Quanto ao correto uso de crase, marque (V) verdadeiro ou (F)...
Quanto ao correto uso de crase, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Antes do pronome possessivo é facultativo o uso do artigo; sendo assim, facultativo também será o uso do acento grave no a , que se antepõe a esse tipo de pronome. Exemplo: Refiro-me a/à sua colega e não a/à minha.
( ) Pronomes possessivos antecedidos de nomes de parentesco rejeitam o uso do artigo; sendo assim, não se usa o acento grave no a que a eles se antepõe. Exemplo: Refiro-me a sua mãe e não a minha.
( ) Só acentuamos o a antes de nomes de pessoas quando se tratar de indivíduo que faça parte do nosso círculo de amizades, indivíduos aos quais damos tratamento íntimo. Exemplo: Refiro-me à Mariana e não à Alice.
( ) Quando se tratar de pessoas com as quais não temos nenhuma intimidade, o acento não tem razão de ser, já que não usamos artigo antes de nomes de pessoas desconhecidas, ou não amigas. Suponhamos, então, que haja alguém de nome Amanda, ou de nome Aurora, com as quais não mantemos nenhum relacionamento íntimo, ou amigo. Grafaremos, então: Faço referência a Amanda e não a Aurora.
Gabarito comentado
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Tema central: Uso da crase — compreensão das regras do emprego facultativo do acento grave, especialmente antes de pronomes possessivos femininos e nomes próprios femininos.
Alternativa correta: Letra D (V – V – V – V)
Justificativa: Todas as afirmativas estão de acordo com a regra normativa da Língua Portuguesa sobre o uso da crase nestes casos. Veja abaixo a explicação detalhada:
1) Antes de pronome possessivo feminino, o uso do artigo é facultativo (por isso o acento grave também). Frases como “Refiro-me a/à sua colega” estão corretas das duas formas. (Evanildo Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”)
2) Pronomes possessivos que antecedem nomes de parentesco também admitem artigo facultativo; logo, pode haver ou não crase. Ou seja, tanto “a sua mãe” quanto “à sua mãe” estão corretas, dependendo da preferência ou ênfase. (Cuidado: algumas bancas e autores ensinam que o artigo pode ser omitido por informalidade, mas na norma-padrão é facultativo.)
3) O uso do acento grave não depende do grau de intimidade com o nome feminino, mas sim da faculdade do artigo. Portanto, antes de nomes próprios femininos (“Refiro-me a/à Mariana”) o emprego da crase é facultativo para todos os nomes.
4) É incorreto dizer que o uso do acento só ocorre com pessoas íntimas. Não há restrição pelo grau de amizade. O que define a crase é a possibilidade de existir o artigo antes do nome próprio feminino, seja ele de pessoa conhecida ou desconhecida.
Análise crítica das alternativas incorretas:
- Alternativas A, B, C: Consideram uma ou mais sentenças como falsas ao equivocadamente relacionar o uso da crase ao grau de intimidade, informação não prevista na norma culta. A legislação gramatical (Celso Cunha & Lindley Cintra) estabelece que o uso da crase é independente desse fator.
Dica para provas: Leia atentamente o enunciado e procure pelas palavras “facultativo” e “artigo”, pois são elas que determinam o uso ou não do acento grave nesses contextos. Cuidado com pegadinhas baseadas em relações pessoais ou afetivas.
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