Questões de Concurso Sobre conjunções: relação de causa e consequência em português

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Ano: 2018 Banca: AOCP Órgão: ADAF - AM
Q1207126 Português
Tirar marcação de leitura do WhatsApp pode indicar traços de manipulação  Por Luciano Cazz

  Aquele que responde sua mensagem no aplicativo com um “não posso falar agora”, provavelmente, é mais confiável do que quem finge que não viu.    Evidentemente, nem toda pessoa que opta por, nas configurações do WhatsApp, não deixar aparecerem os dois pontinhos azuis, indicadores de que a mensagem foi visualizada, é manipuladora, porém, obviamente, nenhuma delas quer que você saiba quando seu texto foi lido e algumas tiram, inclusive, até o horário da última conferida no aplicativo e se isentam completamente da responsabilidade do diálogo. E isso é uma questão de fato.    Algumas pessoas fazem isso por motivos banais como, por exemplo, preocupação em não deixar você chateado, quando não lhe der uma resposta imediata. Então, disfarça que não leu e mais tarde lhe responde com alegria, sem que você pense que é desatenção ou falta de consideração. Chega a ser até um cuidado com os seus sentimentos. A pessoa ainda pode, simplesmente, estar ocupada, cansada ou até sem vontade de teclar naquele momento. Para evitar o desgaste do assunto, ela simplesmente faz de conta que não viu sua mensagem.    Por outro lado, existe quem se dá o trabalho de bloquear a indicação de visualização de uma mensagem para realmente se esconder. E se uma pessoa não quer ter os passos vistos por um amigo, alguma razão deve ter. E, independentemente de quais sejam os motivos, a intenção é claramente espiar suas mensagens sem ser detectada, e isso quer dizer muito sobre ela. Claro que isso não define falta de caráter, entretanto, pode ser o traço de uma pessoa extremamente manipuladora, que mente e joga com você o tempo todo. Seja por um prazo, compromisso ou até em relação a um sentimento. Para algumas dessas pessoas é mais esperto ou conveniente dizer “Não vi” do que encarar os fatos.   Pois é certo que pessoas de personalidade reta não têm problema em mandar um “estou ocupado”. Ou responder mais tarde explicando a situação. Pessoas seguras de si são o que são e não devem nada a ninguém, muito menos explicações sobre o último horário que visualizaram suas próprias mensagens do WhatsApp. Quem é transparente responde na hora que quiser sem precisar se esconder em uma opção de privacidade do aplicativo que vela o que de fato acontece. Mostrar os dois tracinhos azuis é comportamento de quem assume seus atos, suas decisões, seus erros e que, simplesmente, não está a fim de falar, o que é de todo seu direito, uma vez que ninguém é obrigado a nada.

Texto adaptado de: https://www.revistapazes.com/tirar-marcacao-detracos-de-manipulacao/. Acesso em: 01 de out. de 2018.
Assinale a alternativa em que todas as palavras pertencem à mesma classe de palavras. 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUNDEPES Órgão: Prefeitura de Ervália - MG
Q1199422 Português
Releia o trecho a seguir.  “Assim, não temos nem atrás de nós nem diante de nós, no domínio luminoso dos valores, justificações ou desculpas.”  A conjunção destacada nesse trecho confere a ele um valor  

Alternativas
Ano: 2018 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Caxias - MA
Q1194150 Português
Assinale a alternativa INCORRETA quanto às relações coesivas estabelecidas pelas conjunções em destaque no período composto. 
Alternativas
Q1191311 Português
Leia as afirmativas a seguir:

I. A grafia do adjetivo seguinte está correta: apaixonado.
II. A grafia do adjetivo seguinte está correta: baiano.
III. No período "Sou infeliz quando desapareces", o vocábulo "Sou" é classificado como conjunção.
IV. A grafia do verbo seguinte está correta: querer.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1179770 Português
20 ANOS SEM DIANA: MORTE DA PRINCESA DEIXOU MUNDO DE LUTO E ABALOU A MONARQUIA

Lady Di morreu no dia 31 de agosto de 1997 em um trágico acidente de carro; apesar de não ter direito ao título de nobreza em razão de seu divórcio do príncipe Charles, britânicos exigiram uma homenagem à altura daquela que foi o símbolo de uma geração

    No dia 31 de agosto de 1997, a princesa Diana morreu em um acidente de trânsito em Paris. Durante uma semana, até o funeral acompanhado por uma multidão, o Reino Unido passou por um momento de luto sem precedentes que estremeceu a monarquia.
     Divorciada há um ano do príncipe Charles, a mulher de 36 anos e seu namorado, o produtor de cinema egípcio Dodi Al-Fayed, foram perseguidos durante todo o verão no Mediterrâneo pelos paparazzi.
    No dia 30 de agosto, o casal chegou durante a tarde a Paris e foi jantar no Ritz, um hotel de luxo na Praça Vendôme, antes de tentar deixar o local de modo discreto por volta da meia-noite em um Mercedes. Perseguido por fotógrafos que estavam em uma motocicleta, o automóvel entrou em alta velocidade em um túnel e bateu em uma pilastra de cimento.
    Diana foi retirada pelas equipes de emergência do Mercedes destruído. Dodi Al-Fayed e o motorista, que segundo a investigação tinha um nível elevado de álcool no sangue, morreram na hora. O segurança ficou gravemente ferido. Sete fotógrafos foram detidos. No dia seguinte, as fotos do acidente foram vendidas para revistas por US$ 1 milhão. A princesa, que sofreu uma grave hemorragia interna, foi transportada para o hospital Pitié-Salpêtrière. Às 4h, foi declarada morta. O embaixador da França ligou para os assistentes da rainha Elizabeth II em Balmoral, na Escócia, onde o duque de Edimburgo, o príncipe Charles e seus filhos, os príncipes William, então com 15 anos, e Harry, de 12, passavam o verão.


