Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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Atente para o fragmento a seguir para responder a questão.
“Escolhendo bem, pode-se reprovar qualquer profissional da escrita em ditados de 30 palavras. A prova confunde grafia com escrita e escrita de palavras soltas com domínio de língua escrita.[...]
O mais interessante foi ouvir a declaração da responsável (chefe de pessoal?) de
uma empresa: "Tem uma vaga que a gente tá com ela aberta há mais de quatro
meses". Com base em qualquer critério análogo ao do ditado, ela seria demitida.
Ou nunca teria sido contratada. O que, provavelmente, teria sido um erro da empresa.”
I – Escolha lexical: informal, seria preferível “existe uma vaga” ou “há uma vaga”.
II – Estruturação da oração adjetiva: coloquial, a forma adequada seria: “... uma vaga aberta com a qual...” ou “uma vaga aberta com que...”
III – Emprego de pronome pessoal (com conjugação da forma verbal): em vez de “a gente”, o preferencial é a forma “nós” (1ª pessoa do plural) - "... vaga com que nós estamos..."
IV - Concordância verbal na indicação de tempo passado: não houve, deveria ser "... fazem mais de quatro meses..." ou “têm mais de quatro meses”.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Leia o trecho abaixo:
“Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas ” (L.33).
A única variação estrutural correta para a expressão destacada no período em evidência é
I. ( ) Ficam preservadas a coerência da argumentação e a correção gramatical ao se fazer a substituição de "onde foi considerada legal e legítima por mais de 358 anos." (L.3/4) por “onde se considerou legal e legítima por mais de 358 anos”. II. ( ) Mantém-se a relação significativa entre as frases "Não apenas os escravo" tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres." (L.5), se forem transformadas em uma só, com a explicitação do elemento de coesão textual... mas, subentendido no contexto, contanto que sejam feitos os demais ajustes. III. ( ) Estabelece a mesma relação que o conectivo "que", em "que nos mantém atrelados às conveniências do mercado." (L.28/29), o "que", em "que preferimos não mais prestar atenção nelas” (L.33). IV. ( ) Preserva-se a função sintática do termo "tanta informação", em "Há tanta informação" (L.33), ao se substituir o verbo HAVER por existir. V. ( ) Estão no plural, concordando com o mesmo sujeito, as formas verbais "rompem" e "abrem", ambas na linha 42, embora se apresentem com regências diferentes.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
I. É mesmo impressionante os indícios de corrupção em nosso país. II. Se a situação continuar assim, entrará em votação os novos regulamentos do condomínio. III. Está realmente comprovado todos os casos de inadimplência na universidade. IV. Os meios de comunicação, sem dúvida, tem como tarefa contribuir com a cidadania.
Analisados os exemplos acima, podemos afirmar que:
(Adaptado de Estadão, abril de 2017.)
De acordo com o registro formal da escrita padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
(Disponível em: <www.ivancabral.com>. Acesso em 08 nov. 2017)1. A charge satiriza a atual situação econômica do país por meio dos exercícios escolares de conjugação de verbos. 2. Se o verbo assistir estivesse conjugado com o pronome “tu”, teria a forma “assiste”. 3. O pronome “ele”, utilizado com o verbo aumentar, faz referência ao governo. 4. Se a conjugação se desse no futuro simples, teríamos a conjugação “eles reprimiram”.
Assinale a alternativa correta.
Texto 4
Falares dos sete mares
As línguas são produto social e histórico, porque resultam de um saber compartilhado pelos membros de determinada comunidade e, ao mesmo tempo, porque se trata de um conhecimento acumulado no eixo do tempo. Existem diversas perspectivas sob as quais as línguas podem ser analisadas; contudo, a variação linguística dificilmente pode ser dissociada das correlações histórico-sociais. Variações podem ocorrer no interior de uma língua tanto ao longo do tempo quanto no espaço territorial.
Existem formas diferentes e excludentes de as comunidades e os Estados enfrentarem as variações linguísticas. A política linguística de um país pode encarar as diferenças como um valor positivo a ser preservado, ou pode, de maneira totalitária, buscar a extirpação de línguas minoritárias e de variedades regionais. A chamada padronização de línguas nacionais pode resultar no esmagamento de variantes, mas também pode gerar forte resistência cultural.
Num mundo em que a pressão econômica e a urbanização tendem a transformar a uniformidade em valor positivo, cada vez mais existe o perigo de milhares de línguas minoritárias desaparecerem em menos de um século. Mas as variações linguísticas não devem desaparecer, porque em qualquer grupo sociolinguístico e cultural elas se fazem presentes tanto no plano espacial quanto no social. Em outros termos: falantes de lugares diferentes fazem uso ligeira ou profundamente diferente da mesma língua, e grupos sociais distintos também. Uma das questões centrais reside no fato de como as políticas linguísticas dos Estados modernos encaram a diversidade linguística, qual é o poder de coesão de grupo de falantes de certas variedades e qual é o grau de assimilação ou de resistência cultural a que estão dispostos a submeter-se.
JOVANOVIC, A. Falares dos sete mares. Discutindo Língua Portuguesa [especial], p. 52-54, ano 1, nº 1.) [Adaptado]
Texto 4
A misteriosa afinidade entre a mulher e os felinos
Volta a ressuscitar a discussão sobre a preferência das mulheres pelos felinos, enquanto os homens escolheriam os cachorros. Os gatos, além disso, se entenderiam melhor com as mulheres, e os cães, com os varões. Ignoro se alguns experimentos universitários realizados sobre o tema possuem valor científico. Há quem, para explicar isso, recorra ao fato de, desde tempos remotos, os cães terem sido usados pelos homens para a caça, com os gatos ficando em casa, perto da mulher.
O que é certo é que há mais de 5.000 anos nenhum outro animal foi tão divinizado e associado ao mistério e à mulher quanto o gato. Ainda hoje se discute em psicologia a simbologia do gato associado à mulher. Seguimos nos perguntando por que os gatos são relacionados à independência, e os cachorros, à submissão. Isso tornaria os cães sempre amados, e os gatos há séculos seriam divinizados, mas também execrados e amaldiçoados.
Como a mulher?
Nenhum animal teve uma trajetória tão tortuosa em seus simbolismos, medos e atração quanto o felino. No Egito fazia parte da divindade, personalizada na figura da egípcia Bastet, a deusa gata mulher, que protegia a felicidade das pessoas. Na Índia simbolizava a sabedoria, com a gata sendo a deusa sábia, rainha da fertilidade. A Igreja, mais tarde, satanizou os felinos ao mesmo tempo em que apresentou a mulher como obstáculo à virtude e mais facilmente possuída pelo demônio que os homens. Nos séculos sombrios da Idade Média os gatos, por influência da Igreja, passaram a ser o símbolo do demoníaco e da maldade. Foram perseguidos, esfolados vivos, queimados nas fogueiras, junto com as mulheres. Hoje o papa Francisco faz diversas declarações a favor dos gatos: “São os animais mais inteligentes. Sempre gostei deles e conversava com eles”, disse a um jornalista francês que lhe perguntou se ele também considerava os gatos como demônios.
Os gatos são difíceis de entender. É preciso saber interpretá-los. Escondem uma parte de seu mistério ancestral. E um bocado de seu instinto selvagem. Como a mulher? Entendem nossa linguagem? Minha gata Nana, sim. Posso dizer isso porque tenho minha mulher de testemunha. A gata, de rua, tem o costume de se aboletar nas minhas pernas quando leio ou assisto TV. Durante alguns dias preferiu dormir numa poltrona a alguns metros de distância. Numa destas noites, enquanto Nana dormia profundamente, disse à minha mulher: “Que estranho a Nana não vir mais ficar comigo!”. Não se passou um segundo. Abriu os olhos, olhou pra mim, deu um salto e veio se acomodar nas minhas pernas. Minha mulher não conseguiu acreditar. Os gatos são assim. É inútil querermos entendê-los muito. Como a mulher?
ARIAS, Juan. Disponível em:<http://brasil.elpais.com/
brasil/2016/11/21/opinion/1479727737_894045.html>
Considere as afirmativas abaixo, com base no texto 4.
1. Na primeira frase do texto, o termo “enquanto” poderia ser substituído, sem prejuízo semântico e gramatical, por “ao passo que”.
2. Em “quanto o gato” (2° parágrafo), o termo sublinhado tem valor adverbial intensificador.
3. O termo sublinhado em “por que os gatos” (2° parágrafo) poderia ser substituído, sem prejuízo semântico e gramatical, por “porque”.
4. A expressão temporal “há séculos” (2° parágrafo) poderia ser substituída, sem prejuízo semântico e gramatical, por “fazem séculos”.
5. A construção “com a gata sendo a deusa sábia” (4° parágrafo) poderia ser substituída, sem prejuízo semântico e gramatical, por “sendo a gata a deusa sábia”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
Texto 2
Berna, 19 junho 1946.
Fernando,
Estivemos em Paris andando desde manhã até de noite. Aquela cidade é doida, é maravilhosa. De volta fomos diretamente para um apartamento novo, ainda novo, tudo encaixotado, estranho, desarrumado. Encontrei cartas de casa e vários recortes de jornal. E nota de Álvaro Lins dizendo que meus dois romances são mutilados e incompletos… Com o cansaço de Paris, no meio dos caixotes, femininamente e gripada chorei de desânimo e cansaço. Tudo o que ele diz é verdade. Não se pode fazer arte só porque se tem um temperamento infeliz e doidinho. Um desânimo profundo.
Acabei de passar uma semana das piores em relação ao trabalho. Nada presta, não sei por onde começar, não sei que atitude tome, não sei de nada. Digo a mim mesma: não adianta desesperar, desesperar é mais fácil ainda que trabalhar. Me mande um conselho, Fernando, e uma palavra bem amiga. Desculpe esta carta tola. Respondam depressa e eu mandarei uma muito boa, muito calma.
Fernando, Helena, um grande abraço.
Clarice
SABINO, Fernando; LISPECTOR, Clarice. Cartas perto do coração. 3 ed.
Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 20-23. [adaptado]
( ) A construção “femininamente e gripada” é um recurso linguístico cujo efeito estilístico se dá pela combinação de palavras de categorias diferentes (advérbio e adjetivo), expressando, respectivamente, o modo da ação e o estado da escritora. ( ) Em “Aquela cidade é doida, é maravilhosa.”, ocorre um uso metafórico, pois os dois adjetivos expressam comparações implícitas. ( ) Em “cartas de casa” e “recortes de jornal”, as expressões sublinhadas situam a origem locativa dos objetos aos quais estão relacionadas. ( ) A reescrita de “uma semana das piores” por “uma das piores semanas” fere a norma culta da língua e acarreta prejuízo de sentido ao enunciado. ( ) Para dar paralelismo à construção no contexto do período, a forma verbal sublinhada em “não sei que atitude tome” deveria ser substituída por “tomar”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados nas questões.

Considerando o trecho “Quem defende as teorias da conspiração em torno dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial.” (l.11-14), analise as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Se alterássemos ‘Quem’ por ‘Aqueles’, outros quatro ajustes seriam necessários para fins de concordância.
( ) A conjunção ‘pois’ marca uma oração subordinada adverbial causal.
( ) A expressão ‘a fim de’ marca uma oração subordinada adverbial consecutiva.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados nas questões.

Analise as seguintes assertivas a respeito do trecho das linhas 18 a 20, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A lacuna da linha 18 deve ser preenchida por ‘têm’, devido à expressão ‘dessas teorias’ estar no plural.
( ) A primeira lacuna da linha 19 fica corretamente preenchida por ‘às’, já que existem todas as particularidades para haver o uso da crase.
( ) A segunda lacuna da linha 19 deve ser preenchida por ‘provêm’, visto concordar com a expressão ‘dados contrários’.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados nas questões.


I. ‘acerca’ (l.01) por ‘sobre’. II. ‘Paralelamente’ (l.14) por ‘de forma paralela. III. Supressão da expressão ‘Por um lado’ (l.24).
Quais das propostas acima acarretam problemas na estrutura do texto


Em relação à perspectiva da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se trata de uma crença comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditam que é necessário estar cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição.
Analise as seguintes assertivas a respeito de propostas de alteração do trecho:
I. Se a forma verbal ‘trata’ fosse alterada para o pretérito imperfeito, a reescrita da frase ficaria correta da seguinte forma: Em relação à perspectiva da aprendizagem osmótica de inglês, Barcelos (1999) argumenta que se tratava de uma crença comum entre alunos em formação inicial no curso de Letras, que acreditavam que era necessário estar cercados de materiais e informações na LI, como se a exposição ao idioma, e não a atuação ativa na construção de sua própria aprendizagem, garantisse a aquisição. II. Se o gênero do substantivo ‘alunos’ fosse alterado para o feminino, somente uma outra alteração seria necessária em função da correção do período. III. Se a expressão ‘exposição ao idioma’ fosse substituída por ‘aulas da língua’, outras duas alterações seriam necessárias para fins de concordância.
Quais estão corretas?
As lacunas do enunciado devem ser preenchidas, correta e respectivamente, considerando a norma-padrão da língua portuguesa, por:

