Questões de Concurso
Comentadas sobre emprego do hífen em português
Foram encontradas 798 questões
Leia o texto a seguir e responda à questão.
DESAFIOS INVISÍVEIS: VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM ESGOTAMENTO MENTAL?
Diferente da Síndrome de Burnout, associada ao esgotamento profissional, o esgotamento mental deriva de outros fatores da vida cotidiana.
Equipe do Portal Drauzio Varella
Em 22/12/23
Cada vez mais vivemos sob pressão e com grande cobrança de produtividade, seja na vida pessoal ou profissional, além da constante exposição ao mundo digital através das redes sociais, o que forma um cenário propício para que surja o esgotamento mental.
Esse fenômeno, muitas vezes subestimado e incompreendido, não gera apenas cansaço físico: ele surge através de uma exaustão profunda que permeia a esfera psicológica, afetando a saúde mental, física e emocional de uma só vez.
Os sinais iniciais de esgotamento mental, muitas vezes, se manifestam de forma sutil e invisível aos olhos. Fadiga persistente, dificuldade de concentração, alterações no padrão de sono e irritabilidade constante podem ser indicadores precoces. O isolamento social e a perda de interesse em atividades antes apreciadas também são sintomas a serem observados.
“Os exemplos para a aquisição do esgotamento mental podem ser inúmeros, inclusive questões de saúde e não elaboração de processos e demandas cotidianas”, explica a professora e doutora Marina Zotesso, psicóloga comportamental com mestrado e doutorado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).
É importante ressaltar que o estresse comum, a Síndrome de Burnout e o esgotamento mental são condições diferentes. Enquanto o estresse comum é uma resposta natural a desafios temporários e o Burnout está ligado a situações desgastantes de trabalho ou desemprego, o esgotamento mental é uma condição mais grave, que resulta de um estresse prolongado e crônico.
A principal diferença está na persistência dos sintomas: o estresse comum tende a diminuir quando a fonte de pressão é aliviada, enquanto o esgotamento mental persiste, mesmo que ocorram mudanças nas circunstâncias. Além disso, Zotesso explica que o suporte de especialistas, como psiquiatras e psicólogos, é essencial porque os sintomas e as características são muito similares em alguns casos.
O esgotamento mental exerce uma influência significativa na saúde física e emocional. Pode levar a distúrbios do sono, dores musculares, problemas gastrointestinais e supressão do sistema imunológico. Do ponto de vista emocional, ansiedade, depressão e sensação de desesperança podem se intensificar. A qualidade das relações interpessoais também pode ser afetada, contribuindo para um ciclo negativo.
“As pessoas dizem que o coração é o centro do ser humano, mas na verdade, o centro é a mente, é o pensamento, é o cérebro. Ao pensarmos num esgotamento mental que venha juntamente a esse cansaço psicológico, muitas áreas do nosso corpo podem ser afetadas diretamente. [...]
A prevenção do esgotamento mental envolve um acompanhamento psicológico constante e a implementação de práticas regulares de autocuidado. “Muitas pessoas acabam optando pela medicação como uma forma de reduzir esses sintomas, mas não modificam a causa do adoecimento”, alerta Zotesso.
Um psicólogo especializado na abordagem comportamental, por exemplo, pode ajudar o indivíduo a identificar e a estabelecer limites saudáveis entre trabalho, vida pessoal e outros fatores, com o objetivo de reduzir a sobrecarga que intensifica o esgotamento mental.
Alinhado à terapia, práticas de exercícios físicos regulares, meditação e a busca de hobbies relaxantes são fundamentais na recuperação do esgotamento mental, pois impactam a qualidade de vida de um modo geral. [...]
Amigos e familiares podem oferecer apoio a quem enfrenta o esgotamento mental. Ouvir sem julgamento, encorajar a busca de ajuda profissional e oferecer assistência prática, como assumir algumas responsabilidades cotidianas, são maneiras de ajudar. Marina Zotesso explica que, nesses casos, a rede de apoio é chamada de suporte social.
Ao abordar e compreender as características do esgotamento mental, reconhecendo seus sinais, intervindo precocemente e construindo um suporte acolhedor, podemos contribuir para a promoção da saúde mental na sociedade como um todo.
Adaptado
https://drauziovarella.uol.com.br
A palavra destacada não apresenta o emprego do hífen, segundo as regras ortográficas da Língua Portuguesa. Da mesma forma, o hífen NÃO deve ser empregado na combinação dos seguintes elementos:
Julgue o item que se segue.
Segundo o novo Acordo Ortográfico, utiliza-se hífen nas
formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na
mesma vogal com que se inicia o segundo elemento, por
exemplo, “anti-inflamatório”, “auto-observação”, “contra-ataque”, “micro-onda”.
Julgue o item que se segue.
Quando um elemento termina com vogal e o segundo
começa pelas letras “r” ou “s”, as consoantes são
duplicadas, como ocorre nas seguintes palavras:
“antissocial”, contrarreforma”, “macrorregião”,
“microssegundo”. Portanto, não se utiliza hífen nesses
casos.
Julgue o item subsequente.
Quando um elemento termina com vogal e o segundo
começa pelas letras “r” ou “s”, as consoantes são
duplicadas, como ocorre nas seguintes palavras:
“antissocial”, contrarreforma”, “macrorregião”,
“microssegundo”. Portanto, não se utiliza hífen nesses
casos.
Julgue o item que se segue.
O hífen não deve ser utilizado em palavras formadas com
“recém”, “ex” e “vice”, as quais devem ser grafadas,
segundo a norma-padrão da língua portuguesa, como nos
exemplos a seguir: “O recém nascido foi recebido com
alegria”; “O vice presidente nasceu em 1970”; “A ex
governadora se pronunciou sobre as críticas feitas”.
Julgue o item que se segue.
A partir do novo Acordo Ortográfico, os nomes das
espécies animais e vegetais não recebem mais hífen,
estando ou não ligados por preposição ou outro
elemento, como ocorre em: cana de açúcar, pimenta do
reino, copo de leite, castanha do pará.
Julgue o item que se segue.
Não é permitido o uso de hífen com “co”, “pro”, “pre” e
“re”, pois esses prefixos se unem ao segundo elemento,
mesmo se este for iniciado por “o” ou “e”: coautoria,
coordenar, cooperação, coirmão, coorganizador,
preexistir, reeducar, reeleição, reempossar.
Releia o trecho a seguir.
“Além de cana-de-açúcar, utilizada na sola dos sapatos, a empresa recicla garrafas PET e demais plásticos retirados do oceano.”
Qual regra do Novo Acordo Ortográfico justifica o emprego do hífen no termo em destaque?
“Nesta, destacar-se-á, de maneira utilitária, objetiva e unissignificativa (dentro do possível!), a realidade dos fatos [...].”
Tendo em vista as determinações do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a grafia da palavra em destaque pode ser considerada
I. Em: “O objetivo é ampliar a quantidade de cooperativas atendidas e beneficiadas em novas cidades e regiões do país.”, os termos destacados, “do país”, podem ser classificados como uma locução adjetiva.
II. Em: “Até hoje, foram recuperadas mais de 630 mil toneladas de resíduos, que deixaram de ir para lixões, aterros sanitários ou para o meio ambiente”, o termo destacado, “meio ambiente”, é um substantivo composto, cuja grafia pode ser registrada com ou sem o hífen.
Marque a alternativa correta:
Texto para o item abaixo.


Internet:: <anahp.com.br>
Acerca dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
Estaria de acordo com a ortografia oficial a
grafia da palavra “micro‑organismo” sob a
forma microrganismo.
Texto para o item.
Black Friday e animal não é legal

Internet: <www.crmv‑ce.org.br> (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o item.
Nas linhas 5 e 8, há duas ocorrências do mesmo
termo, “médico‑veterinário”, as quais apresentam a
grafia de maneira incorreta. Nesse caso, a utilização
de hífen está equivocada, pois a palavra “veterinário”
classifica‑se como substantivo.
Os casos a seguir exigem a utilização de hífen: ligação de pronomes átonos a verbos (ex.: deu-lhe, cansou-se, contaram-me); união de elementos em palavras compostas (ex.: beija-flor, bem-vindo, recém-nascido); translineação (situação em que a palavra é dividida por não caber em um determinado espaço, tendo sua continuação na próxima linha).
'Empresas já leem nossas mentes e vão saber ainda mais com neurotecnologia', diz pesquisadora
Alguns anos atrás, a ideia de "ameaça à privacidade de pensamento" estava mais para 1984, de George Orwell, e para o terreno da ficção científica distópica. Para Nita Farahany, professora da Universidade Duke (EUA) que se especializou em pesquisar as consequências das novas tecnologias e suas implicações éticas, essa ameaça já é presente hoje e deve ser levada a sério.
A iraniana-americana lançou neste ano o livro The Battle for your Brain: Defending the Right to Think Freely in the Age of Neurotechnology ("A Batalha pelo seu Cérebro: Defendendo o Direito de Pensar Livremente na Era da Neurotecnologia", em tradução livre, sem edição brasileira). Mas como é possível ler o nosso cérebro? Bem, de fato ainda não existe — como na ficção — uma supermáquina que entra na cabeça de uma pessoa e entrega uma lista completa de ideias e conceitos. Na verdade, explica Farahany, as defesas da nossa privacidade de pensamento começaram a ser derrubadas sem a necessidade de examinar diretamente o cérebro. Isso foi possível com a vasta quantidade de dados pessoais compartilhada em redes sociais e outros apps, que é analisada por algoritmos e depois monetizada.
Hoje as companhias de tecnologia detêm informações importantes sobre nós: quem são nossos amigos, qual conteúdo gera emoção (e, importante, que tipo de emoção), as preferências políticas, em quais produtos clicamos, por onde circulamos ao longo do dia e algumas das transações financeiras. "Tudo isso está sendo usado por empresas para criar perfis muito precisos sobre quem somos e assim entender nossas preferências e nossos desejos", diz Farahany em entrevista à BBC News Brasil. "É importante as pessoas entenderem que elas já estão em um mundo onde mentes são lidas."
Outra fronteira do nosso funcionamento interno começa a ser explorada com a popularização de smartwatches (relógios inteligentes), que reúnem dados sobre batimento cardíaco, níveis de estresse, qualidade do sono e muito mais. Mas o avanço da neurotecnologia, com equipamentos em contato direto com a cabeça, leva tudo isso a um novo patamar, com mais dados e mais precisão. Ela explica que sensores cerebrais são justamente parecidos com sensores de frequência cardíaca encontrados nos smartwatches ou em anéis que medem a temperatura do corpo quando captam a atividade elétrica no cérebro. "E toda vez que você pensa, ou toda vez que sente algo, os neurônios disparam em seu cérebro, emitindo pequenas descargas elétricas. Padrões característicos podem ser usados para tirar conclusões", afirma. "Por exemplo, se você vê uma propaganda e sente alegria ou estresse ou raiva, tédio, envolvimento... todas essas reações podem ser captadas por meio da atividade elétrica em seu cérebro e decodificadas com a inteligência artificial mais avançada." Ou seja, esses sinais cerebrais transmitem o que sentimos, observamos, imaginamos ou pensamos. Farahany afirma que as pessoas precisam compreender e aceitar que o cérebro "não é inteiramente delas".
Essa situação leva a própria filosofia a questionar o conceito de livre arbítrio, ou seja, o poder de um indivíduo de optar por suas ações. "Imagine que você se proponha no começo da semana a não passar mais de uma hora por dia nas redes sociais. Aí você descobre no final que você gastou quatro horas por dia. O que aconteceu?", pondera a professora de Direito e Filosofia na Duke. "Se existem algoritmos projetados para te capturar quando você quer se desconectar, se existem notificações quando você fica muito tempo fora do celular, se você quer assistir a só um episódio da série e o próximo começa automaticamente, você usou seu livre arbítrio? São ferramentas e técnicas projetadas para prejudicar aquilo com que você se comprometeu."
Farahany, ao contrário do que se possa pensar, é uma grande entusiasta dos avanços da neurotecnologia. Ela enumera ao longo de The Battle for Your Brain uma longa lista de contextos em que o monitoramento cerebral poderia melhorar a humanidade e salvar vidas. "O que eu proponho é um equilíbrio. É tanto uma forma de as pessoas enxergarem os aspectos positivos da tecnologia, mas também de estarem protegidas contra os riscos mais significativos", diz. "Para chegar lá, é necessário mudar a forma como pensamos a nossa relação com a tecnologia. A tecnologia raramente é o problema. Quase sempre é o mau uso."
"Não se trata de encampar posições absolutas do tipo 'tudo isso é ruim' ou 'tudo isso é ótimo', mas tentar definir quais são as funcionalidades dessa tecnologia para o bem comum e quais são os riscos de uso indevido." (...)
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88jmpl902lo (Adaptado).
O vocábulo “supermáquina” está grafado corretamente sem o hífen. Assinale a alternativa em que há vocábulo INCORRETO quanto à sua ortografia: