Questões de Concurso
Comentadas sobre encontros consonantais: dígrafos em português
Foram encontradas 619 questões
I. O vocábulo 'transparência' é uma palavra polissílaba, na qual todas as letras correspondem aos sons produzidos na fala, e apresenta duas consoantes dispostas em sequência, cujos sons são preservados individualmente, caracterizando um encontro consonantal.
II. Nos vocábulos 'executivo' e 'requisitos', verifica-se a ocorrência de grafemas distintos que representam um mesmo fonema.
III. O vocábulo 'compartilhamento' apresenta dígrafo, entendido como a sequência de duas letras que representam um único fonema. Esse fenômeno também se observa em palavras como 'chuva', 'arreio' e 'junto'.
IV. A silabada consiste no deslocamento indevido do acento tônico de uma palavra, o que pode gerar dúvidas em sua pronúncia e resultar em erro de prosódia. Assim, ao pronunciar 'avaro' e 'caracteres' como paroxítonas, comete-se uma silabada, uma vez que a acentuação tônica correta dessas palavras não corresponde a essa classificação.
V. Tanto a ortoépia quanto a prosódia tratam da pronúncia correta das palavras. A ortoépia refere-se à articulação adequada dos sons, enquanto a prosódia diz respeito à posição da sílaba tônica. Na frase 'Ele teve o previlégio de ver um caranqueijo na praia', observam-se dois desvios ortoépicos, refletindo pronúncias inadequadas que podem influenciar a grafia.
Após análise, assinale as proposições CORRETAS.
Leia para responder à questão.
A evolução da telefonia no mundo pode ser lida como uma história de redução de distâncias: do fio ao sinal, do aparelho fixo ao bolso, da voz ao ecossistema de dados. No fim do século XIX, com a consolidação do telefone como tecnologia comercial, a comunicação deixou de depender do transporte físico de mensagens e passou a acontecer em tempo real, ainda que limitada por infraestrutura cara, por centrais manuais e por redes locais. As primeiras décadas foram marcadas por expansão lenta e desigual, com a telefonia associada a centros urbanos e a instituições, enquanto áreas rurais e regiões periféricas permaneciam à margem.
Com o avanço das redes e a automação das centrais, a telefonia ganhou escala e confiabilidade. A migração gradual de sistemas eletromecânicos para digitais, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, ampliou a capacidade de tráfego, melhorou a qualidade do áudio e abriu espaço para serviços complementares, como discagem direta, chamadas internacionais mais acessíveis e recursos de identificação e encaminhamento. Ao mesmo tempo, a telefonia se tornou um serviço essencial para atividades econômicas, emergências e organização social, criando uma expectativa de disponibilidade que passou a moldar rotinas e decisões.
A virada mais visível ocorreu com a telefonia móvel. O que começou como tecnologia restrita e de alto custo transformou-se, em poucas décadas, em base de conectividade para bilhões de pessoas. A passagem por diferentes “gerações” de redes — com maior cobertura, maior velocidade e menor latência — não significou apenas melhora técnica: mudou o significado do próprio telefone.
O aparelho deixou de ser um terminal de voz e tornou-se um dispositivo híbrido, que integra comunicação, registro, localização, autenticação e acesso permanente a serviços, redefinindo a noção de presença e urgência.
Hoje, a telefonia se confunde com a infraestrutura digital que sustenta aplicações, plataformas e serviços em nuvem, incluindo chamadas por internet e múltiplas formas de interação que extrapolam a voz. Essa integração trouxe ganhos evidentes, mas também novas tensões: dependência tecnológica, desafios de privacidade, golpes, exclusão digital e vulnerabilidades em redes críticas. Assim, a evolução da telefonia não é apenas uma linha de inovações: é um processo que reorganiza hábitos, relações de trabalho, formas de sociabilidade e modos de participação no mundo, revelando que cada avanço técnico vem acompanhado de mudanças culturais e éticas.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Resolver
Gosto da presença sol dentro da palavra resolver, verbo regular, pronominal e transitivo. Re-sol-ver, e penso: voltar a ver o sol.
Manoel de Barros, poeta mato-grossense nos lembra a importância das coisas pequenas. Observar passarinhos. Olhar a lua. Respeitar o tempo de fala do outro. Desacelerar para não ter um infarto. Mas somos ou demasiados cheios de preocupações ou demasiadamente desconectados de tudo o que é belo. Vejamos. Na virada do ano, as notícias se repetiram mais uma vez, as praias acumularam toneladas de lixo. A areia, o mar, a beleza do encontro com a natureza completamente atravessada pela sujeira deixada ali. Como pode o ser humano ter chegado a este ponto? Como é possível que alguém vá até a praia, se vista de branco, brinde a chegada de um novo ano, pule sei lá quantas ondas desejando um ano bom, rico, cheio de saúde e amor e descarte sem o menor pudor o lixo que produziu? Pensemos juntos. O assunto tem várias implicações. Primeiro que estamos falando de pessoas que emporcalham o espaço da natureza; segundo estas mesmas pessoas sujam um local em que um outro, geralmente um trabalhador assalariado e mal remunerado, terá de limpar a sujeira deixada; terceiro, que o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com ele é um reflexo do que carregamos por dentro. O fora será sempre o dentro.
Que tipo de pessoas somos? Que tipo de mundo habita dentro de nós? Quanto lixo espalhamos por onde andamos? Tenho a impressão que duas frentes precisam ser (re)construídas. Uma que é da ordem do poder público e chama educação ambiental. Trabalho de formiga, bem sei, invisível e constante. Todo sujeito precisa compreender que ele não mora no planeta Terra, ele é o planeta em que habita. Assim, ele também é o lixo que larga por aí. A outra é um convite a implicar-se no processo. É dar-se conta de que o lixo não vai embora sozinho e que é uma falta de respeito imensa com todos que habitam este mesmo espaço não se responsabilizar pelo lixo produzido.
O ano está começando, outra vez, ainda bem. Temos a oportunidade de sermos mais gentis consigo, com o outro, com o mundo. Para ser gentil é preciso, primeiro, conseguir perceber o outro. Não é sobre se colocar no lugar do outro. É sobre abrir espaço para que o outro não sofra, principalmente por nossa causa. É agir com consideração e pode ser um gesto silencioso, como abrir uma porta, dar um bom dia na entrada do elevador, não jogar o lixo no chão. Ser gentil é cuidar sem aparecer. É uma escolha. É escolher ser suave. É o sol de resolver.
Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
A rolha de cortiça, muito utilizada em garrafas de vinho, tem uma longa história. É produzida a partir da casca do sobreiro, uma árvore nativa de regiões do Mediterrâneo, como Portugal, Espanha e sul da França.
A casca do sobreiro é cuidadosamente colhida a cada nove anos, em um processo conhecido como descortiçamento, que não danifica a árvore. A cortiça é então fervida para remover impurezas, cortada em discos e moldada em rolhas.
A rolha de cortiça tem sido utilizada como vedação para garrafas de vinho há séculos. Sua história remonta ao Antigo Egito, onde já era usada para vedar recipientes de líquidos, incluindo vinho. No entanto, foi na região do Mediterrâneo, especialmente em Portugal, que a produção em larga escala começou a florescer durante os séculos XVIII e XIX.
Uma das principais razões pelas quais a rolha de cortiça se tornou tão popular é sua capacidade de preservar a qualidade do vinho ao longo do tempo. Trata-se de um material natural e poroso, que permite uma troca mínima de ar entre o ambiente externo e o interior da garrafa. Isso ajuda a manter o vinho fresco e protegido da oxidação, permitindo que ele evolua de maneira controlada e desenvolva aromas e sabores de forma ideal.
Além disso, o som delicado ao desprender a rolha, o aroma sutil que se liberta nesse momento e a sensação tátil ao segurá-la fazem parte do prazer de degustar um bom vinho. Essa modesta peça de cortiça pode parecer simples à primeira vista, mas sua presença está profundamente entrelaçada com a história, a qualidade e até mesmo o romance que envolve a apreciação dessa bebida.
Fonte: Blog Winelovers. Adaptado.
A palavra 'desses' está grafada corretamente com o dígrafo 'ss'. Analise as palavras abaixo e assinale a alternativa em que o mesmo dígrafo também está empregado corretamente:
Analise:
“Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso.”
Na palavra destacada, há a presença de um:
Leia e responda a questão abaixo:
O TESOURO DO MENDIGO
Era uma vez um andarilho muito sábio que vagava de vila em vila pedindo esmolas e compartilhando os seus conhecimentos nas praças e nos mercados.
Ele estava em uma praça em Akbar quando um homem chegou perto dele e disse:
– Ontem, um mago muito poderoso me disse que aqui nesta praça eu encontraria um mendigo, que apesar de sua miserável aparência me daria um tesouro de valor inestimável e que isto mudaria completamente a minha vida. Quando vi você, percebi de imediato que era o homem que eu procurava. Por favor, me dê o seu tesouro.
O mendigo olhou para ele sem falar nada, enfiou a mão em um alforje de couro bem desgastado e em seguida estendeu a mão para o homem, dizendo:
– Deve ser isto então! Entregando-lhe um diamante enorme.
O outro levou um grande susto e exclamou:
– Mas esta pedra deve ter um valor enorme!
– É mesmo? Pode ser. Eu a encontrei no bosque. Disse o mendigo.
– Muito bem, quanto devo dar por ela?
– Nada! Para mim ela não serve. Não preciso dela. Se ela lhe serve, leve-a. Não foi isto que o mago lhe disse? Perguntou o mendigo.
– Sim, foi isto que ele me disse. Obrigado.
Muito confuso, o homem guardou a pedra e foi embora.
Meia hora mais tarde ele voltou. Procura o mendigo na praça e encontrando-o diz:
– Tome sua pedra e me dê o tesouro.
– Não tenho nada para lhe dar. Disse o mendigo.
– Tem sim! Quero que me ensine como pôde abrir mão dela sem que isso o incomodasse.
O homem então passou anos ao lado do mendigo até que aprendeu o que era o desapego.
(https://www.tudosaladeaula.com/)

( ) Na palavra “estresse”, há um dígrafo. ( ) A palavra “despertador” tem o mesmo número de letras e fonemas. ( ) É possível identificar encontro consonantal em “psicólogo”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: