Questões de Concurso
Comentadas sobre fonologia em português
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A quantidade de fonemas presentes nas palavras “aumento e mínimo” é:
Analise os itens a seguir:
I. Hiato é a sequência de vogal com vogal em sílabas separadas. Ex.: po-e-ta.
II. Ditongo é a sequência de vogal com semivogal (decrescente) ou semivogal com vogal (crescente) na mesma sílaba. Ex.: vai-da-de, tê-nue.
III. Tritongo é a sequência de semivogal com vogal e outra semivogal na mesma sílaba. Ex.: i-guais.
Quantos itens estão corretos?
Por que alguns animais comem pedra?
Alguns animais têm hábitos que podemos considerar curiosos… Os gatos, por exemplo, se lambem para limpar o pelo. Já os cachorros procuram comer certas ervas quando sentem algum mal-estar. Mas tem bicho com hábitos ainda mais intrigantes, como comer pedras! E olha que, em vez de fazê-los passar mal, as pedras exercem funções úteis dentro do organismo.
Crocodilo, pinguim, foca e leão-marinho, entre outros animais aquáticos, estão na lista dos engolidores de pedras. Elas ficam armazenadas no estômago desses animais e ajudam a triturar os alimentos e a limpar as paredes estomacais. Também aliviam a sensação de fome e funcionam como lastro, ajudando o animal a afundar.
É preciso dizer que as pedras não ficam no corpo do animal pra sempre. O corpo começa a dar sinais de desconforto. Então, o animal provoca vômito, botando algumas pedras para fora até se sentir bem.
Adaptado de: http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/ view/1932
Seu coração bate em sincronia com o do seu cachorro
Helô D’Angelo
Dizer que “o cachorro é o melhor amigo do homem” não é novidade, mas não deixa de ser uma verdade boa de se repetir. Vários estudos já comprovaram que os cães sentem amor de verdade pelos seus donos, que eles diminuem a ansiedade de crianças e que, em vários lugares, eles são tratados como gente. Para somar a essa lista de benefícios: em um estudo recente, um grupo de cientistas australianos mostrou que, quando o cachorro e o dono estão juntos, os batimentos cardíacos dos dois entram em sincronia.
O estudo foi assim: três cães foram separados de seus donos por algumas horas, enquanto os cientistas monitoravam os batimentos do coração dos bichos e das pessoas. Depois, os cachorros e seus respectivos humanos foram colocados novamente juntos (ainda com os monitores cardíacos). O resultado foi que em menos de um minuto depois do reencontro, os corações dos donos e de seus cachorros se acalmaram, as frequências cardíacas diminuíram e os batimentos começaram a se espelhar. O mais interessante é que os cientistas que conduziram o experimento também mediram os batimentos enquanto cada humano encontrava outro cão que não era o dele, e perceberam que, aí, os dois corações não entram em sincronia. Apesar de a frequência cardíaca diminuir nessa situação, os batimentos sincronizados dos corações do humano e do animal só parecem acontecer quando há uma ligação especial entre cachorro e dono.
Um estudo como esse não é só adorável: ele é importante para encontrar novas formas de lidar com o stress. Estudos anteriores já mostraram que quem tem um cachorro é menos estressado, menos ansioso e tem uma imunidade muito melhor. Para os cães, a relação também é proveitosa: quando sentem o cheiro do dono, o cérebro deles ativa uma área associada ao prazer, o que combate doenças como depressão e ansiedade dos cãezinhos.
Texto adaptado de: http://super.abril.com.br/comportamento/seu-coracao-bate-em-sincronia-com-o-do-seu-cachorro. Acesso em 23 de maio de 2016.
A luz do Sol, ao chegar à atmosfera, possui coloração branca, porém, essa luz se movimenta por meio de ondas que permanecem espalhadas de maneira imperceptível aos olhos. Por causa do oxigênio e do nitrogênio presentes na atmosfera, a luz solar sofre algumas alterações relacionadas à cor, pois, apesar de ser branca aos olhos, é, na verdade, um misto de várias cores, que podem ser vistas, por exemplo, quando ocorre a formação de um arco-íris. Cada cor possui uma onda com tamanho diferente. A onda correspondente à cor azul possui um dos menores comprimentos visíveis, e o maior pertence à cor vermelha. Quando a luz solar, influenciada pelos gases atmosféricos, chega à percepção humana, ocorre um fenômeno físico nomeado espalhamento Rayleigh, que provoca a dispersão dessa luz ao passar por determinadas partículas de ar. Esse cruzamento entre a luz e as partículas de ar apresenta um reflexo da luz que possui absorção de parte de sua energia, de modo que suas cargas vibrem, emitindo mais radiação. Como a cor azul possui menor comprimento, as pequenas partículas de ar presentes na atmosfera encontram compatibilidade com elas, absorvendo-a. Ao absorver o azul, as partículas de ar liberam essa coloração por todo o espaço, dando a impressão de que o céu é azul. Quando o Sol chega ao ocaso, sua luz se distancia da atmosfera, fazendo com que o azul seja diluído. A partir daí, consegue-se perceber o tom avermelhado no céu por causa da onda de maior comprimento dessa cor. O aparecimento do vermelho se deve à necessidade de uma onda se espalhar menos pela atmosfera por causa da distância entre ela e o astro. Adaptado de: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/por-queceu-azul.htm>.
Indique a opção em que há uma palavra com 6 (seis) fonemas:
A luz do Sol, ao chegar à atmosfera, possui coloração branca, porém, essa luz se movimenta por meio de ondas que permanecem espalhadas de maneira imperceptível aos olhos. Por causa do oxigênio e do nitrogênio presentes na atmosfera, a luz solar sofre algumas alterações relacionadas à cor, pois, apesar de ser branca aos olhos, é, na verdade, um misto de várias cores, que podem ser vistas, por exemplo, quando ocorre a formação de um arco-íris. Cada cor possui uma onda com tamanho diferente. A onda correspondente à cor azul possui um dos menores comprimentos visíveis, e o maior pertence à cor vermelha. Quando a luz solar, influenciada pelos gases atmosféricos, chega à percepção humana, ocorre um fenômeno físico nomeado espalhamento Rayleigh, que provoca a dispersão dessa luz ao passar por determinadas partículas de ar. Esse cruzamento entre a luz e as partículas de ar apresenta um reflexo da luz que possui absorção de parte de sua energia, de modo que suas cargas vibrem, emitindo mais radiação. Como a cor azul possui menor comprimento, as pequenas partículas de ar presentes na atmosfera encontram compatibilidade com elas, absorvendo-a. Ao absorver o azul, as partículas de ar liberam essa coloração por todo o espaço, dando a impressão de que o céu é azul. Quando o Sol chega ao ocaso, sua luz se distancia da atmosfera, fazendo com que o azul seja diluído. A partir daí, consegue-se perceber o tom avermelhado no céu por causa da onda de maior comprimento dessa cor. O aparecimento do vermelho se deve à necessidade de uma onda se espalhar menos pela atmosfera por causa da distância entre ela e o astro. Adaptado de: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/por-queceu-azul.htm>.
Qual das opções abaixo apresenta a separação silábica CORRETA de “ensinamento”:
O cérebro imoral – Mentes corrompidas
DANIEL MARTINS DE BARROS
As decisões morais, como todo tipo de decisão, passam por nosso cérebro. Se não sabemos ao certo todos os elementos que levam alguém a se corromper, conhecemos pelo menos algumas áreas cerebrais que falham na tentativa de impedir tais decisões.
As mentes corruptas podem ser influenciadas pelo poder – o sujeito passa a se achar menos condenável que os outros por ser poderoso (hipocrisia moral) – e também pelas atitudes – depois de se corromper as pessoas se convencem que não era errado, para fugir da dissonância ética. Mas o que será que acontece no cérebro corrompido?
A corrupção é uma atitude que resulta de um cálculo no qual pesam dois principais fatores: a importância que se dá às normas sociais e o risco de ser pego. Outras variáveis podem influir na decisão, como a quantidade roubada, quem será prejudicado, por quanto tempo durará o crime, o meio de perpetrálo etc., mas de uma maneira ou outra estão todas atreladas aos dois primeiros. Quanto mais se consideram os valores da sociedade, menor a chance de violá-los. Como menor também é a chance de fazer algo errado na proporção que cresce a chance de ser flagrado. Essa tomada de decisão moral, como todas as outras, no fim das contas, depende de um cérebro bem afinado. Sobretudo no componente emocional.
Um dos modelos usados para compreender a relação entre cérebro e comportamento moral é o da psicopatia. Embora não exista uma causa para ela, nem um exame cerebral que a diagnostique, sabese que, de forma geral, o cérebro dos psicopatas funciona de forma diferente do das outras pessoas. Sua frieza, baixa reação emocional, ausência de medo devem-se – ao menos em parte – a um menor funcionamento das estruturas cerebrais chamadas amígdalas (nada a ver com as da garganta). Elas captam sinais de perigo, de ameaças, e disparam reações físicas automáticas, como aceleração do coração e sudorese, reações que os psicopatas não apresentam (daí serem literalmente frios). Tais reações não se devem apenas ao que vemos e ouvimos, mas também à forma como interpretamos as situações com base em memórias, conhecimento e raciocínio – o que ocorre numa outra região com o longo nome de córtex pré-frontal ventromedial (VMPFC, na sigla em inglês). É nessa região que ocorre a deliberação, onde os aspectos emocionais e racionais são calculados e a decisão é tomada. Pacientes que sofrem lesões neurológicas nessa área mudam seu comportamento e tornam-se mais indiferentes aos outros, egoístas, decidindo de forma mais imediatista e irresponsável – não por acaso, tal condição é por vezes chamada de “psicopatia adquirida”.
Se muitas vezes deixamos de fazer o que queríamos é por conta desses freios emocionais que faltam aos psicopatas. Não falo só de sermos capazes de resistir àquela vontade de avançar no pescoço de alguém, mas também de não trapacear no trabalho para conseguir uma promoção; não prejudicar um amigo por dinheiro; não pegar da geladeira o último pedaço de doce que não é nosso. Imaginamos que as pessoas afetadas irão sofrer, o que nos faz pensar duas vezes. O medo de ser pego também nos segura. Esses dois breques comportamentais faltam absolutamente nos psicopatas e parcialmente nos corruptos. Como a corrupção é sempre lesiva para alguém, para se corromper a pessoa tem que superar os sentimentos negativos que seu ato gera, além de passar por cima do medo.
Claro que nem todo corrupto tem o diagnóstico de psicopatia (a maioria não deve ter), mas fica evidente que corromper-se é, em alguma medida, pensar como um psicopata, é buscar o máximo de ganho com o mínimo de esforço, pagando por isso apenas o preço de lesar os outros. E é o tamanho desse “apenas” que diferencia o cidadão que opta por não roubar, o corrupto que supera sua culpa e o psicopata incapaz de empatia.
E nós, com que tipo de cérebro queremos pensar nosso país?
Texto adaptado de: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-cerebro-imoral-mentes-corrompidas-parte-3/ Acesso em 23 de março de 2016.