Questões de Concurso
Sobre crase em português
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(__) A ocorrência de crase na linha 10 se forma a partir da união da preposição ‘a’ com o artigo ‘a’;
(__) ‘oceânicas’ (l.03) somente é proparoxítona quando se encontra no plural;
(__) ‘sísmica’ (l.06) e ‘história’ (l.17) compartilham a mesma classificação quanto à acentuação gráfica;
(__) ‘também’ (l.07) deixa de compartilhar a classificação de acentuação gráfica com ‘é’ (l.06) somente quando flexiona em gênero
Texto para o item.
Relatório de gestão 2022 – 1.8. Ambiente Externo

Considerando‑se a tipologia, os sentidos do texto e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
O uso do sinal indicativo de crase na linha 26 está
correto e justifica‑se devido à a preposição “a”
estar contraída com o artigo definido “as”, o qual é
empregado antes de substantivo feminino.
I. Em: “ocupando as melhores áreas a partir da expulsão dos índios das planícies férteis onde, posteriormente, foi fundado um aldeamento que deu origem à cidade.”, a crase destacada acontece devido à necessidade do artigo “a” antes de “cidade” e da preposição “a”, regida por “origem”.
II. Em: “estando a maior parte de suas terras concentradas por latifundiários”, a preposição “por”, que compõe o complemento nominal destacado, está presente devido à regência nominal do adjetivo “concentradas”.
Marque a alternativa correta:
I. Vou __ Bahia.
II. Estamos dispostos __ colaborar.
III. Ficaram frente __ frente.
Assinale a alternativa que corresponde à sequência correta.
I. Você vai à escola hoje?
II. Ela compareceu perante à Justiça.
III. À medida em que cresce o número de carros, aumenta o barulho nas ruas.
Está(ão) correta(s) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Analise o uso do acento grave nas duas situações: “pois é muito mais fácil recorrer à tecnologia que está sempre à mão” (2º§) A partir do contexto exposto, assinale a afirmativa correta sobre o uso do acento grave nas duas situações.
Emprega-se o acento grave na contração da preposição “a” com os pronomes demonstrativos “aquela” e “aquelas”, que formam “àquela” e “àquelas”, respectivamente. Porém, nas contrações com as formas masculinas “aquele”, “aqueles” e “aquilo”, a crase não deve ser utilizada.
O IMAGINÁRIO EUROPEU, AS VISÕES SOBRE O “NOVO MUNDO” E SUAS GENTES
Nos séculos XV e XVI, quando ocorreram as grandes viagens marítimas, os europeus se depararam com realidades que eram bastante estranhas para eles. O oceano era um lugar onde reinava o imprevisível, ou seja, os navegadores não tinham certeza do que poderia acontecer, nem do que poderiam encontrar pelo caminho. As informações que eles tinham haviam sido retiradas, em sua maioria, de livros de outros navegadores, como por exemplo Nicollo Matteo, Marco Pólo. Mas tais informações eram povoadas de mitos e superstições. Assim, ao partirem para as grandes viagens pelo oceano, os navegadores tinham em mente as informações de livros sobre viagens e também suas próprias crenças e mitos, que desde a Antiguidade povoavam seus pensamentos.
Essa informações míticas e supersticiosas pertenciam quase todas à tradição grega: Ctésias de Cnido em 398 antes de Cristo, já escrevia sobre a existência de raças fantásticas como os ciápodas que possuíam um único e grande pé, os homens peludos, sem cabeça, e que tinham os olhos nos ombros: Plínio, em 77 depois de Cristo, também escrevia sobre os monstros e maravilhas que foram avistadas na Índia, como seres antropófagos (que comiam carne humana), seres andrógenos (que possuíam os dois sexos).
E tais informações foram sendo adaptadas ao longo do tempo. Porém, em geral, mantiveram-se quase sem alterações até o século XVI. Dessa forma pode-se entender o fato de os navegadores europeus terem visto sereias, antípodas (criaturas com os pés virados para trás), cinocéfalos (criaturas com corpo humano e cabeça de cachorro que comiam carne humana), ciclopes (monstro caracterizado por ter um único olho no meio da testa), e outras tantas criaturas monstruosas e maravilhosas, quando viajaram por regiões desconhecidas.
O imaginário, ou seja, o conjunto das ideias e imagens que faziam parte da mentalidade dos europeus, foi projetado sobre aquilo que eles viram de diferente durante as viagens pelo mar, e também ao entrarem em contato com terras desconhecidas. Dessa forma, quando eles chegaram às terras que mais tarde chamaram de Continente Americano, tudo aquilo que havia de exuberante ou de estranho foi identificado com as imagens que já lhes eram familiares. Aquilo que já fazia parte do pensamento cotidiano dos europeus projetou-se sobre a realidade que estava diante deles e, dessa forma, eles puderam entendê-la. Foi por causa desse tipo de identificação que os europeus viram no “Novo Mundo” vários monstros e criaturas fantásticas e maravilhosas.
Foi também por causa dessa identificação que os europeus acreditaram ter chegado ao Paraíso Terrestre (que era o lugar onde se encontrava o estado original do mundo, ou seja, onde se encontravam a ausência do pecado original, a pureza e a liberdade). A natureza exuberante e os bons ares eram características que contribuíam para que o “Novo Mundo” fosse associado ao Paraíso. Comparando-se as características das novas terras com as paradisíacas e encontrando semelhanças entre elas, os europeus logo fizeram uma associação. Dessa forma, ficava mais fácil entender a existência dessas novas terras. Mas o Paraíso nem sempre foi identificado com o Novo Mundo. Ele migrava de uma região para outra, conforme os europeus iam descobrindo e conhecendo lugares novos: ele esteve no oriente, no meio do oceano, no Novo mundo etc.
Se existia a ideia de Paraíso, existia também a ideia de inferno entre os europeus contemporâneos ao período das grandes viagens marítimas. Eles eram homens profundamente religiosos e seus pensamentos eram marcados por uma constante luta entre o bem e o mal. Dessa forma, no Novo Continente não foram identificadas apenas características paradisíacas, como a vegetação exuberante, por exemplo, mas também demoníacas, os inúmeros insetos e animais peçonhentos, o forte calor e, principalmente, os costumes das gentes da terra, ou seja, dos indígenas.
Os indígenas foram também relacionados com seres que estavam presentes no imaginário dos europeus: suas características assemelhavam-se às dos “homens selvagens” que habitavam livremente os bosques, gozando de liberdade e vivendo com base em seus instintos. Todas essas características eram contrárias ao ser humano cavalheiro e cristão que os europeus tinham como modelo. Os rituais dos indígenas, suas danças, sua nudez, suas práticas sexuais, sua preguiça, seus deuses, suas práticas religiosas, foram vistos pelos europeus como ações demoníacas, sobretudo o ritual antropofágico, no qual se comia a carne humana.
Contudo, deve-se ter em mente que essas características que se atribuíam aos indígenas têm uma razão de ser, pois aqueles que escreviam sobre o modo de viver do índio tinham uma visão centrada na religiosidade e nos padrões de vida europeus. Além disso, a identificação do que existia no imaginário europeu com a realidade contribuiu para que o diferente não fosse visto realmente como era, mas sim filtrado por algo que já era conhecido e comum.
Dessa forma, pode-se perceber que os europeus não viram os indígenas como seres humanos com um modo de vida diferenciado, mas identificaram-nos com os “homens selvagens”, desclassificando seus costumes e hábitos. E, do ponto de vista espiritual, os europeus consideraram as práticas indígenas demoníacas, identificando suas ações religiosas com bruxaria, feitiçaria e outros tantos rituais anti-cristãos, que já faziam parte de sua mentalidade. Assim, eles conseguiram dar sentido à existência de seres humanos em uma região que, com base nas informações que tinham, não podia só podia ser habitada por monstros e criaturas maravilhosas.
Pode-se, por fim, concluir que a visão que os europeus tiveram do Novo Mundo e das gentes que o habitavam estava fundamentada no imaginário europeu que era marcado pela religiosidade e pela crença em uma série de mitos e superstições. Todas as imagens que permeavam o pensamento dos europeus, entre os séculos XV e XVI, acabaram sendo associadas à realidade do Novo mundo, de forma que ele pudesse ser entendido. Assim, as ideias de bem e mal, de Paraíso e Inferno, conduziram a visão que foi lançada sobre as novas terras e aqueles que a habitavam, ora edenizando-os, ora detratando-os.
(Adaptado de SOUZA. Wanessa de. O imaginário europeu, as suas visões sobre o “Novo Mundo” e suas gentes. Disponível em: https://www.fafich.ufmg.br/pae/apoio/oimaginarioeuropeuesuasvisoesso breonovomundoesuasgentes.pdf. Acesso em 17/04/2023).
Os fenômenos da língua que motivam o emprego do sinal grave no vocabulário sublinhado acima são:
Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas.
Até........................... poucos dias, os preços desse produto estavam sujeitos............................ grandes oscilações no mercado.
Texto I
“A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ___ Supremo Tribunal Federal (STF) denúncias contra 39 pessoas que participaram dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes. [...] ___ denúncia foi feita na segunda-feira (16), três dias após ___ representação por Pacheco.”
(Adaptado. Fonte: Agência Senado. Disponível em: https://www12.senado. leg.br/noticias/materias/2023/01/17/detidos-nosenado-sao-denunciados-por-crime-de-golpe-deestado)
I. Este valor é __ vista ou __ prazo?
II. Gosto de andar __ cavalo.
III. Iremos __ uma formatura no próximo final de semana.
IV. Vou __ feira.
V. Carlos chegou __ 14 horas.
