Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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organismos marinhos vivos em recipientes dentro de casa por períodos consideráveis – mas somente com um esforço contínuo e substancial (que ...... a cargo dos
empregados domésticos, o que revelava outra realidade social daqueles tempos). Um exemplo são os animais marinhos que ...... nos vasos cilíndricos de vidro que sir John Graham Dalyell mantinha em sua casa no início do século XIX.
(Adaptado de: Stephen Jay Gould. Op. cit., p.77-9)
Preenchem corretamente as lacunas do texto acima, na ordem dada:

As versões radicais do cartesianismo consideram que até mesmo a dor de outros mamíferos é apenas uma resposta automática.
Para o cartesianismo, o sofrimento dos animais não deve ser motivo para nos preocuparmos com sua possível ex- tinção.
As frases acima articulam-se num único período, com clareza e correção, em:
Haveria prejuízo para a correção gramatical do texto se a oração “não houve registro de danos” (l.13) fosse assim reescrita: não houveram registros de danos.
Estaria mantida a correção gramatical do texto se a forma verbal “ofertou” (l.3) estivesse flexionada no plural, visto que o pronome relativo “que” (l.2) tem como referente o substantivo plural “blocos” (l.2).
No Brasil, a primeira informação disponível sobre produção de água mineral envazada data de 1911. Nessa época, só existia indústrias montadas de água mineral nos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Nada contra a vinda dos estrangeiros, desde que estejam aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, porém, se três semanas de treinamento, como aventou o ministro, é tempo suficiente para isso.
Mantendo-se os sentidos originais, ele está corretamente reescrito de acordo com a norma-padrão em:
Assinale a alternativa que apresenta erro de concordância.
Já ...... muitas pessoas no ônibus. Dali ...... pouco o falatório ao telefone aborreceria muitos dos passageiros. Eles já estavam ...... incomodados pelo provável barulho. ...... dias que enfrentavam esse problema, sendo-lhes ...... as reclamações pela possibilidade de desentendimento.
Portanto, ...... de suportar o desconforto.
Preenchem, corretamente, as lacunas do texto:
Os órgãos sensoriais que nos ligam ao mundo são altamente seletivos naquilo que acolhem e transmitem ao cérebro. O olho humano, por exemplo, não é capaz de captar todo o espectro de energia eletromagnética existente. Os raios ultravioleta, situados fora do espectro visível do olho humano, são, no entanto, captados pelas abelhas.
Seletividade análoga preside a operação dos demais sentidos: cada um atua dentro de sua faixa de registro, ainda que o grau de sensibilidade dos indivíduos varie de acordo com idade, herança genética, treino e educação. Há mais coisas entre o céu e a terra do que nossos cinco sentidos − e todos os aparelhos científicos que lhes prestam serviços − são capazes de detectar.
Aquilo de que o nosso aparelho perceptivo nos faz cientes não passa, portanto, de uma fração diminuta do que há. Mas o que aconteceria se tivéssemos de passar a lidar subitamente com uma gama extra e uma carga torrencial de percepções sensoriais (visuais, auditivas, táteis etc.) com as quais não estamos habituados? Suponha que uma mutação genética reduza drasticamente a seletividade natural dos nossos sentidos. O ganho de sensibilidade seria patente. “Se as portas da percepção se depurassem”, sugeria William Blake, “tudo se revelaria ao homem tal qual é, infinito”.
O grande problema é saber se estaríamos aptos a assimilar o formidável acréscimo de informação sensível que isso acarretaria. O mais provável é que essa súbita mutação − a desobstrução das portas e órgãos da percepção − produzisse não a revelação mística imaginada por Blake, mas um terrível engarrafamento cerebral: uma sobrecarga de informações acompanhada de um estado de aguda confusão e perplexidade do qual apenas lentamente conseguiríamos nos recuperar. As informações sensíveis a que temos acesso, embora restritas, não comprometeram nossa sobrevivência no laboratório da vida. Longe disso. É a brutal seletividade dos nossos sentidos que nos protege da infinita complexidade do Universo. Se o muro desaba, o caos impera.
(Adaptado de: Eduardo Gianetti, O valor do amanhã, São Paulo, Cia. das Letras, 2010. p. 139-143)



