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Questões de Concurso Comentadas sobre fonologia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.130 questões

Q4022987 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas."


Com fundamento nas normas de acentuação gráfica aplicáveis aos vocábulos constantes do trecho, bem como àqueles que o extrapolam, assinale V, para as proposições verdadeiras, e F, para as falsas.



(__) O vocábulo 'popularíssima' recebe acento gráfico em conformidade com a mesma norma que fundamenta o acento em de 'feiíssimo'. Diversamente, 'sanduíche' submete-se a critério distinto nos termos das regras específicas aplicáveis a essa configuração vocálica.


(__) A forma verbal 'vão' submete-se ao mesmo regime de acentuação gráfica aplicado ao vocábulo 'é', já que, em ambas as ocorrências, trata-se de monossílabos tônicos constituídos por uma única sílaba fonética, que, em razão de sua tonicidade e estrutura formal, justificam a incidência do acento gráfico.


(__) O vocábulo 'usuários' constitui exemplo de forma cuja classificação pode suscitar mais de uma interpretação quanto à posição da sílaba tônica. Isso porque sua delimitação silábica, como paroxítona terminada em ditongo crescente ou como proparoxítona, depende da análise fonético-fonológica adotada, uma vez que a distinção entre ditongo e hiato interfere diretamente na determinação da sílaba tônica formal.


(__) O vocábulo 'favoritas' classifica-se como palavra paroxítona, à semelhança de 'filantropo' e 'recorde', vocábulos igualmente paroxítonos que, nos termos das regras gerais de acentuação da língua portuguesa, não recebem acento gráfico.


(__) O vocábulo 'rede' apresenta grafia única. Diversamente, 'sutil' constitui exemplo de palavra de dupla prosódia. Registra-se, de um lado, a forma 'sutil', oxítona, sem acento gráfico, consagrada no uso contemporâneo com o sentido de 'delicado', 'tênue' ou 'refinado'. De outro, atesta-se a variante 'sútil', de emprego raro ou arcaizante, utilizada com o significado de adjetivo relacionado a algo costurado.


Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4022983 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo 'inventadas' diariamente."


Com base na fonologia dos vocábulos empregados no trecho, bem como dos que estão fora do contexto apresentado, julgue as proposições a seguir:



I. O vocábulo 'existe' apresenta a consoante 'x' sob realização sonora específica, circunstância que igualmente se verifica em 'azar', em que o grafema 'z' materializa idêntico valor fonético, evidenciando-se, assim, correspondência sonora entre vocábulos graficamente distintos.


II. O vocábulo 'que' exemplifica palavra que apresenta dígrafo consonantal, no qual um dos grafemas se encontra destituído de realização fonética autônoma, circunstância que igualmente se verifica em 'equino', em que se observa sequência gráfica representativa de um único valor fonético.


III. O vocábulo 'inerente' classifica-se como palavra polissílaba, cujos grafemas apresentam correspondência com os fonemas efetivamente realizados na cadeia fônica, não se verificando supressão sonora. Ademais, registra encontro consonantal separável 'nt', porquanto as consoantes 'n' e 't' se distribuem por sílabas distintas.


IV. O vocábulo 'concorda' requer realização vocálica com timbre aberto na sílaba tônica, circunstância que igualmente se verifica em 'alcova' e 'crosta', as quais exibem idêntica qualidade vocálica na sílaba nuclear, configurando uniformidade fonética entre as formas.



Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4022941 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso


Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa.


Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano.


O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.


Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção.


Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°.


Finlândia


A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos.



O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar.


"Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque.


"As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la."


Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação.


Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor.


"A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?"


Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro corporativo".


Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza.


"Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele.


Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas.


"Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov.


Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes.


Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido.


"Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem."



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o -fragmento-adaptado

"O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção."


Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas relativas aos vocábulos presentes no texto, assim como àqueles que aparecem fora de contexto.



I. O vocábulo 'país' recebe acento por apresentar vogal tônica que forma hiato com a vogal anterior, estando sozinho na sílaba e acompanhado de 's'.


II. O vocábulo 'média' recebe acento pela mesma regra de 'úteis', uma vez que palavras paroxítonas terminadas em ditongos crescentes devem ser acentuadas.


III. O vocábulo 'para' é uma palavra homônima que sofreu alteração em sua acentuação quando utilizado como forma verbal. Diferentemente, o verbo 'pôr' manteve o acento para distingui-lo da preposição 'por'.


IV. Perderam o acento agudo as vogais tônicas 'i' e 'u' em palavras paroxítonas quando precedidas de ditongo. Assim, as formas 'feiura', 'boiuno' e 'alauita', que anteriormente eram acentuadas, passaram a ser grafadas sem acento.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.

Alternativas
Q4022833 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O setor têxtil pressiona os recursos hídricos e acelera a mudança.

A tecnologia ganha papel estratégico na redução do consumo.

A pressão sobre os recursos hídricos tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva. Empresas dos setores têxtil e de impressão vêm investindo em soluções que reduzem etapas, insumos e desperdícios ao longo da cadeia produtiva.
A empresa japonesa Epson faz parte desse movimento com sistemas de impressão digital desenvolvidos para substituir processos tradicionais de tingimento, que dependem de grandes volumes de água e múltiplas etapas químicas.
Nos métodos convencionais, o tingimento envolve pré-tratamento do tecido, aplicação de corantes, fixação a vapor e sucessivos ciclos de lavagem para remoção de resíduos. Já nas soluções digitais, como as impressoras da série Monna Lisa, desenvolvidas pela Epson, o uso de tintas pigmentadas permite a aplicação direta da cor na superfície do tecido, com fixação por calor, reduzindo — e, em alguns modelos, eliminando — processos intensivos em água, como lavagem e vaporização.
Segundo dados da empresa, esse tipo de tecnologia pode reduzir o consumo de água em até 97% em comparação com processos tradicionais. A simplificação do fluxo produtivo também contribui para a redução de efluentes e da carga química associada ao tratamento posterior.
A incorporação da impressão digital também altera a lógica industrial do setor da moda. Em vez de grandes volumes produzidos antecipadamente, o modelo passa a permitir a produção sob demanda, com tiragens menores e maior precisão no uso de matérias-primas.
Esse formato reduz perdas associadas à superprodução, prática comum em cadeias tradicionais, e melhora a eficiência no uso de recursos naturais e insumos.
Outro efeito é a descentralização da produção. Equipamentos mais compactos possibilitam a instalação próxima aos centros de consumo, encurtando as cadeias logísticas, reduzindo o transporte e contribuindo para um menor impacto ambiental ao longo da cadeia de valor.
A economia circular também vem ganhando espaço como resposta estrutural aos desafios ambientais do setor. Tecnologias de reciclagem têxtil têm ampliado a capacidade de reaproveitamento de resíduos e peças descartadas.
Entre essas soluções está a tecnologia Dry Fiber, desenvolvida pela Epson, que permite desfibrar roupas usadas e sobras industriais para a produção de novos materiais sem o uso intensivo de água. 
O processo atua em duas frentes críticas da indústria: ao reduzir a necessidade de novas fibras e diminuir o consumo de água associado à produção têxtil. A proposta também está alinhada aos princípios da economia circular, que buscam prolongar o ciclo de vida dos materiais e reduzir o descarte.
A aplicação dessas soluções já alcança segmentos de maior valor agregado. O designer japonês Yuima Nakazato utilizou materiais produzidos com essa tecnologia em coleções apresentadas na Semana de Alta Costura de Paris, demonstrando a viabilidade técnica e criativa do modelo.

https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/o-setor-textil-pr essiona-os-recursos-hidricos-e-acelera-a-mudanca/ fragmento
"A pressão sobre os recursos hídricos tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva."
Com base nas regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho, bem como daqueles que estão fora do contexto apresentado, julgue as afirmativas:
I. O vocábulo 'hídricos' recebe acento gráfico por se classificar como proparoxítono, o que determina inequivocamente a tonicidade na antepenúltima sílaba, eliminando qualquer ambiguidade quanto à sua pronúncia.
II. O vocábulo 'proteína' segue a regra de acentuação dos vocábulos que formam hiato com 'i' e 'u' tônico. Mesma regra que se aplica aos vocábulos 'juízes' e 'zodíaco'.
III. Os vocábulos 'pressão' e 'adoção' têm a mesma classificação tônica do vocábulo 'digitais'.
IV. O vocábulo 'tem' é exemplo de palavra que recebe acento diferencial, quando empregado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo. Os verbos 'convir' e 'provir' também apresentam acento diferencial nesse mesmo modo e tempo.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q4022757 Português
  1. As mentiras mais comuns nos currículos – e como elas são descobertas por recrutadores 

    “Inglês avançado” que trava na entrevista. Conhecimento técnico que desaparece diante de uma pergunta simples. Cargos que parecem maiores no papel do que foram na prática. Essas são algumas das mentirinhas clássicas que ainda aparecem em currículos — e que recrutadores identificam com rapidez. Um levantamento da Robert Half, empresa global de recrutamento e consultoria em talentos humanos, feito com 774 profissionais no Brasil, mostra a dimensão do problema. Para 58% dos recrutadores, inconsistências no currículo já foram motivo para eliminar candidatos ainda no início do processo.

    O estudo também revela quais são as distorções mais comuns e por que elas são tão fáceis de identificar. Algumas delas são, por exemplo, habilidades técnicas exageradas. O candidato declara domínio de ferramentas ou conhecimentos que não consegue comprovar na prática. Há, ainda, cargos e projetos apresentados de forma ampliada. A proficiência em idiomas acima do nível real é um clássico; o nível informado não se confirma em uma conversa simples. A lógica por trás dessas práticas é clara: aumentar as chances de passar pelo filtro inicial. Na prática, porém, o efeito costuma ser o contrário. As diferenças entre discurso e experiência aparecem ao longo da seleção e influenciam a decisão final.

    Apesar disso, a maior parte dos profissionais afirma agir com transparência. Para 74%, nunca houve omissão ou distorção de informações. Ainda assim, 15% admitem já ter feito ajustes no currículo, enquanto 10% chegaram a considerar essa possibilidade. A pesquisa indica que esse comportamento está mais ligado à pressão do que à intenção de enganar. Entre os principais motivos estão o receio de perder espaço em um mercado competitivo, a tentativa de se alinhar ao perfil buscado pelas empresas e o medo de que lacunas na carreira prejudiquem a avaliação. Também pesam fatores como pressão financeira, urgência por recolocação e insegurança sobre a própria trajetória. Esse conjunto de elementos leva alguns profissionais a “embelezar” a forma como apresentam suas experiências. 

    Outro ponto que ganhou força recente é o uso de Inteligência Artificial (IA) na preparação de currículos e entrevistas. A tecnologia pode ajudar na organização e na clareza das informações. Mas, quando usada em excesso, deixa sinais claros – e os recrutadores já sabem identificá-los, como respostas mecânicas padronizadas, falta de profundidade ao detalhar experiências, uso de linguagem excessivamente formal, entre outros aspectos.

    Para Marcela Esteves, diretora da Robert Half, o ponto central é o equilíbrio: “Há diversos recursos para ajudar na organização de ideias e na estrutura do currículo, mas nenhum deles substitui a experiência real do profissional. Como costumamos reforçar, a IA deve ser parceira, não substituta. Quando o documento se distancia demais da trajetória do candidato, isso tende a aparecer rapidamente durante as entrevistas e, sem dúvida, pode prejudicar sua reputação”, conclui.

    (Disponível em: g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/03/25/as-5-mentiras-mais-comuns-noscurriculos-e-como-elas-sao-descobertas-por-recrutadores.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Sobre a relação entre letras e fonemas, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4022756 Português
  1. As mentiras mais comuns nos currículos – e como elas são descobertas por recrutadores 

    “Inglês avançado” que trava na entrevista. Conhecimento técnico que desaparece diante de uma pergunta simples. Cargos que parecem maiores no papel do que foram na prática. Essas são algumas das mentirinhas clássicas que ainda aparecem em currículos — e que recrutadores identificam com rapidez. Um levantamento da Robert Half, empresa global de recrutamento e consultoria em talentos humanos, feito com 774 profissionais no Brasil, mostra a dimensão do problema. Para 58% dos recrutadores, inconsistências no currículo já foram motivo para eliminar candidatos ainda no início do processo.

    O estudo também revela quais são as distorções mais comuns e por que elas são tão fáceis de identificar. Algumas delas são, por exemplo, habilidades técnicas exageradas. O candidato declara domínio de ferramentas ou conhecimentos que não consegue comprovar na prática. Há, ainda, cargos e projetos apresentados de forma ampliada. A proficiência em idiomas acima do nível real é um clássico; o nível informado não se confirma em uma conversa simples. A lógica por trás dessas práticas é clara: aumentar as chances de passar pelo filtro inicial. Na prática, porém, o efeito costuma ser o contrário. As diferenças entre discurso e experiência aparecem ao longo da seleção e influenciam a decisão final.

