Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q2169078 Português
TEXTO:

Quem cuidará de você?

       Em 2030, os idosos brasileiros serão, segundo o IBGE, quase tão numerosos quanto os jovens. Esta é uma notícia positiva, pois estamos vivendo mais, e preocupante, pois não existe planejamento no atendimento adequado aos cuidados, necessários que tal população exige – sejam médicos, domiciliares, de lazer, de alternativas profissionais.
     O problema não é somente brasileiro. Os países desenvolvidos também estão diante de uma situação complicada, só que muitos estão enfrentando o desafio há décadas. Alguns conseguiram um planejamento exitoso.
       Em 2030, os EUA terão 72,1 milhões de adultos acima de 65 anos, mais que o dobro do número de idosos em 2005. Os americanos têm por regra poupar para chegar à terceira idade em condições de viver em lugares planejados, em comunidade. Os que podem, planejam essa independência e assistência.
      Na França, com grande número de idosos solitários, a ex-ministra do Trabalho Martine Aubry criou um programa que capacitava jovens a serem visitadores de idosos. Eles realizavam compras, levavam os idosos para caminhar, pegavam o metrô para levá-los à fisioterapia, a consultas.
      No Brasil, os idosos têm aposentadoria. Porém, mais que tudo, contam com a família. Para falar a verdade, com as mulheres da família. A filha solteira, a que larga o emprego para cuidar dos pais, a casada que abriga o idoso em sua residência. E sempre houve uma ojeriza da família ou do próprio idoso a ir para uma casa de repouso. Isso está mudando: mais pessoas envelhecem e a família não dá conta.
      Um grande número de mulheres não querem ou não podem mais abdicar de suas profissões para cuidar dos pais. Um enorme número que tinha como “natural” cuidar dos filhos e depois dos pais abriu mão desse programa por necessidade ou por mudanças de expectativa de realizações femininas neste século.
   A Constituição de 1988 fez avanços importantes, mas envelhecemos em plena fase de desenvolvimento, com um país sendo construído em todas as áreas. A redução da pobreza extrema que tivemos é recente. Parte dos idosos são chefes de família e não têm como pensar em si mesmos.
      Quando o idoso não chefia a família, mas depende dela, enfrenta graves problemas. Quem tem um pouco mais de poder aquisitivo não encontra bons cuidadores com facilidade. Falta qualificação. Quem procura casas de repouso encontra, nas mais acessíveis, péssimos serviços.
       Existem programas em andamento, mas precisamos acelerar soluções. Em particular, ações que façam frente ao crescimento de demandas de saúde, previdência e assistência social. E, urgentemente, capacitar cuidadores. O jovem Brasil envelhece rapidamente.

(Marta Suplicy, Folha de São Paulo, 23/07/2011) 
É PROIBIDO o uso do acento indicador da crase na seguinte afirmativa  
Alternativas
Q2168923 Português
TEXTO:                                                 O legado da servidão

    Político, advogado, diplomata, literato e militante abolicionista, Joaquim Nabuco tinha lá sua veia de cientista social. Logo após a assinatura da Lei Áurea, pondo fim à escravidão, ele vaticinou que o estigma do regime ainda perduraria por dois séculos na sociedade brasileira. Filho de senhor de engenho e monarquista, Nabuco conhecia como poucos a visão de mundo das elites da nossa terra. E a História lhe daria inteira razão. A herança cultural da escravidão, oficialmente abolida em 13 de maio de 1888, permanece ainda hoje assustadoramente viva no Brasil.
    O debate sobre a existência, ou não, de racismo entre nós, embora válido, apenas tangencia o problema relacionado à cultura de resistência à inclusão e ao progresso das pessoas oriundas das classes situadas na base da pirâmide social. Pois esta discriminação logo superaria a simples questão da cor da pele para se fixar na população pobre de um modo geral. Negra, mestiça, ou mesmo branca. O rancor dos antigos donos de escravos com a vitória abolicionista seria transmitido a seus descendentes na forma de arraigado desprezo contra todos que viessem a exercer o mesmo trabalho daqueles, fossem eles negros ou não. Esse desdém pela ralé seria responsável pela cunhagem de inúmeras expressões pejorativas para designar “a gente mal nascida”, tais como zé-povinho, patuleia, gentinha, gentalha, choldra, escumalha, negrada, criouléu e tantas outras. E também pelo mito da indolência do brasileiro.
    Mas como nem só de epítetos depreciativos e mitos vive o preconceito, o ranço ideológico da escravidão deitaria raízes bem mais profundas na mentalidade das elites brasileiras, sob a forma de um olhar dicotômico sobre a própria condição humana, reclassificada de acordo com a condição social do aspirante à cidadania. Esta deformação está na origem da hostilidade de boa parte de nossa burguesia aos reclamos de ascensão social das classes mais desfavorecidas. É comum a objeção: estão ganhando pouco? Ah, mas pra cervejinha do final de semana, eles têm dinheiro; como se o uísque com os amigos fosse sagrado, mas o lazer do pobre algo imoral. O projeto dos Cieps de Darcy Ribeiro, destinado a oferecer educação de qualidade às crianças de famílias de baixa renda, foi impiedosamente sabotado pela reação conservadora, entre outros pretextos, sob a alegação de que as construções “eram caras demais”. “E favelado lá precisa de quadra poliesportiva e piscina?”, questionava-se.
      Não é exatamente por sovinice que, de um modo geral, as elites se opõem às recentes e inéditas políticas públicas de redistribuição de renda. Afinal, cumprindo-se os desígnios da macroeconomia, mesmo obrigados a pagar mais impostos para financiar programas sociais e a oferecer salários melhores a seus empregados, os ricos ficaram ainda mais ricos quando tantos pobres deixaram de ser tão pobres. O problema está no inconformismo dos herdeiros ideológicos do sistema escravocrata, não necessariamente ricos, com o progressivo desaparecimento das marcas da servidão humana no cenário social brasileiro. Como dizia uma conhecida socialite há alguns anos, para espanto de suas amigas francesas: “Adoro o Brasil, pois lá meus empregados contentam-se em comer banana com farinha...”
(Com adaptações, José Carlos Tórtima, “O Globo”, 26/07/2011)

Analise as frases quanto ao emprego do acento indicador da crase.

1. Os Cieps ofereciam educação de qualidade às crianças das classes mais desfavorecidas.

2. O autor faz referência à existência de preconceito racial no Brasil.

3. Os militantes estão à espera de dias melhores para a classe social pobre.

4. As elites têm posição contrária às políticas públicas de inclusão da classe pobre.

Estão corretas apenas as afirmativas 

Alternativas
Ano: 2011 Banca: TJ-SC Órgão: TJ-SC Prova: TJ-SC - 2011 - TJ-SC - Engenheiro Civil |
Q1635847 Português

Analise as proposições quanto ao uso da crase:


I. As máquinas de terraplenagem blindadas utilizadas pelo BOPE dão um ar de cinema no melhor estilo Tropa de Elite à estas máquinas já tão robustas e imponentes.

II. Estamos à sua disposição para sanar quaisquer dúvidas.

III. Entregou o memorial descritivo ao assistente do diretor exatamente a 1h30.

IV. A saída interestadual destinada às empresas de construção civil equipara-se, na legislação tributária catarinense, à saída a contribuinte do ICMS, aplicando-se, no caso, alíquota correspondente à localização da destinatária.

V. Quando se fala em acesso à cidadania, um dos direitos fundamentais é o de poder existir, que está ligado à questão da identidade e do território.

Alternativas
Q1635483 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 


Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das linhas 06, 18 e 36, indicadas por linhas cheias.
Alternativas
Q1635481 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.  


As afirmações que seguem referem-se à crase.


I - No trecho comparável ao que significou (l. 32), o vocábulo ao poderia ser substituído por aquilo.

II - Para evitarmos a sua repetição na frase, poderíamos substituir a expressão às suas idéias (l. 45) por à elas.

III - Caso substituíssemos como (l. 59) por igual, seriam criadas as condições para a crase.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1325561 Português

Texto

Por que a gente é assim?

Quem nunca questionou por que algumas pessoas pensam e agem de certa forma, geralmente em momentos de total oposição aos nossos pensamentos e certezas? A questão é que essa pergunta é sempre feita em relação ao outro, àquele que não é igual a nós. Mas e quando a pergunta é direcionada para o próprio umbigo: por que a gente é assim?

Há dois anos, vivo a aventura de pensar e produzir o projeto transmídia “Por que a gente é assim?”, uma tentativa tão ousada quanto exaustiva de mapear os comportamentos e os valores dos brasileiros hoje.

Nossa proposta foi ter três frentes de comunicação: mídia digital, televisão e teatro de rua - todos desenvolvidos num processo de criação colaborativa. No site do projeto e no Facebook, reunimos artigos e imagens de blogueiros e fotógrafos convidados a refletir sobre os temas Sexo, Autoridade, Fé, Preconceito, Consumo e Educação. [...]

Mas afinal, por que a gente é assim? Para onde queremos ir com este Brasil? Quais legados queremos deixar como sociedade? Em alguns países, como os Estados Unidos, esta discussão está mais articulada. [...]

Por aqui, talvez o único valor cristalizado nos últimos 50 anos (com orgulho ou desprezo) seja o “jeitinho brasileiro”, a tal malandragem que resolve tudo - não sem consequências. No entanto, é evidente que este Brasil está mudando e, em alguns aspectos, vertiginosamente.

Nos últimos 18 anos, o Brasil se institucionalizou e mostrou que boa regulamentação é possível, além de absolutamente necessária. Hoje, a implantação das UPPs no Rio é uma parte evidente e concreta disso.

Muito se tem falado - e o assunto é de extremo interesse e relevância - sobre a mudança demográfica que vivemos hoje com um novo paradigma: nos tornamos um país majoritariamente de classe média. Mas o que quer e como se comporta esta classe média? Com mais gente e mais consumo, como vamos solucionar os desafios de vivermos juntos nas grandes cidades? Daremos, de fato, importância à inclusão via educação pública, ou manteremos um regime de “reserva de mercado” ao deixarmos grande parte da população alijada de educação de qualidade? Continuaremos fingindo que as pessoas não são discriminadas por conta da sua classe social, da sua origem geográfica e da cor de sua pele?

Enfim, algumas perguntas que devemos nos fazer ao tentarmos trazer para o presente o país do futuro que acreditamos merecer. O que queremos de nós?

Guilherme Coelho – O Globo – publicado em 21/07/2011

[adaptado]

“A questão é que essa pergunta é sempre feita em relação ao outro, àquele que não é igual a nós.” No pronome em destaque o sinal grave indica o fenômeno da crase, que também deve ocorrer em:
Alternativas
Q1317946 Português

    Quando veem a própria imagem refletida, os adolescentes se sentem cada vez mais diante daquele brinquedo do espelho mágico, que lhes acentua as bochechas, infla o aro da barriga e expande a curvatura dos braços e coxas, aproximando-os da figura de um pequeno barril. É o que se pode concluir com base nos dados de uma pesquisa conduzida pela psicanalista Mara Cristina de Lucia, diretora de psicologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. De cada dez adolescentes, pelo menos quatro acham que têm excesso de peso e precisam fazer regime, mesmo que a balança registre adequação aos padrões de saúde, revela a pesquisadora.

    Foram entrevistados 588 estudantes de São Paulo, entre 11 e 18 anos, nas diversas faixas de renda, até abril deste ano. Em porcentagens expressivas ainda em fase final de tabulação, esses adolescentes contaram que já fizeram algum tipo de dieta, praticaram exercícios com o objetivo de emagrecer ou se submeteram a tratamento estético. Houve até casos de entrevistados que tomaram remédios sem conhecimento dos pais, experimentaram laxantes e diuréticos ou induziram o vômito, práticas condenadas pelos médicos. Da amostra de estudantes, 10,7% já fizeram de dois a quatro regimes, 13,6% de cinco a oito e nada menos que 47,4% passaram dessa casa e perderam a conta. “É um cenário preocupante porque eles mergulham em dietas radicais, não conseguem manter o ritmo e depois recuperam todo o peso de volta”, avalia Mara Cristina.

    Esses números confirmam para o Brasil uma tendência já cristalizada nos Estados Unidos, conforme estudo apresentado no começo do mês pela epidemiologista Alison Field, da Faculdade de Medicina de Harvard. Ela participou do encontro anual da Associação Americana para o Estudo da Obesidade, na Califórnia, e apresentou um relato sobre um questionário aplicado a pré-adolescentes e adolescentes (de 9 a 14 anos de idade, 5.865 do sexo feminino e 4.322 do masculino, entre 1996 e 1997). Ficou comprovado que as garotas têm uma propensão muito mais acentuada do que os garotos a se considerarem acima do peso, embora a realidade mostre o inverso, isto é, quem aparece realmente com quilinhos a mais é o sexo masculino.

Há uma espécie de novo rito de passagem para as adolescentes, admitiu Alison Field na semana passada. Antes era a menstruação, hoje inclui fazer dieta. “O círculo de amizades e a mídia difundem o modismo de mulheres cada vez mais magras, e as adolescentes querem seguir esses padrões desde cedo.” No sexo masculino, a inclinação pelo regime era menos evidente, mas o comportamento está mudando. Segundo a médica, a imagem negativa associada às pessoas gordas já se sedimentou inclusive na pré-escola. Outro resultado importante do levantamento de Harvard indica que as garotas que faziam regimes frequentes tinham aproximadamente cinco vezes mais probabilidades de ficar com sobrepeso do que as que nunca aderiam a dietas. Poucas pessoas conseguem embarcar em redução da ingestão de alimentos por um longo período, e os dados de Alison Field apontam que a turma que sempre fecha a boca com mais determinação é também a mais propensa a episódios de comilança desenfreada em seguida.

(Os falsos gordos. Veja. Ed. 1679, 13 de dezembro de 2000. Disponível em: Acesso em 7 de junho de 2011.

“Segundo a médica, a imagem negativa associada às pessoas gordas já se sedimentou inclusive na pré-escola.”

O acento indicador da crase, presente nesse trecho do texto, está mal empregado na seguinte alternativa:

Alternativas
Ano: 2011 Banca: FCC Órgão: TRF - 2ª REGIÃO
Q1212272 Português
referem-se ao texto abaixo e responda questão seguinte.
(Obs.: "Departamento", palavra encontrada na citação feita no excerto, corresponde a uma divisão administrativa do território francês.)
"Paris e o deserto francês", de título de livro contestando o centralismo do Estado francês, passou a ser parte das expressões correntemente usadas na língua francesa. A tese do autor é que a hipertrofia da capital francesa impedia o desenvolvimento das demais regiões e cidades do território nacional. Herança histórica de diferentes regimes políticos, o centralismo se traduz através da concentração do poder político, administrativo, econômico e cultural na capital francesa, em detrimento da Province1. Podemos situar uma primeira fase do centralismo de Estado, em que a tentativa de centralização (outras já haviam fracassado) foi concretizada, sob o regime de monarquia absolutista de Luís XVI, no século XVII. No entanto, grande passo na centralização do poder político foi dado durante a Revolução Francesa de 1789, em que a corrente dos jacobinos venceu a corrente dos girondinos: o princípio do Reinado "un et indivisible" foi consagrado na constituição de 1791. Este princípio foi aplicado até a mudança para o regime republicano, formando a República "una e indivisível" nas diversas Constituições do Estado francês até hoje. A solidificação institucional e administrativa desse princípio, que garante a abrangência e a eficiência do poder executivo central, foi realizada por Napoleão I, enquanto Primeiro Cônsul (eleito), e na segunda fase da sua permanência no poder, enquanto Imperador. A organização institucional e administrativa do Estado francês é, em grande parte, oriunda desta época.
A Constituição do 22 frimaire na VIII mantém o departamento, mas sua administração é profundamente modificada. A lei do 28 pluviôse na VIII (17 de fevereiro de 1800) institui os préfets2, nomeados e revocados pelo Primeiro Cônsul, em seguida pelo Imperador. Encarregados da administração, os préfets são o órgão executivo único do departamento. Designam os prefeitos e os ajudantes dos municípios de menos de 5000 habitantes e propõem ao Primeiro Cônsul, e em seguida ao Imperador, a nomeação dos outros prefeitos. (...) Constituem a chave-mestra de um Estado centralizado que vê o seu resultado sob o Império.    1 Province é um termo genérico que designa todo o território que não é Paris. 2 A palavra préfet não pode ser traduzida por prefeito, pois não representa o mesmo cargo. Os préfets, mesmo que não tenham mais o poder de nomeação dos prefeitos, ainda existem atualmente, e eram encarregados do poder executivo local até a lei de descentralização de 1982.  
                (Adaptado de Antoinette Kuijlaars. "A política por detrás da técnica: o processo de recentralização na organização da assistência social na França".  In: Estudos de Sociologia no 29: Revista Semestral do Departamento de Sociologia e Programa de Pós-Graduação em Sociologia. UNESP − Araraquara, 2 sem. de 2010, p.491-492) 
Considerem-se o trecho do documento que trata da Constituição e as notas de rodapé. 
I. Tendo em conta o que o elemento de composição re− pode significar na língua portuguesa, entende-se que os encarregados da administração do departamento tanto podiam ser nomeados mais de uma vez, como podiam ter sua nomeação anulada pelo Primeiro Cônsul e, posteriormente, pelo Imperador. 
II. O segmento mesmo que não tenham mais o poder de nomeação dos prefeitos exprime verdade que não impede a verdade expressa em ainda existem atualmente.  
III. Em mesmo que não tenham mais o poder de nomeação dos prefeitos, a forma verbal, que é exigida pelo emprego de mesmo que, expressa fato considerado como certeza, diferentemente do que o subjuntivo poderia expressar.  
A frase em concordância com o padrão culto escrito é: : 
Alternativas
Ano: 2011 Banca: ACAPLAM Órgão: Prefeitura de Angicos - RN
Q1209952 Português
O emprego da crase encontra-se incorreto em todas as alternativas, exceto em:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FCC Órgão: TRE-SP
Q1195630 Português
A pesquisa, feita em terras destinadas....... agricultura, teve por objetivo estudar ...... áreas que permitissem condições favoráveis de sobrevivência..... aves.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de São Leopoldo - RS
Q1187065 Português
                                                       Impasses de um ateu

01 Leio num ônibus em Nova York propaganda de um grupo de ateístas: Você não precisa acreditar 02 em Deus para ser uma pessoa ética. Segue a linha daquele outro anúncio estampado em ônibus ingleses: 03 Deus provavelmente não existe. Agora pare de se preocupar com isso e aproveite a sua vida. Estou 04 aproveitando a minha, sentado ___ mesa de um bar numa calçada perto do Union Square, em Manhattan, 05 saboreando uma cerveja mexicana. 06 As palavras no ônibus me fazem refletir sobre meu ateísmo. Minha primeira reação é de alegria e 07 cumplicidade. Júbilo, até. Ateus são por natureza seres que pensam por si, respeitam a diversidade de 08 pensamento e por isso preferem caminhar ___ margem do rebanho – para usar um termo muito ao gosto 09 dos religiosos – e evitar pensamentos pré-fabricados. A ideia da individualidade, e a valorização dessa 10 condição, fazem com que ateus raramente se reúnam em grupos, sociedades, partidos ou facções para 11 defender a causa. 12 De uns tempos para cá, com o recrudescimento das posturas e ações de grupos religiosos, 13 principalmente daqueles ligados ao terrorismo, muitos ateus começaram a se unir numa tentativa de fazer 14 suas vozes ganharem peso político. Ateus, em geral, têm consciência de que o que os diferencia dos 15 crentes é o simples fato de não acreditarem na existência de Deus. De resto, são idênticos aos crentes, 16 acometidos dos mesmos medos, incertezas, dúvidas e inseguranças, bem como capazes dos mesmos 17 sentimentos altruístas (compaixão, misericórdia) ou não (ira, inveja, etc.). 18 Eu, antes discreto, passei a afirmar ultimamente meu ateísmo com mais convicção. Dizeres como 19 Deus seja louvado nas notas de real, campanhas ferrenhas contra a descriminalização do aborto, tentativas 20 histéricas de proibir as pesquisas com células-tronco embrionárias, oposição obstinada aos direitos de 21 homossexuais e ___ crescente infiltração do criacionismo – doutrinação religiosa disfarçada de 22 pseudociência – em nossas escolas são só alguns dos pontos que me incomodam muito na atuação política 23 de grupos ligados às religiões, e motivam minhas tentativas de – ao meu modo – questionar o que entendo 24 como obstáculos ___ liberdade de expressão e direitos individuais, dois dos pilares de qualquer democracia 25 que se preze. 26 Não me incomodo com as crenças religiosas e defendo o direito das pessoas exercerem seus 27 rituais e cultos, contanto que não firam a liberdade alheia e não interfiram na educação, ciência e política, 28 que devem – no meu entender – permanecer acima, ou ao largo, dos credos. 29 Volto à Nova York e ao ônibus com os dizeres ateístas (e à minha cerveja mexicana): unindo-se em 30 grupos e iniciando uma jihad contra as religiões os ateus não estarão caindo numa armadilha? Será mesmo 31 uma boa estratégia agir da mesma forma que os religiosos radicais e assumir idêntica beligerância? Não 32 estaríamos – desajeitadamente – usando as mesmas armas do inimigo? Precisamos mesmo considerar 33 religiosos como inimigos? Não faríamos melhor permanecendo fora do rebanho tentando iluminá-lo (e aqui 34 não dou o sentido religioso ___ palavra iluminação) somente com o exemplo de nossos pensamentos, 35 independência e liberdade? 36 O ateu, num impasse, imerso em dúvidas, frágil, impotente e solitário como qualquer outro ser 37 humano, acaba de beber sua cerveja e sai flanando por Nova York sem encontrar respostas para as suas 38 perguntas. Mas feliz por duvidar e não ter certezas.
QUESTÃO 02 – Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das linhas 04, 08, 21, 24 e 34.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: IDECAN Órgão: Prefeitura de Carangola - MG
Q1186726 Português
Quando o prêmio Nobel de Física Richard Feynman (1918 – 1988) esteve no Brasil, nos anos 50, ficou assombrado com o que viu. Ao tomar contato com estudantes às vésperas do vestibular, espantaram-no tanto pendor local pela decoreba de fórmulas como a completa ignorância sobre seu significado. Anos mais tarde, registraria em seus escritos aquilo que entendeu como um paradoxo brasileiro: entre os estudantes do mundo inteiro, os jovens que conheceu nos trópicos eram os que mais se debruçavam sobre a física e os que menos sabiam sobre a matéria. À medida que o ensino médio foi se expandindo no país – em seis décadas, o porcentual de jovens matriculados passou de 3% para os atuais 51% –, a desvantagem escolar observada por Feynman só se agravou. As aulas são rasas, desinteressantes, incapazes de preparar os estudantes do século XXI para disputar espaço em um mercado de trabalho global, no qual a capacidade de inovar é cada vez mais valiosa. Alerta o sociólogo Simon Schwanzman: “Se não começar a desatar os nós do ensino médio, o Brasil vai ficar para trás”.
O recém-divulgado Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova aplicada pelo Ministério da Educação a 3,2 milhões de estudantes do país inteiro, dá a dimensão exata do abismo a vencer. É um espanto. Dos 23.900 colégios públicos e particulares submetidos ao teste, não mais que 1.500 ou 6% da amostra – têm nível semelhante ao das escolas de países da OCDE (organização que reúne os mais ricos). O Enem trata de desmistificar uma ilusão que muitos pais cultivam ao matricular seus filhos em uma instituição privada – a de que eles ganharão um passaporte para o sucesso na vida adulta. Pois mesmo muitas das escolas que têm renome, prédios vistosos e mensalidades altas não resistem à comparação com suas congêneres estrangeiras: 80% oferecem na sala de aula qualidade equivalente à das escolas apenas medianas do mundo desenvolvido. Pasmem: na faixa dos 15 anos, estudantes demonstram dificuldade de resolver operações simples de matemática, como frações e porcentagens e de compreender textos curtos. 
(Revista Veja, 19 de setembro de 2011, pág. 93)
O acento grave foi devidamente utilizado em
Alternativas
Ano: 2011 Banca: CEC Órgão: Prefeitura de Pinhais - PR
Q1184806 Português
Em 1986, A cidade de Curitiba enfrentava um aumento nas depredações em seus “Próprios“ Municipais, despertando a necessidade de se criar um grupo diferenciado, onde proteção a população seria prioridade. Com este intuito, em 17 de julho daquele ano, o Prefeito Municipal, sancionou após aprovação da Câmara Municipal de Curitiba, o Projeto de Lei n.º 56/84, surgindo assim a Lei n.º 6867/1986, que criou o Serviço Municipal de Vigilância – VIGISERV.
No segmento “...proteção a população seria...” está faltando o acento indicativo da crase que, neste caso, representaria a fusão da preposição “a” com o artigo “a”. 
Assinale a alternativa em que há o mesmo tipo de desvio em relação à norma culta: 
Alternativas
Q1164450 Português

Disponível em: <http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/06/09/a-estraga-prazeres-385378.asp>

Quanto às regras de escrita, é correto afirmar que
Alternativas
Q948376 Português

Leia o texto para responder à questão.


Pega e lê


    Credita-se a Santo Agostinho, um dos sábios da Igreja Católica, a descoberta de que se podia ler sem enunciar as palavras. Até então, os textos eram murmurados, assim como fazem as crianças recém-alfabetizadas. Autor do que pode ser considerado uma das primeiras autobiografias, Confissões, ele passava por uma das inúmeras crises existenciais que o acometeram durante a juventude quando ouviu uma voz interior que lhe dizia: “Pega e lê”. E ele leu, então, as Cartas de São Paulo que constam do Novo Testamento. Mais de 1600 anos depois que Santo Agostinho “pegou e leu”, milhões de pessoas, apesar dos periódicos atestados de óbito conferidos à literatura e a tudo a ela relacionado, continuam tendo na leitura uma fonte de prazer intelectual e estético, além de um caminho mais seguro para o progresso pessoal e o aperfeiçoamento profissional. Em pleno fulgor da era digital, ler continua essencial e divertido.

(Veja, 18.05.2011)
Para responder à questão, considere o seguinte trecho do texto:
... apesar dos periódicos atestados de óbito conferidos à literatura e a tudo a ela relacionado...
Considerando o uso do acento indicativo da crase, a expressão que substitui corretamente “... e a tudo a ela relacionado...” é:
Alternativas
Q822552 Português

Leia o texto que segue e assinale a alternativa correta.

Investimento

De acordo com as últimas estatísticas para fins didáticos, é profundamente errado, e antipedagógico, ensinar às crianças a não mentir. Está provado que vencer na vida depende essencialmente de uma boa cara-de-pau.

Os institutos Gallup e Poli, reunidos, mostram que a mentira aumenta na medida da importância do posto hierárquico ocupado pela pessoa e que um presidente da república de um grande país mente mais que o presidente da república de um pequeno país, na proporção direta da diferença de poderio econômico dos dois países.

Os famosos institutos de pesquisa acima citados foram mais além: mostraram que, só na guerra do Vietnam, os líderes americanos mentiram mais que outros líderes de todas as outras guerras conhecidas até hoje.

Millor Fernandes

Alternativas
Q766682 Português
Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao uso do acento indicador da crase:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Advogado |
Q746080 Português

Leia o texto seguinte para responder à questão.

Direito, muito mais que sucesso em concursos.

    DA REDAÇÃO – Escolher a profissão dos sonhos faz parte do passado para muita gente, que acabou optando por cursar uma faculdade visando principalmente ao mercado de trabalho. É o caso do Direito, onde um número significativo fará o curso não para atuar em tribunais, mas conhecer legislação e poder utilizar aquele conhecimento em um concurso público. 
    Mas existem aqueles – maioria – que fazem sua escolha pela vocação. No caso de quem segue a carreira de advogado, encontrará um mercado disputado e exigente em relação a qualidade do novo profissional. 
    “O mercado é muito competitivo. Não há como ter sucesso sem estar preparado para novidades. É preciso se atualizar sempre. Mesmo que a lei em vigor seja antiga” – afirma Felizardo Barroso, 75 anos, professor de Direito Comercial da Universidade Federal do Rio de Janeiro e que comanda o Felizardo Barroso & Associados, fundado por ele em 1970. 
    Segundo salienta a advogada Tânia Pereira da Silva, é fundamental que o bacharel tenha um plano de carreira bem estruturado para crescer dentro de uma empresa ou escritório e descobrir seus principais objetivos não só no imediato, mas também nos próximos 10 anos. “Questionamentos como ‘quero fazer concurso público ou montar meu próprio negócio’ devem passar pela cabeça”, diz. 
    “Após anos da crença de que o advogado era uma commoditie (só interessava o preço do serviço prestado) percebo que o mercado voltou a prestigiar a qualidade do trabalho, além da prova da OAB que limita a atuação de faculdades sem preocupação com o ensino” – avalia Luiz Guilherme Natalizi, advogado da área cível, ambiental e de empresas de fomento mercantil. 

Opções 

    O trabalho do profissional de Direito é amplo. Entre as suas funções está a de representar seus clientes em qualquer instância, juízo ou tribunal. Advogar é uma das opções do bacharel de Direito, que pode também seguir a carreira jurídica. O advogado pode defender interesses de pessoas, instituições privadas ou públicas. 
(Jornal do Brasil, 1.º de agosto de 2010. Adaptado)

A propósito do fragmento “No caso de quem segue a carreira de advogado, encontrará um mercado disputado e exigente em relação a qualidade do novo profissional”, afirma-se:

I. falta o sinal de crase na expressão “segue a carreira de advogado”; II. o emprego do futuro do presente, em “encontrará”, está inadequado; III. falta o sinal de crase na expressão “em relação a qualidade”; IV. a vírgula colocada depois de “advogado” não deveria existir.
Está correto o contido em
Alternativas
Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Advogado |
Q746073 Português
Leia os textos seguintes para responder à questão.
(a) Uma pesquisa com 600 crianças e adolescentes mostra que a publicidade tem função pedagógica – e prova que a garotada vê comerciais com um inteligente ceticismo.
(Veja, 18 de agosto de 2010, p. 117
(b) Morador de Bruxelas, morto em junho, teria contraído bactéria resistente a antibióticos no país asiático após o acidente e a hospitalização.  (Folha de S.Paulo, 16 de agosto de 2010, on line)
Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas desta versão do texto (b).
Morador de Bruxelas, morto em junho, teria contraído__________ bactéria resistente__________ vacina aplicada, no país asiático, após o acidente e____________ hospitalização.
Alternativas
Q730778 Português
O livro da solidão
     Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: “Que livro escolheria para levar consigo, se
tivesse de partir para uma ilha deserta...?”
    Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: “Uma história de Napoleão.” Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio... Pode ser um passatempo...
     Não sei se muita gente haverá reparado nisso – mas o Dicionário é um dos livros mais poéticos, se não mesmo o mais
poético dos livros. O dicionário tem dentro de si o universo completo.
    O dicionário é o mais democrático dos livros. Muito recomendável, portanto, na atualidade. Ali, o que governa é a disciplina das letras. Barão vem antes de conde, conde antes de duque, duque antes de rei. Sem falar que antes do rei também está o presidente.
    O dicionário responde todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras, longas, acomodadas na sua semelhança, – e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegantes, nem sempre decentes, – mas obedecendo a lei das letras, cabalística como a dos números...
     O dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações.
     E as surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido! Raridades, horrores, maravilhas...
     E como o bom uso das palavras e o bom uso do pensamento são uma coisa só e a mesma coisa, conhecer o sentido de
cada uma é conduzir-se entre claridades, é construir mundos tendo como laboratório o dicionário, onde jazem, catalogados, todos os necessários elementos.
   Eu levaria o dicionário para a ilha deserta. O tempo passaria docemente, enquanto eu passeasse por entre nomes conhecidos e desconhecidos, nomes, sementes e pensamentos e sementes das flores de retórica.
    Poderia louvar melhor os amigos, e melhor perdoar os inimigos, porque o mecanismo da minha linguagem estaria mais ajustado nas suas molas complicadíssimas. E sobretudo, sabendo que germes pode conter uma palavra, cultivaria o silêncio, privilégio dos deuses, e ventura suprema dos homens.
(São Paulo, Folha da Manhã, 11 de julho de 1948, Cecília Meireles)
Assinale a afirmativa em que o uso da crase encontra-se INCORRETO:
Alternativas
Respostas
8641: E
8642: E
8643: A
8644: B
8645: C
8646: B
8647: B
8648: E
8649: E
8650: C
8651: A
8652: E
8653: B
8654: C
8655: A
8656: C
8657: C
8658: C
8659: D
8660: C