Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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I. “Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu.” – se o termo “idoso” fosse substituído por “a anciã”, estaria correto o trecho: vencida pelas argumentações, a anciã cedeu.
II. “Viu as fisionomias cansadas de todos.”- se ao termo “fisionomias” fosse acrescido o termo “ os corpos”, estaria correto o trecho: Viu as fisionomias e os corpos cansadas de todos.
III. “O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo.” – se o termo “garoto” fosse substituído por “crianças”, estaria correto o trecho: as crianças eram tão magrinhas e pareciam estarem realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fado.
Está CORRETO o que se afirma em
GOES, Tony. ‘Elvis’, filme com Tom Hanks dirigido por Baz Luhrmann, chega ao sob demanda. Folha de S. Paulo. Ilustrada, 27 ago. 2022. Disponível em: https://www1.folha.uol. com.br/ilustrada/2022/08/elvis-filme-com-tom-hanks-dirigidopor-baz-luhrmann-chega-ao-sob-demanda.shtml. Acesso em: 28 ago. 2022.
O termo destacado no texto foi flexionado nesse gênero para concordar com o(a)
E ao voltar Eu quero me refugiar Nos seus braços, oh, morena Minha rosa, dália Hortênsia, açucena Meu jardim suspenso ao ar
FAGNER. Certeza. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ fagner/254305/. Acesso em: 20 ago. 2022.
Qual aspecto gramatical justifica o emprego da preposição em destaque no texto?
Enfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado Com olhos que contêm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo.
MORAES, Vinicius de. Soneto do amigo. Disponível em: https://www.pensador.com/soneto_do_amigo/. Acesso em: 15 ago. 2022.
O que justifica a forma de registro do termo grifado é a
Existe um erro de concordância verbal na 1ª fala da charge, que está em desacordo com a regra de que quando o sujeito for
Ó burocratas! Que ódio vos tenho, e se fosse apenas ódio É ainda o sentimento Da vida que perdi sendo um dos vossos.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Farewell. RJ: Record, 1996, p.59.)
Sendo o eu-lírico também um burocrata, se optasse por utilizar a concordância ideológica, o pronome do verbo “ter”, no 2º verso, seria modificado para: “Que ódio tenho de
Já ___ dias, ___ nesta empresa plano de saúde. Hoje, só ___ incentivos bem básicos.
Marque a alternativa CORRETA:
O autor autografou o livro para a jovem leitora.
Autorretrato inédito de Van Gogh é descoberto atrás de
outra pintura do artista
As opções a seguir apresentam erro de concordância nominal, à exceção de uma. Assinale-a.
(__)No trecho "O escândalo levou o governo a criar, no final de 2019, o Comitê Nacional de Ética em Ciência e Tecnologia, formado por um grupo de especialistas encarregados de propor medidas capazes de proteger a integridade em pesquisa", afirmou que há um erro de concordância, pois o adjetivo "encarregados" deveria concordar com o substantivo "especialistas".
(__)No trecho "Agências de fomento à pesquisa, universidades e indústria devem investigar possíveis visíveis e, uma vez comprovadas, punir os responsáveis com base na legislação", o verbo "punir" concorda com "possíveis visíveis".
(__)No trecho "O escândalo levou o governo a criar, no final de 2019, o Comitê Nacional de Ética em Ciência e Tecnologia, formado por um grupo de especialistas encarregados de propor medidas capazes de proteger a integridade em pesquisa", o termo "o escândalo" está retomando o caso de He Jiankui citado no parágrafo anterior.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
China quer ampliar treinamento em ética de jovens cientistas
O Conselho de Estado da China, a principal instância administrativa do país, lançou novas diretrizes para instituições de educação e pesquisa do país que destacam a importância de expandir e melhorar a formação em ética, especialmente para jovens cientistas. O objetivo é prevenir incidentes como o de He Jiankui, pesquisador de uma universidade em Shenzhen, que anunciou, em 2018, ter utilizado a ferramenta de edição de genes Crispr-Cas9, para gerar bebês resistentes à infecção pelo vírus HIV, atropelando as normas éticas chinesas em experimentos com seres humanos. Os embriões resultaram no nascimento de três bebês com DNA editado. Jiankui foi demitido da universidade e condenado a três anos de prisão em 2019. Recentemente, deixou a cadeia.atropelandoNature
O escândalo levou o governo a criar, no final de 2019, o Comitê Nacional de Ética em Ciência e Tecnologia, formado por um grupo de especialistas encarregado de propor medidas capazes de preservar a integridade em pesquisa. As novas diretrizes são um primeiro resultado desse esforço, como disse à revista Nature , Xiaomei Zhai, pesquisadora do Centro de Bioética da Academia Chinesa de Ciências Médicas e membro do comitê.
Consultas feitas pelo órgão consultivo mostraram que diferentes instâncias de governo adotavam regulamentos éticos que não conversavam entre si. No caso de Jiankui, não estava claro qual instituição deveria ter monitorado seu trabalho polêmico. As pesquisas com edição de genes foram autorizadas pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, enquanto o controle da implantação dos embriões era incumbência do Ministério da Saúde.
As orientações recentes abrangem todas as esferas de governo e áreas do conhecimento. Segundo Zhai, o comitê de ética vai agora coordenar o alinhamento de ministérios e instituições de pesquisa com a política nacional e está formulando uma lista de temas e atividades sensíveis, a exemplo da pesquisa em células-tronco e em nanomedicina, que terão regulamentação específica. O documento atribui às instituições de pesquisa a responsabilidade primária por prevenir a má conduta científica. Agências de fomento à pesquisa, universidades e indústria devem investigar possíveis violações e, uma vez comprovadas, punir os responsáveis com base na legislação.
Para Jing-Bao Nie, pesquisador em bioética da Universidade de Otago, em Dunedin, Nova Zelândia, o documento segue um modelo típico de declarações oficiais do governo chinês. "É repleto de princípios, frases e declarações de caráter nobre, mas muitas vezes vagos", afirmou à Nature . O desafio, segundo ele, é fazer com que as regras venham a ser cumpridas.
A partir do texto "China quer ampliar treinamento em ética de jovens cientistas", assinale V para as alternativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)No trecho "O escândalo levou o governo a criar, no final de 2019, o Comitê Nacional de Ética em Ciência e Tecnologia, formado por um grupo de especialistas encarregado de propor medidas capazes de preservar a integridade em pesquisa", podemos afirmar que há um erro de concordância, pois o adjetivo "encarregados" deveria concordar com o substantivo "especialistas".
(__)No trecho "Agências de fomento à pesquisa, universidades e indústria devem investigar possíveis violações e, uma vez comprovadas, punir os responsáveis com base na legislação", o verbo "punir" concorda com "possíveis violações".
(__)No trecho "O escândalo levou o governo a criar, no final de 2019, o Comitê Nacional de Ética em Ciência e Tecnologia, formado por um grupo de especialistas encarregado de propor medidas capazes de preservar a integridade em pesquisa", o termo "o escândalo" está retomando o caso de He Jiankui citado no parágrafo anterior.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
PEQUENAS E GRANDES ESPERANÇAS
Pensando (ou lembrando) bem, não foram tão verdes assim. A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse. Talvez porque já esteja, lá, tudo solucionado e a gente possa se ver, no tempo, como quem vê uma personagem num livro ou filme: aconteça o que acontecer, há um fim definido, predeterminado. Essa espécie de improvisação do agora, do que está sendo moldado, causa muito mais angústia. Não temos, como no samba, a menor ideia de como será o amanhã. Encontrar um único adjetivo para os anos 70 não é tão fácil assim. Facílima é a expressão “anos 70”, como se pudéssemos espremer aqueles dez anos em um único significado, ignorando as nuances todas. Os dias em que nada parecia acontecer e não estávamos dentro dos tais anos 70: por trás de circunstâncias históricas, nomes e datas, estávamos dentro de um tempo que ainda não ganhara uma forma exata. Se foram duros? Foram, foram duros. Mas foram também cheios de sonhos e encontros e pequenas e grandes esperanças. Foram anos em que não se podia viver muito para fora: a repressão política nos empurrava para dentro. Nesse movimento, havia duas opções principais e radicais: ou você caía de cabeça nas drogas ou mergulhava na clandestinidade política. O que ligava os dois comportamentos era uma vontade poderosa de mudar o país e o planeta, fosse através do ácido lisérgico nas caixas-d’água das cidades, fosse pela revolução do proletariado. Verde mesmo, verde clarinho, desse quase água, era ter perto de vinte anos e não saber que se sabia muito pouco das ditas coisas da vida. Justamente por isso, enfrentar de peito aberto todos os riscos de dentro ou de fora da própria cabeça, esgueirando-se entre paranoias quase sempre reais. Não tínhamos ainda essas marcas deixadas pelos que desistiram, se mataram, foram presos, torturados, assassinados, enlouqueceram — enquanto dentro de nós pequenas partes iam também desistindo, se matando, sendo presas, torturadas, assassinadas, enlouquecendo. Não ter essas marcas era verde. Verde era ainda estar inteiro e pronto para a luta, embora não parecesse. É por isso que, quando a barra pesa, gosto de pensar que dentro do agora talvez exista também um verde qualquer, que não estamos vendo. Só veremos quem sabe quando pudermos aprisionar estes anos num pacotinho, carimbá-lo e colocar na prateleira da História com o título de “anos 80”. Ficarão mais leves, assim batizados?
ABREU, Caio Fernando. O melhor de Caio Fernando Abreu. 1. ed. - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
