Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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A concordância verbal e nominal pode variar, dependendo do estilo do escritor. Por exemplo, é correto dizer "O menino inteligente passou na prova" porque a ênfase está na inteligência do menino, não no número. Da mesma forma, a construção "As menina estudam muito" é aceitável em certos contextos, nos quais a simplicidade da frase é mais importante do que a concordância gramatical. Essas variações mostram que a flexibilidade na concordância é uma característica da língua portuguesa moderna.
Na língua portuguesa, o uso correto das regras das concordâncias verbais e nominais é fundamental para a correção gramatical das frases. A concordância verbal ocorre quando o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito da oração. Por exemplo: "Os alunos estudam diariamente." Aqui, o sujeito "Os alunos" está no plural, e o verbo "estudam" também está no plural. A concordância nominal, por sua vez, refere-se à harmonia entre substantivos e seus respectivos adjetivos, artigos e pronomes. Por exemplo: "As meninas inteligentes passaram no exame." Nessa frase, o artigo "As", o substantivo "meninas" e o adjetivo "inteligentes" estão todos no feminino plural, estabelecendo uma concordância correta.
Fim do Livro?
Arlindo Machado
No prefácio à obra clássica de Henry-Jean Martin (1992:14) sobre a história do livro, o historiador Lucien Febvre vislumbrara um possível desaparecimento desse instrumento tido como dos mais fundamentais na construção das civilizações modernas. "Não temos certeza de que o livro possa ainda por muito tempo continuar a desempenhar seu papel, ameaçado como está por tantas invenções baseadas em princípios totalmente diferentes''.
Para o ilustre historiador, o livro, "que começou sua carreira na metade do século XV", parece hoje resumir-se a um acontecimento datado: depois de ter contribuído para a revolução do mundo moderno, ele encontra-se agora constrangido a justificar o seu papel numa sociedade governada pela velocidade, numa sociedade em que as informações circulam segundo a temporalidade própria das ondas eletromagnéticas e das redes de fibras ópticas.
O modo de produção do livro é lento demais para um mundo que sofre mutações vertiginosas a cada minuto. Os atrativos do livro empalidecem diante do turbilhão de possibilidades aberto pelos meios audiovisuais, enquanto sua estrutura e funcionalidade padecem de uma rigidez cadavérica quando comparadas com os recursos informatizados, interativos e multimidiáticos das escrituras eletrônicas.
Como se tudo não bastasse, os custos de produção do livro impresso crescem agora em progressão geométrica (e não apenas no Brasil), chegando mesmo a ultrapassar os custos de muitos dos novos meios, mesmo dos mais sofisticados. Ora, como se sabe, a ampla difusão a preços baixos foi a principal responsável pelo sucesso da imprensa como forma de circulação de ideias a partir do Renascimento. Caso se intensifique a tendência de encarecimento progressivo e de eficácia regressiva, é de se supor que, dentro de mais algum tempo, o livro de papel será um artigo de luxo, vendido em antiquários e lojas de porcelanas para uma seleta clientela de resistentes nostálgicos.
Se o livro vai morrer ou não, essa é uma discussão restrita apenas aos círculos de filólogos, pois, no fundo, tudo é uma questão de definir o que estamos chamando de livro. O homem continuará, de qualquer maneira, a inventar dispositivos para dar permanência, consistência e alcance ao seu pensamento e às invenções de sua imaginação. E tudo fará também para que esses dispositivos sejam adequados ao seu tempo. A sabedoria, como dizia Brecht, continuará sempre passando de boca em boca, mas nada impede que estendamos um microfone às bocas que falam, para lhes dar maior alcance.
(https://www.scielo.br/j/ea/a/TGCqQnq7sScKqsfC54tcDjp/, com adaptações)
Observe a frase a seguir: "Mas nunca, também, houve progressos tão espetaculares na melhoria científica dos adubos", nesse caso, o verbo haver, por referir-se a um substantivo no plural, deveria também ser usado no plural.
Nas regras de concordância verbal, o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito da oração, mas quando o sujeito é representado por expressões partitivas (a maioria de, parte de, uma porção de, metade de) acompanhadas por nome, o verbo pode concordar com o partitivo ou com o nome. Assim, podemos dizer: “A maior parte dos pacientes não desenvolvem os sintomas no início da doença” ou “A maior parte dos pacientes não desenvolve os sintomas no início da doença”.
Em relação à flexão do verbo infinitivo, ela é obrigatória quando o verbo da oração principal e o do infinitivo têm o mesmo sujeito, como no caso do verbo “ir” em: “Os senadores deixaram o Plenário para irem ao Palácio do Planalto”.
Nas regras de concordância verbal da Língua Portuguesa, quando o sujeito é precedido por expressões como cerca de, mais de, menos de e outras que indicam quantidade aproximada, o verbo concorda com o numeral. Como no exemplo: "Com a medida, cerca de 50 milhões de pessoas serão beneficiadas".
Pão na Lei Seca?
Álcool presente na composição de alguns alimentos pode deixar resíduos na boca e indicar positivo no exame
Embora pães possuam álcool na composição, e essa quantidade da substância, em alguns casos, seja suficiente para causar um resultado positivo no teste do bafômetro, os motoristas não vão ter problemas na Lei Seca. Isso, porque os chamados "falsos positivos" indicam apenas os resíduos de álcool na boca, que são facilmente eliminados em poucos minutos ou com um simples bochecho de água.
Texto adaptado. Gabriel Rezende
Acesso em: https://tinyurl.com/5f2w696s
A partir das regras gerais para o uso dos verbos e da concordância verbal podemos afirmar que quando o sujeito é indeterminado, o verbo vai para a 3ª pessoa do plural. Porém, quando a indeterminação é indicada pela partícula se, o verbo fica no singular., como no seguinte exemplo: “Pediram mais tempo para a decisão, mas ninguém entrou em acordo”, reclamou o senador.
A partir das regras gerais para o uso dos verbos e da concordância verbal podemos afirmar que quando o sujeito é indeterminado, o verbo vai para a 3ª pessoa do plural. Porém, quando a indeterminação é indicada pela partícula se, o verbo fica no singular., como no seguinte exemplo: “Pediram mais tempo para a decisão, mas ninguém entrou em acordo”, reclamou o senador.
Nas regras de concordância verbal da Língua Portuguesa, quando o sujeito é precedido por expressões como cerca de, mais de, menos de e outras que indicam quantidade aproximada, o verbo concorda com o numeral. Como no exemplo: "Com a medida, cerca de 50 milhões de pessoas serão beneficiadas".
Nas regras de concordância verbal, o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito da oração, mas quando o sujeito é representado por expressões partitivas (a maioria de, parte de, uma porção de, metade de) acompanhadas por nome, o verbo pode concordar com o partitivo ou com o nome. Assim, podemos dizer: “A maior parte dos pacientes não desenvolvem os sintomas no início da doença” ou “A maior parte dos pacientes não desenvolve os sintomas no início da doença”.
Nas regras de concordância verbal, se o sujeito for simples, isto é, se tiver apenas um núcleo, ele concorda com o verbo em pessoa e número, como no exemplo "A inflação deve ser combatida por todos".


Internet:<https://engenhariaedesenvolvimentosustentavel.ufes.br>
Acerca das estruturas linguístico-gramaticais do texto, julgue o item.
Sem prejuízo para a correção gramatical e os
sentidos originais do texto, a expressão
“complicados ou lentos” (linha 29) poderia ser
flexionada no singular — complicado ou lento —,
caso em que passaria a concordar com o
antecedente “licenciamento” (linha 29).

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Mantém a correção gramatical e os sentidos
textuais a reescrita da estrutura “deve haver uma
mudança” (linha 18) para devem haver mudanças.
Rio Pesquisa, ano 9, no 39, junho de 2017. Disponível em: https://siteantigo.faperj.br/downloads/revista/Rio_Pesquisa_39/