Questões de Concurso Comentadas sobre fonologia em português

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Q3440104 Português
Vírus gigantes são encontrados pela primeira vez no gelo da Groenlândia, diz pesquisa.


    Pesquisadores da Universidade de Aarhus, da Dinamarca, encontraram pela primeira vez vírus gigantes na camada de gelo da Groenlândia. O organismo do grupo de DNA nucleocitoplasmático (NCLDV) pode estar ligado aos estudos de derretimento do gelo no Ártico.


    Esse tipo de vírus está presente globalmente e infecta as algas do ambiente marinho e de água doce. Mas, “há informações muito limitadas sobre a diversidade e a função ecossistêmica dos NCLDVs em habitats terrestres gelados”, apontou o estudo. Esses vírus encontrados na camada de gelo medem aproximadamente 2,5 micrômetros, sendo que vírus comuns podem chegar até 200 nanômetros — para comparação, 1 nanômetro equivale a 0,001 micrômetro.


    A pesquisa levantou a quantidade de genes de NCLDV presentes nos biomas, destacando abundância no Ártico. As amostras foram coletadas em camadas de neve verde e vermelha — colorações causadas por um crescimento de algas —, em sedimentos de “poeira” na superfície de geleiras e em pequenos pedaços de gelo.


    Os vírus se ligariam às algas que causam essa pigmentação na neve e que se encontram no gelo escuro, controlando o ambiente e causando a aceleração do derretimento das geleiras.

Fonte: Vírus gigantes são encontrados pela primeira vez no gelo da Groenlândia, diz pesquisa | CNN Brasil
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO apresente dígrafo: 
Alternativas
Q3438502 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Por que as cores mudam durante o pôr do sol? Astrônoma explica 



Pode parecer estranho, mas as cores do sol se põem com tempos diferentes. A luz solar, na verdade, é composta de todas as cores. Próximo ao meio-dia, vemos seus feixes na coloração branca, pois é como o cérebro interpreta essa mistura de cores. O ultravioleta, que tanto nos preocupa no verão, é também um dos tipos de luz que o sol emite, mas que nosso cérebro não consegue interpretar.


Uma das propriedades mais legais da luz é que ela muda de direção quando passa de um meio para o outro. Por exemplo, a água e o ar são meios diferentes. A luz que estava viajando pelo ar, quando adentra a água, muda de direção. O mesmo acontece quando ela sai da água para o ar. O efeito visual é que os objetos estão deslocados dentro da água.


As cores são desviadas por ângulos diferentes. Se pensarmos no arco-íris, as cores vermelhas são menos desviadas, ao passo que as cores mais próximas do azul e violeta são mais desviadas. Um prisma deixa isso muito claro: como elas sofrem deslocamentos diferentes, conseguimos separar um feixe branco de luz solar em diferentes cores.


A atmosfera funciona como um prisma. Quando os feixes de luz solar entram na atmosfera, suas cores mudam de direção. Portanto, podemos pensar que, na verdade, a imagem do Sol é formada por uma sobreposição de uma infinidade de sóis de diferentes cores. Da mesma maneira que um prisma, a atmosfera separa essas “imagens”.


Como a luz vermelha é menos desviada durante o pôr do sol, fenômeno que chamamos de refração, ela acaba se pondo antes do que as cores mais próximas do azul. Mas por que não conseguimos ver essa diferenciação? Bem, a diferença de tempo entre o sol vermelho e o sol violeta é de apenas dois segundos. O efeito é bastante sutil.


Só que, se for assim, faria sentido vermos um sol azul nos segundos finais de um dia, certo? Aí entra outro fenômeno físico: o espalhamento. A atmosfera é composta de uma infinidade de partículas que interagem com a luz do sol. Essas partículas são capazes de desviar também as cores, mas em direções aleatórias. As cores que são mais afetadas por isso são justamente violeta e azul. Isso significa que elas quase não chegam até nós, porque à medida que se deslocam pela atmosfera da Terra, elas são espalhadas para outras direções. Aliás, esse é o principal motivo pelo qual a cor do sol poente é mais avermelhada.


