Questões de Concurso Sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Q762162 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à concordância verbal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q758325 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo do economista Stephen Kanitze e responda à questão.


A origem do especulador

   A palavra “especulador” tem sua origem na raiz indo-germânica “Spec”, que significa olhar. São dessa raiz as palavras especialista, espelho, expectativa, espetáculo e, finalmente, especulador: aquele que olha à frente, vê o futuro, aquele que enxerga aquilo que os outros não veem. Toda nação precisa de bons especuladores.

   Especuladores que enxergam o futuro ganham dinheiro, os que erram perdem e são rapidamente eliminados. O problema não é o especulador que especula com o próprio dinheiro. O grande problema do Brasil são os especuladores que especulam com o dinheiro dos outros, com o dinheiro do povo.

Sobre os recursos linguístico-textuais usados no segundo parágrafo do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O pronome os refere-se a especuladores e equivale a aqueles especuladores.

( ) Tendo em vista que o verbo ser em O grande problema do Brasil são os especuladores liga-se à palavra problema, a concordância não segue a norma padrão da escrita.

( ) A palavra que, em todas as ocorrências, exerce a mesma função: pronome relativo.

( ) Os termos próprio e outros concordam com o substantivo ou pronome a que se referem.

Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q755373 Português

O texto a seguir é referência para a questão a seguir.


Julgue as afirmativas abaixo com base nas noções de sintaxe. I. O uso da ênclise em “não se dá automaticamente” (linha 17) obedece ao padrão culto da língua. II. O uso do sinal indicativo da crase é optativo em “Como manifestação presente à experiência vital” (linha 15). III. Para evitar o desvio de concordância em “A superação – e não a ruptura – se dá” (linhas 3 e 4), a forma verbal deveria ser flexionada no plural. IV. A substituição da preposição “de” por “contra”, em “Curiosidade com que podemos nos defender de ‘irracionalismos’” (linha 19), não traria incorreção uma vez que o verbo “defender” rege as duas proposições.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q753631 Português

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte

Laboratório indígena 

    Lindalva − uma índia tikuna − entrou cabisbaixa no laboratório de anatomia e saiu de lá com um sorriso vitorioso. “A professora falou que sou dez”, disse, guardando o jaleco na mochila a caminho do ponto de ônibus. Nas aulas práticas de medicina da Universidade de Brasília, os alunos são divididos em duplas para dissecar partes de um cadáver. “Eu achei o plexo cervical, braquial, artéria, em menos tempo do que tinham pedido.” O pai de Lindalva era caçador na aldeia tikuna em que viviam, a mais de mil quilômetros de Manaus, e ela estava acostumada a preparar carne de macaco para guisados. “As estruturas anatômicas são muito parecidas”, explicou.

    Aos 35 anos, Lindalva Felix Zaguri saiu pela primeira vez do Amazonas diretamente para a UnB, no ano passado. Alfabetizada em português só aos 20 anos, tendo cursado um supletivo e trabalhando em período integral para sustentar os dois filhos sozinha, foi selecionada por um convênio entre a UnB e a Funai. Lindalva é a prova viva de um empreendimento que deu certo: apostar no esforço pessoal de quem trilha caminhos não convencionais para chegar a um resultado expressivo no plano da tecnologia.

(Adaptado de: Paula Scarpin, Revista Piauí n. 86, p. 93)

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se concordando com o elemento sublinhado em:
Alternativas
Q753623 Português

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

Violência e naturalidade

Há na ficção do grande Machado de Assis páginas tão admiráveis quanto duras − ou mesmo cínicas, preferem alguns. Lembremos este trecho famoso do romance Quincas Borba:

    "− Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência de outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria e ousadia da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.”

    Aqui, Machado leva ao extremo a tese que chancela a lei do mais forte, a competitividade brutal que esmaga o perdedor. Parece concordar com ela, apesar do tom extremamente irônico, e talvez concorde mesmo − mas a caprichosa naturalidade com que o nosso escritor aborda as violências mais radicais faz desconfiar que ele também nos esteja provocando. Machado sabe que uma das formas mais eficazes de mostrar a barbárie está em naturalizá-la. É uma operação sutil, em que ele prefere apresentar os atos mais selvagens como se fizessem parte da plena rotina. Os leitores mais sensíveis acusarão o golpe, e terão que enfrentar a pergunta tremenda: se tanta violência decorre com tamanha naturalidade, que sentido terá aquilo que os homens vêm chamando de civilização?

