa animal, diante de um mercado da região, fiquei pensando que nós, pessoas, também poderíamos ser divididas entre os marmitas e os conservas. Em duas horas de trabalho encontrei algumas pessoas afetuosas. Algumas interessadas na causa, outras dispostas a escutar. Outras ainda, que apesar de não terem empatia pelos animais, foram educadas e respeitosas. Umas marmitas ambulantes. Gente que sai de casa e carrega consigo tempero e maciez para onde vai. São pessoas gentis que dão um alento em saber que existem sujeitos assim. O resto, desculpem, eram todas conservas com alto teor de (s)ódio. Uma gente corrosiva, grosseira, mal educada, arrogante, egoísta. Gente que aparenta por fora ser uma coisa, mas por dentro é outra.
Vamos lá, o mundo está difícil para todo mundo. Todos, em algum momento, se encontram diante de dificuldades, mas isso jamais poderá ser desculpa para se ser violento ou desrespeitoso com pessoas que nada tem a ver com o seu próprio caos. Estamos perdendo a noção do bom senso. Gente cozida na salmoura só conserva a casca, os nutrientes perdeu tudo. O fato de se apresentar num pote de vidro bonito e transparente nunca foi garantia de nada. Por isso, fico com as marmitas. Gente que não precisa aparentar nada e faz do mundo mais palatável e saboroso.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).



