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Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.697 questões

Q3845390 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Meu dia em cadeiras


Como em todos os meus dias úteis, o despertador tocou às cinco e quarenta da manhã. Dei uma enrolada na cama, rolei a tela do celular, até que, às seis horas, me levantei. Fui para a cozinha preparar meu café da manhã, que possui quase sempre a mesma composição: uma fatia de pão integral, com dois ovos, uma clara, e meio mamão papaia com leite em pó. Levo o meu pratinho para a sala de estar e me sento na cadeira da mesa central. Cadeira branca, de madeira, que fica de frente para a janela. É o lugar em que posso contemplar a simplicidade desse horário das seis da manhã. Tomar meu café, ver o Sol ainda tímido, o rosto sonolento das pessoas, os funcionários das padarias e restaurantes abrindo seus estabelecimentos, e o baixo movimento da avenida, que cresce aos poucos.

Em um piscar de olhos, percebo que estou atrasada, como sempre. E vou correndo pegar o ônibus 715M sentido Largo da Pólvora, que está sempre lotado, nunca tem uma mísera cadeira livre para sentar-se. E olha que eu pego no começo da linha. Naquele dia, por algum milagre, eu consegui uma cadeira para mim. Com vista para janela, ainda! Geralmente, os quarenta minutos que fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta minutos, dependendo do trânsito, eu passo estressada, doida para chegar no serviço logo, com a cabeça falando "não aguento mais!" a toda hora. Naquele dia, eu percebi que meu mau humor, em grande parte, estava relacionado com a falta de uma cadeira para se sentar no ônibus. Tudo bem que ela não é das mais confortáveis, mas sentada naquela cadeira, com vista para a janela, o tempo passou voando. Minha mente se fixou em todos os acontecimentos da cidade. Quando fui ver, eu tinha chegado.

No trabalho, a primeira coisa que eu faço é ir para minha mesa no escritório. Deixo minhas coisas em cima, mas por incrível que pareça, a minha cadeira nunca está na minha mesa. As pessoas que chegam antes de mim sempre pegam minha cadeira, oferecem para alguém que está visitando o escritório ou usam para colocar alguma tralha em cima, bolsa, marmita, aparelhos de câmera, ou simplesmente para apoiar o pé. É muita folga, né? Eu sempre tenho que ir lá, pegar outra cadeira, me acostumar com o novo acolchoado e com a ergonomia que é diferente. Que raiva!

E foi assim, refletindo sobre a disputa de cadeiras no meu trabalho, que me veio um pensamento meio doido: o nosso dia é, em boa parte, feito de cadeiras. Quando a gente está cansado, a falta dela nos estressa e traz até dor física. No ônibus lotado, pode reparar, está todo mundo em busca de uma cadeira para sentar-se. Ao mesmo tempo, ficar nela por muito tempo também pode causar uma baita de um desconforto. Passar horas no trabalho, sentada toda torta na cadeira, somado ao estresse do cotidiano, resulta em uma tensão dos músculos extremamente desagradável. E você, como seria se você contasse como foi o seu dia a partir de uma cadeira?

Texto Adaptado

BARROS, Maria Fernanda. Meu dia em cadeiras. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 5. São Paulo: ECA-USP, 2025. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "Geralmente, os quarenta minutos que fico naquele ônibus, às vezes chegam a cinquenta minutos...", observa-se o uso do acento indicativo de crase na expressão "às vezes". Considerando a norma-padrão da língua portuguesa e a classificação dessa expressão, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845171 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As 10 cidades mais quentes do Brasil em meio à onda de calor com alerta de 'grande perigo'


Segue válido até as 18h desta terça-feira (30/12) um alerta de "grande perigo" do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a onda de calor que tem atingido especialmente o centro-sul do Brasil.

O alerta - em vigor para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo - significa que os termômetros podem marcar 5ºC acima da média para dezembro durante cinco dias ou mais nessas regiões.

A onda de calor começou no dia 22 de dezembro diante da combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, mas intensificada neste fim de mês.

O fenômeno é classificado assim pelos meteorologistas quando as temperaturas ficam significativamente acima da média por vários dias consecutivos.

O que chama atenção neste episódio não é apenas o calor pontual de uma tarde específica, mas a sua continuidade.

Diferentemente de picos isolados, comuns no verão, a atual configuração atmosférica favorece dias sucessivos de temperaturas altas, inclusive durante a noite e a madrugada, o que dificulta a recuperação do corpo humano e aumenta o desconforto térmico.

Segundo os dados consolidados do Inmet no domingo (28/12), das 10 cidades mais quentes do Brasil, quatro estão na faixa do alerta de "grande perigo" no Sudeste do Brasil. As outras seis são cidades do sertão do Nordeste, região tradicionalmente quente nessa época do ano.

A 125 km do Rio de Janeiro, Três Rios tem cerca de 80 mil habitantes. A cidade fica numa área de vale, o que dificulta a circulação de ventos e faz o ar quente "ficar preso". Já Caicó está no coração do semiárido potiguar, longe do mar, com muito sol e pouca chuva.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c14v4r3gn1po
"Segue válido até as 18h desta terça-feira (30/12) um alerta de "grande perigo" do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a onda de calor que tem atingido especialmente o centro-sul do Brasil."

Considerando as regras de emprego do sinal indicativo de crase em indicação de horas, analise a afirmativa CORRETA.
Alternativas
Q3844878 Português
Como nosso corpo sofre (e se adapta) em uma onda de calor.


O Brasil enfrenta uma nova onda de calor, com temperaturas cerca de 5ºC acima da média. O cenário fez com que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitisse um alerta vermelho.

O alerta vermelho, que é válido até a próxima segunda-feira (29/12), é o maior grau entre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.

Os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo estão totalmente incluídos no alerta vermelho, além da região norte do Paraná, compreendendo as áreas de Londrina e Curitiba; o sul de Minas Gerais, englobando Uberaba, Varginha e Juiz de Fora; o leste do Mato Grosso do Sul, incluindo Três Lagoas; e o sul do Espírito Santo, na área de Cachoeiro de Itapemirim.

Pelo segundo dia seguido na sexta-feira (26/12) , a cidade São Paulo registrou recorde de calor para o mês de dezembro ao atingir 36,2ºC.

O Estado do Rio de Janeiro registrou, nos últimos dias, mais de 2 mil atendimentos de pessoas passando mal por conta do calor em postos de saúde. Somente na capital fluminense, foram mais de 1 mil atendimentos entre os dias 23, 24 e 25 de dezembro, segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas e os brasileiros estejam geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus, a situação é particularmente perigosa devido à sua extrema intensidade.

Estar exposto — especialmente nos horários de pico do calor, entre 12h e 16h — pode causar alterações no organismo que oferecem risco à saúde, principalmente para grupos com saúde mais frágil, incluindo idosos, pessoas com comorbidades, e crianças pequenas.

Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna.

No caso da exposição ao calor, primeira reação do organismo é dissipar calor através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberar calor para o ambiente.

No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao superaquecimento corporal, insolação e possíveis danos aos órgãos.

"Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial", explica Lucas Albanaz, clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas.

Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.

A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), a sede intensa e fadiga.

"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro pode evoluir para choque térmico, com confusão mental, convulsões, e seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito", explica ele, que é coordenador do Núcleo de Medicina de Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

De acordo com um relatório publicado na revista científica The Lancet, nos últimos 20 anos o aumento da mortalidade relacionado com o calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%.

Apenas na Europa, em 2022, ocorreram 61.672 mortes atribuíveis ao calor entre 30 de maio e 4 de setembro de 2022, segundo uma análise recente publicada na Nature Medicine.

Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que por algum motivo os tornem mais vulneráveis ao calor.

"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos, por exemplo. Eles naturalmente já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação", aponta Daudt.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvrmn343mo
"Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas e os brasileiros estejam geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus, a situação é particularmente perigosa devido à sua extrema intensidade."
Com base no emprego do sinal indicativo de crase no enunciado acima, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.

(__)O emprego de crase na expressão 'à sua extrema intensidade' é facultativo, pois antes de pronomes possessivos pode ocorrer ou não o uso desse sinal.

(__)O vocábulo 'devido' rege a preposição 'a', o que justifica o emprego da crase de forma correta, uma vez que 'extrema' é um substantivo que admite artigo feminino.

(__)Se o vocábulo 'calor' fosse substituído por 'temperaturas', como em 'à temperaturas', a crase seria obrigatória, uma vez que se trata de uma palavra feminina que admite artigo.

(__)A crase foi empregada de forma incorreta, pois diante de pronomes não ocorre crase.



A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3844710 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como um professor de escola pública e uma parlamentar negra criaram o Dia do Professor há quase oitenta anos


Na sala dos professores do Ginásio Caetano de Campos, o Caetaninho, surgia uma inquietação: o segundo semestre precisava de uma pausa que aliviasse o desgaste docente. Foi nesse contexto que o piracicabano Salomão Becker (1922−2006) lembrou-se de uma tradição de sua cidade natal, em que alunos celebravam um dia de confraternização com os mestres. Da junção dessa memória com a necessidade escolar, propôs criar o Dia do Professor, posteriormente fixado em quinze de outubro — data que coincide com a Lei Imperial de 1827, marco inaugural da educação pública primária no Brasil.

Em 1947, o Caetaninho adotou a comemoração e, no ano seguinte, ela virou lei paulista. A proposta nasceu da experiência concreta do magistério: um gesto simples e humano de oferecer descanso, reflexão e troca entre professores. Segundo o pesquisador Rinaldo Allara Filho, Becker não almejava um feriado nacional, mas sim fortalecer a comunidade docente e valorizar sua saúde mental.

Na mesma época, em Santa Catarina, Antonieta de Barros (1901−1952), professora e deputada estadual — a primeira mulher negra eleita para um cargo público no país — instituiu o Dia do Professor como feriado escolar. Embora independentes, as iniciativas expressavam o mesmo espírito do tempo: a urgência de valorizar o magistério em um país em redemocratização. Para Allara e para o educador Italo Curcio, Becker representava a valorização pela vivência cotidiana da sala de aula, enquanto Antonieta simbolizava o reconhecimento político e social — duas vias complementares de afirmação da docência.

A força dessas ações culminou no decreto de 1963, que oficializou o Dia do Professor em todo o território nacional. A trajetória de Becker, filósofo formado pela USP, professor de história e geografia por quase meio século e mais tarde docente de direito internacional, revela sua dedicação à profissão, apesar de poucas informações biográficas disponíveis. Sua iniciativa basta para firmá-lo como referência na valorização do magistério.

Antonieta de Barros, cuja história vem sendo resgatada nas últimas décadas, cresceu em meio à pobreza, alfabetizou-se graças ao convívio com estudantes que se hospedavam na pensão mantida por sua mãe e construiu carreira como professora, jornalista, líder do magistério e parlamentar. Para Allara, seu legado ressignifica a data ao vinculá-la à busca por justiça social e pela centralidade da educação na democracia.

O linguista Vicente de Paula da Silva Martins destaca o significado simbólico e jurídico do quinze de outubro, que remete à Lei Imperial de 1827 — marco fundador da educação pública brasileira. Essa legislação definiu funções docentes, estabeleceu hierarquias e determinou conteúdos essenciais, além de prever remuneração para professores que, se atualizada de forma correta ainda hoje, corresponderia a valores entre R$ 5.733 e R$ 14.336. Apesar de refletir desigualdades de gênero e prestígio, a lei representou tentativa pioneira de universalizar o ensino e consolidar a educação como responsabilidade do Estado.

Hoje, especialistas reconhecem que o Dia do Professor continua relevante, ainda que com menor solenidade do que no passado. Para Allara, há um descompasso entre o apreço afetivo da data e a falta de políticas efetivas de valorização profissional. A celebração homenageia o professor, mas evidencia que a sociedade ainda precisa avançar para consolidar o magistério como pilar estratégico na formação cidadã. Mesmo assim, como conclui Curcio, o professor segue sendo figura respeitada e celebrada.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8r0xpnm0xlo.adaptado.
Para Allara, seu legado ressignifica a data ao "vinculá-la à busca" por justiça social e pela centralidade da educação na democracia.

Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IESES Órgão: SCGás Prova: IESES - 2026 - SCGás - Contador |
Q3844644 Português
Considerando as regras de emprego do acento indicativo de crase, bem como a regência verbal e nominal, analise as frases a seguir e assinale a alternativa em que o uso da crase está INADEQUADO, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.  
Alternativas
Q3844215 Português

Texto para a questão.


Programa mulheres de peito


        A OMS estima que no mundo ocorram cerca de 1.050.000 casos de câncer de mama por ano. É o tipo de câncer que mais incide sobre a população feminina. Nas mulheres, é a causa mais frequente de morte por câncer.


         As causas do câncer de mama não são totalmente conhecidas, mas sabe‑se que a doença é multifatorial e depende de uma complexa combinação de fatores. A idade é o principal fator de risco, que aumenta a partir dos 35 anos em alguns grupos. As mulheres que têm entre 50 e 70 anos são as mais propensas, por isso as políticas de rastreamento, baseadas nas recomendações da Organização Mundial de Saúde, são prioritariamente focadas nessa faixa etária.


        Existe também a predisposição genética, que não é tão significativa, pois representa de 5% a 10% dos casos, mas serve como alerta.


        Os fatores que predispõem as mulheres ao câncer de mama são classificados entre os inevitáveis e os que podem ser evitados por meio da mudança ou incorporação de hábitos e comportamentos, possibilitando assim a intervenção direta dos programas de prevenção.


        Na primeira classificação ‑ INEVITÁVEIS ‑ temos as seguintes características: sexo feminino, idade maior que 55 anos, predisposição genética, antecedência pessoal e familiar, alta densidade mamária, menarca precoce ou menopausa tardia.


        Já os fatores de risco que podem ser EVITADOS, minimizando em tese as chances de câncer, são: migração, exposição à radiação ionizante, nuliparidade ou primeira gestação depois dos 30 anos, uso de terapia de reposição hormonal, não amamentar, consumo de álcool, fumo, abuso de gordura animal e obesidade.


Internet:<saude.sp.gov.br>  (com adaptações).

Com base no trecho “exposição à radiação ionizante”, assinale a opção correta, conforme a regência verbal e a nominal da norma‑padrão da língua portuguesa e considerando o fenômeno da crase.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: SAAEB Prova: VUNESP - 2026 - SAAEB - Controlador Interno |
Q3842321 Português

Localizada na fronteira com o Paraguai e a Bolívia, o município de Corumbá tem moradores de 28 nacionalidades, sobretudo bolivianos, mas também venezuelanos, colombianos, equatorianos, haitianos e palestinos. “Devido _________ posição geográfica, quem está nos países fronteiriços tem fácil acesso ________ Corumbá”, explica a professora Patrícia Teixeira Tavano.


    De acordo com ela, além de imigrantes levados _________ fixar residência na cidade, há um movimento de bolivianos que trabalham, estudam ou utilizam serviços de saúde no Brasil, retornando diariamente ao país vizinho. O trânsito na fronteira é igualmente intenso em sentido contrário, ou seja, de brasileiros que vão ________ Bolívia fazer compras e acessar o ensino superior, especialmente cursos de medicina.



(Christina Queiroz. Mudanças no perfil da imigração ao Brasil. https://revistapesquisa.fapesp.br, 02.09.2025. Adaptado)



As lacunas do texto são completadas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Q3840593 Português

Utilize o texto abaixo para responder a questão. 


“Na manhã ensolarada, caminhei à beira-mar, observando as ondas que batiam na areia. Parecia um quadro vivo, tão bonito que só podia ser comparado a uma pintura impressionista. Sentei-me na areia e vi que os barcos se moviam calmamente, e nuvens se espalhavam pelo céu, formando desenhos que mudavam a cada instante. Enquanto isso, havia muitas gaivotas sobrevoando a costa, e algumas mergulhavam em busca de peixes.”

Assinale a única alternativa em que o uso (ou não) da crase está CORRETO.
Alternativas
Q3839357 Português
O espelho da sociedade em “O Animal Social”

Publicado pela primeira vez nos anos 1970 e constantemente atualizado, O Animal Social, de Elliot Aronson, tornou-se um dos clássicos mais influentes da psicologia social. Nele, o autor conduz o leitor a uma jornada fascinante sobre como nossas atitudes, escolhas e até emoções mais íntimas são moldadas pelas interações com os outros. Aronson mostra que compreender o ser humano exige olhar para além do indivíduo isolado: é preciso enxergar o tecido social que sustenta — e muitas vezes direciona — cada comportamento.

Com exemplos vivos e pesquisas instigantes, o livro examina fenômenos como a conformidade, a persuasão e os estereótipos, revelando o quanto somos permeáveis às pressões de grupos, à propaganda e à opinião alheia. Em vez de limitar-se a uma análise acadêmica, o autor costura narrativas que tornam evidente como esses mecanismos se manifestam em situações comuns, do convívio familiar às decisões po0líticas.

Entre os episódios mais marcantes discutidos por Aronson está o experimento de Solomon Asch, no qual voluntários eram convidados a identificar, em cartões simples, qual linha era igual a outra em comprimento. Quando os cúmplices do pesquisador — que faziam parte do grupo de avaliação — davam respostas evidentemente erradas, muitos participantes acabavam cedendo à pressão e repetindo o erro coletivo. O resultado expõe de maneira clara como a busca por aceitação social pode levar indivíduos a negar até mesmo o que os seus próprios olhos percebem.

Ao mesmo tempo, Aronson lembra que não somos apenas receptores passivos de influências sociais. O livro também revela nossa capacidade de empatia, cooperação e altruísmo, ressaltando que a vida em sociedade pode despertar tanto o lado mais sombrio quanto o mais luminoso do ser humano. Essa ambiguidade, longe de ser um defeito, é a essência da condição humana que o autor convida a refletir.

Mais do que um manual científico, “O Animal Social” é uma obra que instiga e provoca, mostrando que compreender a nós mesmos passa, inevitavelmente, por compreender os outros. Quem se deixa guiar por suas páginas não encontra apenas conceitos acadêmicos, mas uma chave para interpretar o mundo e, talvez, transformar a maneira como nele habita.
Assinale a alternativa em que o uso da crase está correto.
Alternativas
Q3839227 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.

    À medida que as regiões metropolitanas se expandem, passa a haver continuidade entre bairros antes separados por extensas áreas vazias, evidenciando o processo de conurbação urbana.
     Quando analisamos que dois núcleos urbanos se unem porque seus vetores de crescimento avançam na mesma direção, compreendemos a fusão territorial que se forma.
   Assim, à leitura cuidadosa dessas mudanças, tornam-se evidentes os impactos sobre mobilidade, serviços públicos e planejamento urbano.
A ocorrência de crase anterior ao termo “leitura” pode ser justificada:
Alternativas
Q3839124 Português
Assinale a alternativa em que o emprego de “a” ou “à” se apresenta totalmente correto. 
Alternativas
Q3838385 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


“A confidencialidade de informações na internet é a prática de proteger dados pessoais, corporativos ou sigilosos àqueles usuários autorizados, para que apenas pessoas autorizadas possam acessá-los. Com o crescimento de serviços online, redes sociais, compras digitais e armazenamento em nuvem, havia a necessidade de proteger essas informações, tornando essencial prevenir fraudes, roubo de identidade e vazamentos de dados.”.
No trecho do texto:

“proteger dados pessoais, corporativos ou sigilosos àqueles usuários autorizados”

A crase em “àqueles” está:
Alternativas
Q3837892 Português

Leia o texto a seguir:



“Estou _________ procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o comparo _______ um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. __________ vezes penso que estou procurando um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço inúmeras fantasias ________ respeito desse livro desconhecido.”


(Clarice Lispector, Aprendendo a viver, 2004. Adaptado)



As lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Q3837659 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão




(Will Tirando, willtirando.com.br/ category/quadrinhos/page/2/, 21.06.2025)

Assinale a alternativa em que o sinal de crase está corretamente empregado na frase adaptada da tira.
Alternativas
Q3837251 Português
Em um relatório técnico, o médico-veterinário descreve a higiene e o manejo sanitário adotados em diferentes setores da fazenda. Considerando a regência verbal e nominal, bem como a distinção entre complemento e adjunto adverbial, assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está correto.
Alternativas
Q3836871 Português
Assinale a alternativa em que as ocorrências ou não de crase se apresentam de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3836029 Português
Quem inventou o caça-palavra?

A criação do caça-palavra é atribuída ao norte-americano Norman Edlo Gibat, que era dono de uma gráfica na cidade de Norman (sim, ele e a cidade tinham o mesmo nome), no estado de Oklahoma.

    A gráfica de Norman publicava um folheto de anúncios classificados, chamado Selenby Digest, distribuído em lojas e em pontos de ônibus. Em 1º de março de 1968, Gibat publicou nesse folheto, para a diversão dos leitores, seu primeiro caça-palavra, batizado de “Anagrama de Oklahoma”. As palavras podiam aparecer na vertical ou na diagonal, em qualquer direção, e deviam ser circuladas.
   O primeiro caça-palavra trazia nomes de cidades do estado de Oklahoma. O segundo escondeu nomes de ruas de Norman. O sucesso do jogo foi imediato: professores passaram a pedir cópias para uso em sala de aula, e o caçapalavra se popularizou na região. Gibat deixou de publicar o folheto em 1970. Como ele não registrou a patente de sua criação, o formato se espalhou livremente.
    O nome do jogo em alguns países de língua espanhola é “sopa de letras”.


Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.
Em “Caça-palavra me remete à infância”, considerando-se apenas a correção gramatical, o sinal indicativo de crase deverá ser obrigatoriamente removido caso o termo sublinhado seja substituído por:
Alternativas
Q3835038 Português
Leia a crônica de Rubem Braga.

Meu ideal seria escrever…

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse: “ai meu Deus, que história mais engraçada!”. E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria: “mas essa história é mesmo muito engraçada!”.

Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.

Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse e, tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse -- “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago, mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.

E quando todos me perguntassem -- “mas de onde é que você tirou essa história?”… eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido e que, por sinal, começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história…”.

E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu havia inventado toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

Agradeço ........... Vossa Senhoria ............ oportunidade para manifestar minha opinião ........... respeito daquilo que ............ meu ver não está correto.

Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
Alternativas
Q3834779 Português
Cor-de-Rosa

        O vizinho mandou pintar de cor-de-rosa sua casa, e de azul-claro o beiral das janelas. Esta providência dá margem a algumas divagações que aqui se transmitem ao leitor, nosso companheiro. O ato do vizinho é muito mais importante do que lhe parece a ele. Afirma um sentimento de confiança na civilização mediterrânea, e o propósito de contribuir para que todos nós, residentes ou transeuntes, recuperemos um pouco da beatitude perdida.

        De uns anos para cá as ruas passaram a ser percorridas por elementos suspeitos, que, avaliando em metros quadrados aéreos os terrenos onde se erguem as habitações humanas, logo procuram seus proprietários e lhes propõem botar aquilo no chão. A aquiescência imediata dos interpela­dos revela estranha propensão ao suicídio, praticado através da destruição de algo fundamental como é a casa em que vivemos.

         Mas o vizinho reagiu contra essa psicose grupal, e dali sorriem pintadas de rosa as paredes de sua casa. Vale dizer que ele não atendeu o telefone, quando o chamaram para consultá-lo vagamente sobre a hipótese da derrubada, que não compareceu ao escritório onde peritos blandiciosos o convenceriam da inconveniência de morar à maneira antiga, metendo em brios o seu amor-próprio, pois se todo mundo desistiu de tal maneira, por que só ele continua teimando? Ou compareceu, foi amaciado, reagiu, tornaram a amaciá-lo, esteve a ponto de ceder, a vista se lhe turvou qual plúmbeo véu, eram tantos milhões de cruzeiros, mas cobrou ânimo e reagiu outra vez, o senhor é louco, não vê que a valorização naquela zona o proíbe de continuar a deter o surto imobiliário, isso é um crime, o senhor está perdendo dez mil cruzeiros por semana, onde é que anda o amor que devota a seus filhos, e o gabarito, e a vaga na garagem, e o fabuloso jardim de inverno, e o vizinho vai capitular, não, ainda, não; passa-lhe pela mente o frontispício cor-de-rosa, com elementos azuis, de uma antiga mansão onde a vida era feliz, ou pelo menos ficou sendo naquele tempo; depois que considerou bem, o vizinho enxuga o suor da testa, grita NÃÃÃO, e sai e chama o pintor e lhe ordena: pinte tudo cor-de-rosa, com os beirais e as janelas de azul de mês de Maria, quero minha casa bem bonita, como bonito era o sobradão de 1800 e tantos onde meu bisavô nasceu, e quero ver, mas quero ver quem derruba minha casinha!

(Carlos Drummond de Andrade, “Cor-de-Rosa”, Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17455/cor-de-rosa. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho foi reescrito em conformidade com a norma-padrão de regência e emprego do acento indicativo de crase.
Alternativas
Q3834678 Português
A tempestade da desigualdade climática

        Em todo o mundo, há cerca de 1,1 bilhão de pessoas vivendo em condições de “pobreza multidimensional aguda” – aquela que define a pobreza não só pela falta de renda, mas por um conjunto de privações, como saúde, educação, habitação, saneamento básico, energia elétrica, água potável e acesso à informação. Desse número gigantesco, quase 900 milhões de pessoas, ou cerca de 80%, estão diretamente expostas a riscos climáticos, por viverem em regiões mais suscetíveis ao impacto, por exemplo, do calor extremo, inundações, seca ou poluição do ar. Esse cruzamento entre índices de pobreza e risco climático, feito de maneira inédita, é um dos méritos de um relatório divulgado pela ONU e pela Iniciativa Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford, da Universidade de Oxford.

        Intitulado “Índice de Pobreza Multidimensional Global de 2025 – Dificuldades sobrepostas: pobreza e riscos climáticos”, o documento não só reafirma o quanto a pobreza está longe de ser um problema socioeconômico isolado, como reforça o que a ciência vem alertando, isto é, sua conexão direta com instabilidades planetárias. Afinal, efeitos climáticos extremos são parte da rotina dos mais vulneráveis e integram o conjunto de alertas de especialistas para tentar tornar mais ambiciosos os compromissos em negociação durante a COP-30, em Belém.

        A constatação reforça uma verdade incômoda: o aquecimento global é também um problema de desigualdade. A pobreza e o clima formam um círculo perverso, pois a escassez de recursos obriga milhões a depender de atividades frágeis, como a agricultura de subsistência e o trabalho informal, justamente as mais afetadas por eventos extremos. Quando secas e enchentes se alternam com frequência, tanto comprometem o sustento quanto destroem o pouco que resta. O relatório mostra a África Subsaariana e o sul da Ásia como regiões especialmente críticas. Mas o Brasil também faz parte desse retrato. Enchentes no Rio Grande do Sul, deslizamentos em Petrópolis e no litoral paulista, estiagens no Nordeste e queimadas na Amazônia revelam um mesmo padrão: são os mais pobres que mais perdem.

(https://www.estadao.com.br/opiniao, 30.10.2025. Adaptado)
A concordância verbal e o uso do acento indicativo da crase atendem à norma-padrão em:
Alternativas
Respostas
521: B
522: C
523: C
524: C
525: B
526: B
527: E
528: A
529: C
530: B
531: A
532: C
533: B
534: E
535: A
536: A
537: B
538: A
539: E
540: A