Questões de Concurso
Sobre figuras de linguagem em português
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Há dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Um antigo dizia arrenegar
de conviva que tem boa memória. A vida é cheia de tais convivas, e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a
memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo; mas era um antigo, e basta.
Não, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem
guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circunstâncias. A quem passe a vida na mesma casa de família,
com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição.
Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei
ontem. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão.
E antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem nos livros confusos, mas tudo se pode meter
nos livros omissos. Eu, quando leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando ao fim, é
cerrar os olhos e evocar todas as coisas que não achei nele. Quantas ideias finas me acodem então! Que de reflexões
profundas! Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me aparecem agora com as suas águas,
as suas árvores, os seus altares, e os generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins soltam as
notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma imprevista.
É que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também
preencher as minhas.
(Assis, de Machado. Dom Casmurro – Editora Scipione – 1994 – pág. 65)
de acordo com sua imagem de continuidade e progressão
(KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Papirus, 2003, p. 31).
O cajueiro
O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância, belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu.
Eu me lembro de outro cajueiro que era menor e morreu há muito mais tempo. Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da pequena touceira de espadas-de-são-jorge e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, beijos, violetas. Tudo sumira, mas o grande pé de fruta-pão ao lado da casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como
árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Caribé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira abaixo, e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.
(Rubem Braga, Cem crônicas escolhidas, Rio, José Olímpio, 1956, pp. 320-22)

Durante séculos, a Inglaterra dominou os mares e, dessa
forma, muito mais do que os mares. Para isso tinha os melhores navios.
E, para tê-los, precisava de excelentes carpinteiros navais. Com a
tecnologia do ferro, os navios passaram a ter couraça metálica.
Impossível manter a superioridade sem caldeireiros e mecânicos
competentes. Uma potência mundial não se viabiliza sem a potência
dos seus operários.
A Revolução Industrial tardia da Alemanha foi alavancada pela
criação do mais respeitado sistema de formação técnica e vocacional
do mundo. Daí enchermos a boca para falar da "engenharia alemã".
Mas, no fim das contas, todos os países industrializados montaram
sistemas sólidos e amplos de formação profissional. Para construir
locomotivas, aviões, naves espaciais.
Assim como temos a Olimpíada para comparar os atletas de
diferentes países, existe a Olimpíada do Conhecimento (World Skills
International). É iniciativa das nações altamente industrializadas, que
permite cotejar diversos sistemas de formação profissional. Competese
nos ofícios centenários, como tornearia e marcenaria, mas também
em desenho de websites ou robótica.
Em 1982, um país novato nesses misteres se atreveu a
participar dessa Olimpíada: o Brasil, por meio do Senai. E lá viu o seu
lugar, pois não ganhou uma só medalha. Mas em 1985 conseguiu
chegar ao 13º lugar. Em 2001 saltou para o sexto. Aliás, é o único país
do Terceiro Mundo a participar, entra ano e sai ano.
Em 2007 tirou o segundo lugar. Em 2009 tirou o terceiro,
competindo com 539 alunos, de sete estados, em 44 ocupações. É isso
mesmo, os graduados do Senai, incluindo alunos de Alagoas, Goiás e
Rio Grande do Norte, conseguiram colocar o Brasil como o segundo e o
terceiro melhor do mundo em formação profissional! Não é pouca
porcaria para quem, faz meio século, importava banha de porco,
pentes, palitos, sapatos e manteiga! E que, praticamente, não tinha
centros de formação profissional.
Deve haver um segredo para esse resultado que mais parece
milagre, quando consideramos que o Brasil, no Programa Internacional
de Avaliação de Alunos (Pisa), por pouco escapa de ser o último. Mas
nem há milagres nem tapetão. Trata-se de uma fórmula simples,
composta de quatro ingredientes.
Em primeiro lugar, é necessário ter um sistema de formação
profissional hábil na organização requerida para preparar milhões de
alunos e que disponha de instrutores competentes e capazes de
ensinar em padrões de Primeiro Mundo. Obviamente, precisam saber
fazer e saber ensinar. Diplomas não interessam (quem sabe nossa
educação teria alguma lição a tirar daí?).
Em segundo lugar, cumpre selecionar os melhores candidatos
para a Olimpíada. O princípio é simples (mas a logística é
diabolicamente complexa). Cada escola do Senai faz um concurso,
para escolher os vencedores em cada profissão. Esse time participa
então de uma competição no seu estado. Por fim, os times estaduais
participam de uma Olimpíada nacional. Dali se pescam os que vão
representar o Brasil. É a meritocracia em ação.
Em terceiro lugar, o processo não para aí. O time vencedor
mergulha em árduo período de preparação, por mais de um ano. Fica
inteiramente dedicado às tarefas de aperfeiçoar seus conhecimentos
da profissão. É acompanhado pelos mais destacados instrutores do
Senai, em regime de tutoria individual.
Em quarto, é preciso insistir, dar tempo ao tempo. Para passar
do último lugar, em 1983, para o segundo, em 2007, transcorreram 22
anos. Portanto, a persistência é essencial.
Essa quádrupla fórmula garantiu o avanço progressivo do
Brasil nesse certame no qual apenas cachorro grande entra. Era
preciso ter um ótimo sistema de centros de formação profissional. Os
parâmetros de qualidade são determinados pelas práticas industriais
consagradas, e não por elucubrações de professores. Há que aceitar a
idéia de peneirar sistematicamente, na busca dos melhores candidatos.
É a crença na meritocracia, muito ausente no ensino acadêmico.
Finalmente, é preciso muito esforço, muito mesmo. Para passar na
frente de Alemanha e Suíça, só suando a camisa. E não foi o ato
heróico, mas a continuidade que trouxe a vitória.
A fórmula serve para toda competição: qualidade valorizada,
seleção dos melhores, prática obsessiva e persistência. Quem aplicar
essa receita terá os mesmos resultados.
Claudio de Moura Castro
Fonte: Revista Veja n. 2153

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta na coluna da direita, de cima para baixo.
cachorrinha pôde despertar a paixão do jovem médico Mendonça por Margarida, uma triste viúva que não
acredita mais no amor. O texto é dividido pelo autor em oito capítulos que não foram aqui reproduzidos.
CAPÍTULO PRIMEIRO
Era conveniente ao romance que o leitor ficasse muito tempo sem saber quem era Miss Dollar . Mas por outro
lado, sem a apresentação de Miss Dollar , seria o autor obrigado a longas digressões, que encheriam o papel
sem adiantar a ação. Não há hesitação possível: vou apresentar-lhes
Miss Dollar.
Se o leitor é rapaz e dado ao gênio melancólico, imagina que Miss Dollar é uma inglesa pálida e delgada,
escassa de carnes e de sangue, abrindo à flor do rosto dois grandes olhos azuis e sacudindo ao vento umas
longas tranças loiras. A moça em questão deve ser vaporosa e ideal como uma criação de Shakespeare? deve
ser o contraste do roastbeef britânico, com que se alimenta a liberdade do Reino Unido. (...)
Falha desta vez a proverbial perspicácia dos leitores? Miss Dollar é uma cadelinha galga. (...) Miss Dollar , apesar
de não ser mais que uma cadelinha galga, teve as honras de ver o seu nome nos papéis públicos, antes de
entrar para este livro. O Jornal do Comércio e o Correio Mercantil publicaram nas colunas dos anúncios as
seguintes linhas reverberantes de promessa:
"Desencaminhou-se
uma cadelinha galga, na noite de ontem, 30. Acode ao nome de Miss Dollar . Quem a achou
e quiser levar à Rua de Mata-cavalos
n o ..., receberá duzentos mil-réis
de recompensa.(...)."
Todas as pessoas que sentiam necessidade urgente de duzentos mil-réis,
e tiveram a felicidade de ler aquele
anúncio, andaram nesse dia com extremo cuidado nas ruas do Rio de Janeiro, a ver se davam com a fugitiva
Miss Dollar . (...)
Dr. Mendonça encontrou a cachorra (...).
Quais as razões que induziram o Dr. Mendonça a fazer coleção de cães, é coisa que ninguém podia dizer? uns
queriam que fosse simplesmente paixão por esse símbolo da fidelidade ou do servilismo? outros pensavam antes
que, cheio de profundo desgosto pelos homens, Mendonça achou que era de boa guerra adorar os cães.
Fossem quais fossem as razões, o certo é que ninguém possuía mais bonita e variada coleção do que ele.
Tinha-os
de todas as raças, tamanhos e cores. Cuidava deles como se fossem seus filhos? se algum lhe morria
ficava melancólico. Quase se pode dizer que, no espírito de Mendonça, o cão pesava tanto como o amor,
segundo uma expressão célebre: tirai do mundo o cão, e o mundo será um ermo.
O leitor superficial conclui daqui que o nosso Mendonça era um homem excêntrico. Não era. Mendonça era um
homem como os outros? gostava de cães como outros gostam de flores. Os cães eram as suas rosas e violetas?
cultivava-os
com o mesmíssimo esmero. De flores gostava também? mas gostava delas nas plantas em que
nasciam: cortar um jasmim ou prender um canário parecia-lhe
idêntico atentado. (...)
No dia seguinte, lendo os jornais, Mendonça viu o anúncio transcrito acima, prometendo duzentos mil-réis
a
quem entregasse a cadelinha fugitiva. A sua paixão pelos cães deu-lhe
a medida da dor que devia sofrer o dono
ou dona de Miss Dollar , visto que chegava a oferecer duzentos mil-réis
de gratificação a quem apresentasse a
galga. Conseqüentemente resolveu restituí-la,
com bastante mágoa do coração. (...)
Foi devolver a cachorra, a casa era bonita. (...) Veio um moleque saber quem estava? Mendonça disse que vinha
restituir a galga fugitiva. Expansão do rosto do moleque, que correu a anunciar a boa nova. Miss Dollar ,
aproveitando uma fresta, precipitou-se
pelas escadas acima. Dispunha-se
Mendonça a descer, pois estava
cumprida a sua tarefa, quando o moleque voltou dizendo-lhe
que subisse e entrasse para a sala. (...)
- Queira ter a bondade de sentar-se,
disse ela designando uma cadeira à Mendonça.
- A minha demora é pequena, disse o médico sentando-se.
Vim trazer-lhe
a cadelinha que está comigo desde
ontem...
- Não imagina que desassossego causou cá em casa a ausência de Miss Dollar...
- Imagino, minha senhora? eu também sou apreciador de cães, e se me faltasse um sentiria profundamente. A
sua Miss Dollar ...
- Perdão! interrompeu a velha? minha não? Miss Dollar não é minha, é de minha sobrinha.
- Ah!...
- Ela aí vem.
Mendonça levantou-se
justamente quando entrava na sala a sobrinha em questão. Era uma moça que
representava vinte e oito anos, no pleno desenvolvimento da sua beleza, uma dessas mulheres que anunciam
velhice tardia e imponente. (...) Mendonça nunca vira olhos verdes em toda a sua vida? disseram-lhe
que
existiam olhos verdes, ele sabia de cor uns versos célebres de Gonçalves Dias? mas até então os olhos verdes
eram para ele a mesma coisa que a fênix dos antigos.
(...) Mendonça cumprimentou respeitosamente a recém-chegada,
e esta, com um gesto, convidou-o
a sentar-se
outra vez.
- Agradeço-lhe
infinitamente o ter-me
restituído este pobre animal, que me merece grande estima, disse
Margarida sentando-se.
- E eu dou graças a Deus por tê-lo
achado? podia ter caído em mãos que o não restituíssem. (...)
Mendonça apaixona-se
por Margarida e relata ao amigo:
- Compreendes agora, disse Mendonça, que eu preciso ir à casa dela? tenho necessidade de vê-la?
quero ver
se consigo...
Mendonça estacou.
- Acaba! disse Andrade? se consegues ser amado. Por que não? Mas desde já te digo que não será fácil.
- Por quê?
- Margarida tem rejeitado cinco casamentos.
- Naturalmente não amava os pretendentes, disse Mendonça com o ar de um geômetra que acha uma solução.
- Amava apaixonadamente o primeiro, respondeu Andrade, e não era indiferente ao último.
- Houve naturalmente intriga.
- Também não. Admiras-te?
É o que me acontece. É uma rapariga esquisita. Se te achas com força de ser o
Colombo daquele mundo, lança-te
ao mar com a armada? mas toma cuidado com a revolta das paixões, que são
os ferozes marujos destas navegações de descoberta. (...)

Por que o Brasil toma tanto Rivotril
Cores que enganam seu cérebro
(Superinteressante, julho de 2010)
I. Na primeira frase, a figura de linguagem presente é a metonímia, já que o termo Brasil está empregado no lugar de brasileiros.
II. Na segunda frase, a figura de linguagem presente é a hipérbole, já que o verbo enganar representa uma ação exagerada.
III. Na primeira frase, sem alteração da ordem dos termos, também estaria correto o uso da forma Por quê.
Está correto o que se afirma em

(Folha de S.Paulo, 23.01.2009)
Observe as frases produzidas com base no diálogo da tira:
I. Aceita, Dr. Quirino, um café?
II. Primeiro, quero ver o paciente.
III. Quando eu vi ele, estava no quintal, começou a chuva e.
IV. Puro e com pouco açúcar.
Apresenta vício de linguagem e, ao mesmo tempo, revela alteração em relação ao sentido da tira apenas o contido em
I. Foi acusado de ser o cabeça do movimento.
II. Ele emprega sempre a palavra literalmente atribuindo- lhe um sentido inteiramente inadequado.
III. Ignoro o porquê de você se aborrecer comigo.
IV. Seus pensamentos são fantasmagorias que não o deixam em paz.
Atende ao enunciado APENAS o que está em
A Origem das Espécies, e quase perdeu de vez a saúde já habitualmente instável com a aflição provocada pelo dilema de editá-lo ou não. A causa primordial de sua angústia era a religiosidade de sua mulher, e a maneira como, em um período particularmente difícil da vida do casal, ela fez aflorar ainda mais dúvidas sobre a fé cristã em que ele fora educado, e da qual abdicara.
Desde muito antes de seu casamento, em 1839, Emma e Charles tratavam com franqueza das divergências que poderiam dividi-los. Pianista talentosa, que chegou a ter carreira como concertista,
ela era uma entusiasta das ambições do marido e muito colaborou para que se concretizasse
sua longa viagem a bordo do navio Beagle, durante a qual ele estabeleceu as bases de sua teoria. Mas Emma tinha também convicções religiosas profundas. A correspondência dos dois nos anos anteriores ao casamento mostra que Darwin nunca escondeu dela sua migração
rumo ao agnosticismo. E, durante a maior parte de sua vida conjugal, os dois negociaram, quase sem atrito, suas diferenças.
Na década de 1850, porém, uma constelação de fatores abalou essa détente. Em 1851, aos 10 anos, morreu Annie, a filha mais velha e querida de Darwin. O naturalista foi acometido de diversos males - em maior quantidade e gravidade do que fora comum até ali - e tornou-se um quase recluso. Emma se refugiou na fé. Em meio a esse equilíbrio tão precário, Darwin escrevia, escrevia, e não chegava a lugar nenhum: sua teoria (que afinal seria publicada em 1859) de certa forma "assassinava Deus", e poderia também, portanto, assassinar de mil maneiras diferentes
o que restava de harmonia na família, no casamento e no seu íntimo.
Darwin, assim como outros grandes pioneiros da ciência, viveu na carne e nos nervos a urgência
de seguir adiante e o tormento de consciência de não saber o que esse adiante aguardava.
Texto e frases das questões adaptados de: BOSCOV, Isabela. A teoria e a prática. Veja. São Paulo: Editora Abril, p. 128, ed. 2156, ano 43, n. 11, 17 mar. 2010.
Os incentivos existem em três tipos de sabores básicos: econômico, social e moral. É muito comum que um único esquema de incentivos inclua as três variedades. Tomemos a campanha antitabagista dos últimos anos. O acréscimo da "taxa do pecado" de $ 3 em cada maço é um forte incentivo econômico contra a compra de cigarros. A proibição do fumo em restaurantes e bares é um poderoso incentivo social. E a afirmação do governo americano de que os terroristas angariam fundos com a venda de cigarros no mercado negro atua como um incentivo moral bastante estridente.
LEVITT, Steven D., DUBNER, Stephen J. Freakonomics. O lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta. Tradução Regina Lyra. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, p. 23.








