Questões de Concurso Sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Ano: 2013 Banca: FGV Órgão: MPE-MS Prova: FGV - 2013 - MPE-MS - Motorista Auxiliar |
Q723469 Português

                                        Problemas de trânsito

    O trânsito sempre foi sinônimo de confusão, e tragédias. Agora, infelizmente, às vésperas do final do ano, o número de acidentes e mortes tende a aumentar ainda mais. A má conservação das estradas e a irresponsabilidade de alguns motoristas contribuem para que esse quadro se agrave ainda mais.

     Além disso, a cada dia que passa, o número de carros cresce, tornando o trânsito nas grandes cidades ainda mais caótico.

     Será preciso muito trabalho e investimento para acabar com os problemas do trânsito brasileiro. Construção de estradas mais seguras, adoção de leis mais enérgicas, investimento em transporte público, ampliação do número de agentes de trânsito e, é claro, a conscientização de motoristas trarão menos dor de cabeça a muita gente.

(Adaptado. www.blogmail.com.br)

“Será preciso muito trabalho e investimento” Uma outra forma de escrever‐se essa mesma frase que produz um erro gramatical é:
Alternativas
Q710188 Português
BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)
A elipse é mecanismo de coesão textual que permite recuperar facilmente no texto um elemento omitido. A concordância verbal permite recuperar o sujeito expresso em outro período no seguinte trecho:
Alternativas
Q710185 Português
BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)
No quarto parágrafo, a forma verbal “faltaria” encontra-se na 3ª pessoa do singular por concordar com o seguinte elemento:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FEPESE Órgão: CELESC Prova: FEPESE - 2013 - CELESC - Atendente Comercial I |
Q707615 Português

Texto 1

Renováveis têm potencial para crescer 47%

28 de agosto de 2013, Giovana Girardi – O Estado de S.Paulo

O Brasil tem potencial para chegar a 2050 com uma matriz energética com 66,5% de participação de fontes renováveis, como vento, sol e biomassa – presença 47% maior do que a observada hoje. A estimativa foi feita pela ONG ambiental Greenpeace, que divulgou ontem o relatório Revolução Energética. A análise considera pela primeira vez o uso de energia como um todo, para os setores elétrico, de transportes e industrial.

Trabalhando com projeções de crescimento da economia e da população, o estudo calcula quanto deve ser a demanda de energia do País para daqui a 40 anos e a participação que cada tipo de fonte pode ter na matriz – com base no seu potencial, na sua viabilidade econômica e na forma como o mercado tem se movimentado, independentemente de ações do governo.

Os pesquisadores consideraram as previsões oficiais para os próximos anos para elaborar um cenário de referência. E compararam com a chamada revolução energética. Se o modelo brasileiro seguir no ritmo atual, as hidrelétricas responderiam por 54,4%; as termelétricas a gás natural por 23%, as eólicas por 7,6% e a solar não chegaria a 2%. Aproveitando melhor o potencial para as renováveis, a participação das hidrelétricas poderia cair para 39,6%; a das eólicas subir para 21,1%; a da solar para 23% e a das térmicas cair para 6,5%.

O estudo calcula que, mesmo sendo necessário um investimento inicial de R$ 690 bilhões a mais do que o governo já vinha planejando gastar com energia para atingir esse cenário, ele pode render uma economia de R$ 1,11 trilhão até 2050.

Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,renovaveis-tem-potencial-para-crescer-47-,1068562,0.htm>.. Acesso em 4/Nov/2013. [Adaptado].

De acordo com texto 1, identifique se são verdadeiras ( V ) ou falsas ( F ) as afirmações abaixo, considerando a norma padrão da língua portuguesa. ( ) No terceiro parágrafo, os termos “cenário de referência” e “revolução energética” são semanticamente equivalentes, podendo ser substituídos um pelo outro, sem alteração da informação. ( ) No último período do terceiro parágrafo, há uma relação semântica de condicionalidade entre “Aproveitando melhor o potencial para as renováveis” e as informações seguintes relativas aos percentuais. ( ) No terceiro parágrafo, os dois primeiros períodos apresentam o mesmo sujeito e poderiam ser adequadamente reunidos num único período: “Os pesquisadores consideraram as previsões oficiais para os próximos anos para elaborar um cenário de referência e compararam com a chamada revolução energética.”. ( ) No terceiro parágrafo, a substituição de “Se” por “ Caso” em “Se o modelo brasileiro seguir no ritmo atual […]”, acarretaria a substituição de “seguir” por “siga”. ( ) No terceiro parágrafo, o uso da forma verbal “responderiam” em vez de “responderão” atribui mais certeza à projeção feita. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q706269 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e em relação à concordância nominal, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q705736 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e em relação às regras de concordância nominal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q705735 Português
De acordo com a norma-padrão e em relação às regras de concordância verbal, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q701146 Português
Assinale a alternativa cuja oração apresenta erro quanto à concordância nominal:
Alternativas
Q701145 Português
Leia as orações abaixo:
I A gente vai ter muito trabalho nos próximos dias.
II Apenas um dos alunos da classe foram reprovados por falta.
III São 01h15 da manhã e eu ainda não consegui dormir.
Quanto à concordância verbal, está CORRETO apenas o exposto em: 
Alternativas
Q699273 Português
Assinale a alternativa em que a CONCORDÂNCIA está de acordo com a norma culta.
Alternativas
Q696917 Português
O trecho a seguir é parte de texto publicado no Portal da Saúde do SUS. Leia-o atentamente e responda a questão proposta:

“DIREITOS DOS USUÁRIOS DA SAÚDE”
Elaborada pelo Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde e Comissão Intergestora Tripartite, a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde se baseia nos seis princípios básicos de cidadania. (…)
De acordo com o primeiro princípio da carta, todo cidadão tem direito ao acesso ordenado e organizado ao sistema de saúde. Assim, fica garantido aos usuários a facilidade de acesso aos postos de saúde, especialmente aos portadores de deficiência, gestantes e idosos.
O segundo e terceiro princípios do documento esclarecem ao cidadão sobre o direito a um tratamento adequado para seu problema de saúde. Também faz referência à necessidade de um atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação (preconceito de raça, cor, idade ou orientação sexual, estado de saúde ou nível social). (…)”.
Sobre os trechos sublinhados é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: USP Órgão: USP Prova: USP - 2013 - USP - Contador |
Q692745 Português

Analise a concordância nominal nas frases de I a X e indique a alternativa correta:


I – Ela mesma fará a apresentação do trabalho.


II – Ele tomou meia garrafa de vinho.


III – Eles estão meio cansados hoje.


IV – Aqueles documentos estão meios rasgados. 


V – Eles querem ficar a só.


VI – Na reunião, havia bastantes pessoas.


VII – Essas meninas são bastante simpáticas.


VIII – Nós mesmos ajudamos os feridos.


IX – Esses livros devem ter custado caros.


X – Ele teve menas oportunidades de trabalho do que eu. 

Alternativas
Ano: 2013 Banca: USP Órgão: USP Prova: USP - 2013 - USP - Contador |
Q692744 Português
Analise a concordância verbal nas orações de I a VI e marque a opção correta:
I – Acho que haviam pessoas que queriam ajudá-lo.
II – Vão fazer dois dias que ele viajou.
III – Devem existir testemunhas do acidente.
IV – Sem educação, não podem haver cidadãos conscientes.

V – Espero que haja pessoas honestas aqui!
VI – Já fez dois anos que eles se casaram. 
Alternativas
Ano: 2013 Banca: USP Órgão: USP Prova: USP - 2013 - USP - Contador |
Q692742 Português
Complete a frase corretamente: Todos os bens com que ................ a família ....................... de muito esforço e trabalho.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: USP Órgão: USP Prova: USP - 2013 - USP - Contador |
Q692741 Português
Complete a frase corretamente: Duvido que a equipe..................... unida: a atitude do coordenador em nada...................... para o domínio das dificuldades que se..................
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IF-MG Órgão: IF-MG Prova: IF-MG - 2013 - IF-MG - Auxiliar Administrativo |
Q680268 Português
Julgue as alternativas a seguir e assinale a correta:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2013 - UFMT - Economista |
Q674799 Português

INSTRUÇÃO: Leia atentamente o artigo do consultor Luiz Marins e responda à questão.


Em É preciso entender que não haveria primavera se não houvesse o outono e o inverno., há perfeita correlação entre as duas ocorrências do verbo haver. Assinale a alternativa que também apresenta correlação correta entre os tempos verbais.
Alternativas
Q674608 Português
Analise as concordâncias verbal e nominal das orações abaixo: I Faltam um minuto para as nove. II Os tênis estão muito caros nesta loja! III A gente vai ter de se entender. IV Todas as camisas que comprei são azul-marinho. Está CORRETO apenas o exposto em:
Alternativas
Q662498 Português
TEXTO 2

   [...] Fabiano Ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta. Ele, a mulher e os filhos tinham-se habituado a camarinha escura, pareciam ratos - e a lembrança dos sofrimentos passados esmorecera.
   Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. Tirou do aio um pedaço de fumo, picou-o, fez um cigarro com palha de milho, acendeu-o ao binga, pôs-se a fumar regalado.
    - Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta.
   Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.
   Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando:
     - Você é um bicho, Fabiano.
   Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades. Chegara naquela situação medonha - e ali estava, forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha.
    - Um bicho, Fabiano.
   Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucuna. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera os seus préstimos, resmungando, cocando os cotovelos, sorrindo aflito. O jeito que tinha era ficar. E o patrão aceitara-o, entregara-lhe as marcas de ferro. [...]

RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2008. p. 65-66
No trecho “Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente” :
Alternativas
Q657663 Português

TEXTO 1

Não corra, caminhe rumo ao sucesso

(1)     Quem não quer ser bem-sucedido? Se fizermos esta pergunta, a resposta é unânime: todos queremos! Mas quem de fato está preparado para isso? Todos sonham com as coisas maravilhosas que o sucesso traz, mas poucos sabem que seu preço às vezes é realmente alto.

(2)     Ninguém quer saber das mazelas, das consequências inesperadas que a busca pelo sucesso pode ocasionar. Conheci um homem que foi muito rico, muito bem-sucedido e que, não tendo estrutura para aguentar a vida que se transformou, perdeu sua essência, sua capacidade de acreditar, de confiar. Esse homem tornou-se um zumbi, um escravo da própria ambição sem limites, e acabou perdendo sua família e aqueles que lhe eram mais caros. Compensou?

(3)     Talvez muitos achem que sim, apesar de tudo, mas a lição que se aprende é que não adianta correr. O sucesso deve ser saboreado aos poucos ou pode acabar envenenando. Quando perdemos a capacidade de discernir entre o certo e o errado em nome das conquistas, é hora de ligar a luz de alerta.

(4)     Cuidado! É muito fácil perder a cabeça, nos achar melhores que os outros, sentir tanto orgulho de nós mesmos que desprezamos quem nos cerca, quando temos sucesso, quando somos vitoriosos cedo em nossas carreiras, quando o sucesso chega rápido. Por isso é preciso cuidado, por isso o sucesso deve ser alcançado sem pressa, com maturidade, para que possamos desfrutar dele em toda sua plenitude e com tudo de bom que ele nos traz.

(5)     Não tenha pressa em obter um êxito completo em sua vida. Pelo contrário, aproveite as vitórias e garanta condições de plantar sempre as sementes de uma nova colheita. Saiba esperar, pois também se é feliz na expectativa, e não somente nas realizações.

(6)     Aprenda a caminhar em direção ao sucesso, e não a correr desembestado, sem propósito, sem tempo para aproveitar o que já conseguiu. Assim você conhecerá o sucesso por completo e poderá aproveitá-lo em todos os aspectos.

Texto disponível em: http://www.simonecastillo.com.br/artigos.asp?id=75. Acesso em 24/07/2013. Adaptado.

Considerando as regras da concordância, analise as afirmações abaixo.


1) No trecho: “Se fizermos esta pergunta, a resposta é unânime: todos queremos!” (§ 1), a concordância indica que a autora se inclui no termo “todos”.


2) No segmento destacado em: “Esse homem tornou-se um zumbi, [...] e acabou perdendo sua família e aqueles que lhe eram mais caros.” (§ 2), encontramos um erro de concordância. O correto seria: “aqueles que lhes eram mais caros”.


3) No trecho: “quando o sucesso chega rápido” (§ 4), o termo destacado está no masculino em concordância com “sucesso”. Mas deveria ficar no feminino, se o trecho fosse, por exemplo: “quando a realização chega rápida”.


4) No trecho: “Saiba esperar, pois também se é feliz na expectativa, e não somente nas realizações.” (§ 5), a forma verbal destacada está em concordância com um interlocutor que é tratado por “você”. Se estivesse em concordância com “nós”, a forma adequada seria “saibamos”.


Está(ão) correta(s): 

Alternativas
Respostas
8461: A
8462: D
8463: B
8464: C
8465: B
8466: C
8467: D
8468: A
8469: A
8470: B
8471: B
8472: A
8473: B
8474: C
8475: A
8476: A
8477: C
8478: B
8479: B
8480: A