Questões de Concurso
Comentadas sobre fonologia em português
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TEXTO PARA A QUESTÃO.
O que vale nessa vida não cabe em algoritmo
O que vale nessa vida, nós ainda não sabemos. E talvez seja justamente essa ignorância que nos mantém vivos. Passamos séculos tentando explicar o inexplicável — com deuses, com teorias, com manuais de autoajuda — e seguimos errando, mas com elegância. Montaigne, em seus Ensaios, já desconfiava disso quando escreveu: “Mais vale uma cabeça bem-feita do que uma cabeça cheia.” Nós, humanos, seguimos com as duas meio tortas.
O que vale nessa vida tem o nosso jeito —um jeito malfeitor, hesitante, às vezes belo por engano. O jeito de quem pensa que entende o amor, mas ainda tropeça no próprio medo. Pascal, em Pensamentos, dizia que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. E é aí que moramos: nesse espaço entre o cálculo e o caos.
Somos criaturas curiosas. Capazes de criar sinfonias e guerras, poesia e fake news, ternura e destruição. Dostoievski nos avisou, em Os Irmãos Karamázov, que “todos somos culpados de tudo e por todos”. Talvez por isso sejamos tão inquietos: carregamos a culpa de um mundo inteiro dentro do peito.
O que vale nessa vida, se ainda vale alguma coisa, talvez seja o gesto. O gesto pequeno, humano, falho —aquele que ajeita uma confusão que nem é nossa.
Guimarães Rosa dizia em Grande Sertão: Veredas: “Viver é muito perigoso.” E mesmo assim vivemos — teimosamente. Acordamos, trabalhamos, amamos e fracassamos com uma dignidade que beira o heroísmo. Entre a fome e o riso, seguimos apostando em dias melhores, mesmo sabendo que o jogo é viciado.
O que vale nessa vida talvez seja esse dom humano de suportar o insuportável. Albert Camus, em O Mito de Sísifo, chamou isso de revolta: “O único problema filosófico realmente sério é o suicídio.”
E nós, por pura teimosia, escolhemos não morrer. Escolhemos continuar. Escolhemos rir no meio da tragédia e amar mesmo sabendo que tudo desaba.
Há, em nós, um modo estranho de ajeitar o caos. T.S. Eliot, em Quatro Quartetos, escreveu: “O tempo presente e o tempo passado estão ambos talvez presentes no tempo futuro.” É o jeito dele dizer que estamos condenados a repetir o que sentimos. Que a vida é cíclica, e o que cura hoje pode ferir amanhã. Ainda assim, insistimos em chamar isso de amor.
Byung-Chul Han, em A Agonia do Eros, explica que vivemos numa era onde o outro se tornou ameaça. E é por isso que amar, hoje, é quase um ato revolucionário. Amar de verdade — sem performance, sem filtros, sem publicidade — é dizer ao mundo: “eu ainda sou humano”. Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu que “somos o que fazemos para mudar o que somos”. Talvez seja por isso que seguimos — não porque sabemos o caminho, mas porque o andar é o único verbo que nos resta.
Graciliano Ramos, o mais sóbrio dos realistas, deixou em Vidas Secas a constatação de que até o silêncio tem sede. E nós, os humanos, seguimos sedentos — de verdade, de ternura, de sentido.
Jean-Jacques Rousseau dizia em O Contrato Social que “o homem nasceu livre, e por toda parte se encontra acorrentado”. Talvez sejamos isso mesmo — seres que amam as próprias correntes. Gostamos de reclamar da prisão, mas temos medo da porta aberta.
No fim, o que vale nessa vida é o nosso jeito de continuar, mesmo quebrados, mesmo cansados, mesmo sem entender nada. O mundo se repete, o caos nos visita, mas nós, os humanos, seguimos ajeitando o impossível.
Enquanto os algoritmos tentam prever quem somos, seguimos sendo imprevisíveis. Talvez seja justamente essa falha, essa incoerência, esse jeito de tropeçar e levantar, que torna o ser humano a mais bela imperfeição da Terra.
Autor: Felipe Daroit (adaptado).
