Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q3653900 Português
Assinale a alternativa em que a ocorrência de crase é optativa na lacuna da frase correspondente.
Alternativas
Q3653824 Português
Assinale a alternativa que se apresenta totalmente correta em relação à ocorrência ou não de crase. 
Alternativas
Q3653774 Português
Leia o excerto que segue e complete as lacunas:

O Senado aprovou o PL 2159/2021, um ataque direto ao licenciamento ambiental brasileiro. Com ele, empreendimentos podem ignorar estudos de impacto, dispensar consultas _______ comunidades afetadas e avançar __________ áreas sensíveis como terras indígenas e unidades de conservação. Uma licença para destruir, disfarçada de "desburocratização".
Se aprovado, o projeto ____________ caminho para a contaminação de rios, o aumento do desmatamento e o enfraquecimento das salvaguardas que ainda ___________ ________ natureza e ______ populações que dela ______________. É o tipo de retrocesso __________ não se apaga com o tempo ? se paga com vidas, biodiversidade e gerações inteiras condenadas _______ herdar um país devastado.
Neste 5 de junho, reafirmamos: licenciamento ambiental não é entrave. É escudo. É o mínimo.
E não aceitaremos que o futuro seja cortado pela lâmina de interesses econômicos que ___________ _______ vida.

Disponível em: https://www.instagram.com/midianinja/. Acesso em 27 jun. 2025. Adaptado.)

Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas do excerto:
Alternativas
Q3653636 Português
Texto para a questão.


Hipopótamos à solta


    De fato, parece que algumas pessoas são dotadas do dom da premonição. No século XVIII o brilhante Chesterton já filosofava sobre a onda de estupidez que ele antevia, assustadora, no horizonte da humanidade. “Chegará o dia em que teremos de provar ao mundo que a grama é verde” – disse. Giorgia Meloni, a primeira-ministra italiana, também citou a obviedade galopante num de seus discursos com a frase “ainda teremos batalhas com fogo e espadas para provar que dois mais dois são quatro”.

    Aqui no Brasil o implacável Nelson Rodrigues já havia denunciado essa coisa ululante e a ela até dedicou um livro. Parece que, por umas décadas, o óbvio permaneceu adormecido em companhia da burrice. Mas eis que, na virada do século, ganhou novas forças e faz grande reestreia. 

    Enquanto degusto meu café com pão, criei o hábito de deixar a TV ligada como fundo sonoro do amanhecer, inteirando-me dos fatos recentes através dos repórteres e apresentadores. Alertado, apuro os ouvidos. Pelo visto, tudo indica que o discurso do óbvio acompanhado de sua fiel amiga platitude arrumou emprego fixo nas emissoras.

    Parece que os repórteres da TV são entusiastas dessa nova modalidade e ando colecionando suas pérolas. Outro dia, no jornal da noite, falando de assaltos, dispararam uma informação excepcional: “por causa de seu valor, o ouro é muito visado pelos ladrões”. E outro, comentando a irresponsabilidade de certos motoristas, não deixou por menos e fez um alerta aos distraídos pedestres: “...um atropelamento pode causar muitos danos à vítima.”

     Enfim, o óbvio se insinua sorrateiro nas falas dos incautos e, como um tiro de canhão, alcança nossas orelhas. Informando aos telespectadores sobre a circulação nos logradouros públicos – como dizem os burocratas - disse a repórter: “o trânsito está bastante pesado agora na avenida por causa dos automóveis e caminhões”. Suspirei aliviado. Ainda bem: já pensou se fosse por conta de elefantes, hipopótamos e rinocerontes caminhando calmamente no asfalto pelos quatro cantos da cidade?


Fernando Fabbrini – Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2025/4/3/hipopotamos-a-solta 
No trecho “...um atropelamento pode causar muitos danos à vítima”, a construção com crase decorre da regência envolvida na estrutura da oração. Com base nesse contexto e no funcionamento sintático da frase, é correto afirmar que
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Q3652017 Português
O acampamento


    Domingo foi dia de folga para Lucas e ele decidiu acampar com seus amigos. Perto do acampamento havia uma cachoeira e um enorme pé de jaca.

    Os jovens passaram o dia todo se divertindo na cachoeira e ao meio-dia resolveram preparar um macarrão para almoçarem. Lucas e os amigos também quiseram comer uma sobremesa e se lembraram do pé de jaca.

    João e Pedro eram os nomes dos amigos de Lucas. Os três subiram na árvore para pegar algumas frutas, mas não conseguiram chegar até o alto da jaqueira. Um fazendeiro que morava perto do acampamento resolveu ajudar os jovens e trouxe uma escada para que alcançassem as jacas.

    O fazendeiro se chamava Roberto e conseguiu ajudar Lucas e seus amigos. Depois de comerem as jacas eles ficaram conversando embaixo da jaqueira. Lucas gostou tanto daquele lugar que resolveu voltar outras vezes. Sempre que vai acampar ele faz uma visita a Roberto, pois se tornaram amigos.

    Roberto é um homem do campo que gosta de ajudar as pessoas. Ele faz muitas amizades na região onde mora.

    Quando ___ noite chegou, Lucas e os amigos decidiram voltar para casa levando algumas jacas. Eles moravam em uma cidade próxima e já planejavam voltar ao acampamento nas férias de verão.

    Ao chegar em casa, a mãe de Lucas fez um doce com as jacas. Ele e os seus amigos gostaram muito da ideia.


(Autor desconhecido. Disponível em: https://lingua.com/pt/portugues/leitura/acampamento/) 
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no penúltimo parágrafo do texto: 
Alternativas
Q3650023 Português
Qual afirmação está CORRETA em todos os regentes e na crase?
Alternativas
Q3649073 Português

Analise o excerto a seguir, com especial atenção às lacunas que apresenta:


… menina costurava desde os oito anos. … muito tempo fazia seus próprios vestidos. Pediu, então, … mãe para abrirem uma loja, e … mãe atendeu ao seu pedido.


As lacunas são preenchidas correta e respectivamente pelos itens: 

Alternativas
Q3648403 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças


A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.

Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.

O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.

Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.

O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.
Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada "à" ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde.

Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase: 
Alternativas
Q3648331 Português
Leia o excerto a seguir, com especial atenção às lacunas:

O …. dos sinos a fazia pensar que já …. cinco da tarde. Estava atrasada e precisava apertar o …. se quisesse chegar …. tempo na audiência.

As lacunas do excerto devem ser preenchidas correta e respectivamente pelas palavras: 
Alternativas
Q3647667 Português
Nas sentenças a seguir, o acento indicativo de crase deveria ocorrer obrigatoriamente apenas em:
Alternativas
Q3647624 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A grande honraria do serviço público

Em um cenário adverso, o funcionalismo público se reinventa e prova que sua missão é mais atual (e necessária) do que nunca!

Servir ao público. Por definição, o ofício do servidor público é direto, transparente. O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado em junho de 1994, é um dos principais (senão o principal) documentos norteadores das ações do servidor público federal e ele preconiza que "a dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores (....) Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos". 

Segundo dados do IBGE, em 2016, aproximadamente dez milhões de brasileiros tentaram algum concurso público. Sonho de boa parte da população brasileira, o serviço público quase sempre é sinônimo de estabilidade e bons salários, certo? Não necessariamente. Pelo menos é esta a opinião de Paulo Contente, funcionário público da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, há mais de três décadas. Os motivos que o trouxeram à SUDAM foram a possibilidade de servir ao povo e estar disponível para exercer uma atividade em favor da sociedade. "Nestes 34 anos de SUDAM, minha disposição de trabalhar aqui foi sempre pensando no pequeno, no ribeirinho, que precisa que o governo chegue a ele. A cada dia que eu chego aqui, eu sempre tenho como prioridade que meu trabalho, que as minhas ações, podem contribuir para a melhoria de vida de alguém − especialmente porque eu trabalho em um órgão cuja missão é trabalhar para o desenvolvimento da Amazônia, sobretudo melhorar a qualidade de vida do ser humano, destas pessoas". Ao ser questionado sobre o que deve motivar o jovem a ser servidor público, Contente compartilha um conselho muito inspirador. "A pessoa que quer destinar sua vida ou parte dela a ser um funcionário público tem que ter e querer estar disponível para servir. Não se deve entrar no serviço público almejando apenas a estabilidade ou no salário. É preciso sentir-se útil à sociedade e também emprestar seus conhecimentos em favor da sociedade. Se você não tiver essa disposição, é melhor que não seja funcionário público, porque você vai sentir que está carregando um peso, quando o objetivo é fazer com que você trabalhe com alegria!"

http://antigo.sudam.gov.br/index.php/ultimas-noticias/17-ultimas-noticia s/1141-a-grande-honraria-do-servico-publico
"A pessoa que quer destinar sua vida ou parte dela a ser um funcionário público tem que ter e querer estar disponível para servir."

"É preciso sentir-se útil à sociedade e também emprestar seus conhecimentos em favor da sociedade."

Com base na regência das formas nominais e verbais utilizadas nos trechos, julgue as afirmativas a seguir:

I. O verbo 'destinar' é transitivo direto, não exigindo preposição, portanto a preposição 'a' em 'a ser' está incorreta.
II. A preposição 'para' em 'para servir' é exigida pelo adjetivo 'disponível' que rege preposição.
III. A crase empregada em 'à sociedade' ocorre devido ao adjetivo 'útil' que, nesse contexto, rege preposição 'a'
IV. O verbo 'emprestar' foi empregado como transitivo indireto, exigindo seu complemento preposicionado.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3647466 Português
Texto para a questão.


BIÓLOGO CRIA SACOLA QUE SE TRANSFORMA EM COMIDA PARA PEIXES

Kevin Kumala criou o produto após observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo nos mares


    Um dos produtos que mais poluem os oceanos e os rios é o plástico, que se tornou uma grande dor de cabeça para os ambientalistas. Para diminuir o impacto negativo desse material no ecossistema, um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de mandioca, que, ao ser jogada no mar e nos rios, pode servir de alimento para os peixes.

    Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali, ilha em que nasceu, após retornar dos Estados Unidos, e observar a imensa quantidade de acúmulo de lixo na região. Kumala possui uma empresa de canudos, sacolas e talheres, todos feitos com materiais biodegradáveis, que se desfazem em até 100 dias.

    A sacola foi um dos seus últimos produtos criados. O site da empresa Avani ressalta que, desde 2016, quando foi criada, evitou-se a fabricação de três toneladas de produtos não sustentáveis. “Nós buscamos continuamente nos tornar uma ponte para ajudar e para encorajar comunidades e negócios a produzirem iniciativas que gerem um impacto sustentável para o meio ambiente. Encorajando o uso do termo ‘responsável’ como um valor central dos três fatores-chave: reduzir, reutilizar, reciclar”, destaca a página da Avani na internet.

    Kumala assinala que suas sacolas são fortes, resistentes e têm a mesma elasticidade comparada às que são feitas de plástico. “Nossos sacos de mandioca de tamanho médio podem transportar até 8 libras (3,5 kg) de produtos secos”, explica, em uma postagem do Instagram da empresa.


Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2020/02/10/interna_ciencia_saude,827050/biologo-cria-sacola-que-setransforma-em-comida-para-peixes.shtml. Acesso em: 1º mar.2025.
“Kevin Kumala conta que criou o produto em viagem a Bali [...]”

Contrariamente ao trecho destacado, o sinal indicativo de crase se faz presente corretamente em: 
Alternativas
Q3646737 Português
Analise o excerto a seguir quanto às lacunas que apresenta:
…. menina estava ansiosa para seu baile de formatura, que seria no sábado, …. oito da noite. Ainda não havia escolhido seu vestido, mas já tinha uma ideia de como gostaria que fosse. Então, foi …. compras com …. amigas.
A alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do excerto dado é:
Alternativas
Q3646203 Português
Assinale a alternativa em que o uso da crase está incorreto, de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3645916 Português

Assinale a alternativa em que todos os elementos preenchem corretamente a lacuna abaixo, com a ocorrência de crase:


“No próximo ano iremos à _______.”

Alternativas
Q3645908 Português

“De domingo ___ domingo, ___ pessoas se lançam ___ rotina diária de trabalhos, estudos e lazer, dedicando-se ___ afazeres importantes ___ formação de todos, como uma forma de louvação ___ vida.”


Assinale a alternativa que apresenta os elementos que preenchem corretamente as lacunas acima, na mesma ordem.

Alternativas
Q3645825 Português
Texto para a questão


OCEANOS TÊM MAIS DE 170 TRILHÕES DE PARTÍCULAS DE PLÁSTICO, DIZ ESTUDO

Cientistas descobriram um aumento “rápido e sem precedentes” na poluição plástica oceânica desde 2005


    Os oceanos do mundo estão poluídos por uma “poluição de plástico” composta por cerca de 171 trilhões de partículas de plástico que, se reunidas, pesariam cerca de 2,3 milhões de toneladas, de acordo com um novo estudo.

    Uma equipe de cientistas internacionais analisou dados globais coletados entre 1979 e 2019 em quase 12.000 pontos de amostragem nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico e no Mar Mediterrâneo. Eles descobriram um aumento “rápido e sem precedentes” na poluição plástica oceânica desde 2005, de acordo com o estudo publicado na quarta-feira (8) na revista PLOS ONE.

    “É muito mais alto do que as estimativas anteriores”, disse Lisa Erdle, diretora de pesquisa e inovação do 5 Gyres Institute e autora do relatório, à CNN.

    Sem uma ação política urgente, a taxa na qual os plásticos entram nos oceanos pode aumentar cerca de 2,6 vezes entre agora e 2040, segundo o estudo.

    A produção de plástico disparou nas últimas décadas, especialmente plásticos de uso único, e os sistemas de gerenciamento de resíduos não acompanharam o ritmo. Apenas 9% do plástico global é reciclado a cada ano. Grandes quantidades desse lixo plástico acabam nos oceanos. A maioria vem de terra, arrastada para os rios – pela chuva, pelo vento, transbordamento de bueiros e lixo – e transportada para o mar.

    Uma quantidade menor, mas ainda significativa, como equipamentos de pesca, é perdida ou simplesmente despejada no oceano. Uma vez que o plástico chega ao oceano, ele não se decompõe, mas tende a se decompor em pedaços minúsculos. Essas partículas “realmente não são facilmente limpas, estamos presos a elas”, disse Erdle.

    A vida marinha pode se emaranhar em plástico ou confundi-lo com comida. O plástico também pode liberar produtos químicos tóxicos na água. E não é apenas um desastre ambiental, o plástico também é um grande problema climático.

    Os combustíveis fósseis são o ingrediente bruto para a maioria dos plásticos e produzem poluição que aquece o planeta durante todo o seu ciclo de vida – desde a produção até o descarte. Descobrir exatamente quanto plástico há no oceano é um exercício difícil. “O oceano é um lugar complexo. Existem muitas correntes oceânicas, há mudanças ao longo do tempo devido ao clima e às condições do solo”, disse Erdle.

    Os pesquisadores passaram anos analisando artigos revisados por duplas, bem como descobertas inéditas de outros cientistas, para tentar reunir o registro mais extenso possível – tanto em termos de cronograma quanto de geografia. A maioria das amostras do estudo foi coletada no Pacífico Norte e no Atlântico Norte, onde existe a maioria dos dados.

    Os autores do estudo dizem que ainda são necessários mais dados para áreas como o Mar Mediterrâneo, o Oceano Índico, o Atlântico Sul e o Pacífico Sul.

    “Esta pesquisa abriu meus olhos para o quão desafiador é medir e caracterizar o plástico no oceano e ressalta a necessidade de soluções reais para o problema”, Win Cowger, cientista pesquisador do Moore Institute for Plastic Pollution Research na Califórnia e autor do estudo, disse em comunicado.

    Desde a década de 1970, houve uma série de acordos destinados a conter a maré de poluição plástica que atinge o oceano, mas eles são, em sua maioria, voluntários, fragmentados e raramente incluem metas mensuráveis, observou o estudo. Os autores do estudo pedem uma intervenção política internacional urgente. “Precisamos claramente de algumas soluções que tenham dentes”, disse Erdle.

     As Nações Unidas concordaram em criar um tratado global de plásticos juridicamente vinculativo até 2026, que abordaria toda a vida útil dos plásticos, desde a produção até o descarte. Mas ainda existem grandes divisões sobre se isso deve incluir cortes na fabricação de plástico, que deve quadruplicar até 2050.

    Judith Enck, ex-administradora regional da EPA e agora presidente da Beyond Plastics, uma organização sem fins lucrativos focada em pesquisa e em educação do consumidor, disse que as políticas para reduzir a quantidade de plástico produzida, em primeiro lugar, são a única solução real, especialmente porque as empresas continuam a encontrar novas maneiras de bombear mais plásticos para o mercado.

    “As indústrias de plásticos e petroquímicas estão tornando impossível reduzir a quantidade de plástico que contamina nossos oceanos”, disse Enck à CNN por e-mail. “Novas pesquisas são sempre úteis, mas não precisamos esperar que novas pesquisas entrem em ação – o problema já está dolorosamente claro, no plástico que se acumula em nossos oceanos, no ar, no solo, nos alimentos e no corpo humano”, disse Enck.


Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/oceanos-tem-mais-de-170-trilhoes-de-particulas-de-plastico-diz-estudo/#goog_rewarded. Acesso em 06.mar.2025. Adaptado.
“[...] disse Lisa Erdle à CNN.”

Assim como no trecho em evidência, o acento indicativo de crase também está posto adequadamente no item:
Alternativas
Q3645023 Português
Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


    [...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! [...]

    Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Fonte: LISPECTOR, Clarisse. Felicidade clandestina. In: O Primeiro Beijo. São Paulo, Ed. Ática, 1996. [adaptado].
Observe o emprego da crase nos fragmentos A e B, extraídos do Texto I, e analise as assertivas que seguem.

A: “No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo” (1º§).
B: “Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã” (4º§).

I- Os empregos das crases nos fragmentos A e B se justificam pela mesma regra.
II- O acento indicativo da crase no fragmento Ase justifica em razão da presença da preposição exigida pelo verbo “ir” e da presença do artigo que facultativamente antecede o pronome possessivo.
III- O acento indicativo da crase no fragmento B se justifica em razão de ser um adjunto adverbial feminino.
IV- Não se admite artigo antes de pronome possessivo “sua”, razão pela qual o acento grave foi empregado indevidamente no fragmento A.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3643818 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DIA DO SERVIDOR PÚBLICO


Qualquer servidor público

Cabe sim no poema

Embora sua vida esteja fechada

Sempre nos arquivos em algum lugar.

Mas exerce com zelo seu ofício

Servindo com atenção à sociedade

De acordo com a sua capacidade

Servir uns aos outros é um grande ato.

De todos os servidores deste país

Tem uns que merecem mais atenção

São os professores no geral

Que lidam com a peça mais preciosa

A EDUCAÇÃO.

Pois todos os servidores antes

Tiveram sempre um professor

Para ser seu mediador

Na escolha de seu futuro promissor.

Todos os servidores são importantes

Cada um naquilo que lhe compete

Mas nunca esqueça que

Quem guiou seu caminho

Foi sempre um nobre professor.



https://www.recantodasletras.com.br/poesias-do-social/7098227

Leia com atenção os versos:



Servindo com atenção à sociedade


De acordo com a sua capacidade



Nos versos apresentados, o emprego da crase está de acordo com a norma padrão. Avalie agora as ocorrências desse recurso nas frases seguintes:


I. Congresso pode aprovar novas restrições à propaganda de bebidas alcoólicas.


II. Esse benefício só passará a valer a partir de 1º de janeiro do ano seguinte àquele em que a lei for implementada.


III. Em visita à Rondônia, foram entregues novas viaturas para a segurança pública.


IV. Maria demonstrou muito amor à Deus.



O emprego da crase está correto em: 

Alternativas
Respostas
1561: D
1562: A
1563: C
1564: B
1565: A
1566: A
1567: C
1568: D
1569: D
1570: D
1571: B
1572: D
1573: D
1574: B
1575: C
1576: C
1577: D
1578: B
1579: D
1580: B