Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q3565538 Português
Dia do Servidor Público: conheça histórias de funcionários que há décadas fazem a diferença

O Dia do Servidor Público é celebrado nesta segunda-feira, 28 de outubro. Em todo estado, são quase 540 mil agentes da administração direta e indireta servindo à comunidade. São diversas as funções, como professores, médicos, policiais, auditores, assessores e motoristas. As áreas com o maior número de servidores são: educação, segurança pública, saúde e ciência e tecnologia. Conheça algumas histórias desses funcionários que fazem a diferença para a população.

42 anos de dedicação ao Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros

Rosana Negrizoli é bióloga, tem 65 anos e trabalha como funcionária pública há 42 anos no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Na unidade, referência em todo o Estado de São Paulo pelo atendimento em saúde da mulher e do recém-nascido, ela construiu uma carreira, passando de oficial Administrativa de Laboratório para Diretora da Divisão de Apoio Diagnóstico.

A diretora aponta que a tecnologia foi uma transformação que marcou as mais de quatro décadas de trabalho no hospital. "As coisas evoluíram, tudo se tornou mais rápido com a internet. Atualmente, os pacientes conseguem agendar consultas, exames, tudo de uma forma muito mais fácil. A primeira vez que vi um computador na frente eu me assustei e hoje a gente não vive sem ele", relembra.

Rosana testemunhou diferentes fases do hospital e acabou criando uma família com os colegas de trabalho. "No funcionalismo público, nós trabalhamos muitos anos com as mesmas pessoas e eles acabam se tornando membros da nossa família. Quando você tem esse contato, essa amizade, fica muito mais fácil de trabalhar e você passa para o paciente um ambiente melhor e mais acolhedor", comenta.

Toda a dedicação gerou frutos e, hoje, a unidade é referência em saúde da mulher e maternidade. "Eu tenho muito orgulho de fazer parte da família Leonor. Somos premiados como maternidade segura, aleitamento materno, consultórios de rua e outros projetos de sucesso, como o Outubro Rosa", comemora.

Rosana admite que sofre ao pensar na aposentadoria. "Tento me preparar psicologicamente porque eu sei que não vai ser fácil. Eu amo o que eu faço. Eu amo ser servidora pública. Eu amo o Leonor!".

https://www.agenciasp.sp.gov.br/dia-do-servidor-publico-conheca-histor ias-de-funcionarios-que-ha-decadas-fazem-a-diferenca-em-sp/ adaptado 
"Em todo estado, são quase 540 mil agentes da administração direta e indireta servindo à comunidade."
Considerando o emprego da crase no enunciado acima, identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3565495 Português
Autoridades pedem alinhamento público-privado para financiamento climático

Autoridades destacaram a necessidade de maior articulação entre os setores público e privado para viabilizar o financiamento climático de forma efetiva e a longo prazo.

O financiamento climático é considerado fundamental para impulsionar projetos sustentáveis, promover a adaptação às mudanças climáticas e reduzir emissões de carbono.

O secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Aloisio Melo, defendeu a ampliação dos investimentos privados na agenda verde.

"É preciso ter investimento privado, porque as empresas têm capacidade de mobilizar recursos próprios, mas também deve haver financiamento por meio de bancos multilaterais e entre países", afirmou.

Ele acrescentou que o governo federal já atua nessa frente com programas como o Fundo Clima , linhas de crédito do BNDES e o Eco Invest, iniciativa para atrair capital externo e estimular projetos sustentáveis de longo prazo.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), também reforçou que a construção de iniciativas sustentáveis depende de uma base regulatória clara e de incentivos públicos para engajar o setor privado.

"São questões disruptivas, às quais o mercado vem se adaptando. E a política pública ajuda como? Direcionando essas ações com incentivos, propostas e mensagens que aproximam o mercado financiador dessa realidade. Essa conta vem sendo paga com diretrizes públicas e ações do setor privado alinhadas a elas", disse.

Já a diretora-geral da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Verônica Sánchez, ressaltou a necessidade urgente de ampliar a infraestrutura hídrica no país para dar conta das demandas climáticas e sociais.

"Precisamos ter mais infraestruturas de reservação de água. Há muitos anos não construímos novas hidrelétricas, e a situação está muito aquém do necessário", destacou.

Sob liderança da diplomacia brasileira, a expectativa é de que a COP impulsione as negociações sobre financiamento climático, transição energética, preservação da Amazônia e cumprimento das metas do Acordo de Paris.


https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/autoridades-pe dem-alinhamento-publico-privado-para-financiamento-climatico/
"O financiamento climático é considerado fundamental para impulsionar projetos sustentáveis, promover a adaptação às mudanças climáticas e reduzir emissões de carbono."
A crase está corretamente empregada no trecho acima e nas orações a seguir, EXCETO:
Alternativas
Q3565168 Português

Descobertas em uma flanada pela maior festa literária do Brasil


Por Gilberto Porcidonio







(Disponível em: www.piaui.folha.uol.com.br/valter-hugo-mae-inventou-o-paratynder/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas sobre o uso do acento indicativo de crase, considerando as normas da gramática normativa e trechos adaptados do texto:

I. No trecho “Cheguei à cidade histórica ainda se aprumando para o evento”, a crase ocorre porque há a fusão da preposição “a” (exigida pelo verbo “chegar” quando indica destino) com o artigo definido feminino singular “a” que determina o substantivo “cidade”.

II. Em “A maré encheu e, ilhado, precisei molhar o pé à corrente d’água”, o emprego da crase ocorre porque o substantivo “corrente” está determinado pelo artigo definido feminino “a” e o verbo “molhar” é regido por “a”, que, no contexto, indica movimento em direção a um local.

III. Na frase “A poesia resiste a todas as intempéries”, o uso da crase é facultativo, pois o pronome indefinido “todas” admite ou dispensa a presença do artigo definido.


Quais estão corretas?
Alternativas
Q3564765 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Progep realiza ações para a melhoria da saúde do servidor


Cada vez mais as instituições têm preocupação com a promoção da saúde do trabalhador, tanto a física quanto a mental. A segunda reportagem do UFPA em série Saúde Mental fala sobre as atividades exercidas pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (Progep), por meio da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), da Universidade Federal do Pará, as quais buscam a melhoria da saúde do servidor.


Coordenadorias - A DSQV desenvolve ações que objetivam promover a saúde integral e a segurança do servidor, sendo subdividida em três coordenadorias. A Assistência Psicossocial ao Servidor (CAPS) trata do atendimento psicológico ao servidor, podendo ser acionada tanto por iniciativa pessoal quanto por indicação de um supervisor. A CAPS realiza o acolhimento e a abordagem inicial. Após esse primeiro contato, caso seja necessário, o servidor passa por um acompanhamento que pode incluir seus familiares. A equipe conta com assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras.


A Coordenadoria de Qualidade de Vida e Responsabilidade Social (CQVRS) promove atividades voltadas para o lúdico, a fim de proporcionar o bem-estar e a integração entre os colegas de trabalho, oportunizando a melhoria das relações no ambiente de trabalho. Entre as principais ações desenvolvidas pela CQVRS estão: Dança de Salão, Música no Trabalho, Coral Flor de Lótus, Feira de Talento dos Servidores Artesãos, Ginástica Laboral Interativa, Inclusão do Saber Digital, Alimentação Saudável e preparação para a aposentadoria.


Já a Coordenadoria de Vigilância à Saúde do Servidor (CVSS) cuida de questões relativas à qualidade do ambiente de trabalho, como a insalubridade e a ergonomia, e atua diretamente com o Sistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS), responsável pelo fornecimento de licenças e a realização dos exames periódicos.


Para conseguir acolher os servidores da UFPA, a DSQV conta com uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, odontólogos, engenheiros de segurança do trabalho, enfermeiros do trabalho, nutricionista, fonoaudiologista, assistentes sociais e psicólogos.


Melhorias − Segundo a diretora da DSQV, Bárbara Troeira, a saúde mental e física do servidor é fundamental para o bom desempenho no trabalho. "Passamos boa parte do nosso dia no trabalho, então é importante que este seja um ambiente salutar que nos proporcione satisfação, valorização e reconhecimento, que são fatores que, além de proporcionar motivação, colaboram para o equilíbrio e saúde mental", afirma.


Bárbara conta que essas ações de atenção, prevenção e promoção da saúde são indispensáveis, pois colaboram com a redução do número de adoecimentos dos servidores, afastamentos e rotatividade, o que é muito positivo para a produtividade da Instituição. Por isso, ela reafirma a importância das atividades desenvolvidas pela DSQV, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida e saúde dos servidores públicos da Universidade.

 

https://progep.ufpa.br/progep/noticias-em-destaque-progep/progep-realiza-acoes-para-a-melhoria-da-saude-do-servidor

"Já a Coordenadoria de Vigilância à Saúde do Servidor (CVSS) cuida de questões relativas à qualidade do ambiente de trabalho."


Os vocábulos 'Vigilância' e 'relativas', no trecho, exigiram preposição, o que justifica o emprego do sinal indicativo de crase.


Com base nisso, analise a crase empregada nos enunciados a seguir e identifique aquele em que houve falha do seu emprego.

Alternativas
Q3564694 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Gestão Pública para Todos: Um olhar sobre a juventude


No dia 12 de agosto é comemorado o Dia Internacional da Juventude. No Brasil, de acordo com o Estatuto da Juventude, formam parte do grupo, aqueles com idade entre 15 e 29 anos, o que representa 23% da população brasileira. Pensar políticas para juventude é, portanto, pensar o presente e futuro da sociedade brasileira.


Ao planejar políticas públicas direcionadas à juventude, é preciso considerar as diferentes realidades da população jovem, principalmente aqueles em situação de maior vulnerabilidade como classes sociais mais baixas, mulheres, LGBTQIA+, imigrantes, pessoas com deficiência, entre outros. Investir na população jovem tem um retorno socioeconômico alto para a sociedade, contribuindo para redução de desigualdades e podendo resultar nos seguintes efeitos:


  • • Descobertas e inovação científica;

  • • Aumento da qualidade de vida e poder aquisitivo da população;

  • • Aumento da mão de obra qualificada;

  • • Diminuição dos índices de violência e de pobreza;

  • • Desenvolvimento econômico local.


São diversas as ações que podem ser tomadas pelo poder público com a finalidade de impactar a juventude, abrangendo desde ações no setor de educação até o setor de saúde, lazer e bem-estar.


Educação e capacitação técnica

Quando observamos os dados atuais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), percebemos facilmente que a pandemia agravou a evasão escolar, que passou de 2,3% em 2020 para 5% em 2021. Além disso, menos de 20% dos jovens de 18 a 24 anos estão matriculados no ensino superior − dados divulgados pelo Instituto Semesp. Duas importantes causas desses números são a dificuldade de acesso ao ensino remoto e a necessidade de contribuir para a situação financeira familiar em tempos de crise.


https://redejuntos.org.br/gestao-publica-para-juventude/

"Ao planejar políticas públicas direcionadas à juventude, é preciso considerar as diferentes realidades da população jovem..."
A crase empregada no trecho ocorre porque o adjetivo 'direcionadas' exige a preposição 'a', e ela se combina com o artigo definido, formando a crase. Agora, considere as lacunas nas frases a seguir:
I. Ficamos na reunião desde..... 12h.
II. Escreveu..... lápis.
III...... medida que o tempo passa as amizades aumentam.
IV. Vou..... lugar hoje.
A alternativa que preenche corretamente as lacuna:
Alternativas
Q3563984 Português
No enunciado “A proporção que os recursos tecnológicos avançam, a relação entre a escola e a Internet se torna mais complexa, situação que faz com que as instituições de ensino estejam, cada vez mais, a procura de tecnologias a fim de melhorar a qualidade do ensino”, quantos acentos indicativos da crase devem ser empregados?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: IF Sertão - PE Provas: FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Administração | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Agroindústria | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Agronomia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Física | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Geografia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Biologia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Biotecnologia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - História | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Informática | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Inglês | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Libras | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Matemática | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Arquitetura | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Música com ênfase em Educação Musical e Cordas Friccionadas | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Pedagogia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Libras com ênfase em Pedagogia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Educação Física | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Português | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Química | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Engenharia Elétrica com ênfase em Segurança do Trabalho | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Segurança do Trabalho | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Enologia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Filosofia |
Q3563818 Português
Analise o seguinte trecho, adaptado de “Helena” (1876), de Machado de Assis:

“Sentei-me ____ janela e pus-me ____ olhar para o jardim, cujas árvores agitavam-se com o vento da manhã. Ao cabo de alguns minutos, ergui-me e fui ____ sala, onde encontrei ____ minha mãe”.

Em relação à regência verbal e nominal e à necessidade do uso de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: IF Sertão - PE Provas: FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Administração | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Agroindústria | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Agronomia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Física | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Geografia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Biologia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Biotecnologia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - História | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Informática | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Inglês | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Libras | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Matemática | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Arquitetura | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Música com ênfase em Educação Musical e Cordas Friccionadas | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Pedagogia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Libras com ênfase em Pedagogia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Educação Física | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Português | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Química | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Engenharia Elétrica com ênfase em Segurança do Trabalho | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Segurança do Trabalho | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Enologia | FUNDATEC - 2025 - IF Sertão - PE - Professor EBTT - Filosofia |
Q3563812 Português
Analise o trecho a seguir, adaptado de uma crônica jornalística: “Fui à frente da igreja da Santa Rita e fiz uma oração para que a água que veio na minha canela durante a cheia estivesse livre de qualquer peste” (Porcidonio, G. Piauí, ago. 2025). Sobre o emprego do sinal indicativo da crase na norma-padrão da Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir:

I. O uso da crase em “à frente” justifica-se pela fusão da preposição “a” (exigida pelo verbo “ir” e pelo advérbio de lugar “frente”) com o artigo definido feminino “a”.
II. A expressão “à frente” é uma locução adverbial de lugar formada por núcleo feminino, o que torna obrigatório o uso da crase.
III. Se o substantivo “frente” fosse masculino, a forma correta seria “ao”, preservando o uso da crase para marcar a fusão da preposição com o artigo definido masculino.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3563721 Português
    A língua portuguesa é o idioma falado por mais de 265 milhões de pessoas espalhadas por todos os continentes, e a língua mais falada no hemisfério sul. O português tem origens romanas, assim como o espanhol, italiano e francês.

    Esse grupo de idiomas tem raízes no latim, uma língua considerada morta, ou seja, que não possui falantes nativos. O português falado no Brasil é a mistura do idioma trazido pelos colonizadores de Portugal, das línguas indígenas faladas pelos povos originários brasileiros e das línguas africanas dos povos traficados para o país durante o período escravista.

    A língua portuguesa tem influência do que é chamado de latim vulgar, uma variação do latim culto, e das línguas árabes dos povos que habitavam a região da península ibérica, onde fica Portugal e Espanha. Infelizmente, não há registros de como seria o latim vulgar. Isso porque ele era falado por povos que não dominavam a escrita.

    Segundo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o português é reconhecido como idioma oficial não só em Portugal, mas também em outras nações, incluindo Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. 

    O português também é uma das línguas oficiais em Macau, uma região autônoma na costa sul da China. Macau foi colonizada e administrada pelos portugueses por mais de 400 anos. 

    A língua portuguesa contém sons únicos para os falantes nativos de outros idiomas. O português tem uma das fonologias — ramo da linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma — mais ricas entre as línguas derivadas do românico.

    O idioma, no Brasil, tem raízes europeias, já que a língua foi trazida e imposta pelos colonizadores em 1500. Porém, após mais de cinco séculos, a língua que falamos por aqui se distanciou consideravelmente da língua-mãe.

    A primeira diferença que notamos ao comparar as duas variedades é o sotaque. Além disso, há diversas palavras e expressões que podem colocar em uma verdadeira saia-justa os falantes dos idiomas do Brasil e de Portugal durante uma conversa. Por exemplo, “canalha”, para os falantes de português europeu, significa um grupo de crianças.


Fonte: Academia Brasileira de Letras. Adaptado.
Em relação a aspectos linguísticos do texto, analisar os itens.

I. A substituição de “segundo” (quarto parágrafo) por “conforme” manteria o sentido e a correção gramatical do trecho.
II. A substituição de “habitavam” (terceiro parágrafo) por “ocupavam” levaria à necessidade de emprego do acento indicativo da crase de modo obrigatório no “a” seguinte.
III. A substituição de “após” (sétimo parágrafo) por “passados” manteria o sentido e a correção gramatical do excerto.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3562074 Português
Texto para a questão.

Q1_10.png (701×485)
Q1_10_.png (697×341)

Bruno Garattoni e Maurício Brum. Estoicismo: um guia prático. In: Revista Superinteressante, 15/3/2024 (adaptado).
A ocorrência da crase em “às quais” (linha 37) é motivada pela regência de  
Alternativas
Q3553838 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.

Tão cigarra quanto formiga


Ilustração de Marcelo Martinez - Marcelo Martinez/Folhapress. Adaptado.


Era um conjunto de prato e cumbuca, feito de uma melamina tão rígida quanto os valores da época. A mais dura – e plástica – fábula de Esopo, pronta para servir à mesa um verdadeiro tesouro moral para a juventude. Comprado na Mesbla (antiga loja de departamentos) por alguma tia de espírito nobre, me foi presenteado assim que aprendi a ler. E mais do que aparelho de jantar mirim, serviu de aparato ideológico para almoços e jantares de tantos pirralhos enjoados para comer.

Alegre, livre e tocando viola no alto de um cogumelo, uma cigarra com cabelo de astro da jovem guarda ilustrava o mais raso dos pratos. Durante todas as refeições da minha infância, recebeu olhares de reprovação por parte de uma formiga seríssima que estava desenhada com uniforme de operária.

Saboreando letras e legumes com avidez inversamente proporcional, eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina. Meu feijão com arroz emocional: "A cigarra só cantava, e a formiga trabalhava".

Na cumbuca de sobremesa, feito a cereja dessa lição de caráter e força de vontade, uma imagem que frequentou pesadelos e lanches da tarde. Humilhada, passando perrengue e sobretudo recibo de vida louca, a cigarra diante da casa da formiga, mas debaixo de outra sentença condenatória. O "eu te disse, eu te disse" das parábolas infantis: "quem canta todo verão no inverno fica sem pão".

Apavorada pelas consequências terríveis da boemia fanfarrona da cigarra, azucrinei todos os parentes tentando descobrir que tipo de inseto eu poderia ser quando crescesse. "Não existe cigarra-formiga?" E chorava lágrimas grossas, que inundavam meus "chambinhos" e "danoninhos" existenciais.

De lá para cá, uma existência inteira fazendo planos e pés-de-meia. Tentando equilibrar novos pratinhos – prazer, dever, culpa, família, horas extras e pernas para cima – com alguma sanidade, igual a qualquer adulto.

Até que numa madrugada insone, fazendo higiene mental em sites de leilão online, tive meu maior insight "psicocacarequeiro": achei o conjunto completo. Contendo as peças que faltavam e que eu nunca soube que sequer existiam.

Entre elas, o Santo Graal dos copinhos. Aquele que poderia ter contido todos os bálsamos e "Fantas uva" que apaziguariam a criança angustiada que fui, justamente por conter também as duas personagens abraçadinhas. E os dizeres: "uma hora para brincar e outra para trabalhar".

Esse fim da história nós, cigarras-formigas com louvor, sempre o merecemos.

Braune, Bia. Tão cigarra quanto formiga. Folha de São Paulo, Opinião, 25.ago.2024. 
Nos fragmentos transcritos do texto, observa-se a presença de recursos linguístico-gramaticais que auxiliam na construção e na manutenção da coesão e da coerência textuais.
A respeito desses recursos, avalie as informações a seguir.

I – O substantivo “frase” é o referente do termo destacado na passagem textual “... eu catava a frase que só reaparecia quando eu já havia comido tudo, feito uma boa menina.”.
II – O uso do acento indicativo de crase no trecho “que apaziguariam a criança angustiada que fui...” é de rigor, pois o verbo “apaziguar”, no sentido de “acalmar”, é regido pela preposição “a”.
III – A coesão textual na frase “E chorava lágrimas grossas, que inundavam meus ‘chambinhos’ e ‘danoninhos’ existenciais.” é construída por palavras no diminutivo que indicam progressividade.

Está correto apenas o que se afirma em 
Alternativas
Q3553736 Português
Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do acento grave indicativo de crase: 
Alternativas
Q3553735 Português
Assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q3553734 Português
Qual das frases abaixo está correta quanto ao uso da crase?
Alternativas
Q3552286 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Servidor certo no lugar certo: Perfil Profissiográfico é destaque na estratégia do MGI para valorizar competências


Imagina começar em um novo trabalho e já ser direcionado para uma área que tem tudo a ver com o seu perfil, suas experiências e seus interesses. Parece ideal, certo? Pois essa é justamente a proposta do Perfil Profissiográfico, uma nova ferramenta desenvolvida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), que busca proporcionar alocações mais eficientes e humanas no serviço público.


 A iniciativa começou com o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que vai levar milhares de novos servidores para órgãos públicos federais. Com tanta gente entrando ao mesmo tempo — em alguns casos, centenas de pessoas por órgão — surgiu a necessidade de um jeito mais inteligente e justo de fazer as alocações.


"Nosso objetivo era encontrar uma forma de aproveitar melhor o potencial que cada servidor traz, de modo alinhado às necessidades dos órgãos públicos", explica Janice Oliveira Godinho, Coordenadora de Gestão de Informações e Conhecimento em Concursos e Provimentos da SGP/MGI.


 O que é, afinal, o Perfil Profissiográfico?


 É uma ferramenta digital que cruza os dados do currículo e as respostas a um questionário feito pelo servidor recém-aprovado, com os perfis de vagas informados previamente pelos órgãos. O resultado é um Relatório Individual de Subsídio à Alocação, o chamado RISA, que sugere onde aquele servidor pode ser melhor aproveitado.


Esse relatório mostra quais áreas têm mais a ver com o que o servidor sabe fazer, com suas formações e até com o que ele tem vontade de aprender. Ele também orienta os gestores sobre onde aquele servidor poderia atuar com mais eficácia e até indica quando um treinamento pode ser necessário. "Quando a pessoa atua em uma área com a qual se identifica, seu desempenho tende a ser melhor. Além disso, aumentam as chances de permanência e satisfação no cargo", ressalta Janice.


O desenvolvimento do Perfil Profissiográfico contou com o apoio técnico e científico da Universidade de Brasília (UnB). Pesquisadores da área de Psicologia Social e do Trabalho participaram voluntariamente da construção da metodologia e da validação dos relatórios gerados. "Essa parceria com a UnB foi essencial para dar rigor acadêmico ao processo, garantindo que a ferramenta tivesse base sólida e pudesse, de fato, refletir o potencial de cada servidor de forma justa e criteriosa", explica Janice.


Como funciona na prática?


O servidor ou servidora responde a um questionário profissiográfico no momento da posse, via SOUGOV. As informações são analisadas por um sistema com base em critérios pré-definidos e com uso de inteligência artificial. Esse sistema cruza os dados com os perfis de cargos previamente coletados junto aos 21 órgãos que vão receber os servidores do CPNU. 


O relatório final é entregue ao setor de gestão de pessoas do órgão. Lá, o gestor pode visualizar os dados e tomar decisões com mais embasamento e agilidade. Tudo é feito por meio da plataforma Sigepe Oportunidades, de forma segura e digital.


Janice destaca que o sistema é um apoio à decisão, e não um limitador: "Ele não obriga a alocação do servidor em determinada área. Mas oferece ao gestor uma bússola, um mapa com informações que antes eram difíceis de reunir. É uma forma mais inteligente e respeitosa de começar essa jornada", ressalta.


Embora tenha nascido como uma solução para o Concurso Nacional Unificado, o Perfil Profissiográfico poderá ser adotado por qualquer órgão público que deseje melhorar seus processos de alocação e gestão de pessoas. A ferramenta já despertou interesse em outras instituições e está pronta para ser usada em seleções futuras, inclusive no CPNU 2


 "É a primeira vez que o governo federal desenvolve um instrumento tão completo e baseado em dados para apoiar a alocação de novos servidores. Isso tem tudo para se consolidar como uma prática estratégica de gestão de pessoas", afirma Janice.


 Nova cultura


Mais do que tecnologia, o Perfil Profissiográfico representa uma mudança de olhar. Deixa de lado a lógica de "preencher buracos" e passa a reconhecer o potencial humano em sua totalidade. "Quem não passou por isso ou conhece alguém que entrou num órgão e teve a sensação de estar sendo alocado aleatoriamente, num lugar em que ninguém queria estar? É frustrante. Com o perfil Profissiográfico, a ideia é minimizar essas situações", compartilha Janice


 https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/servidor-ce rto-no-lugar-certo-perfil-profissiografico-e-destaque-na-estrategia-do-m gi-para-valorizar-competencias

"Nosso objetivo era encontrar uma forma de aproveitar melhor o potencial que cada servidor traz, de modo alinhado às necessidades dos órgãos públicos."


A crase empregada no enunciado acima é obrigatória, pois o adjetivo 'alinhado' exige preposição. A seguir, analise o emprego da crase nos enunciados:


I.Quando questiono problemas sobre escola, refiro-me à Luísa.


II.Era bonito o entardecer à beira do lago.


III.Vou àquele lugar hoje.


IV.Estávamos observando tudo à distância de cinco metros.


O emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório em:

Alternativas
Q3552132 Português
O uso de crase na frase “Eles vão ao cinema sempre, mas ao teatro, só às vezes.” está correto porque ocorre crase diante de: 
Alternativas
Q3551862 Português

Texto para responder a questão.



    A relação entre gêneros discursivos e complexidade textual é intrínseca, pois cada género, ao se adaptar as convenções que lhe são impostas, apresenta níveis de complexidade específicos. Assim, quando pensamos em produção automatizada de textos por LLM (large language models), a questão que se coloca é saber não apenas o nível de proficiência dessas ferramentas em produzir conteúdo que seja coerente e adequado as normas linguísticas, mas também a capacidade de se adaptar ao nível de complexidade textual exigida pelo gênero do discurso a ser gerado.


 

ANTONELLL André Luis. Desafios de grandes modelos de linguagem generativa na reprodução de complexidade textual: um estudo com editoriais jomalisticos. Texto Livre, Belo Horizonte - MG, v. 18, p. e58530, 2025 Disponível em: <https://periodicos.ufmg.br/index.php/textolivre/article/view/58530/48333>. Acesso em: 16 jul. 2025, com adaptações. 

Com relação ao emprego do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q3547011 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01



Silêncio digital 



    Acordamos e pegamos o celular logo de cara. Passamos pelas novidades no feed, nos emocionamos com uma postagem, damos risada com um vídeo de 15 segundos, mandamos um “olha isso” no grupo de amigos. Curtimos, salvamos para ver depois e às vezes compartilhamos no privado com alguém. Mas sem postar nada, nem um stories ou foto na linha do tempo. Esse comportamento tem nome: silêncio digital. É quando consumimos conteúdo nas redes sociais sem produzir, comentar ou nos expor. Uma espécie de presença invisível, que não é ausência, mas uma escolha que vai de cada um.

    Na lógica das redes, quem não se expõe parece não existir. Só que, para muitas pessoas, o silêncio é uma forma de cuidado. “Vivemos numa cultura em que compartilhar é quase compulsório. Existe uma expectativa de que todos exponham algo como uma conquista, uma dor, uma opinião. Mas há quem simplesmente não se sinta à vontade com isso, e está tudo bem”, explica a psicanalista Tássia Borges. Segundo ela, esse comportamento não é necessariamente um problema. “Existem pessoas que preferem observar. Elas estão presentes, mas de uma forma mais discreta e reflexiva. Isso pode ser uma forma de preservar a própria intimidade ou mesmo de evitar a angústia de algum tipo de julgamento. Em vez de se silenciar por medo, algumas pessoas escolhem o silêncio como um gesto de liberdade. É uma maneira de se proteger do ruído constante que as redes nos impõem”, complementa.

    Nos últimos anos, esse movimento ganhou contornos mais visíveis e até nome: o chamado low profile. É uma estética da contenção, marcada por poucas publicações, poucos seguidores, ausência de selfies e legendas mínimas ou quase inexistentes. “Muitos se decepcionam com o excesso de exposição. Quando um perfil vira um canal de publicidade, isso frustra. O low profile surge como contraponto: um desejo de autenticidade”, analisa Tássia. [...] Ela observa que o silêncio pode ter diferentes origens. “Pode vir de uma exaustão emocional, de um momento de recolhimento, ou até de uma fase de transformação interna. [...] “Quando nos afastamos das expectativas externas, ganhamos espaço para entender o que realmente importa para nós”, reflete. As redes sociais criaram uma lógica onde o extraordinário parece regra. “Todo mundo está vencendo, sendo feliz, produtivo. E quando você não está bem, isso machuca”. A comparação constante alimenta a angústia, e muitos buscam no silêncio uma pausa necessária, uma espécie de detox digital.

    Entre os fatores emocionais mais comuns estão o excesso de comparação, o medo de não corresponder a padrões idealizados e a sobrecarga mental provocada por tanta informação. “Muitas pessoas chegam à terapia se sentindo exaustas e sem saber exatamente por quê. Quando investigamos, percebemos que a fadiga vem do excesso de estímulo. É uma mente que nunca descansa”, diz Tássia.

    Por isso, o silêncio digital às vezes também é uma tentativa de se proteger da “infodemia” (excesso de informações, muitas vezes contraditórias, que confunde mais do que orienta) e também do chamado “doomscrolling”, o hábito de consumir compulsivamente notícias negativas, que alimenta a ansiedade e o medo. “A pessoa desliza o dedo sem parar, achando que está se informando, mas no fundo só se afunda mais num estado de alerta e preocupação constante”, observa. O silêncio digital pode, sim, ser uma escolha saudável, mas também pode ser um sinal de esgotamento emocional. O que diferencia essas duas situações, segundo Tássia, é o estado emocional que leva à decisão. “Quando a pessoa percebe que algo não está fazendo bem e decide se afastar das redes para cuidar da própria saúde mental, isso é uma escolha consciente e saudável. Mas quando esse afastamento acontece de forma impulsiva e sem reflexão, pode indicar uma tentativa de fuga.” Ela ressalta que muitas vezes o discurso vem disfarçado: “Ah, estou perdendo tempo aqui, podia fazer algo mais produtivo.” Mas por trás desse argumento pode existir algo mais profundo e ainda não elaborado. “O sinal de esgotamento aparece quando a decisão é tomada com pressa, sem consciência e movida por irritação ou culpa”.

    As redes nos ensinam a performar o tempo todo. O silêncio, por outro lado, nos convida a ser. Talvez quem está quieto esteja apenas vivendo e isso, por si só, já é muito”. Se recolher das redes não significa desaparecer do mundo. Manter os vínculos afetivos e sociais sem estar o tempo todo presente virtualmente, é possível. [...]



SUZUKI, Mariana. Silêncio digital. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/silencio-digital /. Acesso em: 28 jun. 2025. Adaptado. 


Considere a passagem “‘Muitas pessoas chegam à terapia se sentindo exaustas e sem saber exatamente por quê.’”


Analise as afirmativas tendo em vista a estrutura de composição dessa passagem.



I- Se antes de “por quê” fosse empregado o artigo definido “o”, a grafia desse termo passaria a ser “porquê”.


II- O uso do sinal indicativo de crase se justifica pela presença da preposição “a” contraída com o artigo “a”.


III- O uso de “à”, de acordo com a norma, poderia ser substituído por “na”, resultando em “chegam na terapia”.


IV- A próclise do pronome “se” é obrigatória, pois de acordo com a norma, a expressão “à terapia” é atrativa.


V- Os sujeitos dos verbos “chegam” e “sentindo” foram indeterminados pela partícula de indeterminação “se”.



Estão CORRETAS apenas as afirmativas

Alternativas
Q3545476 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como ler transforma o cérebro



Enquanto lemos, ativamos circuitos cerebrais que levaram milênios para se desenvolver. A leitura é uma habilidade que transformou o cérebro humano e a sociedade, embora não seja algo natural como a fala. A cientista cognitiva Maryanne Wolf, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, explica que não nascemos com circuitos preparados para ler, e sim para enxergar e falar. A leitura, portanto, exigiu que nosso cérebro reciclasse funções antigas, como o reconhecimento visual, para atribuir significado a símbolos e sons. Esse processo começou por volta de 3300 a.C., com os sumérios, embora haja discussão sobre a contribuição dos egípcios.


Wolf afirma que a leitura profunda, aquela que envolve reflexão, análise e empatia, está sob ameaça com os hábitos digitais modernos, como a leitura apressada e fragmentada nas telas. O uso constante de celulares, com interrupções e excesso de estímulos, reduz a capacidade de concentração e de compreensão crítica dos textos. O cérebro passa a buscar recompensas rápidas, tornando difícil o engajamento com textos mais densos e elaborados.


Estudos mostram que palavras ativam áreas amplas do cérebro, evocando conceitos múltiplos. Por exemplo, a palavra "bug" desperta associações com insetos, erros de informática ou até o carro Fusca. Além disso, diferentes sistemas de escrita exigem circuitos distintos. O chinês, por ser logográfico, ativa áreas ligadas à memória visual, o que foi observado em pacientes bilíngues com lesões cerebrais que afetaram a leitura do chinês, mas não do inglês.


O estímulo à leitura deve começar na infância. O contato com livros desde cedo favorece o desenvolvimento emocional e cognitivo, ajudando a criança a criar empatia e senso crítico. Por outro lado, crianças privadas desse estímulo enfrentam desvantagens desde os primeiros anos escolares. Um estudo famoso indica que, até os 3 anos, crianças de lares sem estímulos verbais ou leitura escutam cerca de 30 milhões de palavras a menos que outras mais expostas ao vocabulário.


Wolf alerta para uma "crise de leitura": por ser uma habilidade adquirida, ela pode ser atrofiada se não for cultivada. A leitura superficial compromete a capacidade de análise, compreensão profunda, apreciação estética da linguagem e até a habilidade de identificar informações falsas. Crianças que crescem hiperestimuladas por telas e com pouco contato com livros apresentam menor desempenho acadêmico e maior dificuldade de concentração.


Outro ponto abordado é a dislexia, condição que afeta de 4% a 10% da população. Pessoas com dislexia enfrentam desafios específicos na leitura, mas isso não está relacionado à falta de inteligência. Muitas são altamente criativas e brilhantes, havendo indícios de que gênios como Leonardo da Vinci, Thomas Edison e Albert Einstein tivessem dislexia. A dificuldade, na verdade, está ligada a circuitos cerebrais diferentes dos típicos. Wolf, que tem um filho disléxico, defende que crianças com dislexia precisam ser compreendidas e estimuladas, e não rotuladas como preguiçosas.


A pesquisadora conclui que o antídoto para a crise da leitura está no incentivo diário ao hábito de ler, com o envolvimento de pais e professores como modelos. A leitura deve ser apresentada como um santuário pessoal, um espaço de autonomia, reflexão e desenvolvimento intelectual.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c89el24p358o.ADAPTADO.

O estímulo "à" leitura deve começar na infância.


Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase,

Alternativas
Respostas
1661: B
1662: D
1663: A
1664: C
1665: B
1666: B
1667: E
1668: D
1669: C
1670: C
1671: A
1672: C
1673: D
1674: A
1675: B
1676: C
1677: E
1678: C
1679: A
1680: D