I. A palavra heroísmo possui 8 fonemas, considerando a realização vocálica e o hiato presente.
II. A palavra apostando apresenta 8 fonemas e 1 dígrafo vocálico.
III. A palavra melhores contém 7 fonemas e 1 dígrafo consonantal.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Impactos do uso da inteligência artificial em decisões administrativas e judiciais
O uso de inovações tecnológicas pela administração pública, especialmente a inteligência artificial (IA), é um tema central nas políticas públicas brasileiras, como demonstrado pela Estratégia Brasileira para Inteligência Artificial (EBIA). Essa iniciativa visa a promover a pesquisa, a inovação e a capacitação profissional, destacando a cooperação entre setores público e privado.
A IA pode aumentar significativamente a capacidade de processamento de dados, ajudando na identificação de problemas e tendências e, assim, aprimorar a tomada de decisões dos administradores. No entanto, essa automatização apresenta riscos, especialmente no que diz respeito à discricionariedade, na medida em que a substituição do julgamento humano por decisões baseadas em algoritmos pode resultar em julgamentos injustos, especialmente em casos que exigem uma análise mais sutil e específica.
O ministro Gilmar Mendes, em seu voto no julgamento da ADI 6389/DF, enfatiza essa preocupação, alertando para a crescente automação das decisões críticas que afetam o Estado de Direito. "Vivemos na era das escolhas de Sofia automatizadas", destacou, reforçando a necessidade de transparência e controle, essenciais para a proteção dos valores democráticos e para o exercício da cidadania.
Nesse contexto, no âmbito do Poder Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu a Resolução 332/2020 que dispõe sobre a ética, transparência na produção e uso da IA no Judiciário, a fim de preservar a base principiológica processual. Garantindo assim que os algoritmos das IAs não se tornem deterministas e enviesados, evitando-se também eventuais manipulações ao serem gerados.
Por mais que a referida resolução se restrinja ao Poder Judiciário, posto que ainda não há lei que trate do assunto, tais diretrizes devem ser estendidas para toda a administração pública, ante a evidente urgência em instruir, organizar e implementar a utilização de IAs. Mas afinal, para as hipóteses de tomada de decisão, uma recomendação apresentada por inteligência artificial possui caráter vinculante ou discricionário?
O questionamento é necessário, tendo em vista que, para chegar em tal recomendação, a IA se utilizou de base de dados, padrões e tendências fornecidas.
Ou seja, o julgador teria um ônus argumentativo ainda maior para a hipótese de decidir de forma contrária ao sugerido pela IA, ocasionando uma evidente redução na discricionariedade, em vista da natural conformidade ao produzido pelo sistema. Assim como pela insegurança de se alterar ou contrariar sugestão algorítmica, que por sua vez pode acarretar eventual responsabilização pelo ato proferido.
Portanto, embora a adoção da IA seja inevitável e possa trazer benefícios significativos, é crucial equilibrar seu uso com a supervisão humana, a fim de garantir decisões justas e respeitando a complexidade das situações que exigem um julgamento mais profundo e contextualizado. A responsabilidade do Estado é não apenas implementar essas tecnologias, mas também assegurar que elas sejam usadas de forma ética e justa.
Fonte: Correio Braziliense (adaptado).
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Diferença entre etanol e metanol
Por que o metanol é tão mais perigoso que o etanol, o álcool presente nas bebidas comuns?
Ambos são classificados quimicamente como álcoois e, do ponto de vista visual, são muito semelhantes: são transparentes, têm a mesma viscosidade e inclusive o mesmo odor - e não é possível distingui-los por percepção.
Mas os efeitos que produzem no organismo humano são radicalmente diferentes — e essa diferença, aponta a infectologista Jessica Fernandes Ramos, explica a gravidade dos casos registrados.
"No fígado, os dois são metabolizados pela mesma enzima, mas os resultados são distintos: o etanol gera substâncias menos nocivas, enquanto o metanol é transformado em formaldeído (o formol usado para embalsamar cadáveres) e em ácido fórmico, extremamente tóxico."
"Esse ácido é corrosivo para o nervo óptico, para estruturas do sistema nervoso e altera o pH do sangue, o que pode comprometer o metabolismo celular, afetar o funcionamento de órgãos vitais e levar a complicações graves, incluindo falência de múltiplos sistemas", descreve Ramos, que integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
O metanol é rapidamente absorvido. Os primeiros sintomas podem ser sentidos de duas até 48 horas — a depender de quanto da substância foi ingerido.
"Em algumas intoxicações se usa lavagem gástrica, mas no caso do metanol isso não adianta, porque a absorção é muito rápida. Uma vez absorvido pelo trato digestivo, ele passa pelo fígado e se transforma nesses dois metabólitos tóxicos, que entram na circulação", aponta a infectologista.
Os metabólitos, descreve Ramos, chegam rapidamente ao sistema nervoso, e as células mais vulneráveis são os neurônios.
"Por isso os primeiros sintomas são dor de cabeça intensa, alterações no nervo óptico, visão turva ou borrada, podendo evoluir para redução da acuidade visual e, nos casos mais graves, cegueira."
O corpo também passa a produzir substâncias muito ácidas durante a digestão desse produto. Isso faz com que o sangue fique mais ácido do que deveria, uma condição chamada acidose metabólica.
Para tentar compensar, a pessoa começa a respirar de forma rápida e curta, numa tentativa de eliminar esse excesso de acidez pelo ar.
"Esse desequilíbrio afeta todas as células do corpo, mas o coração é um dos primeiros a sofrer, porque precisa de um funcionamento muito estável para manter os batimentos. O sistema respiratório também é prejudicado, já que precisa trabalhar além do normal para tentar equilibrar o organismo. Os rins, por sua vez, têm papel central nesse processo: eles tentam segurar bicarbonato (que é uma substância alcalina) para neutralizar a acidez. Mas esse esforço cobra um preço — a função de filtração fica comprometida, e o paciente pode evoluir para uma insuficiência renal."
Essa combinação de efeitos — toxinas circulando no sangue, acidose metabólica, sobrecarga do coração, dos pulmões e dos rins — pode levar à falência múltipla de órgãos, porque cada sistema vital passa a funcionar de forma inadequada, sobrecarregando os demais e comprometendo a capacidade do corpo de manter funções essenciais.
Segundo a médica, não há dose de metanol que possa ser considerada segura.
Com base nas regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho e também em todo o texto, marque com (V) as afirmativas verdadeiras ou com (F) as falsas.
(__)O vocábulo 'respiratório' é acentuado por ser uma paroxítona terminada em 'o', enquanto 'também' e 'além' são acentuados pela regra das oxítonas terminadas em 'em'.
(__)O vocábulo 'já' e 'têm' são monossílabos tônicos, acentuados corretamente, sendo que um deles também recebe acento diferencial.
(__)O vocábulo 'álcoois' está acentuado de forma inadequada, pois, por apresentar ditongo aberto, o 'o' em 'ois' deveria receber acento, sendo a forma correta 'alcoóis'.
(__)Os vocábulos 'múltiplas' e 'metabólica' são palavras proparoxítonas e por essa razão são acentuadas obrigatoriamente.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
TEXTO 1
Recomendação é do Instituto Nacional de Câncer
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde (MS), ressalta a importância das atividades físicas para prevenção e controle de câncer em comunicado divulgado na última semana. Alinhado à Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), o instituto destaca que os exercícios físicos são benéficos tanto para a saúde mental quanto coletiva, além de contribuírem para o bem-estar, a qualidade de vida, a socialização, a ampliação de autonomia e a participação social.
A prática regular de exercícios, segundo recomenda o Inca, pode levar à redução do risco de diversos tipos de câncer, como os de mama, próstata, endométrio, cólon e reto.
O estímulo à atividade física, no entanto, não deve partir apenas dos pacientes.
Para o integrante da área de Alimentação, Nutrição, Atividade Física e Câncer do INCA, Fábio Carvalho, a inovação da divulgação é justamente enfatizar o que a literatura científica traz em relação ao potencial da atividade física para a saúde em geral, não só relacionada ao câncer. Com a divulgação, o documento ajuda a desmistificar o senso comum de que o repouso é a melhor estratégia para pacientes oncológicos.
“O que o posicionamento está destacando também é que existem políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferecem atividades físicas para a população brasileira”, observa. “Além disso, nas unidades de saúde, outros profissionais, como fisioterapeutas, nutricionistas e enfermeiros, podem aconselhar sobre o tema e apoiar as pessoas a adaptarem a atividade física à sua realidade, de acordo com o local onde moram e o ritmo de trabalho que possuem”.
