Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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O homem é um ser social, isto é, um ser que vive em comunidade, em conjunto com outros homens. Ele tem, assim, necessidade natural de se comunicar.
A troca de informações, de notícias e de opiniões entre componentes de um grupo social ou entre grupos fortalece as relações humanas e possibilita ao homem maior domínio e maior conhecimento sobre sua própria vida e sobre o mundo.
Sem dúvida, a comunicação, isto é, a troca de mensagens entre duas ou mais pessoas ou grupos, tem sido, desde a origem do homem, a principal responsável pela evolução e aprimoramento da sociedade humana.
Dentre as várias formas de comunicação, a correspondência empresarial é, atualmente, não só um meio de comunicação. Ela é um instrumento de marketing, pois se insere na realidade de um mercado competitivo em que todas as nuanças de comportamento adquirem sentido: a comunicação empresarial/oficial, é a responsável pela imagem da organização perante seu público interno ou externo.
Mauro Ferreira. In Redação Comercial e Administrativa. Texto adaptado.
Observe o texto:
“Se ao menos o temporal que viria! Não foi sensato, porém, não se e na decisão a ser tomada para a abertura daquela rodovia.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto.
Leia o texto “Por dentro da Apple” para responder à questão.
Steve Jobs, o sujeito aí ao lado com os pés na mesa, comanda uma empresa que em três décadas se transformou em uma lenda. Da linha de montagem da Apple emergiram alguns dos objetos mais admirados da história da tecnologia. A empresa é uma usina de ideias, com invenções que surpreendem a concorrência e arrebatam os consumidores. Funcionam como um farol para a indústria. Apontada como a empresa mais inovadora do mundo, ela é sinônimo de aparelhos revolucionários como o iPod e, recentemente, o iPhone. Qual é, afinal, o segredo da Apple?
Poucas empresas no mundo conquistaram o direito de chamar a si mesmas de revolucionárias. (...) A inovação radical, aquela capaz de criar um produto novo e um novo mercado, ocorre apenas de tempos em tempos na história do capitalismo. Mesmo agora, numa era de inovação programada e verbas bilionárias de pesquisa e desenvolvimento, poucas empresas se destacam no mar revolto das novidades. Diante disso, chama a atenção o desempenho de uma companhia instalada em Cupertino, na Califórnia, à margem da Baía de São Francisco. A Apple Inc., que completará 31 anos em abril, já deixou marcas no universo desproporcionais à sua idade e ao seu tamanho como empresa. Ela ocupa apenas a 159a posição na lista das maiores companhias americanas – mas seu currículo como inovadora é impressionante.

(Disponível em:http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI21937-16380,00-
POR+DENTRO+DA+APPLE.html Acesso: na.2012)

(Uso de palavrões no trabalho pode diminuir chances de promoção. Disponível em:<http://oglobo.globo.com/emprego/uso-depalavroes-no-trabalho-pode-diminuir-chances-de-promocao-5833571#ixzz24BQYLtAU>
Observe a tirinha abaixo:

No segundo quadrinho há um desvio da norma culta da língua.
Esse desvio diz respeito à:
Texto: Por que a Rio+20 foi um sucesso?
É muito fácil dizer que a Rio+20 foi um fracasso. Basta analisar o texto final das negociações oficiais travadas pelos governos no Riocentro e avaliar se houve avanço. Não havendo, declara-se o fiasco. É uma avaliação correta, mas limitada, de um evento que foi muito mais amplo do que uma busca de acordos ou documentos oficiais. Não dá para afirmar que o texto final assinado pelos representantes dos países foi uma decepção ou que ficou aquém das expectativas. Essas expectativas já eram baixas. Os desafios presentes muito antes do início da Rio+20 já deixavam claro que não havia muita margem para avanço oficial. Mas, felizmente o progresso rumo a uma economia verde depende cada vez menos dos governos.
Um passeio pelas centenas de eventos paralelos à reunião oficial no Riocentro mostrava um quadro encorajador. Foi o maior encontro de empresas, ONGs e representantes de governos federais, estaduais e municipais rumo ao desenvolvimento sustentável. Eles tinham boas histórias para contar e ótimos acordos para travar.
[...]
Bandeiras que há décadas eram agitadas apenas por pesquisadores e ativistas mais ousados agora entraram na linguagem consensual. Há 20 anos, na ECO 92, pensadores propunham acabar com os subsídios para os combustíveis fósseis e eram desdenhados por empresas e governos. Durante a Rio+20, enquanto os ativistas estendiam faixa em Copacabana pedindo o fim do apoio à energia suja, a mesma proposta rolava em mesas de discussão promovidas pelo Fundo Monetário Internacional (o antigo terror dos ativistas).
Durante a Rio+20, o que se viu foi uma convergência de visões que superou as expectativas. A necessidade de se adequar aos limites naturais já é aceita como uma realidade. Enfrentar as mudanças climáticas é uma premissa básica. Se a ECO 92 foi um grande encontro para conscientização e alerta, a Rio+20 foi uma convenção para combinar os caminhos a seguir.
(Alexandre Mansur – Blog do planeta – adaptado. Disponível em: http://
colunas. revistaepoca.globo.com/planeta/2012/06/23/por-que-ario20-foi-um-sucesso/)
Eles sabem tudo. Será?
Nunca os adolescentes foram tão bem informados sobre sexo. Mas nem sempre eles levam a teoria à prática.
Há uma notícia ótima no campo do comportamento: pesquisas mostram que, quando os jovens de hoje vão fazer a iniciação sexual, já conhecem bem a teoria. A geração atual --- principalmente os adolescentes das classes A e B --- é provavelmente a mais bem informada sobre sexo em todos os tempos. Ela lê a respeito do assunto em revistas, suplementos de jornais e livros educacionais. Assiste a programação de TV que tiram dúvidas sobre sexo. Têm à disposição vários sites da internet que respondem a perguntas relativas ao tema. Por fim, a educação sexual já é obrigatória na maioria das escolas particulares e começa a se espalhar também pelo ensino público. Infelizmente, há uma notícia ruim, que é dada pelo psiquiatra paulista Jairo Bouer, referência da juventude quando o assunto é sexo. “Eles não conseguem processar toda essa massa de informações e, na hora H, fazem quase tantas burradas quanto à geração anterior”. Ele quer dizer que tanta teoria não se traduz necessariamente numa prática mais cuidadosa. O índice de gravidez na adolescência ainda cresce no país. E o uso de camisinha é abaixo do esperado, apesar de todas as campanhas de instituições públicas e privadas.
Quais as razões dessa distância entre a teoria e a prática? A primeira delas é óbvia: sexo não é só uma questão de informação, mas também de maturidade. É fundamental o adolescente conversar de maneira franca com quem está próximo a ele e pode passar a própria experiência sobre o assunto --- ou seja, os pais.
{...}
Outra questão é como falar a linguagem do jovem. O grosso das campanhas e dos programas de ensino, segundo especialistas, fracassa justamente nesse ponto. “A maior parte das escolas recorre a palestras, e elas são chatas”, avalia a médica Albertina Duarte Takiuti, do Hospital das Clínicas de São Paulo. {...}
Angélica Oliveira. Veja Especial Jovens, Seção
Comportamento, São Paulo, 2001, págs. 24 e 25.
A partir das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.
Na linha 8, o emprego do plural em “bilhões” e do singular em
“bilhão” deve-se à presença dos numerais “2,4” e “1,2”,
respectivamente.
TEXTO I:
Azul e lindo planeta Terra, nossa casa
Mas para que a Terra continue a nos dar tudo aquilo de que precisamos para viver, temos que cuidar dela como cuidamos de nossa própria casa.
E melhor ainda. Pois da nossa casa nós podemos nos mudar. Da Terra não.
E nós sabemos que não estamos tratando da Terra como deveríamos.
Por isso os membros da Organização das Nações Unidas (ONU) preocupam-se com o meio ambiente.
Várias reuniões já foram feitas para discutir esse problema. E destas reuniões têm saído declarações, manifestos e planos de ação que tentam estabelecer o que pode ser feito para evitar que a Terra – a nossa Terra – a nossa casa – venha a se transformar num ambiente hostil, com muitos desertos, águas envenenadas, florestas devastadas, onde seria impossível viver.
Essas declarações, manifestos, planos de ação dizem mais ou menos o seguinte: todos os homens são iguais e, portanto, têm o direito de viver bem, num ambiente saudável. Todos têm o dever de proteger e respeitar o meio ambiente e a vida em todas as suas formas.
(Ruth Rocha e Otávio Roth)
TEXTO 1
O poder da língua
A língua é o maior instrumento de interação do ser humano. Ela intercambia o ser humano com o resto do mundo. Embora existam várias línguas, todas elas interagem, e nenhuma pode ser exilada. Podemos exilar pessoas, povo, nação, mas a língua sempre vai existir. Até mesmo os mudos, que não se expressam através da boca, têm a sua língua. Por outro lado, a língua também é o maior instrumento de isolamento do ser humano. Se você não souber a língua do lugar onde vive, fica isolado, sem comunicação. Imigrantes sofrem com esse problema, quando vão para países onde nem sequer sabem como dar “bom-dia” na língua nativa, ficando isolados por um bom tempo. Sem a língua, não há comunicação. Sem comunicação, não há interação.
A língua é, também, o maior instrumento de guerra do ser humano. É... a velha língua já arrumou grandes encrencas pela história. Já imaginou se Hitler não abrisse a boca para falar? Provavelmente mais de 50 milhões de pessoas não teriam morrido. E se o Presidente norteamericano Harry S. Truman não tivesse usado do poder da língua para autorizar o bombardeio atômico no Japão? É... a língua pode ser cruel, pode ferir, machucar, destruir e matar.
Por outro lado, a língua é o maior instrumento de paz do ser humano. A mesma língua que mata pode transformar dor em felicidade, tristeza em alegria, perseguição em livramento. Não precisamos ir longe para pegar um exemplo de paz que a língua proporcionou: o poder da língua nas “Diretas Já!” proporcionou ao povo brasileiro um tempo de paz que havia mais de vinte anos o povo não gozava. E como Jesus Cristo passaria seus ensinamentos se não fosse pelo poder único e incomensurável da língua? A língua faz reviver pessoas, povos e nações.
Então, a língua é um instrumento ambíguo do ser humano: ora ela mata, ora ela salva, ora machuca, ora cura. Por isso, devemos tomar muito cuidado com o que falamos, pois podemos, com uma palavra, destruir uma vida, ou até mesmo várias vidas. Mas podemos, também, com uma palavra, gerar alegria, paz e amor para muitas outras vidas.
Texto disponível em: http://cronicasvox.blogspot.com.br/2007/08/o-poder-da-lngua.html.
Acesso em 09/05/2012. Adaptado.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
__________Senhoria está preocupado? (falando com a pessoa)
__________Excelência disse, através da imprensa, que não faltaria óleo de soja ao consumidor. (falando sobre a pessoa)
Vossa Senhoria está _____________. (dirigindo-se a um homem)
Sua Majestade ficou _____________. (falando de uma rainha)
A tentativa de jogar a culpa por uma situação indesejada − de desastres naturais a guerras, de crises econômicas a epidemias − nas costas de um único indivíduo ou grupo quase sempre inocente é uma prática tão disseminada que alguns estudiosos a consideram essencial para entender a vida em sociedade. Como é possível que explicações irracionais convençam tanta gente, apesar da falta de evidências?
Em um livro publicado recentemente, Charlie Campbell defende a tese de que cada ser humano tende a se considerar melhor do que realmente é, e por isso tem dificuldade de admitir os próprios erros. "Adão culpou Eva, Eva culpou a serpente, e assim continuamos assiduamente desde então", ele escreveu. Junte-se a isso a necessidade intrinsecamente humana de encontrar um sentido, uma ordem no caos do mundo, e têm-se os elementos exatos para aceitarmos a primeira e a mais simples explicação que aparecer para os males que nos afligem.
Desde muito cedo, provavelmente com o surgimento das primeiras crenças religiosas, a humanidade desenvolveu rituais para transferir a culpa para pessoas, animais ou objetos como uma forma de purificação e recomeço. A expressão "bode expiatório" refere-se a uma passagem do Velho Testamento, em que um animal era sacrificado imediatamente em tributo a Deus, para pagar pelos pecados da comunidade, e um outro era enxotado da aldeia, carregando consigo, simbolicamente, a culpa de todos os moradores.
Outro estudioso, René Girard, é autor da teoria do desejo mimético, segundo a qual ninguém almeja algo porque precisa dele, mas sim porque aquilo também é desejado por outra pessoa. A vida em sociedade consiste na multiplicação dessa equação e a dificuldade de conciliar os desejos de todos cria tensão e violência. Para que a ordem social não desmorone em atos de vingança, existem os rituais de sacrifício, em que os impulsos destrutivos são canalizados para um bode expiatório. No mundo moderno, os sacrifícios com sangue deram lugar a rituais mais sutis de expiação, auxiliados por tecnologias como a internet.
(Adaptado de Diogo Schelp. Veja, 16 de maio de 2012. p.113- 115.)
