Questões de Concurso Sobre flexão verbal de pessoa (1ª, 2ª, 3ª pessoa) em português

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Q3148406 Português
    No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar — a esfera, por excelência, dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração — está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticularistas.


Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 146.  
Em relação às propriedades linguísticas e semânticas do texto precedente, julgue o item seguinte.

Sem prejuízo da correção gramatical, das relações de coesão e dos sentidos do texto, a forma verbal “encontram” (segundo período) poderia ser flexionada na terceira pessoa do singular — encontra.  
Alternativas
Q3147677 Português
        É ponto pacífico que um dos legados da linguística de grande utilidade no contexto escolar é a visão não preconceituosa sobre línguas e variedades de línguas. Esse foi um legado da linguística estrutural que se consolidou com os desenvolvimentos subsequentes da linguística, sobretudo a sociolinguística variacionista. Essa visão não preconceituosa derivou naturalmente da perspectiva da língua como estrutura, daí que o caráter não normativo da linguística se opôs frontalmente à atitude de preconceito linguístico que existia até então. Exemplos de preconceito linguístico são o conceito de língua primitiva (i.e., a ideia de que a povos de cultura dita “primitiva” correspondem línguas igualmente “primitivas”), a valoração de certas variedades de língua ou registros de língua em detrimento de outras variedades e registros, e assim por diante. Acho que ninguém hoje contestaria que o estudante que vai ser professor de ensino básico deve receber uma formação que o torne isento de preconceitos ou, pelo menos, o sensibilize contra preconceitos linguísticos e o norteie para saber como reagir diante de situações de variação dialetal.

Lucia Lobato. Linguística e ensino de línguas.
Brasília: Editora da UnB, 2015, p. 15 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, referente a construções linguísticas do texto apresentado.


No último período, a flexão da forma verbal “norteie” na terceira pessoa do plural — norteiem — prejudicaria a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q3146422 Português
        Retardei o passo. A tarde estava brilhante, mas o calor era o do inferno, os transeuntes a desfilarem pela fornalha com uma expressão de condenados, os rostos lustrosos, o olhar pesado. Um homem de terno branco esbarrou em mim. Caiu-lhe a pasta. Resmungou enquanto se inclinava para apanhá-la. A culpa fora minha e por isso pensei em voltar-me para pedir-lhe desculpas, mas prossegui preguiçosamente pela rua afora. Para que desculpas? Fazia calor e era cansativo ser amável num calor assim. A vontade queria o ócio. O corpo queria nudez. Voltei a cara para o céu ardente. Havia poucas nuvens, mas a tempestade já conspirava no ar. Melhor escolher um outro dia, não? Afinal, tio Samuel não me esperava mesmo, talvez fosse até aborrecê-lo com a minha presença, os loucos estranham às vezes a invasão nos seus mundos.

Lygia Fagundes Telles. Verão no Aquário. Rio de Janeiro:
Livraria José Olympio Editora, 1978, p. 100 (com adaptações).  

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item subsecutivo.


Na oração “Fazia calor” (oitavo período), a forma verbal “Fazia” está flexionada na terceira pessoa do singular porque concorda com o termo “calor”.

Alternativas
Q4143479 Português
Na sentença “[...] componha uma cara de louco [...]”, se o termo destacado fosse conjugado na 1ª pessoa do singular do modo subjuntivo, no pretérito-mais-que-perfeito composto, terse-ia:
Alternativas
Q4109215 Português
A família que conhecemos ontem _____________ para o Brasil. Decidiram _____________ de seu país natal por razões eco nômicas. Após revisar os detalhes, _____________ a informação anterior sobre a data de entrada no país, pois estava diver gente da data registrada em seus passaportes. Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior. 
Alternativas
Q3400024 Português
“A expectativa é de que, nos próximos anos, cada vez mais, os processos corporativos façam uso da inteligência artificial. Espera-se que a ampliação da IA continue crescendo nas organizações de serviços financeiros, fábricas e setores de tecnologia.”
As duas formas verbais sublinhadas nessa frase não estão conjugadas:
Alternativas
Q3383629 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O zelador do labirinto

    Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.
    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.
    Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
    Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!
    Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
    Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
    O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?
    A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 
No excerto “Podiam adivinhar o que tinha acontecido.”, a terminação do verbo “poder” indica apenas:
Alternativas
Q3381673 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O zelador do labirinto

   Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.

    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.

   Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.

   — Como sair?

   — A saída! Onde fica a saída?

   — É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.

   Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!

   Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.

   — Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...

   — Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.

  Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?

  O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?

   A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A expressão “o novo zelador”, que constitui o sujeito da sentença “O novo zelador não devia ter muita imaginação.”, corresponde à pessoa gramatical:
Alternativas
Q3380918 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Texto I

Jodie Foster: porque criticar os mais jovens não é coisa de "velha"

Atriz e diretora de 61 anos, duas vezes vencedora do Oscar, causou polêmica ao dizer que trabalhar com a geração Z pode ser "muito irritante”.

    Com a chegada da temporada de premiações do cinema, a atriz Jodie Foster ganhou uma longa reportagem no jornal inglês "The Guardian" recentemente. Depois de ser indicada ao Globo de Ouro, Foster é candidata a receber uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante por "Nyad" (Netflix). No filme, ela é Bonnie, a amiga e técnica da nadadora Diana Nyad (Annette Bening) que, aos 64 anos, realizou um feito considerado humanamente impossível: nadar por mais de 50 horas no mar, indo de Cuba à costa da Flórida, nos Estados Unidos.

    Na entrevista ao jornal inglês, Foster falou sobre carreira, sobre criar filhos feministas - ela é mãe de dois garotos na faixa dos 20 anos - e como teve que descobrir o que era ser mulher acima de 50 anos em Hollywood. Aos 61 anos, a atriz que também está à frente da nova série da HBO Max "True Detective: Terra Noturna", sente-se à vontade com ela mesma, liberta e quer ajudar a geração mais jovem a sentir o mesmo.

    Mas no meio da matéria havia um pequeno trecho que ganhou repercussão. Apesar da torcida da atriz para o sucesso dos mais jovens na indústria cinematográfica, Foster ressaltou que a chamada geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) pode ser bem irritante quando se trata de trabalho. "Eles são assim 'hoje, não estou a fim, vou chegar às 10h30'. Ou, por exemplo, em e-mails, digo que a gramática está incorreta, pergunto se não verificaram a ortografia. E eles respondem: 'Por que faria isso, isso não é um tanto quanto limitante?'", relatou a atriz.
     Não custou muito para a atriz ser detonada com aquela tradicional carga de etarismo. "É coisa de velha", disseram os incomodados pela crítica da atriz. No entanto, para muita gente não soou como uma observação de gente ultrapassada que não aceita o novo. Ao contrário, pareceu um comportamento familiar.

     No mundo, a geração Z é vista como difícil de trabalhar por causa de uma falta de motivação e pela capacidade de se distrair e de se ofender facilmente. No Brasil, a dificuldade de se engajar no trabalho também se confirma.

[...]

     A gente tem que lembrar que essa é uma geração que começou a trabalhar e foi abatida em pleno voo por uma pandemia que bagunçou o mundo. Se antes havia uma precarização do trabalho, a pandemia ajudou a consolidar essa tendência e a aumentar as desigualdades salariais já gritantes. Qual o estímulo para trabalhar e não ter o suficiente para morar bem, comer, ter lazer, enquanto uma minúscula parcela da população fica cada vez mais endinheirada? Difícil buscar motivação que resista. 

[...]

