Questões de Concurso Comentadas sobre denotação e conotação em português

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Q2039269 Português

A questão refere-se ao texto.


O dia fatal


Por Martha Medeiros



(Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/colunistas/martha-medeiros/o-dia-fatal – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise a charge a seguir e as proposições que se fazem a respeito dela e do texto anterior:
Imagem associada para resolução da questão
Fonte: https://www.otempo.com.br/image/contentid/policy:1.2691711:1656585282/image.jpeg?f=3x2& w=940&$p$f$w=3034e85
I. Tanto o texto de Martha Medeiros quanto a charge empregam a palavra “morte” com sentido denotativo.
POIS
II. Ambos usam o termo em sentido figurado.

A respeito das proposições, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2037961 Português

Leia o texto, para responder a questão.


O autógrafo dos anônimos


    Escritores assinam seus livros. Pintores assinam suas telas. Artistas de Hollywood deixam marcas das próprias mãos na calçada da fama. Agências de propaganda assinam seus anúncios de jornal e revista. Músicos autografam seus discos.

    Então por que o João-ninguém tem que passar em branco? Não mesmo. Ele também existe, ele também quer autografar. Como ele não tem livro impresso ou profissão alguma para personalizar, ele pega um tubo de spray e picha um muro. Para a cidade, com carinho.

    Quanto mais cresce a exaltação a personalidades, mais cresce o desprestígio dos cidadãos obscuros. Todo mundo lança disco, desfila, aparece na televisão, sai na revista, é entrevistado na rua. A impressão que dá é que só eles existem, ou que existem mais do que os outros. E os que são apenas mais um na folha de pagamento de uma grande empresa?

    Há muitas pessoas que estão se sentindo barradas no baile. Deveriam ser os que não têm trabalho, que não são poucos, mas são também aqueles que têm trabalho e família, porém suas vidas não têm janela com vistas para a mídia. Se até refém de ônibus sequestrado é convidado para ir a programa de entrevistas na televisão, que graça pode ter ser refém do anonimato?

A internet tem sido a tábua de salvação daqueles que precisam ser alguém, desde que alguém acessível eletronicamente. Abrem páginas para publicar suas histórias, instalam webcâmeras para divulgarem sua intimidade. Vale tudo para ter sua existência comprovada.

    E volto aos pichadores, que autografam diariamente prédios públicos. É uma imundície e um desperdício de energia, mas é também um registro de presença, assim como pessoas desenham corações em árvores, rabiscam classes da sala de aula. É uma necessidade de dizer: estou aqui, existo. Poucos percebem que existir para si mesmo já é uma plateia e tanto.


(Martha Medeiros. Non stop – crônicas do cotidiano.

Porto Alegre: L&PM, 2015. Excerto adaptado)

No contexto de leitura, está empregada em sentido figurado a expressão destacada na frase:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Colíder - MT Provas: IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Clínico Geral - 30 Horas | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Advogado | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Jornalista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Contador | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Engenheiro Florestal | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Analista Administrativo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Controlador Interno | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Gerente de Projetos | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Veterinário | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Analista de Informática | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Engenheiro Agrônomo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Biólogo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Arquiteto | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Fisioterapeuta | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Assistente Social | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Fonoaudiólogo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Enfermeiro | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Nutricionista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Odontólogo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Psicólogo | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Cardiologista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Ginecologia | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Ortopedista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Otorrinolaringologista | IBADE - 2022 - Prefeitura de Colíder - MT - Médico Especialista Pediatra |
Q2037569 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

EU ME DEMITO:
fenômeno da grande resignação chega ao Brasil.

Camuflados por uma fila de 13 milhões de desempregados, brasileiros pedem demissão em ritmo recorde:
meio milhão por mês.
Por Marcelo Soares
Edição: Tássia Kastner
11/02/2022

Pedir demissão no meio de uma crise econômica e sanitária parece aquele tipo de luxo reservado a trabalhadores ricos de países desenvolvidos. Todo mês, mais de 4 milhões de americanos passaram a deixar seus empregos voluntariamente, num fenômeno que ganhou nome próprio: Great Resignation (“grande resignação”).
Trata-se de um exército de trabalhadores urbanos, majoritariamente jovens – com menos de 30 anos – e do setor de serviços. Fica mais fácil para quem mora em um país cujo índice de desemprego é virtualmente zero: lá a desocupação está em 3,9%. É o oposto do cenário brasileiro. Aqui, 13 milhões estão em busca de trabalho, e a taxa de desemprego, ainda que em queda, continua acima dos dois dígitos, ao redor de 13%.
E, mesmo assim, o Brasil também vive sua grande resignação. Todos os meses, quase 500 mil trabalhadores jogam seus crachás pela janela e dão fim ao emprego que tinham – sem levar nenhuma vantagem além de sair da empresa, pois essa modalidade de demissão não libera o FGTS. É o dobro do registrado nos anos anteriores à pandemia, de acordo com o estudo encomendado pela Você S/A ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data.
A Lagom analisou quase 188 milhões de registros de movimentações trabalhistas do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), entre 2016 e novembro de 2021, dado mais recente disponível na conclusão desta reportagem.
E os números mostram que Brasil e EUA viveram um movimento semelhante: antes de 2020, havia uma certa estabilidade no número de pedidos de demissão voluntária. Logo após o início da pandemia, trabalhadores se seguraram nos seus empregos – até porque as empresas estavam demitindo a rodo à medida que fechavam as portas de forma temporária ou definitiva. Mas tão logo a fase aguda da crise passou, trabalhadores decidiram assumir as rédeas de suas carreiras e deram adeus a seus chefes.
É tanta gente pedindo as contas no Brasil que, em um ano, os pedidos de demissão representam uma rotatividade de 15% nas vagas com carteira. O número total é ainda maior, já que o estudo foi feito com base exclusivamente nos desligamentos a pedido. Existem ainda as demissões por comum acordo, autorizadas pela reforma trabalhista de 2017 – e essas não ficam contabilizadas como voluntárias.
Os dados oficiais são apenas numéricos. Não registram os motivos que levam tanta gente a pedir demissão. Para entender melhor o que se passa, ouvimos especialistas – e também trabalhadores que decidiram pedir as contas em meio à nossa “grande resignação”.
Dá para resumir em três pontos o que leva uma pessoa a se demitir: ganhar um salário melhor, mudar-se para um ambiente de trabalho mais saudável e dar um upgrade na qualidade de vida. Os três pontos não são excludentes. Mas essas motivações são mais frequentes quando existem mais vagas disponíveis do que gente para trabalhar. E Ana Cristina Limongi-França, professora de economia da FEA/USP e da FIA, detectou foi o seguinte: o advento do home office deu uma força para quem sonha com mais dinheiro ou mais tempo livre, mesmo que numa realidade de desemprego em alta.
“Houve mais oportunidades de trabalho [remoto] especialmente no setor de serviços e atendimento”, diz Ana Cristina. Ela é coautora de um estudo sobre o impacto da qualidade de vida no trabalho, e como esse fator leva a pedidos de demissão.
[...]
Proporcionalmente, a atividade com maior volume de saídas voluntárias foi o telemarketing, em que o número de pedidos de demissão representa 18,7% do total de vagas formais ao final de 2020. [...]

https://vocesa.abril.com.br/economia
O texto lido faz parte do gênero reportagem, por isso apresenta a seguinte característica:
Alternativas
Q2034147 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A VIDA ON-LINE

O home office e a rotina pela internet são tendências sem volta.

Walcyr Carrasco


Uma das vantagens da vida de autor sempre foi trabalhar em casa. Acordo a hora que eu quero, escrevo de meias e pijama, se quiser. É uma vida confortável. Agora, o home office está com tudo. Era uma tendência, mas com a quarentena tornou-se comum. É um caminho sem volta.

As empresas gastam menos com um funcionário remoto. Não precisam investir em escritórios, fornecer cafezinhos… Em home office, trabalha-se todo o tempo, praticamente. Uma conhecida estava no esquema fazia tempo em uma multinacional. Vivia em São Paulo. Certa época, teve uma chefe em Nova York e um funcionário em Singapura. Os três conciliavam o tempo e o fuso. É óbvio que num sistema assim não existe horário para parar. A produtividade é maior.

Em janeiro deste ano, uma pesquisa do Instituto Ipsos mostrou que 49% das pessoas gostariam de trabalhar em casa. Hoje, o número deve ter crescido muito. Quem trabalha on-line não gasta tempo no trânsito, pode morar numa cidade menor, sem se apavorar com congestionamentos. Só como exemplo.

Não se vive absolutamente isolado. A gente vê menos pessoas, mas se diverte com o comércio on-line, por exemplo. Nada mais atraente que entrar em um site e comprar algo que pareça fundamental, como uma máquina de fazer pão. Bem, pelo menos de repente eu achei que não poderia mais viver sem uma. Foi uma saga. As empresas exigem cadastros chatíssimos, que eu demorava séculos para preencher. Pior. No final, diziam que eu já tinha cadastro! No passado, devo ter feito alguns. Não tenho a menor ideia da antiga senha e e-mail — já troquei muitos. E aí não vendem, sou expulso das compras como um vigarista. Já me aconteceu no Magazine Luiza, no Shoptime, no Mercado Livre… Finalmente, um amigo comprou para mim, em seu cartão. A máquina de fazer pão está chegando. Já tenho um saco de farinha e a sensação de que estou livre da devastação. As empresas têm de se adequar à nova demanda. É fato. Mas a compra on-line está se solidificando. Grandes grifes já vendem roupas. Livrarias, nem se fala. No futuro, assim como agora, não irei tanto a lojas físicas.

Muita gente que conheço está tomando aulas. De dança, de voz, de inglês… Pessoalmente, vou voltar ao pilates. E, quem sabe, estudar literatura francesa, que adoro. Tudo por Skype! E haja lives! Todo mundo quer fazer! Já não tenho mais agenda nas próximas duas semanas! Também adoro vê-las! Estou viciado nas lives!

As relações humanas crescem. Velhos amigos e amigas me procuram. Troco receitas de comida. Porque uma das consequências da quarentena é que todo mundo vai engordar! E, se o amigo estiver tossindo, ainda dou bons conselhos para se cuidar. De longe… Talvez venha a atuar como coach (sou formado, sim!), de tanto que dou conselho para ninguém pirar — nem eu mesmo, aliás. Eu me aconselho o tempo todo!

Há menos contato físico, mas voltaremos a tê-lo? A plataforma tecnológica já existia. O coronavírus veio acelerar uma mudança total no comportamento. A vida, de agora em diante, será definitivamente on-line.

Publicado em VEJA de 15 de abril de 2020.
“A gente vê menos pessoas, mas se diverte com o comércio on-line, por exemplo.” 4º§
A expressão destacada é característica da linguagem: 
Alternativas
Q2030256 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Rússia provoca queda do índice de liberdade global na internet

A liberdade global na internet retrocedeu pelo 12º ano consecutivo, em particular devido à situação na Rússia, afirma um estudo divulgado pelo grupo americano Freedom House.

O relatório da organização de defesa e pesquisa da democracia atribui o retrocesso ao agravamento das liberdades digitais na Rússia, Mianmar, Sudão e Líbia.

Ao mesmo tempo, o estudo destaca que 26 nações, como Gâmbia ou Zimbábue, registraram avanços neste campo, o que representa um recorde.

Allie Funk, coautora do relatório, explica que a sociedade civil começou a observar os frutos das políticas de defesa da liberdade na internet ao redor do mundo.

"Nos últimos três a cinco anos, foi observada uma grande ênfase nos direitos humanos online, de governos democráticos investindo muito dinheiro em programas para a liberdade na internet e em empresas de tecnologia - algumas delas - que começam a prestar atenção nestes temas", afirmou Funk, diretora de pesquisa para Tecnologia e Democracia na Freedom House.

Mas a "invasão da Ucrânia pela Rússia minou a liberdade na internet, não apenas na Rússia e na Ucrânia, mas globalmente", disse, antes de destacar, no entanto, que a perspectiva geral é, "na verdade, muito mais positiva do que o que tínhamos antes".

A Freedom House atribui uma pontuação de 0 a 100 para vários indicadores vinculados à questão, como o acesso à internet, os limites ao conteúdo ou as violações aos direitos dos usuários.

A avaliação da Rússia perdeu sete pontos e atingiu o menor índice depois que Moscou bloqueou sites e redes sociais para eliminar a divulgação de pontos de vistas diferentes aos do governo sobre a guerra.

A China recebeu novamente a pior nota do estudo, que destaca uma grande censura em informações sobre a pandemia, os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim ou o desaparecimento temporário da tenista Peng Shuai.

O relatório afirma, ainda, que o futuro da internet será decidido por "Estados pendulares": grandes países como Brasil, Índia ou Nigéria com um balanço desigual. "O progresso destes países pode garantir a sobrevivência de uma internet livre e aberta. Ou pode unir forças com poderes autoritários para promover um modelo mais fechado de soberania cibernética", aponta o estudo.

Entre junho e maio de 2021, o estudo registrou controles sobre a internet nos 70 países avaliados, com exceção de Canadá, Costa Rica, Islândia e Japão.

Rússia provoca queda do índice de liberdade global na internet(msn.com). Adaptado
O relatório da organização de defesa e pesquisa da democracia atribui o retrocesso ao agravamento das liberdades digitais na Rússia, Mianmar, Sudão e Líbia.
A frase apresentada possui um sentido predominantemente: 
Alternativas
Q2030154 Português

Leia o texto para responder a questão. 

        Mais de um quarto dos japoneses por volta dos 30 anos não tem planos de matrimônio. Um estudo divulgado pelo governo japonês indica que há um grupo crescente de cidadãos nessa faixa etária que nunca se casou e não tem a menor intenção de fazê-lo, o que é uma séria preocupação num país cuja sociedade já está envelhecendo e diminuindo rapidamente.

         Em 2021, foram registrados 514 mil matrimônios no Japão, a cifra anual mais baixa desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e uma queda dramática em relação ao 1,029 milhão de uniões em 1970.

         As mulheres que participaram do estudo disseram que optaram por se manter no trabalho em vez de deixá-lo para formar uma família – e muitas descobriram que, na verdade, gostam de ter uma carreira e querem prosseguir. Entretanto as pressões de ter um emprego dificultam ainda mais a manutenção de uma família e dos encargos de dona de casa – como realizar tarefas domésticas, criar filhos e cuidar de genitores idosos –, e cada vez mais as profissionais dessa geração tendem a permanecer solteiras.

           Os homens alegaram dar importância à liberdade pessoal, porém acrescentaram, entre os motivos para permanecerem solteiros, as apreensões quanto à segurança empregatícia e de não poder ganhar o suficiente para sustentar uma família. “Vejo diversas razões na sociedade para isso acontecer. Uma delas tem a ver com os salários que, ao contrário do que acontece em outros países, não tiveram aumento significativo e continuam os mesmos há muitos anos”, explica a psicóloga Aya Fujii, que fornece apoio de saúde mental num programa governamental de assistência ao emprego em Tóquio. “Isso significa que muitos jovens consideram que ter uma família gera uma carga financeira excessiva”, acrescenta.

            A psicóloga não crê que a tendência demográfica vá mudar em breve: “Acho que hoje em dia muita gente jovem não dispõe de habilidades sociais, o que ficou pior desde que muitas famílias só estão tendo um filho. No fim das contas, os japoneses com idade entre 20 e 30 anos que são incapazes de se comunicar com membros do sexo oposto vão achar mais difícil encontrar um parceiro, e o padrão da nação, de uma população minguante, vai continuar”.


(Julian Ryall. Por que tantos jovens japoneses se recusam a casar? www.dw.com, 25.06.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o vocábulo em destaque foi empregado, no contexto em que se encontra, em sentido figurado.
Alternativas
Q2027281 Português
Texto 10A2-II


Internet: https:<//mobile.twitter.com>(com adaptações)
Julgue os itens a seguir, em relação a aspectos linguísticos do texto 10A2-II.
I Na mensagem que se destaca no texto, a ênfase na palavra “não” e na expressão “ao mosquito” evidencia que a essência da mensagem veiculada é o combate ao mosquito.
II Em “Limpe as calhas para evitar o acúmulo de água”, a palavra “acúmulo” está empregada em sentido denotativo.
III No primeiro período, a forma “dê” está flexionada no singular porque o verbo concorda com o termo “ao mosquito”, que é o sujeito da oração.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: CMM - Concursos e Seletivos Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Auxiliar de Sala | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Geografia | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Inglês | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Libras | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Matemática | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Supervisor Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Orientador Educacional | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Infantil | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Especial | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Ciências | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Física | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Espanhol | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Geografia | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de História | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Inglesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Portuguesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Matemática |
Q2027113 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


Com o leque ela pensa alguma coisa. Ela pensa o leque e com o leque se abana. E com o leque fecha de súbito o pensamento num estalido, vazia, sorridente, rígida, ausente. O leque distraído e aberto no peito. ‘A vida é mesmo engraçada’ concorda ela como visita que é recebida na sala de visitas. Mas num alvoroço controlado, eis que se abana de súbito com mil asas de pardal.

(Clarice Lispector)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) feitas sobre o texto.
( ) O texto usa a palavra leque para, em linguagem conotativa, narrar uma passagem acontecida com a personagem.
( ) O leque nos revela o pensamento da personagem, ora de ausência, ora de tranquilidade, ora de inquietação.
( ) A expressão “mil asas de pardal” sugere uma nova excitação na mente da personagem, tomada provavelmente por uma nova ideia ou raciocínio.
( ) A palavra “leque” ocupa na organização do texto sempre o complemento de uma ação feita pela personagem.
( ) A coesão entre os períodos do texto acontecem com ideia de adição e concessão ao longo do texto.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: CMM - Concursos e Seletivos Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Auxiliar de Sala | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Geografia | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Inglês | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Libras | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Matemática | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Supervisor Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Orientador Educacional | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Infantil | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Especial | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Ciências | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Física | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Espanhol | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Geografia | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de História | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Inglesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Portuguesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Matemática |
Q2027109 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.

Tempere o frango com alho, o sal e a pimenta. Espalhe maionese nas superfícies (todas) de cada pedaço de frango.

Passe na farinha de rosca, frite-o em óleo, dourando por igual. Retire e coloque sobre papel absorvente.

(Virgínia Cavalcanti in Manual de assaltante de geladeira)
Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: CMM - Concursos e Seletivos Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Auxiliar de Sala | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Geografia | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Inglês | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Libras | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Matemática | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Supervisor Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Orientador Educacional | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador Escolar | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Infantil | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Especial | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Ciências | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Física | FEPESE - 2022 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Espanhol | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Geografia | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de História | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Inglesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Língua Portuguesa | CMM - Concursos e Seletivos - 2022 - Prefeitura de Bataguassu - MS - Professor de Matemática |
Q2027107 Português
Leia o texto abaixo:
A beleza é um grito, é um fruto, a beleza é um vício, é um mergulho vivo - no infinito.
(Romano A. Sant’anna in: Os melhores poemas)

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.
Alternativas
Q2026879 Português
Leia o texto, para responder à questão.

‘Como Escrever Bem’ vai além dos dogmas e
tabus que cercam o ofício

   
      É extremamente difícil e, mais do que isso, até intimidador tentar escrever um texto sobre um livro que se chama “Como Escrever Bem”. Trata-se, afinal, de avaliar um clássico que vem atravessando gerações, algo assim como a bíblia dos manuais de escrita, e falar dele não pode mesmo ser uma tarefa simples.

     Essa poderia ser uma maneira de iniciar este texto. Seria, porém, uma maneira ruim. O parágrafo acima contraria a maior parte do que ensina William Zinsser em seu livro. Nele há advérbios, adjetivos, clichês, períodos longos demais – e uma autora insegura.

     “Como Escrever Bem” é um sucesso desde 1976. Zinsser o escreveu nas férias do ano anterior. Sua intenção era reunir em livro o material das aulas que dava na universidade Yale.

        Resumindo muito, o que Zinsser propõe é que se busque o essencial, sem firulas. E, aos que acham que cortar excessos vai estragar seu modo pessoal de escrever, uma advertência: enfeite não é estilo. Perucas se compram em loja. Cabelo, não. A analogia capilar em defesa da autenticidade é dele mesmo.

        E o que é essencial, então, dos conselhos de Zinsser?

       Seja claro. Escreva na ordem direta. Prefira frases breves com palavras curtas. Fuja dos clichês. Verbos são melhores que advérbios. Substantivos são melhores que adjetivos. Corte. Releia. Reescreva. E, sobretudo, confie no seu material.

     Zinsser desmonta um relógio na frente do leitor, explicando como as peças se encaixam para o bom funcionamento do mecanismo. O relógio, no caso, é o relato de uma viagem. O capítulo é uma boa síntese do que o autor pretende ensinar. Se o tema e o momento parecem distantes, as lições que ele propicia continuam vigentes.



(Francesca Angiolillo.
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/01/como-escrever-bemvai-alem-dos-dogmas-e-tabus-que-cercam-o-oficio.shtml. 01.01.2022. Adaptado)
No contexto de leitura, a seguinte passagem caracteriza-se pelo emprego de palavras em sentido figurado:
Alternativas
Q2025662 Português

Texto 01


Nem toda zona de conforto é ruim


    Um dia, não sei quando nem sei quem, alguém inventou em algum lugar que, para conseguir qualquer coisa na vida, é preciso “sair da zona de conforto”. A frase ganhou o mundo e se tornou um símbolo do anticonformismo, do esforço desmedido, da superação pessoal e profissional e até do empreendedorismo. Segundo sua lógica peculiar, só entra no reino dos céus quem sai da zona de conforto. 
     Como todo símbolo, esse clichê também caiu na armadilha de encerrar uma verdade. E verdades encerradas não se abrem para a saúde exuberante das dúvidas. Não são afeitas à liberdade infantil do pensamento. De tão óbvia, uma verdade absoluta não admite questionamentos.
    É claro que toda conquista requer algum tipo de esforço, que todo sucesso é resultado do empenho de cada um, de sua capacidade de vencer dificuldades. Ninguém contesta que o movimento gera força e, com força, a gente cresce. Inegável que ficar parado, esperando cair do céu o que se deseja, nunca vai dar em nada. Daí a condenar o conforto como algo de que se deve fugir, classificá-lo como uma zona fantasma onde se arrasta uma comunidade de preguiçososB Isso sempre me pareceu um pouquinho demais. Porque o significado de conforto não pode ser reduzido àquele que vem do latim, da palavra cumfortare, vinda por sua vez de cum-fortis, de alívio da dor. [...]
     Essa tal zona de conforto, pegajosa e limitante, talvez traduza o que seja a suposta segurança da casa dos pais, de onde uma hora os filhos devem sair para construírem suas próprias vidas, suas histórias, suas carreiras, suas famílias. É o tal emprego que já não oferece mais nada além de mera subsistência e, por isso, gera angústia e infelicidade. É o relacionamento amoroso que de amor já não tem mais nada. [...] O que se convencionou chamar de “zona de conforto” é todo canto físico e mental dos quais alguém não consegue sair por conveniência, por inércia, por falta de ambição, por medo ou por tudo isso junto. Isso é estar parado. Acontece que nem todo conforto paralisa. Compreendo o propósito de quem continua apregoando que é preciso sair da zona de conforto. Mas acho que passou da hora de virar esse disco. A tão temida zona de conforto não é um lugar de onde se deve sair. É o lugar para onde todos devemos voltar! [...] 
     Será que essa obrigação desmedida de escapar de um lugar que nem todo mundo sabe o que é, a qual é repetida sem filtro nem reflexão nas escolas, nas empresas, nas famílias, não formou uma geração inteira de pessoas desconfortáveis com o que fazem, com o que têm, com o que são? Será que, em meio a tantas palestras, livros, filmes e cursos sobre sair da zona de conforto, não sobram três minutinhos para pensarmos com honestidade sobre o que queremos das nossas próprias vidas antes que alguém repita que é preciso sair da zona de conforto? E será possível que toda pessoa boa desejando um cadinho de conforto nesse mundo, um pouquinho de aconchego e descanso, um mínimo percentual de tranquilidade em meio à rotina de trabalho intenso a que todos estamos sujeitos, seja gratuitamente eleita como simplesmente acomodada? [...]  
     Honestamente, eu acho que pessoas motivadas a trabalhar duro para merecerem seu espaço no mundo, e que esse espaço seja bonito, aconchegante e espaçoso para todos os seus sonhos, são verdadeiras fábricas de felicidade e realização. Não sei você, mas eu quero mesmo é voltar à minha zona de conforto. Eu mereço e trabalho muito para me sentir confortável com minhas escolhas, com minha família, com meu jeito de estar no mundo, com todos os desafios que a vida me apresenta todos os dias. E com todo o trabalho intenso que tudo isso representa.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/. Acesso em: 11 jun. 2022. Adaptado. 
Sobre os recursos usados para construir o texto, verifica-se
I. a predominância da denotação. II. a ausência do registro informal. III. a predominância da conotação. IV. o uso da 1.ª pessoa do singular. V. a presença da intertextualidade.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q2024221 Português
Leia o texto para responder a questão.

        Você sabe que os anos estão passando quando não identifica mais quem são as pessoas que a maioria da população admira. Há um sem-número de ídolos populares que, se entrassem num elevador comigo, eu não faria ideia de quem seriam, enquanto, para seus fãs, compartilhar com eles os poucos segundos entre o térreo e o décimo andar ressignificaria a vida. Muitos artistas estão neste exato instante quebrando recordes, fazendo lives acompanhadas por milhões de seguidores, e, ao ouvir seus nomes pela primeira vez, eu talvez os confundisse com algum ex-colega de faculdade.
        Parece absurdo que alguém nunca tenha escutado a respeito da cantora Anitta, por exemplo, mas, há pouco tempo, um advogado me perguntou quem era. Fiquei chocada. Questiono-me se é possível jamais ter ouvido falar de Anitta. Foi aí que me dei conta de que eu estava caindo na armadilha comum de achar que, se alguém ignora a existência de uma celebridade, não passa de um esnobe.
        Antigamente, as capas de revista consagravam carreiras. A televisão era o eletrodoméstico mais importante da casa. Todo mundo conhecia o rei do iê iê iê, o galã da novela, a miss de cetro e coroa. Eram intocáveis, distantes, quase sobrenaturais — pois raros.
        Hoje você grava um vídeo caseiro, posta na internet, cai nas graças de uns, viraliza e dentro de um ano pode estar morando numa mansão, e quem vai dizer que o valor passou ao largo? Quase sempre o êxito vem do talento artístico, mas pode vir também do faro para tendências, para criar conteúdo motivacional, para fazer dinheiro nas redes.
        Nós, os sobreviventes da era analógica, não conseguimos acompanhar tanta novidade circulando pelo palco digital. Eu já me perdoei por não conseguir estar informada sobre tudo e sobre todos, mesmo trabalhando num veículo de comunicação. De que planeta eu vim?
        De outro século e deste aqui, vim lá de trás e de hoje cedo, administro como posso o meu passado e este presente intenso, me espanto com a oferta atordoante de eventos e existências, tantas que nem todas são por mim assimiladas. Não é esnobismo, não; é esse tempo agora, voraz.

(Martha Medeiros. Tanto tudo. https://oglobo.globo.com, 14.11.2021. Adaptado)
Um vocábulo empregado em sentido próprio, no contexto em que se encontra, está destacado em:
Alternativas
Q2024163 Português
Leia o texto para responder a questão.

Os distúrbios da ignorância

        O calor sufocante dos últimos dias, seguido de chuva intensa e temporais, é a cicatriz visível do horror das mudanças climáticas. Boa parte da área metropolitana de São Paulo inundou, morros deslizaram e mataram dezenas de pessoas, ruas viraram rios, mas nos limitamos a lamentar ou a nos surpreender, como se o queixume sanasse o mal que cada um de nós ajuda a formar no dia a dia.
        As marcas profundas das mudanças do clima aí estão, agravadas pela miséria das populações suburbanas, mas insistimos em ignorar as causas profundas da brutalidade. Na ciência, há consenso sobre o perigo da crise climática e a devastação que provoca gradativamente na agricultura, ao alterar os períodos de plantio e safra, levando à queda na produção de alimentos. E o fantasma da fome ronda o planeta!
        O aquecimento global, com invernos cada vez menos frios, derruba geleiras no Ártico e na Antártica, elevando o volume dos mares e estreitando nossas praias de veraneio. Em pontos do litoral paulista e em Santa Catarina, a situação já é visível a olho nu, mas optamos pela falsa “solução” de construir aterros.
        Na Amazônia, onde antes chovia todos os dias ao final das tardes, agora já houve seca. No outro canto do mundo, na gélida Sibéria faz calor em pleno inverno.
        Continuamos aferrados a ultrapassadas visões, poluindo nossas cidades com o monóxido de carbono dos automóveis, desinteressados em desenvolver motores elétricos. Dominamos a tecnologia sem interesse em implementá-la, porém.
        As advertências e os alertas não partem só da ciência, mas também do Papa Francisco ao asseverar que é criminoso e obsceno destruir a obra divina da natureza em nome da cobiça de um capitalismo predatório, alucinado por lucro fácil.

(Flávio Tavares, “Os distúrbios da ignorância”. https://opiniao.estadao.com.br/, 04.02.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que há termos empregados em sentido figurado nas duas passagens transcritas do texto.
Alternativas
Q2024038 Português
As palavras não apresentam apenas um significado objetivo e literal, mas uma variedade de significados, conforme o contexto em que são usadas e as vivências e conhecimentos dos usuários da língua. Assinale a afirmativa que NÃO apresenta palavra em sentido conotativo.
Alternativas
Q2001685 Português
ASSINALE A RESPOSTA CORRETA.

As palavras e as coisas

                                                        Antônio Prata                  
                
     Entre as sugestões que vieram da editora sobre meu novo livro, havia a de trocar "índios" por "indígenas". Sempre fui um defensor do politicamente correto. Algumas mudanças na ética verbal, porém, me parecem contraproducentes.
    Em certo momento dos anos 90, "favela" virou "comunidade". "Favelado" era um termo pejorativo e é compreensível que os moradores destas áreas não quisessem ser chamados assim, mas mudar para "morador de comunidade", embora amacie na semântica, não leva água encanada, esgoto e luz para ninguém. Pelo contrário. 
     A gente ouve "comunidade" e dá a impressão de que aquelas pessoas estão todas de mãos dadas fazendo uma ciranda em torno da horta orgânica, não apinhando-se em condições sub-humanas, sem esgoto, asfalto, educação, saúde.
   Talvez fosse bom deixarmos o incômodo nos tomar toda vez que disséssemos ou ouvíssemos "favela" ou "favelados". Nosso objetivo deveria ser dar condições de vida decente praquela gente, não nos sentirmos confortáveis ao mencioná-la.
     O mesmo vale para "morador em situação de rua". Parece que o cara teve um problema pra voltar pra casa numa terça, dormiu "em situação de rua" num 4 ponto de ônibus e na quarta vai retornar ao conforto do lar. É mentira. A pessoa que mora na rua tá ferrada, é alguém que perdeu tudo na vida, até virar "mendigo".
     "Mendigo" é um termo horrível não porque as vogais e consoantes se juntem de forma deselegante, mas pelo que ele nomeia: gente que dorme na calçada, revira lixo pra comer, não tem sequer acesso a um banheiro. Mas quando a gente fala "morador em situação de rua" vem junto o mesmo morninho no coração de "comunidade": essa situação, pensamos, é temporária. Vai mudar. Logo, logo, ele estará em outra.
     Não, não estará se não nos indignarmos com a indigência e agirmos. Algumas palavras têm que doer, porque a realidade dói. Do contrário, a linguagem deixa de ser uma ferramenta que busca representar a vida como ela é e se torna um tapume nos impedindo de enxergá-la.
     Sobre "índios" e "indígenas", li alguns textos. Os argumentos giram em torno do fato de "índio" ter se tornado um termo pejorativo, ligado aos preconceitos que os brancos sempre tiveram com os povos originários da América: preguiçosos, atrasados, primitivos.
   Tá certo. Mas o problema, pensei, não tá no termo "índio", tá no preconceito do branco. Outro dia ouvi num podcast americano um escritor judeu indignado porque ele, que sempre chamou os de sua religião de "jews" (judeus), agora tinha que dizer "jewish people" (pessoas judias). Como se houvesse algo de errado em ser judeu, ele disse. Como se a mudança na nomenclatura incorporasse o preconceito, quando deveria ser justamente o contrário, feito os negros americanos dos anos 70 dizendo "say it loud, I’m black and I’m proud!" ("diga alto, sou preto e tenho orgulho!").  
   Eu estava errado. Fui salvo da ignorância por minha querida prima antropóloga, Florência Ferrari, e pelo mestre Sérgio Rodrigues. "Indígena" vem de "endógeno", aquele que pertence a um lugar. Ou seja: "povos indígenas" dão uma ideia da multiplicidade de etnias que aqui estavam. "Índio" é uma generalização preconceituosa, tipo "paraíba", no Rio, para se referir a qualquer nordestino ou nortista. Maravilha. Sai "índio". Entra "indígena". Viva a Paraíba.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2022/07/aspalavras-e-as-coisas.shtml (Adaptado) Acesso em: 22 set. 2022,
Há linguagem figurada em:
Alternativas
Q1999218 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.

A “paz da descrença”

   Em antiga entrevista, Millôr Fernandes – um supremo humorista do nosso país – contou uma passagem decisiva de sua história.
   “Meu pai morreu quando eu tinha 1 ano. Minha mãe quando eu tinha 9 anos. Eu fui ao enterro, não me lembra mais a sensação. Foi aquele momento que você nem percebe muito bem o que está acontecendo. Mas aí eu voltei pra uma casa em que eu estava morando [...], de um tio pobre, funcionário público, e eu me meti então embaixo da cama [...] e aí eu chorei feito um desesperado, não tinha pai, não tinha mais ninguém, eu vivia emprestado numa casa, entende? De repente me veio uma tranquilidade depois de eu chorar não sei quanto tempo, ninguém viu isso, e veio um sentimento que mais tarde eu defini como “a paz da descrença”. A descrença me trouxe uma paz absoluta. O sentimento meu a partir daí, e depois definitivamente concretizado, é que “sou eu e o destino, não tem nenhum intermediário”, “não há interface”.
   Assumindo-se como sujeito efetivo de sua história, Millôr salvou-se do afogamento mortal puxando-se pelos próprios cabelos. A partir daí, se afirmou como escritor, tradutor e como um dos analistas e intérpretes mais críticos deste país. A ‘paz da descrença’, paradoxalmente, aguçou sua lucidez inconformada e aquele seu humor implacável que põe a nu as encenações políticas e nossas hipocrisias pessoais. Lucidez, crítica e humor constituem, como se sabe, uma combinação fulminante.

(Vicente Rui Caldeira, a publicar)
Constitui um recurso expressivo de linguagem figurada o uso da expressão
Alternativas
Q1996003 Português
Texto para a questão.

Qualquer cidadão pode acionar o Judiciário para defesa do patrimônio cultural

    Ao contrário do que muitos possam pensar, qualquer cidadão brasileiro pode, em nome próprio, questionar judicialmente atos que sejam lesivos ao patrimônio histórico do país em decorrência da ação ou da omissão do poder público.
   Presente no ordenamento jurídico brasileiro desde 1824, a ação popular é um importante instrumento de exercício da cidadania (status activus civitates), na medida em que permite que o próprio cidadão (basta a condição de eleitor) bata às portas da Justiça para a defesa de direitos e interesses que pertencem a todos, viabilizando o cumprimento do direito-dever solidário que toca ao poder público e à sociedade na tarefa de tutelar os bens integrantes do nosso patrimônio cultural.
  É oportuno, ressaltar, por primeiro, que a Constituição Federal vigente impôs coercitivamente a todos os entes federativos, com a colaboração da comunidade, o dever de defesa dos bens culturais, de forma que a atuação positiva em tal matéria é obrigatória, não podendo se alegar discricionariedade para descumprir os mandamentos constitucionais [...].
   Logo, todo ato omissivo (por exemplo, não exercício do poder de polícia administrativa e vigilância sobre bens culturais privados, permitindo o abandono; não fiscalização de engenhos de publicidade que comprometam a ambiência de bens tombados; descaso com a conservação de bens públicos de valor cultural tais como arquivos, imóveis, museus e bibliotecas) ou comissivo (por exemplo, concessão de alvará de demolição de bem de significativo valor cultural; concessão de licença sem exigência de prévio estudo de impacto de vizinhança; concessão de alvará de funcionamento para atividade vedada em zona de proteção do patrimônio cultural) que viole os dispositivos acima mencionados são ilegais e lesivos, podendo ser objeto de controle jurisdicional.
   Como garantia de efetivação do direito de todos ao patrimônio cultural hígido, a Carta Magna previu no artigo 5º, entre outros instrumentos, a ação popular nos seguintes termos: “LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência”.
   Desta forma, a ação popular está para a tutela do direito à boa administração pública, ao meio ambiente e ao patrimônio cultural, assim como o Habeas Corpus está para a tutela do direito à liberdade.
   Nessa toada, conquanto o regramento da ação popular esteja previsto na Lei nº 4.717/65, tal norma precisa ser interpretada sob as luzes do novo ordenamento constitucional e dentro do contexto do microssistema de tutela jurisdicional coletiva composto da própria lei de ação popular que se integra à lei da ação civil pública e ao Código de Defesa do Consumidor.
   Em tal cenário, nos termos da dicção constitucional, basta que o ato seja lesivo ao patrimônio cultural para que possa ser questionado judicialmente pela ação popular, sendo prescindível a ilegalidade.
   O STJ tem entendido que o conceito de ato lesivo é amplo, já que não significa apenas atos que causem prejuízo financeiro direto ao estado. Os atos considerados prejudiciais podem ser por desvio de finalidade, inexistência de motivos, ilegalidade de objeto, violação a princípios da administração pública, entre outros aspectos passíveis de anulação.


(Por Marcos Paulo de Souza Miranda. Revista Consultor Jurídico, 13 de janeiro
de 2018. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2018-jan-13/ambientejuridico-cidadao-acionar-judiciario-defesa-patrimonio-cultural. Adaptado.)
Em “bata às portas da Justiça para a defesa de direitos e interesses” (2º§), acerca do efeito de sentido produzido pelo emprego das palavras de acordo com o contexto estabelecido, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q1994232 Português

Texto I

Sobre coisas que acontecem

(Martha Medeiros)


        Quando abri os olhos pela manhã, não podia imaginar que seria o dia que mudaria a minha vida.

        Que seria o dia que conheceria o homem que me fez cometer um crime. O dia que eu me enxergaria no espelho pela última vez. O dia que descobriria que estava grávida. O dia que encontraria um envelope lacrado, com uma carta remetida a mim 20 anos antes.

        (Que dia foi esse? Quem está falando?)

        É apenas um exercício de criação. Iniciei a crônica com uma frase fictícia e demonstrei os desdobramentos que ela poderia ter. Uma vez escolhido o caminho a seguir, uma história começa a ser contada, que pode ser longa ou curta, verdadeira ou fantasiosa. Bem-vindo ao mundo encantado da escrita.

Convém que a primeira frase seja cintilante. A partir dela, o leitor será fisgado ou não. Exemplo clássico: “Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, início do romance Anna Karenina, de Tolstói. Arrebatador. Uma vez aberta a janela do pensamento, a mágica acontece: o leitor é puxado para um local em que nunca esteve, é deslocado para um universo que poderá até ser hostil, mas certamente fascinante, pois novo. Talvez não se identifique com nada, mas será desafiado a enfrentar sua repulsa ou entusiasmo. Não estará mais em estado neutro. A neutralidade é um desperdício de vida, uma sonolência contínua.

        A crônica tem o mesmo dever: o de jogar uma isca para o leitor e atraí-lo para o texto. Gênero híbrido (literário/jornalístico), encontrou no Brasil a sua pátria. Somos a terra de Rubem Braga e Antônio Maria, para citar apenas dois gênios entre tantos que fizeram da leitura de jornal um hábito não só informativo, mas prazeroso e provocador. Se eu fosse citar todos os colegas que admiro, teria que me estender por meia dúzia de páginas, mas só tenho essa.

        A crônica é um gênero livre por excelência. Pode ser nostálgica, confessional, lunática, poética. Pode dar dicas, polemizar, elogiar, criticar. Pode ser partidária ou sentimental, divertida ou perturbadora, à toa ou filosofal – é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano. Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos que uma miudeza qualquer poderá nos salvar da mesmice, nos oferecer um outro olhar, mas assim é. Todos nós vivemos, por escrito ou não, uma crônica diária. Hoje, antes de adormecer, você já estará um pouco transformado.

(Revista ELA, O Globo, 24/07/2022)

A linguagem figurada é uma importante ferramenta na construção de sentidos no texto. Considerando o contexto, dentre as alternativas abaixo, esse recurso só não é observado em:
Alternativas
Q1987367 Português
Leia o texto para responder à questão.


Velhas cartas 


    “Você nunca saberá o bem que sua carta me fez…” Sinto um choque ao ler esta carta antiga que encontro em um maço de outras. Vejo a data, e então me lembro onde estava quando a recebi. Não me lembro é do que escrevi que fez tanto bem a uma pessoa.
   Agora folheio outras cartas de amigos e amigas; são quase todas de apenas dois ou três anos atrás. Mas, como isso está longe! Sinto-me um pouco humilhado pensando como certas pessoas me eram necessárias e agora nem existiriam mais na minha lembrança se eu não encontrasse essas linhas rabiscadas em Londres ou na Suíça. “Cheguei neste instante; é a primeira coisa que faço, como prometi, escrever para você, mesmo porque durante a viagem pensei demais em você…”
    Isto soa absurdo a dois anos e meio de distância. Não faço a menor ideia do paradeiro dessa mulher de letra redonda; ela, com certeza, mal se lembrará do meu nome. E esse casal, santo Deus, como era amigo: fazíamos planos de viajar juntos pela Itália; os dias que tínhamos passado juntos eram “inesquecíveis”. Essa que se acusa e se desculpa de me haver maltratado, mas eu não me lembro de mágoa nenhuma, seu nome é apenas para mim uma doçura distante.
   Imagino que em algum lugar do mundo há alguém que neste momento remexe, por acaso, uma gaveta qualquer, encontra uma velha carta minha, passa os olhos por curiosidade no que escrevi, hesita um instante em rasgar, e depois a devolve à gaveta com um gesto de displicência, pensando, talvez: “é mesmo, esse sujeito onde andará? Eu nem me lembrava mais dele…”
    E agradeço a esse alguém por não ter rasgado a minha carta: cada um de nós morre um pouco quando alguém, na distância e no tempo, rasga alguma carta nossa, e não tem esse gesto de deixá-la em algum canto, essa carta que perdeu todo o sentido, mas que foi um instante de ternura, de tristeza, de desejo, de amizade, de vida – essa carta que não diz mais nada e apenas tem força ainda para dar uma pequena e absurda pena de rasgá-la.

(Rubem Braga. A traição das elegantes. Rio de Janeiro:
Editora Record, 1982)

Assinale a alternativa em que o vocábulo em destaque foi empregado em sentido figurado no contexto em que se encontra.
Alternativas
Respostas
681: E
682: B
683: B
684: C
685: D
686: E
687: B
688: A
689: D
690: C
691: E
692: A
693: E
694: E
695: D
696: B
697: D
698: B
699: E
700: C