    Apesar disso, a maior parte dos profissionais afirma agir com transparência. Para 74%, nunca houve omissão ou distorção de informações. Ainda assim, 15% admitem já ter feito ajustes no currículo, enquanto 10% chegaram a considerar essa possibilidade. A pesquisa indica que esse comportamento está mais ligado à pressão do que à intenção de enganar. Entre os principais motivos estão o receio de perder espaço em um mercado competitivo, a tentativa de se alinhar ao perfil buscado pelas empresas e o medo de que lacunas na carreira prejudiquem a avaliação. Também pesam fatores como pressão financeira, urgência por recolocação e insegurança sobre a própria trajetória. Esse conjunto de elementos leva alguns profissionais a “embelezar” a forma como apresentam suas experiências. 

    Outro ponto que ganhou força recente é o uso de Inteligência Artificial (IA) na preparação de currículos e entrevistas. A tecnologia pode ajudar na organização e na clareza das informações. Mas, quando usada em excesso, deixa sinais claros – e os recrutadores já sabem identificá-los, como respostas mecânicas padronizadas, falta de profundidade ao detalhar experiências, uso de linguagem excessivamente formal, entre outros aspectos.

    Para Marcela Esteves, diretora da Robert Half, o ponto central é o equilíbrio: “Há diversos recursos para ajudar na organização de ideias e na estrutura do currículo, mas nenhum deles substitui a experiência real do profissional. Como costumamos reforçar, a IA deve ser parceira, não substituta. Quando o documento se distancia demais da trajetória do candidato, isso tende a aparecer rapidamente durante as entrevistas e, sem dúvida, pode prejudicar sua reputação”, conclui.

    (Disponível em: g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/03/25/as-5-mentiras-mais-comuns-noscurriculos-e-como-elas-sao-descobertas-por-recrutadores.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a classificação das palavras conforme a sílaba tônica. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: DPE-SC Prova: FUNDATEC - 2026 - DPE-SC - Defensor Público |
Q4022381 Português

ECA Digital surge como avanço na proteção de crianças e adolescentes na internet


Por Sandra Capomaccio

Fonte: jornal.usp.br/radio-usp/eca-digital-surge-como-avanco-na-protecao-de-criancas-e adolescentes-na-internet/ – texto adaptado especialmente para esta prova.


Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da palavra “regulamentação” no trecho a seguir, retirado do texto:


“Por esse motivo, além da regulamentação nacional, também será necessário avançar em acordos”.

Alternativas
Q4021900 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos

A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta.

Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos.

Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro.

Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela.

Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real.

Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos".

Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando.

Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa.

Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira.

Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos.

"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.

Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego
"Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro." Considerando a acentuação dos vocábulos presentes no texto, bem como daqueles apresentados fora de contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo 'eletrodo', sem acento, deve ser pronunciado com a penúltima sílaba tônica, sendo, portanto, uma palavra paroxítona, assim como os vocábulos 'avaro' e 'rubrica', todos grafados corretamente sem acento.
II. A regra de acentuação aplicada ao vocábulo 'minúsculo' difere daquela que se aplica aos vocábulos 'cheiíssimo' e 'veículo', pois estes últimos seguem outra regra específica de acentuação.
III. O vocábulo 'feixe' é uma palavra paroxítona com ditongo, que nunca recebeu acento. Diferentemente de 'boia' e 'anzois', que também são paroxítonas com ditongos, mas perderam o acento por apresentarem ditongos abertos.
IV. O verbo 'ler', quando conjugado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, exemplifica um caso de palavra que sofreu alteração com o Novo Acordo Ortográfico. Diferentemente, os verbos 'ter' e 'pôr' não sofreram alterações.
Após análise, identifique a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4018052 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
"Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula."
Analise a classificação das palavras 'médico' e 'vesícula' quanto à posição da sílaba tônica e à acentuação gráfica. Em seguida, identifique, entre os vocábulos das alternativas a seguir, aqueles que devem receber acento pela mesma regra.
I. Estereotipo, veiculo e cheiissimo.
II. Pudico, vitima e transito.
III. Avaro, sarcofago e ridiculo.
IV. Caracteres, prototipo e quadruplo.
Após análise, identifique a alternativa que apresenta apenas as palavras que deverão ser acentuadas pela mesma regra das apresentadas no comando da questão. 
Alternativas
Q4015120 Português
TEXTO DE APOIO

Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035

O governo federal lançou em Brasília o Plano Clima, documento que orienta Estado e sociedade para enfrentarem a crise climática. Amplamente debatido, o plano descreve ações de mitigação e adaptação para o Brasil ser uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental. A meta principal é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, sendo esses percentuais relativos aos níveis de 2005. Essa contenção será o caminho para que, até 2050, não haja mais emissões líquidas de gases de efeito estufa no Brasil. A elaboração do plano, iniciada em 2023, envolveu a participação de 24 mil pessoas e resultou em cerca de 5 mil propostas, sintetizadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), que é formado por 25 pastas ministeriais.

Segundo a ministra Marina Silva, o Plano Clima é a principal estratégia para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que já assolam o país, referindo-se a desastres recentes na Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Amazônia. Para viabilizar tais metas, o plano contará com financiamento do Eco Invest Brasil, focado em investimentos privados, além de recursos de cooperação global da plataforma BIP e verbas do Fundo Clima, operado pelo BNDES. Para o corrente ano, o Fundo Clima disporá de mais de R$ 33 bilhões, sendo a maior parte (R$ 27,5 bilhões) em recursos reembolsáveis.

O ministro Rui Costa avaliou que a iniciativa posiciona o Brasil na liderança global da agenda ambiental, funcionando como um chamado à ação para estados, municípios e setor privado. Complementarmente, a ministra Luciana Santos assinalou que o plano consolida a ciência como base para o enfrentamento à crise, permitindo que o país não esteja apenas reagindo aos desastres, mas antecipando soluções estratégicas para o futuro sustentável da nação.

(Fonte:https://www.adufg.org.br/noticias/34-agenciabrasil/12534-governo-lanca-plano-clima-com-meta-dereduzir-emissoes-ate-2035. ADAPTADO; Acessado em: 17/03/2026). 
A fonologia estuda os sons da língua (fonemas) e sua representação escrita (letras). Nem sempre há uma correspondência direta entre o número de grafemas e o número de fonemas em uma palavra. Fenômenos como os dígrafos (duas letras que representam um só fonema) e os ditongos (encontro de uma vogal e uma semivogal na mesma sílaba) alteram essa contagem.
Analise as palavras abaixo, extraídas de um contexto cotidiano:
1. QUEIJO 2. QUARTO
Considerando a análise fonética das palavras destacadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente a quantidade de letras e fonemas de cada uma, respectivamente:
Alternativas
Q4013335 Português
Em palavras com mais de uma sílaba, uma delas recebe maior intensidade na pronúncia. Com base nisso, indique a alternativa correta:
Alternativas
Q4013334 Português
Na organização das palavras, é possível identificar partes sonoras menores. Considerando esse aspecto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4012792 Português

ECA Digital, para proteção on-line de crianças e adolescentes, entra em vigor


Crianças e adolescentes ganham a partir dessa terça-feira (17) uma importante ferramenta de proteção com a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (também chamado de ECA Digital).


Marco para a defesa dos menores de 18 anos no ambiente virtual, o ECA Digital obriga as empresas de tecnologia da informação a remover imediatamente conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil com notificação às autoridades, além da adoção de ferramentas de controle parental e verificação de idade dos usuários. Estão nesse rol as publicações relacionadas a incitação à violência física, conteúdo pornográfico, uso de drogas, automutilação e suicídio e venda de jogos de azar, entre outros.


Sancionada em 2025, a lei, que teve origem no PL 2.628/2022, é uma resposta à crescente "adultização" de menores de 18 anos em plataformas on-line.


Para coibir casos de violações graves contra menores de 18 anos no ambiente virtual, as empresas tiveram seis meses de adaptação às normas. Essas companhias de tecnologia devem adotar medidas como remoção de conteúdos. Se identificados conteúdos relacionados a abuso sexual, sequestro, aliciamento ou exploração, além de remover, as empresas terão de notificar imediatamente as autoridades competentes, tanto no Brasil, como internacionalmente.


As contas de crianças e adolescentes de até 16 anos terão de ser vinculadas a um responsável. Caberá às empresas fornecer ferramentas de supervisão parental acessíveis e de fácil uso. Isso possibilitará aos responsáveis bloquear, por exemplo, a comunicação com adultos não autorizados, limitar recursos que incentivem o uso excessivo, controlar sistemas de recomendação e restringir o compartilhamento da geolocalização.


Também terão de promover a verificação de idade para o acesso a conteúdo inadequado a idade de até 18 anos. Esse controle exige que sejam adotados "mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso", ou seja, não basta a autodeclaração.


Além disso, o texto proíbe caixas de recompensas (loot boxes) em jogos eletrônicos. Essas caixas são itens virtuais que podem provocar comportamento compulsivos, segundo especialistas.


Será instituída ainda uma autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital. Caberá a essa entidade verificar a aplicação da lei em todo o país, assim como editar regulamentos e procedimentos para a execução da norma.


Vários pontos da lei ainda dependem de regulamentação para surtir efeito prático. O Poder Executivo terá, por exemplo, de regulamentar os requisitos mínimos de transparência, segurança e compartilhamento de informações de forma automática para os mecanismos de aferição de idade e de supervisão parental adotados pelos sistemas operacionais e pelas lojas de aplicativos.


Além do que já está previsto no Código Penal, o ECA Digital também estabelece punições aos infratores. Caso a norma seja descumprida, as empresas ficarão sujeitas a advertência, pagamento de multas, suspensão temporária e até proibição do exercício das atividades.


As empresas podem ser multadas em até 10% de seu faturamento. Não havendo faturamento, a multa pode variar de R$ 10 a R$ 1 mil por usuário cadastrado no provedor punido, como limite máximo de R$ 50 milhões. No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.


Na aprovação da matéria pelo Plenário do Senado, em agosto de 2025, Alessandro salientou que o problema do ambiente digital é global e precisa do envolvimento de toda a sociedade.


— A sociedade civil se mobilizou, as equipes técnicas se envolveram. Estamos igualando parcialmente a atividade de algumas das empresas mais poderosas do capitalismo. Esta é a primeira lei das Américas sobre o tema. É fruto de um trabalho coletivo — afirmou em Plenário.


A maioria dos senadores apoiou a proposta, mas outros apontaram preocupação com a regulação das redes sociais.


Contrário ao projeto, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) disse que esse pode ser o começo de uma regulação mais dura das plataformas.


— Depois que abrir essa porteira, o controle das redes sociais não se fecha mais. O maior controle, na minha opinião, é dos pais. Isso o Estado nunca vai suplantar. Eu não acredito que o Estado deva substituir o controle parental. O melhor seria que isso fosse autorregulado — criticou.


Alessandro afirmou que a proposta busca, na verdade, resgatar o poder de pais e mães de acompanhar e controlar a vida digital dos filhos.


— A partir da sanção da lei, as empresas serão obrigadas a organizar seus produtos e serviços de forma mais segura e adequada ao público infantil e adolescente — disse.


O projeto foi apresentado em 2022. Após análise no Senado, a Câmara aprovou um substituto (texto alternativo). A matéria retornou ao crivo dos senadores em agosto de 2025, quando foi aprovada em Plenário. O tema ganhou destaque em 2025 com as denúncias apresentadas pelo influenciador digital Felipe Bressanin, conhecido como Felca, que revelou casos de exploração e abuso de crianças e adolescentes no mundo virtual.


Fonte: Agência Senado 

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/03/17/eca-digital-p ara-protecao-on-line-de-criancas-e-adolescentes-entra-em-vigor fragmento 

"Será instituída ainda uma autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital. Caberá a essa entidade verificar a aplicação da Lei em todo o país, assim como editar regulamentos e procedimentos para a execução da norma."

Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir.


(__) O vocábulo 'instituídas' recebe acento pela regra das vogais 'i' e 'u' tônicas que formam hiato com a vogal anterior, assim como os vocábulos 'proteína' e 'veículo'.

(__) O vocábulo 'autônoma' está acentuado corretamente pela mesma regra que se aplica aos vocábulos 'elétrodo' e 'filântropo', acentuados corretamente por serem proparoxítonos.

(__) O vocábulo 'lei' não apresenta acento gráfico, apesar de constituir um monossílabo tônico, o que evidencia que nem todos os monossílabos tônicos são acentuados.

(__) O vocábulo 'acessíveis é uma paroxítona que não sofreu alteração com o Novo Acordo Ortográfico. Em contraste, o vocábulo 'boiuno', anteriormente acentuado como 'boiúno', deixou de receber acento devido à regra que extinguiu o uso do acento agudo nas vogais tônicas 'i' e 'u' de palavras paroxítonas quando antecedidas de ditongo.


Após análise, identifique a sequência CORRETA.

Alternativas
Q4012669 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza, mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.


Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento, apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.


Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000 virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials, desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.


Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva.


Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo " prejuvenation " para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem.


No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.


São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele.


O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante, considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.


https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado

"Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia."


Considerando aspectos de fonologia, prosódia e ortoépia dos vocábulos presentes no texto, bem como de outros vocábulos, julgue as afirmativas a seguir.



I. O vocábulo 'envelhecer' apresenta dígrafo consonantal e também dígrafo vocálico. Já o vocábulo 'impulsionou' apresenta dígrafo vocálico, além de encontro vocálico inseparável.


II. No português brasileiro, é comum ocorrer epêntese vocálica, ou seja, a inserção de uma vogal em encontros consonantais, como em pronúncias não padrão de palavras como 'advogado'. No entanto, essas formas não correspondem à norma-padrão,que também não admite a supressão indevida de fonemas.


III. A prosódia é o ramo da fonética responsável pela correta determinação da sílaba tônica das palavras. O desvio nessa acentuação, com deslocamento do acento tônico para outra sílaba, configura o fenômeno denominado silabada. Assim, quando o vocábulo 'recorde' é pronunciado como paroxítona, com tonicidade na penúltima sílaba, ocorre esse desvio prosódico.


IV. A ortoépia, ligada à pronúncia correta dos grupos fônicos que compõem a palavra, relaciona-se à adequada emissão das vogais, à correta articulação das consoantes e à ligação entre vocábulos no contexto. Desvios nesse âmbito podem ser observados nas palavras 'mulçumano', 'cardeneta', 'iorgute' e 'bicabornato'.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 

Alternativas
Q4012463 Português
ECA Digital, para proteção on-line de crianças e adolescentes, entra em vigor


Crianças e adolescentes ganham a partir dessa terça-feira (17) uma importante ferramenta de proteção com a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (também chamado de ECA Digital).

Marco para a defesa dos menores de 18 anos no ambiente virtual, o ECA Digital obriga as empresas de tecnologia da informação a remover imediatamente conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil com notificação às autoridades, além da adoção de ferramentas de controle parental e verificação de idade dos usuários. Estão nesse rol as publicações relacionadas a incitação à violência física, conteúdo pornográfico, uso de drogas, automutilação e suicídio e venda de jogos de azar, entre outros.

Sancionada em 2025, a lei, que teve origem no PL 2.628/2022, é uma resposta à crescente "adultização" de menores de 18 anos em plataformas on-line.

Para coibir casos de violações graves contra menores de 18 anos no ambiente virtual, as empresas tiveram seis meses de adaptação às normas. Essas companhias de tecnologia devem adotar medidas como remoção de conteúdos. Se identificados conteúdos relacionados a abuso sexual, sequestro, aliciamento ou exploração, além de remover, as empresas terão de notificar imediatamente as autoridades competentes, tanto no Brasil, como internacionalmente.

As contas de crianças e adolescentes de até 16 anos terão de ser vinculadas a um responsável. Caberá às empresas fornecer ferramentas de supervisão parental acessíveis e de fácil uso. Isso possibilitará aos responsáveis bloquear, por exemplo, a comunicação com adultos não autorizados, limitar recursos que incentivem o uso excessivo, controlar sistemas de recomendação e restringir o compartilhamento da geolocalização.

Também terão de promover a verificação de idade para o acesso a conteúdo inadequado a idade de até 18 anos. Esse controle exige que sejam adotados "mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso", ou seja, não basta a autodeclaração.

Além disso, o texto proíbe caixas de recompensas (loot boxes) em jogos eletrônicos. Essas caixas são itens virtuais que podem provocar comportamento compulsivos, segundo especialistas.

Será instituída ainda uma autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital. Caberá a essa entidade verificar a aplicação da lei em todo o país, assim como editar regulamentos e procedimentos para a execução da norma. 

Vários pontos da lei ainda dependem de regulamentação para surtir efeito prático. O Poder Executivo terá, por exemplo, de regulamentar os requisitos mínimos de transparência, segurança e compartilhamento de informações de forma automática para os mecanismos de aferição de idade e de supervisão parental adotados pelos sistemas operacionais e pelas lojas de aplicativos.

Além do que já está previsto no Código Penal, o ECA Digital também estabelece punições aos infratores. Caso a norma seja descumprida, as empresas ficarão sujeitas a advertência, pagamento de multas, suspensão temporária e até proibição do exercício das atividades.

As empresas podem ser multadas em até 10% de seu faturamento. Não havendo faturamento, a multa pode variar de R$ 10 a R$ 1 mil por usuário cadastrado no provedor punido, como limite máximo de R$ 50 milhões. No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.

Na aprovação da matéria pelo Plenário do Senado, em agosto de 2025, Alessandro salientou que o problema do ambiente digital é global e precisa do envolvimento de toda a sociedade.

— A sociedade civil se mobilizou, as equipes técnicas se envolveram. Estamos igualando parcialmente a atividade de algumas das empresas mais poderosas do capitalismo. Esta é a primeira lei das Américas sobre o tema. É fruto de um trabalho coletivo — afirmou em Plenário.

A maioria dos senadores apoiou a proposta, mas outros apontaram preocupação com a regulação das redes sociais.

Contrário ao projeto, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) disse que esse pode ser o começo de uma regulação mais dura das plataformas.

— Depois que abrir essa porteira, o controle das redes sociais não se fecha mais. O maior controle, na minha opinião, é dos pais. Isso o Estado nunca vai suplantar. Eu não acredito que o Estado deva substituir o controle parental. O melhor seria que isso fosse autorregulado — criticou.

Alessandro afirmou que a proposta busca, na verdade, resgatar o poder de pais e mães de acompanhar e controlar a vida digital dos filhos.

— A partir da sanção da lei, as empresas serão obrigadas a organizar seus produtos e serviços de forma mais segura e adequada ao público infantil e adolescente — disse.

O projeto foi apresentado em 2022. Após análise no Senado, a Câmara aprovou um substituto (texto alternativo). A matéria retornou ao crivo dos senadores em agosto de 2025, quando foi aprovada em Plenário. O tema ganhou destaque em 2025 com as denúncias apresentadas pelo influenciador digital Felipe Bressanin, conhecido como Felca, que revelou casos de exploração e abuso de crianças e adolescentes no mundo virtual.


https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/03/17/eca-digital-p
ara-protecao-on-line-de-criancas-e-adolescentes-entra-em-vigor
fragmento
"Vários pontos da Lei ainda dependem de regulamentação para surtir efeito prático. O Poder Executivo terá, por exemplo, de regulamentar os requisitos mínimos de transparência, segurança e compartilhamento de informações de forma automática para os mecanismos de aferição de idade e de supervisão parental adotados pelos sistemas operacionais e pelas lojas de aplicativos." Considerando os aspectos fonológicos, prosódicos e ortoépicos dos vocábulos presentes no trecho, bem como daqueles fora do contexto apresentado, julgue as afirmativas a seguir:

I. O vocábulo 'transparência' é uma palavra polissílaba, na qual todas as letras correspondem aos sons produzidos na fala, e apresenta duas consoantes dispostas em sequência, cujos sons são preservados individualmente, caracterizando um encontro consonantal.
II. Nos vocábulos 'executivo' e 'requisitos', verifica-se a ocorrência de grafemas distintos que representam um mesmo fonema.
III. O vocábulo 'compartilhamento' apresenta dígrafo, entendido como a sequência de duas letras que representam um único fonema. Esse fenômeno também se observa em palavras como 'chuva', 'arreio' e 'junto'.
IV. A silabada consiste no deslocamento indevido do acento tônico de uma palavra, o que pode gerar dúvidas em sua pronúncia e resultar em erro de prosódia. Assim, ao pronunciar 'avaro' e 'caracteres' como paroxítonas, comete-se uma silabada, uma vez que a acentuação tônica correta dessas palavras não corresponde a essa classificação.
V. Tanto a ortoépia quanto a prosódia tratam da pronúncia correta das palavras. A ortoépia refere-se à articulação adequada dos sons, enquanto a prosódia diz respeito à posição da sílaba tônica. Na frase 'Ele teve o previlégio de ver um caranqueijo na praia', observam-se dois desvios ortoépicos, refletindo pronúncias inadequadas que podem influenciar a grafia.

Após análise, assinale as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4011362 Português
A FILA


Para os que não desistiram


    Antes da conversão do gentio ao maravilhoso mundo digital, havia mais filas no mundo para se esperar a vez. De nascer. De morrer. De usar o telefone... De pedir perdão... Ou amor eterno.

    As pessoas madrugavam, já concebendo, resignadas, a existência clara da lógica de sempre haver mais fila do que atendimento. Havia grande fome no mundo analógico! Sobretudo, de informação. Por isso, havia a fila só para informação. Fila para saber que outra fila tinha que enfrentar, para pegar a senha para entrar noutra fila... Várias encarnações sobre as pernas cansadas. Numa sequência quase infinda, como uma Matriuska, que, ao fim, revela seu nada.

    Em todo canto havia o canto da fila. E o lugar de quem chegava por último, era sempre o da espera horrenda: o fim final... A danação eterna de esperar a vez e ser avisado: "- Por hoje só! Quem quiser, que volte amanhã e pegue a fila!"

     Receita Federal, INPS, INAMPS, COBAL, Correios, Caixa Econômica 'Foderal', Banco do Brasil, Lojas Brasileiras, vulgo LOBRÁS, veja só! (Não existia Havan!). Tudo era boca para fila, sorvedouro de gente para as infra dimensões. "- Na fila aí, minha gente! Borá lá! Se organizando... Um atrás do outro!" Conduzia a voz de comando, ao que, obedientes, perfilavam-se os peixinhos para adentrar na boca do tubarão. 

    Também eu, no meu tempo, gastei muito do cálcio de minhas pernas engrossando filas. Certa vez, a fila da vez e a conformidade (ou comorbidade) do caso, era na Caixa Econômica. Causo de ir ver se tinha direito a FGTS, Fundo de não sei o quê... auxílio... Mensagem perdida numa garrafa que fosse endereçada a mim.

-Essa fila não anda!?

-Só abre às 9. E pra triagem, ainda!

- Issé uma imoralidade! -E parece que vai chover de novo.

    A fila parecia uma cobra morta. Abandonada sobre a calçada. Começa rente à porta da Caixa... Descia as escadas. Sapateava no barro do retângulo onde jazia um jardim. Ocupava a frente das lojas ainda fechadas: a pastelaria Canarinho, Casa Rosada Tecidos, Dedé discos... Se perdia Rua da Conceição afora, umedecida pela chuva de ontem e sob ameaça de outra.

    Uma velha de saia godê florida cochilava encostada na pa-rede. Uma sacola de plástico preto presa no braço. O diabo de um velho pitava um cigarro forte. "- A essa hora, meu senhor!?". Baforejava fumaça prum lado e pro outro, como uma locomotiva incensando os presentes, que já devidamente anestesiados pelo cotidiano, nem ligavam. No 6° lugar, estava uma bonitinha. Bem feita de corpo, a diaba! Não fosse essa calça brega de oncinha e essa blusa verde-limão escrito H-u-g-o B-os-s! Réplica! Na certa!
De repente gritos e alvoroço! Algo desfez a fila ali atrás. Esbagaçou-se só o rabo da cobra morta!

    Um ladrão! Avançou na bolsa a tira colo de uma mulher baixinha. Ninguém interveio. Puxou ela pro meio da rua. Puxava a bolsa. A mulher rodopiava levada à dança pela força do ladrão.. Um cara alto, magro, cabelo de pigmaleão... Ele rodava a baixinha para esquerda e para direita e ela ia. A bolsa não. Nem se mexia... Debaixo do sovaco. Alça curta ao ombro. Via-se que era prevenida!

    E foram rodando. Rodando... Rodando. Avançando palmo a passo no meio da rua, se aproximando mais e mais da frente do banco. Duelavam agora na nossa frente. Ninguém intervinha. Fez-se grave silencio. Eu era o 13° da fila. Lugar bom, alto, perto já da escada. De onde eu estava, dava para ouvir o fungado do ladrão, já cansado. A baixinha não desistia... Aqui acolá, gritava: " Me solte, sujeito! Me solte!". Mas ele neco de soltar. Uma hora ela sede! Não posso dar o bote perdido!", devia pensar ele. Risco de linchamento, sempre tem.

     Subiram à calçada aos rodopios. O povo só afastou um pouquinho. Ninguém intervinha.

    Pisotearam o barro molhado. Na verdade, lama mesmo, dentro do retângulo com o jardim morto. Ele puxou com as últimas forças prevendo a fraqueza. Chegou a levantá-la do chão! No em falso, ela escorrega e cai. Apertou a bolsa debaixo do sovaco e pressionou com a outra mão. Foi aí que, impaciente com a resistência indevida de alguém tão pequeno, ele sabugou a mulher na lama, revirando-a de muitos modos possíveis, como faria um cachorro faminto, abocanhando uma presa.

     Ela se encorcovava quanto mais ele sacudia. A bolsa ia sumindo dentro dela, como que movediça! 

    Ele por fim, desistiu. Apontou o dedo silencioso e olhou esbugalhado para ela. Nada disse! Saiu na carreira. Talvez mais com vergonha, do que com medo.

    Ninguém interveio.

    Levantou sozinha. Batendo o barro da roupa, passada à lama. Ajeitou a blusa e a bolsa, intacta, debaixo do sovaco. Com altivez, nem olhou pro povo. Se dirigindo a mim (justo a mim! Que a reconheci no primeiro rodopio... ), pronunciou pausadamente o meu nome: "XXXXXXXXX" e disse:
-Tá vendo aí, meu filho, como são as coisas? Uma pobre velha, não tem ninguém que a defenda! Mas ele vai roubar a mãe dele, esse filho da puta! Por que eu mesmo, ele não rouba não! 
Era dona Zuíla, minha professora do ensino fundamental. Há muitas lições que se pode aprender olhando duma fila. Era a minha vez. Há ainda grande fome também no mundo digital! Sobretudo, de coragem.


(Souza, Auricélio Ferreira de. Objeto urgente: A fila p. 47, 50. São Paulo: Patuá, 2025)

Esbagaçou-se só o rabo da cobra morta! O som representado pelo "ç" na palavra esbagaçou é o som de /s/. A cedilha (ç) é um sinal diacrítico usado para atribuir a sonoridade de "s" à letra "c" antes das vogais. Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam o mesmo som de /s/ independentemente da grafia:
Alternativas
Q4010571 Português

Entre Diretrizes e Práticas: a BNCC como bússola do trabalho docente


Antenor Teixeira de Almeida Júnior



    O cotidiano escolar tem exigido do professor uma atuação cada vez mais consciente, reflexiva e alinhada às diretrizes educacionais vigentes. Nesse cenário, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) configura-se como um documento orientador fundamental, pois estabelece referenciais comuns para a organização do ensino, sem desconsiderar as especificidades locais. Mais do que um texto normativo, a BNCC tem sido compreendida como um instrumento que vem articulando expectativas de aprendizagem e práticas pedagógicas.

    No exercício da docência, os professores têm recorrido à BNCC para planejar, revisar e avaliar suas ações didáticas. Ao definir competências e habilidades, o documento tem possibilitado maior clareza quanto aos objetivos educacionais, favorecendo a coerência entre o que se ensina, o que se aprende e o que se avalia. Nesse processo, têm sido incorporadas práticas que ampliam o protagonismo discente e fortalecem a intencionalidade pedagógica.     

    Observa-se, ainda, que a BNCC tem contribuído para a integração entre áreas do conhecimento, uma vez que propõe o desenvolvimento de aprendizagens essenciais ao longo da educação básica. Tal proposta tem exigido dos docentes uma leitura atenta do documento, bem como a capacidade de reinterpretar conteúdos tradicionais à luz de novas demandas formativas. Assim, o currículo escolar tem sido progressivamente reorganizado.

    Apesar de sua relevância, a implementação da BNCC não tem ocorrido sem desafios. Muitos professores têm apontado a necessidade de formação continuada, visto que novas concepções de ensino e aprendizagem têm sido exigidas. Além disso, questões relacionadas à infraestrutura e às condições de trabalho ainda têm limitado a efetivação plena das orientações curriculares.

    Dessa forma, a BNCC consolida-se como uma referência indispensável ao trabalho docente, ao mesmo tempo em que convoca os professores a um movimento contínuo de estudo, reflexão e adaptação. Ao orientar o ensino, o documento tem promovido uma prática pedagógica mais consciente e alinhada às demandas contemporâneas, reforçando o papel do professor como mediador do conhecimento. 

Considerando as regras de acentuação gráfica da língua portuguesa e a classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica, assinale a alternativa cuja palavra recebe acento gráfico por se enquadrar na classe das palavras esdrúxulas e para evitar o erro de prosódia denominado silabada.
Alternativas
Q4010345 Português
ECA Digital, para proteção on-line de crianças e adolescentes, entra em vigor


Crianças e adolescentes ganham a partir dessa terça-feira (17) uma importante ferramenta de proteção com a entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (também chamado de ECA Digital).

Marco para a defesa dos menores de 18 anos no ambiente virtual, o ECA Digital obriga as empresas de tecnologia da informação a remover imediatamente conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil com notificação às autoridades, além da adoção de ferramentas de controle parental e verificação de idade dos usuários. Estão nesse rol as publicações relacionadas a incitação à violência física, conteúdo pornográfico, uso de drogas, automutilação e suicídio e venda de jogos de azar, entre outros.

Sancionada em 2025, a lei, que teve origem no PL 2.628/2022, é uma resposta à crescente "adultização" de menores de 18 anos em plataformas on-line.

Para coibir casos de violações graves contra menores de 18 anos no ambiente virtual, as empresas tiveram seis meses de adaptação às normas. Essas companhias de tecnologia devem adotar medidas como remoção de conteúdos. Se identificados conteúdos relacionados a abuso sexual, sequestro, aliciamento ou exploração, além de remover, as empresas terão de notificar imediatamente as autoridades competentes, tanto no Brasil, como internacionalmente.

As contas de crianças e adolescentes de até 16 anos terão de ser vinculadas a um responsável. Caberá às empresas fornecer ferramentas de supervisão parental acessíveis e de fácil uso. Isso possibilitará aos responsáveis bloquear, por exemplo, a comunicação com adultos não autorizados, limitar recursos que incentivem o uso excessivo, controlar sistemas de recomendação e restringir o compartilhamento da geolocalização.

Também terão de promover a verificação de idade para o acesso a conteúdo inadequado a idade de até 18 anos. Esse controle exige que sejam adotados "mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso", ou seja, não basta a autodeclaração.

Além disso, o texto proíbe caixas de recompensas (loot boxes) em jogos eletrônicos. Essas caixas são itens virtuais que podem provocar comportamento compulsivos, segundo especialistas.

Será instituída ainda uma autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital. Caberá a essa entidade verificar a aplicação da lei em todo o país, assim como editar regulamentos e procedimentos para a execução da norma.

 Vários pontos da lei ainda dependem de regulamentação para surtir efeito prático. O Poder Executivo terá, por exemplo, de regulamentar os requisitos mínimos de transparência, segurança e compartilhamento de informações de forma automática para os mecanismos de aferição de idade e de supervisão parental adotados pelos sistemas operacionais e pelas lojas de aplicativos.

Além do que já está previsto no Código Penal, o ECA Digital também estabelece punições aos infratores. Caso a norma seja descumprida, as empresas ficarão sujeitas a advertência, pagamento de multas, suspensão temporária e até proibição do exercício das atividades.

As empresas podem ser multadas em até 10% de seu faturamento. Não havendo faturamento, a multa pode variar de R$ 10 a R$ 1 mil por usuário cadastrado no provedor punido, como limite máximo de R$ 50 milhões. No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.

Na aprovação da matéria pelo Plenário do Senado, em agosto de 2025, Alessandro salientou que o problema do ambiente digital é global e precisa do envolvimento de toda a sociedade.

— A sociedade civil se mobilizou, as equipes técnicas se envolveram. Estamos igualando parcialmente a atividade de algumas das empresas mais poderosas do capitalismo. Esta é a primeira lei das Américas sobre o tema. É fruto de um trabalho coletivo — afirmou em Plenário.

A maioria dos senadores apoiou a proposta, mas outros apontaram preocupação com a regulação das redes sociais.

Contrário ao projeto, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) disse que esse pode ser o começo de uma regulação mais dura das plataformas.

— Depois que abrir essa porteira, o controle das redes sociais não se fecha mais. O maior controle, na minha opinião, é dos pais. Isso o Estado nunca vai suplantar. Eu não acredito que o Estado deva substituir o controle parental. O melhor seria que isso fosse autorregulado — criticou.

Alessandro afirmou que a proposta busca, na verdade, resgatar o poder de pais e mães de acompanhar e controlar a vida digital dos filhos.

— A partir da sanção da lei, as empresas serão obrigadas a organizar seus produtos e serviços de forma mais segura e adequada ao público infantil e adolescente — disse.

O projeto foi apresentado em 2022. Após análise no Senado, a Câmara aprovou um substituto (texto alternativo). A matéria retornou ao crivo dos senadores em agosto de 2025, quando foi aprovada em Plenário. O tema ganhou destaque em 2025 com as denúncias apresentadas pelo influenciador digital Felipe Bressanin, conhecido como Felca, que revelou casos de exploração e abuso de crianças e adolescentes no mundo virtual. 


Fonte: Agência Senado

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/03/17/eca-digital-p
ara-protecao-on-line-de-criancas-e-adolescentes-entra-em-vigor
fragmento
"Será instituída ainda uma autoridade administrativa autônoma de proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital. Caberá a essa entidade verificar a aplicação da Lei em todo o país, assim como editar regulamentos e procedimentos para a execução da norma." Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir.

(__) O vocábulo 'instituídas' recebe acento pela regra das vogais 'i' e 'u' tônicas que formam hiato com a vogal anterior, assim como os vocábulos 'proteína' e 'veículo'.
(__) O vocábulo 'autônoma' está acentuado corretamente pela mesma regra que se aplica aos vocábulos 'elétrodo' e 'filântropo', acentuados corretamente por serem proparoxítonos.
(__) O vocábulo 'lei' não apresenta acento gráfico, apesar de constituir um monossílabo tônico, o que evidencia que nem todos os monossílabos tônicos são acentuados.
(__) O vocábulo 'acessíveis é uma paroxítona que não sofreu alteração com o Novo Acordo Ortográfico. Em contraste, o vocábulo 'boiuno', anteriormente acentuado como 'boiúno', deixou de receber acento devido à regra que extinguiu o uso do acento agudo nas vogais tônicas 'i' e 'u' de palavras paroxítonas quando antecedidas de ditongo.

Após análise, identifique a sequência CORRETA.
Alternativas
Q4008840 Português
Considerando a aplicação pedagógica de segmentação em sílabas e identificação de rimas em turmas de 1º ano, analise as assertivas a seguir.
I. Na segmentação silábica, o foco é perceber “pedaços sonoros” maiores que fonemas, e por isso palmas, passos e marcação rítmica são recursos coerentes em atividades orais.
II. Na identificação de rimas, o critério é a igualdade do som inicial das palavras, pois isso reduz ambiguidades na comparação entre palavras.
III. Trabalhar rimas em jogos orais pode anteceder a escrita convencional, desde que o professor explicite o critério pelo som final e peça justificativa oral do estudante.
IV. A identificação de rimas depende, como regra, de o aluno já dominar a leitura e a escrita de palavras, pois sem decodificação não há comparação confiável de sons.

Marque a opção que indica a(s) assertiva(s) CORRETA(S).
Alternativas
Q4008839 Português
Relacione a coluna B de acordo com a coluna A.

COLUNA A

I. Aliteração.
II. Manipulação de fonemas.

COLUNA B

( ) “No trio ‘bola, boca, casa’, diga quais duas palavras começam com o mesmo som.”
( ) “Diga ‘pato’; agora troque o som /p/ por /g/ e fale a nova palavra.”
( ) “Diga ‘faca’; agora fale de novo sem o som /f/ do começo.”
( ) “Vou falar ‘fita, faca, mala’; diga quais duas começam com o mesmo som.”

Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
Alternativas
Respostas
301: E
302: A
303: B
304: D
305: D
306: C
307: C
308: B
309: C
310: D
311: D
312: C
313: E
314: C
315: E
316: D
317: B
318: A
319: E
320: C