    O que posso afirmar é que toda geração tem suas questões para serem resolvidas. Assim como Jodie Foster, sou baby boomer (nascidos entre 1945 e 1964). Nasci no ano do golpe militar. Cresci num país onde a ditadura perdurou por mais de duas décadas, com tudo o que cerca regimes autoritários. A censura estava presente em diversas camadas da sociedade brasileira. Não poupava jornalistas, artistas, cientistas, entre outros. Sem contar que o tratamento dado às mulheres e as desigualdades de gênero eram ainda piores do que as atuais. Mesmo assim, a gente é empurrada a encontrar nosso lugar no mundo que nos faz mais feliz.

     Ter alguém mais experiente nessa caminhada nos dá uma grande vantagem. Tão bom quanto aprender com os jovens é assimilar o conhecimento das pessoas mais velhas. Pensa no tanto de lição que alguém como Jodie Foster, que entrou na indústria do entretenimento com apenas três anos de idade e construiu uma carreira sólida e premiada, tem a ensinar para quem está chegando. Quantas Jodie Foster, das mais diversas áreas, poderiam estar como mentoras influentes, com benefícios para todo mundo, independentemente da idade?

    Ouvir pessoas com mais experiência é como ter um espelho do que a gente quer buscar no futuro. É ter uma referência do que vale a pena na vida. Pode parecer óbvio, mas não custa lembrar que as gerações podem ter nomes e letras diferentes. Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer.

(Fonte: https://www.terra.com.br/nos/opiniao/lucia-soares/jodiefoster-por-que-criticar-os-mais-jovens-nao-e-coisa-develha,4554465b54dc2c821fadea3ff0ec1384lf18w8n7.html).
Leia as afirmações a seguir a respeito do verbo destacado em “Mas têm uma coisa em comum: todas vão envelhecer” e assinale a alternativa correta.

I – Recebe um acento circunflexo por ser um monossílabo tônico com timbre fechado da vogal.
II – É acentuado para concordar com seu sujeito “gerações”.
III – Apresenta transitividade indireta, conforme preconiza a gramática normativa da língua portuguesa.
Alternativas
Q3355393 Português
Se mudarmos o “eu” na frase “Eu vou correr cedo” para “eles”, como seria a nova forma gramaticalmente CORRETA da frase?
Alternativas
Q3322396 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



    "Ilha de Marajó é como ficou conhecido um vasto arquipélago situado no estuário do rio Amazonas, mais precisamente no Estado do Pará, região Norte do Brasil. É considerado o maior arquipélago fluviomarinho do mundo. O Marajó apresenta clima equatorial e relevo modesto, sendo recoberto por florestas, campos e também mangues, um tipo de vegetação característico de áreas estuarinas. Detentor de uma enorme biodiversidade, o Arquipélago do Marajó é reconhecido pela enorme população de búfalos que vive na ilha.


    O Arquipélago do Marajó é dividido em 16 municípios, nos quais vivem cerca de 550 mil habitantes. Grande parte da população do arquipélago vive em áreas rurais e em cidades ribeirinhas, onde há baixa cobertura de infraestrutura social como aquela atrelada aos serviços de saneamento. Registra-se, além disso, baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para a maior parte dos municípios da região. Uma das exceções é Soure, com IDH de 0,615, considerado médio.


    O extrativismo vegetal, a agricultura e a pecuária bubalina são as principais atividades econômicas desenvolvidas no Marajó, além, é claro, do turismo." 


Fonte:https://brasilescola.uol.com.br/brasil/ilha-de-marajo.htm

Observe o trecho: “O extrativismo vegetal, a agricultura e a pecuária bubalina são as principais atividades econômicas desenvolvidas no Marajó”. Analisando o enunciado, temos:

I. Sujeito composto;

II. Verbo na 3ª pessoa do plural concorda com sujeito;

III. O verbo é de ligação.

IV. A palavra “Marajó” é oxítona e deve ser acentuada obrigatoriamente.


Marque os itens que são corretos. 

Alternativas
Q3303063 Português
Leia o texto para responder à questão.


As meninas dos hospitais


    Quando os olhos se abrem sobre estas mansas meninas dos hospitais, tem-se a vontade de exclamar: “Oh! os anjos de papel couché1 !...” – vendo-as tão alvas e reluzentes, tão aladas e fora dos assuntos terrenos. Mas não seria prudente uma exclamação assim. Pois quanto a anjos elas estão muito bem informadas, conhecem todos pelos seus nomes, certamente passeiam com eles de braço dado; mas papel couché é coisa de que jamais ouviram falar, e poderiam achar depreciativa tal citação. Não devemos de forma alguma deixar pairar a sombra da mais leve suspeita de ofensa sobre as mansas meninas dos hospitais.

    Pois na verdade elas não são apenas encantadoras, mas mesmo sobrenaturais: sem rumor de passos, vão e vêm, atravessam as paredes, suspendem no ar graciosamente baldes e vassouras, bandejas e lençóis como se tudo fossem ramos de flores.

(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho, 1964. Adaptado)

1 Papel de superfície lisa e revestida, que proporciona cores vibrantes, imagens nítidas e um toque macio.
Quando os olhos se abrem, eles                  as mansas meninas dos hospitais.                  , então, a vontade de exclamar                  elas: “Oh! os anjos de papel couché!...” Mas não seria prudente dirigir                  moças encantadoras uma exclamação assim.
Em conformidade com o sentido do texto e com a norma- -padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com: 
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Q3285061 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


MÃE DA MINHA MÃE


A mãe da minha mãe chegou sem se anunciar. Eu não a conhecia, embora soubesse da sua existência. Ela veio e foi bem recebida por mim. Como poderia ser diferente em se tratando da mãe daquela que me gerou durante nove meses, se maquiou e se perfumou na hora de ir à maternidade ganhar neném? E a neném era eu saindo de sua barriga e entrando no mundo indefesa e necessitada de proteção.


Como não oferecer hospitalidade, não dizer "entre, a casa é sua" para a mãe daquela que me banhou, trocou as minhas fraldas, me deu colo, me penteou os cabelos, olhou para mim como se eu fosse um milagre pelo qual ela havia esperado toda a vida?


Ainda que eu não tivesse convivido antes com a mãe da minha mãe, reconheci de imediato a disposição para o cuidar que passa de uma mãe a outra, em ininterrupta corrente geracional, pulsão de ancestralidade que não pede licença para dar palpites na alimentação, lembrar o horário dos remédios, recomendar sapatos mais confortáveis, conferir se as horas de sono foram suficientes e restauradoras.


A mãe da minha mãe me avisou que deve ouvir mais do que falar, pois ela veio para isso, para acompanhar a minha mãe nas recordações da infância, da juventude, do casamento, de quando eu e minha irmã éramos crianças, de quando adolescemos e viramos adultas.


A mãe da minha mãe me ensinou a importância dessa escuta, de afinar a sensibilidade para entender que a minha mãe, aos 91 anos, faz o balanço da vida e precisa de quem lhe ouça, chore e ria com ela, jogue luz nos momentos bons e, se preciso, trapaceie na contabilidade afetiva para mostrar que houve mais felicidade do que tristeza e que, no final das contas, o saldo de viver é positivo.


A essas alturas, quem abriu a porta para a mãe da sua mãe ou para o pai do seu pai ou para ambos entendeu tudo que está escrito neste texto e nem precisa ler as últimas palavras desta crônica para dizer — com certeza já disse — que a mãe da minha mãe não é a minha avó, sou eu.


Disponível em: https://mais.opovo.com.br/.

"[...] entre a, casa é sua".


O  verbo destacado está

Alternativas
Q3272920 Português

Leia o poema “Borboletas” de Vinícius de Moraes e responda à questão. 


Borboletas

Vinícius de Moraes

Brancas

Azuis

Amarelas

E pretas

Brincam Na luz

As belas

Borboletas.


Borboletas brancas

São alegres e francas.


borboletas azuis

Gostam muito de luz.


As amarelinhas

São tão bonitinhas!


E as pretas, então...

Oh, que escuridão! 


Qual termo retirado do poema é um verbo conjugado na terceira pessoa do plural?
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Q3268758 Português
O futuro das vilas olímpicas: legado ou elefante branco? 


Internet:<www.brasildefato.com.br>  (com adaptações).
Em “Elas têm o potencial de transformar regiões inteiras, revitalizando áreas urbanas” (linhas 15 e 16), a forma verbal “têm” está na
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Q3268249 Português
Amenhotep III


      Embora seja difícil definir qual o faraó mais rico do Antigo Egito, por ser necessário avaliar fatores como expansão de território, número de exércitos e comércio, é possível apontar um líder como aquele que governou o período mais próspero, quando o país era uma superpotência militar e comercial: esse é Amenhotep III.

     Também conhecido como Rei Sol, esse líder da 18ª dinastia se tornou faraó em 1390 a.C., reinando até 1352 a.C. Chegando ao trono com apenas 12 anos e se casando com Tiye, plebeia que se tornaria a Grande Esposa Real, ele herdou de seu pai Tutmés IV um país com fronteiras amplas e uma riqueza estimada em 5 trilhões de dólares. Essa ______ de fatores, ligados ao controle das minas de ouro da Núbia, lhe rendeu uma grande fama.

     A riqueza egípcia era invejada por países como Babilônia e Assíria, que ______ como potências econômicas. E, ao invés de guerrear para ______ o Egito, o faraó se utilizou de uma estratégia mais sensata: a conversa. Se tornando um ótimo diplomata, Amenhotep III passou a enviar ouro para essas nações, o que fez com que elas se curvassem ao grande faraó. Templos foram construídos para ele e Tiye, e ambos eram adorados como deuses.

    Amenhotep III teve como sucessores seu filho Akhenaton e seu neto Tutancâmon. Embora sejam mais conhecidos que ele, nenhum dos dois atingiu os níveis de riqueza alcançados pelo faraó diplomata. Akhenaton negligenciou os assuntos políticos para instaurar uma nova prática religiosa e Tutancâmon faleceu aos 18 anos, antes de cumprir o objetivo de restaurar as riquezas do avô.


Joseane Pereira – Aventuras na História. Adaptado.
Assinalar a alternativa que indica o verbo “habitar” no presente do indicativo e na terceira pessoa do singular.
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Q3232629 Português
Leia o Texto I e responda à questão:

Texto I

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA

    Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.
    Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço.
    Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa.
    Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
    Um minuto depois, liguei de novo e disse com a voz calma:
    — Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro de escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
    Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
    Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
    No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
    — Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão. Eu respondi:
    — Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.


VERÍSSIMO, Luís Fernando. Aprenda a chamar a polícia. Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2020/07/cronica-aprenda-chamar-policia-Aprenda a chamar a polícia. luis.html. Acesso em: 18 set. 2024.
Analise as afirmativas acerca do fragmento “Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço”.

I- O termo “baixinho” indica diminutivo.
II- O verbo “liguei” está conjugado na primeira pessoa do plural.
III- O verbo “informei” está conjugado no modo subjuntivo.
IV- Há apenas dois artigos definidos no fragmento.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3232595 Português
Leia a tira.
Captura_de tela 2025-03-10 080717.png (432×557)
(O Estado de S.Paulo, 7 de outubro de 2024. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, os espaços.
Alternativas
Q3188096 Português

A questão  diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.



Q1_9.png (350×469)

Em ‘permaneceria’ (linha 23), a desinência número pessoal é indicada em:
Alternativas
Q3179833 Português
Analise a flexão dos verbos nas orações a seguir e assinale a alternativa em que o verbo está incorretamente flexionado:
Alternativas
Respostas
81: E
82: C
83: E
84: D
85: C
86: C
87: B
88: C
89: B
90: D
91: E
92: A
93: D
94: C
95: C
96: D
97: B
98: D
99: D
100: C