Questões de Concurso Sobre figuras de linguagem em português

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Q1729410 Português

Leia com atenção a poesia de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, publicada em 1940 no livro Sentimento do Mundo, para responder à questão abaixo:


Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.

Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,

não cantaremos o ódio porque esse não existe,

existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,

o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,

o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,

cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,

cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,

depois morreremos de medo

e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Nos versos “o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,/ cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas”, há uma figura de linguagem. Assinale a alternativa que indica corretamente qual é esta figura de linguagem:
Alternativas
Q1729335 Português
Na frase de Vinicius de Moraes E rir meu riso e derramar meu pranto encontramos a figura de linguagem:
Alternativas
Q1727786 Português
Sobre as figuras de linguagem assinale a alternativa que apresenta onomatopeia :
Alternativas
Q1727234 Português
Leia atentamente o poema A Flor e a Náusea, publicado em 1945, de Carlos Drummond de Andrade, escritor brasileiro, para responder à questão.


A Flor e a Náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre: Não, o
tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas,
alucinações e espera. O tempo pobre, o
poeta pobre fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são
surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova. As
coisas. Que tristes são as coisas,
consideradas sem ênfase.

Vomitar este tédio sobre a cidade. Quarenta
anos e nenhum problema resolvido, sequer
colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida. Todos
os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais E
soletram o mundo, sabendo que o
perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao
menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo e dou a poucos
uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua! Passem de
longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego. Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem
os negócios, garanto que uma flor
nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país
às cinco horas da tarde e lentamente
passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças
avolumam-se.

Pequenos pontos brancos movem-se
no mar, galinhas em pânico. É feia.
Mas é uma flor. Furou o asfalto, o
tédio, o nojo e o ódio. 
Leia atentamente as afirmações a seguir, acerca das figuras de linguagem presentes no poema:

I – No segundo verso – “vou de branco pela rua cinzenta.” –, ocorre a figura de linguagem “antítese”.
II – No terceiro verso – “Melancolias, mercadorias espreitam-me.” –, ocorre a figura de linguagem “prosopopeia”.
III – No trigésimo quinto verso – “Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego” – ocorre a figura de linguagem “metáfora”.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q1727224 Português
Leia atentamente o poema Geometria dos ventos de Rachel de Queiroz, escritora brasileira, para responder à questão.


Geometria dos Ventos

Eis que temos aqui a Poesia, a grande
Poesia Que não oferece signos nem
linguagem específica, não respeita sequer
os limites do idioma. Ela flui, como um rio.
como o sangue nas artérias, tão
espontânea que nem se sabe como foi
escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada - feito
uma flor na sua perfeição minuciosa, um
cristal que se arranca da terra já dentro
da geometria impecável da sua
lapidação. Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição
humana exacerba, até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério
ao
mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia,
Sim, é o encontro com a Poesia. 
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1727223 Português
Leia atentamente o poema Geometria dos ventos de Rachel de Queiroz, escritora brasileira, para responder à questão.


Geometria dos Ventos

Eis que temos aqui a Poesia, a grande
Poesia Que não oferece signos nem
linguagem específica, não respeita sequer
os limites do idioma. Ela flui, como um rio.
como o sangue nas artérias, tão
espontânea que nem se sabe como foi
escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada - feito
uma flor na sua perfeição minuciosa, um
cristal que se arranca da terra já dentro
da geometria impecável da sua
lapidação. Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição
humana exacerba, até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério
ao
mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia,
Sim, é o encontro com a Poesia. 
A figura de linguagem presente nos versos “Ela flui, como um rio./ como o sangue nas artérias,” é::
Alternativas
Q1725833 Português

Leia atentamente o poema a seguir, de Manoel de Barros, escritor brasileiro, para responder à questão. 


O apanhador de desperdícios

    Uso a palavra para compor meus silêncios.     

    Não gosto das palavras

    fatigadas de informar.     

    Dou mais respeito

    

    às que vivem de barriga no chão

    tipo água pedra sapo.

    Entendo bem o sotaque das águas

    Dou respeito às coisas desimportantes

    e aos seres desimportantes.


     Prezo insetos mais que aviões.     

     Prezo a velocidade     

     das tartarugas mais que a dos mísseis.     

     Tenho em mim um atraso de nascença.

      Eu fui aparelhado


     para gostar de passarinhos.

    Tenho abundância de ser feliz por isso.

     Meu quintal é maior do que o mundo.

     Sou um apanhador de desperdícios:

     Amo os restos

    

     como as boas moscas.

     Queria que a minha voz tivesse um formato

     de canto.

     Porque eu não sou da informática:

     eu sou da invencionática.

     Só uso a palavra para compor meus silêncios. 

        

     MANOEL DE BARROS. Disponível em: Http://www.revistabula.com/2680-os-10-melhores-poemas-de-manoel-de-barros/. Acesso em: 10 dez. 2017

A figura de linguagem presentes nos versos “Dou mais respeito/ às que vivem de barriga no chão” (versos 4 e 5) é:
Alternativas
Q1722913 Português

”Mauro é um rapaz bem robusto.”

“Este aluno é um santo, só falta se pendurar no ventilador.”

“Seu olhar aterrador estilhaçou o copo sobre a mesa.”

“Meteu-se em camisa de onze varas.”


As figuras de linguagem presentes nas orações acima correspondem respectivamente a :

Alternativas
Q1722301 Português

A tirinha abaixo exemplifica a figura de linguagem conhecida como:

Imagem associada para resolução da questão

Disponível de Internet.

Alternativas
Q1632189 Português
Assinale alternativa em que foi empregada a prosopopeia.
Alternativas
Q1632131 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma Figura de Linguagem denominada de Aliteração.
Alternativas
Q1632113 Português
Assinale a alternativa que contenha uma figura de linguagem denominada Antítese.
Alternativas
Q1632002 Português
Na oração “A bola entrou como um raio.”, a figura de linguagem existente na oração é uma
Alternativas
Q1628293 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. O adjetivo se refere sempre a um substantivo, mesmo que subentendido. II. A metonímia é a substituição de um termo por outro devido a uma semelhança ou relação real entre os dois.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1628292 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. A didática é a sistematização e racionalização do ensino, constituída de métodos e técnicas de ensino de que se vale o professor para efetivar a sua intervenção no comportamento do estudante. II. A comparação é a figura de linguagem que realiza a combinação de sentidos (tato, audição, paladar, visão, olfato) na mesma expressão.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1628291 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. A figura de linguagem denominada eufemismo é a substituição de um termo por outro devido a uma semelhança subentendida entre os dois, por meio de uma comparação implícita. II. A não-racionalidade, o subjetivismo, o individualismo e a imaginação são características do Simbolismo no Brasil.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1628290 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. A prosopopeia é a personificação, animação ou humanização de um objeto inanimado ou imaginário. II. O numeral refere-se a um substantivo ou o substitui.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1628289 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. A comparação é uma figura de linguagem que faz a ligação do significado de dois ou mais elementos com uso de termos comparativos: “como”, “assim como”, “tal que” , “que nem”, etc. II. Não são características linguísticas mais recentes do português brasileiro o uso quase exclusivo da ordem sujeito-verbo, como em “ele era viciado em anfetaminas” ao invés de “era ele viciado em anfetaminas”.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1628288 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. A catacrese refere-se às metáforas que já se tornaram habituais, como "pé da mesa", "cabeça de alho" e "céu da boca". II. Pronomes são palavras que expressam qualidades ou características dos seres.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1628285 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. A hipérbole é o exagero explícito de uma ideia. II. O verbo é a palavra que exprime quantidade, número (cardinal), ordem numérica (ordinal), múltiplo (multiplicativo) ou fração (fracionário).
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
2841: D
2842: C
2843: C
2844: C
2845: A
2846: D
2847: C
2848: C
2849: C
2850: A
2851: A
2852: A
2853: A
2854: A
2855: B
2856: C
2857: A
2858: B
2859: B
2860: B