Alguns verbos são classificados como verbos impessoais, apr...
Os horizontes da ciência
A chegada do homem à Lua é possivelmente o feito científico e tecnológico que mais impactou o imaginário popular na era moderna. Tanto parecia um feito inatingível que até hoje circulam teorias conspiratórias de que tudo não passou de uma montagem norte-americana para capturar corações e mentes ameaçados pelo regime socialista.
Acredite-se ou não, há quase 50 anos a cápsula de pouso Águia descia no mar da Tranquilidade, na face visível da Lua, e dois astronautas davam seus primeiros passos, ou pulos, no único satélite natural da Terra. Um conjunto de fatores levou a humanidade a esse feito, como disputas políticas, militares e tecnológicas entre nações, [...] Inspiradora da curiosidade humana, a exploração espacial fascina pessoas no mundo todo e permite a junção de três atividades essencialmente científicas – a descoberta, a compreensão e a aplicação desse conhecimento para alcançar um determinado fim.
Sem pisar lá desde 1972, os Estados Unidos querem voltar, agora com a colaboração de outros países. Com orçamento menor do que na época da Guerra Fria, a Nasa conta hoje com a Agência Espacial Europeia e o Canadá. Outros atores têm a mesma ambição. A China, com um programa espacial em ascensão, planeja, sozinha, colocar um taikonauta na Lua.
(Alexandra Ozório de Almeida – Diretora da Redação. Carta da Editora, edição 280 – Junho 2019. Pesquisa FAPESP. Fragmento.)
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Tema central: A questão avalia concordância verbal com verbos impessoais, mais especificamente o uso de “haver” e “fazer” indicando tempo decorrido. É fundamental reconhecer situações em que certos verbos não variam em número, obedecendo à norma-padrão.
Regra gramatical: Conforme Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), quando os verbos “haver” e “fazer” indicam tempo decorrido, são impessoais. Ou seja, permanecem sempre na 3ª pessoa do singular. Não possuem sujeito – motivo pelo qual não há concordância com termos no plural ou pronomes.
Exemplo do texto: Em "há quase 50 anos", “há” expressa “faz tempo que”. Logo, a substituição por “faz quase 50 anos que” é correta e respeita a impessoalidade.
Justificativa da alternativa correta:
A) “faz quase 50 anos que” – correta. “Fazer”, indicando tempo, é impessoal. Frases como “Faz dez anos que estudo” ou “Há muitos dias que não chove”, seguem a regra. Isso está detalhado também em Celso Cunha & Lindley Cintra.
Análise das alternativas incorretas:
B) “fazem quase 50 anos que” – incorreta. Muitos candidatos erram aqui por concordar com “anos”, o que resulta em erro gramatical. “Fazer”, no sentido de tempo, nunca vai para o plural.
C) “passou quase 50 anos que” – incorreta pelo verbo inadequado: “passar” não é impessoal nem é utilizado legítima ou corriqueiramente para indicar tempo decorrido neste contexto.
D) “hão de haver quase 50 anos que” – incorreta. “Haver”, indicando tempo, é impessoal, não admite conjugação no plural (“hão”). A forma correta seria “há”, não “hão”.
Estrategias para concursos: Atenção à função do verbo! Se o verbo “haver” ou “fazer” informa tempo transcorrido, mantenha-o no singular – independente do termo que vier após. Essa é uma “pegadinha” clássica e recorrente em provas.
Resumo da resolução: A alternativa A é a correta, pois respeita a impessoalidade do verbo com valor de tempo decorrido.
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Comentários
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GABARITO: LETRA A
a) “faz quase 50 anos que” → correto, o verbo "fazer" indicando tempo decorrido é um verbo impessoal e não deve ser flexionado.
b) “fazem quase 50 anos que” → vide letra "a".
c) “passou quase 50 anos que” → o correto é "passaram", visto que o verbo pessoal e deve concordar com o sujeito posposto "quase 50 anos".
d) “hão de haver quase 50 anos que” → o correto é "há de haver", visto que o verbo principal (haver) é impessoal, essa impessoalidade é transferida ao verbo que o acompanha.
☛ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
No fragmento apresentado, consta-se o verbo "haver" (há quase 50 anos) em ocorrência bastante usual em provas: na de tempo transcorrido. Sabe-se que o referido verbo, nessa acepção, não possui sujeito, de modo que deve estar na terceira pessoal do singular:
a) “faz quase 50 anos que”.
Correto. O verbo "fazer", bem como o "haver", no sentido de tempo transcorrido, também não varia. A substituição de "há" por "faz", portanto, respeita o padrão normativo do idioma;
b) “fazem quase 50 anos que”.
Incorreto. O verbo "fazer" é invariável no sentido de tempo transcorrido. Correção: "faz quase 50 anos que";
c) “passou quase 50 anos que”.
Incorreto. Opondo-se aos anteriores, o verbo "passar", que é pessoal, deve concordar com sujeito. Correção: "passaram quase 50 anos que";
d) “hão de haver quase 50 anos que”.
Incorreto. O verbo "haver", conforme expresso, é impessoal e não admite flexão no plural quando no sentido de existir. Essa sua inflexibilidade se estende a qualquer verbo que com ele formar locução verbal. Correção: "há de haver quase 50 anos que".
Letra A
Lembretes importantes:
Haver no sentido de existir ou tempo decorrido = sem pessoa, sujeito, plural =o que vem após = objeto direto.
Há veículos na garagem.
Fazer no sentido de tempo decorrido= impessoal.. o auxiliar é impessoal por tabela.
Faz dez anos que não a vejo.
Sucesso, bons estudos não desista!
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