Questões de Concurso
Comentadas sobre crase em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Vespa invasora ameaça abelhas
Uma invasão de vespas asiáticas ameaça prejudicar as populações de abelhas no Reino Unido, pois os insetos se alimentam de abelhas e vespas nativas, prejudicando a biodiversidade. O alerta surge no momento em que cientistas renomados divulgam um relatório global sobre as ameaças causadas por espécies invasoras, também chamadas de espécies exóticas. Estudos mostram que os invasores têm influência em 60% das extinções de animais e plantas do planeta.
Espécies exóticas são seres vivos transportados pelos humanos a lugares onde não estariam naturalmente. Exemplos vão desde a Uva do Japão até fungos que matam árvores. Eles são um dos cinco principais impulsionadores da perda de biodiversidade e prevê-se que o problema se agrave.
A vespa asiática é um exemplo de espécie exótica em risco de ganhar uma posição permanente no Reino Unido. Em Folkestone, um dos focos de ocorrência de vespas asiáticas, o apicultor Simon contabiliza os custos para suas abelhas. Ele diz que os predadores que comem abelhas causam devastação, com dez das suas dezessete colmeias perdidas rapidamente. "Esses insetos se estabelecerão aqui e predarão todos os outros, especialmente as abelhas, sua fonte natural de alimento", alerta. "Eles acabarão destruindo ou complicando a apicultura para todos, reduzindo a biodiversidade na área de toda a Inglaterra."
Quando visitamos seu apiário, vimos várias vespas asiáticas capturadas naquele dia. O Departamento do Meio Ambiente afirma que a vespa asiática não representa maior risco para a saúde humana do que outras vespas, mas causa danos às colônias de abelhas que produzem mel e outros insetos benéficos. A população britânica foi aconselhada a se manter atenta e relatar imediatamente caso uma vespa seja vista.
É importante tomar cuidado para não se aproximar ou perturbar o ninho. "Ao garantir o alerta sobre possíveis casos o mais cedo possível, podemos tomar medidas rápidas e eficazes para acabar com a ameaça representada pelas vespas asiáticas", disse Nicola Spence, chefe do Departamento do Meio Ambiente e responsável pela saúde das abelhas.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c061pgrk3rko. Adaptado.
A vespa asiática não representa maior risco 'à saúde (1)' humana do que outras vespas, mas causa danos 'às colônias (2)' de abelhas que produzem mel e outros insetos benéficos.
De acordo com as regras do uso de crase, é correto afirmar que, em:
(Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/quando-a-defesa-pode-agredir/. Adaptado.)
Completando as lacunas inseridas no texto com a(s) ou com à(s), a sequência correta fica
Quanto ao correto uso de crase, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Antes do pronome possessivo é facultativo o uso do artigo; sendo assim, facultativo também será o uso do acento grave no a , que se antepõe a esse tipo de pronome. Exemplo: Refiro-me a/à sua colega e não a/à minha.
( ) Pronomes possessivos antecedidos de nomes de parentesco rejeitam o uso do artigo; sendo assim, não se usa o acento grave no a que a eles se antepõe. Exemplo: Refiro-me a sua mãe e não a minha.
( ) Só acentuamos o a antes de nomes de pessoas quando se tratar de indivíduo que faça parte do nosso círculo de amizades, indivíduos aos quais damos tratamento íntimo. Exemplo: Refiro-me à Mariana e não à Alice.
( ) Quando se tratar de pessoas com as quais não temos nenhuma intimidade, o acento não tem razão de ser, já que não usamos artigo antes de nomes de pessoas desconhecidas, ou não amigas. Suponhamos, então, que haja alguém de nome Amanda, ou de nome Aurora, com as quais não mantemos nenhum relacionamento íntimo, ou amigo. Grafaremos, então: Faço referência a Amanda e não a Aurora.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
AS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO NA ATUALIDADE
(1º§) As tecnologias de comunicação tornaram-se em ferramentas indispensáveis na geração de riqueza, no exercício do poder e na criação de códigos culturais na contemporaneidade, ocupando um lugar central entre as questões que surgem como prioritárias (BURKE, 2003). Adquiriram uma maior importância ao transformarem as redes no modo prevalecente de organização das atividades humanas, modificando, a partir da sua lógica, todos os domínios da vida em sociedade. Nesse processo de desenvolvimento social, a televisão manteve seu papel de influenciadora do pensamento comum.
(2º§) A cultura contemporânea, vinculada às tecnologias digitais, está criando uma nova relação entre a técnica e a vida social, que se estabeleceu como a cibercultura. Representante da vida social contemporânea, a cibercultura deve ser observada sob uma perspectiva de contínuo movimento, um processo dialógico entre as formas e os conteúdos (LEMOS, 2002). Nesse processo, novas formas de interação social estão sendo criadas, permitindo a formação de novos cenários de organização e interação da sociedade através das redes de informação eletrônicas.
(3º§) No processo de evolução dos meios de comunicação, uma tendência é a convergência, sobretudo de dados, voz e imagem. Nesse cenário, velhos e novos meios de comunicação devem convergir, como a televisão e a Internet, gerando novas possibilidades de interação social, transformando o indivíduo de consumidor a produtor de informações, que podem ser destinadas a um grande número de pessoas, influenciando gostos, culturas e interagindo de forma direta com outros indivíduos sociais.