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas em:
Alternativas
Q736486 Português

Leia o texto que se segue e responda à questão.

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/51318/Imagem_Matheus.png
A frase em que as regras de concordância NÃO estão plenamente respeitadas é:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: IADES Órgão: SEAP-DF Prova: IADES - 2014 - SEAP-DF - Farmácia |
Q735233 Português

Texto 2 para responder a questão.


Se, no lugar do termo destacado em “Adultos são mais resistentes” (linha 5), fosse empregada a construção Grande parte dos adultos, conforme a norma-padrão, a nova redação
Alternativas
Q734554 Português
Assinale a alternativa que apresenta erro de concordância verbal.
Alternativas
Q730213 Português
INSTRUÇÃO -Leia atentamente todo o texto antes de responder a questão.

    A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção de argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades.
    Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir.
    Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e, se não as encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas.
(Dr.Luiz Alberto Py, O Dia)
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa em que a nova redação da frase NÃO apresenta erro gramatical no tocante à concordância, regência ou crase.
Alternativas
Q728428 Português

                                                 Diante do futuro

     Que me importa o presente? No futuro é que está a existência dos verdadeiros homens. Guyau*, a quem não me canso de citar, disse em uma de suas obras estas palavras:

      “Porventura sei eu se viverei amanhã, se viverei mais uma hora, se a minha mão poderá terminar esta linha que começo? A vida está por todos os lados cercada pelo Desconhecido. Todavia executo, trabalho, empreendo; e em todos os meus atos, em todos os meus pensamentos, eu pressuponho esse futuro com o qual nada me autoriza a contar. A minha atividade excede em cada minuto o instante presente, estendese ao futuro. Eu consumo a minha energia sem recear que esse consumo seja uma perda estéril, imponho-me privações, contando que o futuro as resgatará − e sigo o meu caminho. Essa incerteza que me comprime de todos os lados equivale para mim a uma certeza e torna possível a minha liberdade − é o fundamento da moral especulativa com todos os riscos. O meu pensamento vai adiante dela, com a minha atividade; ele prepara o mundo, dispõe do futuro. Parece-me que sou senhor do infinito, porque o meu poder não é equivalente a nenhuma quantidade determinada; quanto mais trabalho, mais espero.”

*Jean-Marie Guyau (1854-1888), filósofo e poeta francês.

(PRADO, Antonio Arnoni (org.). Lima Barreto: uma autobiografia literária. São Paulo: Editora 34, 2012. p. 164) 

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se concordando com o elemento sublinhado na frase:
Alternativas
Q726827 Português
A concordância nominal está correta em todas as alternativas, exceto em:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: Quadrix Órgão: CRM-PR Prova: Quadrix - 2014 - CRM-PR - Copeira |
Q721341 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


G8 espera adotar modelo da luta contra a Aids no
combate à demência

        O grupo dos países mais industrializados estabeleceu a meta de encontrar a cura ou tratamento eficaz da demência até 2025 e ministros disseram que o mundo precisa combater a propagação das doenças que afetam a memória, do mesmo modo que faz na luta contra a Aids.
        A iniciativa do G8 se equipara à data fixada pelos Estados Unidos no ano passado para vencer o Alzheimer, mas a meta é ambiciosa, considerando que não * curas óbvias para a doença.
        A previsão é que os casos mundiais de demência tripliquem até 2050, mas os cientistas ainda enfrentam dificuldades para compreender sua base biológica, e a atual gama de remédios disponíveis é mínima.
        "Em termos de cura, ou mesmo de um tratamento que possa modificar a doença, estamos de mãos vazias", disse na cúpula a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, a ministros, ativistas, cientistas e executivos da indústria farmacêutica dos países do G8.
        Acabar com esta falta de medicamentos vai requerer mais investimentos dos governos e do setor privado. Os ministros do G8 se comprometeram a elevar "significativamente" os gastos, tendo a Grã-Bretanha prometido dobrar suas verbas. Mas autoridades britânicas não apresentaram uma estimativa do valor previsto para o financiamento.
        A reunião em Londres, a primeira cúpula do G8 sobre uma doença específica desde o HIV e a Aids, teve como anfitrião o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que disse ser vital mostrar que a demência não é parte normal do envelhecimento.
        O ministro da Saúde, Jeremy Hunt, disse haver lições a serem aprendidas da luta contra a Aids, para a qual a cúpula do G8 em 2005 teve importante papel em pressionar por medicamentos melhores e mais amplamente disponíveis.
        A demência, da qual o mal de Alzheimer é a forma mais conhecida, já afeta 44 milhões de pessoas em todo o mundo e esse número deve chegar a 135 milhões até 2050, de acordo com novas estimativas divulgadas neste mês pelo grupo ativista sem fins lucrativos Doença Internacional do Alzheimer.
        Mais de 70 por cento dos afetados estarão vivendo em países pobres, com precário acesso a serviços de saúde.
        Especialistas dizem que muitas pessoas podem evitar a demência ao adotar hábitos mais saudáveis de saúde, como fazer mais exercícios e deixar de fumar, mas o que o mundo precisa com urgência é de remédios mais eficientes.

(www.estadao.com.br)

Assinale, a seguir, a palavra ou expressão que poderia aparecer no lugar do símbolo *, no segundo parágrafo, sem levar a problemas de concordância, sentido ou ortografia.
Alternativas
Q721069 Português
Texto I
A era do exibicionismo digital
O que leva cada vez mais pessoas a abrir mão de sua privacidade e divulgar detalhes da sua intimidade nas redes sociais, numa exposição sem limites e repleta de riscos

        "Ela não anda, ela desfila, é top, capa de revista. É a mais mais, ela arrasa no look. Tira foto no espelho pra postar no Facebook"
        O funk “Ela é Top”, de MC Bola, onipresente nas pistas brasileiras desde abril do ano passado, descreve uma típica garota carioca, de formas, gestuais e vestuário superlativos, que, não contente em chamar a atenção por onde passa, registra todos os seus provocantes trajes em fotos e os posta nas redes sociais. Tamanho sucesso tem explicação óbvia, além do ritmo pegajoso e hipnotizante. O hábito da musa de MC Bola é adotado por milhões de pessoas, homens e mulheres que, desde a mais tenra idade, numa viagem um tanto inconsequente e com altas doses de carência, diversão e despreocupação, abrem mão da privacidade e compartilham sua rotina e intimidade nas redes sociais, numa exposição sem limites e repleta de riscos.
            [...]
Tudo o que é postado na rede deixa uma espécie de rastro virtual e pode colocar em risco a privacidade do usuário. “As redes sociais montam um banco de dados de tudo o que fazemos e as empresas vêm se aperfeiçoando nas tecnologias de monitoramento, por isso é fundamental pensar em formas de se proteger durante a navegação”, diz Silveira. Existem diversos riscos implícitos no simples ato de publicar uma informação pessoal na rede. Sem perceber, os usuários acabam divulgando detalhes importantes acerca de sua rotina. “Não é recomendável publicar que estamos saindo de férias, que a casa ou o apartamento ficará sem ninguém”, afirma a especialista na área digital Fernanda Leonardi. “Também não é aconselhável postar fotos com crianças com roupas de praia. As imagens podem ser facilmente usadas por sites de pornografia infantil.” Além disso, o retrato ou o comentário considerado engraçado hoje pode se tornar um problema amanhã. Várias empresas olham o conteúdo do que os aspirantes a um emprego colocam na internet e, dependendo do que está exposto, eles podem perder a vaga. Outro componente importante é o cyberbullying. “As pessoas que publicam fotos com frequência tornam a sua imagem pública e ficam vulneráveis”, alerta a psicóloga Ana Luiza. “Muitos usuários perdem o controle sobre a sua imagem e não estão preparados para administrar as consequências de uma agressão que pode vir de um anônimo ou não.”
            [...]
Revista Isto é, dez. 2013, p.61-65. 


Texto II
Medialidade: império e religião dos meios
internet surge não só como revolução, mas como nova religião com o autoritarismo que lhe é próprio
        Uma das características fundamentais de nossa época é o triunfo do que podemos chamar de medialidade sobre o todo da experiência vivida. Dos circuitos especializados ao senso comum, o que chamam de “mídia” nada mais é do que a instituição que administra a medialidade, instituindo o que podemos chamar de império dos meios. Esse império, contudo, não é apenas político e econômico, mas também religioso. Nesse caso, não é de espantar que donos de igrejas sejam donos de redes de televisão. Mais assustador, no entanto, é que qualquer imagem bem colocada, com a retórica e o teatro convenientes, tenha o poder de ser o ídolo como “o caminho, a verdade e a vida” para tantas pessoas. Há uma afinidade radical entre estes meios: da igreja à publicidade, as vítimas da medialidade inconsciente são crentes mesmo quando parecem pagãos.
          Medialidade, em um sentido muito básico, é a categoria que serve para explicar nosso convívio com os meios que são o lugar da linguagem: imagem, palavra ou tudo o que, estando entre nós, permite nossas relações uns com os outros e com o mundo. Ela inclui a comunicação e seus meios, considerando que não há comunicação sem meio de comunicação. Seja a palavra falada, que se articula pelo meio da voz, ou a palavra escrita, por meio do texto, ambas são “meios” quase naturais, mais do que apenas “formas” de comunicação. Estando entre nós, meio é, ao mesmo tempo, forma e conteúdo. É tanto o que se diz quando o como se diz. Assim, por exemplo, como a expressão de amor que precisa ser dita de uma forma amorosa para que não surja a contradição entre a forma e o conteúdo. Não posso dizer “eu te amo” fazendo violência à pessoa que digo amar. A pergunta que devemos nos fazer hoje diz respeito ao estatuto dos meios que organizam nossas vidas. Precisamos compreender os meios: desde o livro que lemos à televisão que assistimos. Mas não apenas do ponto de vista do conteúdo. É importante que haja uma compreensão sobre a forma desse meio. Assim, qual a diferença entre ler um livro e ver televisão?


A internet como meio
        Nosso tempo é o de um elogio radical a um meio bastante novo: a internet. Afora suas vantagens como meio, ela se parece hoje com a igreja na qual quem não entra é tratado como ateu, ou seja, como pária ou herege, alguém que não entendeu “a verdade”. Porque a ideia de sociedade como lugar ao qual a internet pertence tem perdido lugar na experiência concreta dos crentes para a ideia de que a sociedade pertence à internet. É uma inversão tipicamente religiosa. Tendo transformado a vida das pessoas a ponto de determiná-las, ela surge não apenas como uma revolução, mas como a nova religião com o autoritarismo que lhe é próprio: quem não acredita no mesmo que eu é herege e, como tal, é o inimigo que deve ser convertido ou eliminado. A internet aparece como transcendência total. A própria vida após a morte, no sentido de uma inversão, pois é na internet que nos tornamos espectros em cuja vida acreditamos hoje muito mais do que em nossa vida concreta, corporal, atual e real.
            Como meio, a internet é boa para todo mundo. Permite pagar uma conta sem sair de casa, acelera a comunicação, transmite dados. Como fim, ela é deturpação da experiência vivida, caminho direto para o céu da comunicação sem fim e sem fronteira. 
Verdade é que ela libera os crentes das dores desse mundo, ou seja, deles mesmos e sua consciência. Permite realizar desejos no campo virtual que nunca seriam no campo do real.
            Usuários despreparados são consumidos por ela no esquecimento do seu caráter de medialidade. É o mesmo problema que temos com os outros meio de comunicação: esquecemos que são meios e começamos a experimentá-los como se fossem fins em si mesmos, mais importantes do que a própria vida concreta neles recalcada.
           Comunicamo-nos uns com os outros, vivemos dos meios. A comunicação resta intocada, bastando-se a si mesma. Nós, os pólos da comunicação, já não temos valor nenhum.
TIBURI, Márcia, in. Revista CULT, ago. 2012. 
A concordância verbal pode ser realizada de duas formas diferentes em:
Alternativas
Q716205 Português

Considerando as lacunas do texto:

“_________ estrelas no céu da cidade nevoente; _________ caminhos depois dos edifícios, mas, só _________ poucos que saberiam cruzá-los além da fumaça.”


Assinale a alternativa que preencha, respectivamente, as lacunas.

Alternativas
Q716195 Português

“Entregava sua vida a ela, totalmente. Ele não sabia por que, mas lhe agradavam os carinhos, as horas que passavam ali no pardo da madrugada. Assistiam silenciosamente à chegada da manhã.”  

                                                                             TEZA, C. O fotógrafo. São Paulo: Record, 2008.


As alternativas abaixo exibem alguns trechos modificados. Assinale aquela que apresenta danos à norma culta.  

Alternativas
Q712574 Português
Natal na Ilha do Nanja
    Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor.
    Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam “substantivos próprios” e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim. Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova – mas uma roupinha barata, pois é gente pobre – apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.
    Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho – antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: “Boas-Festas! Boas-Festas!”
    E ninguém pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes – mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe – trata-se de uma ilha, com praias e pescadores! – uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilha toda fosse um presepe. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!
    Na Ilha do Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.
    Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade. Os mortos vêm cantar com os vivos, nas grandes festas, porque Deus imortaliza, reúne, e faz deste mundo e de todos os outros uma coisa só.
    É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal.
(MEIRELES, Cecília. . Rio de Janeiro: Editora do Autor, 4 ed. 1966, p. 169.) Quadr
“Se soubessem disso, choravam.” (§ 6) Das alterações feitas na redação do período transcrito acima, aquela que terá pouca possibilidade de ocorrer, em virtude da relação semântica inadequada entre os tempos verbais, é:
Alternativas
Q712573 Português
Natal na Ilha do Nanja
    Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor.
    Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam “substantivos próprios” e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim. Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova – mas uma roupinha barata, pois é gente pobre – apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.
    Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho – antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: “Boas-Festas! Boas-Festas!”
    E ninguém pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes – mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe – trata-se de uma ilha, com praias e pescadores! – uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilha toda fosse um presepe. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!
    Na Ilha do Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.
    Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade. Os mortos vêm cantar com os vivos, nas grandes festas, porque Deus imortaliza, reúne, e faz deste mundo e de todos os outros uma coisa só.
    É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal.
(MEIRELES, Cecília. . Rio de Janeiro: Editora do Autor, 4 ed. 1966, p. 169.) Quadr
“Árvores de Natal não existem por lá.” (§ 6) Das alterações feitas na redação da frase transcrita acima, pode-se dizer que contraria a norma da língua culta quanto à concordância verbal a seguinte:
Alternativas
Q712357 Português

                                                              O suor e a lágrima


     Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o voo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.

     Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante.

     O engraxate era gordo e estava com calor – o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis.

     Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor, que era abundante.

     Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a todo instante o usava para enxugar-se – caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.

     E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados.

     Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.

     Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão sujos assim; por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.

(CONY, Carlos Heitor. O suor e a lágrima. Folha de S. Paulo. Primeiro Caderno. Opinião.A2. 19 fev. 2001.) 

“E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa...” (§ 6) A concordância do verbo com o sujeito composto, em regra, é feita com o verbo no plural, como na oração acima. Das orações a seguir, aquela em que há erro de concordância, pois o verbo destacado só pode ser expresso no singular, é:
Alternativas
Q711556 Português

Leia o texto que segue. A questão refere-se a ele.



No lead do texto, a flexão da palavra africana, no feminino,
Alternativas
Q710244 Português
    Duas das principais constatações da Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) são a contínua redução do desemprego nacional e a elevação da escolaridade média da população − que se revelou na diminuição do analfabetismo funcional (pessoas que passaram menos de quatro anos na escola). São duas tendências que vêm de longo prazo e têm profundos impactos na estrutura econômica do país.
  A escolaridade mais alta é fruto da universalização do ensino. Ao longo das últimas décadas, proporcionalmente mais crianças e jovens estão passando mais tempo de suas vidas na escola. São eles que elevam a média de anos de estudo da população, de modo geral.
  A mão de obra brasileira está mais bem preparada e o mercado está absorvendo pessoas com escolaridade mais alta. Um dos efeitos dessa combinação é o aumento da renda total que, por sua vez, aumenta o consumo e faz girar um círculo virtuoso: mais consumo estimula maior produção, que requer mais emprego, que aumenta a renda, que alimenta o consumo − e assim por diante.
   A taxa de desemprego nacional é medida exclusivamente pela Pnad e, por isso, só é divulgada uma vez por ano − e com 12 meses de atraso. É a única taxa que espelha o conjunto do mercado de trabalho, ao mostrar o que acontece em todo o país e destacar as diferenças estaduais. As taxas mensais refletem um pedaço restrito e pouco representativo do Brasil: as maiores regiões metropolitanas.
   A taxa nacional de desemprego, de 6,1%, é a menor desde 1995. Está em queda há uma década, com a breve interrupção da crise financeira mundial, em 2009. A queda ocorreu ao mesmo tempo em que a maior geração de brasileiros entrava no mercado de trabalho. A coincidência potencializou o aumento da renda e o círculo econômico virtuoso.
(Adaptado de: TOLEDO, José Roberto de. O Estado de S. Paulo, Metrópole A27, 28 de setembro de 2013)
A concordância verbal e nominal está inteiramente correta em:
Alternativas
Respostas
8161: A
8162: B
8163: X
8164: B
8165: E
8166: A
8167: C
8168: D
8169: A
8170: D
8171: C
8172: D
8173: C
8174: B
8175: A
8176: B
8177: A
8178: C
8179: E
8180: E