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Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.699 questões

Q3635472 Português
Considere:

I.Antes das locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas.
II.Antes de palavras femininas.

De acordo com as considerações feitas, assinale a alternativa cujo uso da crase NÃO deve ser empregado:
Alternativas
Q3635438 Português
Indique a opção que apresenta a ocorrência INCORRETA da crase:
Alternativas
Q3635200 Português

Considere as seguintes orações:



I. Ele votou pela reparação civil por crimes de tortura na ditadura militar e, portanto, a favor do pagamento de indenização à família do jornalista.


II. A atriz assiste à vitória do Brasil.


III. A BR 324 foi interditada para dar segurança à procissão.


O uso da crase, de acordo com a norma culta da língua portuguesa, está correto: 

Alternativas
Q3634800 Português
E ELES NÃO FORAM FELIZES PARA SEMPRE

    João e Maria não são mais as crianças ingênuas que se deixavam iludir por uma casa feita de doces no meio da floresta. Adultos, se tornaram caçadores mercenários que querem vingança contra a bruxa que um dia ameaçou suas vidas. A Bela Adormecida, por sua vez, já não é vítima do feitiço de uma bruxa invejosa. Por vontade própria, ela cai em sono profundo para satisfazer o fetiche dos homens.

    Não, não deu a louca nos contos de fadas. Foi o cinema que decidiu cortar os “felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta e, em alguns casos, mais sombria também, como nos exemplos acima. Seguindo "A Garota da Capa Vermelha", longa baseado no conto Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente das doces adaptações feitas pela Disney que se acostumou a ver nos cinemas, devem chegar à tela grande entre este ano e o próximo.

    O olhar menos ingênuo e mais pesado que os novos filmes lançam sobre os contos de fadas espelha aspectos da própria atualidade. "A Fera", por exemplo, que ainda não tem data de estreia no Brasil, traz "A Bela e a Fera" para o século XXI propositalmente. "Eu adorei a ideia de tornar contemporânea a história e ambientála em um colégio. O conto trata da forma como se lida com a aparência e achei a escola o cenário ideal para explorar a obsessão que a nossa cultura e a nossa juventude têm pelo visual", comentou o diretor Daniel Barnz, em entrevista de divulgação do filme.

    Essa sintonia com o presente ultrapassa a questão da temática e encontra eco também na própria origem dessas narrativas, cujas primeiras versões, de séculos atrás, nada tinham de infantil. "Na origem, os contos de fadas eram histórias para adultos. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção. E, agora, tais textos estão voltando a ser adultizados, assim como as próprias crianças vêm se mostrando", sugere Patrícia Magero Pitta, doutora em teoria da literatura pela PUC-RS. "A Garota da Capa Vermelha" foi um dos filmes da nova safra que buscou inspiração nessa fonte adulta. O roteiro foi criado após o estudo de inúmeras versões, muitas delas perturbadoras, que o conto de Chapeuzinho Vermelho teve ao longo da história. No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro. Ela planeja fugir com seu grande amor, mas adia a decisão depois que a irmã é assassinada por um lobisomem, cuja identidade é desconhecida.

    Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema. Assim como as adaptações de livros ou cinebiografias, os contos podem se converter em um filão lucrativo para a indústria. "Hollywood sempre investe em franquias estabelecidas, como os personagens de quadrinhos, os heróis. Os contos de fadas se enquadram na mesma ideia. Além disso, tem o conforto em saber que existe um público que já está familiarizado com essas histórias e vai querer ver novas versões", observa o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena.

    Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema, acredita a professora do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Márcia Ivana de Lima e Silva. "Os contos de fadas continuam valendo até hoje na sua estrutura mínima, que propõe solução de problemas, e é por isso que eles acabam sendo aproveitados por esse cinema comercial. O filme acaba tendo essa particularidade de mostrar a solução das situações de uma forma tranquila, quase que renovando as nossas possibilidades de enfrentar o cotidiano, e isso independe da idade", explica.

    Não por acaso, filmes para todos os tipos de público já se apropriaram das estruturas dos contos de fadas para construírem seus enredos, destaca a escritora e doutora em teoria da literatura Viviane Dexheimer Gil. É o caso de "Harry Potter", que trata do afastamento da família, a série "Crepúsculo", que aborda o impedimento amoroso, mas também "Cisne Negro", que gira em torno da libertação, e "Uma Linda Mulher", uma espécie de Cinderela dos anos 1980.
O emprego do acento de crase na palavra em destaque não está de acordo com a normapadrão em: 
Alternativas
Q3628499 Português
TEXTO: NÃO É PRÓPRIO FALAR SOBRE OS ALUNOS


Gosto de ouvir conversas. Mania de psicanalista. É que nas conversas moram mundos diferentes do meu. Thomas Mann, no seu livro "José do Egito", conta um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito: "Estamos a um metro de distância um do outro. E, no entanto, ao teu redor gira um universo do qual o centro és tu, e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu". Fascinam-me esses universos que me tangenciam e que, no entanto, estão distantes de mim. Gosto de ouvir conversas para viajar por outros mundos. Por vários anos eu viajei diariamente de trem, de Campinas para Rio Claro, no Estado de São Paulo, onde eu era professor na antiga Faculdade de Filosofia. No mesmo vagão viajavam também muitos professores a caminho das escolas onde trabalhavam. Iam juntos, alegres e falantes... Por anos escutei o que falavam. Falavam sempre sobre as escolas. Era ao redor delas que giravam os seus universos. Falavam sobre diretores, colegas, salários, reuniões, relatórios, férias, programas, provas. Mas nunca, nunca mesmo, eu os ouvi falar sobre os seus alunos. Parece que nos universos em que viviam não havia alunos, embora houvesse escolas. Se não falavam sobre alunos é porque os alunos não tinham importância.

Participei da banca que examinou uma tese de doutoramento cujo tema eram os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores. A candidata se dera ao trabalho de examinar tais reuniões para saber sobre o que falavam diretores e professores. As coisas registradas eram as coisas importantes que mereciam ser guardadas para a posteridade. Nos livros estavam registradas discussões sobre leis, portarias, relatórios, assuntos administrativos e burocráticos, eventos, festas. Mas não havia registros de coisas relativas aos alunos. Os alunos, aqueles para os quais as escolas foram criadas, para os quais diretores e professoras existem: ausentes. Não, não era bem assim: os alunos estavam presentes quando se constituíam em perturbações da ordem administrativa. Os alunos, meninos e meninas, alegres, brincalhões, curiosos, querendo aprender, alunos como companheiros dessa brincadeira que se chama ensinar e aprender —sobre tais alunos o silêncio era total.

Essa ausência do aluno —não do aluno a quem o discurso administrativo das escolas se refere como o "o perfil dos nossos alunos", nem esse nem aquele, todos, aluno abstrato— não esse, mas aquele aluno de rosto inconfundível e nome único, esse aluno de carne e osso que é a razão de ser das escolas. Ah!, é importante nunca se esquecer disso: alunos não são unidades biopsicológicas móveis sobre os quais se devem gravar os mesmos saberes, não importando que sejam meninos nas praias do Nordeste, nas montanhas de Minas, às margens do Amazonas, ou nas favelas do Rio. Os alunos são crianças de carne e osso que sofrem, riem, gostam de brincar, têm o direito de ter alegrias no presente e não vão à escola para serem transformados em unidades produtivas no futuro. E é essa ausência do aluno de carne e osso que está progressivamente marcando os universos que giram em torno da escola. Os professores não falam sobre os alunos. Na verdade, não é próprio que os professores falem com entusiasmo e alegria sobre os alunos. Os alunos não são tema de suas conversas. Acontece nas escolas primárias (ainda escrevo do jeito antigo porque não acredito que a mudança de nomes mude a realidade...). Mas não só nelas. Lembro-me de uma brincadeira séria que corria entre os professores de uma de nossas universidades mais respeitadas. Diziam os professores que, para que a dita universidade fosse perfeita, só faltava uma coisa: acabar com os alunos... Brincadeira? Psicanalista não acredita na inocência das brincadeiras. Com isso concordam os critérios de avaliação dos docentes, impostos pelos órgãos governamentais: o que se computa, para fins de avaliação de um docente, não são as suas atividades docentes, a relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas internacionais. O que esses critérios estão dizendo aos professores é o seguinte: "Vocês valem os artigos que publicam: publish or perish"! Num universo assim definido pelo discurso dos burocratas, o aluno, esse em particular, cujo pensamento é obrigação do professor provocar e educar, esse aluno se constitui num empecilho à atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazer e se dedicam aos seus alunos estão perdendo o tempo precioso que poderiam dedicar aos seus artigos.

"Aquele que é um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes —inclusive a si mesmo", afirmou Nietzsche. Eu sonho com o dia em que os professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos.
O emprego do acento de crase na palavra em destaque não está de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3628139 Português
Considere as seguintes orações:

I. Os decretos flexibilizavam _____ aquisição e ____ circulação de armamentos no País
II. O Senado e a Câmara lançam ‘agosto Lilás’ em combate ____ violência contra mulheres.
III. Eles estabelecerão escalas de serviço a fim de que o atendimento _____ população não seja afetado.
IV. Os pais quilombolas e indígenas defendem legado de respeito _______ natureza.
V. O pai impulsionou _____ buscar os seus sonhos.



Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das orações acima:
Alternativas
Q3627469 Português
O emprego do acento de crase na palavra em destaque não está de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3620091 Português
A história recente do Brasil está marcada pela exposição de nossas fraturas. A ruptura institucional operada pelo golpe de 2016 trouxe consequências nefastas para as políticas públicas e para os direitos sociais e exigiu uma série de movimentos e arranjos das forças políticas construídas na Nova República, para sobreviver à sombra do avanço da extrema direita. Este texto tenta contar uma parte dessa história sob a perspectiva das contendas, arranjos, avanços e retrocessos em torno das políticas públicas do livro e leitura. Discorrer de forma crítica sobre política, cultura, direito à leitura e, de maneira mais abrangente, sobre direitos humanos, exige equilíbrio, disposição e desprendimento para o debate.


[...]


Por Ricardo Queiroz Pinheiro, na coluna Literatura dos Arrabaldes.


Disponível em:
https://outraspalavras.net/poeticas/brasil-a-literatura-como-um-direito-humano/
Na frase: ''Discorrer de forma crítica sobre política, cultura, direito à leitura...'' , o uso do acento grave (crase) diante da palavra leitura se justifica porque:
Alternativas
Q3619571 Português

O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, com base em análises e tendências no presente. Ser um futurista significa ter habilidades para olhar para o mundo atual e identificar tendências e mudanças que possam ocorrer no futuro próximo ou distante, com base em dados e insights. Os futuristas precisam ter conhecimentos em diversas áreas, como tecnologia, ciência, economia, sociologia, psicologia, entre outras. Isso permite que eles entendam como as tendências em uma área podem afetar outras áreas e como elas podem se interconectar no futuro. Precisam ter uma visão crítica e analítica das informações disponíveis e devem ser capazes de avaliar a qualidade e a confiabilidade das fontes e dos dados que usam para fazer previsões. Os futuristas precisam ser bons em pesquisa, pois essa é uma das principais ferramentas usadas para identificar tendências e padrões emergentes. Eles devem ser capazes de coletar e analisar dados de diversas fontes e transformá-los em insights úteis. Também precisam ser criativos e capazes de pensar fora da caixa. Eles devem ser capazes de imaginar cenários futuros que podem parecer improváveis ou impossíveis no presente. Além de tudo, precisam ser excelentes comunicadores, capazes de transmitir suas ideias e previsões de forma clara e concisa. Eles devem ser capazes de apresentar suas previsões de forma convincente e persuasiva para que as empresas e outras organizações possam tomar decisões informadas. Quem se habilita? 



Fonte: Núbia. Dicionário do Futuro: o que aconteceu e o que ainda está por vir. Adaptado de:https://istoe.com.br/mulher/noticia/dicionario-do-futuro-oque-aconteceu-e-o-que-ainda-esta-por-vir/.

Leia as assertivas abaixo: 


I. Na última frase do texto, a autora se dirige diretamente ao leitor.


II. Na frase O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, ocorre crase antes de previsão e antecipação por elas serem palavras femininas. 


Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3619538 Português

Responda à questão com base no seguinte texto:


O caso recente de racismo praticado contra o jogador de futebol Vinícius Junior, na Espanha, comprova mais uma vez como o problema assombra tanto nações emergentes como as mais desenvolvidas, na Europa ou nos Estados Unidos. Racismo é uma grave violação à dignidade da pessoa humana. Trata-se de discriminação social alicerçada pela ilusão de que a espécie humana é dividida em raças, e que uma é superior às outras – tese sem qualquer embasamento científico. No Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa, principalmente camuflado como xenofobia, o racismo tem consequências graves e suscita o aumento sistemático da violência nos subúrbios de maioria negra e hispânica. O racismo no Brasil é principalmente estrutural, por causa da escravidão e dos mecanismos criados durante e depois desse período, para manter privilégios e reforçar a desigualdade. E “silencioso”: como o racismo não foi institucionalizado, pensou-se que as regras sociais racistas não existiram, porém elas estavam presentes. Por muito tempo foi propagado o mito de que no Brasil não existia racismo, devido à população miscigenada e por não ter existido racismo institucional por parte do Estado.


Fonte: Anália. O caso Vini Junior e a nossa luta pelo fim do racismo. Adaptado de: https://istoe.com.br/mulher/noticia/o-caso-vini-junior-e-anossa-luta-pelo-fim-do-racismo/.

Considerando aspectos ortográficos e gramaticais, analise as assertivas.


I. Na frase uma é superior às outras, a crase está incorreta, visto que não se usa crase antes de palavras femininas no plural.

II. Na frase o racismo tem consequências graves, o vocábulo tem poderia estar acentuado (têm), sem quaisquer prejuízos gramaticais.


Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3619478 Português

Responda à questão com base no seguinte texto: 


A Copa do Mundo Feminina estreou 61 anos depois de o torneio masculino ter dado início a suas competições em 1930. A revolução do futebol feminino é necessária e as dificuldades dessa longa jornada abriram espaço para a história das mulheres nos gramados. No século XX, o futebol feminino foi proibido em diversos países, entre eles: Brasil, Reino Unido e Alemanha que, em 1955, um ano depois que os homens ganharam sua primeira Copa do Mundo, declarou através da Federação Alemã: “Na luta pela bola, a graça feminina desaparece e a apresentação de seus corpos fere sua decência”. A FIFA decidiu organizar o Mundial Experimental na República Popular da China em 1988, para ver o interesse das pessoas por essa competição. O torneio teve sucesso, com média de 20 mil pessoas por jogo. Convencida pelo sucesso, a FIFA realizou oficialmente a primeira Copa do Mundo Feminina em 1991.



Fonte: Júlia Alves. A Revolução do Futebol Feminino e a longa jornada das mulheres em campo. Adaptado de: https://istoe.com.br/mulher/noticia/a-revolucao-do-futebolfeminino-e-a-longa-jornada-das-mulheres-em-campo/. 

Considerando aspectos ortográficos e gramaticais, observe a seguinte frase do texto e analise as assertivas. 


A Copa do Mundo Feminina estreou 61 anos depois de o torneio masculino ter dado início a suas competições em 1930. 


I. A construção de o está incorreta; o artigo o deveria ser suprimido da frase.


II. A ausência de crase está correta em a suas; poderia ocorrer crase se o a também estivesse no plural (às suas). 



Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q3619076 Português
No período: À medida que o tempo passa, envelhecemos e perdemos, aos poucos, a disposição e a jovialidade. O uso da crase está correto, pois
Alternativas
Q3618976 Português

Responda à questão com base no seguinte texto:


O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, com base em análises e tendências no presente. Ser um futurista significa ter habilidades para olhar para o mundo atual e identificar tendências e mudanças que possam ocorrer no futuro próximo ou distante, com base em dados e insights. Os futuristas precisam ter conhecimentos em diversas áreas, como tecnologia, ciência, economia, sociologia, psicologia, entre outras. Isso permite que eles entendam como as tendências em uma área podem afetar outras áreas e como elas podem se interconectar no futuro. Precisam ter uma visão crítica e analítica das informações disponíveis e devem ser capazes de avaliar a qualidade e a confiabilidade das fontes e dos dados que usam para fazer previsões. Os futuristas precisam ser bons em pesquisa, pois essa é uma das principais ferramentas usadas para identificar tendências e padrões emergentes. Eles devem ser capazes de coletar e analisar dados de diversas fontes e transformá-los em insights úteis. Também precisam ser criativos e capazes de pensar fora da caixa. Eles devem ser capazes de imaginar cenários futuros que podem parecer improváveis ou impossíveis no presente. Além de tudo, precisam ser excelentes comunicadores, capazes de transmitir suas ideias e previsões de forma clara e concisa. Eles devem ser capazes de apresentar suas previsões de forma convincente e persuasiva para que as empresas e outras organizações possam tomar decisões informadas. Quem se habilita?


Fonte: Núbia. Dicionário do Futuro: o que aconteceu e o que ainda está por vir. Adaptado de:https://istoe.com.br/mulher/noticia/dicionario-do-futuro-oque-aconteceu-e-o-que-ainda-esta-por-vir/. 

Leia as assertivas abaixo: 


I. Na última frase do texto, a autora se dirige diretamente ao leitor.

II. Na frase O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, ocorre crase antes de previsão e antecipação por elas serem palavras femininas.


Das assertivas, pode-se afirmar que:  

Alternativas
Q3617672 Português
Por que o tédio pode ser bom para o cérebro?


           Se alguém te convidar simplesmente para sentar e não fazer nada, você certamente vai se lembrar da longa lista de tarefas pendentes à sua espera ou vai pensar em algo melhor para fazer.
        A sensação de que o dia não tem horas suficientes para fazer frente a todos os e-mails não lidos, resolver as pendências no trabalho ou se dedicar à família é algo corriqueiro.
        Soma-se a isso que, quando não estamos tentando dar conta dessas tarefas, pegamos nosso celular para ler algo online ou responder algum comentário nas redes sociais, em uma busca contínua por entretenimento.
        Poucas pessoas pensam no tédio como uma opção válida. Mas, segundo neurocientistas, o tédio, mesmo com sua má reputação, pode aumentar nossa criatividade, nosso comprometimento com as tarefas e nossa produtividade no trabalho.
        Um famoso experimento, publicado na revista Science, mostrou, inclusive, que existem pessoas que preferem levar um leve choque elétrico a ficar sozinhas com seus pensamentos.
        No experimento, os pesquisadores pediram a um grupo de pessoas que se sentasse em silêncio por 15 minutos em um quarto sem nada para fazer. Como alternativa, sua única opção era apertar um botão e receber um choque elétrico.
        Sofrer uma descarga elétrica é desagradável, mas muita gente, especialmente do sexo masculino, preferiu levar o choque a ser privada de estímulos sensoriais externos.
        Podemos considerar o tempo de inatividade, o tédio ou a ociosidade como uma limpeza mental: uma forma de liberar nossa mente da congestão cognitiva acumulada com o passar do tempo. Por isso, a questão não é tanto que precisamos nos deixar entediar — mas, sim, que precisamos de tempo vazio, ou menos cheio de coisas.
        Dormir é uma das formas que o cérebro tem de fazer uma limpeza depois de um dia inteiro, mas ele continua trabalhando. E o tédio também é importante para sua saúde.
        Na Itália, as pessoas têm isso muito claro. A expressão il dolce far niente (“a doçura de não fazer nada”) faz parte da cultura do país, onde o descanso, o prazer de ficar sem fazer nada, é parte da vida.
        Não se trata de fazer uma siesta, mas sim de algo mais profundo. Trata-se de deixar de lado o ritmo do dia a dia e dedicar um momento à introspecção, o relaxamento e a consciência de viver no momento presente.
        Portanto, agora você sabe: é importante cultivar o tédio, esse prazer de não fazer nada, e saber apreciá-lo.

(Fonte: BBC — adaptado.)
No trecho: “[...] tarefas pendentes à sua espera [...]”, observa-se o emprego do sinal indicativo de crase. Sobre o emprego desta crase, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3617429 Português
O romance Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, contextualiza historicamente as vivências das populações negras rurais no Brasil, especialmente no tocante à negação de direitos fundamentais. Leia-o para responder à questão.

Meu povo seguiu rumando de um canto para outro, procurando trabalho. Buscando terra e morada. Um lugar onde pudesse plantar e colher. Onde tivesse uma tapera para chamar de casa. Os donos já não podiam ter mais escravos, por causa da lei, mas precisavam deles. Então, foi assim que passaram a chamar os escravos de trabalhadores e moradores. Não poderiam arriscar, fingindo que nada mudou, porque os homens da lei poderiam criar caso. Passaram a lembrar para seus trabalhadores como eram bons, porque davam abrigo aos pretos sem casa, que andavam de terra em terra procurando onde morar. Como eram bons, porque não havia mais chicote para castigar o povo. Como eram bons, por permitirem que plantassem seu próprio arroz e feijão, o quiabo e a abóbora.

VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto Arado. São Paulo: Todavia, 2019, p. 204
Na passagem “porque davam abrigo aos pretos sem casa, que andavam de terra em terra procurando onde morar”, se o termo em destaque fosse substituído por pessoas, segundo a gramática normativa, teremos: 
Alternativas
Q3614550 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Levando em conta os aspectos morfossintáticos presentes no fragmento, assinale a única alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3614288 Português
Assinale a única alternativa correta em relação às regras de regência e de uso do acento indicativo de crase, presentes nos manuais de uso da língua portuguesa. 
Alternativas
Q3614089 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Minha obra foi copiada por inteligência artificial mais do que a de Picasso


A inteligência artificial tem mudado a realidade como a conhecemos, mas para o artista digital Greg Rutkowski, tem causado grandes problemas. Ele disse que seu nome havia sido usado mais de quatrocentas mil vezes como prompt em ferramentas de inteligência artificial que geram arte desde o ano passado, mas sem o seu consentimento.

Prompts são os comandos enviados ao sistema de inteligência artificial para que ele gere a resposta almejada. Quando ele checou, disse que seu nome havia sido utilizado como prompt mais vezes do que os nomes dos artistas Pablo Picasso e Leonardo da Vinci.

Nascido na Polônia, Greg teve suas obras usadas em games como Dungeons and Dragons e Magic: The Gathering, mas tem receio de que a popularidade recém-descoberta neste mundo artificial afete trabalhos futuros.

Sites como Midjourney, Dall.E, NightCafe e Stable Diffusion são conhecidos como plataformas de inteligência artificial generativa. Eles são capazes de criar obras de arte geradas artificialmente em segundos a partir dos prompts que os usuários digitam.

As ferramentas aprenderam a coletar bilhões de imagens existentes na internet. E os artistas reclamam que isso é feito sem o consentimento deles. "Logo no primeiro mês que descobri, percebi que isso afetaria claramente minha carreira, e eu não seria capaz de reconhecer e encontrar meus próprios trabalhos na internet", diz Greg.

"Os resultados serão associados ao meu nome, mas não será a minha imagem. Não será criada por mim. Logo, os resultados confundirão as pessoas que descobrem meu trabalho. Tudo em que trabalhamos por tantos anos foi tirado de nós com muita facilidade pela inteligência artificial", acrescentou. "É bem difícil dizer se isso mudará toda a indústria a ponto de os artistas humanos se tornarem obsoletos. Acredito que meu trabalho e futuro estão sob um grande ponto de interrogação."

Embora os problemas sejam claros, há certas formas de as ferramentas de inteligência artificial serem usadas para beneficiar os artistas, de acordo com o animador Harry Hambley, artista que é a força criativa por trás do personagem Ketnipz, uma sensação da internet. "Acho que, para mim, a principal coisa que a arte generativa resolve é o tédio", diz ele. "Mas pode ser assustador, pois a internet já é um lugar selvagem, e misturar inteligência artificial com isso... não sabemos aonde vai dar."

"Se eu acho que meu trabalho será sacrificado pela inteligência artificial ou que esta fará melhor do que eu? Acredito que não. "Há mais na arte do que sua aparência. No fim das contas, há uma razão maior pela qual as pessoas se envolveram com o Ketnipz, e não acredito que seja apenas a sua mera estética".


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqq42vdygqxo. Adaptado.
Os resultados serão associados 'ao meu nome' (1), mas não será 'a minha imagem' (2).
Em relação ao sinal indicativo de crase, é CORRETO afirmar que, em:
Alternativas
Q3613877 Português
Haverá uso obrigatório de crase na alternativa:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Videira - SC Provas: FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Médico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Fiscal de Obras | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Fiscal de Tributos Municipal | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Fisioterapeuta | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Fonoaudiólogo | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Instrutor de Dança | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Médico Cardiologista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Médico Ginecologista Obstetra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Médico Pediatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Médico Psiquiatra | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Psicólogo | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Terapeuta Ocupacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Analista de Atividades Turísticas e Culturais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Analista de Nível Superior | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Arquiteto e Urbanista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Assistente Social | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Bioquímico Farmacêutico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Contador | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Enfermeiro | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Engenheiro Agrimensor | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Engenheiro Civil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Engenheiro Eletricista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Engenheiro Sanitarista e Ambiental | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Farmacêutico | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Nutricionista | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Odontólogo | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Videira - SC - Procurador Municipal |
Q3613063 Português
Assinale a frase em que ao menos dois casos de crase deixaram de ser indicados com acento grave.
Alternativas
Respostas
2321: B
2322: A
2323: E
2324: E
2325: D
2326: B
2327: E
2328: A
2329: C
2330: D
2331: B
2332: D
2333: A
2334: C
2335: B
2336: D
2337: D
2338: A
2339: D
2340: A