Questões de Concurso Sobre emprego do hífen em português

Foram encontradas 1.213 questões

Ano: 2017 Banca: IFB Órgão: IFB Prova: IFB - 2017 - IFB - Professor - Português/Inglês |
Q776074 Português
Aponte a alternativa CORRETA quanto ao uso do hífen:
Alternativas
Q769109 Português
Quanto à ortografia do hífen, veja os itens e assinale a alternativa correta: I – Emprega-se o hífen nos compostos sem elemento de ligação quando o primeiro termo, por extenso ou reduzido, estiver representado por forma substantiva, adjetiva, numeral ou verbal. II – Usa-se o hífen nos elementos repetidos, com ou sem alternância vocálica ou consonântica. III – Receberão o hífen os compostos sem elemento de ligação quando o primeiro elemento for “além”, “aquém”, “recém” e “sem”. IV – Não se emprega o hífen em nomes geográficos (topônimos) compostos por forma verbal, ou ainda ligados por artigo. Exemplo: Baía de Todos os Santos. V – Emprega-se o hífen em todos os compostos que designam espécies botânicas, zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento.
Alternativas
Q2056884 Português

    A imagem que a sociedade geralmente guarda sobre os índios que habitam o país é, como qualquer visão estereotipada, um grande conjunto de clichês. Índios andam nus, usam “mim” no lugar de “eu”, são ingênuos e não têm acesso à tecnologia. O problema é que essa visão, que carrega bem mais equívocos do que os listados aqui, tem servido como critério para leigos definirem o que deve ser um índio. Qualquer indivíduo indígena que fuja da imagem ___________ pela sociedade, é acusado de ter “perdido suas raízes” – como se fossemos, nós, homens brancos, que tivéssemos o poder e o direito de definir o que são as raízes de outro povo. __________ dos povos? Ninguém nunca ouviu falar.

    Pouca gente ouviu falar deles, mas os indígenas contemporâneos estão em toda parte. Você sabia que há aldeias hoje em dia duramente cavadas e sufocadas dentro das cidades? Pois é, nem todo índio mora na Amazônia. Segundo o CENSO do IBGE de 2010, 324 mil indígenas (o que significa 36% do total) vivem em áreas urbanas. São Paulo, a grande metrópole, é a quarta cidade com maior população indígena do país em números absolutos. São 12.977 índios vivendo na selva de pedra. Está surpreso?

   O espanto causado por esses dados dá a dimensão do quanto desconhecemos sobre os índios de hoje. Não, eles não são mais aqueles homens de tanga trocando hospitalidade por espelhinhos – se é que um dia foram somente isso. Nesse sentido, um projeto encabeçado por Artur Tixiliski, fotógrafo brasileiro radicado na Inglaterra, é uma das poucas necessárias iniciativas de levar a público a vida do índio moderno no Brasil.

    O projeto se chama “Moderno e Indígena” e procura retratar por meio de fotos e documentários a vida do índio moderno que vive em áreas urbanas do país. Há dois principais motivos para que esses índios vivam em áreas urbanas. Um deles é a migração dos territórios tradicionais em busca de melhores condições de vida na cidade. Outra situação é quando os limites das cidades alcançam as fronteiras de seus territórios, que anteriormente ficavam afastados desses limites.

    Se por um lado eles usam roupas, celulares e computador, por outro, ainda possuem elementos da sua cultura tradicional, como a língua, a religião e a exemplar organização interna da comunidade, algo que faz falta na cultura dos “não índios”.


http://causasperdidas.literatortura.com/... - adaptado.

Em relação às normas ortográficas em vigor, assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q2039673 Português
Como “corresponsável” (linha 11) e “coautor” (linha 22), também está grafada corretamente, conforme o Decreto Nº. 6.583, de 29 de setembro de 2008 (Novo Acordo Ortográfico), a palavra: 
Alternativas
Q1394011 Português

(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)

O vocábulo “interpessoais” (l. 33) é formado por prefixação e segue as regras de ortografia vigentes. Assinale a alternativa em que tais regras NÃO são cumpridas.
Alternativas
Q1393192 Português

Texto 2


A LINGUAGEM POLITICAMENTE CORRETA


José Luiz Fiorin (USP)



    No conto Negrinha, de Monteiro Lobato, lemos a seguinte passagem: “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças” (Monteiro Lobato: textos escolhidos. Rio de Janeiro, Agir, 1967, p. 75). No capítulo III, de Clara dos Anjos, de Lima Barreto, aparece a seguinte passagem: “Marramaque, poeta raté, tinha uma grande virtude, como tal: não denegrir os companheiros que subiram nem os que ganharam celebridade” (Prosa seleta. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2001, p. 661). Em Machado de Assis, no conto Aurora sem dia, lê-se: “Ah! meu amigo, [...] não imagina quantos invejosos andam a denegrir meu nome” (Obra completa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, vol. II, p. 224). Diante desses textos não faltaria quem apontasse o dedo acusador para os três autores, tachando-os de racistas. Afinal, denegrir significa “diminuir a pureza, o valor de; conspurcar, manchar” e é construído com a mesma raiz da palavra negro; judiar quer dizer “tratar mal física ou moralmente, atormentar, maltratar” e é formado com o termo judeu. Mas será que podemos fazer essa acusação? Machado e Lima Barreto eram descendentes de negros; Lobato posicionou-se contra o nazifascismo e pode-se dizer que, à maneira de seu tempo, era antirracista. 

    A linguagem politicamente correta é a expressão do aparecimento na cena pública de identidades que eram reprimidas e recalcadas: mulheres, negros, homossexuais, etc. Revela ela a força dessas “minorias”, que eram discriminadas, ridicularizadas, desconsideradas. Pretende-se, com ela, combater o preconceito, proscrevendo-se um vocabulário que é fortemente negativo em relação a esses grupos sociais. A ideia é que, alterando-se a linguagem, mudam-se as atitudes discriminatórias.

    Em 2004, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publicou uma cartilha intitulada Politicamente correto e direitos humanos, em que mostrava que determinadas palavras, expressões e anedotas revelam preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Essa publicação gerou muita polêmica e levou o governo a recolhê-la. Muitos intelectuais proeminentes acusaram o governo de estar instaurando a censura (por exemplo, João Ubaldo Ribeiro, no artigo “O programa Fala Zero”, publicado em O Estado de S. Paulo, de 8/5/2005, p. D3, e Ferreira Gullar, no artigo “A coisa está branca”, publicado na Folha de S. Paulo, de 15 de maio de 2005, p. E 12). Declaravam que se tratava de um ato autoritário de um governo que pretendia até mesmo controlar o que as pessoas dizem; que o poder público tinha coisas mais importantes, como a educação e a saúde, com que se preocupar. Chegaram a afirmar que poderíamos ser presos, se disséssemos alguma coisa que contrariasse as normas linguísticas governamentais. Bradavam que se pretendia engessar a língua, impedindo o seu desenvolvimento.

    Não vamos fazer a maldade de argumentar, dizendo que chama atenção que esses furiosos críticos do governo (no geral, articulistas dos principais jornais do país) não tivessem tido a mesma irada reação, quando os jornais em que escrevem vetaram o uso, em suas páginas, de uma série de palavras ou expressões por denotarem preconceito, discriminação ou ofensa em relação a determinados grupos sociais (conferir, por exemplo, o verbete “preconceito” do Manual de redação da Folha de S. Paulo (2001, p. 94) ou o verbete “ética interna” do Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo (1990, p. 34-38)).

    A linguagem politicamente correta leva-nos a pensar em uma série de aspectos a respeito do funcionamento da linguagem (meus argumentos concordam com os de Sírio Possenti, difundidos em comunicações e textos). O primeiro é que, como já ensinava Aristóteles, na Retórica, aquele que fala ou escreve cria, ao produzir um texto, uma imagem de si mesmo. Sem dúvida nenhuma, a presença de certas palavras num determinado texto faz que ele seja racista, machista, etc., criando uma imagem de que seu autor é alguém que tem preconceito contra as mulheres, os negros, os índios, os homossexuais e assim por diante. O que é preciso saber é se combater o uso de palavras ou expressões que patenteiam a discriminação é um instrumento eficaz de luta contra ela.

    De um lado, é verdade que a linguagem modela sentimentos e emoções. Se alguém sempre ouviu certos termos ou expressões, como negro, bicha ou coisa de mulher, ditos com desdém ou com raiva, certamente vai desenvolver uma atitude machista ou racista. Quem é tratado com gritos ou com ameaças seguramente não vai introjetar atitudes de bondade ou doçura. Portanto, usar uma linguagem não marcada por fortes conotações pejorativas é um meio de diminuir comportamentos preconceituosos ou discriminatórios. De outro lado, porém, é preciso atentar para dois aspectos. O primeiro é que o cuidado excessivo na busca de eufemismos para designar certos grupos sociais revela a existência de preconceitos arraigados na vida social. Se assim não fosse, poder-se-ia empregar, sem qualquer problema, por exemplo, o vocábulo negro, sem precisar recorrer à expressão afrodescendente. Em segundo lugar, os defensores da linguagem politicamente correta acreditam que existam termos neutros ou objetivos, o que absolutamente não é verdade. Todas as palavras, ensina Bakhtin, são assinaladas por uma apreciação social. Considera-se que os termos bicha, veado, fresco são mais preconceituosos que a designação gay. Isso é parcialmente verdadeiro, pois os três primeiros estão marcados por pesada conotação negativa. No entanto, o termo gay também vai assumindo valor pejorativo, tanto que, à semelhança do aumentativo bichona e do diminutivo bichinha, criaram-se gayzaço e gayzinho. Isso ocorre porque as condições de produção de discursos sobre a mulher, o negro, o homossexual, etc. são as de existência de fortes preconceitos em nossa formação social. Isso significa que não basta mudar a linguagem para que a discriminação deixe de existir. Entretanto, como a conotação negativa é uma questão de grau, não é irrelevante deixar de usar os termos mais fortemente identificados com atitudes racistas, machistas, etc. [...]


http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao01/artigos_alinguagempoliticament ecorreta.htm [adaptado] 

A grafia da palavra antirracista justifica-se em:
Alternativas
Q1381927 Português
A alternativa que contém o conjunto de palavras que foi escrito em conformidade com o acordo ortográfico está em
Alternativas
Q1381926 Português
Sobre a aplicação do novo acordo ortográfico, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) “Brasileiro revela ideia incomum de técnico para motivar time”. ( ) “Mudanças no padrão de uso da mão-de-obra no Brasil entre 1949 e 2010” ( ) “Mundo rastejante: Jibóia, saiba o básico sobre esse ilustre membro da família [...]”.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1194318 Português
Nunca fomos tão fúteis e solitários como nos dias atuais
No mundo moderno, somos livres como jamais fomos. Podemos fazer quase tudo que queremos e com um simples toque no mouse, somos capazes de comprar, fazer amizades e encontrar a nossa "alma gêmea". Nos sites de relacionamento, escolhemos a pessoa amada através de uma simples foto com vários efeitos especiais. Não podemos generalizar, mas podemos afirmar que não temos mais a oportunidade de conhecer as pessoas internamente, contamos muito com a beleza física do outro e simplesmente esquecemos de ver os indivíduos por dentro. Preferimos "falar" sobre tudo pelas mensagens de texto. Quem nunca falou sobre sexo, intimidade ou futuro? As redes sociais unem e, ao mesmo tempo, afastam as pessoas. Quando amigos virtuais se encontram pela primeira vez, sentem-se completamente envergonhados ou sem assunto. Podemos ter as redes sociais "bombando", fotos com mil curtidas por segundo, milhares de compartilhamentos. Mas o que ganhamos com isso, além de uma autoestima mais elevada? Parece brincadeira, mas trocamos nossas famílias, nossos domingos em que todos comiam juntos, não passeamos mais na praça nos finais de tarde e muito menos sentimos a mão suada e coração palpitando em ver a pessoa amada. Trocamos nossas vidas, nossos sentimentos e nos apegamos a um simples objeto. Uns custam caros, outros baratos, mas não deixam de ser um telefone celular. Como diz nosso amigo e inteligentíssimo Bauman: "É um erro acreditar que a experiência de se relacionar superficialmente irá gerar experiência para um relacionamento duradouro". Creio que nunca fomos tão fúteis e solitários como nos dias atuais. A cada dia que passa, mais pessoas estão com a tão temida depressão, ansiedade e o terror chamado síndrome do pânico. Espero que não sejamos escravos da tecnologia - ou já somos?
http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/
A palavra “autoestima” está de acordo com a nova regra de emprego ou não do hífen. A mesma regra se aplica à palavra:
Alternativas
Q1180689 Português
Segundo o novo acordo ortográfico, a palavra que deveria ser grafada com hífen é
Alternativas
Q1017194 Português
Acerca do uso de hífen nas palavras “eletro-dérmica” (linha 19) e “pró-social” (linha 28), assinale a opção CORRETA.
Alternativas
Q999697 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



Os vocábulos ex-monge e pós-moderna, retirados do texto, devem ser grafados com hífen, segundo as normas de ortografia vigentes. Assinale a alternativa em que a grafia da palavra está correta segundo essas normas.
Alternativas
Q987520 Português
Marque a opção em que a palavra foi grafada corretamente quanto ao número do substantivo:
Alternativas
Q987476 Português

“Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição”.

Dentre as palavras apresentadas abaixo assinale indique aquela que não se enquadra na regra acima:

Alternativas
Q962799 Português

                       O HOMEM CUJA ORELHA CRESCEU

                                                                         Ignácio de Loyola Brandão


      Estava escrevendo, sentiu a orelha pesada. Pensou que fosse cansaço, eram 11 da noite, estava fazendo hora-extra. Escriturário de uma firma de tecidos, solteiro, 35 anos, ganhava pouco, reforçava com extras. Mas o peso foi aumentando e ele percebeu que as orelhas cresciam. Apavorado, passou a mão. Deviam ter uns dez centímetros. Eram moles, como de cachorro. Correu ao banheiro. As orelhas estavam na altura do ombro e continuavam crescendo. Ficou só olhando. Elas cresciam, chegavam à cintura. Finas, compridas, como fitas de carne, enrugadas. Procurou uma tesoura, ia cortar a orelha, não importava que doesse. Mas não encontrou, as gavetas das moças estavam fechadas. O armário de material também. O melhor era correr para a pensão, se fechar, antes que não pudesse mais andar na rua. Se tivesse um amigo, ou namorada, iria mostrar o que estava acontecendo. Mas o escriturário não conhecia ninguém a não ser os colegas de escritório. Colegas, não amigos. Ele abriu a camisa, enfiou as orelhas para dentro. Enrolou uma toalha na cabeça, como se estivesse machucado.

Quando chegou na pensão, a orelha saia pela perna da calça. O escriturário tirou a roupa. Deitou-se, louco para dormir e esquecer. E se fosse ao médico? Um otorrinolaringologista. A esta hora da noite? Olhava o forro branco. Incapaz de pensar, dormiu de desespero.

      Ao acordar, viu aos pés da cama o monte de uns trinta centímetros de altura. A orelha crescera e se enrolara como cobra. Tentou se levantar. Difícil. Precisava segurar as orelhas enroladas. Pesavam. Ficou na cama. E sentia a orelha crescendo, com uma cosquinha. O sangue correndo para lá, os nervos, músculos, a pele se formando, rápido. Às quatro da tarde, toda a cama tinha sido tomada pela orelha. O escriturário sentia fome, sede. Às dez da noite, sua barriga roncava. A orelha tinha caído para fora da cama. Dormiu.

      Acordou no meio da noite com o barulhinho da orelha crescendo. Dormiu de novo e quando acordou na manhã seguinte, o quarto se enchera com a orelha. Ela estava em cima do guarda-roupa, embaixo da cama, na pia. E forçava a porta. Ao meio-dia, a orelha derrubou a porta, saiu pelo corredor. Duas horas mais tarde, encheu o corredor. Inundou a casa. Os hospedes fugiram para a rua. Chamaram a polícia, o corpo de bombeiros. A orelha saiu para o quintal. Para a rua. Vieram os açougueiros com facas, machados, serrotes. Os açougueiros trabalharam o dia inteiro cortando e amontoando. O prefeito mandou dar a carne aos pobres.

      Vieram os favelados, as organizações de assistência social, irmandades religiosas, donos de restaurantes, vendedores de churrasquinho na porta do estádio, donas-de-casa. Vinham com cestas, carrinhos, carroças, camionetas. Toda a população apanhou carne de orelha. Apareceu um administrador, trouxe sacos de plástico, higiênicos, organizou filas, fez uma distribuição racional.

      E quando todos tinham levado carne para aquele dia e para os outros, começaram a estocar. Encheram frigoríficos, geladeiras. Quando não havia mais onde estocar a carne de orelha, chamaram outras cidades. Vieram novos açougueiros. E a orelha crescia, era cortada e crescia, e os açougueiros trabalhavam. E vinham outros açougueiros. E os outros se cansavam. E a cidade não suportava mais carne de orelha. O povo pediu uma providência ao prefeito. E o prefeito ao governador. E o governador ao presidente.

      E quando não havia solução, um menino, diante da rua cheia de carne de orelha, disse a um policial: "Por que o senhor não mata o dono da orelha?"

Disponível em <http://www.casadobruxo.com.br> . Acesso em 12 Out. 2016.

Assinale dentre as alternativas abaixo aquela em que o emprego do hífen segue a mesma regra de ortografia presente no termo destacado em “[...] Ela estava em cima do guarda-roupa”.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: CRO - SC Órgão: CRO - SC Prova: CRO - SC - 2016 - CRO - SC - Administrador |
Q813158 Português
LÍNGUA ANCESTRAL DO PORTUGUÊS SE ORIGINOU NA TURQUIA
Pesquisa mostra que todas as línguas da família indoeuropeia, incluindo as latinas, tiveram origem na mesma região 
Por Guilherme Rosa 23 ago 2012, 19h44 - Atualizado em 6 maio 2016, 16h28 Adaptado de: http://veja.abril.com.br/ciencia/lingua-ancestral-do-portugues-se-originouna-turquia/ Acesso em 02 dez 2016. 
[...] Os idiomas que fazem parte da mesma família linguística têm uma origem comum. Por isso, acabam herdando algumas características dessa língua original, como palavras cognatas e construções linguísticas. A família com mais línguas é a Niger-Congolesa, que tem mais de 1.510 idiomas registrados, e 382 milhões de falantes. Já a família indo-europeia tem 426 idiomas catalogados, mas é falada por quase três bilhões de pessoas. [...] 
A família linguística indo-europeia reúne alguns dos idiomas mais falados em todo o planeta. Até o século 16, eles se restringiam à Europa e ao leste asiático, mas se espalharam pela América, África e Oceania. Hoje em dia, é falada por quase três bilhões de pessoas em todo o mundo. A segunda maior família de línguas é a sinotibetana, que inclui o chinês, o tibetano e o birmanês, e é falada por 1,3 bilhão de pessoas.
Até agora, os cientistas haviam desenvolvido duas teorias para explicar a origem da família indo-europeia. Uma delas propunha que ela era descendente de um idioma falado por um povo seminômade que habitava estepes ao norte do Mar Cáspio, na Rússia, há 6.000 anos. A outra hipótese previa que a língua havia surgido na região da Anatólia, no extremo oeste asiático, onde hoje se encontra a Turquia. Segundo essa teoria, ela teria se espalhado pelo mundo entre 9.500 ou 8.000 anos atrás, com a expansão da agricultura.
Os pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, resolveram testar qual desses cenários era mais provável. Para isso, resolveram adaptar um método estatístico utilizado por biólogos evolutivos para estudar a evolução de algumas espécies. Esses cientistas costumam usar semelhanças e diferenças no DNA para traçar as origens dessas espécies e montar uma árvore genealógica com seus ancestrais. 
Os pesquisadores usaram a mesma abordagem para montar a árvore genealógica dos idiomas indoeuropeus. Em vez de procurar por semelhanças no DNA, buscaram por palavras cognatas em 103 idiomas da família, desde os mais modernos aos já extintos. 
Depois de montar a árvore genealógica e de traçar como cada língua se espalhou pela Europa e Ásia, eles estimaram onde cada uma delas havia surgido, chegando até o idioma original.
Como resultado, confirmaram que a família indoeuropeia surgiu na Turquia entre 8.000 e 9.500 anos atrás. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento da agricultura levou essa “língua-mãe” ao resto da Europa e oeste da Ásia. 
Com a evolução do idioma e a relação com outras culturas, acabaram surgindo diversas subfamílias no decorrer do tempo. As cinco principais, que são faladas ainda hoje – o céltico, germânico, itálico, balto-eslavo e indo-iraniano – começaram a se diferenciar entre 4.000 e 6.000 anos atrás. 
Analise as proposições a seguir sobre as palavras destacadas no primeiro parágrafo: I. A palavra “cognatas”, destacada no texto, significa: de mesma origem. II. A palavra “têm”, destacada no primeiro parágrafo, é acentuada por ser um monossílabo tônico terminado em “-em”. III. A palavra “algumas” pertence à classe dos pronomes indefinidos; e “dessa” é uma contração de pronome demonstrativo com preposição. IV. O hífen em “Niger-Congolesa” justifica-se pelo fato de o hífen sempre ser empregado na composição de gentílicos compostos. Assinale a alternativa que contenha a análise correta das proposições.
Alternativas
Q803151 Português

                                                                                                            Friburgo 1919

      Amado Pae

      5ª feira recebi vossa carta-bilhete do dia 29, que me alegrou, pois por ela fui informado que tudo, graças a Deus, vai na forma costumeira, sem novidades.

      Por aqui, a cousa é a mesma. Eu já estou restabelecido de todo e não é sem tempo, pois fiquei quatro dias tomando apenas canja, em virtude de prescrição médica. Ora, quatro dias de canja não é nenhuma brincadeira... Enfim, estou são, graças a Deus.

      Estou muito e muito saudoso, mas o que me consola muito é a certeza de que falta pouco tempo. Estamos quase no fim do ano ginasial. Deus permita que isso passe depressa! Por hoje basta. Envio-vos saudosíssimos e respeitosos abraços. Beijando-vos a mão, peço a vossa bênção.

      O filho muito amoroso.

      Carlos

                                                                                                           Disponível em:<www.rio.rj.gov.br/sme/downloads/coordenadoriaEducacao/2caderno/6anoLPAluno2caderno.pdf>. Acesso em: 23 set. 2016.


Em relação à estrutura e classificação das palavras destacadas no texto, assinale a alternativa correta.  

Alternativas
Ano: 2016 Banca: CRO - SC Órgão: CRO - SC Prova: CRO - SC - 2016 - CRO - SC - Advogado |
Q802115 Português
Pesquisa mostra que todas as línguas da família indoeuropeia, incluindo as latinas, tiveram origem na mesma região
Por Guilherme Rosa 23 ago 2012, 19h44 - Atualizado em 6 maio 2016, 16h28 Adaptado de: http://veja.abril.com.br/ciencia/lingua-ancestral-do-portugues-se-originouna-turquia/ Acesso em 02 dez 2016.
    [...] Os idiomas que fazem parte da mesma família linguística têm uma origem comum. Por isso, acabam herdando algumas características dessa língua original, como palavras cognatas e construções linguísticas. A família com mais línguas é a Niger-Congolesa, que tem mais de 1.510 idiomas registrados, e 382 milhões de falantes. Já a família indo-europeia tem 426 idiomas catalogados, mas é falada por quase três bilhões de pessoas. [...]
   A família linguística indo-europeia reúne alguns dos idiomas mais falados em todo o planeta. Até o século 16, eles se restringiam à Europa e ao leste asiático, mas se espalharam pela América, África e Oceania. Hoje em dia, é falada por quase três bilhões de pessoas em todo o mundo. A segunda maior família de línguas é a sinotibetana, que inclui o chinês, o tibetano e o birmanês, e é falada por 1,3 bilhão de pessoas.
  Até agora, os cientistas haviam desenvolvido duas teorias para explicar a origem da família indo-europeia. Uma delas propunha que ela era descendente de um idioma falado por um povo seminômade que habitava estepes ao norte do Mar Cáspio, na Rússia, há 6.000 anos. A outra hipótese previa que a língua havia surgido na região da Anatólia, no extremo oeste asiático, onde hoje se encontra a Turquia. Segundo essa teoria, ela teria se espalhado pelo mundo entre 9.500 ou 8.000 anos atrás, com a expansão da agricultura.
  Os pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, resolveram testar qual desses cenários era mais provável. Para isso, resolveram adaptar um método estatístico utilizado por biólogos evolutivos para estudar a evolução de algumas espécies. Esses cientistas costumam usar semelhanças e diferenças no DNA para traçar as origens dessas espécies e montar uma árvore genealógica com seus ancestrais.
  Os pesquisadores usaram a mesma abordagem para montar a árvore genealógica dos idiomas indo-europeus. Em vez de procurar por semelhanças no DNA, buscaram por palavras cognatas em 103 idiomas da família, desde os mais modernos aos já extintos.
    Depois de montar a árvore genealógica e de traçar como cada língua se espalhou pela Europa e Ásia, eles estimaram onde cada uma delas havia surgido, chegando até o idioma original.
    Como resultado, confirmaram que a família indo-europeia surgiu na Turquia entre 8.000 e 9.500 anos atrás. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento da agricultura levou essa “língua-mãe” ao resto da Europa e oeste da Ásia.
     Com a evolução do idioma e a relação com outras culturas, acabaram surgindo diversas sub famílias no decorrer do tempo. As cinco principais, que são faladas ainda hoje – o céltico, germânico, itálico, balto-eslavo e indo-iraniano – começaram a se diferenciar entre 4.000 e 6.000 anos atrás.
Analise as proposições a seguir sobre as palavras destacadas no primeiro parágrafo: I. A palavra “cognatas”, destacada no texto, significa: de mesma origem. II. A palavra “têm”, destacada no primeiro parágrafo, é acentuada por ser um monossílabo tônico terminado em “-em”. III. A palavra “algumas” pertence à classe dos pronomes indefinidos; e “dessa” é uma contração de pronome demonstrativo com preposição. IV. O hífen em “Niger-Congolesa” justifica-se pelo fato de o hífen sempre ser empregado na composição de gentílicos compostos. Assinale a alternativa que contenha a análise correta das proposições.
Alternativas
Q775156 Português
Não deve haver hífen em:
Alternativas
Q775076 Português
Deve haver hífen em:
Alternativas
Respostas
1041: A
1042: C
1043: C
1044: A
1045: B
1046: A
1047: B
1048: B
1049: A
1050: B
1051: E
1052: C
1053: D
1054: C
1055: D
1056: A
1057: E
1058: B
1059: A
1060: A