Números
No Brasil, conforme dados do MS com base nos Registros de Câncer e no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/MS), houve 71.730 casos novos de câncer de próstata, 21.970 de cólon e reto e 18.020 de traqueia, brônquios e pulmões em homens em 2023. Entre as mulheres, foram 73.610 casos novos de câncer de mama, 23.660 de cólon e reto e 17.010 de colo do útero no mesmo período.
Os dados do ministério mostram ainda a quantidade de óbitos por localização primária do tumor em 2021. Em homens, o câncer de próstata registrou 16.300 mortes, o de traqueia, brônquios e pulmões, 15.987, e o de cólon e reto 10.662 . A situação se mantém semelhante entre as mulheres, com 18.139 mortes por conta do câncer de mama, 12.977 por câncer de traqueia, brônquios e pulmões e 10.598 por câncer de cólon e reto.
“Especificamente para as pessoas em tratamento de câncer, a atividade física tem potencial tanto de reduzir a mortalidade específica por alguns tipos de câncer, como também de contribuir no controle dos sintomas, como, por exemplo, a fadiga oncológica, sintoma comum para quem está em tratamento”, pontua Carvalho.
Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-01/exercicios-fisicos ajudam-prevenir-tratar-e-se-recuperar-de-cancer. Acessado em 09.12.2025.
Leia o excerto a seguir
Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra. "Atos gentis ativam áreas ligadas ao prazer e à gratificação, liberando dopamina, serotonina, endorfina e oxitocina, os chamados 'hormônios da felicidade'", explica Eduardo Shinyashiki, neuropsicólogo especialista no desenvolvimento de competências socioemocionais.
Essas substâncias reduzem o estresse, fortalecem o sistema imunológico e criam uma sensação genuína de conexão. Até mesmo assistir a um gesto gentil desperta reações positivas no cérebro . "A empatia está gravada na nossa biologia . Somos feitos para cooperar", conta.
(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)
A respeito da acentuação gráfica, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) As palavras áreas , neuropsicólogo e cérebro são acentuadas pela mesma regra: são palavras proparoxítonas.
(__) As palavras hormônios e biologia são paroxítonas, mas apresentam situações distintas que pedem ou não a acentuação. No caso de hormônios , tem-se uma paroxítona terminada em ditongo oral (singular ou plural) e, por isso, é acentuada. Já no caso de biologia , não recebe acento gráfico porque é uma paroxítona terminada em -a.
(__) A palavra genuína recebe acento porque o "i" representa a segunda vogal tônica de um hiato.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Jovens veem conhecimento em IA como diferencial para emprego
Pesquisa divulgada nessa quarta-feira (3) mostra que 80% dos jovens acreditam que o conhecimento sobre Inteligência Artificial (IA) é fator impactante para conseguir emprego. O levantamento, feito pela Nexus e pela Demà, ouviu 2.016 pessoas, de 14 a 29 anos, nas 27 unidades da federação, entre 14 e 20 de julho. A margem de erro da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa indicou ainda que 11% dos jovens avaliam que o conhecimento em IA não faz diferença para a obtenção do emprego, 3% acham que seja até prejudicial e 2% não souberam responder.
Quando se avalia a utilização das ferramentas de IA, 69% dos jovens acham que elas podem ajudar no processo de aprendizagem, enquanto 24% acreditam que podem prejudicar e 7% não sabem ou não souberam responder.
Segundo a pesquisa, 83% utilizam IA para fazer pesquisas gerais ou acadêmicas; 71% acreditam que o recurso ajuda no dever de casa, em trabalhos e estudos para provas de escolas, das faculdades, universidades ou do ensino técnico. Já 70% usam IA para traduzir textos e 67%, para resumir ou corrigir publicações.
De acordo com o levantamento, 66% dos jovens utilizam a IA para gerar novas ideias em alguma atividade, 63% criam imagens; 62% usam para escrever novos textos e 52% usam para preparar apresentações ou relatórios.
“É muito representativo que pelo menos metade dos entrevistados confirme que usa IA de alguma forma. Sem dúvida, a Inteligência Artificial é um agente facilitador das nossas demandas diárias um aliado da eficiência e produtividade. São percepções claramente refletidas nessa pesquisa, que mostra, por exemplo, que a grande maioria dos adolescentes utiliza para ajudar no dever de casa. IA veio para ficar e transformar as nossas jornadas, principalmente, as de aprendizado”, destacou o diretor da Demà, Juan Carlos Moreno.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-12/jovens-veem-conhecimento-em-ia-como-diferencial-para-emprego (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Aqui ou na China
Outro dia, na fila do mercado, alguém soltou um dito antigo: “Isso não acontece nem aqui, nem na China.” A frase mal terminou quando o senhor atrás de mim completou, com aquela confiança de quem sempre começa dizendo que não entende de política: “Porque lá é tudo comunista. Daqui a pouco invadem o mundo.”
A China dele era uma sombra enorme, parada no tempo, um mapa feito de rumores. Nada a ver com o país de hoje, onde drones entregam compras, trens cortam cidades e jovens pagam o café com a palma da mão. Mas certos discursos seguem firmes, mesmo quando o planeta já virou duas voltas sem avisar.
O curioso é como a expressão também envelheceu. “Nem aqui, nem na China” funcionava quando a China era apenas o fim do mapa, uma lonjura quase inventada. Hoje, o mundo se comprime até virar notificação. O impossível ficou raro. A distância, menor. Mas os medos antigos seguem grandes, empoleirados nos ombros de quem repete frases herdadas.
Enquanto isso, as pessoas, lá e aqui, seguem ocupadas com o que realmente importa: trabalhar, cuidar dos filhos, tentar dormir cedo, sonhar com um sábado de sol. A vida concreta não tem paciência para fantasmas ideológicos. Quem anda pelas ruas de Pequim ou de qualquer grande cidade do Brasil e do mundo encontra mais semelhanças do que ameaças: mercados cheios, idosos praticando alongamento na praça, adolescentes rindo alto demais, alguém olhando o celular esperando uma resposta que não chega.
Sem pedir licença, a globalização veio, abriu as janelas e mudou tudo de lugar. Gostando ou não, estamos todos conectados. O senhor do mercado teme uma invasão imaginária, mas não percebe que ela já aconteceu: pelas telas, pelos aplicativos, pelos objetos do dia a dia que atravessaram fronteiras antes mesmo de ele perceber.
E, no entanto, há algo que realmente não muda, nem aqui, nem na China: o gesto humano que sustenta o mundo. Um sorriso rápido, um cuidado ofertado sem cálculo, uma palavra que ameniza o peso do dia. Isso atravessa continentes sem passaporte e sem doutrina.
Talvez o problema não seja a distância entre países, e sim a distância entre o que tememos e o que de fato acontece. Porque, no fundo, o que mais nos assusta não são comunistas invisíveis, e sim abandonar certezas antigas. É sempre mais fácil temer o longe do que olhar de perto.
Mas, quando a gente respira fundo e desaperta os medos, percebe que o mundo é menos ameaçador do que parece. E que algumas coisas acontecem, sim. Aqui mesmo. E, quem diria, até na China.
Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado).
Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra. "Atos gentis ativam áreas ligadas ao prazer e à gratificação, liberando dopamina, serotonina, endorfina e oxitocina, os chamados 'hormônios da felicidade'", explica Eduardo Shinyashiki, neuropsicólogo especialista no desenvolvimento de competências socioemocionais.
Essas substâncias reduzem o estresse, fortalecem o sistema imunológico e criam uma sensação genuína de conexão. Até mesmo assistir a um gesto gentil desperta reações positivas no cérebro . "A empatia está gravada na nossa biologia . Somos feitos para cooperar", conta.
(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)
A respeito da acentuação gráfica, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)As palavras áreas , neuropsicólogo e cérebro são acentuadas pela mesma regra: são palavras proparoxítonas.
(__)As palavras hormônios e biologia são paroxítonas, mas apresentam situações distintas que pedem ou não a acentuação. No caso de hormônios , tem-se uma paroxítona terminada em ditongo oral (singular ou plural) e, por isso, é acentuada. Já no caso de biologia , não recebe acento gráfico porque é uma paroxítona terminada em -a.
(__)A palavra genuína recebe acento porque o "i" representa a segunda vogal tônica de um hiato.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra. "Atos gentis ativam áreas ligadas ao prazer e à gratificação, liberando dopamina, serotonina, endorfina e oxitocina, os chamados 'hormônios da felicidade'", explica Eduardo Shinyashiki, neuropsicólogo especialista no desenvolvimento de competências socioemocionais.
Essas substâncias reduzem o estresse, fortalecem o sistema imunológico e criam uma sensação genuína de conexão. Até mesmo assistir a um gesto gentil desperta reações positivas no cérebro . "A empatia está gravada na nossa biologia . Somos feitos para cooperar", conta.
(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)
A respeito da acentuação gráfica, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)As palavras áreas , neuropsicólogo e cérebro são acentuadas pela mesma regra: são palavras proparoxítonas.
(__)As palavras hormônios e biologia são paroxítonas, mas apresentam situações distintas que pedem ou não a acentuação. No caso de hormônios , tem-se uma paroxítona terminada em ditongo oral (singular ou plural) e, por isso, é acentuada. Já no caso de biologia , não recebe acento gráfico porque é uma paroxítona terminada em -a.
(__)A palavra genuína recebe acento porque o "i" representa a segunda vogal tônica de um hiato.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra. "Atos gentis ativam áreas ligadas ao prazer e à gratificação, liberando dopamina, serotonina, endorfina e oxitocina, os chamados 'hormônios da felicidade'", explica Eduardo Shinyashiki, neuropsicólogo especialista no desenvolvimento de competências socioemocionais.
Essas substâncias reduzem o estresse, fortalecem o sistema imunológico e criam uma sensação genuína de conexão. Até mesmo assistir a um gesto gentil desperta reações positivas no cérebro . "A empatia está gravada na nossa biologia . Somos feitos para cooperar", conta.
(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)
A respeito da acentuação gráfica, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)As palavras áreas , neuropsicólogo e cérebro são acentuadas pela mesma regra: são palavras proparoxítonas.
(__)As palavras hormônios e biologia são paroxítonas, mas apresentam situações distintas que pedem ou não a acentuação. No caso de hormônios , tem-se uma paroxítona terminada em ditongo oral (singular ou plural) e, por isso, é acentuada. Já no caso de biologia , não recebe acento gráfico porque é uma paroxítona terminada em -a.
(__)A palavra genuína recebe acento porque o "i" representa a segunda vogal tônica de um hiato.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra. "Atos gentis ativam áreas ligadas ao prazer e à gratificação, liberando dopamina, serotonina, endorfina e oxitocina, os chamados 'hormônios da felicidade'", explica Eduardo Shinyashiki, neuropsicólogo especialista no desenvolvimento de competências socioemocionais.
Essas substâncias reduzem o estresse, fortalecem o sistema imunológico e criam uma sensação genuína de conexão. Até mesmo assistir a um gesto gentil desperta reações positivas no cérebro . "A empatia está gravada na nossa biologia . Somos feitos para cooperar", conta.
(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)
A respeito da acentuação gráfica, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)As palavras áreas , neuropsicólogo e cérebro são acentuadas pela mesma regra: são palavras proparoxítonas.
(__)As palavras hormônios e biologia são paroxítonas, mas apresentam situações distintas que pedem ou não a acentuação. No caso de hormônios , tem-se uma paroxítona terminada em ditongo oral (singular ou plural) e, por isso, é acentuada. Já no caso de biologia , não recebe acento gráfico porque é uma paroxítona terminada em -a.
(__)A palavra genuína recebe acento porque o "i" representa a segunda vogal tônica de um hiato.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que o Plano Diretor Ambiental é importante para o desenvolvimento sustentável das cidades?
O crescimento urbano desordenado na maioria das cidades brasileiras e latino-americanas resultou em desafios para o desenvolvimento equilibrado das áreas urbanas e comprometeu a qualidade de vida da população. O meio ambiente e as periferias são os mais afetados pela falta de um planejamento urbano, e é nesse contexto que o plano diretor ambiental ganha importância, ao propor um modelo de ordenamento territorial que integre sustentabilidade e qualidade de vida. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 determinou que todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano Diretor Municipal.
O Plano Diretor define as
diretrizes de desenvolvimento urbano, considerando as características e
necessidades específicas de cada cidade. Com o agravamento das mudanças
climáticas e o avanço das questões ambientais, torna-se essencial complementar
o planejamento urbano com o Plano Diretor Ambiental (PDA). Esse instrumento
orienta o uso sustentável do território e a preservação das áreas verdes e de
proteção ambiental.