(Por: Daniela Costa Ribeiro, professora no curso de Comunicação Social - Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.) - (https://www.cult.ufba.br/enecult2008/14557.pdf) − (P.2) − (acesso 10.11.2023)
“O jantar será em nossa casa, na sexta-feira, __ 20h. Faremos espaguete ___ carbonara. Toda ___ família estará presente. Vamos jogar “Cara ___ cara”, o jogo preferido das crianças.”
O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder às questões 4 e 5:
POEMA
A terra que pertence ao meu povo e a mim,
onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.
Volto com eles à terra que amo e,
sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,
como o vento da primavera que ressoa
com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.
Morte, medo e ódio.
Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,
não há narcisos ao redor da escola.
Em breve, as escolas podem nem mais existir.
Busco força para pensar uma nova realidade,
mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.
As imagens fluem como areia e tudo volta
para a guerra.
Sobre o que estou escrevendo?
Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.
Poderei viver em paz?
Os textos são complexas redes, tecidas de significantes e significados. Considerando o texto acima, analise as afirmações a seguir:
I - No primeiro verso “Escrevo o que não germinará nesta terra”, a palavra destacada é um artigo definido.
II - O pronome “onde”, em suas duas ocorrências no terceiro verso, retoma anaforicamente o substantivo “terra”.
III - A oração subordinada adverbial temporal “Quando há guerra...” é acompanhada por duas orações principais.
IV - Em “Volto com eles à terra que amo...”, o emprego da crase é facultativo.
Está certo o que se afirma em:
I. Maria foi à feira.
II. A aula de inglês ocorre às terças-feiras.
III. Enviei uma carta à Pedro.
IV. Pergunte à professora sobre a reunião de pais.
Em relação ao emprego da crase, estão corretas apenas as sentenças:
I. Os finalistas concorrerão à bolsas de estudo no exterior.
II. A escola do meu filho fica a direita do mercado.
III. Todos da vizinhança saíram à procura da criança desaparecida.
IV. Elas ficaram frente a frente no tribunal.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 01
Você tem fome de quê?
Afinal, você tem fome de quê? A pergunta que a banda Titãs fez na música Comida continua sendo a pergunta que não quer calar. E tomara que não cale mesmo, assim temos a chance de repensar o que consumimos e expandir os horizontes para mais possibilidades do que aquelas que pairam na zona de conforto ou nas expectativas alheias.
Esse foi o caminho que fiz quando assisti ao filme Fome de Sucesso. Intuitivamente, fui fazendo as associações e pensando que os filmes realmente nos trazem essa oportunidade. É através da narrativa de outras pessoas, que aparentemente não têm nada a ver conosco, que nos sentimos parte daquela história de alguma forma — mesmo que elas pertençam a uma cultura distante e que falem um idioma com o qual não nos identificamos.
A protagonista dessa história é a jovem Aoy, que trabalha no restaurante tradicional da família na Tailândia e tem uma vida bem comum, sem luxo nem glamour, mas com uma família amorosa e amigos presentes. Até que é descoberta por um olheiro, que vê nela um talento desperdiçado. Ela poderia fazer sucesso na equipe de um chef famoso, subir na carreira e ganhar muito dinheiro. Fome de Sucesso é sobre essa vontade (que beira à obsessão) de ser bem-sucedida a qualquer custo, submetendo-se a situações tóxicas a ponto de prejudicar, e muito, a saúde mental.
Com o panorama da culinária tailandesa e o mundo da fama, do dinheiro e da futilidade como pano de fundo, mergulhamos no universo gastronômico indigesto dessa história para pensar sobre a nossa vida. O consumo do alimento é metáfora para refletirmos sobre tudo que consumimos: informação, relacionamentos, bens.
Nossas escolhas constroem quem somos — e trazem consequências, para o bem e para o mal. Aoy precisa chegar ao limite para entender que tipo de sucesso realmente nutre, de forma saudável e duradoura, seu corpo e sua alma.
Disponível em: https://vidasimples.com/. Acesso em: 17 ago. 2023. Adaptado.
I. Em “É através da narrativa de outras pessoas, que aparentemente não têm nada a ver conosco [...]”, o acento gráfico no verbo “têm” indica que ele foi empregado no plural para concordar com o termo “outras pessoas”.
II. Em “Esse foi o caminho que fiz quando assisti ao filme Fome de Sucesso.”, o verbo “assistir”, foi empregado no sentido de “ver”, por isso se encontra regido pela preposição “a” combinada com o artigo definido “o”, resultando “ao”.
III. Em “Aoy precisa chegar ao limite para entender que tipo de sucesso realmente nutre [...]”, o verbo “chegar” foi usado coloquialmente, uma vez que, de acordo com a norma, deve ser regido pela preposição “em”.
IV. Em “Afinal, você tem fome de quê?”, o termo “que” foi acentuado porque se encontra no final da frase, o que não ocorreria se a redação do trecho fosse: “Afinal, de que você tem fome?
V. Em “[...] ser bem-sucedida a qualquer custo, submetendo-se a situações tóxicas [...]”, o uso do acento grave indicativo de crase é facultativo em “submetendo-se a situações”, uma vez que o termo “situações” se encontra no plural.
Estão CORRETAS as afirmativas