Questões de Concurso
Comentadas sobre encontros consonantais: dígrafos em português
Foram encontradas 661 questões
Uruguai • chuva • descer • xampu • série
Essas palavras quanto a encontros vocálicos e consonantais têm, respectivamente:
Segundo o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as sucessões de mais de duas consoantes ou de m ou n, com o valor de nasalidade, e duas ou mais consoantes são divisíveis por um de dois meios: se nelas entra um dos grupos que são indivisíveis (de acordo com o preceito 1º), esse grupo forma sílaba para diante, ficando a consoante ou consoantes que o precedem ligadas à sílaba anterior; se nelas não entra nenhum desses grupos, a divisão dá-se sempre antes da última consoante.
Leia o texto e responda a questão.
Dança popular no Brasil, quadrilha junina é oficializada como manifestação da cultura nacional
Um dos mais tradicionais e característicos estilos de dança do Brasil, a quadrilha junina junta-se a outros marcos, como as escolas de samba, o forró e as próprias festas juninas e, a partir desta segunda-feira (24/6), passa a ser reconhecida como manifestação da cultura nacional. A Lei Nº 14.900, que oficializa a decisão, foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra Margareth Menezes (Cultura) e publicada no Diário Oficial da União.
As raízes das quadrilhas juninas têm origem nas danças de salão europeias, que chegaram ao Brasil pela corte portuguesa no início do século XIX. A “quadrille” surgiu em Paris, no século XVIII, como dança de salão composta por quatro casais. Era dançada pela elite europeia e veio para o Brasil durante o período da Regência, por volta de 1830, onde tornou-se febre no ambiente aristocrático.
A partir da corte carioca, a quadrilha foi
ganhando muito espaço junto ao povo e passou a
incorporar elementos culturais, religiosos e folclóricos
nacionais. Nesse processo de adaptação, ampliou o
número de pares dançantes, abandonou os passos e
ritmos franceses, e, ao longo do tempo, as músicas e o
casamento caipira, que antecede a dança, foram sendo
incorporadas.
(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ ce786w66xwro.adaptado)
Assinale a opção que contenha dois dígrafos.
Benefícios de uma viagem para a saúde
- Você gosta de viajar? Então já deve ter percebido que esse hábito promove uma série de
- melhorias na qualidade de vida, seja para a alma ou para ganhar conhecimento, visitar novos
- lugares, ter acesso a culturas diferentes e fazer novas amizades é muito bom. Além disso, esse
- hábito também traz muitas vantagens à saúde, como falaremos a seguir.
- Fuga da rotina: o primeiro e talvez mais importante benefício de uma viagem é a fuga da
- rotina, que por muitas vezes se torna pesada e altamente estressante. Afastar-se dessa rotina,
- mesmo que apenas por uns dias, e esquecer dos problemas focando apenas em descansar
- promove um bem-estar imenso.
- Maior criatividade: as viagens sempre aguçam a criatividade, e o motivo para isso acontecer
- é simples. Quando nos mantemos presos a uma rotina, nossa visão do mundo acaba sendo
- reduzida. Logo, ao viajarmos mais, nos mantemos sempre em contato com coisas novas, o que
- aumenta a criatividade.
- Maior confiança e autoestima: por mais que uma viagem seja cuidadosamente planejada,
- sempre podem acontecer imprevistos e, ao conseguir superá-los, sua confiança e autoestima
- serão elevadas.
- Aumento da habilidade social: pessoas tímidas e com problemas de socialização se tornam
- capazes de superar essas condições quando criam o hábito de viajar, porque durante uma viagem
- é praticamente impossível evitar o contato social.
- Criação de boas lembranças: ter boas memórias é fundamental para se manter feliz nos
- períodos em que não se está viajando e evitar problemas como a depressão, por exemplo. Isso
- acontece porque boas lembranças aumentam a produção de serotonina e de outros hormônios,
- como a endorfina, que é um poderoso analgésico natural do organismo humano
.
(Disponível em: www.catracalivre.com.br/viagem-livre/8-beneficios-de-uma-viagem-para-a-saude/– texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual das palavras abaixo contém dígrafo (duas letras que representam um som)?
Assinale a alternativa com dígrafo:
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda as questões de 01 a 10:
Brasileira surda defende doutorado em Libras no Rio
A pesquisadora surda defendeu o doutorado em Libras na Universidade Federal do Rio de Janeiro. - Foto: Arquivo pessoal.
Uma pesquisadora surda defendeu o doutorado sobre Libras, a Língua Brasileira de Sinais e reivindicou o protagonismo para surdos na academia.
Heloise Gripp Diniz, de 48 anos, inovou e defendeu a tese em Libras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O ineditismo da conquista é só mais um que ela venceu durante os estudos.
Agora, a primeira surda a conquistar o título no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade, Heloise quer que mais pessoas com deficiência auditiva liderem a produção de conhecimento sobre si próprias.
Na academia, a pesquisadora formada em Letras-Libras, com mestrado em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina, inovou no tema. A tese foi sobre Variação fonológica das letras manuais na soletração manual em Libras. Assim como o português, a língua de sinais também tem suas variações. “Minha pesquisa evidencia que há variação fonológica nas letras manuais de acordo com a soletração manual, destacando a diversidade e a riqueza linguística presente nesse aspecto das libras”, explicou.
Para ela, chegar em uma universidade prestigiada como a UFRJ, e defender a pesquisa acadêmica sobre a língua de sinais por meio dela própria, é um avanço para toda a comunidade. “Este avanço não apenas celebra as conquistas individuais, mas também fortalece o movimento mais amplo em prol dos direitos, inclusão social e reconhecimento dos povos surdos e das comunidades surdas, tanto acadêmicas, quanto não acadêmicas”, destacou.
Heloise fez questão de frisar que a conquista dela avança em direção a uma maior valorização da comunidade. “Essa conquista simboliza um passo significativo rumo à valorização, visibilidade e respeito pelas contribuições e perspectivas únicas dos surdos em todos os aspectos da sociedade”.
A pesquisadora defende que pessoas surdas possam se comunicar sem a necessidade de intérpretes: “Incialmente, os povos surdos eram convidados a participar com informantes em pesquisas, algumas vezes com a presença de intérpretes de libras”, concluiu.
Fonte <https://www.sonoticiaboa.com.br/2024/02/15/brasileira-surda-defende-doutorado-libras-rio-pioneira>.
Acesso em 16/02/2024.
Das palavras abaixo, retiradas do texto, a única que possui um dígrafo, nasal ou não, é:
O dono do livro
Li outro dia um fato real narrado pelo escritor moçambicano Mia Couto. Ele disse que certa vez chegou em casa no fim do dia, já havia anoitecido, quando um garoto humilde de 16 anos o esperava sentado no muro. O garoto estava com um dos braços para trás, o que perturbou o escritor, que imaginou que pudesse ser assaltado.
Mas logo o menino mostrou o que tinha em mãos: um livro do próprio Mia Couto. Esse livro é seu? perguntou o menino. Sim, respondeu o escritor. Vim devolver. O garoto explicou que horas antes estava na rua quando viu uma moça com aquele livro nas mãos, cuja capa trazia a foto do autor.
O garoto reconheceu Mia Couto pelas fotos que já havia visto em jornais. Então perguntou para a moça: Esse livro é do Mia Couto?. Ela respondeu: É. E o garoto mais que ligeiro tirou o livro das mãos dela e correu para a casa do escritor para fazer a boa ação de devolver a obra ao verdadeiro dono.
Uma história assim pode acontecer em qualquer país habitado por pessoas que ainda não estejam familiarizadas com os livros – aqui no Brasil, inclusive. De quem é o livro? A resposta não é a mesma de quando se pergunta: “Quem escreveu o livro?”.
O autor é quem escreve, mas o livro é de quem lê, e isso de uma forma muito mais abrangente do que o conceito de propriedade privada – comprei, é meu. O livro é de quem lê mesmo quando foi retirado de uma biblioteca, mesmo que seja emprestado, mesmo que tenha sido encontrado num banco de praça.
O livro é de quem tem acesso às suas páginas e através delas consegue imaginar os personagens, os cenários, a voz e o jeito com que se movimentam. São do leitor as sensações provocadas, a tristeza, a euforia, o medo, o espanto, tudo o que é transmitido pelo autor, mas que reflete em quem lê de uma forma muito pessoal. É do leitor o prazer. É do leitor a identificação. É do leitor o aprendizado. É do leitor o livro.
Dias atrás gravei um comercial de rádio em prol do Instituto Estadual do Livro em que falo aos leitores exatamente isso: os meus livros são os seus livros. E são, de fato. Não existe livro sem leitor. Não existe. É um objeto fantasma que não serve pra nada.
Aquele garoto de Moçambique não vê assim. Para ele, o livro é de quem traz o nome estampado na capa, como se isso sinalizasse o direito de posse. Não tem ideia de como se dá o processo todo, possivelmente nunca entrou numa livraria, nem sabe o que é tiragem.
Mas, em seu desengano, teve a gentileza de tentar colocar as coisas em seu devido lugar, mesmo que para isso tenha roubado o livro de uma garota sem perceber.
Ela era a dona do livro. E deve ter ficado estupefata. Um fã do Mia Couto afanou seu exemplar. Não levou o celular, a carteira, só quis o livro. Um danado de um amante da literatura, deve ter pensado ela. Assim são as histórias escritas também pela vida, interpretadas a seu modo por cada dono.
MEDEIROS, Martha. JORNAL ZERO HORA. Revista O
Globo.
Texto para as questões de 1 a 15.
1 Poseidon estava sentado à sua mesa de trabalho e fazia contas. A administração de todas contas. A administração de
todas as águas dava-lhe um trabalho infinito. Poderia dispor de quantas forças auxiliares quisera, e com efeito, tinhas muitas,
mas como tomava seu emprego muito a sério, verificava novamente todas as contas, e assim as forças auxiliares lhe serviam
5 de pouco. Não se pode dizer que o trabalho lhe era agradável e na verdade o realizava unicamente porque lhe tinha sido
imposto; tinha-se ocupado, sim, com frequência, em trabalhos mais alegres, como ele dizia, mas cada vez que se lhe faziam
diferentes propostas, revelava-se sempre que, contudo, nada lhes agradava tanto como seu atual emprego. Além do mais era
muito difícil encontrar uma outra tarefa para ele. Era impossível designar-lhe um determinado mar; prescindindo de que aqui
10 o trabalho de cálculo não era menor em quantidade, porém em qualidade, o Grande Poseidon não podia ser designado para
outro cargo que não comportasse poder. E se lhe oferecia um emprego fora da água, esta única ideia lhe provocava mal-estar,
alterava-se seu divino alento e seu férreo torso oscilava. Além do mais, suas queixas não eram tomadas a sério; quando um
15 poderoso tortura, é preciso ajustar-se a ele aparentemente, mesmo na situação mais desprovida de perspectivas. Ninguém
pensava verdadeiramente em separar a Poseidon de seu cargo, já que desde as origens tinha sido destinado a ser deus dos
mares e aquilo não podia ser modificado.
O que mais o irritava — e isto era o que mais o indispunha com o cargo - era inteirar-se de que como representavam
20 com o tridente, guiando como um cocheiro, através dos mares. Entretanto, estava sentado aqui, nas profundidades do mar
do mundo e fazia contas ininterruptamente; de vez em quando uma viagem da qual além do mais, quase sempre regressava
furioso. Dai que mal havia visto os mares, isso acontecia apenas em suas fugitivas ascensões ao Olimpo, e não os teria
percorrido jamais verdadeiramente. Gostava de dizer que com isso esperava o fim do mundo, que então teria certamente
25 ainda um momento de calma, durante o qual, justo antes do fim, depois de rever a última conta, poderia fazer ainda um rápido
giro.
Franz Kafka
No aspecto fonético, os encontros vocálicos dão origem aos ditongos, aos hiatos e aos tritongos; já em relação às consoantes, têm-se os encontros consonantais e os digrafos consonantais. Considerando-se tais fenômenos, compreende-se que o
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 6 a 10.
A carteira
... De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo:
– Olhe, se não dá por ela, perdia-a de uma vez.
– É verdade, concordou Honório envergonhado.
ASSIS, Machado de. A carteira. Disponível em: http://www. dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000169.pdf. Acesso em: 3 maio 2024. [Fragmento]
A palavra, retirada do texto, que contém um dígrafo é