Questões de Concurso Sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Q2533501 Português
A finalidade da sociedade e o bem comum

O bem comum é o conjunto de condições de uma sociedade que facilita a cada cidadão alcançar a sua plenitude.


        As pessoas, convivendo em sociedade, desejam alcançar metas comuns, desenvolver-se, melhorar. Ninguém se conforma em ver seu bairro, sua cidade, seu estado, seu país estagnado, apenas subsistindo ou mantendo seu momento presente. E apenas uma concepção abrangente de bem comum, de desenvolvimento humano e social – e que tem também uma inescapável dimensão ética – dá conta dessas expectativas. A expressão “bem comum” e algumas de suas variantes estão na letra da lei e na boca dos políticos; mais complicado é saber exatamente no que consiste esse bem comum.
        Um equívoco frequente é o de associar o bem comum apenas à prosperidade material, com base na mera soma dos bens disponíveis que compõem uma sociedade – quase como se fôssemos usar o PIB per capita como critério para avaliar o bem comum. Como veremos, os bens materiais compõem, sim, o bem comum, mas são apenas uma parte dele – e nem mesmo a parte mais importante. Outro engano consiste em acreditar que o bem comum é “a felicidade do maior número de indivíduos”, como defendem os utilitaristas: essa mentalidade justificaria inclusive desrespeitos aos direitos básicos de alguns, se isso viesse a beneficiar um grupo maior. Isso talvez fosse o “bem da maioria”, mas não o “bem comum”. Este é um projeto coletivo que inclui a todos.
        Excluindo algumas possibilidades, fica mais fácil definir o que é o bem comum. Ele é uma situação, um estado de coisas que facilita – ou pelo menos não dificulta – a cada indivíduo a possibilidade de perseguir, se assim o desejar, o próprio desenvolvimento integral (isto é, do caráter, profissional, econômico, social etc.) e sua realização por meio da busca da excelência.
        E, infelizmente, são muitas as circunstâncias que dificultam o desenvolvimento integral de cada pessoa. Pensemos na ausência de referências morais e estéticas, no caos normativo e institucional, na insegurança jurídica ou naquela que deixa o cidadão temeroso de sair à rua, na indigência intelectual e científica, na desconfiança generalizada, na miséria que impede suas vítimas de se dedicar a qualquer outra coisa que não seja sua sobrevivência. A preocupação com o bem comum exige um combate sem trégua a essas situações.
        Como o sentido da vida em sociedade deve ser o de proporcionar a cada um maiores chances de realização, o bem comum pressupõe uma série de valores imateriais – a presença de valores culturais e artísticos, um ambiente de paz e justiça, conhecimentos científicos e tecnológicos e um clima geral de estímulo pela busca da excelência – assim como bens materiais que tornam possível o desenvolvimento ancorado nesse clima e nesses valores.
        Nesse sentido, os primeiros têm uma evidente precedência. São mais importantes e são os que tornam realmente bem estruturada uma sociedade. Facilitam, por sua vez, o aumento paulatino e equilibrado da prosperidade material. E, dentre aqueles componentes imateriais do bem comum, parece-nos que o mais decisivo, o que teria maior impacto no bem-estar geral, seria a existência, na sociedade, de uma convicção amplamente difundida de que há uma excelência moral que deve ser perseguida; mais, que merece ser perseguida. Convicção amplamente difundida e, pelo menos, concretizada na vida de muitos cidadãos. A convicção de que as virtudes são o que há de mais valioso na vida humana é o melhor alicerce para se construir uma sociedade promissora.
        O alcance de um elevado nível de bem comum não é, ao contrário do que poderia parecer a muitos, uma incumbência fundamentalmente do governo. O Estado tem um papel importante – sem ele, por exemplo, seria impossível construir o ambiente de paz e justiça que elencamos como valor importante para o bem comum –, mas os cidadãos e as organizações da sociedade civil, no seu conjunto, têm um impacto maior nesta tarefa. Se pensarmos na influência da família, das escolas, dos meios de comunicação, das artes; se pensarmos no valor que um exemplo de heroísmo no cotidiano de pessoas comuns pode ter, perceberemos facilmente a responsabilidade imensa que todos têm na construção do bem comum.
(Disponível em: https:www.gazetadopovo.com.br/opiniao.Acesso em: fevereiro de 2024.)
verbo “ser” apresenta uma concordância particular. No trecho “A convicção de que as virtudes são o que há de mais valioso na vida humana [...]” (6º§), o verbo “ser” concorda com o sujeito “as virtudes.” Considerando as demais concordâncias sobre o verbo “ser”, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q2533498 Português
A finalidade da sociedade e o bem comum

O bem comum é o conjunto de condições de uma sociedade que facilita a cada cidadão alcançar a sua plenitude.


        As pessoas, convivendo em sociedade, desejam alcançar metas comuns, desenvolver-se, melhorar. Ninguém se conforma em ver seu bairro, sua cidade, seu estado, seu país estagnado, apenas subsistindo ou mantendo seu momento presente. E apenas uma concepção abrangente de bem comum, de desenvolvimento humano e social – e que tem também uma inescapável dimensão ética – dá conta dessas expectativas. A expressão “bem comum” e algumas de suas variantes estão na letra da lei e na boca dos políticos; mais complicado é saber exatamente no que consiste esse bem comum.
        Um equívoco frequente é o de associar o bem comum apenas à prosperidade material, com base na mera soma dos bens disponíveis que compõem uma sociedade – quase como se fôssemos usar o PIB per capita como critério para avaliar o bem comum. Como veremos, os bens materiais compõem, sim, o bem comum, mas são apenas uma parte dele – e nem mesmo a parte mais importante. Outro engano consiste em acreditar que o bem comum é “a felicidade do maior número de indivíduos”, como defendem os utilitaristas: essa mentalidade justificaria inclusive desrespeitos aos direitos básicos de alguns, se isso viesse a beneficiar um grupo maior. Isso talvez fosse o “bem da maioria”, mas não o “bem comum”. Este é um projeto coletivo que inclui a todos.
        Excluindo algumas possibilidades, fica mais fácil definir o que é o bem comum. Ele é uma situação, um estado de coisas que facilita – ou pelo menos não dificulta – a cada indivíduo a possibilidade de perseguir, se assim o desejar, o próprio desenvolvimento integral (isto é, do caráter, profissional, econômico, social etc.) e sua realização por meio da busca da excelência.
        E, infelizmente, são muitas as circunstâncias que dificultam o desenvolvimento integral de cada pessoa. Pensemos na ausência de referências morais e estéticas, no caos normativo e institucional, na insegurança jurídica ou naquela que deixa o cidadão temeroso de sair à rua, na indigência intelectual e científica, na desconfiança generalizada, na miséria que impede suas vítimas de se dedicar a qualquer outra coisa que não seja sua sobrevivência. A preocupação com o bem comum exige um combate sem trégua a essas situações.
        Como o sentido da vida em sociedade deve ser o de proporcionar a cada um maiores chances de realização, o bem comum pressupõe uma série de valores imateriais – a presença de valores culturais e artísticos, um ambiente de paz e justiça, conhecimentos científicos e tecnológicos e um clima geral de estímulo pela busca da excelência – assim como bens materiais que tornam possível o desenvolvimento ancorado nesse clima e nesses valores.
        Nesse sentido, os primeiros têm uma evidente precedência. São mais importantes e são os que tornam realmente bem estruturada uma sociedade. Facilitam, por sua vez, o aumento paulatino e equilibrado da prosperidade material. E, dentre aqueles componentes imateriais do bem comum, parece-nos que o mais decisivo, o que teria maior impacto no bem-estar geral, seria a existência, na sociedade, de uma convicção amplamente difundida de que há uma excelência moral que deve ser perseguida; mais, que merece ser perseguida. Convicção amplamente difundida e, pelo menos, concretizada na vida de muitos cidadãos. A convicção de que as virtudes são o que há de mais valioso na vida humana é o melhor alicerce para se construir uma sociedade promissora.
        O alcance de um elevado nível de bem comum não é, ao contrário do que poderia parecer a muitos, uma incumbência fundamentalmente do governo. O Estado tem um papel importante – sem ele, por exemplo, seria impossível construir o ambiente de paz e justiça que elencamos como valor importante para o bem comum –, mas os cidadãos e as organizações da sociedade civil, no seu conjunto, têm um impacto maior nesta tarefa. Se pensarmos na influência da família, das escolas, dos meios de comunicação, das artes; se pensarmos no valor que um exemplo de heroísmo no cotidiano de pessoas comuns pode ter, perceberemos facilmente a responsabilidade imensa que todos têm na construção do bem comum.
(Disponível em: https:www.gazetadopovo.com.br/opiniao.Acesso em: fevereiro de 2024.)
“Ninguém se conforma em ver seu bairro, sua cidade, seu estado, seu país estagnado, apenas subsistindo ou mantendo seu momento presente.” (1º§) Conforme uma das regras de concordância, o adjetivo posposto aos substantivos deve permanecer no masculino plural ou concordar com o substantivo mais próximo. Assim, o adjetivo “estagnado” está adequado. Assinale a afirmativa que segue adequadamente a regra de concordância.
Alternativas
Q2532933 Português
"Pessoas que não sustentam árvores, em breve, viverão em um mundo que não sustenta pessoas". Marque a alternativa incorreta sobre o excerto.
Alternativas
Q2532634 Português

Julgue o item que se segue.


A frase "A maioria dos estudantes estava satisfeita com os resultados" exemplifica corretamente a concordância nominal e verbal, em que o verbo e o adjetivo concordam em número e gênero com o núcleo do sujeito expresso pela palavra "maioria".

Alternativas
Q2532521 Português
Recreio para todos


As crianças com necessidades especiais da Escola Elementar Glen Lake, em Minnetonka, Minnesota, se sentiam excluídas no recreio, porque os brinquedos não eram acessíveis. Assim, os alunos se mobilizaram para levantar os recursos necessários para tornar o recreio inclusivo. "Não era justo algumas crianças ficarem de fora", disse Wyatt Feucht, da quinta série.

Os alunos venderam bolos, bateram de porta em porta e convenceram empresas a doar. No fim, levantaram 300.000 dólares para acrescentar um balanço e um carrossel para cadeiras de rodas e um piso de borracha. Agora todos aproveitam o recreio, e isso é bom, disse o aluno Rhys Rilley à CBS News. Afinal de contas, "O recreio é para a gente se divertir".


(Seleções-março 2024)
A concordância do verbo com o sujeito não está exemplificada em: 
Alternativas
Q2532438 Português

Julgue o item a seguir. 


De acordo com as regras de concordância verbal, em locuções como “um ou outro” ou “nem um nem outro”, seguidas ou não de substantivo, exige-se o verbo no plural, como em: “Nem uma nem outra medida resolverão o problema”. 

Alternativas
Q2532250 Português
Julgue o item subsequente.
A concordância segue a regra geral (concordância com o sujeito em pessoa e número), inclusive quando o sujeito se refere a coisa e está no singular e o predicativo é substantivo no plural, como em: "Minha preocupação é os despossuídos".
Alternativas
Q2531932 Português
Julgue o item subsequente. 
Adjetivos compostos concordam integralmente com o substantivo que modificam, sendo sempre flexionados em gênero e número, como em "os alunos beminformados" e "as alunas bem-informadas".
Alternativas
Q2531055 Português
    Com o avanço das novas tecnologias da informação e comunicação, observa-se na atualidade um processo de migração dos ambientes reais e analógicos para os virtuais e digitais. Inúmeros são os benefícios do oferecimento de produtos e da prestação de serviços no ambiente digital. No entanto, a exposição em rede costuma atrair riscos que, embora invisíveis, apresentam um potencial destrutivo alto: os ciberataques e o seu impacto para as organizações, as empresas e as pessoas envolvidas.

    Os ataques cibernéticos podem ter como alvos pessoas, organizações políticas e sociais, empresas públicas e privadas, postos fiscais, tribunais, bases militares, autarquias e ministérios do Estado, variando conforme a motivação que os ensejou: interrupção de sistemas e serviços essenciais, resgate de valores em troca de arquivos criptografados, extração de dados, repercussão política ou até mesmo a lesão física de pessoas.


Gabriel Cemin Petry; Haide Maria Hupffer. O princípio da segurança na era dos ciberataques: uma análise a partir do escopo protetivo da LGPD. In: Revista CNJ, v. 7, n.º 1, jan.-jun./2023, p. 85-86 (com adaptações). 
Com referência às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue o item seguinte.

No segundo período do primeiro parágrafo, a flexão dos termos “são” e “benefícios” no plural deve-se à concordância que estabelecem com “Inúmeros”, que funciona como sujeito da oração. 
Alternativas
Q2530246 Português

O amor é uma elegância em nossas vidas


Por Martha Medeiros








(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/04/o-amor-euma-elegancia-em-nossas-vidas-clvfp57as0150013v3se4johv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Se no trecho “Até os índices de feminicídio poderiam cair se a gente entendesse que não é obrigatório formar um casal”, retirado do texto, a palavra “índices” fosse flexionada no singular, quantas outras palavras na frase teriam de ser modificadas para fins de concordância? 
Alternativas
Q2530230 Português
Julgue o item que se segue.

Considerando as regras de concordância nominal, os adjetivos (nomes ou pronomes), artigos e numerais concordam em gênero e número com os substantivos de que dependem, como em: “Todos os outros duzentos processos examinados estão corretos”.
Alternativas
Q2529977 Português

Lembranças do passado


1     Nasci na Itália e vim pequena para o Brasil. Meu pai era lavrador e trabalhou duro nas fazendas de café. Ganhava pouco, mas, com muita economia, conseguiu juntar dinheiro e mudamos para a cidade de São Paulo, em 1900. Foi uma emoção viajar naquele trem que soltava fagulhas pela chaminé!

2     Fomos morar em uma casa pequena, mas o quintal era enorme. Tinha horta; galinheiro; forno de barro para fazer pães e pizzas; duas cabras e um porco.

3     De tardezinha, a gente brincava na rua. Nem era preciso olhar para os lados, porque não tinha carros naquele tempo. Para ir de um lugar para outro, só a pé, a cavalo ou nos bondes puxados a burros.

4    Quando escurecia, passava o acendedor de lampiões, carregando uma vara comprida, com fogo na ponta, e, com ela, ia acendendo os bicos de gás dos postes. Quando a eletricidade chegou, muita coisa mudou. Os lampiões a gás foram substituídos pelas lâmpadas elétricas. Chegou o rádio e a família toda ficava ouvindo as notícias e as novelas. Chegou também o cinema, que, naquele tempo, tinha imagem, mas não tinha som. A inauguração dos bondes elétricos foi uma emoção. Todo mundo foi ver. Ele passou descendo a ladeira, e a molecada foi correndo atrás…

5     No fim de semana, a diversão preferida era o futebol. Foram os ingleses que trouxeram este esporte para o Brasil e todo mundo gostou. Cada bairro tinha seu time e muitos campinhos de futebol. Os rios eram tão limpos que neles a gente nadava e fazia competições de natação.

6     Os primeiros automóveis foram uma sensação. No começo eram poucos, mas foram aumentando e tomando conta da cidade. Os cheiros e barulhos mudaram.

7     A cidade foi mudando cada vez mais depressa e a vida da gente também. As novidades foram chegando: panelas de alumínio, geladeira, liquidificador, aspirador de pó, fogão a gás, objetos de plástico, roupas de náilon e, por fim, a melhor das novidades – a televisão. Mas quem era pobre só conseguiu comprar essas coisas depois que elas começaram a ser fabricadas no Brasil.

8     São Paulo foi crescendo sem parar. Dizem que é a cidade que mais depressa cresceu em todo o mundo, e isso era motivo de grande orgulho para os paulistas. […]


Rosicler Martins Rodrigues. Cidades brasileiras: o passado e o presente. São Paulo: Moderna, 1992

A Concordância harmoniza os termos da oração. Sobre a Concordância Verbal, a correta relação entre o verbo e o termo que ele concorda está nos termos destacados da alternativa:
Alternativas
Q2529373 Português

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Com base na frase de autoria de Ralph Waldo Emerson, pode-se afirmar que:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: AEVSF/FACAPE Órgão: Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE Provas: AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Médico Plantonista | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Médico Veterinário | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Médico Ortopedista | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Nutricionista - ABA | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Psicólogo | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Nutricionista | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Biomédico | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Farmacêutico | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Enfermeiro | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Fisioterapeuta | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Psicopedagogo - Análise do Comportamento Aplicado (ABA) | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Professor do Fundamental 1 - 20h | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Professor de Educação Infantil - 20h | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Professor de Língua Portuguesa | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Assistente Social | AEVSF/FACAPE - 2024 - Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista - PE - Educador Físico |
Q2527863 Português

Imagem associada para resolução da questão



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Com base na frase de autoria de Ralph Waldo Emerson, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q2527627 Português
Assinale a alternativa com erro de concordância:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Conceição do Canindé - PI Provas: IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Procurador | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Assistente Social | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Engenheiro Civil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor Português | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Matemática | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Inglês | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - História | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Geografia | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Física | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - 1° ao 5° Ano | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Anos Iniciais (1° ao 5° ano) | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Nutricionista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico Veterinário | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico - PSF | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Fisioterapeuta | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Cirurgião Dentista |
Q2527049 Português
Razão, intuição e um sentido para existir


1 A racionalidade humana é um tema recorrente nas coisas que escrevo, especialmente porque lendo os autores que mais gosto, vejo que a maioria deles concorda com o fato de que a razão não é algo que nos torna melhores do que qualquer outra coisa no universo. Na maior parte do tempo, cada um deles me diz, à sua maneira, que somos tapeados com a sensação de que a racionalidade nos mantém no controle de tudo.

2 Esses dias voltei para a leitura de “Rápido e devagar: duas formas de pensar”, do psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia por seus estudos sobre a tomada de decisões humanas. Ganhei esse livro faz um tempo, mas abandonei a leitura no começo – e nem lembro agora o motivo. Nesse livro, o autor explica que existem dois sistemas de pensamento que operam em nossa mente: o Sistema 1, que é rápido, intuitivo e emocional, e o Sistema 2, que é lento, racional e lógico.

3 O Sistema 1 é responsável por gerar impressões, intuições e sentimentos que influenciam nossas escolhas, mas também está sujeito a vários vieses e erros de julgamento. É com ele que lidamos com a maior parte das coisas. E, ao contrário do que o senso comum pressupõe, é com a intuição que fazemos muitas coisas na nossa vida, desde escovar os dentes até perceber que alguém que conhecemos está triste. O Sistema 2, por outro lado, é capaz de analisar criticamente as informações, fazer cálculos e planejar ações, mas requer mais esforço e atenção. Fazer uma conta complicada, pensar em melhorar um parágrafo num texto ou analisar um argumento complexo são coisas que se encontram nesse campo. Kahneman mostra como podemos usar o Sistema 2 para corrigir ou moderar as ilusões do Sistema 1, mas também reconhece os limites da racionalidade humana.

4 No começo do texto eu disse que a maioria dos autores que admiro questionam a centralidade da razão. E um deles, sobre o qual eu falo sempre, é o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ele desenvolveu uma metafísica pessimista baseada na ideia de que a essência de todas as coisas é a Vontade. A Vontade é uma força cega, irracional e insaciável que impulsiona todos os seres vivos a existir e se afirmar, mas também os condena ao sofrimento, à frustração. E isso é ainda mais forte no ser humano, pois, apesar da vida não possuir nenhum objetivo ou finalidade maior, geramos para nós mesmos a sensação de que esse objetivo existe, e assim sofremos muito tentando justificar nossas ações e decisões. Schopenhauer considerava que o ser humano é menos racional do que imagina, pois está submetido à Vontade de viver, que o domina e o engana. Mas existem algumas válvulas de escape.

5 Schopenhauer afirmava que a única forma de escapar do sofrimento causado pela Vontade era negá-la. Isso poderia ser feito de duas maneiras: pela via ascética, que consiste em renunciar aos desejos, às paixões e aos prazeres mundanos, buscando uma vida simples e contemplativa – o que, na prática, é para pouquíssimas pessoas; ou pela via estética, que consiste em se libertar temporariamente da Vontade através da apreciação da arte, que expressa a essência do mundo. No momento da criação ou da fruição da arte suspendemos provisoriamente o desejo, e a Vontade deixa de agir sobre nós. Mas essa trégua é breve, e logo depois retornamos ao estágio de sofrimento.

6 Relacionando o pensamento de Kahneman e a proposta de Schopenhauer dá pra dizer que o Sistema 1 de Kahneman corresponderia à manifestação da Vontade de Schopenhauer na mente humana, pois é ele que nos faz agir impulsivamente, emocionalmente e irracionalmente, buscando satisfazer nossos desejos e evitar nossas perdas, mas também nos levando a cometer erros e sofrer as consequências. Já o Sistema 2 de Kahneman corresponderia à tentativa de superar ou controlar a Vontade apresentada por Schopenhauer, sendo que esse processo se daria, curiosamente, pela razão humana, pois é ela que nos permite avaliar criticamente as situações, fazer escolhas mais racionais e planejar nossas ações (requerendo, claro, mais esforço e atenção). Uma contradição nessa tentativa de aproximação se daria justamente por Schopenhauer considerar que a razão, na maior parte do tempo, potencializa a Vontade. Para ele, muitas decisões racionais tem, na verdade, fundamento no desejo, no querer, e não na necessidade real daquilo que acreditamos que é importante para nós. 

7 Esse é um tema que me intriga e me desafia, porque essas perguntas (que derivam da discussão) me parecem sempre sem resposta satisfatória: será que somos capazes de usar nossa racionalidade para nos libertarmos do sofrimento? Será que existe alguma esperança para a humanidade? Ou será que estamos fadados a viver em um ciclo de ilusão e dor?

8 Se você adotar a postura pessimista de Schopenhauer, vai concluir que as respostas serão sempre negativas. E vai entender que a nossa missão nessa vida não é a felicidade, mas sim fazer com que a existência, a nossa e a dos outros, seja mais suportável. Por outro lado, se estiver do lado de Kahneman, que parece bem mais otimista (o que, aliás, não é difícil, considerando o autor que coloquei ao lado dele), você vai acreditar que é possível utilizar a razão não para sermos ainda mais racionais, mas sim para aprendermos a lidar melhor com as nossas intuições e sentimentos. Com isso, podemos refletir melhor, sofrer menos e viver a felicidade possível, a partir do autoconhecimento e do reconhecimento de quem somos.

9 Se você me perguntar, vou dizer que sempre pensei mais ou menos como Schopenhauer, mas que quero acreditar na segunda opção; quero pensar que a razão não é uma outra forma de prisão, disfarçada de conhecimento, mas sim uma forma de ver e entender a realidade com uma postura crítica que pode nos ajudar a viver melhor. Não seria bom se fosse mesmo assim?


Extraído de https://marcosramon.net/posts/razao-intuicao/
A passagem do texto em que ocorre um erro de concordância verbal está na opção: 
Alternativas
Q2526767 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está correta:
Alternativas
Q2526160 Português
Assinale a frase correta quanto à concordância nominal e verbal.
Alternativas
Q2526067 Português
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q2526039 Português
Assinale a alternativa em que a concordância está correta.
Alternativas
Respostas
1661: B
1662: D
1663: C
1664: C
1665: B
1666: E
1667: E
1668: E
1669: E
1670: B
1671: C
1672: B
1673: B
1674: B
1675: D
1676: D
1677: C
1678: D
1679: A
1680: E