Questões de Concurso
Sobre figuras de linguagem em português
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Na campanha da Secretaria Municipal da Assistência Social de Sobradinho “É Tempo de Cuidar! Aqueça Seus Corações Com Amor e Empatia”, predomina a seguinte função da linguagem:
( ) Na sentença “A Casa Branca anunciou uma nova política econômica para o próximo ano”, temos uma metonímia. ( ) Na frase “O Rei do Pop foi um dos artistas mais influentes da música mundial”, há um litote.
( ) Em “O mar, testemunha silenciosa de tantas histórias e segredos profundos”, existe uma apóstrofe.
( ) Na frase “Ele perdeu o emprego, ela perdeu a esperança naquele dia triste de chuva” é um exemplo de elipse.
( ) Na sentença “Rabugento e mal humorado ele é”, há um hipérbato.
( ) Em “Os planos para o final de semana, eu já tinha feito, mas acabaram sendo cancelados de última hora”, há um assíndeto.
( ) Na sentença “O ronco do trovão ressoava no horizonte”, há uma figura fônica chamada assonância.
( ) Na sentença “Ela cantava e dançava e ria e brincava, enchendo a casa de alegria e movimento” apresenta a figura de linguagem polissíndeto.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Calor humano
Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.
Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.
Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito.
Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.
E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.
Entre as figuras de palavras está a Paronomásia que consiste no uso de palavras com sons semelhantes, mas significados diferentes, criando um efeito de trocadilho ou jogo de palavras.
Essa figura de linguagem é uma figura de:
No texto, observa-se o emprego de palavras no sentido conotativo, observado na alternativa:
O Rei do Futebol encantou o mundo com suas jogadas inesquecíveis.
Qual é a figura de linguagem empregada na oração lida?
Na expressão destacada, encontra-se uma figura de linguagem denominada:
( ) a hipérbole é uma figura de linguagem de pensamento.
( ) No diálogo “Não estou satisfeita com as tuas notas, filho. — Eu sei, mãe. Não sou bom nessas matérias.”, a figura de linguagem presente é denominada litote.
( ) Na frase “os diários contam segredos” e “a floresta clama por piedade” a figura de linguagem personificação, também chamado de prosopopeia, está presente.
( ) Na frase “Gosto de campo, ele de praia” a figura de linguagem presente representa uma zeugma.
( ) Na frase “A testemunha faltou com a verdade” a figura de linguagem presente representa um eufemismo.
( 1 ) Metáfora
( 2 ) Comparação
( 3 ) Metonímia
( 4 ) Catacrese
( 5 ) Sinestesia
(A) Ela é linda como uma princesa.
(B) Seu filho é um furacão no campo.
(C) Precisamos de muitos braços para este trabalho.
(D) Eu me lembro daquela noite de verão em Feijó, comendo o melhor açaí do Brasil,e do aroma doce dos seus cabelos.
(E) Use a asa da xícara para não queimar a palma da mão ou seus dedos.
Assinale a alternativa que apresenta uma figura de construção (ou sintaxe):
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir, para responder à questão.
Texto 1
Tocando em frente
Composição: Almir Sater e Renato Teixeira
Ando devagar, porque já tive pressa.
Levo esse sorriso, porque já chorei demais.
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe?
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei,
Ou nada sei.
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente,
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
Estrada eu sou.
Disponível em: https://www.vagalume.com.br/almir-sater/tocando-em-frente.html. Acesso em: 28 mai. 2024. Adaptado.
LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER À QUESTÃO
SONETO DE FIDELIDADE
De tudo, ao meu amor serei atento
antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(MORAIS. Vinicius de. Antologia Poética. São Paulo:
Grupo Artístico e Cultural, 1986).
Vinicius de Morais é reconhecido por representar com maestria a retomada, na fase modernista da literatura brasileira, da estrutura mais clássica da poesia na forma de soneto, ficando sintetizado seu estilo no poema acima reproduzido. O poeta adota na escrita o uso significativo de figuras de linguagem, que contribuem para a expressividade e profundidade emocional do poema.
LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER À QUESTÃO
SONETO DE FIDELIDADE
De tudo, ao meu amor serei atento
antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(MORAIS. Vinicius de. Antologia Poética. São Paulo:
Grupo Artístico e Cultural, 1986).
Vinicius de Morais é reconhecido por representar com maestria a retomada, na fase modernista da literatura brasileira, da estrutura mais clássica da poesia na forma de soneto, ficando sintetizado seu estilo no poema acima reproduzido. O poeta adota na escrita o uso significativo de figuras de linguagem, que contribuem para a expressividade e profundidade emocional do poema.
"Todo homem tem direito a saúde, educação e moradia."
"São muitas as famílias que procuram teto para morar."
Em todos enunciados, observa-se a figura de linguagem denominada:
"O prisioneiro faltou com a verdade."
"Você não foi feliz com suas palavras."
A figura de linguagem presente em todos os enunciados é:
"Tenha pena de sua filha, perdoe-lhe pelo divino amor de Deus."
"A esperança do nordestino era que a água aguasse a terra, preparando o terreno para a plantação."
Em todos os trechos há presença de uma mesma figura denominada:

Disponível em<https://blogdoxandro.blogspot.com/2012/03/tiras-n2701-recruta-zero-mart-e-greg.html>. Acesso em 19/08/2024.
“NO MESMO BARCO”

NO MESMO BARCO. Disponível em: https://leonardoconcon.com.br/cidade/geral/opiniao/nao-estamos-no-mesmo-barco/. Acesso
