Questões de Concurso
Sobre crase em português
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COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE 01 A 05.
Sabor de Casa
POR ADRIANA MATTA
Tradicionalmente, a tapioca é a base da alimentação dos índios brasileiros. Hoje ela aparece em destaque nos cardápios de vanguarda dos chefs mais criativos. A tapioca é fonte preciosa de nutrientes e tem custo muito baixo. A mandioca, ou Mani’oka, foi chamada de raiz mágica brasileira, tantos são os benefícios para a nossa saúde.
Está na hora de buscarmos uma alimentação mais inteligente, privilegiando os ingredientes que nos fazem bem. Acredito que podemos unir sabor e saúde no mesmo prato. Vale a pena se esforçar. Os cientistas nos dizem que poderemos viver muito além dos 100 anos. Eu estou interessada em vivê Para isso, não podemos passar a vida toda com um paladar infantil e inconsequente.
Precisamos prestar atenção à nossa alimentação. Ela é muito importante e é o que nos manterá longevos e forte Nós somos o que comemos. E não é necessário deixar de se divertir e ter prazer em cada refeição. Porque a alma também deve ser bem nutrida. E felicidade é sempre o alimento esse cial. Cuide-se! E viva o nosso caviar branco.
Adriana Matta é chef
proprietária do Cooking Buffet.
Fonte: Revista Seleções – Reader’s Digest. Rio de Janeiro. Nº 410. Pág. 20. Abril de 2010.
Na frase “Precisamos de atenção à nossa alimentação”, o uso da crase é:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 5 a 7.
1 Configura-se cada vez mais como objetivo prioritário
a busca do desenvolvimento sustentável. Nesse contexto,
estão inseridas as políticas e as diretrizes do governo
federal, que foram implementadas pelo Ministério de Minas
5 e Energia, visando ao uso crescente de fontes renováveis e
limpas.
Em comparação aos demais países, o Brasil configura-
se como um país com grande presença de combustíveis
renováveis. No resto do mundo, a participação desses
10combustíveis é praticamente inexpressiva, e o que se
observa é a supremacia do uso dos derivados de petróleo.
O Brasil dispõe de uma matriz diversificada, haja vista
as alternativas que possui para produzir combustíveis de
naturezas fóssil e renovável, constituindo um ambiente
15 favorável para a introdução gradual do hidrogênio. Esse
energético, se produzido a partir de insumos de natureza
renovável, deixará o Brasil em sintonia com as iniciativas
internacionais para a redução das emissões atmosféricas e
a diminuição da dependência dos combustíveis fósseis.
José Lima de Andrade Neto. Internet: http://www.mme.gov.br. (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.
I – A palavra “a” (linha 9) poderá receber o sinal indicativo de crase, já que, no contexto, o uso do acento grave é facultativo.
II – O texto é narrativo/descritivo.
III – A expressão “haja vista” (linha 12) não pode ser substituída por haja visto ou hajam vistas.
IV – A expressão “Esse energético” (linhas 15 e 16) tem como referente “hidrogênio” (linha 15).
V – A oração “que foram implementadas pelo Ministério de Minas e Energia” (linhas 4 e 5) é subordinada adverbial temporal.
A sequência correta é:
Leia os enunciados abaixo e responda à questão a seguir.
I. Depois de dar àqueles meninos tudo quanto necessitavam, acabei devendo-lhes alguma coisa. Devido à solidariedade de todas as famílias às quais interessam o bem-estar deles, fiquei em dúvida quanto à ação praticada por mim com tanto zelo.
II. Não basta ir a escolas, a aulas, a teatros, é preciso estar disposto a ouvir, a pensar, a questionar tudo quanto lhe deixe inseguro.
III. Dizia o poeta “Viajar é preciso, viver não é preciso”. Então
vamos viajar: iremos à Grécia, à Atenas, mas antes
devemos ir a Paris, a Madrid, à Roma Antiga.
IV. Sem dúvida, deveis dar atenção àquelas meninas, àqueles meninos que estão hospedados aqui. Às meninas deveis mostrar um carinho especial, mas sem afetação.
Assinale a alternativa em que não há erro quanto ao emprego
da crase:
Lei seca no trânsito
Gosto de beber, e confesso sem o menor sentimento de culpa. Álcool, de vez em quando, em quantidade pequena, dá prazer sem fazer mal à maioria das pessoas. Aos sábados e domingos, quando estou de folga, tomo uma cachaça antes do almoço, hábito adquirido com os carcereiros da antiga Casa de Detenção. Difícil é escolher a marca, o Brasil produz variedade incrível. Tomo uma, ocasionalmente duas, jamais a terceira. Essa é a vantagem em relação às bebidas adocicadas que você bebe feito refresco, sem se dar conta das consequências. Cachaça impõe respeito, o usuário sabe com quem está lidando: exagerou, é vexame na certa.
Cerveja, tomo de vez em quando. O primeiro gole é um bálsamo para o espírito; no calor, depois de um dia de trabalho e horas no trânsito, transporta o cidadão do inferno para o paraíso. O gole seguinte já não é igual, infelizmente. A segunda latinha decepciona, deixa até um resíduo amargo; a terceira encharca. Uísque e vodca, só tenho em casa para oferecer às visitas.
De vinho eu gosto, mas tomo pouco, porque pesa no estômago. Além disso, meu paladar primitivo não permite reconhecer notas de baunilha ou sabores trufados; não tenho ideia do que seja uma trava sutil de tanino, nem o aroma de cassis pisado, nem o frescor de framboesas do campo. Em meu embotamento olfato-gustativo, faço coro com os que admitem apenas três comentários diante de um copo de vinho: é bom, é ruim, e bebe e não enche o saco.
Feita essa premissa, quero deixar claro ser a favor da chamada lei seca no trânsito.
Sejamos sensatos, leitor, tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos motores, o equilíbrio e a percepção espacial de objetos em movimento e sair por aí pilotando uma máquina na qual uma pequena desatenção pode trazer consequências fúnebres?
Ainda que você não seja ridículo a ponto de afirmar que dirige melhor quando bebe, talvez possa dizer que meia garrafa de vinho, três chopes ou uísques não interferem na sua habilidade ao volante.
Tudo bem: vamos admitir que, no seu caso, seja verdade, que você tenha maior resistência aos efeitos neurológicos e comportamentais do álcool e que seria aprovado em qualquer teste de resposta motora.
Imagino, entretanto, que você tenha ideia da diversidade existente entre os seres humanos. Quantas mulheres e quantos homens cada um de nós conhece para os quais uma dose basta para transtorná-los?
Quantos, depois de duas cervejas, choram, abraçam os companheiros de mesa e fazem declarações de amizade inquebrantável? Está certo permitir que esses, fisiologicamente mais sensíveis à ação do álcool, saiam por aí colocando em perigo a vida alheia?
Como seria a lei, então? Deveria avaliar as aptidões metabólicas e os reflexos de cada um para selecionar quem estaria apto a dirigir alcoolizado? O DETRAN colocaria um adesivo em cada carro estabelecendo os limites de consumo de álcool para aquele motorista? Ou viria carimbado na carteira de habilitação?
Talvez você possa estar de acordo com a argumentação dos advogados que defendem os interesses dos proprietários de bares e casas noturnas: “A nova lei atenta contra a liberdade individual”.
Aí começo a desconfiar de sua perspicácia. Restrições à liberdade de beber num país que vende a dose de pinga a R$0,50? Há escassez de botequins nas cidades brasileiras, por acaso? Existe sociedade mais complacente com o abuso de álcool do que a nossa?
Mas pode ser que você tenha preocupações sociais com a queda de movimento nos bares e com o desemprego no setor.
A julgar por essa lógica, vou mais longe. Como as estatísticas dos hospitais públicos têm demonstrado nos últimos fins de semana, poderá haver desemprego também entre motoristas de ambulâncias, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, agentes funerários, operários que fabricam cadeiras de rodas, sondas urinárias e outros dispositivos para deficientes físicos.
No ano passado, em nosso país, perderam a vida em acidentes de trânsito 17 mil pessoas. Ainda que apenas uma dessas mortes fosse evitada pela proibição de beber e dirigir, haveria justificativa plena para a criação da lei agora posta em prática.
Não é função do Estado proteger o cidadão contra o mal que ele faz a si mesmo. Quer beber até cair na sarjeta? Pode. Quer se jogar pela janela? Quem vai impedir?
Mas é dever inalienável do Estado protegê-lo contra o mal que terceiros possam causar a ele.
Dráuzio Varela, Folha de São Paulo, 19 de julho de 2008.
Marque a opção que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase abaixo.
____ habilidade do motorista ao volante deve estar associada ___ obediência ___ leis de trânsito.
Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.
Mais de 60 milhões de brasileiros usam a Internet,__1__ qual dedicam em média 44 horas mensais. Como se sabe,__2__ rede de computadores é uma importante ferramenta de comunicação, realização de negócios e acesso __3__ informações. Ainda assim, usuários e provedores de serviços não dispõem, no Brasil, de um arcabouço jurídico específico que estabeleça direitos e deveres no ambiente virtual. __4__ insegurança jurídica daí advinda não é desprezível. Criadores e gestores de conteúdo, desde o simples blogueiro aos maiores portais, encontram-se desprotegidos. Não raro, a Justiça os considera responsáveis por opiniões ou informações veiculadas em suas páginas — entendimento que nem sempre considera __5__construção coletiva engendrada na Internet. É bem-vinda, portanto, a iniciativa de levar__6__ discussão pública e legislativa um Marco Civil da Internet.
(Folha de S. Paulo, Editorial, 29/5/2010)
Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.
A maior fatia do bolo econômico, no Brasil, vai ____1____menos contribui para a produção. Em 2009, os trabalhadores levaram 20% do valor gerado pelas 100 maiores empresas brasileiras. As companhias guardaram 13,5% para seu patrimônio e entregaram 9,5% aos acionistas, isto é, ____2____fornece capital próprio e corre a maior parte do risco do investimento. O pedaço dos credores correspondeu a 12%. Os 45% restantes foram comidos ____3____ governos da União, dos Estados e dos Municípios.
O bolo, nesse caso, corresponde ___4____ valor adicionado, isto é, à diferença entre o valor final dos bens e serviços produzidos ___5____ companhias e o custo dos insumos - como matérias-primas e bens intermediários - comprados de seus fornecedores.
(O Estado de S. Paulo, Editorial, 1/6/2010)
Leia o texto abaixo para responder a
questão.

Quanto ao uso da crase:
I. O anúncio foi feito por meio da rede de miniblogs Tweeter, à qual ele aderiu duas semanas atrás.
II. Estou esperando por você desde às 8 horas da manhã.
III. Alguns investigadores preferiram seguir a pista do dinheiro à da honra.
IV. Cabe a cada um decidir o rumo que dará à sua vida.






