Questões de Concurso
Comentadas sobre crase em português
Foram encontradas 6.501 questões
Responda à questão com base no seguinte texto:
O caso recente de racismo praticado contra o jogador de futebol Vinícius Junior, na Espanha, comprova mais uma vez como o problema assombra tanto nações emergentes como as mais desenvolvidas, na Europa ou nos Estados Unidos. Racismo é uma grave violação à dignidade da pessoa humana. Trata-se de discriminação social alicerçada pela ilusão de que a espécie humana é dividida em raças, e que uma é superior às outras – tese sem qualquer embasamento científico. No Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa, principalmente camuflado como xenofobia, o racismo tem consequências graves e suscita o aumento sistemático da violência nos subúrbios de maioria negra e hispânica. O racismo no Brasil é principalmente estrutural, por causa da escravidão e dos mecanismos criados durante e depois desse período, para manter privilégios e reforçar a desigualdade. E “silencioso”: como o racismo não foi institucionalizado, pensou-se que as regras sociais racistas não existiram, porém elas estavam presentes. Por muito tempo foi propagado o mito de que no Brasil não existia racismo, devido à população miscigenada e por não ter existido racismo institucional por parte do Estado.
Fonte: Anália. O caso Vini Junior e a nossa luta pelo fim do racismo. Adaptado de: https://istoe.com.br/mulher/noticia/o-caso-vini-junior-e-anossa-luta-pelo-fim-do-racismo/.
Considerando aspectos ortográficos e gramaticais, analise as assertivas.
I. Na frase uma é superior às outras, a crase está incorreta, visto que não se usa crase antes de palavras femininas no plural.
II. Na frase o racismo tem consequências graves, o vocábulo tem poderia estar acentuado (têm), sem quaisquer prejuízos gramaticais.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Responda à questão com base no seguinte texto:
A Copa do Mundo Feminina estreou 61 anos depois de o torneio masculino ter dado início a suas competições em 1930. A revolução do futebol feminino é necessária e as dificuldades dessa longa jornada abriram espaço para a história das mulheres nos gramados. No século XX, o futebol feminino foi proibido em diversos países, entre eles: Brasil, Reino Unido e Alemanha que, em 1955, um ano depois que os homens ganharam sua primeira Copa do Mundo, declarou através da Federação Alemã: “Na luta pela bola, a graça feminina desaparece e a apresentação de seus corpos fere sua decência”. A FIFA decidiu organizar o Mundial Experimental na República Popular da China em 1988, para ver o interesse das pessoas por essa competição. O torneio teve sucesso, com média de 20 mil pessoas por jogo. Convencida pelo sucesso, a FIFA realizou oficialmente a primeira Copa do Mundo Feminina em 1991.
Fonte: Júlia Alves. A Revolução do Futebol Feminino e a longa jornada das mulheres em campo. Adaptado de: https://istoe.com.br/mulher/noticia/a-revolucao-do-futebolfeminino-e-a-longa-jornada-das-mulheres-em-campo/.
Considerando aspectos ortográficos e gramaticais, observe a seguinte frase do texto e analise as assertivas.
A Copa do Mundo Feminina estreou 61 anos depois de o torneio masculino ter dado início a suas competições em 1930.
I. A construção de o está incorreta; o artigo o deveria ser suprimido da frase.
II. A ausência de crase está correta em a suas; poderia ocorrer crase se o a também estivesse no plural (às suas).
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Responda à questão com base no seguinte texto:
O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, com base em análises e tendências no presente. Ser um futurista significa ter habilidades para olhar para o mundo atual e identificar tendências e mudanças que possam ocorrer no futuro próximo ou distante, com base em dados e insights. Os futuristas precisam ter conhecimentos em diversas áreas, como tecnologia, ciência, economia, sociologia, psicologia, entre outras. Isso permite que eles entendam como as tendências em uma área podem afetar outras áreas e como elas podem se interconectar no futuro. Precisam ter uma visão crítica e analítica das informações disponíveis e devem ser capazes de avaliar a qualidade e a confiabilidade das fontes e dos dados que usam para fazer previsões. Os futuristas precisam ser bons em pesquisa, pois essa é uma das principais ferramentas usadas para identificar tendências e padrões emergentes. Eles devem ser capazes de coletar e analisar dados de diversas fontes e transformá-los em insights úteis. Também precisam ser criativos e capazes de pensar fora da caixa. Eles devem ser capazes de imaginar cenários futuros que podem parecer improváveis ou impossíveis no presente. Além de tudo, precisam ser excelentes comunicadores, capazes de transmitir suas ideias e previsões de forma clara e concisa. Eles devem ser capazes de apresentar suas previsões de forma convincente e persuasiva para que as empresas e outras organizações possam tomar decisões informadas. Quem se habilita?
Fonte: Núbia. Dicionário do Futuro: o que aconteceu e o que ainda está por vir. Adaptado de:https://istoe.com.br/mulher/noticia/dicionario-do-futuro-oque-aconteceu-e-o-que-ainda-esta-por-vir/.
Leia as assertivas abaixo:
I. Na última frase do texto, a autora se dirige diretamente ao leitor.
II. Na frase O futurismo ou a prática do futurismo refere-se ao estudo, à previsão e à antecipação do futuro, ocorre crase antes de previsão e antecipação por elas serem palavras femininas.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Em relação ao sinal indicativo de crase, é CORRETO afirmar que, em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
UM POUCO DA HISTÓRIA DO MAGISTÉRIO
(1º§) O magistério surgiu por meio de um decreto de D. Pedro I, em 15 de outubro de 1827, que determinava que todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras. Sempre foi visto como uma das mais sublimes profissões, passando uma visão de que o profissional que atuasse no magistério era uma pessoa passiva e amorosa, que trabalhava por amor.
(2º§) Essa visão histórica e, diga-se de passagem, retrógada, foi sendo deixada de lado, para assumir um papel de profissional capacitado, que não bastava boa vontade e amor. Por outro lado, o magistério também deixou de ser visto como uma profissão de respeito e seu conceito caíra na marginalização da sociedade.
(3º§) O acesso à educação era restrito apenas aos filhos dos burgueses, o que não mudou muito dos dias atuais, senão fossem às políticas públicas para acesso da universidade a todos. Enfim, apenas pessoas ricas tinham condições de contratar educação para seus filhos. Esse olhar mudou um pouco, deixando ainda muito a desejar.
(4º§) Mediante a atual conjuntura política e a crise educacional em que o país vem vivendo, muito se fala em formação continuada dos professores como uma das grandes apostas para uma escola pública de ensino e consequentemente um ensino de qualidade, porém não se estuda nenhuma política pública para a valorização do professor. Deixou de ser uma profissão "endeusada" para ser "odiada".
(5º§) Os profissionais da educação sofrem descasos desde o sucateamento do governo federal e estatual e da própria sociedade que tanto necessita desses profissionais, porém não os reconhece.
(6º§) Portanto, como os profissionais da educação têm sido vistos pela sociedade e, pensando nisso, esse texto visa discutir conceitos de profissionalização, profissionalismo e profissionalidade, além de uma revisão das principais vertentes da sociologia das profissões, por meios dos textos teóricos da disciplina de Políticas Públicas, ministrada pelo professor Cristiano Di Giorgi, pelo programa de pós-graduação em mestrado em educação da Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE). A discussão se pauta em reflexões sobre a prática docente com suporte teórico principalmente nos autores Coelho (2017) e Pereira (2017) da Universidade Federal de Minas Gerais, intitulado de: "Olhar o magistério" no "no próprio espelho".
(Revista Saber Acadêmico, Presidente Prudente, n. 27, p. 94-107, jan./jun. 2019. ISSN 1980-595) − In: (20200713161934.pdf (uniesp.edu.br) − (P.02/03) − (Adaptado)
Analise o uso da crase no texto:
"Via de regra, os problemas da gestão pública estão relacionados à incompetência, à negligência ou à má-fé de agentes que se apoiam na burocracia para explicar a sua incapacidade para legitimar o que a letra fria da legalidade não justifica".
(General Paulo Chagas).
Marque a alternativa que apresenta o motivo do uso CORRETO da crase.
Ele descreve, longamente, seu desgosto pelo inverno, afirmando que é tudo contrário 'ao verão'.
Se substituirmos a expressão destacada por uma correspondente feminina:
Analise as frases abaixo e após marque a assertiva que possui as informações corretas.
I. Minha mãe é uma flor de pessoa. (Temos um exemplo de metáfora.)
II. A palavra “pena” é polissêmica, já que muda de sentido de acordo com o contexto.
III. Eu viso a acertar várias questões nesta prova. (Nesta frase, a regência do verbo “visar” está incorreta.)
IV. Fui a casa de minha mãe. (Nesta frase, deveria ser colocado o acento grave, pois o nome “casa” está especificado.)
V. Muito obrigada, respondeu, educadamente, Maria Clara. (A concordância nominal de “obrigada” está inadequada às regras gramaticais.)
(_) Camila foi levada para à casa de seus pais.
(_) Às casas da vizinhança estão precisando de pintura.
(_) Àqueles que me ajudaram, obrigado!
I. À professora desejou boa sorte...
II. Com um sentimento de calmaria, à noite foi vista.
III. À noite chegava sempre, mas ninguém notava.
IV. O aluno respondeu às questões propostas pelo professor.
Com a retirada da crase, qual item NÃO teria o seu sentido modificado?
Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21,45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 horas às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde trabalha na sala 305.
Alternativas:
Leia a tirinha e assinale a alternativa correta quanto ao uso da crase.

BROWNE, Dik. Hagar – O horrível.
Camada de ozônio deve se recuperar
completamente nas próximas décadas
A camada de ozônio deve se recuperar completamente nas próximas décadas, à medida que os produtos químicos que destroem a proteção da Terra são eliminados gradualmente em todo o mundo, segundo uma nova avaliação apoiada pelas Nações Unidas. Se as políticas globais permanecerem em vigor, espera-se que a camada de ozônio se recupere até 2040 na maior parte do mundo. Para áreas polares, o prazo de recuperação é maior: 2045 no Ártico e 2066 na Antártica.
A cooperação internacional ajudou a conter os danos. O uso de CFCs diminuiu 99% desde que o Protocolo de Montreal entrou em vigor em 1989, que iniciou a eliminação desses e de outros produtos químicos prejudiciais, conforme a avaliação de um painel de especialistas publicada na segunda-feira (9).
A camada de ozônio protege o planeta dos nocivos raios ultravioleta. Desde o final dos anos 1980, os cientistas alertaram sobre um buraco neste escudo, causado por substâncias que destroem a camada de ozônio, incluindo clorofluorcarbonos, apelidados de CFCs, frequentemente encontrados em geladeiras, aerossóis e solventes. “A ação do ozônio estabelece um precedente para a ação climática. Nosso sucesso na eliminação gradual de produtos químicos que comem ozônio nos mostra o que pode e deve ser feito – com urgência – para abandonar os combustíveis fósseis, reduzir os gases de efeito estufa e limitar o aumento da temperatura”, disse o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, Petteri Taalas.
Os gases que destroem a camada de ozônio também são potentes gases de efeito estufa e, sem uma proibição, o mundo poderia ter visto um aquecimento adicional de até 1°C, de acordo com um estudo de 2021 publicado na revista Nature. O planeta já aqueceu cerca de 1,2°C desde a Revolução Industrial, e os cientistas alertaram que deveria ser limitado a 1,5°C para evitar as piores consequências da crise climática. O aquecimento acima de 1,5°C aumentaria drasticamente o risco de seca extrema, incêndios florestais, inundações e escassez de alimentos, relataram cientistas.
Pela primeira vez nesta avaliação, publicada a cada quatro anos, os cientistas também analisaram a perspectiva da geoengenharia solar: a tentativa de reduzir o aquecimento global por meio de medidas como a pulverização de aerossóis na estratosfera para refletir a luz solar para fora da atmosfera terrestre. Eles descobriram que a injeção de aerossol estratosférico poderia ajudar a reduzir o aquecimento climático, mas alertaram que pode haver consequências não intencionais. A implantação da tecnologia “também pode afetar as temperaturas estratosféricas, a circulação e as taxas de produção e destruição de ozônio e transporte”, constatou o relatório.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/camada-de ozonio-deve-se-recuperar-completamente-nas-proximas decadas/ Acesso em 27 de janeiro de 2023.
OMISSÃO E DESUMANIDADE
A desnutrição dos ianomâmis envergonha o país.
A TRAGÉDIA que ora acomete o povo ianomâmi, em Roraima, resulta de uma perversa mistura recorrente na história do Brasil: omissão e incompetência. É um vexame internacional que se soma a outros, quando se trata de questões envolvendo a Amazônia.
A mesma combinação de omissão e incompetência que acabou explodindo no delírio das invasões nos palácios dos três poderes, em 8 de janeiro, se revela agora no descaso com os ianomâmis. Nesse último caso, acrescenta-se um grau inimaginável de desprezo ao ser humano, à cultura e aos povos que habitavam o Brasil antes da colonização.
Elegantes e engajados do Brasil procuram causas humanitárias e alguns se voltam até para meritórias iniciativas no exterior, mas nós, como tomadores de decisão e formadores de opinião, não estamos sintonizados com a questão dos povos indígenas brasileiros, não sabemos como lidar adequadamente com a situação. Uma barreira de descaso e preconceito nos afasta do Brasil profundo e original.
A imprensa, tão vigilante para criticar, tampouco esteve devidamente atenta à tragédia que vem acontecendo há muito tempo no território que habita os ianomâmis. O pouco-caso com os povos indígenas é histórico em nosso país, incluindo a falta de proteção a seu hábitat e seus costumes. Tratar do tema oscilou entre a alegoria, o paternalismo e o descaso.
Por outro lado, busca-se ampliar as áreas de reservas indígenas, que já somam mais de 13% do território nacional. Antes de simplesmente ampliar áreas, que se definam determinadas políticas públicas e não somente para os povos originários. Que elas abranjam também caiçaras e quilombolas, por exemplo. Devemos saber o que eles querem de suas vidas, quais as suas necessidades e aspirações. E qual o grau de comprometimento que a nação tem com os compromissos constitucionais em direção a eles.
O país, enquanto sociedade e governo, deve dar prioridade à questão. Mas ela precisa envolver todo o assunto, especialmente aspectos básicos da vida, como saúde, segurança, educação, atividade econômica, preservação do meio ambiente e da cultura. Os povos indígenas devem ser cuidados e protegidos em seus direitos. Assim como suas terras. Protegê-los é inseri-los verdadeiramente na agenda nacional.
Também se deve considerar a monetização, desde que de forma sustentável, de seus recursos naturais. Muitas tribos querem explorar seus recursos naturais e terminam seduzidas pelo lucro fácil da derrubada indiscriminada de árvores ou pelo garimpo ilegal. Essa é uma realidade que deve ser combatida - ao passo que o desenvolvimento sustentável deve ser estimulado.
A busca pela solução à questão indígena deve ser imediata não apenas a trágica situação dos ianomâmis. E toda a nossa elite, distante desses povos, precisa se engajar nessa tarefa, bem como as Forças Armadas, a Defesa Civil, as organizações não governamentais, os empresários e a sociedade civil. Urge acabar com essa crise humanitária e inserir a questão de forma definitiva na agenda nacional.
Fonte: ARAGÃO, Murilo. Veja. Abril, 01/02/2023
Em "(...) atenta à tragédia (...)", é correto afirmar que: