Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

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Q2470868 Português
Pobre Brasil

(Fábio Caldeira, 05/01/2024, com adaptações)


Se você não chegou recentemente de outra galáxia, indubitavelmente percebe uma divisão do país no ambiente político. Mesmo não acompanhando com profundidade a política do dia a dia, por falta de tempo ou simplesmente por não gostar da temática, os efeitos da polarização estão em nosso entorno, seja no ambiente familiar ou profissional, sendo mais perceptíveis a partir das eleições de 2018, vencidas por Bolsonaro.

Dissecando mais acerca dessa divisão, foi lançado recentemente um excelente livro intitulado Biografia do Abismo, dos autores Felipe Nunes e Thomas Traumann. O livro desnuda a atual conjuntura fortemente polarizada do país com relevantes pesquisas. Apresentam dados que atestam a calcificação da sociedade brasileira, para propor a substituição do conceito de polarização partidária pelo de calcificação.

Segundo eles, as opiniões políticas passaram por um processo de engessamento e se transformaram em parte da identidade de cada eleitor. Afirmam os autores: “O embate dos brasileiros após a disputa de 2022 retrata uma cisão maior. As preferências por Lula e Bolsonaro não refletiram apenas um modelo político, mas também uma estrutura de pensamento. Lulistas e bolsonaristas acreditam em um país tão diferente do que o outro defende que é como se vivessem em sociedades opostas”.

As consequências negativas são de curto, médio e longo prazo, tanto em relação à qualidade das leis aprovadas nos parlamentos como na formulação de políticas públicas pelos governos. Sem contar, por suposto, na fragmentação nas relações familiares e sociais.

Interessante destacar que a forte polarização no Congresso é “esquecida” quando questionáveis matérias de exclusivo interesse partidário ou corporativo (e não público) são votadas. Como exemplo, a recente união entre bolsonaristas e lulistas para aprovação do exagerado fundo eleitoral de R$ 5 bilhões para as eleições deste ano.

O livro conclui dispondo de saídas para este nefasto processo de calcificação. Nada simples e nem de curtíssimo prazo, mas indispensável ação nesse sentido dos dois líderes Lula e Bolsonaro, parlamentares, empresários, grande mídia e da sociedade civil organizada. Não apenas na retórica, mas em ações!
[Questão inédita] Segundo a obra, _____________ novas interpretações para a polarização. __________ durante o texto os protagonistas Lula e Bolsonaro, ligando-os ______ calcificação.

Assinale a alternativa que complete os espaços com correção.
Alternativas
Q2469448 Português
Uma história de tanto amor

        Era uma vez uma menina que observava tanto as galinhas que lhes conhecia a alma e os anseios íntimos. A galinha é ansiosa, enquanto o galo tem angústia quase humana: falta-lhe um amor verdadeiro naquele seu harém, e ainda mais tem que vigiar a noite toda para não perder a primeira das mais longínquas claridades e cantar o mais sonoro possível. É o seu dever e a sua arte. Voltando às galinhas, a menina possuía duas só dela. Uma se chamava Pedrina e a outra Petronilha.
        Quando a menina achava que uma delas estava doente do fígado, ela cheirava embaixo das asas delas, com uma simplicidade de enfermeira, o que considerava ser o sintoma máximo de doenças, pois o cheiro de galinha viva não é de se brincar. Então pedia um remédio a uma tia. E a tia: “Você não tem coisa nenhuma no fígado”. Então, com a intimidade que tinha com essa tia eleita, explicou-lhe para quem era o remédio. A menina achou de bom alvitre dá-lo tanto a Pedrina quanto a Petronilha para evitar contágios misteriosos. Era quase inútil dar o remédio porque Pedrina e Petronilha continuavam a passar o dia ciscando o chão e comendo porcarias que faziam mal ao fígado. E o cheiro debaixo das asas era aquela morrinha mesmo. Não lhe ocorreu dar um desodorante porque nas Minas Gerais onde o grupo vivia não eram usados assim como não se usavam roupas íntimas de nylon e sim de cambraia. A tia continuava a lhe dar o remédio, um líquido escuro que a menina desconfiava ser água com uns pingos de café – e vinha o inferno de tentar abrir o bico das galinhas para administrar-lhes o que as curaria de serem galinhas. A menina ainda não tinha entendido que os homens não podem ser curados de serem homens e as galinhas de serem galinhas: tanto o homem como a galinha têm misérias e grandeza (a da galinha é a de pôr um ovo branco de forma perfeita) inerentes à própria espécie. A menina morava no campo e não havia farmácia perto para ela consultar.
        Outro inferno de dificuldade era quando a menina achava Pedrina e Petronilha magras debaixo das penas arrepiadas, apesar de comerem o dia inteiro. A menina não entendera que engordá-las seria apressar-lhes um destino na mesa. E recomeçava o trabalho mais difícil: o de abrir-lhes o bico. A menina tornou-se grande conhecedora intuitiva de galinhas naquele imenso quintal das Minas Gerais. E quando cresceu ficou surpresa ao saber que na gíria o termo galinha tinha outra acepção. Sem notar a seriedade cômica que a coisa toda tomava:
        Mas é o galo, que é um nervoso, é quem quer! Elas não fazem nada demais! E é tão rápido que mal se vê! O galo é quem fica procurando amar uma e não consegue!
        Um dia a família resolveu levar a menina para passar o dia na casa de um parente, bem longe de casa. E quando voltou, já não existia aquela que em vida fora Petronilha. Sua tia informou-lhe:
        – Nós comemos Petronilha.
        A menina era criatura de grande capacidade de amar: uma galinha não corresponde ao amor que se lhe dá e, no entanto, a menina continuava a amá-la sem esperar reciprocidade. Quando soube o que acontecera com Petronilha passou a odiar todo o mundo da casa, menos sua mãe que não gostava de comer galinha e os empregados que comeram carne de vaca ou de boi. O seu pai, então, ela mal conseguiu olhar: era ele quem mais gostava de comer galinha. Sua mãe percebeu tudo e explicou-lhe:
        – Quando a gente come bichos, os bichos ficam mais parecidos com a gente, estando assim dentro de nós. Daqui de casa só nós duas é que não temos Petronilha dentro de nós. É uma pena.
        Pedrina, secretamente a preferida da menina, morreu de morte morrida mesmo, pois sempre fora um ente frágil. A menina, ao ver Pedrina tremendo num quintal ardente de sol, embrulhou-a num pano escuro e depois de bem embrulhadinha botou-a em cima daqueles grandes fogões de tijolos das fazendas das minas-gerais. Todos lhe avisaram que estava apressando a morte de Pedrina, mas a menina era obstinada e pôs mesmo Pedrina toda enrolada em cima dos tijolos quentes. Quando na manhã seguinte Pedrina amanheceu dura de tão morta, a menina só então, entre lágrimas intermináveis, se convenceu de que apressara a morte do ser querido.
        Um pouco maiorzinha, a menina teve uma galinha chamada Eponina.
        O amor por Eponina: dessa vez era um amor mais realista e não romântico; era o amor de quem já sofreu por amor. E quando chegou a vez de Eponina ser comida, a menina não apenas soube como achou que era o destino fatal de quem nascia galinha. As galinhas pareciam ter uma pré-ciência do próprio destino e não aprendiam a amar os donos nem o galo. Uma galinha é sozinha no mundo.
        Mas a menina não esquecera o que sua mãe dissera a respeito de comer bichos amados: comeu Eponina mais do que todo o resto da família, comeu sem fome, mas com um prazer quase físico porque sabia agora que assim Eponina se incorporaria nela e se tornaria mais sua do que em vida. Tinham feito Eponina ao molho pardo. De modo que a menina, num ritual pagão que lhe foi transmitido de corpo a corpo através dos séculos, comeu-lhe a carne e bebeu-lhe o sangue. Nessa refeição tinha ciúmes de quem também comia Eponina. A menina era um ser feito para amar até que se tornou moça e havia os homens.

(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina: contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)
O fenômeno da crase é indicado ortograficamente através do uso do acento grave. O primeiro passo para saber quando usar a crase é identificar se houve a fusão da preposição “a” com o artigo “a”. Em “Voltando às galinhas, a menina possuía duas só dela.” (1º§), o sinal indicativo de crase foi empregado adequadamente. Tal fato NÃO ocorre em:
Alternativas
Q2467322 Português
Diz uma regra de emprego do acento grave indicativo da crase que, com nomes próprios de lugares, só se pode empregar esse acento se o nome próprio exigir o artigo A. No entanto, há casos em que isso é possível, como na seguinte opção:
Alternativas
Q2467145 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.

Devir Espantalho
Produzindo um espantalho

            Fazer o outro dizer o que ele não disse, criar um personagem em cima de uma pessoa real e agir como se esse ente imaginário estivesse presente – é disso que se trata na falácia do espantalho, uma das mais famosas na arte de vencer debates sem precisar ter razão.
           Baseada na criação de um duplo, é esse personagem ficcional que deve ser atacado no lugar da pessoa real. É essa pessoa, cujo corpo e cuja presença são como que jogados fora, que é transformada em um boneco num jogo de argumentos. O ônus por ter sido transformada em espantalho é totalmente dela. O arguidor torna-se um embusteiro no momento em que refuta a posição do duplo, ou seja, atacando uma posição que não é defendida pela pessoa real. A falácia não é simplesmente o argumento, mas toda a situação do argumento, como vemos acontecer hoje com as fake News, verdadeira era da desinformação planificada.
         O truque da falácia do “homem de palha” está em se bater num suposto argumento fraco, deixando de lado a complexidade do argumento realmente dito que, em geral, não seria fácil de refutar.
           Assim como se coloca palha dentro de uma roupa para simular a presença de um ser humano, a falácia do espantalho surge quando palavras são colocadas na boca de alguém. Esse alguém continua ali, mas uma presença espectral vem à tona. O devir espantalho deixa a distância processos de subjetivação, esvaziando pensamento, sensibilidade e capacidade de agir. Num mundo sem ética, em que a subjetividade não é respeitada nem em seus dizeres, a espantalhificação é o destino.

Revista Cult, ano 26, ed. 297, set. 2023, p.41. Adaptado.
Sobre o emprego da crase no trecho retirado do texto “Devir Espantalho”, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

“O devir espantalho deixa a distância processos de subjetivação, esvaziando pensamento, sensibilidade e capacidade de agir.”

I – É facultativo o emprego do acento grave em “a distância”
PORQUE,
II – nessa expressão, há palavras femininas que estão subentendidas, indicando “à distância de”.

Sobre as asserções, é correto afirmar que 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Água Boa - MT Provas: SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Advogado /40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Agente Fiscal/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Agente de Contratação/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Agente Administrativo/40H - Administração e Demais Secretarias | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Agente Administrativo - Saúde/40h | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Assistente Social/30H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Assistente de Procuradoria/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Assistente de Controle Interno/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Psicólogo/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Químico/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Terapeuta Ocupacional/30H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Odontólogo/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Nutricionista/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Médico/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Médico Veterinário/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Fonoaudiólogo | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Fisioterapeuta | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Engenheiro Elétrico/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Advogado de Assistência Jurídica/20H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Enfermeiro | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Educador Físico/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Bioquímico Farmacêutico/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Bibliotecário | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Arquiteto Urbanista/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Professor - Pedagogia/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Professor - Matemática/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Professor - Letras/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Professor - Educação Física/40H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Procurador do Município/20H | SELECON - 2024 - Prefeitura de Água Boa - MT - Agente Administrativo/40H - Câmara Municipal |
Q2467087 Português

Leia o texto a seguir:


Os cientistas estudavam um fóssil desde 1931 - mas ele era falso


Presença de tinta no fóssil indicou que ele não era feito de tecidos moles preservados do período Permiano, como se imaginava



    Enquanto a pesquisadora de pós-doutorado Valentina Rossi, da Universidade College Cork, na Irlanda, estudava um fóssil que há muito tempo acreditava-se ser um exemplar de 280 milhões de anos de uma espécie de réptil até então desconhecida, ela notou algo estranho na pele do animal – era tinta preta.

    A teoria era de que o fóssil, que foi encontrado em 1931 nos Alpes Italianos, continha tecidos moles preservados dos primeiros dias do período Permiano – tempo antes dos dinossauros, quando o supercontinente Pangeia fervilhava com criaturas bizarras e aterrorizantes.

    Cientistas nomearam a nova espécie e passaram anos tentando adivinhar que tipo de réptil era. Eles consideraram a descoberta importante, visto que o animal teria vivido em um momento em que muitas espécies de répteis não eram conhecidas por existir naquela área.

    Mas durante sua pesquisa, alguns anos atrás, Rossi descobriu que não havia tecidos moles na rocha. Em vez disso, o que se acreditava ser o corpo do réptil era, em sua maior parte, tinta. Segundo ela, o material pode ter sido aplicado em algum momento para preservar ossos embutidos na rocha.

     As origens da falsificação são desconhecidas, mas Rossi espera continuar sua pesquisa para descobrir qual animal está, de fato, preservado sob a tinta. Em um estudo publicado na semana passada na revista científica Paleontology, Rossi e outros pesquisadores europeus revelaram a descoberta.

    “Isso foi totalmente inesperado”, disse Rossi, de 34 anos, autora principal do estudo, ao The Washington Post. “Ninguém nunca pensou sequer em propor que a pele era potencialmente uma tinta.”


Fonte:https://www.estadao.com.br/ciencia/os-cientistas-estudavam-um-fossildesde-1931-mas-ele-era-falso/?utm_source =facebook%3Anewsfeed&utm_medium=social-organic&utm_campaign=redes-sociais%3A022024%3Ae&utm_content=%3 A%3A%3A&utm_term=&fbclid=IwAR36U9jU2vP_r3p9UTPMxeE9eaWZRspaYPszffivcojgwqLQlsqZ5VR9hP0. Acesso em 09/03/2024

A única frase em que há o emprego do sinal indicativo de crase, em conformidade com a norma-padrão, é:
Alternativas
Q2466309 Português

Leia o texto a seguir e responda da questão.


ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL


Jairo Marques


    Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

    Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

    Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

    Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

    Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido? 

    Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

    Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

    O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência –guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

    O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

    Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

    Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.


Disponível em: <https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br>

Marque, entre as alternativas a seguir, aquela que apresenta um caso de crase semelhante ao presente no trecho “[...] desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento [...]” do texto acima.
Alternativas
Q2465308 Português



(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/03/novos-medicamentos-contra-a-obesidadeestao-chegando-sera-que-eles-podem-mudar-o-cenario-atual – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 12, 29 e 34.
Alternativas
Q2462995 Português

Texto 05 para a questão.


Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve, e a vida é muito para ser insignificante.


Disponível em: https://www.pensador.com/melhores_frases_de_reflexao_sobre_a_vida/ Acesso em 05 de março de 2024. 

Sobre a Crase, analise os itens abaixo:

I. “Bom mesmo é ir à luta com determinação” – nesse caso, a crase é facultativa.
II. “...abraçar a vida com paixão.” – inexiste a crase, por haver, apenas, a presença do artigo “a”.
III. “...porque o mundo pertence a quem se atreve.” – nesse caso, a crase é facultativa.
IV. “...e a vida é muito para ser insignificante.” – nesse caso, inexiste a crase, por haver, apenas, a presença do artigo “a”.

Está CORRETO apenas o que se afirma em
Alternativas
Q2462987 Português
Texto 03 para a questão.

Às vezes, depois de tudo dar errado, a vida prova que tinha planos melhores para a gente.
Sobre o emprego da Crase, analise os itens abaixo:

I. Em “Às vezes, depois de tudo dar errado...” – a crase é facultativa.
II. Em “... a vida prova que tinha planos melhores...” – inexiste a crase por haver a presença, apenas, do artigo “a”.
III. Em “...que tinha planos melhores para a gente.” – a crase é facultativa.

Está CORRETO o que se afirma em
Alternativas
Q2461947 Português
Conforme a norma-padrão, o uso do acento grave indicador de crase está correto em
Alternativas
Q2461353 Português
        Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas.

Rubem Braga. Em Cachoeiro. 200 crônicas escolhidas.
Rio de Janeiro: Record, 2003, p.55 (com adaptações)

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.


Em “à direita, o rosto lindo de Lélia” (penúltimo período), o emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório.

Alternativas
Q2460526 Português

Texto para o item.




Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


Na linha 39, o sinal indicativo de crase em “à categoria de furacão” justifica‑se por esse termo ser o complemento indireto de “chegar”.

Alternativas
Q2457580 Português

Considerando-se as regras de regência, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE. 



Cheguei ____ aeroporto às 19 horas e fui me juntar ______ restante do grupo de passageiros. Havia uma fila imensa e fiquei irritado. Tenho baixa tolerância ______ filas. 

Alternativas
Q2456222 Português
Assinale a frase em que a utilização do acento grave indicativo da crase é realizada de forma errada.
Alternativas
Q2456163 Português
Empreendedorismo Social e Inteligência Artificial:
como a tecnologia pode ajudar a resolver problemas globais


    O empreendedorismo social é uma das forças que movem a transformação do mundo, trazendo soluções inovadoras e impactantes para problemas sociais. Já a Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia em constante evolução que tem sido cada vez mais discutida, principalmente após o lançamento do ChatGPT (Generative Pre-trained Transformer). Mas o que essas duas coisas têm em comum? A resposta é simples: ainda que haja uma série de discussões importantes sobre ética e formas de uso da tecnologia, é inegável que a IA pode ser usada para impulsionar ainda mais o empreendedorismo social e criar soluções mais eficientes e acessíveis para quem mais precisa.

      A Inteligência Artificial é uma tecnologia que permite que as máquinas aprendam, tomando decisões e resolvendo problemas. Ela é utilizada em diversos setores, desde a saúde até o transporte, e vem se tornando cada vez mais acessível e presente no dia a dia das pessoas. No fim de 2022, a IA chegou a um novo patamar com o ChatGPT, um modelo de linguagem de Inteligência Artificial criado pela OpenAI capaz de gerar texto coeso e fluente em diversos idiomas.

     A tecnologia da OpenAI ainda está envolta a uma série de discussões necessárias, por exemplo, sobre como pode ser usada para a disseminação de fake news e desinformação. Por ser capaz de gerar textos naturalistas e coerentes, o modelo pode ser alimentado com informações falsas e utilizado para espalhar notícias enganosas. Além disso, há críticas em relação à falta de transparência do modelo, que dificulta a compreensão de como ele funciona e como chega a determinadas respostas. Por fim, há críticas quanto à representatividade do modelo, uma vez que ele pode reproduzir e reforçar estereótipos e preconceitos presentes nos dados utilizados para o seu treinamento.

     Felizmente, a Inteligência Artificial também pode ser uma grande aliada na missão de resolver problemas sociais. Um exemplo recente é o da parceria entre o aplicativo Be My Eyes e a OpenAI. O aplicativo funciona conectando usuários cegos ou com visão limitada a voluntários que conseguem ver, tudo isso baseado no idioma que eles falam e no fuso horário. Quando um usuário cego ou com visão limitada solicita ajuda através do aplicativo, o Be My Eyes manda uma notificação para vários voluntários. O primeiro a responder à solicitação é conectado àquele usuário específico e recebe uma transmissão de vídeo ao vivo. A conexão de áudio permite que o usuário e o voluntário resolvam tarefas juntos.

       Desde fevereiro de 2023, o Be My Eyes integra o ChatGPT-4, ainda em fase de teste, para desenvolver o que chamam de Voluntário Virtual, que poderá gerar o mesmo nível de contexto e compreensão de um voluntário humano. Isso dará mais agilidade e independência à rotina dos usuários, que podem enviar imagens por meio do aplicativo para que o voluntário virtual responda a qualquer pergunta sobre essa imagem e forneça assistência visual instantânea.

      Segundo a empresa responsável pelo aplicativo, se um usuário enviar uma foto do interior de sua geladeira, o Voluntário Virtual poderá não só identificar corretamente o que tem dentro dela, mas também analisar o que pode ser preparado com aqueles ingredientes, oferecendo receitas e um guia passo a passo sobre como prepará-los. Quando a ferramenta não conseguir responder a uma pergunta, oferecerá automaticamente aos usuários a opção de se conectar por meio do aplicativo a um voluntário com visão.



https://institutolegado.org/blog/empreendedorismo-sociale-inteligencia-artificial-como-a-tecnologia-pode-ajudar-aresolver-problemas-globais
[Questão Inédita] Considerando as regras de uso da crase na língua portuguesa, assinale a alternativa em que o emprego do acento grave indicativo de crase está correto: 
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Ano: 2024 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de Fortaleza - CE Provas: IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Cirurgião Vascular | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico do Trabalho | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Ginecologista e Obstetra | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Infectologista | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Neonatologista | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Neurologista Pediátrico | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Pediatra | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Psiquiatra | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Anestesiologista | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Cirurgião Geral | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Socorrista | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Fisioterapeuta Intensivista Neonatal | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Fisioterapeuta Intensivista | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Farmacêutico | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Fonoaudiólogo | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Educador Físico | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Fisioterapeuta | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Enfermeiro do Trabalho | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Enfermeiro Intensivista Neonatal | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Enfermeiro Obstetra | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Enfermeiro Socorrista | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Enfermeiro | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Engenheiro Clínico | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Nutricionista | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Médico Veterinário | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Terapeuta Ocupacional | IBFC - 2024 - Prefeitura de Fortaleza - CE - Engenheiro de Segurança do Trabalho |
Q2453721 Português
Texto- Patrimônio Arqueológico – CE

(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto original está disponível em http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/542/ acesso em 01 mar-24)



      O estado do Ceará tem grande potencial arqueológico, tendo em vista que, até dezembro de 2014, foram cadastrados 528 sítios. Esse dado é resultado de significativa ocorrência desses sítios no período pré-colonial. A extensa quantidade de sítios cerâmicos e líticos, além de notável presença de grafismos rupestres, agregaram ainda mais valor etnocultural para o local.


    Dentre as áreas de interesse arqueológico, destacam-se os sítios em regiões litorâneas com vestígios históricos e pré-coloniais, identificados nas proximidades de rios como o Jaguaribe e o Acaraú. As regiões do centro-norte do Estado (Forquilha, Sobral e Iraçuba), a região de Cariri (Crato e Nova Olinda) e o sertão central (Quixadá e Quixeramobim) são palcos de manifestações rupestres que foram objeto de pesquisa em estudos acadêmicos.


    Nos municípios de Tauá, Arneiroz e Morada Nova, foram identificados numerosos sítios líticos formados por grupos caçadores-coletores, assim denominados em razão do sustento obtido pela caça de animais selvagens e pela coleta de plantas silvestres. Já no município de Mauriti, na porção leste do Cariri, foram localizadas aldeias ceramistas, com destaque para a aldeia TupiGuarani Anauá, datada do século XIV.


     Parte significativa dos sítios arqueológicos cearense foi descoberta em projetos de licenciamento arqueológico, fato que alertou para o potencial das pesquisas preventivas na região. O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tem investido em projetos de etnoarqueologia, na identificação e no registro de coleções particulares de bens arqueológicos.


    O Instituto Iphan financiou, em 2012, escavações arqueológicas na comunidade da Serra do Evaristo, localizada na área do Maciço de Baturité. Um conjunto de urnas funerárias encontrado parcialmente na superfície motivou a pesquisa e o projeto de escavação do sítio funerário para atender à comunidade quilombola da Serra do Evaristo, certificada pela Fundação Palmares. A importância social e o significativo potencial informativo desse enclave arqueológico da Serra do Evaristo atraíram interessados em parcerias futuras para continuidade da pesquisa, como a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que atua na região.


(...)


Bens Arqueológicos Tombados

     O Brasil possui bens arqueológicos tombados em todo o território, sendo onze sítios e seis coleções arqueológicas localizadas em museus. O país reconhece a importância dos bens arqueológicos como elementos representantes dos grupos humanos responsáveis pela formação identitária da sociedade brasileira. Esse contexto está explícito na legislação que protege como bem da União todo achado arqueológico e estabelece que qualquer nova descoberta deva ser imediatamente comunicada às Superintendências do Iphan ou diretamente ao Instituto. Por meio dos bens arqueológicos, é possível identificar conhecimentos e tecnologias que indicam anos de adaptação humana ao ambiente, além da produção de saberes tradicionais brasileiros.


      O patrimônio arqueológico do Brasil está sob proteção legal desde 1937, com o Decreto-Lei nº 25. No entanto, em 1961, a Lei Federal nº 3.924, de 26 de julho de 1961 estabeleceu proteção específica e, em 1988, a Constituição Brasileira também reconheceu os bens arqueológicos como patrimônios da União, incluindo-os no conjunto do Patrimônio Cultural Brasileiro. Desta forma, a destruição, mutilação e inutilização física do patrimônio cultural são infrações puníveis por lei.


     Os bens arqueológicos, a exemplo da coleção arqueológica do Ceará, estão disponíveis para visitação no Museu da Escola Normal Justiniano de Serra, situado em Fortaleza. Podem-se observar: um vaso de cerâmica, um trabalho indígena que foi encontrado na Gruta de Ubajara; uma coleção de 68 peças formadas por arcos e flechas de índios do Mato Grosso; uma coleção formada por 22 peças de adornos indígenas, bem como quatro machados de pedra indígenas dentre diversos artefatos. Compreender a relevância desses objetos é reconhecer que a história de ancestrais brasileiros também é nossa”.
Assinale a alternativa que justifique o emprego da crase no fragmento a seguir: “Um conjunto de urnas funerárias encontrado parcialmente na superfície motivou a pesquisa e o projeto de escavação do sítio funerário para atender à comunidade”
Alternativas
Q2451949 Português
Mãe comemora nascimento de filha em 29 de fevereiro:
‘foi o dia perfeito’



A dona de casa Poliana Gomes, de 25 anos, foi uma das mães a dar à luz neste dia 29 de fevereiro de 2024 na Paraíba. Luna chegou mais cedo que o previsto e acabou nascendo na data especial que só marca presença no calendário a cada quatro anos. O parto aconteceu no Hospital Edson Ramalho, em João Pessoa.


Poliana, que já é mãe de um menino de 3 anos, começou a sentir as dores do parto na madrugada desta quinta-feira (29), por volta das 3h da manhã. Ela conta que o momento escolhido pela bebê para vir ao mundo foi uma completa surpresa, visto que seu nascimento estava previsto para o dia 18 de março.


Ao saber que a probabilidade de alguém nascer no dia 29 de fevereiro é de 1 em 1.461, Poliana se surpreende. Apesar de ser um dia que só acontece uma vez a cada 4 anos, ela não mostra preocupação em relação à data. “Foi o dia perfeito”, declarou, feliz.


Quanto ao aniversário de 1 ano da menina, Poliana se diverte com a possibilidade de celebrar o primeiro ano de vida da sua filha só daqui a quatro anos, mas não considera isso uma opção. “Pretendo comemorar no dia 28 de fevereiro”, afirma, em tom de riso.


Poliana, que nasceu em João Pessoa, mas atualmente vive em Cabedelo, conta que a gravidez foi tranquila. O momento que a deixou mais nervosa durante a gestação foi o dia de conceber a criança, já que entrou em trabalho de parto de madrugada durante uma chuva forte. Apesar desse momento de tensão, o parto correu normalmente e a bebê, Luna, veio ao mundo repleta de saúde.



https://correioparaibano.com/, 29/02/2024

“... ela não mostra preocupação em relação à data.” 

Assinale a opção que contém a explicação ADEQUADA para o emprego da crase.

Alternativas
Q2451303 Português
Guterres alerta que o planeta está "à beira do abismo"


O secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou, esta quinta-feira, a alertar que o planeta está "à beira do abismo" devido às crises ambientais, durante a VI Assembleia das Nações Unidas para o Ambiente (UNEA6).

"O nosso planeta está à beira do precipício. Os ecossistemas estão em colapso", disse António Guterres num vídeo apresentado na abertura da cimeira ambiental de alto nível da UNEA-6, o principal órgão de tomada de decisões ambientais do mundo, realizado em Nairobi, no Quénia.

António Guterres sublinhou que o clima "está a implodir" e que "a culpa é da humanidade". "As consequências, desde rios envenenados até à subida dos mares, afetam-nos a todos", alertou o secretário-geral da ONU, sublinhando que "os menos responsáveis são os que mais sofrem".

Para combater esta crise, apelou a um trabalho "em conjunto (...) para colocar o mundo no caminho da sustentabilidade e acelerar o desenvolvimento sustentável".

"Isto significa tomar medidas urgentes para acelerar uma transição justa dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, adaptar-se a fenômenos meteorológicos extremos, proporcionar justiça climática, controlar a poluição e proteger e restaurar os ecossistemas", realçou.

Segundo António Guterres, os países "devem definir objetivos nacionais para cumprir este quadro", ou seja, "criar novas contribuições a nível nacional para toda a economia antes de 2025 que estejam em linha com a limitação do aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius". 

"Juntos, precisamos que os governos elaborem um novo tratado sobre a poluição causada pelo plástico e aumentem o financiamento para o desenvolvimento sustentável e para ações climáticas e de biodiversidade nos países em desenvolvimento", acrescentou.

Numa mensagem aos líderes da UNEA-6, que inclui o presidente queniano, William Ruto, e outros chefes de estado africanos, bem como vários ministros de todo o mundo, Guterres instou os países a "cumprirem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU".

"Vocês têm muitas resoluções importantes diante de vocês, então aproveitem esta oportunidade para pressionar por soluções multilaterais. Vamos fazer o espírito de Nairobi funcionar mais uma vez", concluiu.

A UNEA-6 reúne mais de cinco mil representantes de governos, da sociedade civil e do setor privado no complexo da ONU na capital queniana desde segunda-feira e até hoje.

Na sessão deste ano, a sexta desde o lançamento da Assembleia em 2014, os países devem avaliar cerca de 19 resoluções que cobrem desafios como parar a desertificação, combater a poluição atmosférica ou limitar a poluição química.



https://www.jn.pt/8490102869/, 29/02/2024
A respeito do emprego da crase em "O nosso planeta está à beira do precipício.”, está CORRETO afirmar que é
Alternativas
Q2451264 Português
Leia as afirmativas sobre o uso adequado da crase, de acordo com a norma padrão, para responder a questão.

I.    Em: “Você fará o pagamento a prazo”, o uso da crase não ocorre diante de palavra masculina.
II.   Em: “Vou à escola as 10h hoje”, o uso da crase é facultativo em expressões que indiquem hora.

III.  Em: “Devo obedecer a minha mãe”, o uso da crase é facultativo diante de pronomes possessivos femininos.

IV.  Em: “A professora fez uma homenagem a Maria”, o uso da crase é facultativo diante de nome próprio feminino.


Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q2451188 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A influência dos supercochilos na saúde humana


Em muitas culturas, a soneca no período da tarde é um ritual diário.

A cultura espanhola é famosa pela siesta de todos os dias. E alguns profissionais japoneses dormem um pouco no horário de almoço − a chamada hirune, a "soneca da tarde".

Gigantes da tecnologia, como a Google, Samsung e Facebook, oferecem módulos de soneca nos seus escritórios. Eles permitem que os funcionários durmam por algum tempo durante o dia de trabalho.

Pesquisas demonstram que sonecas regulares fazem bem à saúde do cérebro a longo prazo.

Cochilos habituais mantêm o cérebro maior por mais tempo. Eles também promovem a saúde geral deste órgão, segundo um estudo realizado em 2023 por pesquisadores de Londres e do Uruguai. Eles analisaram dados de trinta e cinco mil pessoas com idade entre quarenta e sessenta anos, participando de um estudo do UK Biobank, um banco de dados biomédicos que serve de fonte de pesquisas.

Os cientistas analisaram fragmentos de DNA identificados anteriormente e associados a pessoas que costumam tirar cochilos com frequência. O cérebro das pessoas que tiram cochilos várias vezes por semana era mais de quinze centímetros cúbicos maior que o das pessoas que nunca faziam sonecas diárias.

O cérebro se contrai naturalmente com a idade. E esta diferença equivale ao envelhecimento do cérebro por três a seis anos, segundo a líder do estudo, a pesquisadora Victoria Garfield, da Unidade de Londres. "A grande descoberta foi que a soneca durante o dia apresentou relação muito sólida com as causas do volume maior do cérebro", afirma Garfield. E sabemos que o menor volume do cérebro está associado a um grande número de doenças.

Garfield destaca que os benefícios de longo prazo apenas são observados em pessoas que tiram sonecas regularmente. "É preciso que seja cumulativo."

Existem também benefícios à saúde de curto prazo relacionados às sonecas. Pequenos cochilos que duram de cinco a quinze minutos melhoram imediatamente o nosso desempenho mental. E esse estímulo pode durar até três horas depois que acordamos.

Nós dormimos em ciclos que duram cerca de noventa minutos cada um. E cada ciclo é composto de quatro estágios.

No primeiro e no segundo estágio, os músculos relaxam, a atividade cerebral fica mais lenta e a temperatura do corpo e os batimentos cardíacos caem.

Neste momento, entramos no terceiro estágio, chamado de sono de ondas lentas ou sono profundo, para depois seguirmos para o quarto estágio − o sono REM (abreviação em inglês para "movimento rápido dos olhos"), momento este em que começamos a sonhar.

Por isso, sonecas de quinze a vinte minutos não permitem que as pessoas entrem em sono profundo.

O sono é o remédio da natureza. Somos muito evoluídos e precisamos de muito poder cerebral. É por isso que precisamos de muito sono à noite.

Se você pretende começar a tirar cochilos, é importante que eles sejam rápidos e façam parte do seu estilo de vida, como a tradição espanhola da siesta. A soneca não é uma escolha, é um hábito. Depois que você adquire o costume, o seu cérebro ajuda a mantê-lo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cndnzjewke9o.Adaptado. 

Pesquisas demonstram que sonecas regulares fazem bem 'à saúde do cérebro (1)' 'a longo prazo (2)'.


Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, em

Alternativas
Respostas
1981: A
1982: A
1983: C
1984: A
1985: B
1986: A
1987: C
1988: E
1989: A
1990: A
1991: C
1992: E
1993: A
1994: A
1995: B
1996: A
1997: B
1998: A
1999: C
2000: B