Questões de Concurso
Comentadas sobre flexão verbal de pessoa (1ª, 2ª, 3ª pessoa) em português
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Leia as assertivas:
I. A retórica da atenção primária à saúde como coordenadora do cuidado não resiste quando um médico de família que acompanha um paciente - e o conhece bem - indica internação hospitalar e, para conseguir um leito, é obrigado a encaminhar para outro serviço para que o leito seja garantido.
II. A retórica da atenção primária à saúde como coordenadora do cuidado não resistirá quando um médico de família que acompanhe um paciente - e o conheça bem - indique internação hospitalar e, para conseguir um leito, seja obrigado a encaminhar para outro serviço para que o leito seja garantido.
III. A retórica da atenção primária à saúde como coordenadora do cuidado não resistiu quando um médico de família que acompanhou um paciente - e o conheceu bem - indicou internação hospitalar e, para conseguir um leito, foi obrigado a encaminhar para outro serviço para que o leito fosse garantido.
IV. A retórica da atenção primária à saúde como coordenadora do cuidado não teria resistido se um médico de família que tivesse acompanhado um paciente - e o tivesse conhecido bem - tivesse indicado internação hospitalar e, para conseguir um leito, tivesse sido obrigado a encaminhar para outro serviço para que o leito tivesse sido garantido.
(Adaptado de Coelho Neto, G.C., Antunes, V.H., &Oliveira, A..(2019). A prática da Medicina de Família e Comunidade no Brasil: contexto e perspectivas. Cad. Saúde Pública, 35 (1).https://doi.org/10.1590/0102-311X00170917)
De acordo com as normas de flexão, e uso correto de vozes e pessoas, assinale a alternativa que se aplica:
Observe a imagem a seguir.

A respeito dos verbos retratados na parte direita da
imagem e de acordo com a norma-padrão, é correto
afirmar:
Volta às aulas para pais e filhos
A socióloga Annette Lareau afirma que, nos Estados Unidos, a classe social das famílias tem uma influência decisiva sobre a trajetória escolar de seus filhos, mesmo ao comparar somente alunos da rede pública.
Em suas pesquisas, Lareau constatou que, embora a educação seja valorizada por todos, as medidas tomadas para buscar o sucesso acadêmico dos filhos variam de acordo com a renda familiar.
Enquanto na classe média era incentivado o debate em casa, além da inclusão de atividades extracurriculares e vivências que cultivassem habilidades e um olhar crítico, os pais das classes mais baixas tendiam a valorizar mais a obediência, a convivência com a família e o livre brincar. Embora essas atividades cultivem a autonomia e a criatividade, são menos valorizadas nas escolas.
A relação entre os pais e o colégio também diferia bastante. Os de classe média acreditavam ser de sua responsabilidade administrar a vida estudantil dos filhos, intervindo quando necessário junto à instituição.
Já as famílias com menor renda atribuíam à escola esse papel. Segundo Lareau, ainda que razoável, essa atitude não é vantajosa, pois os professores muitas vezes interpretavam a ausência dos pais como sinal de descaso.
Famílias das camadas mais pobres tendem a conhecer pouco o funcionamento da escola - e seus esforços, em alguns casos, tornam-se invisíveis no universo escolar. Já os colégios e seus agentes sentem-se ignorados pelas famílias.
Na sociedade do conhecimento, a troca de informações entre escola e família é fundamental. Um primeiro passo é facilitar a comunicação entre pais e professores, algo que pode ser feito por grupos de redes sociais e aplicativos de celular.
Ao convidar os pais para conversar, a escola transmite informações importantes, como explicações sobre o processo de aprendizagem, quais os resultados esperados e como a família pode apoiar os alunos em casa. Escolas que adotaram esses exemplos demonstram bons resultados.
À medida que assumem que a responsabilidade pela educação é compartilhada, pais e escola estabelecem uma relação de apoio mútuo que favorece a todos.
(M aria Alice Setúbal. https://www1 .folha.uol.com.br. Adaptado)
No quarto parágrafo, a autora empregou o verbo intervir: - ... intervindo quando necessário junto à instituição.
Assinale a alternativa em que esse verbo está corretamente empregado.
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
No último parágrafo do texto, o emprego da forma
verbal “evitemos” (linha 32), no modo subjuntivo e na
primeira pessoa do plural, expressa um desejo em forma
de apelo à sociedade brasileira.
Julgue o seguinte item, considerando os aspectos textuais e gramaticais do cartaz precedente veiculado pelo Ministério Público Federal, no âmbito do projeto Amazônia Protege.
As formas verbais “Acesse”, “conheça” e “consulte”
caracterizam-se por uma uniformidade na flexão de modo e de
pessoa.
Consciência do consumo no ambiente digital
Hora dedicada à navegação é hora que deixou de ser aproveitada com algo que nos alimenta
Hélio Mattar
Recente pesquisa da HootSuite, em parceira com a We Are Social, aponta o Brasil como o terceiro país que mais usa a internet ao longo do dia. Em média, cada brasileiro chega a ficar, diariamente, mais de 9 horas online. Considerando apenas o uso de celulares, passa, por dia, mais de quatro horas conectado e, desse total, cerca de 3 horas e meia são gastas nas redes sociais. Ficamos atrás apenas dos tailandeses e dos filipinos.
A internet empodera as pessoas de várias formas, seja pelo mar de informações que oferece, permitindo que estejamos sempre antenados, em contato com as tendências mundiais e nos conectando a pessoas em qualquer lugar do mundo, seja pela praticidade e facilidade com que permite a busca de soluções rápidas para necessidades específicas.
Ao mesmo tempo, também nos permite retomar contato com pessoas que fizeram parte de nossas vidas no passado ou ter a chance de encontrar novos amigos com interesses em comum. Além disso, facilita o desenvolvimento de novas habilidades ou a busca de emprego, partes de uma lista de benefícios bastante extensa.
Essa dedicação enorme de tempo, recurso tão precioso quanto incerto em sua disponibilidade pela vida, deve nos levar a uma autoavaliação: será que estamos usufruindo desse bem de forma consciente? E esse consumo em ambientes digitais nos leva a um consumo de produtos impensado e excessivo?
Muitas vezes, ao acessar a internet em busca de um assunto específico, somos rapidamente direcionados para outros que nos distanciam de nosso foco inicial em questão de segundos. Perder o foco pode ser uma armadilha que, sem percebermos, nos leva a dedicar horas e horas de nosso tempo, deixando de valorizar ou priorizar outras atividades importantes em nossa rotina.
Basta fazer a conta: tomando as 24 horas de um dia, supondo que dormimos por 8, trabalhamos ou estudamos por mais 8, e considerando o tempo gasto nas refeições, no banho e no deslocamento de casa ao trabalho, restam de 4 a 6 horas para nossas relações pessoais, com amigos ou familiares. Nesse sentido, é essencial levar em conta o que é realmente importante em nossas vidas quando pensamos no tempo dedicado ao ambiente digital.
Assim, enquanto as pessoas gastam seu tempo em feeds de redes sociais ou em portais de notícias e informação, são simultaneamente provocadas, em uma frequência crescente, pelo aparecimento de anúncios de diversas marcas e produtos. Se nos meios de comunicação tradicional já éramos provocados de tempos em tempos pela publicidade, agora esse “de tempos em tempos” tornou-se ainda mais frequente, dependendo da política incorporada pela rede social ou pelo portal específico.
Em recente pesquisa (https://iabbrasil.com.br/pesquisa-bcg-a-jornada-rumo-a-maturidade-digital-no-brasil/) do Boston Consulting Group (BCG), foi observado que os consumidores brasileiros são muito receptivos ao marketing digital, principalmente quanto a temas de seu interesse. A pesquisa afirma que: “Diferente do que muitos podem imaginar, o consumidor brasileiro tende a clicar em anúncios pagos, principalmente se forem temas que o interessam (…) 56% deles se declaram inclinados a clicar em algum anúncio digital quando o veem, número que pode chegar a mais de 75% quando os anúncios são de seu interesse. Inclusive, 84% desses consumidores não utiliza ad blockers de forma sistemática. Além disso, cerca de 65% dos consumidores indicaram que comprariam mais se recebessem abordagem mais personalizada, e mais de 60% disseram que mudariam a opção de compra por outra marca, em troca de experiência mais personalizada”.
Esse comportamento vem sendo, com razão, amplamente utilizado pelas empresas em suas estratégias de publicidade. Segundo dados divulgados em 2017 pela Social Media Trends, 92,1% das empresas estão presentes nas redes sociais e, de acordo com estudo da Ironpaper, 93% das decisões de compra são influenciadas pelas mídias sociais. Adicionalmente, a pesquisa E-commerce Trends de 2017 aponta que as lojas virtuais que publicam em blogs alcançam 3 vezes mais visitas e 2,5 vezes mais clientes do que as que não investem nas estratégias de conteúdo.
Além disso, é sabido que as estratégias de publicidade consideram cuidadosamente as informações fornecidas pelas pessoas sobre assuntos que as interessam, permitindo um direcionamento da comunicação que chega até elas. O consumo digital, portanto, nos torna mais passíveis de receber ofertas direcionadas especificamente aos nossos interesses e implica em uma maior probabilidade de incentivar comportamentos típicos de compras excessivas, que nos levam, como o Akatu gosta de apontar, a “comprar produtos ou serviços que não precisamos, muitas vezes com o dinheiro que não temos e, em muitos casos, para impressionar quem nem conhecemos direito”.
Nesse sentido, o tempo gasto no ambiente digital contribui para todos os impactos negativos dos comportamentos de compras excessivas sobre as pessoas, a sociedade e o meio ambiente. Sobre as pessoas, pela tensão derivada da pressão para consumir. Sobre a sociedade, pela inadimplência provocada pelas compras impensadas e pelo crédito tomado sem o cuidado necessário. E sobre o meio ambiente, pelos impactos das cadeias de produção que intensificam os impactos em várias áreas, entre elas sobre o aquecimento global em função do volume crescente de transporte de produtos.
Na compra de produtos em excesso, não nos damos conta de que, além do possível endividamento, estamos dedicando nosso tempo à leitura de anúncios, às compras em si – com todas as consequências em termos de tempo dedicado ao pagamento e acompanhamento do envio –, à conferência do débito e ao pagamento, tempo este que poderia ser dedicado ao nosso próprio desenvolvimento, à nossa própria satisfação e alegria, por meio do contato com familiares e amigos, da leitura de livros, da apreciação da arte e do aperfeiçoamento do espírito.
Isso não implica em dizer que o e-commerce, é algo ruim. Em muitas ocasiões, as compras virtuais podem ser uma boa alternativa por viabilizar o acesso a uma maior gama de produtos e serviços, possibilitar uma compra mais adequada, poupando tempo e até mesmo dinheiro por facilitar também a comparação de preços. Porém, o que não se pode deixar de lado é a reflexão a respeito do porquê comprar, compreendendo a real necessidade de determinado produto ou serviço, de qual a melhor forma de adquiri-lo e dos impactos de tal compra sobre nós mesmos, a sociedade e o meio ambiente.
O objetivo deste artigo, portanto, é trazer à consciência dos leitores o fenômeno relativamente recente do consumo de tempo no ambiente digital e dos seus possíveis impactos, ainda pouco percebidos, mas que devem ser ponderados frente à preciosidade desse recurso tão perecível e disponível em apenas um tanto de nossas vidas. A cada hora desperdiçada em algo que não tem importância, uma hora deixou de ser aproveitada com algo que nos alimenta e nos apoia como humanos. Vale refletir a respeito!
Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helio-mattar/2018/10/consciencia-do-consumo-no-ambiente-digital.shtml>
Observe a correlação verbal empregada no trecho abaixo:
... 65% dos consumidores indicaram que comprariam mais se recebessem abordagem...
Em qual das frases a seguir há também o emprego correto da correlação entre os verbos, de acordo com a norma padrão?
Considere o seguinte texto:
Você já ouviu falar que usamos apenas 10% do cérebro? Se isso __________ verdade, imagine se um dia alguém __________ usar o cérebro todo, quão desenvolvido não __________? Mas não é bem assim: todas as partes do cérebro estão trabalhando para nos fazer movimentar, sentir, emocionar, raciocinar.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.
Texto CB2A1-I



A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item que se segue.
A coerência e a correção gramatical do texto seriam
preservadas se a forma verbal “mudaram” (l.2) fosse
substituída por mudam.
Nas alternativas abaixo, é possível ler recomendações úteis para evitar o estresse (retiradas de matéria publicada na Revista Cláudia, junho/2007, p. 227, de autoria de Cristina Nabuco).
Assinale a alternativa na qual os verbos estão conjugados, adequadamente, na terceira pessoa do singular.
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Na linha 10, a forma verbal “Tem” está flexionada na terceira pessoa do singular porque o sujeito da oração está expresso pelas orações subsequentes – “criar e manter uma estrutura social”.
Certa vez, quando era pequeno, eu __________ o brinquedo preferido do meu irmão, porque ele ______ escondendo minhas coisas.
I. De acordo com a Abramet, 60% dos acidentes graves acontecem com mais de 60 minutos de percurso. II. Em "recomendamos que as dicas sejam seguidas", o vocábulo "recomendamos" é uma flexão do verbo recomendar na primeira pessoa do plural.
Marque a alternativa CORRETA:




