Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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“[...] porque muitas empresas ainda insistem no modelo antigo de publicidade, no qual elas apenas exaltam a si mesmas e aos seus produtos, como se elas fossem a única fonte de informação de si mesmas para os seus clientes”.
I- Devido à sua natureza informativa, a reportagem apresenta uma grande incidência de substantivos e adjetivos ao tratar sobre o TDAH.
II- O adjetivo supostas em “supostas curas” questiona a própria denominação de curas.
III- Em “uma pesquisa canadense analisou os 100 vídeos mais populares sobre o transtorno na plataforma e concluiu que metade continha informações falsas”, a concordância verbal está comprometida.
IV- Em “Afinal, quem nunca esqueceu a carteira em casa, perdeu o foco graças ao Instagram ou procrastinou até o último dia para entregar um relatório no trabalho?”, os verbos esquecer, perder e procrastinar apresentam a mesma regência.
É CORRETO o que se afirma apenas em:

Acerca da concordância nominal e verbal no texto, julgue o item seguinte.
Na linha 13, a flexão da forma verbal “supera” na terceira pessoa do singular justifica‑se pela concordância do verbo com o termo “nada”, que é o sujeito da oração.

Acerca da concordância nominal e verbal no texto, julgue o item seguinte.
Não haveria prejuízo da correção gramatical do texto nem da coerência de suas ideias caso o termo “iniciados” (linha 12) estivesse flexionado no singular, a despeito da alteração das relações de coesão no período.

Acerca da concordância nominal e verbal no texto, julgue o item seguinte.
A forma verbal “têm” (linha 6) poderia, sem prejuízo da correção gramatical do texto, estar grafada sem acento gráfico, o que indicaria sua flexão na terceira pessoa do singular, em concordância com a expressão de porcentagem, que é o núcleo do sujeito da oração.

Acerca da concordância nominal e verbal no texto, julgue o item seguinte.
Não haveria prejuízo da correção gramatical nem da coerência das ideias do texto caso a forma verbal “representam” (linha 3) estivesse flexionada na terceira pessoa do singular, haja vista a possibilidade de concordância do verbo com o termo “maioria” (linha 2).
"Se ele ______ a proposta ontem, os resultados do projeto já ______ diferentes."
I- Trata-se de um pronome oblíquo átono, empregado para retomar um termo antecedente.
II- Completa o sentido do verbo “dar”, funcionando como complemento verbal indireto.
III- Poderia ser substituído por “lhes” sem alterar o sentido da frase.
IV- O uso de “lhe” está incorreto gramaticalmente, devendo ser substituído por “o” para concordância adequada.
V- Poderia ser omitido sem prejuízo para a correção e os sentidos originais.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Leia o post abaixo e as assertivas que seguem:

Disponível em: https://www.instagram.com.Acesso em: 05 set. 2024.
I- O termo “existem” só pode ser substituído pelo termo “há” se realizados os devidos ajustes gramaticais.
II- O termo “existem” pode ser substituído, com correção gramatical e sem alteração de sentido, pelo termo “há”.
III- O pronome relativo “que” pode ser substituído pela forma “as quais”.
IV- O termo “favoritos” está no plural para concordar com “são”.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
"As medidas emergenciais adotadas durante a crise foram bastante eficazes, e todos os recursos financeiros, além das ferramentas de controle, estavam disponíveis para as equipes, que se mostraram bastante comprometidos com o projeto."
Sobre a concordância nominal no trecho, assinale a alternativa que apresenta a correção necessária de acordo com a norma-padrão:
I- O fragmento “Amais recente delas” está sendo empregado para retomar “medalhas olímpicas”.
II- O termo “olímpicas” concorda com “medalhas”.
III- O número “(3)” indica a quantidade de medalhas da ginasta Rebeca Andrade.
IV- O termo “olímpicas” está especificando o tipo de medalha.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Insônia infeliz e feliz
De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo.
As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.