Esse fenômeno é chamado de “flash verde”. Nos últimos segundos do pôr do sol, na sua pontinha final, é como se você visse um raio verde, com uma duração muito rápida. Para isso, porém, a atmosfera precisa estar suficientemente limpa, pois partículas de poeira podem agravar esse espalhamento. Em uma atmosfera muito poluída, a luz verde é atenuada, e o efeito se perde. Em raríssimas exceções, numa atmosfera muito “limpa”, podemos até ver um flash azul. Mas cuidado: olhar para o sol durante muito tempo pode ser perigoso para seus olhos. Se quiser admirar esse fenômeno, use óculos escuros e abuse da sua câmera.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/mulheres-das-estrelas/coluna/2024/03/por-que-as-cores-mudam-o-por-do-sol-astronoma-explica.ghtml>

Considere o excerto a seguir para responder a questão:



Bem, a diferença de tempo entre o sol vermelho e o sol violeta é de apenas dois segundos. 



Dentre as palavras a seguir, que ocorrem no excerto dado, verifica-se dígrafo apenas em: 

Alternativas
Q3436333 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que você deve focar em ganhar músculos - e não em emagrecer - conforme fica mais velho

Em um vídeo que atingiu milhões de pessoas nas redes sociais, uma senhora que aparenta ter mais de setenta anos levanta uma barra com pesos na academia. Na sequência, a imagem a mostra fazendo o mesmo, mas com compras de supermercado.

A mensagem do vídeo coincide com aquela que a médica norte-americana Gabrielle Lyon passa aos seus pacientes há anos: para envelhecer bem e ter qualidade de vida, é necessário construir e manter músculos. "Além disso, manter massa muscular previne doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares."

Embora o apelo para ganhar músculos seja mais popular entre as gerações jovens, que buscam melhorar a aparência do corpo ou a performance esportiva, Lyon defende que são aqueles com mais de cinquenta anos os que mais deveriam se preocupar com a composição corporal.

"Existe mesmo essa transição com a idade, de ligarmos menos para o físico. Quando somos jovens, concentramo-nos na aparência, e tudo bem, porque isso cria bons hábitos. Mas há uma diferença: nem sempre se trata só de estética. E, na verdade, nunca é tarde demais para ficar mais forte e ganhar músculos."

Lyon defende que nunca é cedo demais para começar a treinar. "A atividade física deve ser um modo de vida. Sou mãe de dois filhos pequenos, e já fazemos exercícios em família − claro, no caso deles, de forma adequada para crianças. Se você treina desde cedo, isso prepara o músculo para ser mais saudável no futuro."

Mesmo para alguém que treina desde jovem e constantemente, a médica admite que perder massa muscular continua sendo bastante fácil. "Em uma semana de inatividade, já vemos perdas relevantes. Isso fica muito claro quando analisamos pessoas que ficaram internadas na UTI."

Por outro lado, mais otimista, Lyon explica que os músculos têm uma espécie de memória. "É muito mais fácil recuperar a forma do que ficar em forma partindo do zero. Se você começar jovem, melhor ainda."

Ela explica que isso não deve assustar quem vai começar a se exercitar mais velho: é possível conseguir bons resultados em qualquer idade, e uma dieta equilibrada e um treino focado para suas características pessoais somente trazem benefícios. "O corpo depende de atividade. Fomos feitos para sermos criaturas ativas, e quando reduzimos a atividade física, corremos o risco de deficiências físicas."

A médica defende que, à medida que envelhecemos, precisamos nos tornar mais ativos, não menos. "A inatividade não é uma opção para uma pessoa saudável. 

Quanto mais massa muscular saudável você tem, maior a sua capacidade de sobrevivência contra todos os tipos de doença, seja câncer, quedas ou qualquer outra. Quanto mais massa muscular saudável você tem, melhor a sua capacidade de ser autônomo e sobreviver. Não há nada mais importante para a população idosa do que ter músculos."

E para quem está querendo sair do sedentarismo, Lyon deixa um conselho. "Não espere motivação e nem dependa de metas específicas. O mais importante é pensar que os anos que você tem de vida serão mudados se você fizer boas escolhas por si mesmo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce7rpdkxr6wo. adaptado.
É muito mais fácil recuperar a forma do que ficar em forma partindo do zero. Se você começar jovem, melhor ainda.

Assinale a opção correta quanto à divisão silábica dos termos mencionados.
Alternativas
Q3436038 Português
Assinale a alternativa que apresenta duas palavras com dígrafo:
Alternativas
Q3436032 Português
Assinale a alternativa que apresenta o número de consoantes e vogais da palavra "liberdade".
Alternativas
Q3434529 Português
Leia o texto para responder à questão.


Se eu morrer antes de você. (Chico Xavier).


Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:

Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus

Por Ele me haver levado.

Se não quiser chorar, não chore.

Se não conseguir chorar, não se preocupe.

Se tiver vontade de rir, ria.

Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito,

ouça e acrescente sua versão.

Se me elogiarem demais, corrija o exagero.

Se me criticarem demais, defenda-me.

Se me quiserem fazer um santo, só porque morri,

mostre que eu tinha um pouco de santo,

mas estava longe de ser o santo que me pintam.

Se me quiserem fazer um demônio, mostre

que eu talvez tivesse um pouco de demônio,

mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.

Espero estar com Ele o suficiente para continuar

sendo útil a você, lá onde estiver.

E se tiver vontade de escrever alguma coisa

sobre mim, diga apenas uma frase:

"Foi meu amigo, acreditou em mim

e me quis mais perto de Deus!"

Aí, então derrame uma lágrima.

Eu não estarei presente para enxugá-la,

mas não faz mal, outros amigos farão isso no meu lugar.

E, vendo-me bem substituído,

irei cuidar de minha nova tarefa no céu.

Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha

na direção de Deus.

Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz

vendo você olhar para Ele.

E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí,

sem nenhum véu a separar a gente,

vamos viver em Deus,

a amizade que aqui nos preparou para Ele.

Você acredita nessas coisas?

Então ore para que nós vivamos

como quem sabe que vai morrer um dia,

que morramos, como quem soube viver direito.

Amizade só faz sentido,

se traz o céu para mais perto da gente,

se inaugura aqui mesmo o seu começo.

Mas, se eu morrer antes de você,

acho que não vou estranhar o céu...

Ser seu amigo... já é um pedaço dele...
Tratando-se de encontros vocálicos, as palavras do texto, (demônio, continuar, aí), são respectivamente:
Alternativas
Q3434142 Português
Analise as palavras a seguir quanto à realização sonora. Assinale a alternativa em que ocorre dígrafo.
Alternativas
Q3433879 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As surpreendentes vantagens de se andar com os pés descalços


Nas últimas décadas, o hábito de caminhar de pés descalços ganhou cada vez mais adeptos.


Enquanto alguns veem a moda como passageira, outros argumentam que é uma prática saudável, enraizada em nossa natureza.


Na verdade, muitos pais e mães de crianças que ainda não aprenderam a andar mostram grande preocupação com o desenvolvimento dos pés infantis, o que ajuda a explicar a ampla adoção, atualmente, do chamado calçado minimalista, aquele que proporciona uma experiência semelhante à de andar descalço, na idade pediátrica.


Andar descalço seria igualmente importante para os adultos? O pé não é simplesmente um elemento para caminhar e suportar o nosso peso. Ele é um complexo sistema biomecânico composto por vinte e oito ossos especializados em outras várias funções relacionadas à estabilidade, ao equilíbrio e à eficiência ao caminhar.


Em alguns centímetros quadrados, o pé assegura que possamos realizar uma atividade tão básica quanto nos deslocarmos de um lugar a outro. Além disso, a sola do pé tem quase tantas terminações nervosas quanto as das mãos e é uma grande reguladora da nossa postura e movimento.


Andar descalço por vontade própria não é uma invenção moderna. Algumas culturas antigas consideravam que, ao fazê-lo, era estabelecida uma conexão direta com a terra. No entanto, com a invenção do calçado, priorizou-se a proteção e o status em detrimento da naturalidade.


Nas sociedades modernas, o calçado é um elemento essencial de vestuário, tanto por razões de higiene quanto de posição social. Faz sentido, então, prescindir dele em muitos momentos?


As pesquisas científicas revelam que favoreceria a conexão com a natureza e, de um ponto de vista emocional, com nós mesmos.


No que diz respeito aos aspectos meramente físicos, há diferenças entre andar calçado ou de pés descalços, e sabe-se disso há algum tempo.


Já em 1905, o Dr. Phil Hoffman comparou os pés de pessoas que andavam descalças com os de quem usava calçados e encontrou grandes diferenças entre eles, tanto na forma quanto na função do pé. Uma revisão sistemática realizada em 2015 endossou os achados de Hoffman e detectou várias diferenças-chave.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51nnlqq5yvo. adaptado.
Nas sociedades modernas, o calçado é um elemento essencial de vestuário, tanto por razões de higiene quanto de posição social.

Assinale a opção correta quanto à divisão silábica dos termos mencionados.
Alternativas
Q3422130 Português
Analise as palavras a seguir quanto à realização sonora e a grafia que apresentam. Aquela que apresenta dígrafo é:
Alternativas
Q3422036 Português
Assinalar a alternativa em que a letra “X” representa, em seu som, um encontro consonantal:
Alternativas
Q3422033 Português
Mito ou realidade: o açúcar deixa as crianças hiperativas?

    Consumir muito açúcar realmente causa hiperatividade nas crianças, como muitos pais acreditam? Essa ideia começou a ganhar força na década de 1970, em grande parte graças a um livro do alergista pediátrico Ben Feingold, intitulado “Por que seu filho é hiperativo”.
    No livro, Feingold argumentou – com poucas evidências – que os aditivos alimentares, inclusive o açúcar, estão ligados ao comportamento das crianças. No entanto, a associação entre o açúcar e a hiperatividade foi completamente desmascarada nos anos 1990. O consenso esmagador dos pesquisadores é que "não há associação, nenhuma". E, no entanto, o mito da alta do açúcar permanece – e está mais forte do que nunca. Então, o que está acontecendo?
    Pense em quais eventos estão associados à alta ingestão de açúcar. Festas de aniversário, reuniões, Natal, Ação de Graças. Tempo de piscina, churrascos no quintal, piqueniques, dias de praia. Está começando a ver um padrão?
    Em outras palavras, estar em um ambiente de comemoração com parentes e amigos que as crianças talvez não vejam todos os dias é, por si só, um estimulante muito forte. Há muitas coisas que podem explicar a hiperatividade e a mudança nas emoções das crianças. Uma delas é o fato de serem crianças, e isso é algo muito típico.
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
O som de “S” presente na palavra “inclusive” é o mesmo som do “S” presente na palavra:
Alternativas
Q3418356 Português
Das palavras abaixo, qual tem suas sílabas separadas INCORRETAMENTE? 
Alternativas
Q3417794 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino.


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024)
Falhou a análise fonética em: 
Alternativas
Q3416347 Português
Texto paras a questão
 
Brisa 
 
Vamos viver no Nordeste, Anarina. 
Deixarei aqui meus amigos, meus livros, minhas 
riquezas, minha vergonha. 
Deixaras aqui tua filha, tua avó, teu marido, teu amante. 
 
Aqui faz muito calor. 
No Nordeste faz calor também. 
Mas lá tem brisa: 
Vamos viver de brisa, Anarina. 
Manuel Bandeira 
Com base no texto acima, identifique nas alternativas abaixo um exemplo de relação fonética entre duas palavras que reforça a sonoridade da região Nordeste. 
Alternativas
Q3415934 Português
De acordo com Antunes (2003), a efetividade da prática pedagógica depende de uma série de atributos que auxiliam a compreensão, coesão e interpretação dos diferentes aspectos/recursos discursivos. Em relação aos recursos suprassegmentais, são destacados os exemplos a seguir, salvo:
Alternativas
Q3415351 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma Viagem Musical ao Coração do Pará com Joelma


A música 'Voando Pro Pará', interpretada pela cantora Joelma, é uma verdadeira celebração da cultura paraense e uma declaração de amor ao estado do Pará, no Norte do Brasil. Conhecida por sua carreira inicialmente no grupo Banda Calypso e posteriormente em carreira solo, Joelma tem uma forte conexão com ritmos regionais e a música brega pop, o que se reflete em suas canções animadas e cheias de referências culturais.


A letra da música é um convite para conhecer e se deleitar com as belezas e sabores do Pará. Joelma menciona o tacacá, uma iguaria típica da região, e outros pontos turísticos e culturais, como o mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas, o clássico jogo de futebol Re-Pa (Remo vs. Paysandu), o Mangal das Garças e o Forte do Presépio. A artista expressa a sensação de liberdade e alegria que sente ao visitar esses lugares, enfatizando o prazer de estar em meio à cultura paraense.


A música também aborda a temática da saudade e do retorno às origens, algo muito presente na vida de quem migra ou viaja. Joelma canta sobre matar a saudade de coisas simples como a pupunha com café, mostrando que o valor da terra natal está nas pequenas coisas que remetem à identidade e às memórias afetivas. 'Voando Pro Pará' é, portanto, um hino à terra natal da cantora, um convite para dançar e se sentir bem, e uma forma de valorizar e divulgar a rica cultura do Pará.

(letras.mus.br/joelma)


Voando Pro Pará

Joelma

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa

Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café

Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir

Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa.


(Cristyan Lima,Isac Maraial,Nilk Oliveira e Valter Serraria)
A alternativa em que há uma palavra com dígrafo separável na divisão silábica é:
Alternativas
Q3415204 Português
PÁSCOA, SUBSTANTIVO FEMININO. As lendas e reviravoltas que fizeram da lebre um coelho.


Às vezes as ideias nos tomam a mente sem aviso — aconteceu comigo na última semana, em meio à compra dos ovos de Páscoa da família. No afã de prolongar a magia da data para as crianças, ia escrevendo no cartão dos chocolates "de: Coelho/para: ..." e, de repente, hesitei. E se fosse coelha?


As pessoas costumam se perguntar sobre o porquê do coelhinho da Páscoa. Não é mesmo evidente o elo entre a festa religiosa celebrada no próximo domingo e um mamífero espalhando ovos por aí — de chocolate, ainda por cima.


Em geral, elas se dão por satisfeitas com a explicação de que o ovo é um símbolo de vida e por isso se liga à ressurreição de Cristo, enquanto o coelho nos lembra a origem pagã da festa, a celebração da primavera no Hemisfério Norte. Entre março e abril, quando a vida se revigora, nascem as crias desse animal, conhecido pela fertilidade.


Para mim, a coisa se complica justo nesse ponto. Por que o coelho da festa é macho e as únicas coelhas lembradas (por motivos nada sagrados) são as da revista Playboy? Não seria o caso de dar o mérito e o lugar de honra à coelha?


Pois bem, fui pesquisar e, no início da tradição europeia, havia mesmo uma coelha. A bem da verdade, uma lebre fêmea (maior e mais orelhuda que sua prima, embora tão fértil quanto ela).


A lebre era sagrada para certos povos antes de Cristo. Júlio César chegou a observar que, nos territórios da atual Grã--Bretanha, ela não servia de alimento, devido a esse significado religioso. Na Grécia Antiga, era associada a Afrodite, a deusa do amor. Mais adiante, no século XIX, Jacob, um dos irmãos Grimm famosos pelos contos de fadas, escreveu sobre uma divindade feminina alemã ligada à fertilidade e à abundância (e outro alemão da mesma época a relacionou à lebre).


Diversas figuras femininas de fecundidade eram festejadas na Europa, nos meses promissores depois do frio, quando as lebres saltavam pelos campos com a filharada. Em algum momento, talvez para explicar às crianças como os ovos de Páscoa tinham ido parar nos jardins das casas, os animais começaram a fazer parte da festa, responsáveis pela distribuição. Daí para virar coelho, foi um pulo.


De uma deusa para outra, a lebre vira coelho, coelho não é coelha, se fosse também não botaria ovo, e o ovo nem de galinha é. Uma miscelânea bem plausível de contestação. Mas, rigores históricos e biológicos à parte, são as mulheres, divinas ou não, as que geram a vida. Por onde se olhe, uma fêmea, fosse de lebre ou de coelho, encaixaria melhor na lenda.


Veja se não estou certa. Os mais conservadores diriam ser papel feminino nutrir a família com afeto, cuidar do preparo dos chocolates e agradar às crianças com os doces. Já outros poderiam afirmar que hoje não faz sentido o distribuidor de presentes ser um homem (ou coelho, no caso). Afinal, há décadas a mulher não depende dele como provedor — aliás, segundo o IBGE, no Brasil são elas as chefes da maior parte das famílias.


Ainda assim, e a despeito de a equidade de gênero ser uma das bandeiras mais levantadas e debatidas atualmente, permanece comum nas decorações e ilustrações pascais o alegre coelho branco, geralmente vestindo roupas masculinas.


De minha parte, fecho este texto com uma constatação singela, mas essa, sim, incontestável. Em bom português, Páscoa é um substantivo feminino. 


(Lucília Diniz,Veja 29 de março de 2024) 

Identifique a alternativa que exemplifica um pleonasmo.
Alternativas
Q3414701 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mudança climática na linguagem de sinais


ACESSIBILIDADE. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, acrescentaram 200 novos sinais relativos à mudança climática e ao meio ambiente à Linguagem de Sinais Britânica (BSL), como "gases do efeito estufa" e "pegada de carbono". Os novos termos fazem parte de um projeto maior para criar um glossário em BSL para temas acadêmicos, como matemática e ciência. Hoje, o glossário tem quase 3 mil termos, em sua maioria novos.


Antes que esses sinais fossem publicados no glossário (disponível gratuitamente na internet) em meados de 2023, os usuários da BSL tinham de soletrá-los. Audrey Cameron, coordenadora do projeto, disse à BBC que a meta é capacitar os deficientes auditivos a participar plenamente das conversas sobre a mudança climática. E, como a BSL é uma linguagem visual, os sinais também dão aos comunicadores uma compreensão mais profunda dos conceitos transmitidos, algo utilíssimo em crianças.


(03.2024.Seleções.)
A separação da palavra em sílaba está correta em:
Alternativas
Q3414602 Português

 O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O DIREITO DE NÃO AMAR



Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.


segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, "pois que ela viva!" − decidiu ele na sua fúria vingativa.


Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquista-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera − era violento − começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem o recurso das rimas e dos diamantes mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo.


Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, "ela não tem o direito de me fazer isso!". Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar, vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: "Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!" - jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranquilizada, com a presença de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras.


O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, sorriso meio sinistro, mas lúcido: "Achei uma solução melhor", foi logo dizendo. "Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça! Pobre, com um filho debiloide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com o outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia!".


Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para  desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar que ao menos ela seja feliz.



(Lygia Fagundes Telles)

Assinale a alternativa em que há dígrafos em todas as palavras.
Alternativas
Q3414278 Português
Como se forma um oásis no deserto?

         A cena até parece uma praia artificial: água clara, altas árvores e areia. Na verdade, são oásis, regiões no meio do deserto onde o lençol freático é mais raso e a vegetação é possível. Comerciantes e povos nômades da África que precisam cruzar o deserto já criam um roteiro em que os oásis estarão no caminho. Afinal, é o momento de poder descansar debaixo de uma sombra fresca. Sem eles, a viagem poderia ser impossível.
         O oásis surge quando, em uma determinada região do deserto, o lençol freático está mais próximo à superfície. Um dos principais motivos para a água aparecer é o desgaste do solo causado pelo vento. As fortes ventanias podem mover até 260 milhões de toneladas de areia por ano. A região fica rasa, e aí a água vinda dos lençóis aparece. Em alguns locais do deserto, governos locais perfuram poços bem profundos para encontrar água e, assim, forçar o surgimento desse tipo de sistema.
         Nem toda água dos lagos dos oásis são potáveis. Dependendo da composição do solo, são salgadas e, se forem ricas em potássio, por exemplo, podem funcionar como laxante. A tamareira, conhecida como a palmeira do oásis, é muito resistente ao calor e cresce rápido mesmo sob o sol escaldante. As raízes são poderosas, capazes de sugar a água de depósitos subterrâneos.

(Fonte: Revista Recreio — adaptado.)
A palavra “deserto” apresenta determinado som para “s”. Com isso em mente, assinalar a alternativa em que a palavra também apresenta este mesmo som para “s”: 
Alternativas
Respostas
1301: B
1302: E
1303: C
1304: E
1305: A
1306: A
1307: A
1308: A
1309: C
1310: D
1311: A
1312: B
1313: D
1314: C
1315: B
1316: D
1317: A
1318: C
1319: B
1320: A