Questões de Concurso Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português

Foram encontradas 4.056 questões

Q4108867 Português
Tornando o campo fértil 

Um mestre encarregou o seu discípulo de cuidar do campo de arroz. 

No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi boa.

No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rapidamente, e a colheita foi maior.

No terceiro ano, ele colocou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.

Então o mestre advertiu-o:

— Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que vem.

Você fortalece alguém quando ajuda um pouco. Mas se você ajuda muito, pode enfraquecê-lo e até estragá-lo.

Autor desconhecido. Disponível em: https://metaforas.com.br/2013-09- 21/tornando-o-campo-fertil.htm.


Analise as proposições abaixo:
I- No período “A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.”, a oração destacada classifica- se em coordenada sindética aditiva.
II- No período “ A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.”, a forma verbal destacada está conjugada no pretérito perfeito do indicativo.
III- No período “O arroz cresceu rapidamente, e a colheita foi maior.”, o advérbio grifado exprime uma circunstância de tempo.
IV- No período “ No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária”, a forma verbal destacada está conjugada no pretérito imperfeito do subjuntivo.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4108590 Português

Considere o texto abaixo para a questão. 




Fonte: https://www.gazetasaomateus.com.br/wp-content/uploads/2019/06/0307_campanhaviolencia1103.jpg 

Assinale a alternativa que apresenta um verbo de ação.  
Alternativas
Q4108461 Português
Textos para questão

Os Laços de família

A mulher e a mãe acomodaram-se finalmente no táxi que as levaria à Estação. A mãe contava e recontava as duas malas tentando convencer-se de que ambas estavam no carro. A filha, com seus olhos escuros, a que um ligeiro estrabismo dava um contínuo brilho de zombaria e frieza assistia.

— Não esqueci de nada? Perguntava, pela terceira vez a mãe.

— Não, não, não esqueceu de nada, respondia a filha divertida, com paciência.

Ainda estava sob a impressão da cena meio cômica entre sua mãe e seu marido, na hora da despedida. Durante as duas semanas da visita da velha, os dois mal se haviam suportado; os bons-dias e as boastardes soavam a cada momento com uma delicadeza cautelosa que a fazia querer rir. Mas eis que na hora da despedida, antes de entrarem no táxi, a mãe se transformara em sogra exemplar e o marido se tornara o bom genro. “Perdoe alguma palavra maldita”, dissera a velha senhora, e Catarina, com alguma alegria, vira Antônio não saber o que fazer das malas nas mãos, a gaguejar – perturbado em ser o bom genro. “Se eu rio, eles pensam que estou louca”, pensara Catarina franzindo as sobrancelhas. “Quem casa um filho perde um filho, quem casa uma filha ganha mais um”, acrescentara a mãe, e Antônio aproveitara sua gripe para tossir. Catarina, de pé, observava com malícia o marido, cuja segurança se desvanecera para dar lugar a um homem moreno e miúdo, forçado a ser filho daquela mulherzinha grisalha…Foi então que a vontade de rir tornou-se mais forte. Felizmente nunca precisava rir de fato quando tinha vontade de rir: seus olhos tomavam uma expressão esperta e contida, tornavam-se mais estrábicos – e o riso saía pelos olhos. Sempre doía um pouco ser capaz de rir. Mas nada podia fazer contra: desde pequena rira pelos olhos, desde sempre fora estrábica.

— Continuo a dizer que o menino está magro, disse a mãe resistindo aos solavancos do carro. E apesar de Antônio não estar presente, ela usava o mesmo tom de desafio e acusação que empregava diante dele. Tanto que uma noite Antônio se agitara: não é por culpa minha, Severina! Ele chamava a sogra de Severina, pois antes do casamento projetava serem sogra e genro modernos. Logo à primeira visita da mãe ao casal, a palavra Severina tornara-se difícil na boca do marido, e agora, então, o fato de chamá-la pelo nome não impedira que… – Catarina olhava-os e 

— O menino sempre foi magro, mamãe, respondeulhe. O táxi avançava monótono.

— Magro e nervoso, acrescentou a senhora com decisão.

— Magro e nervoso, assentiu Catarina paciente. Era um menino nervoso, distraído. Durante a visita da avó tornara-se ainda mais distante, dormira mal, perturbado pelos carinhos excessivos e pelos beliscões de amor da velha. Antônio, que nunca se preocupara especialmente com a sensibilidade do filho, passara a dar indiretas à sogra, “a proteger uma criança” …

— Não esqueci de nada…, recomeçou a mãe, quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. — Ah! ah! – exclamou a mãe como a um desastre irremediável, ah! dizia balançando a cabeça em surpresa, de repente envelhecida e pobre. E Catarina?

Catarina olhava a mãe, e a mãe olhava a filha, e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos, ela ajeitava depressa as malas, a bolsa, procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. Porque de fato sucedera alguma coisa, seria inútil esconder: Catarina fora lançada contra Severina, numa intimidade de corpo há muito esquecida, vinda do tempo em que se tem pai e mãe. Apesar de que nunca se haviam realmente abraçado ou beijado. Do pai, sim. Catarina sempre fora mais amiga. Quando a mãe enchia-lhes os pratos obrigando-os a comer demais, os dois se olhavam piscando em cumplicidade e a mãe nem notava. Mas depois do choque no táxi e depois de se ajeitarem, não tinham o que falar – por que não chegavam logo à Estação?

— Não esqueci de nada, perguntou a mãe com voz resignada.

Catarina não queria mais fitá-la nem responder-lhe.

— Tome suas luvas! disse-lhe, recolhendo-as do chão.

— Ah! ah! minhas luvas! exclamava a mãe perplexa. Só se espiaram realmente quando as malas foram dispostas no trem, depois de trocados os beijos: a cabeça da mãe apareceu na janela.

Catarina viu então que sua mãe estava envelhecida e tinha os olhos brilhantes.

O trem não partia e ambas esperavam sem ter o que dizer. A mãe tirou o espelho da bolsa e examinou-se no seu chapéu novo, comprado no mesmo chapeleiro da filha. Olhava-se compondo um ar excessivamente severo onde não faltava alguma admiração por si mesma. A filha observava divertida. Ninguém mais pode te amar senão eu, pensou a mulher rindo pelos olhos; e o peso da responsabilidade deu-lhe à boca um gosto de sangue. Como se “mãe e filha” fosse vida e repugnância. Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso. A velha guardara o espelho na bolsa, e fitava-a sorrindo. O rosto usado e ainda bem esperto parecia esforçar-se por dar aos outros alguma impressão, da qual o chapéu faria parte. A campainha da Estação tocou de súbito, houve um movimento geral de ansiedade, várias pessoas correram pensando que o trem já partia: mamãe! disse a mulher. Catarina! disse a velha. Ambas se olhavam espantadas, a mala na cabeça de um carregador interrompeu-lhes a visão e um rapaz correndo segurou de passagem o braço de Catarina, deslocando-lhe a gola do vestido. Quando puderam ver-se de novo, Catarina estava sob a iminência de lhe perguntar se não esquecera de nada…

— …não esqueci de nada? perguntou a mãe.

— Também a Catarina parecia que haviam esquecido de alguma coisa, e ambas se olhavam atônitas – porque se realmente haviam esquecido, agora era tarde demais. Uma mulher arrastava uma criança, a criança chorava, novamente a campainha da Estação soou… Mamãe, disse a mulher. Que coisa tinham esquecido de dizer uma a outra? e agora era tarde demais. Parecia-lhe que deveriam um dia ter dito assim: sou tua mãe, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha.

— Não vá pegar corrente de ar! gritou Catarina.

— Ora menina, sou lá criança, disse a mãe sem deixar porém de se preocupar com a própria aparência. A mão sardenta, um pouco trêmula, arranjava com delicadeza a aba do chapéu e Catarina teve subitamente vontade de lhe perguntar se fora feliz com seu pai:

— Dê lembranças a titia! gritou.

— Sim, sim!

— Mamãe, disse Catarina porque um longo apito se ouvira e no meio da fumaça as rodas já se moviam.

— Catarina! disse a velha de boca aberta e olhos espantados, e ao primeiro solavanco a filha viu-a levar as mãos ao chapéu: este caíra-lhe até o nariz, deixando aparecer apenas a nova dentadura. O trem já andava e Catarina acenava. O rosto da mãe desapareceu um instante e reapareceu já sem o chapéu, o coque dos cabelos desmanchado caindo em mechas brancas sobre os ombros como as de uma donzela – o rosto estava inclinado sem sorrir, talvez mesmo sem enxergar mais a filha distante. 

No meio da fumaça Catarina começou a caminhar de volta, as sobrancelhas franzidas, e nos olhos a malícia dos estrábicos. Sem a companhia da mãe, recuperara o modo firme de caminhar: sozinha era mais fácil. Alguns homens a olhavam, ela era doce, um pouco pesada de corpo. Caminhava serena, moderna nos trajes, os cabelos curtos pintados de acaju. E de tal modo haviam-se disposto as coisas que o amor doloroso lhe pareceu a felicidade – tudo estava tão vivo e tenro ao redor, a rua suja, os velhos bondes, cascas de laranja – a força fluia e refluia no seu coração com pesada riqueza. Estava muito bonita neste momento, tão elegante; integrada na sua época e na cidade onde nascera como se a tivesse escolhido. Nos olhos vesgos qualquer pessoa adivinharia o gosto que essa mulher tinha pelas coisas do mundo. Espiava as pessoas com insistência, procurando fixar naquelas figuras mutáveis seu prazer ainda úmido de lágrimas pela mãe. Desviouse dos carros, conseguiu aproximar-se do ônibus burlando a fila, espiando com ironia; nada impediria que essa pequena mulher que andava rolando os quadris subisse mais um degrau misterioso nos seus dias.

O elevador zumbia no calor da praia. Abriu a porta do apartamento enquanto se libertava do chapeuzinho com a outra mão; parecia disposta a usufruir da largueza do mundo inteiro, caminho aberto pela sua mãe que lhe ardia no peito. Antônio mal levantou os olhos do livro. A tarde de sábado sempre fora “sua”, e, logo depois da partida de Severina, ele a retomava com prazer, junto à escrivaninha.

— “Ela” foi?

— Foi sim, respondeu Catarina empurrando a porta do quarto de seu filho. Ah, sim, lá estava o menino, pensou com alívio súbito. Seu filho. Magro e nervoso. Desde que se pusera de pé caminhara firme; mas quase aos quatro anos falava como se desconhecesse verbos: constatava as coisas com frieza, não as ligando entre si. Lá estava ele mexendo na toalha molhada, exato e distante. A mulher sentia um calor bom e gostaria de prender o menino para sempre a este momento; puxou-lhe a toalha das mãos em censura: este menino! Mas o menino olhava indiferente para o ar, comunicando-se consigo mesmo. Estava sempre distraído. Ninguém conseguira ainda chamar-lhe verdadeiramente a atenção. A mãe sacudia a toalha no ar e impedia com sua forma a visão do quarto: mamãe, disse o menino. Catarina voltou-se rápida. Era a primeira vez que ele dizia “mamãe” nesse tom e sem pedir nada. Fora mais que uma constatação: mamãe! A mulher continuou a sacudir a toalha com violência e perguntou-se a quem poderia contar o que sucedera, mas não encontrou ninguém que entendesse o que ela não pudesse explicar. Desamarrotou a toalha com vigor antes de pendurá-la para secar. Talvez pudesse contar, se mudasse a forma. Contaria que o filho dissera: mamãe, quem é Deus. Não, talvez: mamãe, menino quer Deus. Talvez. Só em símbolos a verdade caberia, só em símbolos é que a receberiam. Com os olhos sorrindo de sua mentira necessária, e sobretudo da própria tolice, fugindo de Severina, a mulher inesperadamente riu de fato para o menino, não só com os olhos: o corpo todo riu quebrado, quebrado um invólucro, e uma aspereza aparecendo como uma rouquidão. Feia, disse então o menino examinando-a.

— Vamos passear! respondeu corando e pegando-o pela mão.

Passou pela sala, sem parar avisou ao marido: vamos sair! e bateu a porta do apartamento.

Antônio mal teve tempo de levantar os olhos do livro – e com surpresa espiava a sala já vazia. Catarina! chamou, mas já se ouvia o ruído do elevador descendo. Aonde foram? perguntou-se inquieto, tossindo e assoando o nariz. Porque sábado era seu, mas ele queria que sua mulher e seu filho estivessem em casa enquanto ele tomava o seu sábado. Catarina! chamou aborrecido embora soubesse que ela não poderia mais ouvi-lo. Levantou-se, foi à janela e um segundo depois enxergou sua mulher e seu filho na calçada.

Os dois haviam parado, a mulher talvez decidindo o caminho a tomar. E de súbito pondo-se em marcha.

Por que andava ela tão forte, segurando a mão da criança? pela janela via sua mulher prendendo com força a mão da criança e caminhando depressa, com os olhos fixos adiante; e, mesmo sem ver, o homem adivinhava sua boca endurecida. A criança, não se sabia por que obscura compreensão, também olhava fixo para a frente, surpreendida e ingênua. Vistas de cima as duas figuras perdiam a perspectiva familiar, pareciam achatadas ao solo e mais escuras à luz do mar. Os cabelos da criança voavam…

O marido repetiu-se a pergunta que, mesmo sob a sua inocência de frase cotidiana, inquietou-o: aonde vão? Via preocupado que sua mulher guiava a criança e temia que neste momento em que ambos estavam fora de seu alcance ela transmitisse a seu filho… mas o quê? “Catarina”, pensou, “Catarina, esta criança ainda é inocente!” Em que momento é que a mãe, apertando uma criança, dava-lhe esta prisão de amor que se abateria para sempre sobre o futuro homem. Mais tarde seu filho, já homem, sozinho, estaria de pé diante desta mesma janela, batendo dedos nesta vidraça; preso. Obrigado a responder a um morto. Quem saberia jamais em que momento a mãe transferia ao filho a herança. E com que sombrio prazer. Agora mãe e filho compreendendo-se dentro do mistério partilhado. Depois ninguém saberia de que negras raízes se alimenta a liberdade de um homem. “Catarina”, pensou com cólera, “a criança é inocente!” Tinham porém desaparecido pela praia. O mistério partilhado.

“Mas e eu? e eu?” perguntou assustado. Os dois tinham ido embora sozinhos. E ele ficara. “Com o seu sábado.” E sua gripe. No apartamento arrumado, onde “tudo corria bem”. Quem sabe se sua mulher estava fugindo com o filho da sala de luz bem regulada, dos móveis bem escolhidos, das cortinas e dos quadros? fora isso o que ele lhe dera. Apartamento de um engenheiro. E sabia que se a mulher aproveitava da situação de um marido moço e cheio de futuro – deprezava-a também, com aqueles olhos sonsos, fugindo com seu filho nervoso e magro. O homem inquietou-se. Porque não poderia continuar a lhe dar senão: mais sucesso. E porque sabia que ela o ajudaria a consegui-lo e odiaria o que conseguissem. Assim era aquela calma mulher de trinta e dois anos que nunca falava propriamente, como se tivesse vivido sempre. As relações entre ambos eram tão tranquilas. Às vezes ele procurava humilhá-la, entrava no quarto enquanto ela mudava de roupa porque sabia que ela detestava ser vista nua. Por que precisava humilhá-la? no entanto ele bem sabia que ela só seria de um homem enquanto fosse orgulhosa. Mas tinha se habituado a torna-la feminina deste modo: humilhava-a com ternura, e já agora ela sorria – sem rancor? Talvez de tudo isso tivessem nascido suas relações pacíficas, e aquelas conversas em voz tranquila que faziam a atmosfera do lar para a criança. Ou esta se irritava às vezes? Às vezes o menino se irritava, batia os pés, gritava sob pesadelos. De onde nascera esta criaturinha vibrante, senão do que sua mulher e ele haviam cortado da vida diária. Viviam tão tranquilos que, se se aproximava um momento de alegria, eles se olhavam rapidamente, quase irônicos, e os olhos de ambos diziam: não vamos gastá-lo, não vamos ridiculamente usá-lo. Como se tivessem vívido desde sempre.

Mas ele a olhara da janela, vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho, e dissera-se: ela está tomando o momento de alegria – sozinha. Sentira-se frustrado porque há muito não poderia viver senão com ela. E ela conseguia tomar seus momentos – sozinha. Por exemplo, que fizera sua mulher entre o trem e o apartamento? não que a suspeitasse mas inquietava-se.

A última luz da tarde estava pesada e abatia-se com gravidade sobre os objetos. As areias estalavam secas. O dia inteiro estivera sob essa ameaça de irradiação. Que nesse momento, sem rebentar, embora, se ensurdecia cada vez mais e zumbia no elevador ininterrupto do edifício. Quando Catarina voltasse eles jantariam afastando as mariposas. O menino gritaria no primeiro sono, Catarina interromperia um momento o jantar… e o elevador não pararia por um instante sequer?! Não, o elevador não pararia um instante.

— “Depois do jantar iremos ao cinema”, resolveu o homem. Porque depois do cinema seria enfim noite, e este dia se quebraria com as ondas nos rochedos do Arpoador.

Clarice Lispector Extraído do livro Laços de Família, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998.
Analise as proposições abaixo:
I- No período “ Felizmente nunca precisava rir de fato quando tinha vontade de rir” o sujeito é desinencial e há uma oração subordinada adverbial temporal.
II- No período “ A última luz da tarde estava pesada e abatia-se com gravidade sobre os objetos” a oração destacada é coordenada sindética adversativa
III- No fragmento “Mas ele a olhara da janela, vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho”, o conectivo “Mas” é adversativo, a forma verbal “olhara” está conjugada no pretérito mais -que- perfeito do modo indicativo, na oração “ vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho”, há um predicado verbal, e o pronome oblíquo átono, que complementa o sentido do verbo virar, classifica-se sintaticamente como objeto direto.
Está ou estão correta(s):
Alternativas
Q4108394 Português
Texto para questão

As Escolhas de Uma Vida por Martha Medeiros

A certa altura do filme Crimes e Pecados,
o personagem interpretado por Woody Allen diz:
"Nós somos a soma das nossas decisões". Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta
e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen:
a gente é o que a gente escolhe ser,
o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que,
ao fazer uma opção,
estamos descartando outra,
e de opção em opção vamos tecendo essa teia que
se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico,
se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz,
será quase impossível conciliar com a arquitetura.

No amor, a mesma coisa:
namora-se um, outro, e mais outro,
num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é
preciso decidir entre passar o resto da vida
sem compromisso formal com alguém,
apenas vivenciando amores
e deixando-os ir embora quando se findam,
ou casar, e através do
casamento fundar uma microempresa,
com direito a casa própria, orçamento
doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras:
viver sem laços e viver com laços...

Escolha:
beber até cair ou virar vegetariano e budista?

Todas as alternativas são válidas,
mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente
a cada 6 meses,
ser casados de segunda a sexta
e solteiros nos finais de semana,
ter filhos quando se está bem-disposto
e não tê-los quando se está cansado.

Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito,
 ouvir os outros, estagiar em várias tribos,
prestar atenção ao que
acontece em volta e não
cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas,
elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e
trocar de caminho:
Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para
acrescentar,
e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.

A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira,
mas tenha responsabilidade e maturidade
para arcar com as
consequências destas ações.

Lembrem-se:
suas escolhas têm 50% de chance de darem certo,
Mas também 50% de chance de darem errado.

A escolha é sua...

Matha Medeiros.
No período “Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses”, a forma verbal destacada está:
Alternativas
Q4108356 Português
Texto para questão

Ao assistir a desenhos animados, filmes para crianças ou lendo histórias infantis, você já deve ter se deparado com a imagem de um elefante que tem medo de um rato. Provavelmente você já se perguntou se existe realidade nessa história ou se não passa de um mito. Pois bem, a resposta é: mais ou menos. Os elefantes de fato podem se assustar com a presença de ratos por perto, mas não tem a ver propriamente com o fato de serem ratos ou de algum mal que só eles possam fazer aos elefantes.
Um mito zoológico, muito difundido, é que os elefantes temem que o rato possa subir pela tromba do animal. Segundo o especialista em elefantes Richard Lair, isso não tem fundamento: se um rato tentasse escalar a tromba do elefante, seria facilmente expelido com qualquer movimento.
Seria correto dizer, como explica Lair, que eles se assustam com o movimento brusco de animais pequenos. Como estes gigantes da selva têm uma visão fraca, raramente conseguem enxergar com exatidão um animal de pequeno porte que estiver perto deles. Não precisam ser necessariamente ratos. Em uma reserva natural que abriga elefantes, na Tailândia, foi observado que um cachorro passou correndo e latindo em volta de um elefante e o bicho entrou em pânico devido aos movimentos rápidos e barulhentos aos seus pés.
Integrantes de um circo resolveram colocar à prova, em 2006, se os ratos por si próprios exerciam alguma mudança nos elefantes. Colocaram o pequeno animal, parado, às vistas do elefante, que não demonstrou nenhuma reação. Um observador dessa cena notou que os elefantes “pareciam apenas entediados” ao ver o rato, ou seja; a história do medo é mesmo só uma lenda.
Na oração “Integrantes de um circo resolveram colocar à prova...”, a forma verbal destacada está conjugada no:
Alternativas
Q4108351 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.

O SELVAGEM

Saía para a balada todas as noites. Pai e mãe descabelados. Dormia até tarde. Apareceu com uma tatuagem no braço. Um desenho que não parecia fazer sentido.
— O que é, meu filho? gemeu a mãe.
— Tribal.
Logo a mãe descobriu que há “escolas ” de tatuagem tribais, étnicas, new age...
O pai quase teve um infarto. Piorou quando soube que a turminha do prédio estava se reunindo em um apartamento vazio, com três velhos colchões jogados. O porteiro dedou:
— Ficam lá, a noite toda, ouvindo música. Isso é consequência de uma sociedade que não apela para a moral do jovem.
Foram expulsos. A tia comentou:
— Se ao menos ele tivesse uma boa namorada!
Apareceu com um a candidata. Tinha piercing nas sobrancelhas. A mãe tentou se conformar.
— Até que é bonitinho!
Ela abriu a boca para agradecer. Também tinha piercing na língua!
De noite, a mãe quis aconselhar:
— Meu filho, e se sua língua ficar presa?
O rapaz olhou- a como se fosse marciana.
—Tá me tirando, mãe? Outra surpresa:
— Ah, meu filho, a traça roeu sua camiseta, está cheia de furinhos.
— Comprei assim. É lançamento. Viu a etiqueta da grife italiana. Adquirida em dez prestações no cartão!
— Você pagou tanto por uma camiseta furada!
De noite, na solidão do quarto, o pai se contorcia.
— O que vai ser desse rapaz? Prestou vestibular. Para surpresa de todos, passou. Faculdade em uma cidade próxima. Dali a alguns meses, anunciou:
— Arrumei trabalho! Alívio.
— Qual o salário?
— É voluntário. Em uma ONG para proteger os meninos de rua!
O casal fugiu para o cinema. Durante a pizza, o pai vociferava:
— Pode se dar ao luxo de ser voluntário porque tem quem o sustente! No meu tempo eu só pensava em comprar um carro novo!
A mãe refletiu. Anos a fio, trocando de carro. De casa. Seria tão bom não ter esse tipo de preocupação!
O marido insistiu. Era o caso de chamar um terapeuta. Marcaram consulta.
— Para quê? Não preciso de terapia!
—Você precisa conversar, tem de tomar rumo na vida! — explicou o pai.
A custo, foi convencido. Não sem alguma chantagem financeira.
O psicólogo o recebeu em uma sala aconchegante, com poltronas.
— Por que veio aqui? 
— Meu pai mandou. Eu mesmo não tinha a menor vontade.
Péssimo começo.
— Não costumo receber ninguém porque o pai mandou. Estudei com a sua mãe. Estou aqui como amigo. Não considere que é uma consulta.
— Meus pais não me entendem.
— Quem sabe você possa me dizer por quê.
— Eu quero qualidade de vida, sabe? Não passar o tempo todo me matando par a ter coisas. Quem sabe mais tarde vou morar numa praia. . . e trabalhar com alguma coisa de que eu goste. Sei lá, entrei numa ONG.. .
— O terapeuta observou as tatuagens (agora já eram cinco), o brinco ousado, a camiseta torta. Cabelos espetados. Atrás da aparência selvagem, reconhece seu passado. Em sua época, a juventude também fora assim. Com projetos de vida. Teve uma sensação de alegria, porque afinal. ..a juventude continuava sendo. .. a juventude.
— O que você mais quer? — perguntou.
— Dividir a vida com alguém. O mundo anda complicado, tanta doença.... Eu queria ter uma relação fixa. Eu só dela, ela só minha! Sorriu:
— Quem sabe ter um filho, mais tarde. Despediu-se do terapeuta com um abraço. O profissional ligou.
— Qual o problema do meu filho? — quis saber o pai.
— O problema é nosso, que esquecemos como fomos. E, parafraseando a música, nos tornamos como nossos pais.
— Ahn?
Quando o pai desligou, sorria. Tudo era muito diferente, mas, no fundo, igual! Quem disse que os jovens não têm mais sonhos?

Walcyr CARRASCO. Histórias para sala de aula: crônicas do cotidiano. SP: Moderna,2010. p.107 - 110.
No período “ Se ao menos ele tivesse uma boa namorada! A forma verbal destacada está:
Alternativas
Q4107755 Português
Analise as assertivas com V (Verdadeiro) ou F (Falso).
(__)Na série: "Vê"; "também"; "miúda"; "pânico", temos dois termos oxítonos, um termo paroxítono; um termo proparoxítono.
(__)O verbo da frase: "Meu Deus, que diabo disto seria aquilo?" - está conjugado no futuro do pretérito do modo indicativo.
(__)No período: "copiem o esquema que vou traçar no quadro-negro" - temos um verbo no imperativo seguido de objeto direto; um pronome relativo; uma locução verbal, seguida de adjunto adverbial de lugar.
(__)Os adjetivos das expressões: "gente miúda" e "gente grande" se opõem pelo sentido.
(__)Nas expressões: "farejou a angústia daquelas alminhas" e "com um esgar bondoso" temos ideias que subestimam a autonomia do próprio professor.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4107462 Português
Sobre os componentes linguísticos textuais, analise as assertivas com V (Verdadeiro) ou F (Falso).
(__) A frase: "A escola serve para ensinar" - enuncia a finalidade da escola.
(__) A crase usada em: "A primeira coisa que nos vem à mente" - é imposta  pela regência verbal.
(__)A frase interrogativa: "Mas ensinar a quem?" - está escrita com conjunção coordenativa adversativa, verbo de primeira conjugação seguido de objeto indireto.
(__)Na frase: "O professor terá que se adaptar" - temos uma opinião da voz do texto, representada por uma ideia hipotética comprovada pelo uso do verbo no futuro do presente do modo indicativo.
(__)A frase: "Como ensinar?" - exemplifica uso de advérbio interrogativo de modo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4107167 Português

Construção


Chico Buarque


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido


Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima


Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música


E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego 


Amou daquela vez como se fosse o última

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado


Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego


Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo


E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contramão atrapalhando o sábado


Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir

A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir

Por me deixar respirar, por me deixar existir

Deus lhe pague


Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir

Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir

Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair

Deus lhe pague


Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir

E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir

E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir

Deus lhe pague.

Sobre o texto podemos afirmar:
I – No texto, a presença de proparoxítonas colocadas sempre no final de cada verso, produzem o efeito melódico da rima.
II- No texto, metáforas e proparoxítonas constroem e desconstroem a rotina do pedreiro.
III- No verso “ Amou daquela vez como se fosse a última” Chico construiu o mau presságio usando o advérbio de modo como, e o verbo IR no imperfeito do subjuntivo.
É verdade o que se afirma em:
Alternativas
Q4103553 Português

Leia e interprete o texto a seguir para responder à questão.



Poder e Política



Na última reforma da Folha de S.Paulo o caderno de política, que se chamava "Brasil", virou “Poder”. A Política é um substantivo feminino, dizem até que é uma ciência, mas não é um verbo. (O verbo é politicar - ocupar-se de política, fazer política - de pouco uso, não me lembro de nenhum político confessar ter politicado ou prometer, se for eleito, politicar muito.) Já o Poder tem a força do verbo e do substantivo, que no caso é macho, os dois usadíssimos e cobiçados, parece que todos querem o substantivo para livremente usar o verbo, quanto mais, melhor.


A impressão é que todos, desde os editores e comentaristas dos jornais mais zezistas (ex-serristas) aos grandes amigos e aliados do Zé, acreditam que a luta pelo poder está terminada: Dilma vai ganhar e, portanto, o Zé vai perder. O resultado da luta pelo poder em Brasília parece mesmo irreversível, em primeiro ou segundo turno, mas a luta política não tem data para terminar, antes ou depois da eleição.


Urgente é melhorar o nível do debate público, expurgar do discurso os adjetivos em excesso, piadinhas, palavrões, preconceitos, grosserias, birras, implicâncias, superficialidade, pontos de exclamação, chutação de números sem fonte, vazamentos seletivos, fontes anônimas usando jornais para fazer negociatas, argumentos tolos exaustivamente desmontados e ainda assim repetidos sem trégua, fichas falsas, bilhetinhos e fofocas que viram dossiês, mentiras grossas, etc.


Os blogs – e seus divulgadores, twitters e tais – já mudaram a lógica da mídia. Seria uma boa ideia que tentassem cada vez mais falar sério (ainda que com bom humor), compartilhando informações e análises e não estados de espírito e picuinhas.


O mais urgente, acho, é eliminar do discurso a falácia “envenenar o poço”, desonestidade intelectual que consiste em, num debate, ao invés de debater o argumento, combater o próprio oponente, é o tal “assassinato de reputação”, que grassa em diferentes intensidades por blogs, sites, jornais, tevês e rádios.


José diz: “Pedro é um ladrão”. Pedro responde: “José é um mentiroso”.


Não é um debate, não há contradição, talvez os dois estejam certos. Pedro pode ser um ladrão, como José afirma. Pedro não negou ser ladrão, apenas afirmou ser José um mentiroso. Pedro envenenou o poço sugerindo que, sendo José um mentiroso, tudo o que ele disser é mentira, o que não é verdade: talvez José seja mesmo um mentiroso, mas pode não estar mentindo ao afirmar que Pedro é um ladrão, afinal mesmo os mentirosos não mentem sempre. (“Não acredite em alguém que sempre diz a verdade”, Elias Canetti.)


Num debate racional, que alimenta a política e não apenas a luta pelo poder, José só pode afirmar publicamente que Pedro é um ladrão se tiver provas para isso, se a sua afirmação vier acompanhada de informações sobre fatos que a sustentem, lembrando que roubar é crime e todos são inocentes até prova em contrário, e que também é um crime acusar alguém de crime que não cometeu. Ao ser acusado de um crime por Pedro, José pode (ou não) defender-se, inclusive recorrendo à justiça, apresentando evidências ou provas de que não o cometeu. Atacar Pedro não é evidência ou prova de nada.


Com a forte possibilidade de derrota de seu candidato nas próximas eleições, a antiga imprensa, acho, finalmente entendeu que a tal “formação de consenso” não está mais em suas mãos. Cabe aos blogueiros e sites independentes ocupar o espaço conquistado com cada vez mais racionalidade. Fazendo política, a blogosfera conquistou um grande poder e “grandes poderes geram grande responsabilidade”, como muito bem ensinou o Homem-Aranha.


Onze regras de boas-maneiras para debater política (seriamente) na blogosfera (ou em qualquer outro lugar):


1. Qual é o fato? A verdade factual é o ponto de partida. Certifique-se da veracidade e, se possível, indique a fonte de suas informações. Divulgar mentiras é o mesmo que mentir.


2. Não grite. Reduza ao máximo os adjetivos, os pontos de exclamação, os destaques em maiúsculas.


3. Não insinue, informe. Elimine do seu texto as reticências, as maledicências e outras indecências. Se tiver algo a dizer, diga. Se não tiver, não diga.


4. Mantenha a compostura. Elimine inteiramente os palavrões, preconceitos, grosserias, fofocas e baixarias em geral.


5. Fale sério. Piadas de gosto duvidoso, musiquinhas engraçadas, animações toscas, derrubam qualquer argumento, mesmo que verdadeiro. Demonizar adversários com montagens fotográficas, dedos no nariz ou caras tortas só depõe contra você.


6. A diversidade é a base da democracia. Sem pensamentos contraditórios não há evolução. Quem pensa diferente de você não é, necessariamente, seu inimigo e, mesmo que seja, deve ser tratado com respeito e educação.


7. Ninguém é inteiramente bom ou mau. Encontrar concordâncias entre pessoas que discordam é um bom ponto de partida para qualquer debate. Todos querem o bem estar e a justiça social, desenvolvimento, geração de empregos, saúde, prosperidade e paz. Ou não?


8. Procure saber, saber sempre é bom. Compartilhar informações é a principal utilidade da internet.


9. Mais que dar respostas, faça perguntas. O principal objetivo do jornalismo (e da filosofia) é fazer pensar, formulando perguntas. Deixe o leitor procurar suas próprias respostas.


10.“Se você não está em dúvida é porque foi mal informado” (do jornal “O Pasquim”). Procure saber e entender os que pensam muito diferente de você ou nunca terá a chance de mudar, o que é vital para crescer.


11. Só responda a quem merece. A resposta a um argumento num debate político é uma deferência, só deve ser dada a quem merece, a quem trouxe ao debate algum argumento novo e relevante. Aos provocadores, carentes que só querem marcar espaço e aparecer, a melhor resposta é a indiferença. Não alimente nem amplifique baixarias.



(FURTADO, Jorge. Poder e Política. Casa de Cinema de Porto Alegre, 22 de agosto de 2010. Disponível em: https://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/poder-e-pol%C3%ADtica.html)

No trecho onde estão listadas as onze regras de boas-maneiras para debater política seriamente, verifica-se o uso de verbos no imperativo, modo verbal que tem a função de externar ordens, pedidos, sugestões ou conselhos.


Seguindo a norma culta da língua portuguesa e tendo por norte as regras gramaticais para a formação do modo imperativo, assinale a alternativa incorreta: 

Alternativas
Q4102283 Português
No fragmento a seguir, o verbo destacado indica:

"Iker Casillas¹ protagonizou na noite de segunda-feira um autêntico debate no Twitter sobre a chegada, ou não, do Homem à Lua. O jogador do F. C. Porto não acredita nesta teoria e até a National Geographic lhe quis responder.”

¹ Jogador de futebol . SILVA, Dúlio. Iker Casillas abre debate no Twitter sobre chegada do Homem à Lua. JN, 24 jul. 2018. 

Disponível em: <https://www.jn.pt/pessoas/in/interior/ikercasillas-abre-debate-no-twitter-sobre-chegada-dohomem-a-lua-9630509.html> Acesso em: 23 jul. 2018. 
Alternativas
Q4102006 Português

A FELICIDADE REALISTA


(1º§) A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num "SPA" cinco estrelas.

(2º§) E quanto ao amor? Ah, o amor..., não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e namorar de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.

(3º§) Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.

(4º§) Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo, juntando, juntando, juntando dinheiro sem se lembrar da felicidade. Junte apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.

(5º§) E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Crie, inove, reflita e valorize a importância da felicidade realista!

(6º§) Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. "Estamos num mundo complexo de sentimentos e fantasias".

(7º§) Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

(8º§) Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade!


(Mário Quintana. Poeta gaúcho) - (Adaptado)

Marque a alternativa com análise INCORRETA. 
Alternativas
Q4101015 Português
A FELICIDADE REALISTA


(1º§) A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num "SPA" cinco estrelas.

(2º§) E quanto ao amor? Ah, o amor..., não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e namorar de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.

(3º§) Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.

(4º§) Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo, juntando, juntando, juntando dinheiro sem se lembrar da felicidade. Junte apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.

(5º§) E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Crie, inove, reflita e valorize a importância da felicidade realista!

(6º§) Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. "Estamos num mundo complexo de sentimentos e fantasias".

(7º§) Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

(8º§) Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade!



(Mário Quintana. Poeta gaúcho) - (Adaptado)
Analise as assertivas seguintes:

I.No período: "Estamos num mundo complexo de sentimentos e fantasias" - "complexo" tem o mesmo sentido semântico contextual de "intrincado".
II.No trecho: "queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo" - temos: locução verbal formada por verbo de segunda conjugação e por verbo de primeira conjugação, crase que faz parte da expressão, expressão temporal representada por trissílabos paroxítonos que identificam dois dias da semana.
III.O período: "Faça o que for necessário para ser feliz" - inicia com verbo irregular de segunda conjugação no modo imperativo afirmativo, identificando o interlocutor de terceira pessoa do singular.
IV.A composição do período exclamativo: "Crie, inove, reflita e valorize a importância da felicidade realista!" - contém: duas orações coordenadas assindéticas e uma oração coordenada sindética com respectivo objeto direto.


Marque a alternativa com todas as assertivas corretas.
Alternativas
Q4101013 Português
A FELICIDADE REALISTA


(1º§) A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num "SPA" cinco estrelas.

(2º§) E quanto ao amor? Ah, o amor..., não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e namorar de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.

(3º§) Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.

(4º§) Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma bênção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo, juntando, juntando, juntando dinheiro sem se lembrar da felicidade. Junte apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.

(5º§) E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Crie, inove, reflita e valorize a importância da felicidade realista!

(6º§) Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. "Estamos num mundo complexo de sentimentos e fantasias".

(7º§) Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

(8º§) Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade!



(Mário Quintana. Poeta gaúcho) - (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA.
Alternativas
Q4100565 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Marque a alternativa com análise incorreta. 
Alternativas
Q4100038 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O SOL E A LUA


O Sol pediu a Lua em casamento.

Disse que já a amava há muito tempo.

Desde a época dos dinossauros!

Pterodáctilos, tiranossauros.

Quando nem existia a bicicleta, nem o Velotrol.

Nem a motocicleta.

Mas a Lua achou aquilo tão estranho.

Uma bola quente que nem toma banho?

Onde eu estou? Imagine só! Tenha dó!

Pois meu coração não pertence a ninguém.

Sou a inspiração de todos os casais!

Dos grandes poetas aos mais normais.

Sai pra lá, rapaz. Você queima como fogo!

O Sol pediu a Lua em casamento.

E a Lua disse: Não sei, não sei, não sei.

Me dá um tempo. E o Sol congelou seu coração.

E 24 horas depois, o Sol nasceu, a Lua se pôs.

Ele falou com ela: "Você quer se casar comigo"?

A Lua preferiu ficar com as estrelas, deixando o Sol quente para depois.

Assim sendo, ela guardou seu próprio coração!

Mas o Astro-Rei, com todos os seus planetas.

Cometas, asteroides, Terra, Marte, Vênus, Netunos e Uranos.

Foi se apaixonar justo por ela.

Que o despreza e o deixa esperar.

Acontece que o Sol não se conformou.

Foi pedir ao vento para lhe ajudar.

Mas o vento nem sequer parou.

Pois não tinha tempo para conversar.

O Sol sem saber mais o que fazer.

Com tanto amor pra dar, começou a chorar.

E a derreter, começou a chover e a molhar.

E a escurecer.

(...)

Se a Lua não te quer, tudo bem.

Você é lindo, cara!

E seu brilho vai muito mais além.

Um dia, você vai encontrar alguém.

Que, com certeza, vai te amar também.

(O Sol e a Lua - Pequeno Cidadão - LETRAS.MUS.BR) - (Adaptado)


Pequeno Cidadão
Marque a alternativa com informação correta.
Alternativas
Q4099658 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

 A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Marque a alternativa com análise incorreta. 
Alternativas
Q4099320 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

 A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas
Q4099317 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


AS RESPOSTAS DO ECO DA VIDA


(1º§) Um pequeno garoto e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente, o garoto cai, se machuca e grita: - Aai!!! Para sua surpresa, ele escuta a voz se repetir em algum lugar da montanha: - Aai!!!

(2º§) Curioso, pergunta: - Quem é você? Recebe como resposta: - Quem é você?

Contrariado, grita: - Seu covarde!!! Escuta como resposta: - Seu covarde!!!

(3º§) O garoto olha para o pai e pergunta aflito: - O que é isso? O pai sorri e fala: - Meu filho, preste atenção!!!

(4º§) Então o pai grita em direção a montanha: - Eu admiro você!

 A voz responde: - Eu admiro você! De novo o homem grita: - Você é um campeão!

A voz responde: - Você é um campeão!

(5º§) O garoto fica espantado sem entender nada. Então o pai explica: As pessoas chamam isso de ECO, mas, na verdade, isso é a vida.

(6º§) Ela lhe dá de volta tudo que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Não precisa entrar em pânico.

(7º§) Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.

(8º§) Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.

(9º§) Se você quer mais tolerância das pessoas, seja mais tolerante.

(10º§) Se você quer mais alegria no mundo, seja mais alegre.

(11º§) Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela. Pense como você é e como pode melhorar. Busque um eco melhor!

(12º§) SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA. SUA VIDA É A CONSEQUÊNCIA DE VOCÊ MESMO!!!


(https://www.paralerepensar.com.br/eco_da_vida.htm) - (Adaptado!)
Marque a frase que não está escrita com um verbo no modo imperativo.
Alternativas
Q4087908 Português

Natal



    É noite de Natal, e estou sozinho na casa de um amigo, que foi para a fazenda. Mais tarde talvez saia. Mas vou me deixando ficar sozinho, numa confortável melancolia, na casa quieta e cômoda. Dou alguns telefonemas, abraço à distância alguns amigos. Essas poucas vozes, de homem e de mulher, que respondem alegremente à minha, são quentes, e me fazem bem. “Feliz Natal, muitas felicidades”; dizemos essas coisas simples com afetuoso calor; dizemos e creio que sentimos, e como sentimos, merecemos. Feliz Natal!

    Desembrulho a garrafa que um amigo teve a lembrança de me mandar ontem; vou lá dentro, abro a geladeira, preparo um uísque, e venho me sentar no jardinzinho, perto das folhagens úmidas. Sinto‐me bem, oferecendo‐me este copo, na casa silenciosa, nessa noite de rua quieta. Este jardinzinho tem o encanto sábio e agreste da dona da casa que o formou. É um pequeno espaço folhudo e florido de cores, que parece respirar; tem a vida misteriosa das moitas perdidas, um gosto de roça, uma alegria meio caipira de verdes, vermelhos e amarelos.

    Penso, sem saudade nem mágoa, no ano que passou. Há nele uma sombra dolorosa; evoco‐a neste momento, sozinho, com uma espécie de religiosa emoção. Há também no fundo da paisagem escura e desarrumada desse ano, uma clara mancha de sol. Bebo silenciosamente a essas imagens da morte e da vida; dentro de mim elas são irmãs. Penso em outras pessoas. Sinto uma grande ternura pelas pessoas; sou um homem sozinho, numa noite quieta, junto de folhagens úmidas, bebendo gravemente em honra de muitas pessoas.

    De repente um carro começa a buzinar com força, junto ao meu portão. Talvez seja algum amigo que venha me desejar Feliz Natal ou convidar para ir a algum lugar. Hesito ainda um instante; ninguém pode pensar que eu esteja em casa a esta hora. Mas a buzina é insistente. Levanto‐me com certo alvoroço, olho a rua, e sorrio; é um caminhão de lixo. Está tão carregado, que nem se pode fechar; tão carregado como se trouxesse todo o lixo do ano que passou, todo o lixo da vida que se vai vivendo. Bonito presente de Natal!

    O motorista buzina ainda algumas vezes, olhando uma janela do sobrado vizinho. Lembro‐me de ter visto naquela janela uma jovem mulata de vermelho, sempre a cantarolar e espiar a rua. É certamente a ela quem procura o motorista retardatário; mas a janela permanece fechada e escura. Ele movimenta com violência seu grande carro negro e sujo; parte com ruído, estremecendo a rua.

    Volto à minha paz, e ao meu uísque. Mas a frustração do lixeiro, e a minha também, quebraram o encanto solitário da noite de Natal. Fecho a casa e saio devagar; vou humildemente filar uma fatia de presunto e de alegria na casa de uma família amiga.



(Rubem Braga. In: 200 Crônicas Escolhidas. Editora Record, 2010. Adaptado.) 

Os verbos destacados encontram-se conjugados no presente do indicativo, EXCETO:
Alternativas
Respostas
1181: B
1182: A
1183: A
1184: C
1185: C
1186: B
1187: B
1188: A
1189: B
1190: C
1191: C
1192: B
1193: D
1194: D
1195: B
1196: C
1197: B
1198: D
1199: C
1200: D