O agravamento dos problemas
ambientais tem transformado a forma como pensamos o desenvolvimento das
cidades. Já não se trata apenas de crescer, mas de crescer de forma
sustentável, equilibrando progresso econômico e conservação ambiental. O
desenvolvimento sustentável propõe um desenvolvimento equilibrado, preservando
os recursos naturais e garantindo uma melhor qualidade de vida para as pessoas
que vivem nelas.
A fragilidade natural dos solos e
o uso inadequado da terra ao longo dos anos têm causado sérios danos
ambientais. O desmatamento favorece a erosão e o acúmulo de sedimentos nos
leitos dos rios, comprometendo o fluxo das águas e a qualidade dos recursos hídricos.
Esses problemas exigem uma atenção especial à ação humana e políticas de
planejamento que integrem o uso do solo, o manejo da água e a conservação da
vegetação nativa.
O Plano Diretor Ambiental (PDA) é
um instrumento de planejamento que estabelece orientações para o uso e a
ocupação do solo e para o aproveitamento racional dos recursos naturais,
considerando as potencialidades e fragilidades do meio ambiente. Além disso, o
plano delimita áreas de proteção ambiental, garantindo o uso sustentável do
território municipal.
De acordo com o pesquisador
Flávio Sammarco Rosa, o principal resultado do PDA é o zoneamento ambiental, um
mapa que delimita zonas homogêneas e define orientações específicas para cada
área do território. Esse zoneamento orienta os órgãos e entidades ocupação
urbana mais equilibrada. [...] o desenvolvimento urbano sustentável só acontece
quando a ocupação das cidades privilegia o bem comum, reduz as desigualdades e
garante que os benefícios do crescimento alcancem todas as pessoas.
Construir cidades sustentáveis
requer equilíbrio entre as necessidades sociais e o respeito ambiental. É
necessário valorizar a cultura local, fortalecer identidades e usar os recursos
naturais, tecnológicos e financeiros de forma responsável.
Outro ponto essencial é a
distribuição justa de infraestrutura, bens e serviços urbanos. O ordenamento do
território deve considerar os diferentes contextos e escalas locais, promovendo
o uso equilibrado do solo. Tudo isso precisa ocorrer com base em acordos
sociais e políticos construídos em ambientes democráticos, por meio de uma
governança colaborativa entre Estado e sociedade civil.
Por fim, é fundamental reconhecer
que o Brasil é um país diverso, com 5.570 municípios que possuem realidades
urbanas, ambientais, econômicas e sociais muito distintas. Essas realidades não
são estáticas: elas mudam constantemente, trazendo novos desafios e
perspectivas para o planejamento urbano sustentável.
(Disponível em: https://www.politize.com.br/plano-diretor-ambiental/. Acesso em: 08 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto a seguir:
"Por fim, é fundamental reconhecer que o Brasil é um país diverso, com 5.570 municípios que possuem realidades urbanas, ambientais, econômicas e sociais muito distintas. Essas realidades não são estáticas: elas mudam constantemente, trazendo novos desafios e perspectivas para o planejamento urbano sustentável."
A acentuação é o modo de pronunciar um som ou grupo de sons com mais relevo do que outros nas palavras. Todas as palavras destacadas no excerto apresentam sílaba tônica, seja ela acentuada graficamente ou não. Tendo isso em consideração, analise as sentenças a seguir:
I.A palavra sustentável é acentuada porque é paroxítona terminada em -l.
II.As palavras municípios e estáticas são acentuadas graficamente porque atendem à mesma regra, são proparoxítonas.
III.A palavra país recebe acento gráfico porque se trata de um hiato, ou seja, leva acento agudo no i porque ele representa a segunda vogal tônica de um hiato.
É correto o que se afirma em:
Nos cobramos para produzir mais, sentir menos e melhorar o tempo todo. A produtividade virou virtude. A exaustão, uma medalha invisível.
E, assim, vamos nos desconectando do que é essencial: o tédio, o vazio, o silêncio. Coisas que não produzem resultado imediato, mas que sustentam tudo o que importa no longo prazo: atenção, presença, criatividade, saúde.
Após análise, assinale a alternativa correta: