Questões de Concurso Sobre figuras de linguagem em português

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Q3377603 Português
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A imagem, acima, explora a seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Q3372943 Português
Assinale a alternativa que aponta incorretamente a figura de linguagem presente no trecho transcrito do texto.
Alternativas
Q3354799 Português

Observe o quadrinho abaixo, qual a figura de linguagem que aparece nele?


Q13.png (242×318)


Fonte: Google imagem, 2024.

Alternativas
Q3354317 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    O consumerismo é um movimento social em que os consumidores e outros agentes sociais procuram adargar os direitos dos consumidores, buscando a paridade de forças entre estes últimos e as empresas fornecedoras de produtos e serviços. Três aspectos são fundamentais no consumerismo: (i) trata-se de esforço coletivo planificado; (ii) resulta de dissensão de poder entre vendedores e compradores no mercado e da consequente insatisfação dos compradores; (iii) busca atingir o equilíbrio de forças em prol dos compradores.

    Foi nos Estados Unidos da América que o movimento consumerista assumiu maiores proporções. É curioso que isso tenha acontecido exatamente na pátria do marketing, ou seja, no país onde a disciplina de marketing teve maior importância e desenvolvimento. O próprio conceito de marketing, como hoje reconhecido, é um desenvolvimento teórico norte-americano.

    No Brasil, o movimento consumerista, como ação de cidadania, nunca obteve grande expressão. As primeiras iniciativas consumeristas no Brasil foram associadas a períodos de carestia de alimentos, em função dos condições edafoclimáticas. Apesar da ínfima expressividade da ação dos consumidores na defesa de seus direitos, o Brasil tem legislação avançada neste campo.


Fonte: Adaptado de Rocha, A.; Ferreira, J. b.; Silva, J. F. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 2012.
As figuras de linguagem são palavras ou expressões que destoam da linguagem denotativa, logo pertencem à linguagem figurada. Elas podem ser classificadas como semânticas, de pensamento, de sintaxe ou de som.

Leia novamente o segundo parágrafo e marque a figura de linguagem que se encontra presente naquele trecho do texto em análise.
Alternativas
Q3351233 Português
Leia atentamente a canção Umas e outras, de Chico Buarque, para responder à questão.

Umas e outras

Se uma nunca tem sorriso
É pra melhor se reservar
E diz que espera o paraíso
E a hora de desabafar
A vida é feita de um rosário
Que custa tanto a se acabar
Por isso às vezes ela para
E senta um pouco pra chorar
Que dia! Nossa, pra que tanta conta
Já perdi a conta de tanto rezar

Se a outra não tem paraíso
Não dá muita importância, não
Pois já forjou o seu sorriso
E fez do mesmo profissão
A vida é sempre aquela dança
Onde não se escolhe o par
Por isso às vezes ela cansa
E senta um pouco pra chorar
Que dia! Puxa, que vida danada
Tem tanta calçada pra se caminhar

Mas toda santa madrugada
Quando uma já sonhou com Deus
E a outra, triste enamorada
Coitada, já deitou com os seus
O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor
Que dia! Nossa, pra que tanta conta
Já perdi a conta de tanto rezar
Que dia! Puxa, que vida danada
Tem tanta calçada pra se caminhar
Que dia! Cruzes, que vida comprida
Pra que tanta vida pra gente desanimar.
A figura de linguagem que predomina na relação entre a primeira e segunda estrofes é:
Alternativas
Q3347758 Português
No verso “O livro é nosso escudo e arma a inteligência” (verso 6), há a presença da figura de linguagem denominada
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUMARC Órgão: Prefeitura de Betim - MG Provas: FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Assistente Social 20H / 30H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Biólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Bioquímico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Buco-Maxilo-Facial | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Disfunção Tempo-Poromandibular e Dor Orofacial | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Endodontia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em PNE | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Estomatologia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Odontopediatria | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Periodontia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Prótese Dental | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Nutricionista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Odontólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fisioterapeuta 20H / 30H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Generalista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Homeopata | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Pediatra | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Enfermeiro 24H / 40H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Psiquiatra 20H / 24H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Veterinário | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Engenheiro Clínico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Nutricionista 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Psicólogo 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Epidemiólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Farmacêutico 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Biólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Biomédico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Enfermeiro | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Engenheiro de Alimentos | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Farmacêutico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Médico Veterinário |
Q3342878 Português
Como dominar os monstros interiores


        Aos 16 anos comecei a ler Simone de Beauvoir, Schopenhauer, Nietzsche, Spinoza, Sartre, Marco Aurélio, Sêneca, Epicteto e outros filósofos que me ajudaram nos momentos mais difíceis da minha vida. Nunca mais parei: é na filosofia que encontro um pouco de coragem, força e determinação para descobrir a melhor atitude que posso ter para enfrentar os obstáculos, adversidades, crises, tragédias e desafios da vida.

         A filosofia é um exercício de introspecção e uma jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal; um desafio para mergulhar profundamente na minha própria consciência, enfrentando meus monstros interiores.

       No silêncio e quietude da reflexão existencial, reconheço minhas fraquezas, impotências e limitações e busco aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso e sabedoria para distinguir entre o que posso e o que não posso mudar.

       Aprendi que há apenas um caminho para a liberdade e a felicidade: parar de me preocupar com tudo aquilo que está além do meu controle, decisão e capacidade e ter a consciência de que não são as pessoas e situações que me afetam e desequilibram, mas as minhas percepções, opiniões, crenças e interpretações equivocadas sobre elas.

         No início da pandemia, "Meditações", de Marco Aurélio, junto com "Em Busca de Sentido", de Viktor Frankl, me ajudaram a encontrar significado e propósito naquele momento desesperador: cuidar dos meus amigos nonagenários.

         Foi quando passei a acessar diariamente vídeos de canais do YouTube que ensinam a praticar o estoicismo na nossa própria vida. Recentemente, escutei um vídeo que me fez refletir sobre este momento de tanta tristeza, angústia e impotência: "Dominando os monstros internos".

        Uma prova concreta de que estou aprendendo a dominar meus monstros internos é o fato de ter parado de tomar Lexotan. Antes da pandemia, sempre que precisava viajar, dar aulas, palestras, entrevistas, participar de programas de televisão, eu tomava o ansiolítico antes de dormir. Quando meu pai teve câncer no pâncreas, durante os cem dias em que cuidei dele até a sua morte, tomava três Lexotans por dia.

        Recebo inúmeros pedidos para participar de programas de rádio e televisão, entrevistas, lives, podcasts, palestras, debates, aulas, conferências, bancas, consultorias etc. Seria humanamente impossível aceitar todas as demandas diárias. A filosofia está me ensinando a "dizer não".

       Um dos meus maiores arrependimentos é o de não ter tido a coragem de "dizer não" para uma pessoa de confiança que me convenceu a assinar, sem ler, um documento. Se eu tivesse lido o documento, jamais teria assinado algo que me prejudicou bastante. Todos os dias eu me xingo de burra, estúpida e idiota, pois sei que um simples "não" teria evitado muitos problemas, aborrecimentos e chateações que tenho até hoje.

        Quando fico doente, estressada e exausta em função de vampiros emocionais e pessoas tóxicas que sugam a minha energia, paz de espírito e saúde física e psicológica, lembro-me de que só tenho controle sobre meus pensamentos e atitudes e que não tenho o poder de controlar os comportamentos e escolhas dos outros.

        Marco Aurélio, em suas "Meditações", ensina a melhor maneira de se vingar das "almas sinistras".

        "Dizer para si mesmo, ao amanhecer: ‘Sei que vou encontrar um indiscreto, um ingrato, um grosseiro, um velhaco, um invejoso, um intolerante. Mas esses homens são assim devido à sua ignorância do bem e do mal... Concentra-te na arte que aprendeste e ama-a. Não seja tirano nem escravo de ninguém... Alguém procedeu mal comigo? Isso é com ele. A deliberação é dele, a ação é dele... É impossível que os maus não pratiquem o que está em sua índole... Eis a melhor maneira de se vingar: não se lhes assemelhar."

          A coragem de "dizer não" para as "almas sinistras" se tornou um exercício diário. Tenho buscado aproveitar cada dia como se fosse o último, saboreando o presente, sem ficar presa aos traumas do ontem ou às preocupações com o amanhã.

       Por isso, todos os dias, assim que acordo, respondo às seguintes perguntas no meu diário: "O que eu faria se não tivesse tanto medo? Como vou gozar o dia de hoje? O que posso fazer de bonito, bom e relevante? Como posso transformar o meu medo em coragem, a minha tristeza em beleza e a minha dor em amor?".


GOLDENBERG, Mirian. Como dominar os monstros interiores. Folha de S.
Paulo, São Paulo, 23 maio 2024, FolhaCorrida, p. B8. Disponível em:
https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero=50653&
maxTouch=0&anchor=6495186&pd=db788aa618689d5c6e76af5c0711efe3

Considere estes fragmentos do texto:

I. ... comecei a ler Simone de Beauvoir... II. ... cuidar dos meus amigos nonagenários. III. ... estou aprendendo a dominar meus monstros internos... IV. ... vampiros emocionais e pessoas tóxicas que sugam minha energia...

O emprego do sentido metafórico está presente apenas em:
Alternativas
Q3342819 Português

Imagem associada para resolução da questão




Nessa charge, o autor faz uso da figura de linguagem conhecida como: 

Alternativas
Q3342816 Português

Imagem associada para resolução da questão



Na campanha da Secretaria Municipal da Assistência Social de Sobradinho “É Tempo de Cuidar! Aqueça Seus Corações Com Amor e Empatia”, predomina a seguinte função da linguagem:

Alternativas
Q3336725 Português
As figuras de linguagem são recursos estilísticos que podem ser empregados com diversas finalidades, tornando a interação mais expressiva, criativa e impactante. Existem diferentes tipos de figuras da linguagem, dentre as quais: figuras semânticas, de pensamento, de sintaxe ou fônicas. Em relação a essa classificação e às categorias dela decorrentes, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas: 

( ) Na sentença “A Casa Branca anunciou uma nova política econômica para o próximo ano”, temos uma metonímia. ( ) Na frase “O Rei do Pop foi um dos artistas mais influentes da música mundial”, há um litote.
( ) Em “O mar, testemunha silenciosa de tantas histórias e segredos profundos”, existe uma apóstrofe.
( ) Na frase “Ele perdeu o emprego, ela perdeu a esperança naquele dia triste de chuva” é um exemplo de elipse.
( ) Na sentença “Rabugento e mal humorado ele é”, há um hipérbato.
( ) Em “Os planos para o final de semana, eu já tinha feito, mas acabaram sendo cancelados de última hora”, há um assíndeto.
( ) Na sentença “O ronco do trovão ressoava no horizonte”, há uma figura fônica chamada assonância.
( ) Na sentença “Ela cantava e dançava e ria e brincava, enchendo a casa de alegria e movimento” apresenta a figura de linguagem polissíndeto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3336500 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

Na expressão sublinhada em “Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor” 1º§, a autora emprega a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q3322965 Português
As figuras de linguagem são recursos estilísticos utilizados na comunicação, tanto escrita quanto oral, para embelezar o discurso, transmitir emoções, destacar ideias ou criar efeitos de sentido. Elas são comuns na literatura, na poesia, na publicidade e no discurso cotidiano.
Entre as figuras de palavras está a Paronomásia que consiste no uso de palavras com sons semelhantes, mas significados diferentes, criando um efeito de trocadilho ou jogo de palavras.

Essa figura de linguagem é uma figura de:
Alternativas
Q3320053 Português
Leia com atenção a afirmativa abaixo:
O Rei do Futebol encantou o mundo com suas jogadas inesquecíveis.
Qual é a figura de linguagem empregada na oração lida?
Alternativas
Q3317880 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bilhões de micróbios em nossa pele mantêm nossa saúde


Nosso corpo é coberto por um vibrante ecossistema microbiano. Cada vez mais, cientistas descobrem que a microbiota da nossa pele, na verdade, desempenha papel fundamental para nos manter saudáveis, além de oferecer outros benefícios surpreendentes.

Por isso, é melhor pesquisar mais antes de procurar aquele sabão bactericida.

Você, talvez, já tenha ouvido falar da microbiota intestinal, o complexo ecossistema de micróbios que habita os nossos intestinos.

Já se comprovou que a diversidade deste conjunto de bactérias, fungos, vírus e outros organismos unicelulares desempenha papel importante em uma série de doenças, como diabetes, asma e até a depressão.

Mas os micróbios que pegam carona na nossa pele também nos trazem benefícios. Eles oferecem a primeira linha de defesa contra os patógenos que tenham a infelicidade de pousar sobre a superfície do nosso corpo.

Esses micro-organismos decompõem parte das substâncias químicas que encontramos no nosso dia a dia e participam do desenvolvimento do nosso sistema imunológico.

Em termos de diversidade bacteriana, o microbioma da pele só perde para os nossos intestinos.

Quando paramos para analisar, é algo bastante surpreendente. Afinal, em comparação com os habitats seguros, quentes e úmidos da nossa boca e intestino, a pele é um lugar bastante inóspito.

"A pele é um ambiente muito hostil, em comparação com outras partes do corpo", explica a professora de cura de feridas Holly Wilkinson, da Universidade de Hull, no Reino Unido.

"Ela é seca, árida e muito exposta aos elementos. As bactérias que vivem ali evoluíram por milhões de anos para enfrentar essas pressões", acrescenta.

Essa evolução conjunta nos trouxe muitos benefícios.

Nem todas as partes da pele são colonizadas igualmente. Na verdade, as bactérias são surpreendentemente criteriosas em relação aos lugares onde elas vivem.

Se você passar um cotonete pela sua testa, pelo nariz ou pelas costas, você irá descobrir que estas áreas estão repletas de Cutibacterium, um gênero de bactérias que evoluiu para se alimentar do sebo oleoso produzido pelas células da nossa pele. Elas ajudam a umedecer e proteger a camada externa do nosso corpo.

Mas pegue uma amostra das suas axilas, quentes e úmidas, e você encontrará grandes quantidades de Staphylococcus e Corynebacterium. Examine entre os dedos dos pés e lá haverá muitas espécies de Propionibacterium. Algumas espécies são utilizadas na produção de queijo, ao lado de uma ampla variedade de fungos.

Regiões secas da pele, como os braços e as pernas, são particularmente inóspitas para as bactérias. Por isso, as espécies que moram ali não ficam por muito tempo.

Estas regiões também abrigam uma maior proporção de vírus do que outras áreas externas do corpo. E, naturalmente, a nossa pele também abriga outras criaturas, como os minúsculos ácaros.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1d74wp2zq3o.adaptado.
Mas os 'micróbios que pegam carona na nossa pele' também nos trazem benefícios.
Na expressão destacada, encontra-se uma figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q3316843 Português
Em conformidade a língua portuguesa e o novo acordo ortográfico, classifique em verdadeiro (V) ou falso (F) as alternativas a seguir, e marque a única correta.

( ) a hipérbole é uma figura de linguagem de pensamento.
( ) No diálogo “Não estou satisfeita com as tuas notas, filho. — Eu sei, mãe. Não sou bom nessas matérias.”, a figura de linguagem presente é denominada litote.
( ) Na frase “os diários contam segredos” e “a floresta clama por piedade” a figura de linguagem personificação, também chamado de prosopopeia, está presente.
( ) Na frase “Gosto de campo, ele de praia” a figura de linguagem presente representa uma zeugma.
( ) Na frase “A testemunha faltou com a verdade” a figura de linguagem presente representa um eufemismo. 
Alternativas
Q3316842 Português
Relacione as figuras de palavras ou de semânticas (1 a 5) com as frases (A a E), a seguir e marque a única alternativa correta.

( 1 ) Metáfora
( 2 ) Comparação
( 3 ) Metonímia
( 4 ) Catacrese
( 5 ) Sinestesia

(A) Ela é linda como uma princesa.
(B) Seu filho é um furacão no campo.
(C) Precisamos de muitos braços para este trabalho.
(D) Eu me lembro daquela noite de verão em Feijó, comendo o melhor açaí do Brasil,e do aroma doce dos seus cabelos.
(E) Use a asa da xícara para não queimar a palma da mão ou seus dedos.
Alternativas
Q3313957 Português
Figuras de linguagem são recursos expressivos usados na comunicação para criar efeitos de sentido, enfatizar ideias ou transmitir emoções de forma mais vívida e impactante. Elas são amplamente usadas na literatura, na poesia, na oratória e na comunicação cotidiana. As figuras de linguagem podem ser divididas em várias categorias, como figuras de som, de palavra, de pensamento e de construção.
Assinale a alternativa que apresenta uma figura de construção (ou sintaxe):
Alternativas
Q3313549 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 03 




Disponível em: https://br.pinterest.com/ . Acesso em: 20 set. 2024.  

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas pelo texto 03.



I - A ideia defendida é que as viagens tornam as pessoas muito felizes.


II - A resposta à pergunta feita, considerando a análise gramatical, é “ele”.


III - A resposta à pergunta feita, do ponto de vista discursivo, é “viajando”.


IV - O texto contém uma ambiguidade construída com o termo “sujeito”.


V - O verbo “viajando” define o sentido em que o termo “sujeito” foi usado.



Estão CORRETAS as afirmativas

Alternativas
Q3312532 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir, para responder à questão.

Texto 1

Tocando em frente


Composição: Almir Sater e Renato Teixeira


Ando devagar, porque já tive pressa.

Levo esse sorriso, porque já chorei demais.

Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe?

Só levo a certeza de que muito pouco eu sei,

Ou nada sei.


Conhecer as manhas e as manhãs,

O sabor das massas e das maçãs,

É preciso amor pra poder pulsar,

É preciso paz pra poder sorrir,

É preciso a chuva para florir.


Penso que cumprir a vida seja simplesmente

Compreender a marcha e ir tocando em frente,

Como um velho boiadeiro levando a boiada

Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,

Estrada eu sou.


Disponível em: https://www.vagalume.com.br/almir-sater/tocando-em-frente.html. Acesso em: 28 mai. 2024. Adaptado.

Nos versos “Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou / Estrada eu sou”, é CORRETO afirmar que se evidencia o emprego de uma 
Alternativas
Q3307774 Português

LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER À QUESTÃO


SONETO DE FIDELIDADE


De tudo, ao meu amor serei atento

antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

(MORAIS. Vinicius de. Antologia Poética. São Paulo:

Grupo Artístico e Cultural, 1986).


Vinicius de Morais é reconhecido por representar com maestria a retomada, na fase modernista da literatura brasileira, da estrutura mais clássica da poesia na forma de soneto, ficando sintetizado seu estilo no poema acima reproduzido. O poeta adota na escrita o uso significativo de figuras de linguagem, que contribuem para a expressividade e profundidade emocional do poema. 

Os termos que apresentam relação de antinomia no poema encontram definição VERDADEIRA em:
Alternativas
Respostas
681: D
682: B
683: B
684: A
685: C
686: A
687: D
688: D
689: D
690: A
691: E
692: D
693: D
694: D
695: D
696: B
697: D
698: A
699: C
700: C