        “PRINCESA DO POVO”
    O Reino Unido acordou de luto. Sem conter as lágrimas, centenas de londrinos começaram a depositar flores diante dos Palácios de Buckingham e Kensington, a residência da princesa. Com a voz embargada pela emoção, o então primeiro-ministro, o trabalhista Tony Blair, prestou uma homenagem à "princesa do povo".
    O mundo inteiro expressou consternação com a morte. O presidente americano, Bill Clinton, disse que estava "profundamente entristecido". Na Índia, madre Teresa rezou por Diana. Michael Jackson, "consternado", cancelou um show na Bélgica.
    Os paparazzi foram os primeiros acusados. O irmão de Diana, Charles Spencer, culpou os tablóides, que segundo ele tinham "sangue nas mãos". Criticada, a imprensa popular elevou Diana ao patamar de ícone. "Nasceu lady. Depois foi nossa princesa. A morte fez dela uma santa", escreveu o Daily Mirror. O fervor popular era cada vez maior [...]


    MONARQUIA
    A organização do funeral foi um quebra-cabeças. Desde seu divórcio, Lady Di não tinha mais direito ao título de alteza real ou a uma cerimônia nacional. Mas os britânicos exigiam uma homenagem à altura de sua "rainha dos corações".
    O descontentamento da opinião pública aumentava à medida que se prolongava o silêncio da família real, que permaneceu entrincheirada em Balmoral. Furiosos com a ausência de uma bandeira a meio mastro no Palácio de Buckingham, os jornais exigiam um discurso da rainha aos súditos. "A família real nos abandonou", criticou o jornal The Sun.
    "Ferida", Elizabeth II se resignou a prestar uma homenagem a uma nora que nunca desejou, em uma mensagem exibida na 5 Agente Técnico Forense televisão - a segunda em 45 anos de reinado -, antes de se inclinar publicamente diante do caixão. ”Se os Windsor não aprenderem a lição, não vão apenas enterrar Diana, mas também o seu futuro", advertiu o jornal The Guardian.
    Uma pesquisa publicada na época mostrava que um em cada quatro britânicos se declarava a favor da abolição da monarquia. No dia seguinte, quase um milhão de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre em silêncio, interrompido apenas pelo choro dos presentes e pelo som dos sinos.
    Cabisbaixos, William e Harry caminharam atrás do caixão, ao lado do príncipe Charles, do duque de Edimburgo, o príncipe Philip, e do conde Spencer, diante dos olhares de 2,5 bilhões telespectadores ao redor do mundo. Na abadia de Westminster, 2 mil convidados, entre eles Hillary Clinton, Tony Blair, Luciano Pavarotti, Margaret Thatcher e Tom Cruise, assistiram à cerimônia. Elton John interpretou a canção "Candle in the Wind", com uma alteração na letra para homenagear Diana.
    Durante a tarde, a princesa foi sepultada em uma cerimônia privada em Althorp, noroeste de Londres. Desde então, descansa em um túmulo em uma ilha que foi a residência de sua família.

O Estado de S.Paulo. 31 Agosto 2017. 
Em “‘Lady Di [...] apesar de não ter direito ao título de nobreza em razão de seu divórcio do príncipe Charles, britânicos exigiram uma homenagem à altura daquela [...]” e em “Se os Windsor não aprenderem a lição, não vão apenas enterrar Diana, mas também o seu futuro”, as conjunções em destaque expressam, respectivamente,
Alternativas
Q1178902 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. No período "Há pessoas que são muito dadas", o vocábulo "são" é classificado como interjeição.

II. No trecho "Sua beleza era de ficar boquiaberto", o vocábulo "ficar" é classificado como substantivo.

III. A grafia do vocábulo seguinte está incorreta: açúcar.

IV. Na oração "A filha do maestro não era para música", o vocábulo "maestro" é classificado como conjunção.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: SABESP Prova: FCC - 2018 - SABESP - Estagiário - Nível Médio |
Q1166319 Português

Ausência


Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.                          

Hoje não a lastimo.                                            

  Não há falta na ausência.                                     

A ausência é um estar em mim.                          

                      E sinto-a branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,

      que rio e danço e invento exclamações alegres,       

porque a ausência, essa ausência assimilada,    

ninguém a rouba mais de mim.                             

(Texto adaptado. Disponível em: www.revistabula.com) 

E sinto-a branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, / que rio e danço e invento exclamações alegres, / porque a ausência, essa ausência assimilada, / ninguém a rouba mais de mim.


Caso se queira dar o sentido de conclusão ao trecho destacado acima, a conjunção porque deverá ser substituída por:

Alternativas
Q1163265 Português

(Brum. Em: http://www.tribunadonorte.com.br/. Adaptado)

No contexto de comunicação, na fala do personagem, a conjunção e expressa sentido de
Alternativas
Q1163066 Português

Resenha do filme: ARRANHA-CÉU - CORAGEM SEM LIMITE


      Eis um filme que nos faz ter saudades das aventuras de ação tanto dos anos 1980 quanto da década seguinte. Isso porque ARRANHA-CÉU - CORAGEM SEM LIMITE (2018) acaba remetendo, inevitavelmente, ao hoje clássico DURO DE MATAR, que para muitos é considerado um divisor de águas entre o tipo de filme de ação que se fazia nos anos da Era Reagan e o que surgiria com mais sofisticação e mais diretores renomados na década seguinte. A lembrança tem a ver principalmente com a figura de um herói passando por situações perigosas em um prédio alto.

      Acontece que tudo é anabolizado e o efeito para o espectador, que até tenta embarcar com boa vontade no filme, é de certa indiferença. Talvez por Dwayne Johnson ser uma figura tão forte e tão cheia de músculos que parece um super-herói já pronto e capaz até mesmo de passar de um lado a outro de um prédio com auxílio de fitas adesivas nas mãos, como um Homem-Aranha. Em DURO DE MATAR, Bruce Willis, por sua vez, encarna a figura de uma pessoa normal, que até sangra bastante.

      Deixando as comparações de lado, o que temos é um filme em que não se espera nenhuma sutileza. O que o diretor Rawson Marshall Thurber, que já havia trabalhado com Johnson em UM ESPIÃO E MEIO (2016), poderia fazer era usar os exageros a seu favor. Uma pena que nem a equipe de efeitos especiais tenha se preocupado em deixar as cenas críveis a ponto de as aproximarem do espectador. Não se trata, portanto, de uma produção feita no capricho como um MISSÃO IMPOSS[VEL. E nem tem a pretensão de ser, na verdade. De todo modo, há pontos positivos a destacar.

      Um deles é ter novamente Neve Campbell em ação depois de passarmos quase uma década vendo-a como protagonista da antológica cinessérie PÂNICO, de Wes Craven, nos anos 1990. Em ARRANHA-CÉU, ela interpreta a esposa do protagonista. Curiosamente, veremos que ela é mais do que apenas uma esposa em perigo cuidando de seus dois filhos. Ter um protagonista com uma deficiência física (o herói perde a perna em ação no início do filme) acaba por tornar Johnson não um sujeito com pontos fracos. Ao contrário, ele se torna ainda mais invencível com aquela perna que lhe será útil em determinadas situações de perigo.

      Outro ponto positivo é a locação. Hong Kong é um charme e foi um grande pólo dos filmes de ação por décadas. Parte do elenco é composta por atores de lá. Além do homem que idealizou o prédio mais alto do mundo, vivido por Chin Han, há uma personagem coadjuvante, do grupo dos vilões, que poderia ter sido melhor aproveitada, a jovem e bela Hannah Quinlivan. Ela e Neve Campbell tem um momento juntas, mas é muito pouco.

      O que sobra mesmo é espaço para a inteligência e as habilidades do protagonista, que passa a ter suas ações acompanhadas por uma multidão através de uma imensa tela de televisão, enquanto o prédio está em chamas e sua família corre perigo. A trama é o de menos: envolve os inimigos do empresário que planejam pôr em chamas o prédio mais alto do mundo. As cenas não deixam de passar uma lembrança do 11 de setembro. Talvez a ideia de Thurber tenha sido esta: fazer um grande épico de ação que remetesse a um grande drama americano.

Ailton Monteiro (retirado em: https:/lscoretracknews.wordpress.com/2018I07/19/resenha-de-filme-arranha-ceu-coragem-sem-límitel)

"Não se trata, PORTANTO, de uma produção feita no capricho como um missão impossível."


De acordo com a gramática o termo em destaque é classificado como:

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Q1162979 Português

Acordo trará 50 ararinhas-azuis da Alemanha para o

sertão baiano

         A saga de reintrodução da ararinha-azul na caatinga brasileira vai começar com uma travessia atlântica. Cinquenta aves da espécie – extinta na natureza há quase duas décadas – ________ migrar em breve da Alemanha para o Brasil, para compor a população que vai repovoar o sertão baiano com essas simpáticas araras a partir de 2019.

       O acordo para que isso aconteça deverá ser assinado pelo ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, numa reunião na Bélgica, onde ______ quatro das 158 ararinhas-azuis existentes hoje no mundo – todas elas em cativeiro.

    “Estamos cada vez mais próximos do momento de elas chegarem em casa”, disse Ugo Vercillo, diretor do Departamento de Conservação e Manejo de Espécies do Ministério do Meio Ambiente.

    Descoberta no início do século 19 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, e exclusiva da caatinga brasileira, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) teve sua população dizimada pela captura e tráfico de animais silvestres. O último exemplar conhecido na natureza desapareceu em outubro de 2000, e até hoje não se sabe se morreu ou foi capturado por alguém.

     Desde então, os poucos exemplares que restaram em coleções particulares ____ sendo usados para reproduzir a espécie em cativeiro. Quase todos no exterior.

     Naturalmente rara, a “spix” só existia originalmente numa pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia, onde o governo federal criou duas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul, destinadas à reintrodução e proteção da espécie. Um centro de reprodução será construído no local para receber as 50 araras da Alemanha e produzir os filhotes que serão liberados na natureza.

    A transferência das aves deve ocorrer no primeiro trimestre de 2019 – uma vez que o centro estiver pronto – e as primeiras solturas poderão ser feitas a partir daí. “Até 2022 esperamos ter a ararinhaazul reintroduzida com sucesso na natureza”, diz a veterinária Camile Lugarini, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave).

     Será um processo cauteloso. As primeiras solturas serão feitas em conjunto com maracanãs (Primolius maracana), uma outra espécie com hábitos semelhantes aos da ararinha – ambas, por exemplo, ________ ocos de caraibeira (ipê-amarelo) para fazer seus ninhos. Antes de desaparecer, o último macho de “spix” chegou a formar par com uma fêmea de maracanã.

      “A criação das áreas protegidas era essencial, mas ainda é necessário arrumar a casa para receber as araras”, ressalta ela.

https://exame.abril.com.br/ciencia... - adaptado. 

O trecho sublinhado em “Busco você em casa, contanto que você pague o ingresso.” apresenta uma conjunção subordinativa:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: Instituto Excelência Órgão: Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP Provas: Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Advogado | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Médico do Trabalho | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Arquiteto | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Assistente Social | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Enfermeiro | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Contabilista | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Fisioterapeuta | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Bibliotecário | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Farmacêutico | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Fonoaudiólogo | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Psicólogo | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Nutricionista | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Médico Veterinário | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Engenheiro Civil | Instituto Excelência - 2018 - Prefeitura de São Luís do Paraitinga - SP - Engenheiro Agrônomo |
Q1155156 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão

 

Exercício: faça o que puder, mas faça EUA lançaram nova edição de recomendações contra o sedentarismo que valem para todas as idades

Por Mariza Tavares — Rio de Janeiro 04/12/2018 06h01



O governo norte-americano divulgou, em meados de novembro, a segunda edição de recomendações para combater o sedentarismo. Com o título de ―Physical Activities Guidelines for Americans‖, essas diretrizes vêm substituir a versão anterior, de 2008, e são resultado de dois anos de estudos que não deixam dúvidas sobre a relação entre atividade física e o quadro geral de saúde. A primeira constatação das pesquisas foi a de que ficar sentado representa um problema maior do que simplesmente não se exercitar. Ainda não há como quantificar o limite de tempo para o sedentarismo, mas, como esse blog já noticiou, há uma espécie de reação em cadeia provocada pela inatividade que conduz ao risco aumentado para doenças crônicas, como diabetes, demências e acidentes vasculares encefálicos (popularmente conhecidos como derrames).

A recomendação para se exercitar não tem como objetivo apenas fortalecer o corpo, mas também garantir que o cérebro continue funcionando bem em todo o curso de vida. Para todas as idades, a atividade física traz benefícios para o aprendizado, a qualidade de sono e a redução da ansiedade. Na edição anterior das diretrizes, ainda havia a compreensão de que a atividade física deveria ter pelo menos dez minutos de duração para produzir algum efeito no organismo: era a ―regra dos dez minutos‖. Embora os especialistas continuem recomendando 150 minutos de exercícios por semana, sugerem que pequenas quantidades de movimento – como subir escadas, por exemplo – devem ser somadas para atingir esse objetivo. É uma mudança significativa de abordagem, com o propósito de não desencorajar quem não consegue atingir esse patamar. Faça o que puder, mas faça – é o recado.

Um outro aspecto relevante é que as diretrizes valem para todas as idades, dando o recado de que as pessoas não devem abrir mão da atividade física porque envelhecem. É claro que doentes crônicos precisam fazer os ajustes necessários de acordo com suas condições de saúde, mas a recomendação, para jovens e velhos, inclui musculação, exercícios aeróbicos e de equilíbrio. A soma dessas ações também previne osteoartrites e sarcopenia, que é a perda de massa e de força muscular. O resumo da ópera é claro e serve para todos: o nível de atividade é uma questão de saúde, e não de idade, lembrando que sete das dez doenças crônicas mais comuns teriam um desfecho mais favorável com a prática de atividade física.

(Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modode-usar/post/2018/12/04/exercicio-faca-o-que-puder-mas-faca.ghtml)

No trecho retirado do texto:


“Embora os especialistas continuem recomendando 150 minutos de exercícios por semana, sugerem que pequenas quantidades de movimento – como subir escadas, por exemplo – devem ser somadas para atingir esse objetivo.”

Ocorreria mudança de sentido se a conjunção em destaque fosse substituída por:

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Q1152704 Português


TIRANDO AS MÁSCARAS


ELLEN PEDERÇANE


     

         Viver é uma arte, é o que escutamos desde muito cedo. E nesse louco mundo nos envolvemos em diversas artes: a arte de se esconder, a arte de mentir, a arte de fugir de sentimentos. Pegamos um trem que nos leva para bem longe de quem somos, vamos crescendo e aprendendo a usar as mais diversas máscaras, esquecendo a importância da nossa estrada.

       Quanto mais máscaras colocamos pelo caminho, mais descompensado fica esse mundo. Afinal, você acha que a guerra está só lá fora ou reconhece que há uma guerra dentro de você? Difícil é assumir que todo dia acabamos escolhendo ter uma vida mais vistosa do que prazerosa. Nossas convenções sociais ultrapassadas nos levam a tomar o rumo praticamente oposto ao que desejamos lá no âmago da nossa alma. O que você sabe sobre você? Não, a resposta nada tem a ver com seu nome e o que você faz da vida. Já esteve perante o espelho perguntando: quem eu sou?

      “Estamos existindo entre mistérios e silêncios/ evoluindo a cada lua a cada sol” já canta Dani Black em sua linda canção “Maior”. Existência às vezes adormecida. Existência às vezes consciente. Outras vezes esquecemos que precisamos do nosso grande amigo silêncio para viver melhor cada mistério. Levamos a vida em meio ao barulho que nos ensurdece e jamais escutamos as respostas que procuramos lá fora e estão todas aqui dentro.

        Assim, estradas que se desenvolveriam tão naturalmente, se tornaram uma aventura um tanto quanto difícil. Uma aventura mais dolorosa que o necessário. As máscaras enrijeceram-se tanto a ponto de parecerem impossíveis de remover. O agora nos convida a (re)conhecer nossa essência. O rumo tomado se mostra cada vez mais insustentável com esse excesso de máscaras. Não nascemos para ganância, para o poder e para tanta destruição. Nascemos para o amor, para a compaixão, para a generosidade...

      Cada porrada que levamos na vida é apenas aquele alerta para que possamos voltar para dentro. É um pedido para que não demoremos muito a mergulhar, pois temos muito o que aproveitar. Tudo flui, tudo segue como deve ser. Nos tornamos leves ao ouvir e abrir o coração. Leveza essa que pode lavar toda sujeira que se esconde debaixo do tapete.

        Ser quem somos em essência é nossa única obrigação.As lagartas só conseguem voar quando se permitem ser borboletas, quando saem do casulo. E nós, quando saímos do casulo do ego, também voamos alto. O ego é o que segue as regras que não nos servem mais e apenas cortam nossas asas, retardam nossa liberdade. Como sair dele? Buscando a si mesmo, olhando pra dentro, saindo da vida em modo automático. Tirar um tempo para ser nossa melhor companhia, contemplar a natureza, reconectar com aquilo que parece adormecido em nós. Se cercar daquilo que pode nos nutrir e não nos deixar a beira do abismo. As máscaras naturalmente caem e nós, enfim, vamos descobrindo onde nossas asas podem nos levar. Descobrimos, precisamente, toda beleza que há em ser verdadeiramente HUMANO.



(Retirado e adaptado de: <http://obviousmag.org/brincando_com_

letras/2017/tirando-as mascaras.html#ixzz5B02JgC8y>)

Assinale a alternativa que indica a função do termo destacado na frase: “Difícil é assumir que todo dia acabamos escolhendo ter uma vida mais vistosa do que prazerosa”.
Alternativas
Q1151198 Português

As questões referem-se ao trecho a seguir.

   Como disse Machado de Assis, “certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão”.

   Certo é que ele, o Paulinho, o mais sensível, corajoso e leal dos representantes dos funcionários da fábrica, assim que assumiu as funções de chefe do almoxarifado, tornou-se o mais grosseiro representante do pequeno poder com que se sentiu ungido. 

   No dia em que Felipe deixou cair duas caixas de parafusos de tamanhos diferentes, não só foi advertido, como convocado a permanecer depois do horário para reorganizar as caixas. Eram muito importantes, disse ele, seriam necessárias na manhã seguinte logo cedo. “Convidado”, ele disse, porque, depois, tomariam juntos um café na esquina. 

   Ninguém o perdoou por aquilo, passaram a rejeitar-lhe a companhia e as brincadeiras, antes tão espontâneas, que todos recebiam com gargalhadas francas ou sorrisos sinceros. 

   Percebendo o mal-estar que se ampliava, a gerência pediu a presença da mediadora de conflitos recém-contratada. A certa altura, tentando justificar o que, para todos, era injustificável, lembrou o Paulinho que todos conheciam, o amigo, aquele guerreiro incansável etc. etc. E a certa altura, com a empáfia que o cargo inspira, ela disparou: 

   − Essas decisões que vocês julgam discricionárias é porque ele é um homem que age por vontade própria e independente.  

(Mariana Sorrento, inédito) 

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q1150722 Português
A lenda da borboleta azul


         Há uma lenda oriental que conta a história de um homem que se tornou viúvo há muitos anos e só precisava cuidar de suas duas filhas.
       As duas garotas eram muito peculiares, inteligentes e sempre muito ansiosas para aprender. Elas continuamente sobrecarregaram seu pai com perguntas para satisfazer seu desejo de conhecimento. Às vezes o pai sabia responder às suas perguntas de alguma maneira, às vezes achava difícil encontrar uma resposta apropriada para as duas garotas.
       Como ele podia ver o quanto inquietas eram suas filhas, decidiu enviá-las em um feriado para viver com um velho sábio que vivia no topo de uma montanha e aprender com ele. Este homem sábio era capaz de responder a todas as perguntas que as meninas lhe perguntassem, sem dúvida.
       As duas irmãs, no entanto, decidiram testar o sábio de uma maneira maliciosa, para medir sua verdadeira sabedoria. Certa noite, começaram as duas a inventar um plano: fazer ao sábio uma pergunta que ele não poderia responder.
       “Como podemos atrair o sábio para a armadilha? Que pergunta podemos lhe fazer que ele não será capaz de responder? ”A irmã mais nova perguntou à irmã mais velha.
      “Espere aqui, eu vou te mostrar imediatamente”, respondeu a mais velha das duas.
      A irmã mais velha foi para a floresta e voltou dentro de uma hora. Ela segurava a saia como uma bolsa e guardava algo nela. “O que você tem aí?”, Perguntou a irmã mais nova.
       A irmã mais velha colocou a mão na saia e mostrou à menina uma linda borboleta azul.
      “Ela é tão linda”! O que você vai fazer com isso?
     “Esta será a nossa ferramenta para fazer ao sábio a nossa pergunta da armadilha. Nós vamos procurá-lo e eu vou segurar essa borboleta na minha mão o tempo todo. Então pergunto ao sábio se a borboleta que tenho em minhas mãos está viva ou morta. Se o sábio disser que a borboleta ainda está viva, aperto minha mão para matar a borboleta. Se ele disser que a borboleta está morta, vou libertá-la. Por isso, não importa que tipo de resposta ele dê, sempre será errada.
     A irmã mais nova ficou empolgada com a proposta de sua irmã, e assim ambas foram a procura do velho sábio.
   “Oh sábio”, disse a irmã mais velha. “Você poderia nos dizer se a borboleta que eu seguro minhas mãos está viva ou morta?”
     Ao que o homem sábio, com um sorriso travesso no rosto, respondeu: “Isso depende de você, ela está em suas mãos.”
     Nosso presente e nosso futuro estão completamente em nossas próprias mãos. Portanto, nunca devemos culpar ninguém pelas coisas que dão errado em nossas próprias vidas. Quando perdemos algo ou quando apenas encontramos algo, somos sempre os responsáveis.
    A borboleta azul representa nossas vidas. Cabe a nós determinar o que queremos fazer com essa vida.


Disponível em: <https://www.revistapazes.com/a-lenda-da-borboleta
-azul/>. Acesso em: 01 de out. de 2018.
Em “Como ele podia ver o quanto inquietas eram suas filhas, decidiu enviá-las em um feriado para viver com um velho sábio que vivia no topo de uma montanha e aprender com ele.”, o termo grifado inicia uma oração que indica
Alternativas
Q1130416 Português
Cientistas descobrem por que mulheres
amadurecem antes dos homens 

     Há muito tempo, as mães aconselham as filhas adolescentes a ignorarem as brincadeiras infantis dos colegas de classe porque, afinal, elas são mais maduras. Na prática, muitos concordam que meninas amadurecem mais cedo do que meninos, mas uma pesquisa da Newcastle University descobriu cientificamente que o cérebro feminino realmente se transforma antes do que os das pessoas do sexo masculino. As informações são do Daily Mail.
     Os especialistas estudaram o cérebro de 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos com o objetivo de identificar quando o cérebro de cada uma passava pelo processo de amadurecimento, que é quando algumas partes do órgão ficam menores e ligações desnecessárias são desativadas, o que o faz trabalhar de maneira mais eficiente.
     O resultado das observações mostrou que este processo começa aos 10 anos nas mulheres, mas nos homens não ocorre antes dos 20. "Isto faz parte do processo de aprendizagem normal. O cérebro como um todo ainda está em expansão porque está perdendo conexões", explica o pesquisador Dr. Marcus Kaiser.
     Ele compara a resposta a este processo a como quando se vai a uma festa e tem muita gente falando ao mesmo tempo, dificultando a concentração, mas quando algumas destas vozes somem, é mais fácil conseguir encontrar o foco. Logo, conforme as conexões cerebrais vão diminuindo com o passar dos anos, o cérebro passa a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. "Reduzir algumas projeções no cérebro o ajuda a focar no que é realmente essencial", afirma o especialista. 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/mulher/comportamento/
cientistas-descobrem-por-que-mulheres-amadurecem-antes-dos-homens,084e6776fa013410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html 

Em relação ao texto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.



Em “Na prática, muitos concordam que meninas amadurecem mais cedo do que meninos, mas uma pesquisa da Newcastle University descobriu cientificamente que o cérebro feminino realmente se transforma antes do que os das pessoas do sexo masculino.”, a informação em destaque contrasta com a informação anterior: meninas amadurecem mais cedo do que meninos, sendo que a relação de contraste é identificada por meio do emprego da conjunção “mas”.

Alternativas
Q1126398 Português
Netos e avós: a importância dessa relação
Maria Clara Vieira

     O fato de os avós não terem mais filhos pequenos para cuidar permite que eles tenham tempo e condições de ajudar nos cuidados com os netos, contribuindo para a sobrevivência das novas gerações, além de passar conhecimentos e sabedoria. Não é preciso muito esforço para notar como a interação entre netos e avós é positiva. Um estudo, feito pelo Boston College, nos Estados Unidos, comprova isso. Durante 19 anos foram estudados 374 avós e 356 netos. O objetivo era entender a influência dessa convivência, tanto na vida das crianças, quanto na dos idosos.
     Os resultados revelam que os dois lados se beneficiam desse relacionamento. Para os avós, a conexão permite contato com uma geração muito mais nova e, consequentemente, uma abertura a novas ideias. Para os netos, os idosos oferecem a sabedoria adquirida durante a vida – e esse conhecimento acaba sendo incorporado pelas crianças quando elas se tornam adultas. Os avós também costumam passar às novas gerações muitas histórias sobre o passado, o que é enriquecedor para qualquer criança. Além de tudo isso, os pesquisadores também concluíram que a relação avós-netos pode ajudar a diminuir sintomas depressivos para ambas as partes.
     “A convivência é muito benéfica para ambos, especialmente porque os avós estão, na maioria das vezes, em uma etapa da vida em que podem aproveitar os netos melhor do que aproveitaram os próprios filhos: levar para passear e brincar, para os avós, não é uma obrigação ou uma forma de gastar a energia da criança, mas uma oportunidade deliciosa de curtir o neto e se divertir de verdade com ele”, explica a psicóloga Rita Calegari, do Hospital São Camilo (SP). “Com celular, mídias sociais, computador e um pouco de esforço, os avós podem participar melhor da vida dos netinhos distantes. E, quando se encontram, podem aproveitar ao máximo”.

Retirado e adaptado de: <https://revistacrescer.globo.com/Familia/
noticia/2016/01/netos-e-avos-entenda-importancia-dessa-relacao.
html>. Acesso em: 19 ago. 2018.

Em relação ao Texto 1, julgue como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir
Em “Não é preciso muito esforço para notar como a interação entre netos e avós é positiva.”, a função textual do vocábulo destacado é de uma conjunção adversativa.
Alternativas
Q1126307 Português
PROJEÇÃO PSICOLÓGICA e INGRATIDÃO:
a incongruência na falta de consciência dos
próprios problemas
Adilson Cabral

    Não se pode analisar o ser humano dentro de critérios lógicos e totalmente racionais. Por esta razão, a ingratidão humana, quando analisada sob a ótica da projeção psicológica, em vez de denotar uma falta de caráter, torna-se uma carência de desenvolvimento egoico, quase que uma infantilidade (que por infelicidade da humanidade, ainda é muito recorrente, independentemente da idade, classe social ou formação educacional dos indivíduos). Não há correlação direta entre um maior nível educacional e um menor nível de projeção nas relações pessoais do indivíduo (mesmo que às vezes tenho a impressão que quanto mais instruídas algumas pessoas, mais insensíveis à sua própria carência egoica elas são... e mais necessitadas de um bom e longo tratamento psicoterápico também... chego a pensar que pessoas mais simples são mais saudáveis em termos psicológicos... mas isto é tema para futuras postagens). Mas o que é projeção, então? O que ela tem a ver com a ingratidão? Comecemos por aí, então...
      Projeção é nossa capacidade de negar em nós mesmos algo que nos incomoda, 'projetando' este mal em quem está mais próximo de nós. Melhor dizendo: nossa incapacidade de aceitar nossos defeitos, nossos PIORES DEFEITOS, diga-se de passagem. Somos capazes de admitir pequenas falhas, mas grandes defeitos... só os grandes seres humanos é que são capazes de admitir.
     A projeção existe desde nosso nascimento, e é extremamente necessária para nossa rápida adaptação ao ambiente: ferramenta essencial de formação do Ego. Ego que é quem somos (ou pelo menos quem achamos que somos), é a separação entre o Eu e o Outro, entre você e sua mãe (principalmente). Sem o Ego, você não pensaria sozinho, não iria querer nada (quereria o que os outros quisessem por você), não teria opinião, não seria ninguém. Pense em um fantoche: seria alguém sem ego.
    Com a Projeção, o Ego se fortifica enquanto você forma sua personalidade: a criança é capaz então de se ver como 'boazinha', e acreditar em si própria, negando seus próprios defeitos. Até este ponto, isto é saudável. A criança naturalmente projeta quando, por exemplo, diz que quem quebrou o vaso foi a 'bola', e não quem a chutou... que quem comeu o bolo foi o 'gatinho', e não ela que era a única capaz de abrir a porta da geladeira naquele momento e local.
      A coisa começa a tomar outra figura quando crescemos, ganhamos a capacidade de saber bem quem somos, conhecemos nossos defeitos mas passamos a justificá-los... esta 'racionalização' de nossos próprios defeitos (comum e diretamente proporcional à capacidade intelectual do indivíduo) é capaz de fazer grandes estragos, principalmente na vida das pessoas que estão em volta do 'projetor'. Dona da verdade, para esta pessoa tudo se justifica porque ela 'está certa', e qualquer um que discorde ou tenha outra opinião estará errado. Os demais passam, então, a receber toda a carga de projeção deste indivíduo, pela sua incapacidade de evoluir reconhecendo suas próprias carências e defeitos.
      Vamos ser mais claros citando exemplos: imagine alguém que passe boa parte de seu tempo de trabalho no computador fazendo outra coisa que não trabalhar (navegando na internet, no facebook, fazendo atividades alheias ao seu trabalho), enquanto seus colegas de trabalho simplesmente se esgotam com enorme quantidade de serviço. É impossível que o inconsciente desta pessoa não a cobre, não transmita-lhe culpa de sua atitude incorreta... mas a reação do ego infantil deste indivíduo será a contrária da que realmente se esperaria de um verdadeiro adulto: ela adotará um discurso e uma atitude de que trabalha mais do que os outros, que estes deveriam receber mais carga de trabalho pois sua situação, em sua visão, seria injusta... um contrassenso, não é? Sim, mas é isto que ocorrerá: a pessoa que projeta o faz lançando nos outros suas próprias falhas...e não para por aí.
       Pense em alguém que ajude esta pessoa com carência egoica... este(a) será uma tela de projeção para os piores defeitos do projetor. E é aí que chegamos ao tema da ingratidão: pessoas altamente projetivas (portadoras de um ego mal formado, infantil) agem com o que seria caracterizado como 'ingratidão': ao mesmo tempo em que você age com profissionalismo, seriedade e honestidade, esta pessoa tentará lhe identificar como preguiçoso, desonesto, mentiroso, infantil... exatamente as próprias características que lhe pertencem.
      A culpa, a vergonha, a inferioridade, a incapacidade, e todos os demais maus sentimentos que elas sentem são insuportáveis para seu pequeno e mal formado ego, sendo, portanto, lançados no inconsciente. Lá, esses conteúdos só tem duas alternativas: atacar a si próprio(a) (o pior caminho, transformar-se em uma doença ao somatizar-se, em uma neurose profunda ou em uma psicose nos piores casos) ou lançá-los na direção de quem estiver mais próximo e suscetível (geralmente pessoas com características contrárias aos seus defeitos, e às quais, no fundo, invejam, ou no mínimo desejariam ser iguais). O último é o caminho mais fácil, mais natural, o mais seguido pelas pessoas.
     É aí que nascem as grandes injustiças nos ambientes de trabalho, nas salas escolares, na vida social no geral. Quanto maior o cargo do projetor, maior sua capacidade de fazer besteira e cometer grandes injustiças na vida das demais pessoas, por conta de sua própria inferioridade de maturidade psicológica, sua falha no desenvolvimento egoico. E infelizmente, ainda não temos muitos meios para nos defendermos deste tipo de 'doente'.
     O máximo que podemos fazer, quando somos obrigados a estar em ambientes assim, é ficarmos calados e nos afastarmos (quando for possível). Qualquer coisa que tentar dialogar com alguém projetando sobre você seus próprios defeitos é conseguir fornecer mais material para queimar no 'fogo' de sua projeção. Lembre-se: o que ela está vendo em você está na cabeça dela, não em você; você não conseguirá mudar a imagem que este tipo de pessoa tem de você até que ela procure um profissional de psicologia para tratar sua falha de desenvolvimento psicológico.
   É lamentável quando vemos pessoas altamente instruídas e incapazes de reconhecer suas próprias falhas, seus próprios deslizes. Costumamos vê-las apresentando um discurso totalmente alheio às suas próprias ações, e se você tentar confrontá-la com suas próprias ações, provavelmente ela se tornará irascível e despejará contra você toda uma série de insultos e ironias, se não passar para um ataque físico: a pior coisa que um 'projetor' quer à sua frente é ser confrontado com a realidade: sua própria realidade (a de uma criança fragilizada e birrenta, no corpo de um adulto). (...)



Em relação ao texto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir
No excerto “A criança naturalmente projeta quando, por exemplo, diz que quem quebrou o vaso foi a 'bola', e não quem a chutou... que quem comeu o bolo foi o 'gatinho', e não ela que era a única capaz de abrir a porta da geladeira naquele momento e local.”, dos itens em destaque, somente o último não tem função de introduzir oração, não funcionando como conjunção integrante.
Alternativas
Q1125319 Português

Estudo que avaliou a vida de 165 mil pessoas

chegou a uma conclusão surpreendente: é na

velhice que estamos mais satisfeitos com nós

mesmos

   Quando você era jovem e achava que tinha o mundo nas mãos, talvez sua autoestima fosse boa. Mas, acredite, ela só estará no topo quando você estiver na melhor idade, aos 60. Pelo menos é o que diz um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Berna, na Suíça. E eles garantem: esse sentimento pode permanecer no auge por uma década inteira.

     Com a pesquisa, os cientistas queriam investigar a trajetória da autoestima ao longo da vida. Eles descobriram que esse sentimento começa a se elevar entre 4 e 11 anos de idade, à medida que as crianças se desenvolvem social e cognitivamente – e ganham algum senso de independência. Os níveis, então, se estabilizam à medida que a adolescência começa, dos 11 aos 15 anos.

    Isso é surpreendente, pois o senso comum afirma que a auto-estima cai durante a adolescência. “Essa impressão acontece devido a mudanças na puberdade e maior ênfase na comparação social na escola”, diz Ulrich Orth, autor do estudo, mas, na prática, não é o que acontece.

   Segundo os pesquisadores, a autoestima se mantém estável até a metade da adolescência. Depois disso, ela tende a aumentar significativamente até os 30 anos. Após a faixa dos 30 podem até existir oscilações, mas o sentimento de autoconfiança tende a crescer. Quando os 60 chegam, a autoestima alcança o seu auge – e permanece assim até os 70 anos.

     Mas, quem tem a sorte de chegar até os 70 pode sentir sua autoestima baixar. Os pesquisadores afirmam que esse sentimento declina drasticamente dos 70 aos 90 anos. “Essa idade frequentemente envolve perda de papéis sociais e, possivelmente, viuvez, fatores que podem ameaçar a autoestima”, explica o autor. “Além disso, o envelhecimento muitas vezes leva a mudanças negativas em outras possíveis fontes de autoestima, como habilidades cognitivas e saúde.”

   Toda essa análise se baseou em 191 artigos científicos sobre autoestima, que incluíam dados de quase 165 mil pessoas. Os cientistas conseguiram, com esse estudo, apresentar uma visão bem abrangente sobre como essa auto percepção muda com a idade – por isso optaram por diferentes grupos demográficos e faixas etárias.

   Na cultura de hoje, que é quase obcecada pela juventude, muitos temem o envelhecimento. Mas, segundo a pesquisa, uns aninhos a mais podem fazer bem para sua autopercepção.

Por Ingrid Luisa

access_time 24 ago 2018, 18h02

Disponível em <https://super.abril.com.br/ciencia/saiba-em-que-ida

de-a-sua-autoestima-esta-no-topo-e-nao-e-aos-17/>


Considerando o texto apresentado, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

No excerto “Os níveis, então, se estabilizam à medida que a adolescência começa, dos 11 aos 15 anos.”, o termo em destaque é uma locução conjuntiva que indica proporcionalidade, portanto deveria estar escrita da seguinte forma: à medida em que.
Alternativas
Q1125232 Português
Pesquisadores descobrem como transformar
sangue A e B em O

A novidade pode ajudar bancos de sangue ao
redor do planeta e salvar milhões de vidas

     Ninguém sabe ao certo como morreu o Papa Inocêncio VIII, no século 15. Uma lenda recorrente diz que, oito anos antes dos portugueses pisarem no Brasil, a Igreja estava tão desesperada para salvar o pontífice moribundo que cometeu uma loucura: pediu para três crianças, de 10 anos, trocarem parte de seu sangue por um pedaço de terra. O médico do líder católico ainda teria determinado que o sangue deveria ser bebido, via oral. Não deu certo. O Papa teria morrido logo depois.
     Essa história é, provavelmente, mentira – a Universidade de Toronto até chegou a buscar provas em 1999, mas não encontrou. A lenda, porém, se consagrou como “o primeiro transplante sanguíneo da história”.
      De lá pra cá, a lenda se tornou fato – e a medicina evoluiu muito quando o assunto é sangue. Em 1818, o obstetra inglês James Blundell realizou a primeira transfusão devidamente registrada, e em 1901 o austríaco Karl Landsteiner descobriu os tipos sanguíneos (A, B, AB e O), e como eles interagem entre si.
    Agora, um século depois, a maior revolução do tipo pode estar prestes a ser confirmada: um grupo de pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, alega que conseguem transformar sangue tipo A, B ou AB em sangue tipo O.   
     (...) Todo mundo tem um tipo sanguíneo. Você mesmo é ou A, ou B, ou AB, ou O. Isso é importante porque a transfusão entre tipos de sangue diferentes pode matar – se você colocar sangue A em uma pessoa cujo tipo sanguíneo é B, o próprio organismo vai reagir e atacar esse novo malote de sangue. O contrário também ocorre. Sangue tipo A só doa para tipo A ou AB. Tipo B só doa para tipo B ou AB. AB é o menos flexível e só doa para o tipo AB.
      Por isso, o tipo sanguíneo mais valioso é o tipo O. Ao contrário dos demais, ele não promove reações defensivas no organismo de pessoas com nenhum tipo sanguíneo. Conhecido como doador Universal, o sangue O pode ser transferido pra qualquer pessoa. É por isso, é claro, que os Bancos de Sangue estão sempre procurando por doadores tipo O.
     Com a descoberta da universidade canadense, porém, os Bancos de Sangue podem ter ganhado na loteria. Qualquer sangue pode ir pra qualquer pessoa, uma revolução que tem o potencial de salvar milhões de vidas.
      Para conseguir o feito, o pesquisador Stephen Withers analisou a característica que difere entre cada tipo sanguíneo: são os chamados “açúcares antígenos”. O sangue tipo A carrega um determinado antígeno junto às suas células, quem tem sangue B possui outro, quem tem AB possui os dois.
       O sangue da transfusão só é aceito quando o corpo não detecta nenhum antígeno diferente do seu próprio.
       Só que quem tem sangue O não possui antígeno nenhum. E passa despercebido pelos sistemas de defesa. A ideia, então, foi tentar destruir esses açúcares das células de sangue – assim, em teoria, qualquer fluido sanguíneo ficaria igual ao tipo O.
    A saída para o extermínio adocicado se deu por meio de enzimas. Os pesquisadores procuraram substâncias que conseguissem quebrar as moléculas açucaradas (sem danificar o restante do material). O estudo procurou o elemento em mosquitos e sanguessugas, mas encontrou a solução em um local muito mais próximo: no nosso próprio intestino.
    Withers percebeu que alguns dos açúcares que consumimos são estruturalmente muito parecidos com os antígenos. Eles observaram que algumas bactérias presentes na flora intestinal auxiliam no processamento desses açúcares da alimentação
– e decidiram entender como elas reagiriam em contato com as células sanguíneas.       Foi tiro e queda: elas fizeram a “digestão” dos antígenos – e o que restou era sangue tipo O.
(...)

Por Felipe Germano
access_time23 ago 2018, 15h54 - Publicado em 22 ago 2018, 19h29

Considerando o texto apresentado, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.
No excerto “Com a descoberta da universidade canadense, porém, os Bancos de Sangue podem ter ganhado na loteria.”, a palavra “porém” pode ser substituída por “no entanto”, sem prejuízo de sentido.
Alternativas
Respostas
2601: C
2602: C
2603: C
2604: D
2605: C
2606: A
2607: D
2608: E
2609: D
2610: B
2611: A
2612: B
2613: E
2614: C
2615: A
2616: E
2617: E
2618: C
2619: E
2620: C